Você precisa do perigo só para sentir seu coração bater

Você precisa morrer só para encontrar sua identidade

Você precisa da faca só para saber que pode sangrar

Você precisa da dor só para sentir alguma coisa

Red

15 de maio de 2006. Inicio da madrugada. Michigan.

Sam estava cansado, mas estava tendo problemas para dormir. Não sentia sono. Deitado de lado, seus olhos estavam presos em Alicia, que dormia pacificamente. Havia um mês que duas coisas sobre ela perturbavam sua cabeça.

Ele sabia que não estava louco. Tinha visto os olhos dela se escurecessem. Não totalmente pretos, como os de um demônio, mas muito mais escuro. Sabia que Alicia escondia alguma coisa, mas o que?

Um feitiço, um homem que queria quebra-lo. Na cabeça de Sam, isso era claramente relacionado à fuga dela anos atrás. Mas ele não conseguia juntar todas as peças. E conhecia Alicia o suficiente para saber que, se ele a pressionasse para falar, seria pior.

A outra coisa que o perturbava era justamente o que Missouri tinha falado sobre ele e Alicia. Casados. Ele queria contar a ela, mas não conseguia imaginar isso acontecendo. Não que ele não desejasse isso... No último mês, todas defesas que ele tinha foram destruídas, e ele se viu apaixonado por Alicia. De novo. Ele não pode evitar. A cada dia, desde que se reencontraram, ele estava sentindo isso acontecer e tinha acontecido. Mas ele não sabia qual futuro seria reservado para ele e ela. Sam não sabia o que fazer, e por isso mesmo, tinha decidido não fazer nada. Não enquanto ela estivesse mentindo para ele.

Parecia que sua vida era afetada de casos sobrenaturais que ele não conseguia resolver – o desaparecimento de seu pai, o assassinato de sua mãe e de Jess, o que quer que seja que estivesse acontecendo com Alicia. Ele conseguia resolver os casos dos outros, mas não aqueles que o afetavam. Frustrado, era assim que ele se sentia.

Sam não percebeu quando pegou no sono, mas acordou gritando.

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Saginaw, Michigan.

Era madrugada. Sam novamente tinha acordado com um daqueles pesadelos que ele jurava que eram reais – e pelo que eles tinham visto, eram de fato reais. E parecia que mais uma vez Sam estava certo, pois a casa em que eles chegavam agora, estava rodeada por policias, paramédicos e vizinhos curiosos. Um corpo era transportado da garagem, coberto com um lençol.

–O que aconteceu? – perguntou Alicia a uma senhora.

–Suicídio. Não consigo acreditar. Eu o via todo domingo na igreja. Ele sempre parece... Parecia tão normal. Acho que nunca sabemos o que está acontecendo atrás das portas.

–Acho que não – concordou Alicia.

–Eles disseram como aconteceu? – perguntou Sam.

–Eu ouvi que o encontraram na garagem, trancado dentro do seu carro com o motor ligado. Aconteceu há uma ou duas horas. Pobre família. Não posso nem imaginar o que eles estão passando.

Sam começou a caminhar rapidamente em direção ao Impala. Alicia correu atrás dele.

–Sammy, nós viemos o mais rápido que pudemos.

–Não rápido o suficiente – ele estava furioso – droga, por que eu tenho essas premonições se não posso impedi-las?

–Eu não tenho a mínima ideia – respondeu Alicia. Dean se juntou a eles.

–Então o que vocês acham que matou ele?

–Talvez não haja nada de sobrenatural. Talvez o cara apenas tenha se matado – disse Dean cautelosamente.

–Não – Sam sacudiu a cabeça – eu de fato vi acontecer. Alguma coisa prendeu ele no carro.

–Um espirito, um poltergeist, talvez? – sugeriu Alicia.

–Eu não sei o que era – ele parecia exausto – eu não sei por que estou tendo esses sonhos, eu não sei que inferno está acontecendo!

Dean e Alicia encararam Sam por um longo momento de silencio.

–O que?

–Nada. Estou preocupado com você, cara. – falou Dean.

–Não me olhe desse jeito!

–Não estou olhando para você de jeito nenhum – ele desvia o olhar, e depois olha para Sam novamente – mas eu tenho que dizer, você está um lixo.

–Legal. Obrigado.

–Vamos embora – declarou Alicia – vamos pegar esse caso pela manhã. Conversar com a família, investigar a casa.

–Allie, olhe para eles, eles estão devastados. Não vão conversar com a gente.

–Sim, você está certo – respondeu Dean – mas eu sei com quem eles vão falar.

Dean tinha um sorriso divertido no rosto.

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A ideia de Dean era que ele e Sam fossem vestidos de padre e Alicia de freira. Assim, eles conseguiram entrar na casa e até conversar um pouco com a família. Descobriram que o homem, Sr. Miller, não sofria de depressão e que foi encontrado pelo filho, Max. Foi Alicia quem conversou com ele, mas eles não encontraram nada demais. Então, se dividiram: Dean ficou responsável por procurar alguma pista ou informação pela cidade, Sam devia procurar quais tipos de espíritos podiam estar atuando sem deixar sinais e Alicia foi investigar o passado da casa.

15 de maio de 2006. Tarde. Quarto de motel

A porta se abriu com força. Sam estava na cama de casal do quarto, cercado por um monte de livros que tinha pego na biblioteca local, o notebook aberto.

–Oi, eu trouxe café. – era Alicia. Sam sorriu para ela. Ela estava especialmente bonita, com os cabelos presos. Ela se sentou na cama ao lado dele e cruzou as pernas.

–Então, você achou alguma coisa?

–Um grande nada. Nada aconteceu na casa desde que foi construída, e também naquela terra não tem nada – cemitérios antigos, campos de batalha, antigas tribos... Não há nada lá nem próximo.

–Dean não encontrou nada enquanto esteve na casa. Nada de pontos frios ou enxofre. E eu estou aqui tentando encontrar uma criatura com essas pistas que temos, mas é inútil.

–A família também disse que tudo estava normal. E falei com Dean, ele procurou a cidade em busca de informações sobre essa família. Nos empregos, coisas assim. Teve que ser discreto, mas não encontrou nada.

–Então, você pensa que Jim Miller realmente se matou e meu sonho foi apenas uma coincidência esquisita?

Alicia não respondeu a principio. De fato, ela apenas aproximou para ler o que estava escrito no velho livro que Sam estava lendo. Era apenas uma página sem sentido. Sam sentiu o coração bater mais forte com a aproximação dela. O que ele mais queria agora era beijá-la e esquecer tudo.

Ela deitou a cabeça no ombro dele, e então ele percebeu que ela nunca teve a intenção de ler nada. Alicia estava provocando ele. Embora ele não tivesse conseguido decifrar o que ela sentia por ele, ela tinha lido ele muito bem.

–Vamos por esse caminho novamente, Sammy? – ela sussurrou no ouvido dele, causando arrepios. Eles estavam quase se beijando agora.

De repente, uma forte dor de cabeça atingiu Sam. Tão forte que levou ele a dar um grito.

–O que? – ela perguntou, dando um pulo.

–Minha cabeça. – a dor continuava intensa, e ele acabou caindo da cama. Sua visão ficou preta, e outras imagens começaram a aparecer...

Sam continuou lá, caído de joelhos. Alicia não sabia o que fazer. O que estava acontecendo com ele? Num instante parecia tudo bem... Foi tudo muito rápido. Sam abriu os olhos, Dean entrou ao mesmo tempo no quarto.

–Está acontecendo de novo. Algo vai matar Roger Miller.

– -

Sam conseguiu o endereço de Roger Miller. Dean dirigia correndo.

–Eu estou assustado – falou Sam – já não bastava esses pesadelos, agora essas visões estão ocorrendo enquanto eu estou acordado? E estão se tornando mais intensas. Mais dolorosas. E o que tem sobre esses Millers, por que eu estou conectado com eles? Por que eu estou assistindo ele morrer? O que inferno está acontecendo comigo?

–Eu não sei Sam – respondeu Dean – nós encaramos o inexplicável todos os dias. Isso é só mais uma coisa.

–Não. Nunca foi com nós. Me diga a verdade, isso não deixa você assustado?

–Isso não me deixa assustado – mentiu Dean. Todos sabiam que era mentira.

Então Sam pensou em Alicia e seus olhos negros. Talvez um deles já fosse muito afetado pelo sobrenatural...

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Embora tenham conseguido encontrar Rogger, não conseguiram salvá-lo. Ele morreu decapitado pela janela da cozinha. Agora eles tinham certeza que havia algo sobrenatural nas mortes, e que deveria estar ligado a família Miller. E Sam...

Alicia estava morrendo de preocupação com ele. Embora ninguém falasse sobre isso, ter esse tipo de predominação, não era normal e com certeza não era bom sinal. Será possível que além dela, Sam também fosse algum tipo de criatura sobrenatural? Isso faria sentido? Ele não podia ser um médium ou algo do tipo – essas coisas sempre começavam muito cedo.

E ao mesmo tempo, era tão, tão difícil resistir a ele quando diariamente ele a seguia com aqueles olhos de cachorro sem dono. Sam nunca tirava os olhos dela, e isso a destruía por dentro. Parecia tão injusto. Alicia ainda tinha medo demais do que o futuro reservava, e a última coisa que ela queria era magoar Sam novamente. Ou que Sam fosse morto por causa dela. Mas ao mesmo tempo, tudo o que ela queria na vida era poder estar com ele.

Ela voltou a prestar atenção na conversa de Dean e de Sam sobre o caso. Agora a possibilidade era de um espirito vingativo. Ou uma maldição. As possibilidades pareciam infinitas.

Esse caso estava realmente estressando Alicia.

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Casa dos Millers.

Sam, Dean e Alicia se vestiram novamente de padres e freira. Max deixa eles entrarem na casa.

–Minha mãe está descansando. Ela está realmente cansada. – falou Max.

–Claro – Alicia sorriu.

–Todas essas pessoas continuam vindo com pratos de comida. Eu finalmente tive que dizer para elas irem embora. Porque nada diz “eu sinto muito” melhor do que um peixe assado.

Max indicou o sofá, e todos se sentam.

–Como você está? – perguntou Alicia.

–OK.

–Seu pai e seu tio eram próximos?

–Sim, eu acho. Quero dizer, eles eram irmãos. Eles costumavam sair o tempo todo quando eu era criança. Nós éramos vizinhos, e ele estava em casa o tempo todo.

–E como era lá? – perguntou Sam – sem problemas? Você lembra alguma coisa incomum, talvez envolvendo seu pai e seu tio?

–Por que você está perguntando?

–Apenas uma questão.

–Não, não havia nada. Nós éramos totalmente normais. Felizes.

–Bom – disse Dean – isso é bom. Você deve estar exausto. É melhor irmos.

Todos concordaram que havia alguma coisa muito errada com Max.

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Foi fácil descobrir qual era a antiga casa dos Miller. Encontraram o morador da casa em frente arrumando o jardim, e pararam para conversar.

–Você mora por aqui há muito tempo? – perguntou Sam.

–Sim, há quase 20 anos. É bom e silencioso. Por que, estão procurando para comprar?

–Não, na verdade, nós estamos se você se lembra de uma família que morava na casa em frente. Millers. Eles tinham um garoto chamado Max.

–Sim, eu me lembro. O irmão tinha a casa do lado. Então, sobre o que é isso? Aquela pobre criança está bem?

–O que você quer dizer? – perguntou Dean.

–Em toda a minha vida, eu nunca vi uma criança ser tratada desse jeito. Eu ouvi o Sr. Miller gritar e atirar coisas da minha casa. Aquele homem era um bêbado. Quebrou o braço de Mas duas vezes, eu acho. Acontecia praticamente todo o dia, e o irmão participava. E a madrasta... Nunca levantou o dedo para proteger o garoto. Só ficava olhando. Eu devo ter chamado a policia sete ou oito vezes e nunca adiantou.

–Madrasta?

–Eu acho que a mãe verdadeira morreu. Algum tipo de acidente de carro.

Sam colocou a mão na testa. A forte dor estava voltando. Rapidamente, eles agradeceram o homem e voltaram para o carro. A visão de Sam desapareceu, e ele começa a ver outras imagens...

–Max está causando tudo isso. É como se ele tivesse um poder de telecinese. Eu não estou conectado com os Millers, eu estou conectado com Max. Eu só não entendo o porquê... Por que somos tão parecidos?

–Você está louco, Sam? – Alicia disse – que merda é essa que você está falando? Vocês não tem nada de parecidos.

–Bem, nós dois temos habilidades psíquicas, nós dois...

–Vocês dois o que? Sam, Max é um monstro. Já matou duas pessoas e está indo para uma terceira – disse Dean.

–Com tudo que ele passou, apanhar, desculpe, mas querer vingança dessas pessoas não é insanidade.

–Mas não justifica você assassinar sua família toda! Ele não é diferente de nada do que caçamos antes.

–Nós não vamos mata-lo! Ele é uma pessoa, podemos conversar com ele. Prometam que vocês vão seguir o que eu disser.

Seguiu-se de uma longa pausa.

–OK – responde Dean – mas não vou deixar ele machucar ninguém.

–Allie?

–Mesma coisa que o Dean. Vamos.

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O plano conversar deu errado logo de primeira, quando Max viu a arma de Dean, e concluiu que eles não eram padres. Sam estava numa tentativa de conversar. Todos na casa, estavam totalmente nervosos. Alicia observava Max contra argumentar a tentativa de aproximação de Sam. Aquilo não ia dar certo – ele estava perturbado demais. Mas Sam, de fato, era um bom negociador. Ele realmente sabia tentar se aproximar das pessoas. Por fim, Sam conseguiu convence-lo a deixar Dean, Alicia e a madrasta ficarem no andar de cima, enquanto ele e Max conversavam.

–Olhe, eu não posso nem imaginar o que você está passando. Mas isso tem que parar.

–E vai, após a minha madrasta.

–Não. Você precisa deixar ela ir. Ela bateu em você?

–Não, mas nunca tentou impedir. Ela é parte disso também.

–O que todos eles fizeram com você enquanto você estava crescendo... Eles merecem ser punidos.

–Enquanto eu estava crescendo? Tente a semana passada. – ele levantou a camiseta, mostrando um monte de hematomas imensos. – meu pai ainda bate em mim. Apenas em lugares que ninguém pode ver. Acho que velhos hábitos são difíceis de morrer.

–Eu sinto muito.

–Quando eu descobri que podia mover as coisas foi um milagre. Minha vida toda eu fui indefeso, mas agora eu tinha isso. Até que semana passada, pela primeira vez em muito tempo, meu pai ficou bêbado e me bateu. Eu sabia o que tinha que fazer.

–Por que você apenas não foi embora?

–Não era sobre escapar. Era sobre não sentir medo. Toda vez que meu pai me olhava, havia ódio em seus olhos. Você sabe o que é sentir isso?

–Não.

–Ele me culpava por tudo. Pelo trabalho dele, pela vida dele, pela morte da minha mãe.

–Por que ele culparia você pela morte da sua mãe?

–Porque ela morreu no meu quarto, quando eu estava dormindo no berço. Como se isso tornasse minha culpa! Houve um incêndio. E ele ficava bêbado e falava que ela morreu de uma maneira insana, pendurada no teto e queimando.

Em choque, Sam respondeu:

–Max, o que aconteceu com sua mãe, é real. Aconteceu com a minha também. Exatamente a mesma coisa. A mesma coisa matou as nossas mães.

–Isso é impossível.

–Deve ser por isso que eu estou tendo visões mais intensas. Estamos conectados. Suas habilidades, elas começaram há 6, 7 meses?

–Como sabe disso?

–Porque foi quando as minhas começaram também. Por algum motivo, eu e você... Fomos escolhidos.

–Para o que?

–Eu não sei. Mas eu, Dean e Alicia, nós estamos caçando o assassino da minha mãe. Nós podemos ter respostas, que podem ajudar a nós dois. Mas você tem que deixar sua madrasta ir.

–Não! Eu ainda tenho pesadelos. Eu estou assustado o tempo todo, apenas esperando pela próxima surra. Eu estou cansado de estar com medo o tempo todo, eu só quero que isso acabe!

–-

Acabou com o suicídio de Max. Eles ficaram em silêncio no inicio da viagem. Até que Sam disse:

–Vocês sabem, nós tivemos sorte com o papai.

–Nunca pensei que você fosse dizer isso – brincou Dean.

–Bem, poderia ter seguido por todo outro caminho depois da morte da mamãe. Um pouco mais de tequila, e menos de caçadas aos demônios, e nós teríamos a infância de Max. Nós até que ficamos ok. Graças a ele. Sabe, eu estive pensando...

–Isso nunca é uma boa coisa.

–Sério. Eu estive pensando, e esse demônio, por que ele mataria mamãe, e Jessica, e a mãe do Max? O que ele quer da gente?

–Eu não tenho a mínima ideia.

–Você acha que ele pode estar atrás de Max e de mim?

–Sam, se ele quisesse você, ele já teria pego – respondeu Alicia – não é sua culpa, não é sobre você.

–Então isso é sobre o que?

–É sobre o que essa coisa maldita fez com a nossa família. Essa coisa que nós vamos achar, e vamos matar, e isso é tudo.

–-

Alicia saiu do banho. Era a vez dela de tomar banho primeiro. Tinham um rodizio. O segundo seria Dean.

Ela pulou numas das camas, deitando-se. Estava exausta.

Foi Sam quem quebrou o silêncio.

–Posso te dizer uma coisa que eu não contei a Dean?

–Sim...

Ela se virou de lado para vê-lo, a cabeça apoiada no braço.

–Max me prendeu num armário. E ele colocou uma estante na frente. E eu... Movi isso.

–Como Max?

–É...

Alicia encarou Sam.

–Eu não sei o que dizer.

–Tudo bem. Você acha que eu vou terminar como Max?

–Claro que não. Você tem uma coisa que Max não tem.

–O que?

–Eu e Dean. Enquanto estivermos por perto, nada de ruim vai acontecer. – Sam sorriu com o comentário. Eles ficaram em silencio por um tempo, apenas se encarando.

–Allie... Escute, não podemos ir por esse caminho de novo.

Os olhares intensos. Os sorrisos trocados. Os toques que pareciam acidentais. Os carinhos discretos. Ela na cama dele. Ele pedindo para ela ficar na cama dele. Ambos tinham que parar com isso, antes que virasse uma tragédia. Sam não queria que Allie morresse por causa dele. Não agora que ele sabia que ele era um esquisito de marca maior.

Alicia sabia muito bem do que ele falava. Ela tinha seus próprios problemas sobrenaturais, e doía Sam estar compartilhando coisas enquanto ela estava escondendo tanta coisa, mas provavelmente ele estava mais seguro sem saber de nada. E longe dela.

–Eu sei.

–Amigos?

–Claro – ela sorriu.

Notas finais
Capítulo baseado no episódio 1x14 - Nightmare.