Night of the Hunter
19 1x19 - Devil's Trap
Notas iniciais

Continue meu filho desobediente
Haverá paz quando você estiver terminado
Coloque sua cabeça cansada para descansar
Não chore mais
Uma vez, eu me levantei acima do ruído e da confusão
Apenas para perceber por um instante além desta ilusão
Eu estava voando cada vez mais alto, mas eu voei muito alto
Embora meus olhos pudessem ver eu ainda era um homem cego
Embora minha mente pudesse pensar, ainda era um homem louco
Eu ouço as vozes quando estou sonhando, posso ouvi-las dizer
Continue meu filho desobediente
Haverá paz quando você estiver terminado
Coloque sua cabeça cansada para descansar
Não chore mais
Kansas
–Eles estão com o papai. – Dean estava cabisbaixo e furioso.
Alicia pegou a Colt em cima da mesa, soltando o abraço de Sam.
–Nós temos que ir – ela disse, e começou a juntar coisas espalhadas.
–Por que? – perguntaram Dean e Sam.
–Os demônios sabem que estamos em Salvation. Eles sabem que temos a Colt. E eles capturaram John, logo, estarão aqui atrás de nós.
–Bom – disse Sam, com um sorriso perverso nos lábios – nós ainda temos três balas. Eu digo: podem vir.
–Estou com Allie – Dean também tinha começado a juntar as coisas – nós não estamos prontos. Nós não sabemos quantos são. Nós não servimos para nada mortos. Estamos partindo agora!
–-
Eles deixaram Salvation correndo o mais depressa possível, sem ao menos discutir para onde estavam indo.
–O que nós precisamos é de um plano – Dean falava rapidamente – agora, eles provavelmente estão mantendo papai vivo, nós só precisamos descobrir onde. Eles vão querer trocá-lo pela arma.
–Dean – interrompeu Sam, sacudindo a cabeça – se isso é verdade, então por que Meg não mencionou um acordo? Papai, ele pode estar... – ele interrompeu a frase – olha, eu não quero acreditar nisso mais do que você. Mas se ele estiver, é mais uma razão para matarmos essa coisa maldita. Nós ainda temos a Colt. Podemos terminar o trabalho.
–Foda-se o trabalho! – gritou Dean.
–Eu só estou querendo fazer o que ele queria que nós fizéssemos.
–Sam – Alicia estava irritada – pare de falar como se ele já estivesse morto.
–Não vamos fazer nada até encontra-lo – determinou Dean – vamos até Lincoln tentar encontrar alguma coisa.
–Dean, acho que precisamos de ajuda – falou Alicia.
–-
15 de julho de 2006. Próximo a Sioux Falls, South Dakota.
A casa de Bobby era um local abarrotado de livros velhos. Alicia estava sentada num sofá, lendo um que era pequeno e muito grosso, que estava em latim. Ao lado dela, havia um dicionário inglês-latim.
Sam estava na mesa, lendo um enorme e grosso livro, também muito antigo. Dean estava sentando em frente a Sam. Bobby entrou na sala, carregando dois frascos prateados com desenhos de cruzes. Ele entrega um deles a Dean.
–O que é isso, água benta?
–Esse sim. Esse aqui é whisky. – ele tomou um gole e passou o frasco a Dean, que também tomou um gole.
–Obrigado, Bobby. Por tudo. Para falar a verdade, eu não tinha certeza se devia vir.
–Besteira. Seu pai precisa de ajuda. E de qualquer maneira, queria ver como Alicia estava se readaptando a vida americana. – ele dá um sorriso para ela. Bobby sempre tinha sido muito superprotetor com a única menina da família Winchester.
–Bem, ok, mas da última vez que nos vimos, você ameaçou a atirar nele com a arma de chumbo. Até levantou a espingarda e tudo mais.
–Bem, o que eu posso dizer? John causa esse efeito nas pessoas.
–Acredito que sim – falou Dean com uma risadinha.
–Bobby, esse livro – falou Sam – eu nunca vi algo como isso.
–A Chave de Salomão? É realmente muito bom.
Alicia se levantou do sofá e se aproximou para ver o livro, assim como Dean.
–E isso realmente funciona?
–É, de fato sim. Já vi ser utilizado uma vez – falou Alicia – o demônio fica preso dentro, sem poderes.
–Vou dizer uma coisa para vocês. – disse Bobby, mostrando preocupação – vocês estão metidos numa grande merda. Num ano normal, eu ouço falar de três possessões demoníacas. Esse ano já ouvi falar de 27, e estamos em julho. Há mais e mais demônios andando entre nós.
–Está assim em todo o mundo, Bobby. – disse Alicia – o último ano que cacei no exterior foi uma loucura. Todo o tipo de criatura... Aumento dos casos sobrenaturais... E por algum motivo, aqui nos EUA parece ser o centro de tudo. Eu não sei porque.
–Eu também não – falou Bobby – mas uma tempestade está vindo, e vocês garotos, seu pai e Alicia estão no centro de tudo.
De repente, um cachorro começou a latir muito forte.
–Tem algo errado – falou Bob, e ao mesmo tempo, a porta se abriu e Meg entrou. Dean se levantou num pulo e pegou o frasco de água benta, mas com um gesto ela o empurra para a parede. Sam correu para se colocar entre Meg e Alicia, que estava logo atrás de Dean.
–Chega de gracinhas – falou a demônio. – eu quero a Colt, Sam, e eu quero agora.
Sam, Bobby e Alicia começaram a andar devagar para trás, se afastando de Meg, mas ela os segue rapidamente.
–Nós não a temos mais. – falou Alicia – nós a enterramos.
–Eu não disse “chega de gracinhas”? Eu juro, depois de tudo que eu ouvi sobre você e os Winchesters, eu estou um pouco desapontada. Primeiro Johnny tenta me enganar com uma arma falsa, e depois deixa a arma verdadeira com vocês três babacas. Que coisa mais estupida, vocês realmente acharam que eu não ia encontra-los?
–Na verdade, estávamos contando com isso – falou Dean, ainda no chão onde tinha caído, olhando para cima. Meg olha para cima também, e vê a armadilha do diabo. Assim que chegaram na casa de Bobby, este e Alicia comandaram a operação de desenhar a armadilha. Era mais fácil sentar e esperar Meg aparecer do que ir atrás dela. Alicia riu, olhando para aquela maldita Meg. Era hora da vingança.
–-
Rapidamente, Dean e Sam amarraram Meg à uma cadeira, enquanto Bobby e Alicia salgavam todas as portas e janelas para nenhum demônio a mais entrar.
–Onde está nosso pai, Meg? – começou Dean.
–Você não perguntou educadamente.
–Onde está nosso pai, vadia?
–Você beija sua mãe com essa boca? Ah, eu esqueci. Ela está morta.
Dean a encarou de forma ameaçadora, e gritando, continuou o interrogatório:
–Você acha que isso é a porcaria de um jogo? Onde ele está? O que você fez com ele?
–Ele morreu gritando. Eu mesma o matei.
Dean a olhou, cheio de ódio, e deu um soco nela.
–Isso é o tipo de coisa que me excita, você batendo em uma garota.
–VOCÊ NÃO É UMA GAROTA!
–Dean – Alicia segurou o braço dele.
–Você está bem? – perguntou Sam.
–Ela está mentindo. Ele não está morto.
–Dean, você tem que ter cuidado com ela – sussurrou Bobby – não a machuque. Ela é realmente uma garota, isso é o porquê.
–Como assim?
–Ela está possuída. – falou Alicia – é um ser humano possuído por um demônio.
–Vocês estão me dizendo que há uma garota inocente presa nesse corpo?
–Sim. – disse Alicia. Ela foi até a mesa onde esteve lendo o livro em latim. – e eu preparei uma surpresa para ela.
Ela parou em frente à cadeira de Meg, e começou a ler, em latim.
–Regna terrae, cantate deo, psallite domino...
–Um exorcismo, sério? – mas não parecia mais estar se divertindo tanto. Ela começou a se contorcer de dor. Ela olha fixamente para Alicia – eu vou matar você. Vou tirar seus ossos do seu corpo.
–Não, você vai queimar no inferno – respondeu Dean – ao menos que você diga onde nosso pai está. Bem, pelo menos você vai conseguir um bom bronzeado. Alicia, continua.
–Exorcizamus te, omnis immundus spiritus, omnis satanica potestas, omnis incuriso infernalis adversarii, omnis legio, onmis congregatio et secta diabolica...– continua Alicia, e enquanto isso, Meg começa a se mostrar seriamente com dor. Então ela dá um grito e diz:
–Ele implorou chorando pela vida dele. Ele implorou para ver vocês uma última vez. E depois eu cortei a garganta dele.
–Pelo seu próprio bem, eu espero que você esteja mentindo. Porque se for verdade, eu juro por Deus, eu vou ir até o inferno e vou destruir cada um de vocês filhos da puta malignos. Onde ele está?
–Você não vai aceitar “morto” como resposta, vai?
–Onde ele está? – repete Dean, agora gritando. — e ele não está morto, ele não está, ele não pode estar! Alicia, por que parou? Continue!
–Ab insidis diaboli, libera nos, domine. Ut ecclesiam tuam secura tibi facias, libertate servire, te rogamus, audi nos. Ut inimicos sanctae ecclesiae humiliare digneris, to rogamus audi....
–Ele vai morrer! – gritou Meg, com a voz cheia de dor.
–Espere! – Dean fez um sinal para Alicia parar o exorcismo – o que você disse?
–Ele não está morto, mas vai estar depois do que faremos com ele.
–Como eu sei que você está falando a verdade?
–Você não sabe.
Dean olhou para Alicia, indicando para ela continuar o exorcismo.
–Um prédio, ok? Um prédio em Jefferson City. Eu não sei mais nada, eu juro! Isso é tudo que eu sei!
–Termine, Alicia.
–O que? Você prometeu! Eu disse a verdade!
–Eu menti. Eu não ligo. Alicia?
–Espere! – disse Sam, segurando o braço dela – talvez ela esteja mentindo. Talvez ela saiba onde podemos encontrar o demônio.
–Sam, tem uma garota inocente naquele corpo – interrompeu Dean.
–Nós vamos mata-la – falou Alicia – ela caiu de um prédio. A única coisa que a mantém viva é o demônio dentro. Estamos exorcizando, e a garota vai morrer.
–Eu não vou deixa-la assim. Vamos colocar fim ao sofrimento dela. Alicia, termine isso!
–Dominicos sanctae ecclesiae, terogamus audi nos, terribilis deus do sanctuario suo deus israhel. Ipse tribuite virtutem et fortitudinem plebi suae, benedictus deus, gloria patri....
Meg deu um grito, a cabeça apoiando para trás e todo seu corpo se contorcendo. Uma nuvem de fumaça preta saiu da boca dela, e depois desapareceu. O corpo caiu para frente e sangue começou a pingar do chão.
A garota estava respirando ainda. Sam correu para dentro do circulo e a deitou no chão, cuidadosamente.
–Alguém chame 911! – gritou Dean – ela ainda está viva.
Ele e Alicia se ajoelharam no chão ao lado de Sam e da garota.
–Eu sinto muito, vamos cuidar de você. – falou Sam.
–Um ano – ela disse – foi um ano. Eu estive acordada em algumas partes. As coisas que eu fiz, foi um pesadelo. Eu não podia mover meu próprio corpo.
–Ela estava falando a verdade sobre nosso pai? – perguntou Dean. Sam deu um olhar de alerta a ele.
–Estava... Mas vocês sabem... Eles querem que vocês vão atrás dele.
–Se nosso pai está vivo, nada disso importa. – Bobby apareceu com um copo de água e um cobertor. Sam cobriu a garota, enquanto Dean levantava a cabeça e Alicia segurava o copo para ela beber.
–Onde está o demônio que procuramos? – perguntou Sam.
–Não está lá – ela respondeu, parecendo cada vez mais fraca.
–Onde estão mantendo nosso pai?
–Próximo ao rio. Nascer do Sol. – ela disse.
–Nascer do Sol? O que isso quer dizer?
Mas Meg, a garota, estava morta.
–-
Dean, Sam e Alicia foram o mais rápido possível embora da casa de Bobby, deixando ele para lidar com os paramédicos. Ele deu a Sam o livro A Chave de Salomão, que continha vários símbolos de proteção contra demônios. Ele usou um deles para poder esconder a Colt no porta-malas do Impala. Só tinham mais três balas, e precisavam guardar para o demônio. Dean e Sam quase tiveram uma briga por causa disso, pois Dean queria usar a Colt para salvar John.
Chegando em Jefferson City, resolveram seguir a margem do rio para ver se encontravam alguma coisa. Não foi difícil. Havia um prédio enorme e colorido de tons de laranja e amarelo, bem a margem do rio, chamado Nascer do Sol.
Para esvaziar os prédios e se livrarem das pessoas que não estavam possuídas, eles resolveram acionar o alarme de incêndio. O problema é que teriam menos de 10 min até os bombeiros responderem.
Depois que os bombeiros chegaram, Alicia distraiu alguns deles enquanto Sam e Dean roubavam três conjuntos completos de roupas de bombeiros. Eles iam subindo, Dean testando cada apartamento com o EMF.
–Sabe, eu sempre quis ser bombeiro. – ele disse. Não dava para saber se estava brincando ou falando sério.
–Você nunca me disse isso – respondeu Sam.
O EMF indicou alta atividade sobrenatural naquele apartamento em que estavam em frente.
Eles arrombaram a porta, chegando jogando água benta; dois demônios, um homem e uma mulher, foram queimados. Rapidamente, Sam e Dean os arrastaram para a dispensa; Alicia colocou sal na porta.
Encontraram John no quarto dos fundos; estava amarrado numa cama e desacordado. Antes de o soltarem, Sam jogou água benta no rosto dele, caso ele estivesse possuído. John acordou.
–Sam, por que está jogando água em mim?
–John, você está bem? – perguntou Alicia.
–Sim, estou. Eles até que não foram tão ruins. Onde está a Colt?
–Não se preocupe, está segura – respondeu Dean.
Sam e Dean levantam John da cama e o ajudam a sair do quarto. A porta se abriu, e dois homens, um deles com roupa de bombeiro, com os olhos completamente negros. Eles se fecharam novamente no quarto, mas os demônios resolveram abrir a porta do quarto a machadadas.
–Vamos pela janela! Tem uma saída de incêndio. – Alicia indicou – Sam, coloque sal na porta. Vamos.
Dean saiu primeiro, ajudando John que estava ferido. Alicia os seguiu, e Sam veio por último, colocando sal também na janela.
Eles estavam correndo pela rua, em direção ao Impala, quando um demônio surge de não sabiam onde, e pula em Sam, batendo nele com força. Eles estavam sem água benta. Alicia lançou um olhar para Dean, em quem John estava se apoiando. Ele joga a chave do Impala para ela.
Um tiro voou pelo ar, atingindo o demônio no peito. Ele cai morto. Alicia está segurando a Colt, ainda em posição de tiro. Dean entrou no banco de trás com John. Alicia senta-se no banco de motorista.
–Para onde vamos? – ela perguntou.
–Lembra aquela cabana de caça que tem há uma hora daqui, numa floresta? – perguntou Sam. – papai nos deixou lá várias vezes.
O rosto dele está coberto de sangue e cortes. Alicia não estava olhando para ele, estava com os olhos fixos na estrada, dirigindo que nem louca, o pé enfiado no acelerador.
–Não! Mas você me indica o caminho!
Eles conseguiram chegar até lá. Enquanto Dean ajudou John a entrar, Alicia e Sam colocavam sal em todas as portas, janelas e frestas.
–Como ele está? – Sam afundou no sofá, e deixou Alicia começar a delicadamente a limpar o sangue do rosto dele.
–Ele só precisa descansar, só isso. – falou Dean.
–Eu acho que não quebrou nada – Alicia disse. – John, você está furioso por eu ter usado uma das balas?
–Não, não se preocupe. Você fez bem. Eu estou orgulhoso de você.
Um vento forte vindo do nada passou por eles; o fogo que Sam tinha acendido na lareira começou a tremer.
–Ele nos achou – falou John – Sam, Alicia, coloquem sal em todas as portas e janelas.
–Nós já fizemos isso – disse Alicia, estranhando o comportamento de John.
–Bem, confiram. Dean, me dê a Colt. Não vou errar esse tiro.
–O Sam tentou atirar nele em Salvation. Ele desapareceu. – Dean começou a dar passos para trás.
–O que você está fazendo, Dean?
–Ele estaria furioso com Alicia por gastar uma bala. Não orgulhoso. Você não é meu pai.
Dean apontou a Colt. Todos ficaram congelados ali. Mal respiravam.
–Acho que você está possuído. Acho que está possuído desde que te resgatamos.
–Se você tem certeza, atire em mim.
Mas Dean não conseguia puxar o gatilho.
Os olhos dele se tornaram amarelos. Com um gesto, ele prende os três na parede. Dean deixa cair a Colt e o demônio a pega.
–Essa porcaria tem sido um grande incomodo.
–É você quem nós estamos procurando há muito tempo – falou Sam – mas e a água benta?
–Você achou mesmo que uma coisa dessas ia funcionar em mim?
–Eu vou matar você! – falou Sam, furioso.
–Isso é engraçado. – ele colou a arma bem em frente a Sam – tente mover isso, garoto psíquico.
Sam olhou para a arma, enquanto o demônio gargalhava.
–Isso é divertido. Eu podia ter matado vocês milhares de vezes hoje, mas valeu a pena esperar. O pai de vocês ele está preso aqui comigo. Ele diz oi, aliais. Ele vai destruir vocês, vai provar o ferro no sangue de vocês.
–Solte ele, ou eu juro por Deus... – começou Dean.
–O que? O que você e Deus vão fazer? Pelo que eu entendo, isso é justiça. – ele parou bem em frente a Alicia – sua pequena aberração, o exorcismo que você fez hoje, ela era minha filha. E aquele que você atirou hoje? Era meu filho.
–Você tem que estar brincando comigo – ela falou.
–O que? Só vocês podem ter uma família? Vocês matam minhas crianças. Como se sentiram se eu matasse a família de vocês? Oh, isso está certo. Eu fiz isso. Dois erros não fazem um acerto.
–Eu quero saber por quê. Por que você faz isso? – perguntou Sam.
–Você quer dizer, por que eu matei a mamãe e a lindinha Jess? – ele riu maldosamente e se virou para o lado em que estavam Dean e Alicia – vocês sabem, ele nunca contou para vocês, mas ele ia pedi-la em casamento. Estava vendo anéis e tudo. Você quer saber por quê? Por que elas estavam no caminho dos meus planos para você, Sammy e para crianças como você.
–Eu estou ficando cansado desse seu monologo – interrompeu Dean.
–Por que eu estou falando coisas que estragam seu jeito de ver a vida. Mascarar toda a dor, mascarar a verdade. Você luta por essa família, mas a verdade é que eles não precisam de você, não como você precisa deles. Sam é claramente o favorito de John, todas as vezes que eles brigam, é mais preocupação do que um dia qualquer um dos dois jamais demostraram por você. E eu nem vou começar a falar dessa criatura chamada Alicia. Seria piada demais até para mim.
–Eu aposto que você está bem orgulhoso dos seus filhos – falou Alicia – ah, eu esqueci. Eu os matei.
O demônio a ignorou. Ele caminhou em direção a Dean, que começou a se contorcer de dor. Sam gritou, enquanto o sangue manchava a camisa de Dean. Sam e Alicia tentam com todas as forças se livrarem daquilo que os aprisiona. Dean começou a gritar, chamando pelo pai, aprisionado dentro do demônio. Ele acaba desmaiando.
Sam e Alicia caíram no chão, por breves segundos, John recuperou o controle do corpo. Sam pegou a arma; os olhos ficaram amarelos novamente.
–Se você atirar em mim, você mata o papai.
–Eu sei – Sam atirou na perna do demônio. Ele caiu no chão com uma pancada.
–Dean? – Alicia estava ao lado dele, que abriu os olhos – oh, meu Deus, você perdeu muito sangue.
Sam estava chegando o pai. Ele abriu os olhos, castanhos. Parecia ser realmente John.
–Sammy! Ele ainda está vivo! Está dentro de mim, eu posso sentir. Atire em mim. Atire no meu coração! Faça agora! Sammy, você tem que fazer depressa. Você pode acabar com isso hoje a noite. Por favor, Sammy, eu estou implorando para você. Atire em mim.
Uma fumaça preta saiu pela boca de John, desaparecendo no chão.
–Por que você não atirou nele? – gritou John – matar o demônio vem antes de tudo!
–Não antes de tudo, senhor. – falou Sam – nós ainda temos a Colt e uma bala restante. Vamos procura-lo novamente.
–Sam – falou Alicia. Dean tinha desmaiado novamente – eu acho que precisamos ir para um hospital, e rápido.
–-
Alicia dirigia em alta velocidade para o hospital mais próximo. Sam estava no banco de trás, com Dean desmaiado no colo. John estava ao lado dela, em algum nível entre acordado e inconsciente. Nenhum deles viu o caminhão se aproximando, até que os atingiu.
Mascarado como um homem com uma razão
Minha charada é o evento da estação
E se eu reivindicar ser um homem sábio, significa que eu não sei
Em um mar em tempestade de emoção comovente
Lançado, sou como um navio no oceano
Ajustei um curso para ventos da sorte, mas eu ouço as vozes dizem
Continue meu filho desobediente
Haverá paz quando você estiver terminado
Coloque sua cabeça cansada para descansar
Não chore mais
Continue, você sempre lembrará
Continue, nada se iguala ao esplendor
Agora sua vida já não é mais vazia
Certamente o céu espera-o
Continue meu filho desobediente
Haverá paz quando você estiver terminado
Coloque sua cabeça cansada para descansar
Não chore mais
Não mais
Fale com o autor