Night of the Hunter

8 1x08 - The Other Side


Notas iniciais
Aviso: esse capítulo costumava ser o 1x08 - Sam and Alicia, mas como eu achei a música perfeita para ele, meses depois de ter escrito e publicado, tive que alterar a música que estava no inicio porque essa que está agora é a perfeita, e ai acabei mudando o titulo também. Mas só isso de modificações.

E então você morde o lábio,

Sussurra e diz "Vamos por esse caminho"

Esta noite, me leve para o outro lado

Faíscas voam como no 4 de julho

Apenas leve-me para o outro lado

Vejo aquele jeito sexy em seu olhar

E eu sei que não somos mais amigos

Se caminharmos por essa estrada,

Seremos amantes com certeza

Então, essa noite

Beije-me como se fosse questão de vida ou morte

E leve-me para outro lado

Jason Derulo

2 de janeiro de 2001 – 22 horas, em algum lugar do Maine.

Sam Winchester estava tentando se concentrar nos cálculos. Mas era tarde, ele estava cansando e estava realmente, realmente muito frio. A lareira do pequeno quarto de motel não era o suficiente para aquecer no meio daquela nevasca. Ele estava sentando no sofá em frente à lareira, de costas para o resto do quarto. Ele olhou para trás. Alicia parecia estar profundamente adormecida. Ela tinha passado o último e o primeiro dia do ano em todo tipo de festa, e tinha voltado exausta. Seu pai e Dean estavam fora, caçando. É, até mesmo no ano novo.

Ele sorriu para a imagem adormecida de Alicia. Tinha comprado um presente para ela, e estava ansioso para que ela vesse. Se ela gostaria. Sam passou a mão nos cabelos despenteados. O que ele mais desejava era que ele parasse de sentir o que quer que fosse que sentisse por Alicia. Já tinha dito a si mesmo mil vezes que aquilo era ridículo. E lá estava, mais uma vez, dizendo a si mesmo que aquilo era ridículo.

Tinha começado tão sutilmente que a principio ele não reparou. Ele e Alicia sempre foram muito próximos, desde que ele podia se lembrar. Brincavam juntos, estavam sempre juntos. Em algum momento alguma coisa nela despertou a atenção de Sam – ela estava crescendo, e foi por volta dessa época que ele começou a olhar para ela de forma diferente. Mas ele não percebeu o quanto era grave até quando ela já tinha uns 14 anos, e ele, 15. Foi a primeira vez que Sam descobriu que Alicia tinha um namorado. Eles namoraram cinco meses, mesmo depois que eles foram embora da cidade. Foram os piores meses da vida de Sam, porque ele se dividia em querer matar o cara se correndo de ciúmes ou ficar infeliz demais com a ideia de Alicia não sentir o mesmo por ele. Foi assim que ele percebeu que tinha se apaixonado por ela.

E era louco, já tinham ido 3 anos e mais uns 784 namorados de Alicia, e talvez por vê-la todo o dia, talvez porque a convivência deles era tão próxima, mas nada que ela fizesse, ou que Sam fizesse, fazia ele parar de querer ela.

–Oie, terra chamando Sammy.

Alicia estava parada em frente a ele. Ele estava encarando o fogo, percebeu. Usava uma blusinha de dormir vermelha mínima, que expunha seu colo e parte dos seios. Os cabelos negros, caindo até o meio das costas, estava cheio de cachos. Ela estava linda, e claro, muito, muito sexy. Era impossível para Sam vê-la e não pensar em um milhão de coisas. Sua mente já estava longe.

–Você foi hipnotizado pelo fogo? Devo ligar para John destruir essa temível criatura? – ela riu, se sentando do lado dele, puxando o livro das mãos dele. – meu Deus, Sammy, você é muito nerd.

Sam suspirou. Odiava que ela o chamasse de Sammy e ainda mais odiava que ela o chamasse de nerd.

–Você sabe que as inscrições estão próximas. – ele falou.

–Desculpe, Sam, mas você não tem cara de Sam. Você é o Sammy. – ela falou, e começou a mexer no cabelo dele.

Sam apenas a encarou. Seu rosto estava encoberto pelas sombras, os olhos verdes brilhavam na escuridão. As vezes ele a odiava. Alicia estava sentada realmente próxima dele, ele podia sentir praticamente a respiração dela em seu rosto. Por que ela fazia isso com ele?

Ela desceu a mão que estava no cabelo dele para o ombro.

–Samuel Winchester – ela falou, e Sam podia jurar que ela estava rindo, apesar do tom de voz ser sério – por que uma vez na vida, você não faz o que tem vontade?

–Do que você está... – ele mal completou a frase, porque com um movimento rápido, ela subiu no colo dele.

Sam a encarou por um momento, seu coração batendo forte contra o peito, enquanto seu cérebro estava tentando entender o que estava acontecendo. Ele tinha fantasiado tanto sobre ele e Alicia que não podia acreditar que estava realmente...

Sam encostou os lábios nos dela. Alicia suspirou quando eles começaram a se beijar lentamente. Ela amava Sam desde que podia se lembrar. Era algo que era quase parte da personalidade dela. Mas qual era a chance de dar certo? Nenhuma.

Mas podia dar certo por uma noite. Ela correu as mãos por todo peito e abdome de Sam. Nos últimos meses, ele tinha passado por algum tipo de metamorfose: de um garoto baixinho que parecia bem mais novo, para um cara alto e forte.

Alicia começou a tirar o moletom e a camiseta que ele estava usando.

–O que você está fazendo? – ele perguntou, ofegante. Aquilo estava parecendo demais com os sonhos que tinha com ela já fazia algum tempo.

–Shiuu – ela terminou o que estava fazendo, e voltou a beija-lo. Sam a puxou para mais perto, abraçando-a pela cintura. Os dedos dele avançaram para baixo da blusinha que ela usava, para descobrir que ela não usava nenhum sutiã. As mãos dele envolveram os seios dela, fazendo-a gemer baixinho. Sentir o quadril dela se movendo contra a virilha dele estava o enlouquecendo. Ele sentia como se pudesse rasgar todas as roupas dela, que ele faria qualquer coisa para fundir-se completamente à Alicia.

Com um movimento, ele a deitou no sofá pequeno demais, se sentando por cima dela. Sam distribuiu beijos em todo o abdômen dela, finalmente tirando a blusa que ela usava e jogando longe. Seus lábios e língua envolveram um dos mamilos dela, deixando-a com a respiração mais ofegante, enquanto acariciava o outro seio com a mão. Ele tirou a calça dela – a calcinha dela também era vermelha. Sam deitou-se por cima dela, beijando-a ferozmente.

A sensação da pele dela na dele era como fogo; o corpo inteiro dele fervia, num incêndio extremamente prazeroso.

–Vamos para a cama – ela sussurrou, e Sam se sentou no sofá, puxando ela para mais um beijo.

Alicia tirou os jeans dele, e começou acaricia-lo por baixo da cueca. Sam gemeu. Ela se deitou por cima dele, novamente com os quadris se movimentando, provocando-o.

Ele parou de beijá-la, observando atentamente o rosto dela. Suas pupilas estavam dilatadas; a boca estava muito vermelha devido aos beijos. Passou os dedos pelo cabelo dela.

–Nós vamos realmente fazer isso? – ele perguntou, sorrindo como um bobo alegre.

Ela o beijou suavemente, e colocou as mãos dele em volta da cintura dele. Ele puxou a calcinha para baixo. Tocou-a, e ela estava quente e molhada. Em seguida, Alicia tirou a cueca dele, e Sam virou, invertendo as posições, deixando Alicia por baixo dele.

–Você está pronta? – ele perguntou.

–Sim... Só vai devagar porque nunca fiz isso antes.

Isso deixou Sam sinceramente surpreso. Nunca imaginaria que Alicia ainda fosse virgem. Atendendo o pedido dela, penetrou nela delicadamente, observando atentamente o rosto dela.

–Está doendo?

–Só um pouquinho. Está bom. – ela sorriu, e Sam sorriu de volta para ela. Ele se sentia no paraíso. Ele a amava tanto...

–Você sabe – ele disse – eu também nunca tinha feito.

Ela o beijou delicadamente em resposta; eles entraram em perfeita sincronia; por um momento, para Alicia, parecia que existiam apenas os dois. Ela sentiu quando a respiração dele ficou mais profunda; os músculos dele se contraíram.

Sam e Alicia ficaram em silêncio por um tempo; ele deitado de barriga para cima; ela de lado encostada ao corpo dele, enquanto brincava com o cabelo dele. Ele não piscava ao olhar para o rosto dela – tudo o que sempre quis era que ela o olhasse dessa maneira que olhava agora. Hipnotizada quase.

Sam queria dizer que a amava. Mas tinha medo de estragar tudo com palavras precipitadas. Talvez aquele silêncio fosse mais confortável.

–Você gostou?

–Você foi perfeito, Sammy. Ela se deitou em cima dele; começando a beijá-lo novamente.

–-

Alicia estava em algum estado entre estar acordada e dormindo. Por um momento, ela tinha esquecido todos seus planos. Ela poderia ficar, poderia desistir de tudo, ainda dava tempo. Sam tinha feito ela esquecer por uns instantes, mas logo todos seus problemas voltariam. Sabia que tinha que ir – já tinha adiado demais. Então logo ela teria que acordar, e teria que acordar antes de Sam. Ele ainda estava acordado – ela estava deitada no peito dele, ouvindo o coração dele bater, e ele gentilmente acariciava os cabelos dela.

–Allie? – ele falou, a voz hesitante, e ela não respondeu – eu amo você.

–-

Sam abriu os olhos, o quarto estava inundado com a claridade. A noite anterior voltou nas suas memórias em uma tempestade de sentimentos e sensações, informando que tinha sido real demais para ter sido mais um sonho. Mas onde estava Alicia?

Ele se sentou na cama, de repente alarmado. O quarto estava vazio, a porta do banheiro, aberta e o cômodo também estava vazio. Alicia não estava lá.

Olhou para o lado, onde ela tinha dormido, e havia um envelope no travesseiro dela. Seu coração batendo desagradavelmente, como se previsse que algo estava muito errado.

Sammy,

Eu sinto muito por ter sido desse jeito.

Eu amo você. Não estou indo embora por isso.

NÃO me procure. Não estrague sua vida por minha causa.

Eu amo você. Sempre amei. E sempre vou amar.