Notas iniciais
Olá leitores, trazendo a continuação da batalha pra vocês espero que gostem. Boa Leitura!

— Ainda não sei, teremos de esperar pra ver, mas enquanto ainda temos tempo... – A deusa se voltou novamente para o campo, mas para sua surpresa ela o encontrou vazio, nem mesmo os corpos das centenas de heróis estavam mais lá. – O que aconteceu? Para onde...

Mais uma vez ela não pode terminar a frase, pois antes que o fizesse dois raios caíram do céu e abriram uma cratera onde ela antes estava, Thalia e Akame encaram os deuses com olhares assassinos.

As duas tinham o mesmo tom de pele de Percy, algo disforme que combinava com a cor de suas auras, ao contrario dele os cabelos das duas tinham adquirido uma cor alva, tão branca como o mais límpido floco de neve. Akame tinha chamas escarlates dançando dentro de suas orbitas oculares, sua energia rubra ardia circundando-a lentamente, seu corpo era coberto com uma armadura inteiramente negra composta de Aço Estige, cobrindo sua cintura uma peça de seda branca se estendia até abaixo dos seus joelhos na parte de atrás e deixava à mostra suas coxas torneadas na parte da frente.

Thalia trajava uma arma armadura prateada feita de prata lunar, seus braços eram protegidos por braceletes dourados ornados com topázio e turmalina, seus olhos eram dois vórtices azuis que giravam em alta velocidade, ao passo em que ela emitia uma luz azulada que se movimentava em torno dela com as nuvens de um ciclone, calçando seus pés uma típica sandália grega subia até os seus joelhos com as suas coreias de ouro, logo os outros Night Shadows se juntaram a batalha e um verdadeiro pandemônio se instalou.

Munida do Arco de Épiro, a filha de Zeus conjurou um raio em forma de flecha e atirou contra os dois deuses, o disparo abriu mais uma grande cratera e os obrigou a partirem para o ataque. Desta vez, Akame tomou posse da vanguarda e parou o tridente do deus dos mares com a sua espada, Poseidon sorriu e concentrou poder em sua arma para efetuar um disparo de energia, mas seu intento não logrou sucesso, a espada Murasame quando aliada a forma imortal de Akame tinha uma habilidade peculiar, esta conseguia absorver quaisquer poderes e “alimentar-se” deles, mas não era apenas isso, havia uma segunda peculiaridade que a general decidiu exibi-la em primeira mão ao deus.

Depois de várias fagulhas cruzarem o ar em vista do combate acirrado dos dois, Akame finalmente conseguiu furar a defesa do deus e fazer um corte em seu rosto que começava da ponta dos seus lábios e ia até acima de sua orelha. O deus se afastou e a fitou com um sorriso.

— Eu não sei quem é você garota, mas até que não é tão ruim quanto eu pensei, isso para uma pirralha é claro, mas agora chega de brincar eu não tenho mais tempo a perder com você.

— Eu agradeço o elogio, mas quem não tem mais tempo sou eu. – Disse ela seriamente, mas depois cedendo a um breve sorriso. – Você ainda não percebeu não é mesmo?

— Perceber? Do que... – Poseidon levou a mão ao seu rosto, um filete de icor escorria do corte feito por Akame. – O que... o que você fez sua vagabunda? – O deus se ajoelhou sofrendo de terríveis dores, pequenas inscrições negras começaram a brotar em sua pele dourada.

— Esta espada. – A general ergueu sua arma exibindo-a ao deus. – Ela tem a capacidade de amaldiçoar a alma de qualquer um que prove do seu fio, basicamente ela age como uma espécie de veneno em imortais já que não temos uma alma como os terrenos, você vai sofrer com estas mesmas dores até quando eu desejar. Enquanto isso, aproveite o espetáculo, seu reinado está vivendo seus últimos momentos. – Ela deu as costas ao deus.

— Vadia, você não perde por esperar... – Disse ele com a voz fraca já deitado no chão, enquanto a observava partindo para outro combate.

Concomitantemente ao conflito entre Akame e Poseidon, Thalia também havia entrado em um combate a altura, a sua frente os gêmeos Apolo e Artêmis finalmente decidiram entrar na luta. Momentos antes enquanto ela tentava interceptar a deusa da sabedoria com seus disparos, ela própria acabou sendo interceptada pelos dois deuses que a impediram de continuar sua caçada.

— Thalia – Artêmis começou com um certo tom de ressentimento. – Parece que nos encontramos novamente em batalha.

— É o que parece, mas algo me diz que esta será a ultima vez. – Previu ela em guarda com os dedos na corda do arco.

— Certamente, não haverá um terceiro encontro. – Afirmou ela também tencionando seu próprio arco.

— Maninha isso não é uma guerra pessoal, vamos logo com isso. – Apolo abandonou sua habitual postura brincalhona e a alertou antes de iniciar a luta.

Os dois irmãos dispararam uma saraivada de flechas contra a imortal, Thalia se esquivou habilmente de todos os projeteis e no processo atirou os seus próprios que foram igualmente desviados pelos dois. A troca de disparos persistiu por vários segundos até que ambos os lados perceberam que se assim continuasse o impasse jamais terminaria. Thalia fora a primeira a tomar uma atitude, depois de desviar de uma flecha solar com um giro, a Night Shadow alçou seu arco as costas e se pôs a correr em direção ao deus do sol desembainhando suas adagas prateadas. A tática era simples, eliminar o deus do sol e então acabar com a vantagem numérica inimiga.

Mas os milhares de anos de experiência em combate da deusa da lua a fizeram perceber a intenção da filha de Zeus, obrigando Thalia a usar dos seus poderes e literalmente se movimentar na velocidade de um raio para surpreender ambos os deuses, a imortal atacou furiosamente o deus do sol que até tentou se defender dos golpes com seu arco, mas tão logo foi desarmado por Thalia que afastou a arma com um safanão e cravou suas adagas no pescoço do deus.

Artêmis gritou e avançou impiedosamente contra ela, Thalia defendeu os golpes selvagens da deusa da lua com dificuldade e passou a ficar acuada no combate, os primeiros cortes começaram a aparecer em sua pele e pela primeira vez ela se amaldiçoou por subestimar sua antiga senhora. A deusa em um movimento surpresa aplicou um forte chute nas costelas da imortal e a jogou longe para depois conjurar uma bola de energia prateada e direciona-la ao local onde ela havia caido. Uma explosão se sucedeu e ergueu uma grande nuvem de poeira, Artêmis observou com expectativa enquanto a poeira baixava, mas o resultado não foi o esperado.

Em meio aos resquícios da explosão, Thalia ressurgia de pé com a armadura chamuscada, e sua cabeça baixa com os seus cabelos soltos caindo por seus ombros. Em sua mão direita, um raio negro emita um ruído altíssimo de eletricidade e soltava fagulhas por todos os lados, sua mão esquerda segurava seu antebraço que tremia intensamente mediante ao grande esforço, a medida que seus pés abertos forneciam o equilíbrio necessário enquanto ela concentrava ainda mais poder.

A deusa da lua não se intimidou pelo possante poder da filha de Zeus e conjurou seu próprio ataque, uma esfera de energia prateada do tamanho de uma bola de handebol se formou em sua mão direita. As duas se encararam por breves instantes antes de se lançarem ao ataque. Thalia repetindo o movimento de minutos atrás alcançou uma velocidade altíssima e chocou seu próprio golpe contra Artêmis, por alguns segundos ambas mediram forças enquanto a terra abaixo de seus pés desaparecia e o ar se expandia dando início a detonação provocada pelo encontro de tamanha de força. Mas no fim, a vencedora seria uma só, e a filha de Zeus prevaleceu no combate, o golpe de Artêmis se desfez sendo superado pela força de Thalia. O raio atravessou seu coração e a olimpiana foi lançada centenas de metros floresta adentro.

A explosão abriu uma gigantesca cratera, no centro dela a filha de Zeus pousou suavemente segurando sua mão ferida, ela observou os incontáveis cortes milimétricos abertos em sua pele por seu próprio poder que ainda era muito inconstante. Por um segundo ela rememorou sua relação com sua antiga senhora, ela não nutria nenhum sentimento negativo contra Artêmis, aliás, pelo contrário, ela era grata pela ajuda que ela lhe forneceu durante a sua serventia. Mas os atos cometidos pelo conselho olimpiano eram demasiadamente cruéis e desumanos, e a tirania era consentida por todos que dele faziam parte, de modo, que ali não haviam inocentes, principalmente por se tratar de uma guerra, onde nunca houve e nem haverá vencedor, numa guerra todos perdem, mas aqueles que possuem as melhores motivações, os melhores ideais tem ao seu lado a fé e a determinação de que podem mudar o mundo.

Enquanto seus pensamentos vagavam para longe, Thalia pode perceber um sutil tremor de terra, talvez causado pelas outras batalhas que se desenrolavam ferozmente por todo o campo, mas a origem daquela anomalia era conhecida, o tremor se intensificou e ela saltou da cratera a tempo de testemunhar o caos provocado pelas lutas. A esquerda Megan batalhava contra Hades e Hefesto. Mais a frente Calipso media forças com Afrodite, Deméter. A direita Thomas acabava com cerca de uma dúzia de deuses menores que lutavam aterrorizados enquanto conheciam a personalidade sádica oculta do Night Shadow. Já Christian lutava contra Hermes, e Dionísio. Todos estavam tão absortos em suas pelejas que não perceberam a enorme torre de gelo que começava a se iluminar com um intenso flecho de luz.

— Thalia! – Akame apareceu também desgastada pela batalha travada contra Hera. – Então você também percebeu.

— Sim, parece que ele finalmente decidiu liberá-la. – Disse

— Acho que outros também perceberam – Supôs ela. – Temos de ir enquanto temos tempo.

— Eu sei, mas ainda tem algo que me intriga... –

O tremor antes suave e regular se intensificou de repente, todas as lutas pararam a tempo de ver o bloco de gelo que aprisionava Percy começar a se quebrar entre rachaduras enormes que transbordavam vários raios de luz verde, uma fumaça proveniente do derretimento do gelo cobriu todo o campo, e as correntes de bronze celestial e ouro imperial que resistiam precariamente se romperam com um estalo.

— Impossível – Hefesto ofegou verbalizando o pensamento de todos os olimpianos ainda conscientes.

— Por que esse maldito nunca desaparece. – Atena que até então havia conseguido se manter fora dos combates esbravejou entredentes. – Pai... – Ela olhou em direção ao Palácio – Venha logo. – Suplicou.

A prisão gélida que desmoronava lentamente se destruiu por completo com um estrondo fortíssimo, Percy estava cercado por uma aura que parecia ser viva. Venatrix Tenebrarum com sua empunhadura repleta de inscrições pulsava alimentando ainda mais o poder do imortal. O filho de Poseidon sequer olhou envolta, ele simplesmente ergueu sua espada com ambas as mãos e com a lâmina voltada para baixo, e a enterrou até o cabo no solo. O que se sucedeu a seguir foi digno dos maiores contos apocalípticos, a terra se partiu e se abriu com se o solo de todo o planeta tivesse perdido sua sustentação, os deuses pegos em meio a surpresa até tentaram escapar voando ou se tele portando, mas a terra parecia ter ganhado consciência própria e os agarrou se impregnando nos seus corpos e sepultando-os à centenas de metros abaixo do chão.

O poder liberado por Percy, era nada mais do que a energia de Gaia há anos selada dentro dele pela própria primordial que havia predestinado aquele dia a muitas eras. O solo ainda reverberava enquanto ele permanecia ajoelhado na única porção de terra que não havia sido tocada, ele se pôs de pé mais uma vez para dar fim a toda batalha.

Atena estava aprisionada em uma coluna de argila pura praticamente inquebrável com apenas sua cabeça de fora, ela havia perdido sua forma divina enquanto se esforçava para tentar sair de sua própria prisão a todo custo. A passos lentos ele se aproximou dela com um olhar mortificado.

— Por que? – Ele a encarou, sob as vistas dos Night Shadows que retornavam dos céus onde buscaram abrigo durante a catástrofe. – Por que você sempre fez de tudo para me destruir? Desde o Tártaro, não, desde sempre, desde Annabeth, você sempre me odiou e fez de tudo para me matar? – Atena apenas o encarou com um olhar amargo. –

— Vocês são a pior praga desse mundo tão cegos e arrogantes, perdidos em meio ao próprio orgulho, tão apegados ao poder que nem sequer hesitam em esmagar tudo o que estiver pela frente apenas para conservar seus tronos. Tão sujos que mancham até mesmo os inocentes que em nada tem a ver com a sua malícia. Todos vocês terão um fim apropriado para vingar cada morte, cada ferida, e cada sofrimento infringido por vocês. O fim dos Titãs será apenas um conto de fadas perto do eu farei.

— Vai se foder, eu ainda irei castra-lo seu verme. – Ela gritou perdendo sua antiga faceta.

— Você não vai falar tanto quando eu enfiar as bolas do seu pai na sua boca e faze-la mastigar sua vadia. – Revidou ele.

— Veremos seu inseto desgraçado, você não perde por esperar Perseu Jackson, você e sua maldita escória ainda não.... –

A deusa foi calada pela espada de Percy, a lâmina transpassou sua traqueia abrindo um corte aparentemente pequeno, seu icor começou a verter lentamente, o gosto metálico subiu a garganta da deusa que engasgou e começou a tossir sofregamente, enquanto tentava inutilmente levar as mãos ao ferimento. O esforço alargou gradualmente o corte que passou a derramar mais e mais icor divino que se espalhou pelo seu corpo e coloriu o chão de dourado, foram minutos de agonia até que finalmente a consciência à deixasse por completo, sua cabeça pendeu em um ângulo horrível, seus olhos cinza jaziam abertos sem vida, uma cena perturbadora assistida do início ao fim pelos imortais.

Um vento gélido e arrepiante cruzou a região enquanto o silencio mais uma vez se estabelecia. Finalmente, depois tanto tudo havia acabado, ou pelo menos era o que pensavam os guerreiros da noite, pois antes que alguém pensasse em falar algo, mais uma explosão foi detonada no campo, mas dessa vez nenhum dos ali presentes era responsável por ela.

Ao voltarem seus olhares para trás, os Night Shadows viram a gigantesca construção do Palácio da Noite ir pelos ares em meio a uma gigantesca liberação de poder que espalhou chamas azuis a centenas metros de altura e desintegrou toda a antiga morada da noite. Todos observavam a cena estupefatos enquanto viam uma criatura de mais vinte metros emergir em meio as chamas azuladas, dezenas de raios cruzavam os céus e caiam sobre a terra enquanto a criatura gritou mirando os sete.

— Percy Jackson! – Urrou com uma voz gutural soltando raios por todos os lados. – Você pagará por sua ousadia, mas não antes de assistir ao sofrimento de todos os vermes que o apoiaram, a danação eterna não será nada depois que eu o destruir. – O Night Shadow cerrou seus punhos, seus olhos transbordavam o mais puro ódio quando ele disse entredentes.

— Zeus... -

Notas finais
Imagina se o Percy decidir temperar os ovos de Zeus KKKKKKKKKK Pimenta caseira, Sal, Cebola, Gengibre, Chuchu, Óleo de Ricino pra dar aquela consistência, Wasabi pra dar sabor, e um pouco de Vodca, taca um foguinho e ainda grita: TÁ PEGANO FOGO BICHO, CHAMA UMA NAIADE AI MEU!!! KKKKKKKKKKKKKK Agora sem zoas, o próximo cap deve demorar um pouco mais, no máximo até o fim da semana que vem, ele deve fechar a batalha e ser penúltimo da fic. Comentem se gostaram ou se desejam adicionar mais algum ingrediente a receita, até mais.