Notas iniciais
Capa nova feita por mim, depois de anos (sério mesmo, faz uns 2 anos) que eu to tentando recuperar meu photoshop.

Muito trágico para ficar com você

Muito estático para tentar por você

Estas feridas, elas são vorazes

A parte do passado que é um buraco escuro e oco

Muito horrendo para matar por você

Muito sórdido para morrer com você

Slipknot

Eles não conseguiram encontrar Alicia em lugar nenhum, então voltaram para o motel. As coisas dela ainda estavam lá. Consideraram a possibilidade dela estar no outro quarto, mas a recepcionista não tinha visto ela entrar. Mesmo assim, decidiram arrombar a porta. Estava vazio e intocado. Ela não atendia o celular.

–É tudo minha culpa – falou Sam. – e se aconteceu alguma coisa com ela?

Dean desviou o olhar da tela do notebook.

–Ela só está irritada com você. Vai aparecer. Quero dizer, o que você fez para ela?

–Não importa. Não é isso, Dean, tinha esse homem seguindo ela. Ela estava bem agitada.

–As vezes era só um tarado.

–Quando é que foi um tarado? Não com a gente.

–Sam, olhe isso. Recebi um email da minha amiga do departamento de policia, a Amy. Deixamos passar uma coisa.

–O que?

–As duas vítimas nasceram em Lawrence.

Os dois irmãos trocaram um olhar preocupado.

–O que isso significa?

–Eu não sei. Ei, Sam, olha, eu mandei uma mensagem para Caleb, o amigo do papai, para saber mais sobre esse símbolo. Ele me respondeu. É um símbolo zoroastra. Vários milhares de anos antes de cristo, é um símbolo para um Daeva. Significa “demônio das trevas”. São selvagens, animalescos. Eles devem ser conjurados por alguém.

–Então tem alguém controlado esse daeva?

–Sim.

Sam ficou em silêncio por um tempo, extremamente pensativo.

–Poderia ser a Meg? Tem algo de estranho naquela garota. Acho que é muita coincidência. Eu a conheci literalmente no meio da estrada, e agora semanas depois ela simplesmente aparece num casa noturna em Chicago, o mesmo lugar em que dois pessoas morreram de causas sobrenaturais?

–Acho que você está pensando demais com a cabeça de cima. E agora fiquei confuso, você quer pegar a Alicia ou a Meg?

Sam ignorou Dean; dolorosamente, pensou em Alicia. Só esperava que ela só estivesse irritada com ele algum lugar e viva, bem e sem ferimentos, por livre e espontânea vontade.

–Eu acho que consigo descobrir onde ela está pelo número que ela me passou do celular – falou Sam, puxando o notebook.

–Não é mais fácil você ligar para ela? Ei, por que não faz o mesmo com a Allie?

–O celular dela está desligado. Depois, ela mantém o GPS desativado na maioria das vezes, a não ser quando nos separamos.

–-

Sam estacionou o Impala na frente de um prédio. Em algum apartamento, estava Meg. Ficou esperando – talvez ela logo saísse. Em poucos minutos, ela apareceu numa das janelas, e trocou de blusa em frente à janela. Ele desviou o olhar, incomodado. Logo em seguida, ela saiu do apartamento. Sam se abaixou no carro, e depois, começou a segui-la.

Meg chegou até uma parede totalmente pichada; ela olhou em volta e abriu uma porta, também pichada. Sam esperou um tempo e a seguiu. Ele subiu uma escada até chegar a uma porta – trancada. Então ele viu um antigo elevador quebrado, e pelo poço do elevador, ele começa a escalar. Assim ele chegou ao um salão vazio, exceto por um altar negro, cheio de simbolismos, sacrifícios e velas, no qual Meg estava ajoelhada em frente. Pelo lado positivo, não havia sinal de Alicia, então talvez ela realmente só estivesse irritada com ele e não capturada por demônios.

Meg começou a falar, com pausas, como se estivesse conversando com alguém.

“Eu não acho que você deva vir. (...) Porque os irmãos estão na cidade, eu não sabia que... (...) Sim, senhor. (...) Sim, eu estarei lá, esperando por você.”

Quando Meg apagou as velas e foi embora, Sam entrou no salão e observou o altar. Tinha corações humanos e o símbolo que encontraram no apartamento, desenhado com sangue.

–-

Dean decidiu ligar para John; ele e Sam tinham certeza que estavam bem próximos de capturar o demônio que matou a mãe deles. Afinal, se todas as vítimas daquele caso haviam nascido em Lawrence, era um claro sinal...

Mas conforme as horas passavam, mas Sam se preocupava com Alicia. A não ser que Meg tinha levado ela para um diferente local. Ele estava ligando para ela de 10 em 10 min, deixando recados pedindo para conversar, e nada. Queria que ela parasse com isso. Sabia que a tinha magoado profundamente, mas por que ela não aparecia para eles poderem conversar, como adultos?

Não podiam fazer as coisas impensadas. Eles caçavam juntos, tinham uma vida mais ou menos estabelecida. Não podiam se deixar levar por um impulso de momento.

–Eu recarreguei o porta-malas – anunciou Dean, entrando no quarto de motel – água benta, qualquer arma que eu poderia pensar, rituais de exorcismos de umas doze religiões diferentes. Não sei ao certo o que podemos enfrentar, então resolvi me preparar para tudo.

–Nervoso? – perguntou Sam.

–Não, por que, você está?

–Não, de forma alguma. Deus, você pode imaginar nós realmente matando essa coisa? Imagine só se toda essa coisa terminasse hoje à noite. Eu dormiria por um mês. Eu voltaria para a faculdade, voltaria a ser uma pessoa novamente...

–Você quer voltar para a faculdade?

–Sim, depois de terminarmos de caçar essa coisa. Por que, tem alguma coisa errada? Quero dizer, o que você vai fazer quando tudo estiver acabado?

–Nunca irá acabar. Vai haver outros. Sempre haverá uma coisa para caçar.

–Mas tem que ter alguma coisa que você queira para você...

–Eu não quero largar no instante que caçarmos esse demônio. E Alicia? Você acha que Alicia irá largar essa vida?

–Cara, qual é seu problema? – Alicia. Um dos motivos pelo qual Sam não queria se envolver com ela, era esse: no fim, ambos desejavam coisas diferentes para a vida.

–Por que você pensa que eu arrasto você por todo o lugar? Por que você pensa que eu fui atrás de você em Stanford em primeiro lugar? Por que você acha que quando uma pessoa ligou dizendo ser a Alicia, eu atravessei o país voando para encontra-la?

–Porque papai estava desaparecido. Porque você queria achar a coisa que matou a mamãe.

–Sim, mas é mais do que isso. Eu queria que nós fossemos uma família de novo.

–Dean, nós somos uma família. Mas as coisas não vão voltar a ser como eram novamente. – Dean parecia extremamente magoado.

–Poderia ser.

–Mas eu não quero que sejam. Eu não quero viver essa vida para sempre. Dean, quando tudo isso acabar, você vai ter que me deixar seguir meu caminho.

–-

Os irmãos foram até o local em que Sam tinha encontrado o local. Meg estava lá.

–Garotos. Vamos lá, se esconder é tão infantil.

Intrigados, eles caminharam até ela, que ordenou um ataque dos daevas. Sam e Dean foram jogados contra a parede. Enquanto estavam inconscientes, Meg amarrou a ambos.

Quando Sam acordou, encontrou Meg sentada em frente a ele.

–Ei, Sam? Não leve isso a mal, mas sua namorada... É uma vadia. – Dean fez a piadinha.

–Tudo isso era uma armadilha – percebeu Sam, irritado. – e as vitimas de Lawrence?

–Isso não significou nada. Era apenas para atrai-los para cá.

–Você matou duas pessoas por nada!

–Baby, eu já matei muito mais por muito menos.

–O que você fez com a Alicia? – perguntou Sam, rezando para estar enganado, para que aquela vozinha que gritava dentro dele que Alicia estava com problemas estivesse errada.

–Eu? Nada – ela deu uma risadinha maligna – mas eu de fato vi um homem estranho carregando para fora do The Paradise Edition. Todo mundo pensou que ela tinha bebido demais. Além de mim, vocês estão tendo problemas com algum outro demônio também? Caramba, vocês irritam todo mundo.

Ela riu. Sam sentiu o desespero invadir o peito. O que tinha sido feito de Alicia? O que é que tinha capturado ela? Será que era o homem que Missouri disse que estava tentando quebrar aquele feitiço?

–Se isso é uma armadilha para nós, por que não nos matou ainda? – perguntou Dean. Então ele percebeu – é uma armadilha para nosso pai. – ele riu – querida, nosso pai é muito, muito bom. Ele nunca vai cair nessa.

–Eu concordo com você, ele é muito muito bom. Mas ele tem uma fraqueza. E sabe qual é? Vocês. Ele vai vir correndo para cá, logo, logo. E as daevas vão matar todo mundo, fazendo muita sujeira.

–Por que está fazendo isso, Meg? A quem você obedece? – perguntou Sam.

–Eu estou fazendo isso pelas mesmas razões que vocês – lealdade, e amor, como vocês tinham por sua mamãe e por Jess.

–Vá para o inferno! – xingou Sam.

–Querido, eu já estou lá. – ela se aproximou de Sam, e sussurrou no ouvido dele – não tem necessidade de agir dessa maneira. Eu acho que nós dois sabemos o que você sente por mim. Eu sei, vi você me observando. Te excitou, não?

–Arrume um quarto, vocês dois. – falou Dean, enojado.

–Eu não ligaria. Vamos lá, Sammy. Nós dois poderíamos ter um pouco de diversão safada. – ela começou a beijar o pescoço dele, até que ouve um barulho vindo do lado de Dean – você estava me distraindo para seu irmão poder se soltar?

–Não. É porque eu tenho uma faca – ele enfiou a faca na demonia, que gritou de dor. Enquanto isso, Dean corria e derrubava o altar.

Notas finais
Capítulo baseado no 1x16 - Shadow.