Night Changes

2 Prato do dia: um novo amor


Parece até que você está com ciúmes.

Dizia a mensagem de texto que Albus enviara a Rose. Ela revirou os olhos ao ler a notificação. Sabia o risco que corria quando enviou ao primo a mensagem questionando a respeito da vida do pai de sua filha e melhor amigo do seu melhor amigo da vida toda, mas não pôde evitar.

A relação entre Rose e Scorpius era muito boa, e muito disso se devia ao fato de nunca terem se relacionado romanticamente. Sim, tiveram uma filha, mas foi caso de uma só noite. Depois disso, focaram em serem apenas pais de uma linda garota, que crescia mais a cada dia. É claro que ao longo desses 13 anos ocorreram uma ou cinco recaídas, mas ninguém estava de fato contando, não é mesmo?

Rose nunca negaria o quanto achava o Malfoy bonito e charmoso, afinal, fez uma filha com ele, e ela nunca escolheria um qualquer para ser pai da sua filha (não que estivesse fazendo uma escolha consciente à época), mas se passaram muitos anos desde a última vez que sequer se beijaram. Ela havia terminado um relacionamento que jurava que daria certo –mas que foi uma grande decepção – e no mesmo dia Scorpius teve uma atitude de pai com P maiúsculo, ficando ao lado de Jane e segurando sua mão enquanto ela, trêmula e nervosa, recitava uma poesia de autoria própria numa apresentação da escola. E, além disso, ele sabia a poesia de cor. Era muito mais do que uma mãe de coração partido poderia aguentar.

Rose respirou fundo.

Se não se lembra, eu tenho uma filha com esse cara.

Respondeu

Aham, sei… Para te tranquilizar (ou não), não sei nada sobre essa nova namorada. Mas deve ser legal, já que ele quer apresentar à LJ.

Além da humilhação gratuita, Rose ainda não conseguiu a informação que queria. Resolveu deixar o assunto de lado. Infelizmente, teria de questionar à filha só depois do jantar na casa de Scorpius, sem poder preparar o terreno antes. A ruiva odiava ser pega de surpresa.

Tá, mudando de assunto, você conseguiu agendar a visitação da turma da Alice?

Resolveu alterar o rumo da conversa, com medo de onde ela poderia chegar se desse muita corda a Albus.

Claro! Estou combinando os detalhes com ela. E se ela precisar de ajuda para convencer os alunos de que os pinguins são os melhores animais, posso preparar uma apresentação. Mas a deixe ciente de que meu carisma é irresistível. Aliás, ela é solteira?

Rose não pôde segurar a risada com a mensagem do primo.

Descubra sozinho. Se não facilita meu caminho, também não vou facilitar o seu.

Ela sabia que o Potter enviaria mais cinquenta mensagens fazendo o drama que era acostumado a fazer, então preferiu deixar o celular de lado e seguir com suas obrigações.

O dia de Rose seguiu com sua rotina de sempre, mas algo dentro dela insistia em puxar o foco de volta para a conversa com Albus. Não era ciúmes, disso ela tinha certeza – ou pelo menos queria acreditar. Era, sim, uma inquietação genuína sobre como Lyra Jane encararia a ideia de ter outra figura entrando na vida do pai. Com seus 13 anos, a garota era perceptiva e opinativa, e Rose sabia que a maneira como tudo fosse conduzido faria toda a diferença. No fundo, é claro que ela queria que ele conhecesse alguém legal e que tratasse bem a sua filha, mas havia também um medo irracional de que esse alguém fosse legal demais, e que Jane quisesse passar menos tempo com ela.

Sua terapeuta já havia a alertado sobre a necessidade de fazer coisas por si mesma. Apesar da rotina cansativa que levava, Rose acabava utilizando suas obrigações como válvulas de escape para não focar em si mesma e em suas batalhas internas. Havia sempre algo mais importante e urgente, sempre uma tarefa inadiável que a impedia de encarar seus demônios internos. A própria terapia só foi iniciada pois era um procedimento obrigatório para a doação de órgãos, caso contrário, não teria feito isso por si mesma.

Pensando nisso, e no fato de que necessitava conversar com quem compreendesse minimamente sua culpa materna, resolveu marcar com sua prima e amiga, Roxanne, para sair na sexta-feira. Roxy amava trocar experiências com Rose e vice-versa. Lyra estaria com o pai, não havia nenhuma tarefa pendente da pós-graduação e seus saltos estavam guardados no armário a mais tempo do que a idade dela recomendava. Ela precisava de um respiro.



Enquanto isso, no carro, voltando da natação, Scorpius e Lyra caíram num silêncio que não lhes era habitual. A rotina dos dois costumava ser guiada por trilhas sonoras que variavam entre rock antigo e pop atual, portanto aquele silêncio era incômodo, mas nenhum dos dois parecia muito a fim de quebrá-lo. Porém, como era o adulto do recinto, Scorpius deu uma olhada rápida para Lyra, que olhava distraidamente pela janela, respirou fundo e começou:

– Lyra, tem algo que eu preciso te contar.

– O que foi? – a filha respondeu distraidamente, sem desviar o olhar da janela.

– Bom, eu… Convidei alguém para jantar com a gente hoje à noite.

Isso chamou a atenção de Lyra, que o encarou rapidamente, curiosa.

– Alguém quem?

Um pouco hesitante e tentando encontrar as palavras certas, o loiro respondeu:

– Bem, uma mulher. – disse, observando qual seria a reação da filha, que permaneceu com a expressão inalterada – Ela é alguém que eu estou conhecendo, e achei que seria bom que você a conhecesse também. Eu sei que pode ser estranho, mas queria ser honesto com você antes. E se não estiver preparada, podemos desmarcar, sem problemas.

Lyra se virou para frente, ficando em silêncio por mais alguns momentos, que para seu pai duraram horas. Ela precisava processar a informação antes de voltar a encarar o pai com os olhos um pouco mais apertados, o que fez com que Malfoy se sentisse acuado.

– Você está saindo com ela há muito tempo?

Ele assentiu, sentindo-se desconfortável.

– É, faz um tempo. Nos conhecemos num trabalho. Eu precisava criar um portfólio novo e ela trabalha nessa área, então desde então estamos nos conhecendo. – revelou – Mas não precisa se preocupar, ok? – apressou-se a dizer – Nada vai mudar entre nós. Eu só queria que você soubesse antes de vê-la na nossa casa.

Lyra fica quieta por mais um tempo, claramente absorvendo a informação que recebeu, mas também pensando em como poderia comunicar ao pai o real motivo de seu nervosismo.

– Eu também tenho algo para te contar.

– Fique à vontade, filha. Pode me falar sobre tudo.

Scorpius sentia-se completamente tenso, até as mãos envolviam o volante do carro de forma mais rígida. A filha sempre foi compreensiva, mas a adolescência sempre revela novos desafios e já foi um desafio e tanto aprender a lidar com a TPM da própria filha, ele não se sentia preparado para lidar também com questionamentos mais profundos sobre relacionamentos.

A filha o encarou um pouco nervosa, mas com firmeza revelou:

– Um garoto me chamou para sair. – disse tão rápido que as palavras saíram emboladas – A gente estava na escola e ele perguntou se eu queria sair com ele algum dia. Eu não sabia o que dizer, então disse que ia pensar.

Scorpius franziu a testa tentando manter a calma. Ele definitivamente não estava esperando enfrentar essa batalha tão cedo, mas se esforçou para que a voz saísse calma e suave quando questionou:

– Você se sentiu bem com isso?

Ela deu de ombros, sem saber ao certo.

– Eu não sei, é estranho. Nunca tinha pensado nisso antes. Ele é legal, mas não sei. – suspirou, frustrada – Eu não sei como agir.

Scorpius respirou fundo, tentando equilibrar os sentimentos de pai protetor e a compreensão que a filha precisava.

– Olha, querida, você tem todo o tempo do mundo. Não precisa tomar decisões sobre isso agora. – tranquilizou-a – A gente vai conversar sobre essas coisas, de preferência com a sua mãe presente. Ela já sabe disso?

A garota negou.

– Minha mãe já tem muitas preocupações na cabeça. – justificou.

– Tenho certeza que para a sua mãe, tudo o que diz respeito a você é mais importante do que qualquer outra coisa, assim como é para mim. – assegurou – Eu só quero que você se sinta à vontade com tudo, e que faça as escolhas que te façam feliz.

Lyra o encarou, ainda sentindo um pouco de apreensão, mas também um pouco mais aliviada.

– Eu sei, pai. Eu só não sabia como contar. – confessou.

Ele sorriu levemente, suavizando a tensão no carro.

– Eu entendo, é sempre difícil contar essas coisas, especialmente quando você tem medo da reação. Eu mesmo, estava apavorado em te contar sobre a Camille hoje – riu da situação – Mas saiba que, não importa o que aconteça, sempre vou estar ao seu lado, ok?

Lyra sorriu timidamente, mais relaxada.

– Eu sei. – assegurou – E então… Camille, não é? Vocês estão namorando?

A pergunta direta o pegou de surpresa. Ele abriu a boca para responder, mas Lyra o interrompeu.

– Na verdade, não importa. Se você gosta dela e acha que vou gostar também, eu topo conhecê-la.

Ele riu baixinho.

– Eu espero que vocês se dêem bem. Vou fazer o meu melhor para que você se sinta confortável com ela.

Lyra voltou a olhar pela janela, e com um sorriso discreto no rosto, alfinetou:

– Tudo bem, eu vou tentar não ser muito durona, mas não prometo nada.

Rindo, enquanto diminuía a velocidade para virar na rua de casa, Scorpius fingiu suplicar:

– Isso é tudo o que eu peço.



À noite, a casa de Scorpius estava impecavelmente arrumada, o que não era comum. Ele normalmente era organizado, mas Lyra sabia que o pai só caprichava tanto assim quando queria impressionar alguém. Os livros na estante estavam alinhados por tamanho, o sofá tinha almofadas novas e havia um cheiro delicioso vindo da cozinha. Era um esforço considerável, até mesmo para o nível usual de Scorpius.

– Está ansioso? – Lyra perguntou, enquanto observava o pai tirar um assado do forno.

Ele parou por um momento, analisando a pergunta, antes de dar de ombros e sorrir de leve.

– Talvez um pouco – confessou. – É importante para mim que vocês duas gostem uma da outra.

Lyra sentiu a sinceridade na resposta e, mesmo ainda se sentindo um pouco nervosa com o jantar, decidiu que faria sua parte para não tornar a noite mais difícil para o pai, afinal, ele merecia uma recompensa por não enchê-la de perguntas embaraçosas ao saber do seu possível encontro.

– Tenho certeza de que ela vai gostar de mim. Não tem como não gostar – disse com um sorriso travesso.

Scorpius riu.

– Isso é verdade. Você é irresistível, assim como eu.

Antes que Lyra pudesse responder, ouviram a campainha tocar. Pai e filha se entreolharam. Scorpius respirou fundo e deu um aceno para Lyra antes de ir até a porta. Ao abrir, lá estava Camille Duvall. Ela era alta, com cabelos castanhos ondulados que caíam elegantemente sobre os ombros, e um sorriso caloroso que parecia genuíno. Estava vestida de forma casual, mas ainda assim transmitia uma sofisticação natural.

– Oi, Scorpius – disse ela, com uma voz doce, mas segura. – Obrigada pelo convite.

– O prazer é nosso. Entre – respondeu ele, dando espaço para que ela entrasse.

Camille olhou ao redor da sala enquanto Scorpius fechava a porta, e logo seus olhos encontraram Lyra Jane, que estava sentada no sofá. Por um breve momento, Camille pareceu avaliar a garota antes de sorrir amplamente.

– Você deve ser a Lyra. É um prazer finalmente conhecê-la – disse, estendendo a mão – O seu pai fala muito sobre você.

Lyra se levantou, sem saber exatamente o que fazer. Decidiu apertar a mão de Camille, embora tenha mantido uma expressão neutra.

– Oi – respondeu ela, tentando soar educada.

Scorpius, percebendo a tensão inicial, interveio rapidamente.

– Bom, o jantar está pronto. Que tal começarmos antes que esfrie? – sugeriu.

Durante o jantar, Camille se mostrou amigável, fazendo perguntas sobre os interesses de Lyra, sua escola e até mesmo sobre poesia, algo que Scorpius claramente havia mencionado. Apesar do esforço de Camille, Lyra manteve uma postura reservada, respondendo com frases curtas e um sorriso ocasional.

No entanto, à medida que a conversa fluía, foi impossível para Lyra ignorar como Camille parecia realmente interessante e também interessada. Ela não apenas fazia perguntas, mas também compartilhava histórias engraçadas sobre si mesma, como a vez em que tentou aprender a dançar salsa e acabou tropeçando em seu próprio pé. Até Lyra soltou uma risadinha com essa.

Quando terminaram de comer, Scorpius sugeriu que fossem para a sala e aguardassem, pois ele havia preparado uma sobremesa especial, o que Lyra sabia muito bem ser sorvete. Mas não qualquer sorvete, o seu favorito: menta com chocolate. Okay, ela sabia bem que não era algo que agradava a todos os paladares, mas seu pai amava os sabores cítricos e refrescantes, enquanto sua mãe preferia os mais chocolatudos possíveis. Parecia certo que seus gostos fossem resultado dessa mistura.

Enquanto ouviam Scorpius lutando com as taças de sobremesa, Camille resolveu puxar assunto:

– Sabe, seu pai estava supernervoso para me apresentar a você. – Lyra a encarou, prestando atenção – Acho que ele estava preocupado em relação a como você receberia tudo isso. Imagino que tenha ficado claro o quanto ele se importa com sua opinião.

A ruiva suspirou. Camille parecia consciente da importância de Lyra e tomava cuidado para não forçar nenhuma proximidade, o que a adolescente notou e apreciou.

– É, ele é um bom pai. Mas ele também pode ser muito dramático.– comentou dando de ombros, tentando parecer indiferente.

– Ah, isso eu percebi. – Camille riu, genuinamente, mas logo voltou a tomar uma postura mais séria – Acho que ele só quer fazer tudo certo. É o tipo de coisa que pais fazem, né?

Lyra relaxou um pouco mais, vendo que a nova namorada de seu pai não estava tentando forçar nada.

– Eu acho que sim – concordou – Só não gosto quando ele tenta me proteger demais. Acho que ele pensa que eu ainda sou uma criança.

– Ah, eu sempre escuto da minha mãe dizer que sou eternamente criança aos olhos dela, então acostume-se, seu pai vai tentar te proteger eternamente.

Elas foram interrompidas (ou salvas, se dependesse da interpretação da mais nova), por um Scorpius carregando três taças de sorvete desajeitamente. Lyra Jane pôs-se a comer o mais depressa possível. Ainda que a moça fosse um poço de simpatia, era um pouco estranho encarar o seu pai namorando novamente, visto que ela sequer se lembrava da última vez que o viu com alguém.

Antes de ir embora, Camille se despediu de Scorpius na porta, enquanto Lyra fingia estar distraída com o celular. Quando ele voltou, encontrou a filha olhando para ele com uma expressão avaliadora.

– Ela parece legal – disse ela dando de ombros, mas com um pequeno sorriso.

Scorpius não conseguiu esconder o alívio.

– Fico feliz que você ache isso. E o que você achou do jantar?

– Acho que você exagerou no sal na sobremesa. – a filha respondeu rindo.

Scorpius riu, sabendo que ela estava apenas provocando.

– Só me avise se eu precisar melhorar para o próximo jantar com a Camille, ok?

– Então haverá próximo jantar… – ela disse de forma sugestiva.

– Bem, eu pensei que… – o loiro começou a se embolar com as palavras, mas não se aguentou e jogou-se ao lado da filha no sofá – Vai, fala logo o que está se passando nessa sua cabecinha de fogo.

– Ela é legal. Não sei ainda, mas... acho que posso me acostumar. – confessou – É meio confuso porque estou acostumada a sermos só você e eu, ou só a mamãe e eu.

– Eu imagino como isso deve pesar.

A jovem não diria nem sob tortura, mas uma parte de si ainda tinha esperança de que seus pais, de alguma forma, fossem ficar juntos. Ela não sabia explicar ao certo a razão, talvez porque não viviam brigando, como sabia que acontecia com os pais divorciados de suas amigas. Ela não era filha de um divórcio ou de uma relação que deu errado, mas de algo que ela tinha certa curiosidade em saber se iria dar certo caso os dois resolvessem tentar. E aquele jantar, com aquela moça que parecia estar fazendo bem ao seu pai, quebrava o seu imaginário.

– Mas se você está feliz, eu também estou, pai. É só uma questão de tempo para nos acostumarmos, não é?

Ele sorriu, aliviado, e bagunçou os cabelos da filha carinhosamente.

– Obrigado por ser tão incrível, como sempre.

– Não exagera, pai. Ainda não sei se ela vai passar no meu teste final. – brincou a garota.

– E qual é o teste final?

– Não faço ideia – admitiu, rindo – mas vou inventar alguma coisa. E eu não sou fácil de agradar, você sabe disso, né?

Scorpius deu uma risada abafada, passando a mão pelos cabelos loiros.

– Eu sei, você sempre foi uma negociadora difícil. – ele se recostou no sofá, afagando os cabelos da filha quando, de repente, levantou-se de sobressalto – Caraca, eu prometi pra sua mãe que te deixaria em casa cedo para terminar a tarefa da escola!

– Meu Deus! – a adolescente deu um tapa em sua testa – A minha mãe vai me matar. Já passa da meia-noite, pai. – disse temerosa.

Eles não conseguiam saber o que era pior: chegar de madrugada na porta de Rose ou descumprir com o que foi acordado mais cedo.

– Já sei! – o mais velho exclamou – Ela te mandou alguma mensagem? – a garota assentiu e completou dizendo que recebera várias mensagens da mãe. – Respondeu alguma? – dessa vez ela negou – Ótimo! Se arrume e vai se deitar, eu dou um jeito de avisar à Rose que você acabou pegando no sono e te levo amanhã cedo, a tempo de terminar a tarefa.

– A mamãe dá aula amanhã cedo, pai. – a ruiva relembrou.

– Bem… – ele parou para pensar – Ora, não tem fé no seu velho pai? Você já vai pensando em como terminar seu texto e nós vamos amanhã bem cedo, te ajudo a escrever e vai dar tudo certo. Mas, por tudo que é mais sagrado, siga o plano.

– Você sabe que está me mandando enganar e mentir para a minha mãe, né? – ela questionou, com os olhos semicerrados.

– Sim, eu sei. – confessou, meio decepcionado consigo mesmo.

– Ok, só para confirmar mesmo. – deu de ombros, lançando a ele um olhar de cumplicidade – Boa noite, pai. – desejou, e antes mesmo de receber qualquer resposta, retirou-se, encaminhando-se para seu quarto, deixando seu pai com um misto de alívio, pela filha ter compreendido e aceitado tão rápido o papel que deveria desempenhar, com desconfiança de que ela já havia feito aquilo antes.

Enviou rapidamente uma mensagem a Rose, enfatizando como a filha estava dormindo como um anjo e que não gostaria de interromper seu sono de princesa, mas sequer esperou uma resposta para também abandonar o celular e ir se deitar.

Deixaria para enfrentar aquele leão no dia seguinte.