Next To You
11 Capítulo 11 - O calor dos seus braços
Notas iniciais
Estou aqui, como o prometido, 100 reviews e mais um capítulo! Muito obrigada meus leitores LINDOS! Muito mesmo! Alguns leitores abandonaram a estória, mas eu estou muito contente com os que estão acompanhando e dando a sua sincera opinião sobre ela, muitíssimo obrigada, estarei me esforçando totalmente para que vocês amem os meus capítulos e queiram cada vez mais! Esse cap é compridinho, espero que não se importem, vou tentar maneirar mais com os caracteres.
Muito obrigada mais uma vez, vocês me deixam MUITO feliz e eu sinto cada vez mais vontade de escrever para vocês ♥ Obrigada, eu amo vocês ♥
Next To You.
— Minho?! – Disse enquanto abria os olhos e aproveitava para superar o fôlego perdido naquela corrida. – Que cheiro de pinga! – Exclamou ao sentir o hálito do mais novo. – Você estava bebendo, é?
Após fazer a pergunta, suspirou, levantando-se do chão e oferecendo a mão para o outro como suporte. O mais novo segurou a sua mão e levantou-se. Chacoalhou o próprio casaco que estava coberto por flocos de neve. O moreno sorriu sem jeito, desviando o olhar do mais velho.
— Um pouco, hyung. – Notou um olhar de desaprovação do mais velho. – Bem pouco, não se preocupe.
Jinki o encarou por alguns segundos e viu que o mais novo não aparentava estar embriagado, assim sorriu e deixou a preocupação de lado, pelo menos por alguns segundos.
No colegial, ambos eram próximos um do outro, se entendiam muito bem. Minho era vítima de maus tratos de sua família, que o tratava como um vira lata. Muitas vezes, Minho ia até a casa de Jinki para que o outro lhe servisse almoço ou moradia, já que vivia em constantes brigas com os pais e em depressão por causa da desfeita dos mesmos.
O motivo? Jinki nunca soubera, pois Minho sempre fora excelente em tudo que fazia. Boas notas, educado e bondoso. Esse era Choi Minho.
Jinki sempre quis ter uma amizade mais firme com o outro, mas parecia impossível, desde sempre. Jinki tinha medo das reações que Minho poderia ter, na verdade. Não queria pressioná-lo com perguntas ou tentar forçar os laços de uma amizade mais íntima. Por isso sempre esteve ao lado dele, mas quieto. Estava ali para ouvi-lo sempre que o mesmo precisasse, mas tentava falar o mínimo possível.
— E você está bem? – Perguntou receoso.
— Por que essa preocupação repentina? – O mais novo retrucou, encarando aqueles pequenos olhos que o fitavam tanto.
Jinki travou, não sabendo o que responder. A relação dos dois havia mudado desde o incidente com o loiro, Kim Kibum. Ou melhor, o primeiro incidente. O mais velho contou ao amigo o que havia acontecido entre ele e o loiro e após isso, Minho nunca mais foi o mesmo com Jinki. Ele se tornou cada vez mais distante, mas o motivo se tornou claro depois de alguns dias. Com certeza o moreno era apaixonado por Kibum, isso era óbvio, já que depois de alguns dias do incidente, Minho começou a ter pequenos e desconexos casos com o loiro.
— Bom, eu te encontro em uma esquina fedendo à cachaça. – Respondeu simplista. – Vai que você deu a bunda, descobriu que está aidético e foi beber para esquecer?
Após dizer essas palavras, o autor das mesmas deu risada, enquanto o outro apenas o encarava sério, fazendo com que Jinki cessasse o riso no mesmo instante.
— Não brigue comigo. – Disse com medo da reação do outro, que riu baixo em seguida. – Foi só uma piada de mau gosto, você me conhece.
— Eu estou tentando esquecer algo, realmente... Mas é difícil.
O silêncio tomou conta do local, mesmo que Jinki não houvesse entendido as palavras do outro do jeito que deveria entendê-las. Mas logo o silêncio foi quebrado pelo mais velho.
— Eu preciso falar com uma pessoa agora, é urgente. – Suspirou. – Nós nos vemos na faculdade mais tarde. Até mais, Minho.
Disse essas palavras e tocou levemente no ombro esquerdo do moreno, voltando a correr logo em seguida.
— Jonghyun? – O outro gritou. – Qual é a sua relação com o garoto? Key gosta dele. Você é mais um?
Jinki se virou, encarando o rosto de Minho com uma expressão que ele ainda não havia visto. Porém, não conseguia descrevê-la. Ficou pensativo, mas o respondeu.
— Eu acho que... – Foi interrompido.
— Você e o Key definitivamente têm os mesmos gostos, não é mesmo? – Os lábios se formaram em um sorriso fraco, porém era percebível que não era feliz. – E o Joon?
— O Joon... – Disse mais para si do que para o outro, lembrando-se do triste recém-ocorrido. – Eu não sei o que está acontecendo entre nós dois... Acho que terminamos, sei lá. – Riu em deboche. – Eu não faço mais a mínima ideia do que está acontecendo na minha vida.
— Uau. – Soou irônico. – Você está realmente apaixonado pelo novato... Mas aposto que irá voltar com o Joon em breve. – Deu um sorriso, mostrando que tinha certeza do que estava falando.
— Pretendo pedir outra pessoa em namoro, Minho. – Respondeu seco. – Eu não entendo o motivo de você querer pisar assim em mim, mas no momento isso não me importa.
Antes que o outro pudesse responder algo, Jinki já estava correndo novamente, o deixando para trás. Mais uma vez o deixando para trás.
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Os olhos do loiro se entregaram e ele derramou algumas lágrimas, sem se importar em estar na frente do homem que ele estava perdidamente apaixonado.
— Key?! – Perguntou ele, se assustando. – Não chore. Eu sei que eu deveria ter te contado, nós somos amigos e você me avisou, mas quando você me avisou...
— Vocês já haviam transado. Sem nem ao menos se conhecerem direito. – O loiro riu debochado, revirando os olhos. – Sinceramente, como você é capaz disso, Jonghyun? Você transa com ele assim... De repente. De um dia pro outro e ainda vem me dizer que está apaixonado?
O loiro se levantou, enquanto as lágrimas imploravam para serem dispersas, porém ele não se permitiria chorar, não mais. Não por ele.
Ficou encarando o mais velho, que desviou o olhar e permaneceu imóvel.
— Você nem ao menos sente algo por mim... – O loiro continuou. – Olhe pra mim, pelo menos... – Seu tom era baixo e quase inaudível.
Jonghyun levantou o rosto lentamente, desviando o olhar inúmeras vezes em menos de um minuto. O loiro o encarava e o pior, não era com ódio... E sim com a tristeza que o moreno havia causado nele.
O mais baixo se sentia envergonhado, afinal, tudo que o loiro dissera até então, era verdade. Não que Jonghyun não gostasse dele, gostava, na verdade, era indescritível o sentimento que o moreno alimentava pelo mais novo, mas ele não sabia definir o que sentia, só sabia que precisava dele naquele momento... Apenas dele.
Talvez fosse errado ele estar ali, “aproveitando-se” do momento e deixando-se levar.
Era como se Key fosse feito de vidro, aos olhos de Jonghyun. Ele não queria tocar por medo de machucar, ele queria apenas cuidar... Mas cuidar como? Jonghyun definitivamente não era a pessoa certa para cuidar de alguém sem machuca-lo diversas vezes. Ele era infantil, instável e incompetente. Nada admirável, talvez fosse apenas mais um rostinho bonito.
Key colocou a caneca em cima da mesa de vidro e voltou a atenção para o moreno, que estava sentado na mesma posição, porém seus lábios se mexiam e dos mesmos, eram empurradas as palavras baixas.
— Não diga que eu não sinto algo por você, Key. – Torceu os lábios. – Eu definitivamente não sei o que eu sinto, aliás, eu nem entendo o porquê de tanta atração por alguém do mesmo sexo que eu. Isso é bizarro.
— “Bizarro”... – Disse baixo, se aproximando do menor, que permanecia imóvel na poltrona. – Bizarro é eu continuar te querendo mesmo depois disso. E não é por uma noite... Não é à toa. Você me entende?
Jonghyun balbuciou algo, mas o loiro o cortou.
— Por favor, feche os seus olhos. – Ele pediu. Jonghyun piscou algumas vezes, sem entender o porquê daquilo, porém obedeceu.
Os olhos se fecharam lentamente, ele tentou manter uma fresta, porém sem sucesso. Key cobriu os olhos do mais velho com a mão direita. Jonghyun torceu os lábios e sentiu o coração palpitar forte.
Aqueles eram os dias de inverno mais calorosos para aquele universitário que se voltara a pouco à Seoul. Por alguns segundos, ele fez uma retrospectiva de tudo que passara até agora, de tantas coisas que aconteceram em tão pouco tempo e se deu conta de que tudo era realmente mais confuso do que parecia.
Jinki. O primeiro homem que tivera contatos tão... Úmidos? Pensava nele todas as noites antes de dormir. A imagem daquele homem sorrindo era penetrante, era inevitável. Queria estar com ele, queria sentir os toques dele todos os dias... Todas as noites, em todos os momentos inesperados... Ele é tão atraente.
Kibum. Ou melhor, Key. Jonghyun sempre imaginava no que Key poderia estar fazendo, a qualquer momento. Estando sozinho ou com alguém, a imagem do loiro vinha automaticamente em sua cabeça. A sua voz irônica, o seu “jeito estranho” de agir. Era tudo tão complexo, o moreno nem ao menos sabia o que sentia pelo loiro que despertava tantos sentimentos desconhecidos nele sem ao menos tê-lo tocado.
Sentiu a respiração quente de Kibum bater contra os seus lábios e no mesmo instante uma corrente elétrica percorreu por toda a sua espinha, deixando-se arrepiar. Key tirou a mão que cobria os olhos do moreno, pousando-a no ombro do mesmo.
Jonghyun ficou á espera de um beijo que não veio.
— Não pense que vai poder me tocar quando quiser. – Disse contra os lábios do outro. – E não pense que eu vou acreditar nas suas palavras mais vazias do que a sua cabeça, Jonghyun... Você pode me ter a hora que quiser, na verdade.
A mão que estava pousada ao ombro do moreno deslizou até o peitoral dele, que estava coberto pela grossa camada de pano da blusa que usava, mas que não impedia o mesmo de sentir o toque ousado do loiro.
Os dedos finos e brancos do loiro escorregaram até a coxa do outro, dedilhando-a sem pressa.
— Mas apenas eu, mais ninguém. E esse “mais ninguém” inclui o Lee Jinki. – Afastou os lábios róseos dos do outro, observando-o abrir os olhos e encarando-o. – E pelo que me parece, vai demorar bastante...
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“E pelo que me parece, vai demorar bastante...” As palavras permaneceram na mente de Jonghyun. Um pouco depois de ditas, Key praticamente o expulsou de sua casa.
Chegou a seu apartamento, encontrando as chaves no tapete de “Boas vindas” que havia logo em frente á porta. “Jinki.” Pensou.
— Ele não quer me encontrar mesmo, não é? – Disse para si. – Nem para entrega-las pessoalmente... – Deu um tapa na própria cabeça. – Que tipo de idiota eu sou? Apenas espero que ele tenha se reconciliado com o tal de Joon... Que ele esteja feliz. – Suspirou. – Eu sei lá, viu.
Agachou e pegou o molho de chaves, abrindo a porta e entrando em seu apartamento. “O Key nunca veio aqui...”, pensou no mesmo instante em que pisou no local.
Fechou a porta, trancando-a e correndo até o quarto, buscando uma toalha qualquer e caminhando ao banheiro. Assim que tomou banho, enxugou-se e caminhou até o quarto. Checou o celular, mas nenhuma ligação ou mensagem nova. Suspirou e decidiu se arrumar logo para ir à faculdade e esquecer todos esses problemas que estavam o perturbando recentemente.
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Mais uma vez tentando acender o cigarro com o isqueiro velho que usava há tempos. Encontrava-se na calçada vazia, parado ao lado de seu carro que estava coberto de neve, como sempre. Kim Jong In estava em mais um mau dia. O frio cercava-lhe o corpo e a neve só piorava o seu dia. O seu moletom já fedia a cigarro e não havia perfume algum que tirasse aquele maldito cheiro de seu corpo, já não dando uma boa reputação como professor.
Suspirou, revirando os olhos. Tentou pela última vez acender o maldito cigarro e conseguiu, tragando-o intensamente e em seguida observando a fumaça em grande quantidade ir embora. Guardou o isqueiro no bolso do moletom que usava e com a outra mão, procurava as chaves do carro, enquanto o cigarro estava preso entre os lábios. Chacoalhou o próprio moletom, ouvindo o barulho do molho de chaves movimentando-se ali dentro e o pegando logo em seguida, caminhando até a porta do carro e abrindo-a.
Ao entrar em seu carro, sentiu o cheiro de perfume doce e lembrou-se da cena que acontecera há poucos dias. Porém o cheiro do perfume não durou muito, o carro foi impregnado com o odor do cigarro que o moreno possuía na mão. Provavelmente quando apagasse o cigarro, o cheiro voltaria, já que sempre fumava no carro e o cheiro doce do perfume continuava ali.
Não se lembrava do motivo de ter impedido que algo a mais acontecesse dentro daquele carro. Não se lembrava do porquê de ter pedido para que o mais novo esquecesse o que acontecera ali dentro, sendo que nem o autor das próprias palavras conseguira. Talvez ele não se permitisse amar outro alguém que não fosse o seu pequeno Se Hun, o garoto que cuidara, ou melhor, tentara cuidar... Ou nem ao menos tentara.
Ele só queria continuar vivendo livremente a vida que sempre quis. Que estudou tanto para conseguir, que se esforçou e deixou de lado os sentimentos e tudo que envolvesse as suas emoções, que também eram raramente demonstradas.
Parecia impossível ser feliz depois de tudo que aconteceu. E o pior de tudo era não saber quem culpar, não saber como lidar com a situação mesmo depois do tempo que passou. Não existia culpado, mas essa seria a última possibilidade em que ele chegaria a pensar.
–
Ao chegar à universidade, deu o último trago em seu segundo cigarro dentro daquele carro, jogando a guimba pela janela e desligando o automóvel logo em seguida.
Parou.
Aproximou-se do banco vazio, aspirando todo o ar possível perto dele, para verificar se o cheiro permanecia intacto ou se havia sumido de vez.
Nada.
Deu-se por vencido, pegando a maleta que estava no banco de trás e saindo do carro, fechando a porta e trancando-o devidamente.
Ao entrar na universidade, foi cumprimentado por vários alunos, sorrindo amarelo para todos, é lógico. Não estava feliz e isso estava estampado em seu rosto, como em todos os outros dias. Bufou ao notar que a primeira sala em que estaria dando aula no dia, seria a de Lee Taemin, o estudante que tivera problemas recentemente. Não conseguiria encará-lo e muito menos dirigir a palavra à ele, então isso certamente seria um grande problema.
Entrou na sala sem dirigir o olhar aos alunos, apenas jogando a mala em cima da mesa e sentando-se à cadeira. Recebeu alguns olhares curiosos dos alunos e finalmente os olhou.
— Bom dia. – Disse e logo voltou o olhar para a mala, abrindo-a e observando alguns papéis, enquanto os alunos o respondiam com “Bom dia”. – Hoje nós iremos entrar em uma discussão um pouco desconexa, mas ao fim dela chegaremos a uma conclusão bem importante e-
— Com licença. – Lee Taemin o cortou, timidamente. Estava parado à porta, observando o mais velho dar início ao assunto da aula. – Eu cheguei atrasado, desculpe.
O professor ficou alguns segundos em silêncio, observando o aluno. Taemin estava bem casual, como sempre. Roupas aparentemente confortáveis e cabelo solto, pôde notar que a franja do garoto havia crescido nesse curto período de tempo.
— Entre. – Desviou o olhar novamente aos papéis e apenas observou a sombra e ouviu os passos de Taemin arrastarem-se pela sala. O aluno sentou-se em uma carteira praticamente de frente à mesa do professor, pois era a única disponível. O clima desconfortável foi constatado de imediato por ambos. – Ah, por favor, não se atrase novamente. Teremos muito conteúdo e eu não quero que alguém me interrompa enquanto eu inicio um assunto.
Por algum motivo, um sorriso surgiu aos lábios de Taemin.
— Caso eu interrompa novamente, você irá me castigar, professor? – Sussurrou para que apenas ele ouvisse.
Jong In pendeu a cabeça para o lado, cerrando o cenho.
— Perdão? – Perguntou um pouco incrédulo com o que tinha ouvido. – Eu acho que não ouvi direito...
O aluno entreabriu os lábios, mas dos mesmos, não saiu som algum. Sorriu novamente, olhando para os lados e voltando o olhar para o professor, assim como o resto dos alunos na sala de aula.
— Continue a aula, por favor. – Pousou o cotovelo na madeira da mesa e apoiou o queixo na palma da mão, mantendo o contato visual com ele.
O professor não demorou muito para quebrar o contato visual com aquele aluno, sentindo-se enrubescer e tateando a mesa até encontrar a folha de papel com o resumo do conteúdo que ele passaria naquela aula. Começou a explicar e ao mesmo tempo se sentia desconfortável pelo olhar que o mais novo lançara a ele. “O que é isso?” A pergunta ecoava em sua mente, quebrando todo o seu raciocínio sobre o conteúdo e sendo obrigado a começar a explicação novamente.
Depois de cinquenta minutos, a aula acabou. Ele continuava se sentindo desconfortável e os alunos arrumavam as coisas e pegavam os materiais da aula seguinte, que não eram muitos. Ele queria apenas pegar as suas coisas e sumir dali, tomar um café e dormir logo.
— Vejo vocês essa semana ainda. – O professor disse. – Não se esqueçam de pesquisar sobre o assunto que nós discutimos hoje, continuaremos debatendo-o na próxima aula. Ele é bem extenso. – Pegou a sua maleta. – Até mais.
Caminhou desajeitado, acabando por derrubar as folhas de sulfite que estavam em cima da maleta. Antes que se agachasse para pegá-las, Taemin se aproximou.
— Deixa que eu pego, hyung. – Sorriu, agachando-se e pegando as folhas. – Aqui estão.
— Você... – Encarou Taemin. – Pode vir comigo até a sala dos professores? É rápido.
Taemin apenas assentiu com a cabeça, seguindo o professor após o mesmo sair da sala. Caminharam os corredores em silêncio, o mais velho estava pensativo e Taemin poderia afirmar que o outro nem ao menos sabia para onde estava indo.
— Hyung, acho que já passamos da sala dos professores. – Disse baixo, porém não obteve resposta. – Hyung?
Jong In parou em frente a uma porta pequena e buscou o molho de chaves no bolso do moletom. Segurou a maleta em uma das mãos e destrancou a porta com a outra, entrando na pequena sala com alguns produtos de limpeza nas prateleiras.
— Entre.
O professor largou a maleta em cima de um degrau da pequena escada encostada na prateleira. Observou o mais novo, que não o obedeceu e então o pegou pelo punho, puxando-o para dentro da sala e fechando a porta, não se esquecendo de trancá-la logo em seguida.
— Eu não estou entendendo... – Taemin falou, enquanto sentia o ar frio da sala, encostando as costas na porta. – O que você quer comigo?
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Troca da primeira para a segunda aula e Key e Jonghyun não tinham trocado sequer alguma palavra. Key parecia distraído demais com os outros alunos e parecia nem ao menos notar a presença do moreno ali, o que o deixava extremamente irritado. “Então esse papo é sério mesmo? Que ódio.” Se torturou psicologicamente, enquanto olhava para o loiro que ria alto do assunto que o cercava.
Key se afastou dos outros alunos, aproximando-se de Jonghyun. Sentou-se na ponta da carteira, empurrando o corpo de Jonghyun com o quadril, para que dividissem igualmente aquele acento.
— Parece bravo. – O loiro disse.
— Eu estou. – O moreno retrucou rapidamente, olhando para o lado oposto do que Key estava. – Você sabe que estou.
— Você é idiota. Tem uma escolha a ser feita, ou quer ficar com os dois? – Key perguntou, rindo logo em seguida. – Não é uma escolha difícil de ser feita.
— Dois? Tem mais gente na jogada.
Key ficou boquiaberto.
— O quê?! – Perguntou aparentemente indignado. – Isso só pode ser brincadeira!
Jonghyun riu baixo, contornando a cintura fina do mais novo com a mão esquerda, segurando precisamente o quadril do mesmo. Inclinou o rosto, aproximando os lábios à orelha do loiro, fazendo com que ele se arrepiasse levemente com a sua respiração quente mesmo tocá-lo. O moreno sussurrou ao pé do ouvido do loiro, fazendo com que o mesmo inclinasse o corpo devido ao outro arrepio provocado.
— É brincadeira. – Afastou o rosto, observando a reação do loiro, que foi no mínimo cômica.
Key enrubesceu, revirando os olhos e mostrando a língua ao outro, tirando a mão do mesmo de sua cintura logo em seguida.
— Pare com isso, idiota. – O loiro balbuciou, ainda com o rosto rubro. – Eu disse pra não me tocar.
Jonghyun riu, batendo levemente nos ombros do loiro.
— Não! Você disse que eu não poderia te tocar quando eu bem quisesse. – Seu rosto tomou uma expressão pensativa, mas logo depois ele voltou a falar. – Porém, você deu total liberdade para que eu fizesse isso, então não tem problema!
— Ai Jonghyun, vai cagar! – O loiro exclamou levantando-se e saindo de perto do mesmo, voltando à sua própria carteira e encostando a cabeça no vidro da janela.
O moreno fitou o loiro por mais alguns minutos, sorrindo sem nem ao menos perceber enquanto observava o mais novo praguejar baixo.
As aulas passaram rápidas e já chegaram ao intervalo. Jonghyun se levantou da sua carteira e tinha a intenção de conversar com o loiro, porém aquele já não se encontrava mais na sala, havia saído como uma bala de canhão do recinto.
O moreno correu até a porta, olhando para os dois lados do corredor, porém apenas encontrou rostos desconhecidos.
— Que droga... – Disse a si, se juntando às pessoas que caminhavam no corredor. – Eu preciso conversar com ele direito... E o Onew...
O seu ombro chocou-se com o de outra pessoa e o moreno ao encará-la, sorriu. Era o Taemin, garoto que conhecera há alguns dias. O garoto estava com os cabelos desalinhados e a sua pele estava um pouco suada, aparentemente. Os fios da franja estavam grudados à testa e ele parecia até mesmo ofegante. Reverenciou rapidamente e seus lábios curvaram-se num sorriso bobo.
— Boa noite, hyung. – A ponta do seu pé indicava que ele queria sair dali o mais rápido possível e o seu sorriso amarelo também, mas se sentiu na obrigação de conversar com o moreno. – Como você está? Não nos vemos há um tempinho. – Sorriu novamente.
— Boa noite, Taemin! – O moreno respondeu animado, sem querer comentar os detalhes que havia percebido no garoto. – É verdade. Eu estou muito bem e você?
— Melhor impossível. – Sorriu satisfeito, como se recordasse algo recente. – Podemos sair com os hyungs qualquer dia desses, será divertido.
Jonghyun balançou a cabeça positivamente, assentindo com o que o outro havia lhe proposto. O mais novo aproximou-se do moreno, tocando a bochecha do mesmo levemente com os lábios inchados e avermelhados. Jonghyun pôde sentir a essência de perfume forte impregnada ao corpo do mais novo juntamente ao cheiro fraco de cigarro, o que não fazia muito sentido na cabeça de Jonghyun.
— Estou indo ao vestuário, nos encontramos mais tarde, está bem? – Ele acenou levemente e saiu com pressa, sem esperar a resposta do mais velho.
— Está bem. – Respondeu baixo sabendo que o mesmo não escutaria, observando-o sumir entre os outros alunos que estavam no corredor. – Ele é uma graça.
Jonghyun caminhou até o fim do corredor, que dava passagem a duas escadas. Viu que Minho estava parado ali, encostado na parede e mexendo em seu celular ou mp3, Jonghyun não enxergava muito bem de longe.
Apenas resolveu cumprimenta-lo, já que não falava muito com o garoto. Aproximou-se e parou-se de frente a ele, usando o sorriso amigável de sempre.
— Minho! – O chamou, fazendo com que o outro desviasse a atenção que tinha em seu celular para o menor.
— Ah, Jonghyun. – Parecia descontente. Retirou os fones de ouvido que estavam no celular e os guardou no bolso, guardando o celular logo em seguida também. – Boa noite.
— Boa noite! – Respondeu animado. – O que você está fazendo sozinho aqui?
— Hm... – Encarou o chão, mas logo voltou o seu olhar para o mais baixo novamente. – Esperando você.
— Como? – Jonghyun perguntou, sem entender. – Por quê?
— Bem, precisamos ter uma conversa. – Minho disse sério, sem desviar o olhar do mais baixo por critério algum. – E essa conversa é séria, definitivamente é séria. Eu não vou ficar enrolando e fingindo estar contente com o que está havendo por aqui. – Cruzou os braços, ainda encostado na parede gelada do corredor. – Eu estou sabendo sobre tudo. E quando eu digo tudo, é tudo mesmo.
Jonghyun poderia interferir o outro, mas o mesmo não lhe deu oportunidade para isso.
— Eu quero que você escute com atenção. – Disse calmo. – Afaste-se do Key e do Onew. Eles não são o tipo de pessoa que você pode brincar e achar que não vai se foder por causa disso. – Deu uma breve pausa, para ver se o outro tinha algo a falar, mas como o outro não lhe dirigiu a palavra, continuou. – Se você está se divertindo transando com os dois, ótimo, mas então não envolva sentimentos nisso. Existem outras pessoas na jogada e pessoas que amam de verdade e sinceramente... Perder pra alguém como você é inaceitável. Não que eu queira te ofender, mas não faz o mínimo sentido, mesmo.
— Outras pessoas na jogada? Quem? – O mais baixo perguntou curioso. – Isso inclui você? Parece estar se preocupando muito com o que não lhe convém.
— Se eu estou me preocupando, é por que me convém. – Respondeu, sorrindo logo em seguida. – Eu não preciso de dois. Eu preciso somente de um, mas você definitivamente está me atrapalhando nisso.
O mais baixo ficou mudo, deixando espaço ao vago pensamento que ocorria na mente dele.
— Estamos entendidos, então. Era somente isso que eu precisava falar com você então... Não dirija mais a palavra à mim. – E Minho o deixou sozinho, descendo as escadas.
— Conversando com o Minho? – A voz conhecida atingiu-lhe em cheio, como uma facada. Jonghyun inclinou o rosto para que pudesse ver a pessoa que falara contigo, mesmo que já soubesse quem era.
Jinki. Estava ali, parado à sua frente. Não estava sorrindo, não estava sério, apenas estava sem expressão, mesmo que seu olhar indicasse felicidade apenas por estar perto do mais baixo. Jinki se aproximou em curtos passos, até estar há apenas um do corpo de Jonghyun.
— Precisamos conversar, você sabe. – O mais velho disse, levando a mão até o rosto do outro e acariciando-o levemente enquanto comemorava internamente por não ter tido uma má reação do moreno.
— Conversar sobre o quê? – O mais baixo perguntou, fechando os olhos levemente ao sentir a mão quente acariciar lhe em um dia tão frio.
— Por favor, me desculpe.
Ao soltar essas palavras em um tom suave, o mais velho finalmente deu o último passo, para que envolvesse o outro num abraço quente. Sentiu a respiração quente de Jonghyun chocar-se contra a pele do seu pescoço, que estava tão fria como ele naquele dia.
Notas finais
Até o próximo capítulo. ♥
E UMA COISA IMPORTANTÍSSIMA:
Qual o seu couple escolhido nessa história? ;)
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