Night of the Hunter

4 1x04 - Woman in White


Notas iniciais
Última parte desse "episódio". Infelizmente o próximo capítulo não está pronto ainda, farei o possível e o impossível para termina-lo em uma semana.

Acorde!

Agora você está preso nesse jogo

E mesmo se você correr, a história é a mesma

Oomph!

Na manhã seguinte, depois de acordarem e se trocarem, Dean, Alicia e Sam se preparavam para sair investigar se o marido de Constance ainda estava vivo. Infelizmente, eles tinham dormido demais e quase toda a manhã já tinha acabado. Eles não estavam com muito tempo.

–Vamos logo, Allie. – falou Dean. Ele já estava na porta, enquanto Sam mexia no celular, em silencio. Deve estar respondendo mensagens de Jessica, pensou Alicia.

–Eu estou apenas calçando meus sapatos.

–Bem, eu acho que você está calçando seus sapatos há duas horas. Você tem sapatos demais.

–Oi, eu fraudo cartões de créditos também, eu nunca vou ter que pagar pelos meus sapatos, ai posso comprar quantos eu quiser.

–Eu estou indo procurar algo para comer – anunciou Dean, e saiu batendo a porta. Ele estava totalmente mal humorado. Ele queria que Sam continuasse com eles, queria que eles voltassem a ser uma família, mas o que Sam queria era uma vida chata e normal.

10 segundos depois, Alicia estava indo seguir Dean, quando o celular de Sam tocou.

–O que? Espere, Alicia. – ele atendeu e Alicia parou. Sam desligou. – era o Dean, a policia está ali fora! Temos que nos esconder.

Alicia simplesmente entrou embaixo de uma das camas, enquanto Sam se escondeu atrás de uma porta de armário aberta. Esperaram, em silencio. Se não fossem pegos, poderiam salvar Dean.

–Está livre – falou Sam depois de alguns minutos tensos — vamos, temos que terminar esse caso e dar um jeito de resgatar Dean dos policias.

Alicia e Sam passam a maior parte do fim da manhã e da tarde tentando localizar Joseph Welch, o ex-marido de Constance. Mesmo que Jericho fosse realmente uma cidade pequena, quase ninguém tinha ouvido falar no homem. Ele era um recluso. Quanto a Dean, eles decidiram que ele poderia suportar o xerife por um tempo; até eles conseguirem encaminhar o caso e assim manter o xerife ocupado. Sam e Alicia conversaram exclusivamente sobre o caso e sobre Dean, ambos ignorando a conversa que tiveram na noite anterior.

Ela se sentia cansada a respeito de Sam, e Sam estava com raiva de Alicia. Aliais, ele só queria voltar para Stanford e para Jess.

Conversando com Joseph Welch, descobriram que Constance estava enterrada no fundo da antiga casa, e que John Winchester já tinha vindo conversar com ele. Sam não conseguia entender porque o pai não tinha destruído o corpo; Alicia queria entender o que foi tão emergencial para John largar o caso assim. Estava cada vez mais claro para ela que John devia ter ido embora da cidade. Nenhum dos dois manifestou o pensamento em voz alta.

Sam faz uma rápida ligação de emergência para 911, para dar oportunidade de Dean escapar. Ele e Alicia estão indo para a antiga casa de Constance quando o celular de Sam toca.

–Falsa ligação para 911? Sammy, eu não tenho certeza, mas isso é bem ilegal. – Sam dá um sorriso. Ele se sentia tão dividido, entre Jessica e Dean e Alicia, entre a vida nova e a vida antiga.

–De nada. – Sam respondeu. – então, o marido era infiel. Nós estamos lidando com uma mulher de branco. Então, ele a enterrou perto da casa antiga, então essa devia ser a próxima parada do papai.

–Sammy, você quer calar a boca um segundo?

–Eu só não consigo entender porque papai não destruiu o corpo ainda – Sam continuou a falar.

–Bem, é isso que eu estou tentando dizer a você. Papai foi embora. Ele deixou Jericho.

–O que? Como você sabe?

–Eu encontrei o diário dele.

–Ele não vai a lugar nenhum sem aquilo.

–Bem, ele foi dessa vez. E ele deixou coordernadas. Como ele sempre fazia para nos informar onde ele estava indo.

–Eu não consigo entender, o que seria tão importante para papai largar o caso no meio?

–SAM! – ele ouviu Alicia gritar. Constance estava na frente deles e em seguida apareceu sentada no banco de trás; ele desligou o celular, sem terminar de falar.

–Me leve para casa. – diz Constance sinistramente.

–Não – responde Sam. Alicia podia sentir a temperatura do carro baixando; de repente, as portas estavam todas trancadas.

–Eu nunca poderia ir para casa – diz Constance, e reaparece sentada no colo de Sam.

–Você não pode fazer nada comigo – Sam diz a ela – eu não sou infiel, nunca fui.

–Você será. Ela não é sua namorada – diz a fantasma, a voz parecendo um choro trágico, e em seguida, para surpresa de Alicia, ela beija Sam, que se afasta, cada vez mais incomodado. Então Alicia tem uma ideia e simplesmente dá partida no carro.

–O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? – gritou Sam, e a fantasma de novo está no banco de trás, gritando também.

–Levando ela para casa. Vamos, dirija!

Então Sam entendeu que Alicia estava fazendo, e ele dirigiu até a casa, batendo com tudo. A colisão foi forte, mas funcionou. Ambos saíram do carro. Do andar de cima, duas sombras fantasmagóricas desciam as escadas. Alicia reparou que Sam olhava para o outro lado.

–Sammy – ela disse, tocando o braço dele. Ele olhou para onde Alicia indicou, e viu. Eram duas crianças. Constance olhava fixamente para elas.

–Você veio para a casa, mamãe. – disseram as crianças e se encontraram com a mulher. Com um grito de arrepiar os cabelos, os três fantasmas sumiram.

_

Sam e Alicia reencontraram Dean no motel. Ele já havia guardado a maior parte das coisas, aliviado com a noticia que aquele caso estava encerrado. O outro caso, a respeito do pai deles, ainda estavam em aberto. Com Sam no banco de trás do Impala, eles deixaram Jericho. Alicia se sentia muito feliz. Era muito bom estar de volta. Era muito bom ter Dean e Sam novamente. Por algum tempo, ela até conseguiu fingir que tudo ficaria bem. Mas ainda havia John Winchester, havia seu próprio pai e seus próprios problemas – que ela nem ao menos tinha mencionado para eles. Talvez a mentira ficasse mais pesada se ela começasse a caçar com Dean dali para a frente. E se ela precisasse deixar o país, fugir novamente?

–Então – ela falou, finalmente não aguentando os próprios pensamentos, a felicidade tinha sumido tão rápido quanto apareceu – Jonh foi para esse lugar?

Ela abriu o diário na página marcada.

–É chamado Blackwater Ridge, no Colorado. – falou Sam.

–Se nós formos rápido, conseguimos chegar lá pela manhã. – disse Dean.

Alicia olhou para ele, surpresa. Ele realmente tinha esquecido que Sam tinha uma entrevista ou estaria apenas fingindo que não lembrava?

–Dean, eu... – Falou Sam.

–Você não vem.

–Minha entrevista é daqui há 10 horas. Eu tenho que estar lá.

–Certo, vou deixar você lá.

_

De volta ao Impala, Dean e Alicia observam Sam voltar quase correndo para o apartamento.

–Eu acho que seremos eu e você então, Allie. – falou Dean. – a não ser que você tenha uma entrevista amanhã também.

–Você sabe que não. – ela sorri – sei que ele gosta disso, mas vai ser esquisito sem ele.

–Sempre foi esquisito sem ele e sem você. Mas né, acho que ele realmente está falando sério nessa coisa de advogado-e-casamento.

–É, bem, espero que ele se saia bem na entrevista amanhã. – ela olha para o próprio relógio. Não está se movendo. – Dean – ela fala assustada, agarrando o pulso dele. O relógio dele também parou.

–O que foi? – ele olha para os relógios, e em seguida, o radio do Impala faz um forte barulho de estática. Eles se entreolham, e a próxima coisa que sabem é que estão correndo, refazendo o caminho que Sam tinha feito, pensando nas piores coisas possíveis. Pode não ser nada, só estamos paranoicos, pode não ser nada...

Um cheiro forte de enxofre está em todo o apartamento. Dean quebra a maçaneta e ambos entram correndo...

A tempo de tirar Sam do quarto onde o incêndio começava, e Jess jazia morta no teto.

Notas finais
Se tem alguém lendo e gostando, por favor comentem. Vocês não sabem o quanto eu fico feliz quando recebo email do Nyah de comentário novo. Praticamente ganho meu dia.