Night Shadow

9 Confronto Direto


Notas iniciais
Olá leitores, bem tenho três coisas a dizer: 1) Este capitulo começou a ser escrito segunda feira, e eu consegui bater meu recorde de escrita em menos tempo. 2) O capitulo ficou muito grande, e por isso dividi ele em duas partes, a primeira é essa, e a segunda explicará e continuará os acontecimentos relatados aqui. 3) Ele só iria ser postado domingo e a segunda parte no outro domingo, mas como a Anna Carolina Jackson (nyah) recomendou a fic a postagem foi antecipada em homenagem a ela, o próximo também será antecipado e será postado nos próximos dias. E aproveitando a seção de agradecimentos eu queria agradecer a Jessica Ferreira (nyah), Elthon Pontes (spirit), e principalmente a Dama da Noite (nyah) que sempre comentam em todos os capítulos, abraços e beijos a todos vocês. Boa Leitura!

Sequoia National Park

Em meio a uma floresta de arvores gigantescas, o sol começava a encontrar as montanhas no Oeste, indicando o fim de mais um dia, e o início de mais uma noite em que a carruagem da lua levaria sua bela luz ao mundo. Acampadas na costa oeste, as caçadoras mantinham a mesma rotina milenar de sempre, mesmo que tudo parecesse estar na mais absoluta normalidade, havia algo de estranho no acampamento, um clima pesado de apreensão cercava as meninas juramentadas a lua, e isso se devia as recentes notícias trazidas do Olimpo por sua senhora. Notícias estas que haviam chocado todas as meninas, e haviam retirado a paz costumeira daquele grupo.

Artêmis permanecia sozinha dentro de sua tenda, a deusa havia dispensado sua comandante e ordenado que as outras caçadoras que a deixassem sozinha, desde o dia anterior. Todo este tempo em que ela havia entrado neste período de reclusão, ela se manteve em uma espécie de estado de meditação, sentada em seu pequeno trono de peles de animais raros, e com os olhos fechados, sem mover um único musculo, ela se perdia em meio a pensamentos sobre o futuro incerto que os aguardava. Estava claro que o fato de que a sua ex-comandante havia se juntado em uma cruzada revolucionária contra o Olimpo, havia a atingido de uma forma muito mais forte do que ela imaginava, principalmente pelo fato de que a ex-semideusa era uma de suas caçadoras mais fiéis e de confiança.

Apesar da aparência dura e frigida que a deusa gostava de manter em frente aos olhos dos demais, em uma coisa ela era totalmente oposta, quando se tratava de suas meninas, mesmo que esta houvesse deixado a caçada antes de partir, nada a impediria de lutar por elas, assim como elas o faziam sem hesitar. Mas desta vez, esse não parecia o caso, não havia mais um modo de lutar, Thalia se fora, e isso a mergulhava em uma profunda tristeza, tristeza de saber que estariam em lados opostos no campo de batalha, mesmo quando o dividiram em tantas oportunidades. No entanto, como se em sincronia com o seu pensamento, gritos ecoaram na clareira em que estavam, gritos de surpresa, de raiva, e de guerra, gritos estes que a despertaram e fizeram ela sair de sua reclusão para proteger as únicas pessoas que importavam verdadeiramente para ela no mundo, e o quão grande foi a surpresa dela diante do que ela viu, quando se fez presente no local da comoção.

— Olá Artêmis, a quanto tempo não nos vemos. – Disse a figura responsável por toda aquela situação. –

— Thalia... O que veio fazer aqui? Eu espero que tenha se arrependido de suas ações, e tenha vindo se entregar, pois eu não quero entrar em conflito aqui, muito menos com você. – Artêmis a alertou. –

— Não se preocupe, minha intensão também não é um conflito, mas também não o descarto, eu só quero que me diga onde está Nico Di Angelo, depois eu irei pacificamente. – Afirmou ela. –

— Você não terá nenhuma informação minha, renda-se agora antes que minha benevolência se esgote. – Ameaçou a deusa da lua. –

— Tudo bem, se prefere assim, mas você deve saber que eu não sou mais uma simples semideusa, mande suas criadas se afastarem ou serão mortas que nem insetos. – Thalia falou com rispidez. –

— Como se atreve, nós fomos irmãs um dia, como pode nos trair dessa forma, nós a acolhemos e é assim que nos retribui? – Phoebe a atual comandante gritou para ela. –

— Eu não lembro de nada assim, eu não lhes devo nada. Agora vamos ao que interessa. – Disse Thalia tranquilamente, antes de invocar o arco de Épiro. –

O gesto da Night Shadow fez todas as caçadoras apontarem seus arcos em direção a Thalia, Artêmis apenas a olhava com um semblante vazio que não escondia a tristeza dos seus olhos.

— Eu vejo que você não me dá outras alternativas, se quer tanto assim, então vamos, eu mesma vou ensina-la uma lição sobre lealdade, como não trair aquelas que já foram sua família um dia. – Artêmis falou gravemente. – Baixem seus arcos esta luta é minha. –

— Muito bem, ao final da luta quando eu ganhar você me dará a informação, se você ganhar eu lhe darei todas as informações sobre os Night Shadows, jure pela Stix. – Disse Thalia erguendo o arco. –

— Pela? Que seja, juro pelos seus termos. – Artêmis selou o acordo, fazendo um trovão ecoar pelos céus. –

A luta entre as imortais se iniciou de forma magnifica, ambas tinham flechas apontadas para o centro de suas cabeças, e quando as cordas foram soltas, as flechas se interceptaram no ar de maneira perfeita, e como se tratavam de flechas de energia, uma pequena explosão ocorreu dando o início a luta. As duas se moviam com uma velocidade assustadora, sempre atirando e desviando das flechas da adversária, utilizando arvores, rochas e que quer que estivesse em seu caminho para tentar buscar o ângulo de tiro que possibilitaria acertar a outra. No entanto, tal abertura não existia, ambas eram perfeitas na postura, e não deixavam a defesa aberta em hipótese alguma. Percebendo que os arcos não seriam efetivos, as duas decidiram partir para o combate corpo a corpo, facas de caça contra lança e escudo, as armas se encontraram fazendo o tintilar do metal ecoar pela floresta, a troca de golpes era intensa e feroz, Artêmis apesar de usar armas pequenas como facas, não ficava atrás de sua adversária, Thalia tinha uma defesa quase intransponível com Aegis, mas tal vantagem a limitava no ataque contra uma inimiga tão veloz como aquela. Em um certo momento depois de passados vários minutos de luta em que ambas já apresentavam alguns pequenos cortes e certo nível de cansaço, Artêmis usou de sua vasta experiencia em combate para infligir um golpe devastador em Thalia. Após sua faca mais uma vez ter sido bloqueada por Aegis, ela saltou e girou dando um potente chute no escudo, fazendo a Night Shadow perder o equilíbrio tamanha a força do golpe, aproveitando-se da situação e ainda estando no ar, a deusa agarrou a parte de cima do escudo e a usou como impulso para ficar acima de Thalia e furar sua defesa perfeita, mas não sem um custo, a lança de Thalia veio como um raio e se não fosse por sua velocidade extrema ela teria sido completamente empalada pela lança, que a acertou de raspão em diversos pontos como rosto, braço, tórax, e coxa, mas o sacrifício foi recompensado, com sua faca ela partiu as amarras que prendiam o escudo seu braço, fazendo um corte profundo no processo, e não se dando por satisfeita, a deusa da lua ainda acertou chute destruidor no peito de Thalia a fazendo voar por vários metros antes de bater e destruir uma arvore diante da força de Artêmis.

Thalia cuspiu uma grande quantidade do liquido azul claro que lhe conferia a imortalidade, o corte em seu braço também vertia uma grande quantidade de icor azulado, suas costelas e coluna cervical tinham sofrido um grande dano, todos estes golpes limitariam sua velocidade e reduziriam suas chances de vitória a quase zero. Diante de tudo isto ela foi obrigada a tomar a única decisão que lhe restava, fugir. Apesar dos ferimentos a filha de Zeus corria velozmente por entre as arvores se distanciando do acampamento e da deusa da lua. Artêmis ficara surpresa pela atitude de Thalia, ela esperava qualquer coisa de sua ex-companheira, menos uma fuga covarde como aquela, porém a deusa não poderia perdoar todos os atos da filha de Zeus, vir ao seu acampamento e ataca-la daquela maneira era uma afronta que não passaria em pune, e por isso ela ordenou.

— Caçadoras, atrás dela, ela enfrentará as consequências por seus atos. – A deusa da lua ordenou. –

O que se seguiu foi uma curta perseguição, as caçadoras altamente treinadas e habituadas ao terreno da floresta, logo alcançaram Thalia que estava demasiadamente debilitada por seus ferimentos, e mesmo que Artêmis estranhasse o fato de que ela não houvesse simplesmente se tele portado dali, a urgência e a carga emocional envolvidas ali não deram espaço para questionamentos lógicos, e com as mãos tremulas e os olhos marejados, ela ceifou a vida da sua antiga companheira. As facas foram cravadas nas costas de sua oponente acertando seu coração e pulmões, pouco a pouco a vida foi deixando os olhos de Thalia, olhos estes que expressavam apenas tristeza e arrependimento que desceram junto a lacrima solitária que caiu dos seus olhos.

— Sinto muito por ter acabado assim, eu espero que você encontre a paz um dia. – Disse a deusa da lua encarando fixamente o chão. –

— A paz é justamente o que eu estou buscando. – Uma voz veio do meio da floresta. –

— O que? Como você? Não pode ser, eu a matei. – Disse Artêmis com a voz vacilante, quando viu que Night Shadow estava em perfeito estado e sem nenhum arranhão, enquanto o corpo que ela achava ter sido dela parecia evaporar no chão. –

— Tem certeza? Bom terá de fazer melhor do que isso para me pegar, agora vamos voltar ao que interessa. – Afirmou ela, partindo em direção a deusa e suas caçadoras. –

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— Deu certo? – Perguntou Thalia. –

— Acho que sim, agora elas ficarão presas na ilusão até o momento certo. – Calipso respondeu ajoelhada no chão sobre um círculo magico. –

— Acho bom, pois não foi nada legal ter de levar todos aqueles golpes de proposito, aquele idiota, só poderia ser ideia dele um plano tão ridículo assim. – Bufou ela cruzando os braços. –

— Não faça tanto alarde, seus ferimentos se curarão em alguns minutos, e também agora poderemos salvar o seu namorado. – Minimizou a maga. –

— N-Namorado, ele não é... como você sabe? – Perguntou ela ruborizada. –

— Ora por favor, eu já terminei aqui, elas ficarão perseguindo “você” eternamente aí, agora voltar para o Palácio, temos muito o que fazer. – Calipso revirou os olhos e a pegou pelo braço tele portando-se de volta ao Palácio. –

Monte Olimpo – Um dia depois

O grande manto de escuridão da noite pairava sobre a terra, a lua era recoberta por nuvens densas que impediam a passagem de luz e mergulhavam todo o resto em trevas. Um silencio sepulcral se fazia presente no Monte Olimpo, nem um único movimento era sentido, nem um único ser era visto. Tochas espalhadas em pontos aleatórios forneciam a única fonte de luz naquele momento, ao mesmo tempo em que uma forte brisa fria acoitava as suas chamas. No meio da madrugada, todos estes fatores deveriam ser coisas comuns e corriqueiras, mas algo estava diferente. Era como se algo de muito ruim estivesse prestes a acontecer, o sentimento de asfixia, aflição e desespero era quase palpável, e perturbava todos os que se encontravam dentro da morada dos deuses. No entanto, o que poucos sabiam era que estes sentimentos não eram injustificados, pois no subsolo, mais precisamente abaixo do templo de Zeus, atos hediondos eram cometidos sem nenhum remorso ou culpa.

Uma grande sala subterrânea era dividida por quatro indivíduos, nela eram vistos diversos tipos de objetos de tortura como tesouras, alicates, punhais, cerrotes, agulhas, e correntes, em um canto escuro do cômodo também haviam algumas poltronas confortáveis ao redor de uma mesa de centro em que repousavam taças de néctar e uma pequena bandeja com porções de ambrosia. A sala era iluminada apenas por um pequeno castiçal de ouro que ficava sobre a mesa em que eram postas as ferramentas de tortura. No centro da sala, haviam duas correntes presas ao teto com algemas de bronze celestial nas pontas, suspenso do chão pelos pulsos, um homem gravemente ferido era preso pelas algemas, enquanto outras três pessoas o observavam sentados nas poltronas com olhares céticos e raivosos.

— Esse maldito é mais resistente que uma barata. – Disse o deus da guerra com tedio. -

— Ele tem muita determinação, que admirável. – Falou Atena com o rosto apoiado sobre a mão. -

— Ele ainda não sofreu o bastante, mas ele vai falar. – Afirmou Zeus enquanto se levantava, e se aproximava de Nico. –

O filho de Hades estava em um estado lastimável, lesões, cortes, e hematomas cobriam todo o seu corpo, seu tronco tinha dois grandes cortes na diagonal formando um X, suas costas eram marcadas com pequenos cortes com uma aparência horrível feitos por um punhal bainhado em ácido, a maioria dos seus dedos já não estavam lá, sua respiração era irregular, e seus batimentos cardíacos estavam acelerados provocando tremores involuntários nas extremidades dos seus membros. Suor e icor se misturavam sobre a sua pele, enquanto seu longo cabelo negro grudava em sua pele recobrindo seus olhos entreabertos.

— Então seu verme até quando acha que vai resistir? Acha que minha raiva vai ser aplacada em algum momento? Pois eu poderia passar toda a eternidade aqui me divertindo com o seu sofrimento. Você deve achar que fazendo isso, você está mantendo seus amiguinhos seguros e sendo leal a eles, não é? Mais onde será que eles estão agora, enquanto você está aqui sofrendo todo tipo de tormento? Já se passaram quatro dias desde que você está aqui, acha mesmo que eles ligam para você? Por que não nos poupa o trabalho de ter de caça-los, e fala o que sabe? – Questionou Zeus com crueldade. –

Nico então ergueu a cabeça lentamente e encarou os olhos frios do deus do trovão por alguns segundos, segundos esses em que Zeus teve a certeza que ainda teria de fazer muito mais se quisesse ter o seu objetivo.

— Vá se ferrar seu filho da puta. – Respondeu Nico se encolhendo logo depois de receber um soco no estomago que expulsou de uma só vez todo o ar em seus pulmões. –

— Não faz mal, eu tenho todo o tempo do mundo, já seus amigos, eu não tenho tanta certeza. – Falou Zeus rindo com escarnio, e enquanto assistia o deus menor tossir icor. –

No fundo da sala, Atena e Ares se entreolharam e tiveram a mesma conclusão, enquanto Zeus caminhava em direção a eles a passos lentos.

— Acho que já perdemos tempo demais aqui, vou voltar a meu templo e continuar a formular nossos planos para a destruição de nossos inimigos, já tive minha dose de diversão por hoje, se me dão licença. – Atena disse se retirando logo depois. –

— Bem, acho que vou seguir o exemplo da minha irmãzinha e voltar lá para baixo, para tentar esmagar algumas cabeças, antes de esmagarmos o Jackson, tente deixar o garoto vivo até a minha vez. – Disse Ares saindo em seguida. –

Zeus então sentou-se com calma em uma das poltronas do local, pegou uma taça de néctar e bebeu um gole enquanto olhava para Nico com um olhar vazio, diversos pensamentos passavam pela mente do rei dos deuses, todos eles giravam em torno de Percy Jackson, o homem que ousou se levantar contra ele, desafia-lo e matar um dos seus filhos. Todas as suas ações o enfureciam de uma maneira que ninguém jamais conseguiu, mesmo nas outras guerras, nunca nenhum dos seus inimigos conseguiram perturba-lo tanto, talvez isso se devesse a sua arrogância, os Titãs eram seus pais, os Gigantes eram irmãos de seus pais, todos eles tinham em tese o mesmo nível de poder, mas um pirralho cria de uma mortal com um dos seus irmãos simplesmente acende a uma posição próxima a sua, isso sim inflamava sua fúria de uma maneira sem igual.

E como se o destino quisesse prega-lo mais uma peça, e quisesse testar até onde sua raiva seria capaz de chegar. Uma sensação que ele jamais sentiu em sua longa vida, o percorreu com a mesma intensidade de um dos seus raios. Algo que o tocou profundamente, no mais profundo lugar do seu ser, na sua essência, a essência do seu poder. Ele então tele portou-se para a sala dos tronos, onde os seus temores e suspeitas foram confirmados, a audácia e a ousadia eram tão absurdos, tão inimagináveis que ele quase riu diante daquela visão. Em seu trono, em seu símbolo de poder, em um lugar que ninguém jamais além dele esteve em toda a eternidade, estava o seu maior inimigo confortavelmente sentado enquanto admirava a arquitetura da sala com algo entre nostalgia e desprezo. Percy Jackson, a escória nascida do mar, profanava o seu trono como se fosse algo completamente banal. Quando seus olhares se encontraram, foi como se o mundo todo tivesse prendido a respiração por alguns segundos, por um momento os dois lados se encararam pela primeira vez, ressentimentos e ideais, tudo se confrontou naquele pequeno intervalo de tempo, que logo ficou perdido entre as amarras do tempo, quando a conversa se iniciou.

— Olá Zeus, quanto tempo não é mesmo? – Percy o cumprimentou como se falasse com um amigo há muito perdido. — Você sabe o quão cômico é esta cena? Eu estou me divertindo bastante aqui, aliás que vista meu amigo.

— Você... – Zeus fechou a mandíbula com força, e fechou os olhos tentando encontrar a calma para conseguir formular uma frase. – Você realmente não tem nenhum censo não é mesmo? Vir até aqui e cometer essa heresia é muito mais do que uma afronta, é muito mais do que suicídio, você nunca mais sairá daqui, não importa o que você veio fazer ou falar. Mas eu devo imaginar que você tenha alguma esperança de salvar aquele seu cachorrinho, não é? Senão jamais viria de encontro a sua morte tão facilmente, se bem que sua ignorância é tão grande que eu não duvido de nada, eu vou adorar ter você como um brinquedo por um longo tempo. –

— Sabe essa última ficou meio estranha, mas vocês deuses tem suas preferencias não é mesmo? – Percy disse com um rosto irônico. –

— Tudo bem, não sei porque perdi meu tempo, prepare-se para... – Falou Zeus já empunhando seu raio. –

— Se eu fosse você eu guardaria isso, temos muito o que conversar, e nem pense em chamar seus bastardos, ou você terá de lamentar por muito mais do que um filhinho deus menor. – Percy ameaçou agora com seriedade. –

— Do que você está falando maldito, acha que vou acreditar em alguma palavra sua, ou então acatar alguma ordem? A próxima coisa que verá será meu raio dentro do seu peito, desova do mar. –

— Bem, se você insiste, mas você não notou algo diferente nesta noite? – Sorriu o Líder dos Night Shadows, cruzando as pernas sobre o trono. – Como se ela estivesse um pouco mais... sombria digamos assim? Ou talvez ausência de algo como... a lua talvez? –

— Pode blefar o quanto quiser, ainda... – Zeus duvidou, mas foi interrompido. –

— Estou? Bem, eu ainda não vi a carruagem da lua hoje, por que não tenta falar com ela? Você pode fazer isso agora sem que eu saiba, não é? – Insinuou ele. – O que foi? Não está dando certo?

— Você realmente não tem ideia do que está fazendo, você nunca vai me chantagear. – Zeus disse ainda com o raio em mãos. –

— Nossa, assim você me ofende, isso é algo que faz parte da índole de pessoas como você, não de mim, por favor nunca mais me compare a você de novo, ou eu posso perder esta mascará de tranquilidade que tanto me custa manter. Mas voltemos ao assunto principal, nós temos Artêmis uma das suas principais filhas, desvinculada de uma parte das leis divinas, seus olhos no mundo mortal, um grande trunfo seu eu diria. Por outro lado, você tem Nico, um dos meus informantes aqui no Olimpo, que nem tem tantas informações assim, seria uma triste perda eu tenho que admitir, mas não mudaria muito as coisas para o meu lado, já você.... Bem acho que Nix reinará sozinha a partir de agora... – Afirmou Percy tranquilamente. –

— Como ousa dizer... onde ela está? Se você a tocar eu juro que nada no universo vai me impedir de arrancar sua cabeça e espeta-la numa lança. – Zeus convenceu-se da verdade e passou para as ameaças. –

— Não se preocupe, você já deve imaginar o que eu quero em troca, Nico por Artêmis, uma troca nada justa, mas eu me contento com ela. – Percy colocou as cartas na mesa. –

— O que me impede de chamar todos os deuses para que então nós possamos arrancar seus membros um por um, e então oferece-lo como moeda de troca ao seu clubinho? Me parece uma ideia melhor. – Zeus falou convencido que iria amedronta-lo. –

— Porque eu posso fazer exatamente o mesmo, matar Artemis, e chamar os meus companheiros para que possamos pular toda esta merda e irmos para a batalha final de uma vez. – Percy devolveu. –

— Acha que mesmo que poderia ganhar de todos nós? – Zeus perguntou com ironia. –

— Sim nós ganharíamos... Pai. – Uma nova figura apareceu no meio da conversa. –

— Quem é vo... – Por um segundo Zeus falhou em reconhecer sua filha, afinal ela estava muito diferente desde a última vez em que esteve no Olimpo, os traços mais femininos e o cabelo longo a deixavam com uma beleza sem igual, naquele momento ela ostentava uma face dura perante a figura paterna. – Thalia...

— Já se esqueceu de mim “papai”? Por que será que isso não me surpreende nem um pouco. – Disse ela caminhando pela sala dos tronos, e logo depois abandonando a postura mais séria. – Sabe Percy, essa brincadeira parece legal, não me convida? –

— Claro Thalia, sinta-se à vontade, escolha o de sua preferência. – Disse ele entrando na brincadeira e observando as reações de Zeus que agora estava à beira de um ataque, que provavelmente seria divertido, mas prejudicial a ambas as partes. –

— Bem, vejamos... – Disse ela caminhando com a mão no queixo. – Quem vamos convidar a festa, bom, acho que será você mesmo, assim vai ser mais divertido. –

Thalia então subiu os degraus que elevavam os tronos a uma altura superior, e sentou-se devagar, como se apreciasse cada segundo em que Zeus quase parecia explodir tamanha a sua impotência diante daquela situação. E como se não bastasse, nem um instante sequer se passou para que a outra divindade chegasse, para participar daquela reunião tão ímpar.

— Vai se arrepender de... – A voz de Atena, ecoou antes que ela pudesse assimilar aquela situação. – Como... O que diabos está acontecendo aqui, como estes malditos... –

— Temos Artêmis, vocês têm Nico, devolvam ele e ela volta para os braços de sua linda família, simples assim. – Thalia explicou impaciente para a deusa da sabedoria, que não demorou para entender a gravidade da situação. –

— Então Zeus o que vai ser? Vai tentar a sorte ou ouvir a razão? Escolha, violência ou vergonha? – Percy questionou do alto do trono do rei dos deuses. –

Notas finais
O que diabos aconteceu lá na floresta? Como Zeus vai reagir a tudo isso? O Percy está muito zueiro para quem recentemente descobriu que a mãe foi morta? E o mistério continua, aonde ele foi? Descubra tudo isso no próximo capitulo (ou não). Comentem isso me motiva bastante.