Night Shadow

8 Que comece a guerra


Notas iniciais
Não tenho muito o que falar dessa vez, exceto que apesar da correria, eu consegui postar o capitulo semanalmente, mas eu não posso prometer o mesmo para os próximos, e por fim eu queria agradecer a todos os leitores que acompanham e comentam na historia, quero que saibam que isso que me ajuda muito, emfim... Boa leitura!

Palácio Sombra da Noite – Canada

O sol se erguia mais uma vez no horizonte, indicando o início de mais um dia no Palácio dos Night Shadows. Naquele dia, a estrela brilhava timidamente no céu em contraste aos dias nublados e cinzentos que eram comuns na região. Como era de costume, o dia começava cedo para integrantes do exército da noite, logo pela manhã os semideuses enfrentavam diversos treinamentos físicos para o aumento de habilidades como velocidade e resistência. Logo depois, se iniciavam os treinamentos mais sérios como arquearia, uso de magia, lutas de mãos nuas, e batalhas armadas, todos estes eram supervisionados pelos próprios imortais, onde cada um era incumbido do ensino de uma habilidade especifica.

Nesse dia em especial, Calipso, Christian, Thomas, Megan e Akame cuidavam dos treinamentos de seus subordinados, em um grande espaço aberto no interior do Palácio. O lugar se assemelhava com uma arena sem arquibancadas, tinha uma forma circular, sustentado por grandes colunas de mármore, e um grande teto abobadado com uma abertura no centro, por onde a luz solar adentrava fornecendo iluminação ao interior. Divididos em um total de cinco grupos, os semideuses eram orientados de acordo com a sua aptidão para o combate, e então supervisionados por um superior diferente.

No lado sul da arena, Calipso administrava lições sobre a manipulação de magia aos seus aprendizes, em geral os membros daquele grupo não tinham muitas habilidades físicas e com o manejo de armas, por isso preferiam dominar aquela arte tão antiga e poderosa, e a partir de então se tornarem magos. Por vezes durante a pratica técnicas de luta e feitiços, havia algum disparo ou explosão acidental, que acabava deixando alguém muito furioso, e outro muito encrencado, e por essa razão eles treinavam separados e distantes dos demais. Já na parte norte se encontravam a maioria dos semideuses, pois naquele momento era realizado um pequeno exercício em conjunto de lutas em trio, em que cada herói tinha de derrotar seus dois adversários. Aquele exercício era realizado frequentemente pois devido ao baixo número de soldados em comparação aos Olimpianos, era necessário que os integrantes do exército da noite se acostumassem a lutar com diversos adversários simultaneamente. Os quatro grupos se enfrentavam nas pequenas batalhas, sempre com adversários de grupos diferentes, o que gerava uma certa rivalidade tanto entre os semideuses quanto entre os Night Shadows.

Christian era o responsável pelo treinamento com armas de grande porte, como espadas de duas mãos, lanças, e machados, seus alunos tinham grande porte físico e eram guerreiros natos sempre prontos para o combate. Thomas instruía seus alunos sobre o uso de armas incomuns como foices e gadanhas, e tinham certa vantagem sobre os demais pelo grande alcance de suas armas, no entanto, ao fazer esta escolha abriam em questão de velocidade. Já Megan era em vários sentidos o oposto dele, ela instruía seu grupo a lutar com armas de pequeno alcance e grande velocidade, como facas, adagas, e dardos, o que os tornavam guerreiros rápidos, astutos e perigosos que estavam sempre entre os melhores. Haviam ainda os espadachins que eram treinados em conjunto por Akame e Percy, eles eram a força principal de ataque e representavam um grande poderio militar para o grupo, havia cerca de trinta deles e eram os mais numerosos dentro do exército. Naquele dia, no entanto algumas ausências eram sentidas, o esquadrão de arqueiros chefiado por Thalia, havia sido dispensado para um treinamento sem supervisão na floresta, e os próprios espadachins eram observados apenas por Akame, isso acontecia devido as ausências de Percy e Thalia que iriam resolver de assuntos de conhecimento restrito dos imortais. Os Heróis já haviam se habituado a isto há bastante tempo, pois sempre haviam questões e assuntos a serem tratados por eles, afinal todos estavam à beira de uma guerra.

Enquanto os semideuses duelavam, os Night Shadows observavam as lutas atentamente avaliando o desempenho de cada um seriamente, bom, pelo ao menos era isso que Megan gostaria de dizer. Porque Christian e Thomas faziam apostas sobre quem teria mais alunos vencedores ao final das batalhas, riam, torciam e incentivavam seus alunos a ir mais rápido ou a golpear mais forte. “Parecem duas líderes de torcida” ela tinha lhes dito uma vez, mas tudo que conseguira foi um breve silencio constrangedor por parte dos dois, seguidos de gargalhadas descontroladas. Ao menos ainda lhe restava Percy e Akame nos outros dias, mas nenhum dos dois estavam ali no momento, um literalmente e a outra parecia estar em qualquer outro lugar menos ali.

— Akame, você está bem? – Megan perguntou estranhando o estado da amiga, mas sem obter resposta. –

— Akame? – Ela perguntou novamente, mas ainda sem resposta. – Sabe outro dia eu vi o Percy se agarrando com a Stix no corredor, pareciam duas cobras acasalando. –

— Sei... – Ela finalmente respondeu distraída. – Espere, O QUE? Quando você viu isso? Onde foi? Aquela vadia, eu pensava que era só brincadeira, vou matar aqueles dois maldi... – Disse ela quase invocando sua espada. –

— Digo... não que seja da minha conta é claro. – Akame tentou corrigir depois que Megan a encarou fixamente com sorriso de lado. –

— Não se preocupe, não haverá nenhum assassinato aqui, era só uma brincadeira, já você parecia estar pensando nos nomes dos seus filhos com o Percy. – Murmurou ela –

— F-Filhos? Mas que piada, quem teria filhos com um idiota daqueles. – Respondeu ela com raiva, mas sem conter o rubor que apareceu em seu rosto. -

— Tudo bem, mas você parecia estar um pouco distante, é sobre a chegada dos semideuses? – Perguntou ela agora mais séria. –

— Em parte sim. Mas eu estou mais preocupada com o Percy. – Falou ela vendo um sorriso crescendo no rosto da amiga. – Não dessa forma sua idiota, eu me refiro ao fato de que ele vai encontrar uma irmã da qual ele nem sabia da sua existência, fora que segundo o esquadrão beta, os deuses menores que traíram ele no passado vem seguindo o time de semideuses sem nenhuma causa aparente, tenho um mau pressentimento sobre tudo isso. –

— Eu entendo suas preocupações, mas o Percy é muito forte, talvez o mais forte entre todos nós, não só em questão de poder, mas também em termos de superar as adversidades e os obstáculos da vida. Mesmo que seja difícil para ele rever seus antigos companheiros, eu acredito que ele vai passar por tudo isso facilmente, a única coisa que me preocupa um pouco é justamente a meia irmã dele. – Megan afirmou. –

— Sim, eu sei, ele sempre se culpa por tudo que acontecesse ao redor dele, é o fardo de ser o líder no fim das contas, mas o que ele sempre esquece é que à pessoas para ajudá-lo a suportar suas dores, e dessa vez eu temo que tudo isso possa deixa-lo emotivo demais, a família sempre foi seu ponto fraco, e é isso que tanto me preocupa. – Akame respondeu –

— Eu tenho que admitir que você tem razão, mas não adianta ficar se martirizando por isso, temos que confiar no Per... – De súbito a conversa, as batalhas, e o treino foram interrompidos por uma explosão fora do palácio que fez todo o chão tremer tamanha a sua força. – Esse poder... essa energia... –

— São do Percy... vamos. – Disse Akame se tele portando para o epicentro da explosão juntamente com todos os outros Night Shadows, e deixando os semideuses nervosos e apreensivos com um possível ataque. –

— O que, mas o que é isso? – Akame estranhou quando se viu em frente ao portão que guardava a muralha. –

— Por que viemos parar aqui? – Thomas perguntou. –

— Eu não sei. – Megan respondeu. –

— Parece que a algum tipo de selo ou barreira nos mantendo aqui, e nos impedindo de sair. – Calipso esclareceu. –

— Realmente, eu não consigo me tele portar para fora. – Christian disse. –

— Calipso, você não pode tentar quebrar a magia? – Akame questionou ela. –

— Não, isso é muito forte, nem mesmo eu posso quebra-la de dentro. – Afirmou ela, depois de tocar o portão. -

— Será que é uma armadilha do inimigo? Fomos descobertos? – Thomas levantou a suspeita. –

— Não, eles não teriam poder nem o conhecimento necessário para fazer algo assim, conheço apenas uma pessoa fora Calipso que faria algo desse tamanho. – Megan negou. -

— Nix. – Revelou Akame se virando para a Primordial que caminhava em direção a eles calmamente. -

— Tenham calma, meus queridos, não a necessidade de tanto alarde. – Nix disse calmamente. –

— Sentimos uma explosão de energia do lado de fora, parece está havendo algum tipo de batalha lá. – Christian começou. –

— A energia que sentimos é do Percy, eles podem ter começado a lutar com os deuses menores, queremos checar a situação. – Thomas continuou. –

— E não é só isso, ele não usaria essa quantidade de poder contra deuses menores, lembrem-se que queríamos evitar mortes e confrontos nesse momento. – Calipso apontou. –

— Algo pode ter dado errado, nos deixe ir Nix, eles podem precisar da nossa ajuda. – Akame finalizou. –

— Eu entendo suas preocupações com seus irmãos, mas nesse momento o melhor que podemos fazer é esperar. Percy e Thalia tem seus próprios problemas para lidar, problemas que eles devem enfrentar sozinhos. – Nix disse em um tom sério. –

— Que tipo de problemas? O que está havendo, Nix? – Megan indagou. –

— Nos entendemos isso, mas nós somos seus amigos, seus companheiros e como você mesmo disse, seus irmãos, se eles precisarem nós, nós estaremos lá. – Calipso disse. –

— Tudo bem, eu creio que não será mais necessário mantê-los aqui, desculpem por essa intromissão, mas era necessário, eu estarei em meus aposentos se precisarem de mim. – Suspirou ela, estalando os dedos e desaparecendo em meio a sombras. –

— Vamos. – Disseram todos ao mesmo tempo se tele portando para o exterior da muralha. –

Quando chegaram ao local do encontro entre os dois Imortais da noite com os Olimpianos, eles tiveram uma visão perturbadora, no chão jaziam diversos semideuses desmaiados ainda com armas em punho, sinais de batalha estavam por todos os lados, e em um lugar especifico próximo à entrada da floresta estava o mais preocupante, a neve era coberta por uma grande quantidade de Icor que manchava o branco tornando-o dourado, o liquido parecia ter sido derramado a pouco tempo pois evaporava muito lentamente. Uma única pessoa estava de pé em meio aquele cenário caótico.

— Thalia, o que diabos aconteceu aqui? – Akame perguntou. –

— Uma guerra, uma guerra começou. – Disse ela se virando para eles, com um rosto apreensivo. –

Empire State Building – Monte Olimpo

Na sala dos tronos do conselho olimpiano, uma grande tensão era sentida por todos os presentes, ali estavam reunidos todos os deuses olimpianos juntamente com os deuses menores da profecia, em que uma única ausência era sentida, à do rei dos deuses. A reunião tinha sido convocada em caráter de urgência pela deusa da sabedoria, que mantinha um semblante tão severo que quase se assemelhava a uma estátua, enquanto alguns deuses menores, mais especificamente os que haviam retornado da missão do Canada, mantinham olhares vidrados e baixos. Os deuses olimpianos ao chegarem um a um a sala dos tronos, ficavam confusos com toda aquela situação, e se perguntavam o que teria acontecido de tão grave em um período de paz como aquele, e ao questionarem a única que parecia saber o que havia por atrás de tudo aquilo recebiam apenas um mero, “em breve todos vão saber” seguido de um silencio mortal. Nem mesmo os deuses tidos como mais relaxados e brincalhões ousavam quebrar aquele clima pesado, clima esse que só foi interrompido pela chegada do deus dos trovões.

— Então todos já estão aqui, Atena por favor pode explicar o que de tão sério aconteceu para você fazer todo esse alarde? – Zeus perguntou impacientemente. –

— Pois bem pai, eu lhe direi o que houve. – Disse Atena em tom gélido. – Aproximem-se Annabeth Chase, Hazel Levesque, e Leo Vadez.

Os três saíram do lugar onde estavam com os outros deuses menores, a passos lentos e olhares cabisbaixos. Piper, Frank, Reina, e Nico estavam cada vez mais confusos com toda aquela situação, nenhum deles tinha ideia do que estava acontecendo, e toda aquela tensão só aumentava o seu nervosismo, principalmente, sobre o filho de Hades que mantinha os braços nas costas, enquanto girava nervosamente um anel em seu dedo.

— Muito bem, Annabeth minha filha, será que poderia repetir para nós o que me disse mais cedo? Desde o começo por favor. – Ordenou a deusa da sabedoria. –

— C-Certo, bem há alguns dias atrás nós recebemos uma ordem secreta de acompanhar uma missão de alguns semideuses do acampamento, era uma missão relativamente simples para investigar o súbito desaparecimento de semideuses. A missão nos levou ao Canada, em uma região onde não deveria haver nada que não fosse neve e gelo, no entanto, nos surpreendemos ao ver um Palácio gigantesco no cume de uma montanha, lá os semideuses encontraram velhos... conhecidos nossos. – Annabeth começou a contar. –

— Espere, por que não fomos informados sobre essa “ordem secreta”. – Perguntou Poseidon. –

— Sim, o que está havendo? Está agindo pelas nossas costas Atena? – Acusou Artêmis –

— Eu peço que escutem o que ela tem a dizer, depois poderão dizer o que quiserem. – Respondeu Atena. –

— Continue garota. – Ordenou Zeus já mais sério. –

— Quando chegamos lá, nós podemos ouvir uma parte da conversa entre os semideuses e essas pessoas, nessa conversa foi dito que existe um grupo de imortais que não temos conhecimento, eles se autodenominam “Night Shadows”... –

— Parece um bom nome. – Apolo disse enquanto passava a mão no queixo. –

— Nada criativo e sem estilo. – Afrodite pensou alto. -

— Hum. – Ela pigarreou e continuou. — Enquanto conversavam com os semideuses eles disseram algo perturbador, eles contaram que pretendem destruir a nós Olimpianos e tomar o controle do mundo. – Annabeth completou exaltando os Olimpianos. –

— Mas que absurdo, como ousam. – Demeter se irritou -

— Vamos matar todos, trucida-los e espetar suas cabeças com lanças. – Ares disse sorridente. -

— Guerra de novo? Que saco. – Dionísio suspirou com tédio. -

— Nem pensar, eu não tenho tempo para coisas como guerra agora, tenho que separar um lindo casal na França, e visitar uma pequena butique na Alemanha. – Afrodite também saiu da casinha. –

— Silencio. – Zeus gritou para sessar as discussões. – Você disse velhos conhecidos, diga logo quem são esses malditos. –

— Thalia Grace, filha de Zeus – Disse Annabeth enfurecendo o rei dos deuses. – E Percy Jackson, filho de Poseidon. – Terminou ela jogando a merda no ventilador. –

— O que? – Poseidon se surpreendeu. –

— Termine a história Annabeth. – Atena disse antes que ela fosse interrompida mais uma vez. –

— Depois de ouvir tudo isso, decidimos surpreende-los e confronta-los sobre tudo o que ouvimos, e depois de algumas trocas de insultos, algo aconteceu... – Ela fez uma pausa. – Jason revelou algo que não deveria ter sido dito... Ele contou sobre o fim de Sally Jackson e... –

— E? – Zeus estreitou os olhos, já que havia estranhado a ausência do filho. –

— E-Ele foi morto pelo Percy... – Disse ela chocando todos os deuses. – Com apenas um golpe. –

— Como ousa dizer tal blasfêmia? Meu filho jamais seria morto por aquele lixo, ainda mais tão facilmente, Atena é melhor que explique tudo isso. – Zeus rugiu –

— Não há nada para explicar pai, tudo o que ela disse é verdade, Jackson de alguma maneira obteve a imortalidade e um poder grande o bastante para derrotar um deus menor com um golpe, e como eu havia alertado, a situação tomou uma proporção enorme, e já podemos dizer que estamos em meio a uma guerra. – Atena discursou em tom sério, mas internamente feliz por poder jogar na cara de seu pai que estava certa o tempo todo. –

— Como podemos deixar isso acontecer? – Hades se perguntou. –

— Ele não pode estar tão forte assim, não é? – Hermes questionou. –

— Se isso realmente aconteceu devemos assumir que ele no mínimo está no nosso nível. – Afirmou Artêmis aumentando ainda mais a tensão. -

— Como ele morreu? – Zeus perguntou olhando diretamente para Annabeth com um olhar cheio de ódio, e quase a fazendo correr para a mãe. –

— B-Bem ele... teve seu coração arrancado, enquanto era erguido pelo pescoço... e sangrou até a morte. – Respondeu ela hesitante, e provocando um silencio que durou alguns segundos, onde tudo o que se podia ouvir era o leve crepitar da lareira no centro da sala. –

— Muito bem, se aquele verme quer guerra ele terá, e já que ele teve a honra de tirar a vida de um dos nossos, nós faremos o mesmo. – Zeus disse enquanto se levantava de seu trono. –

O rei dos deuses em um segundo desapareceu do alto de seu trono, e se materializou em frente ao filho de Hades, pegando-o pelo pescoço e suspendendo-o no ar, enquanto o enforcava.

— Me diga escoria traidora por que não devo mata-lo e mandar sua cabeça para o seu amiguinho? – Zeus perguntou cego de ódio. –

— Zeus, explique-se, como ousa atacar meu filho dessa forma. – Hades gritou também se levantando e conjurando uma espada. –

O ato do deus do submundo fez todos os outros deuses se erguerem com suas armas em punho, temendo um conflito trágico que arrasaria todo o Olimpo.

— Pai acalme-se, não há motivo para fazermos isso agora, ainda podemos tirar informações preciosas dele antes. – Atena tentou consertar aquela situação. – E Hades temos provas contra seu filho, acreditamos que ele vem passando informações nossas para o Jackson, e todos vocês baixem suas armas, não podemos nos arriscar a um conflito interno nesse momento. –

Durante esse meio tempo, Zeus continuava a apertar o pescoço de Nico, que nada podia fazer além balançar suas pernas debilmente enquanto a consciência lentamente o deixava.

— Não me agradeça seu verme, eu garanto que vai preferir que eu lhe matasse agora. – Zeus falou em tom baixo, antes de atira-lo no chão com violência. –

— Levem ele e tenham certeza que ele diga tudo que sabe, não antes de sentir muita dor é claro, depois eu mesmo vou mata-lo. – O deus dos trovões disse agora em alto e bom som. –

Nico ainda no chão e perturbado pelo golpe que lhe foi infringido, apertou uma pedra em seu anel com as mãos tremulas, anel esse que ele tanto mantinha em suas mãos mais cedo, um anel com a cabeça de um lobo prateado. E em um sussurro ele disse aquelas que poderiam ser suas últimas palavras “Perdão Thalia, eu falhei...”

Palácio Sombra da Noite – Canada

— Então foi isso o que aconteceu. – Akame refletiu depois de ouvir nas palavras de Thalia o que havia ocorrido ali. –

— Esses malditos Olimpianos, parece não haver limites para a sua podridão. – Christian cerrou os punhos. –

— Torturar uma mortal, uma simples mortal, e tudo para que? Para saciar o seu desejo de se manter intocáveis. – Thomas concordou. –

— Mas eles não são. Nenhuma das ações deles ficarão sem punição, eles pagarão por tudo, por cada vida que tirarão, por cada vida que arruinaram, e nós vamos aplicar essa punição. – Thalia disse entredentes. –

— Mas o que aconteceu hoje, não será esquecido, nem por nós e nem por eles. – Calipso afirmou. -

— Realmente, as coisas não saíram do jeito que esperávamos. – Thomas apontou. –

— Sim, mas não podemos nos dar ao luxo de ficarmos apenas nos lamentando agora, depois do que ocorreu hoje, se os Olimpianos ainda não sabiam da nossa existência, com certeza agora sabem, pelo menos isso saiu como planejado. Mas ainda resta o nosso principal problema a partir de agora, pois eu acredito que após descobrir que seu filho foi morto pelo Percy ainda mais dessa forma, Zeus sem dúvidas ficará possesso, e com certeza não vai ficar parado nos deixando tomar a dianteira, ele fará um movimento perigoso em breve. – Megan alertou. –

— Então, esse será um momento decisivo, quem jogar melhor agora terá o destino da guerra em mãos, e até o Percy voltar creio que a Thalia será a nossa líder. – Akame lembrou. –

— Exatamente, antes de partir ele disse apenas para cuidarmos da Helena e dos semideuses, e devolve-los para o acampamento assim que acordarem. – Thalia respondeu. –

— Bem, eu tenho algo diferente em mente, mas por enquanto vamos leva-los para dentro. – Megan falou. –

— Sim, vamos leva-los para a ala médica, lá eu cuidarei dos seus ferimentos e depois decidiremos o que fazer com eles. – Calipso disse. –

Poucas horas depois, todos os semideuses estavam acomodados nas camas da enfermaria do Palácio, onde alguns dos aprendizes de Calipso circulavam entre os leitos checando a situação de cada um, enquanto a mesma apenas observava os semideuses e seus alunos. Apesar de todo esse cuidado, os semideuses estavam apenas desmaiados pelo grande choque provocado pelo poder liberado por Percy, e segundo Calipso, após algumas horas de descanso eles estariam bem. Depois de dar uma última olhada neles, a filha de Tétis se dirigiu para a sala de reuniões onde todos estavam reunidos.

— Bem, agora que estamos todos aqui... Espere Nix e Stix? – Thalia perguntou. –

— Nix disse que ia cuidar de alguns outros assuntos que ela não quis compartilhar, e Stix eu não faço ideia. – Thomas respondeu. –

— Pois bem, vamos continuar mesmo assim. – Thalia começou a reunião. – Creio que temos muitos assuntos a discutir. –

— Sim, vamos começar em ordem crescente de urgência, primeiro o que vamos fazer quando os três semideuses acordarem? – Megan disse. –

— Bem, eu acho que devemos ter uma conversa pacifica com os dois garotos antes de leva-los de volta, isso seria um grande passo para aquele nosso plano, quanto a irmã do Percy esse é um caso à parte. – Akame afirmou. –

— Tem razão, ela precisará de alguém ao lado dela quando ela acordar, e ajudá-la a entender tudo isso. – Calipso opinou. –

— Em uma situação normal o Percy faria isso, mas quem de nós se encarregará disso? – Christian questionou. –

— Eu faço, sou a prima do Percy, além de conhecer a vida de semideus melhor do que qualquer um aqui. – Thalia se ofereceu. –

— Eu discordo, você já terá ocupações suficientes com a liderança nesse momento, eu voto na Akame. – Megan sugeriu. –

— Eu? – Ela estranhou. –

— Sim, você não é a general do exército à toa, apesar desse jeito durão, você sabe lidar com as pessoas, e motiva-las a dar seu melhor, por isso você ajudará ela. – Megan disse olhando para ela. –

— Tudo bem, então se todos concordarem. – Akame falou recebendo um aceno positivo de todos. –

— Bem, passemos para a próxima... – Thalia começou dizendo, mas parou ao ver uma pequena pedra presente em um bracelete brilhar em uma luz azul e logo depois se apagar. –

— Isso é... – Calipso se surpreendeu. –

— Não poder ser, eles nos descobriram. – Megan revelou. –

— Nico... de alguma forma... de alguma forma, eles nos descobriram e o pegaram. – Thalia se reclinou e apertou o bracelete fortemente. –

— E agora? O que nós vamos fazer? – Christian perguntou. –

— Vamos resgata-lo. – Thalia falou vendo seus irmãos acenarem em concordância. –

— Estamos juntos e vamos apoia-la em qualquer decisão. – Megan disse olhando-a com determinação. –

— Nico também é um companheiro, se tivermos a chance temos de tentar. – Christian falou também a apoiando. -

— Vamos mostra-los nosso cartão de visitas, e ensina-los quem serão aqueles que decretarão o fim deles. – Calipso afirmou. -

— Muito bem, que comece a guerra, então. – Akame transformou o pensamento de todos em palavras. –

Todos apesar do nervosismo e da apreensão acumuladas por anos de espera, mantinham sorrisos no rosto, pois por mais difícil de fosse o desafio, eles sabiam que enquanto mantivessem aquela união nada poderia detê-los. “Não desista Nico, nós vamos resgata-lo, eu prometo...

Notas finais
Pobre Nico o que será dele nas mãos de Zeus e cia? E onde estará o Percy? Comentem por favor isso me motiva bastante.