Notas iniciais
Feliz ano novo!! Boa leitura.

Mamãe, nós vamos todos para o inferno.

Mamãe, nós vamos todos para o inferno.

Escrevo esta carta desejando que esteja bem

Mamãe, nós vamos todos para o inferno.

Oh, bem agora, mamãe, Nós iremos morrer

Mamãe, Nós iremos morrer

Pare de me fazer peguntas, eu odiaria vê-la chorar

Mama, todos nós iremos morrer

E quando nós formos, não nos culpe, yeah

Nós deixamos que o fogo nos banhe, yeah

Você nos fez, oh, tão famosos

Nós nunca a deixaremos ir

Quando você for, não retorne para mim, meu amor

Mamãe, nós estamos cheios de mentiras

Mamãe, nós temos importância para as moscas

Agora eles estão fazendo um caixão do seu tamanho

Mamãe, nós estamos cheios de mentiras

My Chemical Romance

13 de julho de 2006, Manning, Colorado.

Sam caminhou apressadamente em direção ao quarto de motel em que estavam hospedados. Foi a vez dele de comprar comida. Há dois dias, John estava passando para ele e Dean tudo o que sabiam sobre o demônio de olhos amarelos. Há dois dias ele não sabia de Alicia. John tinha passado um dever para ele.

Mas ali estava ela. Parada em frente do quarto do motel, vestida de preto, com os cabelos bagunçados e a maquiagem meio borrada. Ela estava linda e trágica.

E fumando um cigarro.

–Oi – Sam parou timidamente em frente a ela. O que você diz para uma mulher que diz que te ama, depois fala que você é chato e resmungão, luta com um bando de vampiros ao seu lado e some? – você voltou.

Ela apenas concordou com a cabeça.

–Você vai entrar?

–Em um minuto. – ela disse, sem olhar para ele.

Sam entrou no quarto e fechou a porta. Alicia ia deixá-lo louco. Ele não sabia mais o que fazer com ela.

–Alicia voltou – ele anunciou, colocando as sacolas com os lanches em cima de uma mesa, já muito abarrotada de velhos livros e papéis. As paredes estavam cheias de anotações, hieróglifos, fotos, reportagens de jornal.

–Onde ela esteve, afinal? – perguntou Dean, olhado para o pai.

–Fazendo uma pesquisa extremamente chata e minuciosa para mim, mas que ela era a única que conseguiria fazer tão rápido. – os dois olharam curiosos para ele – ela tem alguma experiência nisso.

–E mais uma coisa – disse Sam – desde quando ela fuma?

Foi quando ele disse isso, que ela abriu a porta e entrou. Os três olharam para ela, mas ela pegou a carteira do bolso e tirou de lá um papel amassado. Era uma foto. Ela pegou umas das tachinhas e colocou a foto na parede. Era uma foto de Alicia, com uns 17 ou 18 anos, e mais 6 pessoas: 3 rapazes loiros e 3 moças: uma morena bonita que parecia ser a mais velha, uma ruiva e uma loira que não parecia ter muito mais que 15 anos.

–Respondendo a sua pergunta, Sam – ela diz, a voz tranquila. Pegou uma caneta vermelha de cima de uma mesa – eu fumo desde 2001, quando trabalhei em um Pub em Londres. Estão vendo essa foto? São todos caçadores. Ou melhor, eram. Éramos jovens, inocentes demais e acreditávamos que estávamos no topo do mundo matando todos aqueles lobisomens. Éramos invencíveis. E agora? Morto. Morto. Morta. Nunca achamos o corpo de Kayla, só alguns pedaços. Ela tinha 16 anos.

Ela fez um X no rosto de dois dos rapazes e na loira.

Indicou a moça ruiva.

–Ela está viciada em calmantes e antidepressivos. Da última vez que soube, tinha sido internada pela terceira vez numa clinica psiquiátrica. E ele – ela apontou o rapaz que faltava – é alcoólatra. Às vezes usa outras drogas também. Para esquecer. É o irmão de Kayla.

Ela olhou longamente a foto, com uma expressão muito triste.

–E essa aqui é uma vadia que eu acho que me enviou para uma armadilha. Não sei se está viva ou morta. Mas se estiver viva, vou matá-la.

Alicia olhou atentamente os três homens a sua frente, os três com expressões tristes, dolorosas e confusas no rosto. Ela suspirou fundo.

–Eu achei o demônio de olhos amarelos. Há claros sinais em Salvation, em Iowa. Os mesmos sinais que ocorreram das outras vezes – ela olhou para John. — nós provavelmente vamos morrer. John... Eu acho que sei qual é esse demônio. Pelos meus diários, do que eu aprendi, eu acredito que este seja Azazel.

–Azazel. – repetiu John.

–Demônios de olhos amarelos foram os primeiros criados por Lúcifer, quando este caiu. Ou é o que diz a lenda. E esse modo de ação, os sinais que você disse que ele está causando... Que eu encontrei em Salvation... Parece ser Azazel.

Alicia se sentou numa das camas bagunçadas.

–Então. É isso. Temos que ir para o Iowa. – ela disse.

–Nós passamos a vida caçando por ele. Sem sinal nenhum. Até que há um ano, começou a surgir de novo: casas queimadas até o chão, em famílias que tinham bebês de seis meses.

–Então, basicamente, ele está indo atrás dessas crianças por um motivo. O mesmo que veio por mim? Então a morte da mamãe... E de Jessica. É tudo por minha causa? – perguntou Sam. A voz dele era triste e cansada. Alicia queria abraça-lo.

–Nós não sabemos – falou Dean rapidamente.

–Oh, realmente? Porque eu diria que temos bastante certeza.

–Pela última vez, o que aconteceu com elas não é sua culpa.

–Certo, não é minha culpa, mas é meu problema.

–Não é seu problema, é nosso problema!

–Ok, isso foi o suficiente – cortou John. Todos respiraram fundo.

–Então por que ele faz isso, o que ele quer? – perguntou Sam.

–Eu queria ter mais respostas – falou John, tristemente – eu estive sempre um passo atrás disso, eu nunca cheguei a tempo de deter.

–Eu também não sei. – falou Alicia, quando todos olharam para ela. – Azazel não é registrado desde a Idade Média, eu acho. Mas ele apresenta vários sinais característicos de demônios de olhos amarelos: a morte de gados, tempestades elétricas. O padre que me ensinou isso disse que existiram sete demônios de olhos amarelos, mas Azazel era o único ainda vivo. Os outros morreram em tempos imemoriais. Mas claro, estamos falando de demônios criados por Lúcifer. Pode ser que seja só lenda.

Sam cruzou os braços e seus olhos se prenderam nela. Ela ainda parecia bonita e trágica. Alicia tinha dito que o amava. E ele ainda não sabia o que fazer com isso, ou o que ela esperava dizendo com isso. Nem Sam sabia o que ele próprio estava esperando. Tinha muita coisa acontecendo agora, e ele evitava pensar nisso. Mas quando acabasse, ele teria que pensar no que ele queria de verdade.

As vezes ele tinha vontade de jogar tudo pro alto e ficar com ela. Então ele se lembrava que ele tinha um demônio que já tinha matado duas vezes por causa dele (independente do que Dean dizia), que Alicia tinha um perseguidor e vivia fugindo e era emocionalmente instável e imprevisível, além de cheia de segredos.

Mas ela o amava.

Alicia viu os olhos de Sam grudados nela e começou a olhar para qualquer outro lugar, menos para ele. Ela tinha se colocado no modo automático, parecia que não sentia mais nada, como se algo dentro dela finalmente tivesse quebrado após aquele sequestro e a fuga. Ela tinha desistido de continuar tentando qualquer coisa, então só fazia o que precisava fazer. Colocou uma máscara, e deixou a máscara lidar com as coisas que precisava. Ia ajudar os Winchesters. Ela também era um deles. Não era filha de Mary, mas passou a vida em busca de vingança por ela. E depois? Seu futuro era um grande negro. Não havia um bom destino para ela.

Nesses momentos, ela acendia outro cigarro. Estava fumando que nem louca ultimamente, acendendo um cigarro no outro. Nunca tinha fumado tanto assim. A coisa divertida e trágica, era que nenhum dos Winchesters tinha percebido o colapso que ela estava passando. Ela só se mantinha o mais afastada possível, e aos poucos, ia morrendo por dentro. E ela disse a Sam que o amava, mas claro, tarde demais. Não fazia diferença nenhuma agora. Ele não ligava.

–-

Alicia estava viajando de carro com John. Ele pelo menos não tentava “conversar”. E era um alivio para ela saber que John não a rejeitava, mesmo ela sendo em parte demônio. John entendia. Mas o medo de Alicia era quem Dean e Sam não fossem tão compreensivos. Mesmo que ela pensasse: mas se John foi, eles também poderiam ser... Mas sempre que pensava em contar, ela travava.

O celular de John tocou.

–Atenda para mim, Alicia.

O visor dizia CALEB.

–Oi, é Alicia Kavanagh. John está dirigindo, aqui do meu lado. Pode falar.

Quando ela desligou, estava em choque.

–O pastor Jim Murphy está morto. – ela disse. Jim tinha cuidado dela e dos meninos várias vezes – Caleb encontrou traços de enxofre na igreja.

John virou o carro bruscamente, parando ao lado da estrada. O Impala, que seguia eles de perto, parou também.

–O que foi isso? – Dean e Sam saíram correndo até o pai, que desceu do carro e bateu a porta.

–Jim Murphy está morto – ele falou.

Alicia desceu do carro. Respondeu a pergunta nos olhos de todos.

–Ele teve a garganta cortada.

–Agora cada segundo conta – falou John, de forma quase maníaca – vamos nos dividir. Esse demônio está chegando próximo. Precisamos de uma lista de todas as crianças que vão fazer seis meses na próxima semana. Vamos checar todas.

Assim que voltaram para os respectivos carros, o celular de Alicia recebeu uma mensagem.

EU SEI QUE VOCÊ NÃO ESTÁ BEM.

Era de Sam. Ela sorriu.

–-

Eles se dividiram nos dois hospitais e em dois centros médicos para tentar descobrir as crianças que se enquadravam. Sam estava saindo de um dos centros médicos, quanto sentiu uma forte dor de cabeça. Sua visão sumiu, e outras imagens começaram a aparecer. Ele viu o demônio de olhos amarelos num quarto de bebê, uma mulher olhando pela janela, o som de um trem e o demônio novamente.

As visões desaparecem. Rapidamente, ele pegou um mapa. Não devia ter muitos locais em Salvation que passava um trem perto. Ele estava certo. Tinha um local desses e era perto dali. Ele foi até lá o mais rápido possível. Acabou parado num parque cheio de casas ao redor. Novamente, a dor de cabeça veio. Então ele percebeu que a casa em frente a ele era a casa da visão. E a mulher da sua visão estava chegando em casa, com vários pacotes de compras e um bebê no colo. Ela se desequilibrou e deixou as compras caírem. Sam aproveitou a oportunidade.

–Oi, deixe eu te ajudar. – ele diz sorrindo e pegou o que tinha caído no chão.

–Obrigada. – responde a mulher, sorrindo.

–Ela é linda – diz Sam, olhando para a criança – é sua?

–Sim. Eu sou Monica. Essa é Rosie.

–Eu sou Sam. Eu acabei de me mudar. – ele sorriu para a menininha.

–Seja bem-vindo a vizinhança. – ela sorri. Sam entregou as sacolas para ela, que foi para dentro de casa.

A visão que Sam estava tendo retornou, acompanhando da dor de cabeça: ele vê um homem no quarto de Rosie, Monica abrindo a porta e parecendo surpresa, e depois o quarto queimando, com Monica no teto. Mas quando as imagens se foram, sua cabeça continuou dolorida.

Quarto de motel.

Sam estava sentando numa cadeira, de frente para John, Dean e Alicia, sentados num velho sofá verde.

–Uma visão – dizia John, enquanto Sam massageava a testa dolorida. – e você pensa que vai acontecer com essa mulher por que...

–Porque acontece exatamente como eu vejo. Começou em pesadelos. Depois quando eu estava acordado também. Parece que quando nos aproximamos de algo que tenha a ver com esse demônio, mais forte a visão fica.

–E quando vocês três iam me contar isso?

–Nós não sabíamos que isso tinha importância – falou Dean, indignado.

–Quando uma coisa dessas começa a acontecer com seu irmão, você devia me ligar!

Dean encarou o pai, chocado.

–Ligar para você? Você está brincando? Eu liguei para você de Lawrence, lembra?* Sam ligou para você quando eu estava morrendo.** Eu quero dizer, conseguir falar com você por telefone? Eu tinha mais chance de ganhar na loteria.

–Você está certo, mesmo que eu não esteja gostando desse tom seu, você está certo. Eu sinto muito.

–Certo pessoal – interrompeu Sam – com ou sem visões, o fato é que esse demônio está vindo essa noite. E essa família vai passar o mesmo inferno que nós passamos.

–Não, não vai – falou John, determinado. – ninguém mais vai, nunca mais.

O celular de Sam tocou.

–Alo?

–Sam?

–Quem é?

–Pense um pouco, você vai descobrir quem é.

–Meg? Da última vez que eu vi você, você caiu pela janela. ***

Aquilo realmente machucou meus sentimentos, a propósito.

–Só seus sentimentos? Foi uma queda de sete andares.

Deixe eu falar com seu pai.

–Eu não sei onde meu pai está.

–É hora dos adultos conversarem, Sammy. Deixe eu falar com ele.

Relutantemente, Sam passou o celular para o pai, que já aguardava, com o braço estendido.

–Sou eu, John.

Eu sou Meg. Sou uma amiga dos meninos. Eu também sou aquela que assistiu Jim Murphy se afogar no próprio sangue. Ainda está ai, Johnie? Enfim, isso foi ontem. Hoje eu estou em Lincoln. Visitando outro amigo de vocês. Ele quer dizer oi... – a voz muda para de um homem – John, qualquer coisa que você faça, não dê a ela...

–Caleb? Ouça. Ele não tem nada a ver com isso. Deixe ele ir.

–Nós sabemos que você tem a Colt, John.

–Eu não sei do que você está falando.

Ok, ouça isso. – o próximo som que John ouviu é de Caleb se afogando no próprio sangue.

–Caleb? Caleb!

Você ouviu isso? Esse é o som do seu amigo morrendo. Agora vamos tentar de novo. Nós sabemos que você tem a arma, John, as notícias viajam depressa. Então nós entendemos que você declarou guerra. E é assim que a guerra é. Tem perdas. E nós vamos continuar fazendo isso. Todos seus amigos, qualquer um que um dia tenha ajudado você, qualquer um que você tenha amado. Todos vão morrer a não ser que você nos dê essa arma.

–Ok, vou levar a Colt até você.

–Tem um depósito em Lincoln, na esquina entre Webash e Lake. Você vai me encontrar lá.

–Eu vou demorar pelo menos um dia para chegar até ai.

–Me encontre aqui a meia noite.

–Isso é impossível. Eu não posso chegar ai na hora e não posso carregar uma arma num avião.

–Ah. Então acho que seus amigos vão morrer, não? Se você decidir vir, venha sozinho.

Assim que John desligou, Dean já perguntou:

–O que vamos fazer?

–Eu vou para Lincoln. Se eu não for, muitas pessoas vão morrer. Não parece que eu tenha escolha.

–O demônio está vindo essa noite para Monica e a família – disse Sam, soando desesperado – a arma é a única coisa que temos, não podemos abrir mão.

–Ninguém disse nada sobre abrir mão. Além de alguns poucos vampiros, ninguém nunca viu essa arma. Posso entregar uma falsa para Meg e assim ganhar algumas horas.

–E depois? – perguntou Alicia.

–Só preciso de algumas horas.

–Você quer que eu, Dean e Alicia mate esse demônio. – falou Sam.

–Não, Sam. Eu quero parar de perder pessoas que nós amamos. Quero que você vá para a faculdade, quero que Dean tenha um emprego, que Alicia tenha uma casa. Quero que vocês todos tenham uma vida. Eu quero... Eu quero Mary viva. Eu apenas quero que tudo isso acabe.

–-

Alicia e Sam observam John checar as armas e recoloca-las na caminhonete. Dean estacionou o Impala e desceu.

–Você sabe que é uma armadilha, não sabe? Por isso você precisa ir sozinho.

–Eu posso cuidar dela. Eu tenho um grande arsenal. Água benta, amuletos...

–Pai... Me prometa uma coisa. – a expressão de Dean era muito séria – se as coisas ficarem ruins, só saia de lá. Não morra. Morto, você não ajuda em nada.

–A mesma coisa para vocês – e depois de uma longa pausa – foram feitas balas especiais para essa colt. Restaram apenas quatro. Sem elas, essa arma é inútil. Façam cada tiro contar. Eu estive esperando muito tempo por essa luta. E agora não vou fazer parte dela. É a luta de vocês, vocês terminam isso. Terminam o que eu comecei, certo?

–-

Os três ficaram a certa distância, observando a casa.

–Talvez pudéssemos dizer a ele que tem um vazamento de gás. Que eles precisam deixar a casa por algumas horas.

–Quantas vezes isso realmente funcionou para nós?**** – perguntou Dean.

–E se nós falarmos a verdade? – sugeriu Sam. Ele, Dean e Alicia se entreolham longamente. Então, começam a rir.

–Isso é estranho – falou Alicia – todos esses anos, e agora estamos aqui. Não parece real.

–Nós temos que manter a cabeça no nosso trabalho, como sempre. – respondeu Dean, olhando sério para ela.

Fez um silêncio, enquanto eles observavam a casa, cada um com seus próprios pensamentos.

–Dean... Alicia... Eu quero agradecer vocês.

–Pelo que? – perguntou Dean, enquanto ele e Alicia olhavam Sam com curiosidade.

–Por tudo. Vocês sempre estiveram aqui. Mesmo quando eu não podia contar com ninguém, eu tinha vocês dois. E eu quero que vocês saibam disso, apenas em caso...

–Espere, espere, espere – interrompeu Dean – você está brincando comigo? Não diga apenas em caso de alguma coisa acontecer com você. Eu não quero ouvir esse discurso. Ninguém vai morrer essa noite. Nem nós, nem essa família. Apenas esse demônio. Esse filho da puta malvado não vai viver mais um dia após essa noite, estão me ouvindo?

Seguiu-se um silêncio pesado.

–Eu ainda acho que vamos morrer – falou Alicia, depois de um tempo, observando a casa.

Ela queria estar morta.

As luzes da casa começaram a piscar. Eles correram até a porta; Dean a abriu usando um cartão. Assim que entraram, no entanto, um homem dá de cara com eles. Ele tirou um bastão de baseball, e ameaçou bater neles. Dean conseguiu facilmente dominá-lo.

–Fique quieto e me ouça. Nós estamos tentando te ajudar.

–Charlie, está tudo bem? – Monica, com que Sam tinha conversando mais cedo, estava descendo as escadas. Ao mesmo tempo em que Charlie gritava “Monica, pegue a bebê!”, Sam gritava “Não entre no quarto dela!”.

–Você fique longe dela! – gritou Charlie para Sam. Dean nocauteou ele, e começou a arrastar o corpo para fora da casa. Enquanto isso, Alicia e Sam subiram as escadas correndo atrás de Monica.

Eles entraram no quarto no exahhhto momento em que Monica estava sendo mantida no teto pelo demônio. Ele estava lá, sorrindo malignamente, os olhos amarelos brilhando de forma sinistra. Sam atirou nele com a Colt, mas foi tarde demais. Ele desapareceu em uma fumaça negra, ao mesmo tempo que Monica, gritando, caiu no chão. Alicia correu até o bebê e o tirou do berço, o quarto estava começando a queimar. Sam pegou Monica no colo, e eles correram para fora. Assim que chegaram ao jardim, toda a casa estava em chamas. Dean estava na porta. Charlie estava acordando.

–Vocês fiquem longe da minha família!

–Não, Charlie, não – fala Monica e o abraça, depois pega Rosie do colo de Alicia. – eles nos salvaram.

Ela começa a chorar.

–Eles nos salvaram! Obrigada!

Dean, Sam e Alicia observavam a casa queimar. Do quarto de Rosie, podiam ver a silhueta do demônio.

–Ele ainda está lá dentro! – gritou Sam, e começou a correr em direção a casa.

–É suicídio! – Dean o segurou.

–EU NÃO LIGO! – gritou Sam, começando a se debater.

–Não. – falou Alicia, pegando a mão de Sam. Ele parou de se debater quase instantaneamente, preso no olhar de Alicia. Sam sabia que ela entendia a dor que ele estava sentindo naquele momento.

–-

Quarto de motel.

Dean estava ligando pela milésima vez para o celular de John.

–Alguma coisa está errada.

Sam estava sentado em uma das camas, com Alicia ao lado dele. Ele olha fixamente a parede e parece desolado e cheio de raiva. Alicia olhava fixamente para Sam, sem soltar uma das mãos dele.

–Vocês me ouviram? – perguntou Dean. – alguma coisa está errada!

–Se vocês tivessem me deixado voltar lá dentro, eu poderia terminar tudo isso.

–Sam, a única coisa que você teria terminado é com sua vida. – falou Dean, cansado.

–Você não pode ter certeza disso.

–Então o que, você está disposto a sacrificar sua vida?

–Estou. Pode apostar que estou.

–Bem, isso não vai acontecer, não enquanto eu estiver por perto.

–Que porra você está falando, Dean, nós passamos a vida toda procurando por isso. É a única coisa que nós nos importamos.

–Sam, eu quero que isso acabe. Mas não vale a pena morrer por isso. Se caçar esse demônio significa que vamos morrer, eu espero que nós nunca encontramos ele.

–Essa coisa matou Jess e mamãe.

–Como você mesmo disse uma vez, elas se foram e nunca vão voltar.

Sam levantou com um pulo, explodindo de raiva, e prendeu Dean contra a parede.

–Não diga isso. Depois de tudo, não diga isso!

–Sam – disse Alicia, e ele soltou Dean, as lagrimas escorrendo pelos olhos. – nós só temos um ao outro, ok? Não precisamos de mais mortes. Eu quero dizer... – os olhos dela também estava cheios de lagrimas – eu realmente achei que morreríamos essa noite. Eu não consigo acreditar que estamos vivos.

Sam deu um passo à frente e abraçou Alicia, deitando a cabeça no ombro dela. Ela lentamente passou a mão nos cabelos dele.

Alicia deu um olhar a Dean, por cima da cabeça de Sam, e mexeu os lábios dizendo “John”. Dean arregalou os olhos, preocupado, e ligou novamente.

Dessa vez o celular foi atendido no primeiro toque.

Vocês garotos realmente ferraram com tudo dessa vez.

Onde está ele?

Vocês nunca mais vão ver o pai de vocês de novo.

Notas finais
*1x09 – Home, ou na fic: 1x09 – Echos, Silence, Patience & Grace. **1x12 – Faith. ***1x16 – Shadow, ou na fic: 1x13 – Shadows. **** Eu acho que ele está se referindo ao 1x08 – Bugs, onde eles dizem que há vazamento de gás para uma família deixar uma casa que estava em terra amaldiçoada, e obviamente, não funciona.