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1 Capítulo 1 - Tudo está ficando estranho.
Notas iniciais
P.O.V Jonghyun.
Estou indo para uma universidade na Seoul, já que em Los Angeles não deu muito certo. Esse ano eu estarei morando sozinho e provavelmente sentirei muita falta da minha mãe e da minha irmã, mas é excitante a ideia de morar sozinho, é bem instigante.
― Preciso arrumar essas coisas... Deve ser um grande problema em morar sozinho, não ter quem as arrume para você. — Dei risada do meu próprio comentário, mas logo fiquei sério novamente. Eu sou demente ou algo do tipo por ficar rindo sozinho da minha própria desgraça? Provavelmente sim.
Quando cheguei, a algumas horas atrás, deixei as minhas duas malas, sim, somente duas, encostadas na porta do banheiro. Estou deitado nessa cama desde as 10h da manhã e já são duas da tarde.
Meu celular tocou e eu fiquei procurando ele até aquela droga parar de tocar, isso por algum motivo sempre acontece comigo. Ele estava em cima da mala menor, por algum motivo que eu não sei. Peguei ele e verifiquei as chamadas e óbviamente, era a minha mãe. Quem mais iria me ligar? Pff.
Retornei a ligação, tocou, tocou, tocou e finalmente ela atendeu.
― Filhoooooooooo!
― Mãe... — Sentiu a minha empolgação? Pois é.
― Chegou bem?
― Sim, mãe. E você, como tá? — Eu disse enquanto abria a minha mala e procurava alguma besteira pra comer, já que eu não tinha comprado nada pro almoço.
― Estou bem, filho! Sua irmã quer falar com você.
― Ok, passa pr-
― AEEEEEEEEEEEEEEE JOOOOOOOOONG! Tá espertinho né? Vai ficar com as playboys de boa aí no seu quartinho né? Taradão!
Eu estou ouvindo isso mesmo?
― Fica na sua, você sabe que eu não vejo esse tipo de coisa. — Apoiei o celular no ombro e abri mais a mala, pegando algumas revistas pornôs que eu trouxe. — Ihh...
― Hahaha! Tá bom, Jong! Vou passar pra mamãe de novo, se cuida em, garoto? Precisar é só chamar!
― Você está em Los Angeles. Vai me ajudar como?
Só escutei ela afastando o telefone e dizendo "Chato!" enquanto a minha mãe o pegava... Ela realmente não mudava com os anos. Comecei a rir.
― Vou desligar tá bom, meu amor? Se não você fica sem créditos pra falar com a mamãe. Te ligo amanhã, é seu primeiro dia de aula, né? De manhã ou de noite?
― De noite, mãe.
― Ok, bebê. Beijos, se cuida! Tchauzinho! Antes que eu pudesse dar tchau pra ela, ela desligou na minha cara. Isso se chama "Amor de mãe".
No outro dia.
Abri os olhos, estava com um pouco de dor de cabeça, encarei o teto por alguns segundos e inclinei meu corpo, sentando na cama. Olhei o relógio e eram 16h da tarde. É, eu havia ficado até tarde acordado assistindo alguns filmes no meu notebook... E que filmes! Tomei o meu banho, não demorei mais que vinte minutos, troquei de roupa e penteei o cabelo. Seria o meu primeiro dia de aula, tudo bem que faltava um pouco de tempo, mas eu realmente estava ansioso. Espero que não percebam que eu sou um pouco lerdo.
As horas se passaram e finalmente estava na hora de eu ir àquela universidade. No caminho até lá, encontrei alguns conhecidos, mas nada de amigos. Cheguei. E já tem muitas pessoas me encarando, é, eu realmente estou nervoso e quando fico assim, fico completamente desajeitado. Ótimo, tem um grupo de garotos me observando naquele portão e todos são maiores que eu. Um deles me observa atentamente, se eu estiver louco, até diria que ele me olha sedentamente... Ele tem cabelos loiros e uma aparência bem agradável. Uhr... O que estou pensando, afinal?
P.O.V Key
Aquele garoto está se aproximando mais de nós, a cada passo que ele dá. Como ele é atraente... Estatura média, cabelos escuros e o rosto é um tanto quanto... Selvagem? Ele realmente me parece delicioso, talvez eu esteja agindo como um caçador?
― Key, Key. — Chamou o garoto de cabelos castanhos e aparência angelical. — Você está hipnotizado. Se distraiu com o quê? — Ele riu e eu levei uma das mãos até o meu rosto, tentando disfarçar a minha vergonha.
― Chegaram com um belo carro. — Disfarcei e me virei de costas para quem eu estava admirando tanto. Dei risada e entrei na universidade e os outros quatro vieram atrás de mim. Eles com certeza perceberam que eu estava devorando aquele cara com os olhos.
Entrei na minha sala e me separei dos meus amigos, sentando-me na primeira carteira, no meio da sala. Fiquei observando a paisagem pela janela, enquanto os outros estudantes entravam na sala. Voltei o meu olhar para a porta e cá me deparei com ELE. Sim, aquele cara. Ele estava completamente perdido, eu percebi. Ele olhava um papel e olhava para a porta da sala e parecia em dúvida se entrava ou não. Eu estava começando a ficar com vontade de dar na cara dele e resolvi ir ajudar. Me levantei e caminhei até ele, com um sorriso forçado lvl 100 nos meus lindos lábios.
― Oi. Quer ajuda? — Sou simpático, não? Ele com certeza também achou isso.
P.O.V Jonghyun
Certo, eu estava com medo de entrar na sala errada e de repente chegou um cara pra me dar mais medo ainda, com um sorriso assustador. Era aquele garoto de antes? Acho que sim. Hã? Eu gravei o rosto dele, por quê? Estou me estranhando.
― Olá! — Respondi, tentando parecer empolgado. — Sim... Eu estou em dúvida se essa é realmente a minha sala... — Ótimo, já estou parecendo um idiota e ele irá espalhar isso pra todo mundo.
― Deixa eu ver o seu papelzinho. — Ele sorriu mais espontaneamente e isso me deixou melhor, com um peso a menos nas costas.
O loiro, sem querer, tocou na minha mão tentando pegar o papel. Eu realmente senti o meu rosto ferver por alguns segundos e ele deve ter percebido que eu enrubesci. Balancei a cabeça e ele riu baixo, me deixando mais desconfortável ainda. Ele ficou olhando para o papel por alguns segundos e me disse a sua conclusão:
― Sim, definitivamente a sua sala é aqui. Qual é o seu nome?
― Kim Jonghyun.
Antes que eu pudesse perguntar o nome dele, ele me disse.
― Key. — Ele estendeu a mão e eu o cumprimentei devidamente.
― Key?
― Kim Kibum, mas me chame de Key.
Nós conversamos por mais alguns minutos e a professora chegou. Eu sentei perto dele e algumas meninas tiraram a minha atenção, conversando comigo enquanto a professora ficava mexendo em alguns papéis, lá. Eu percebia que o Key me olhava de canto, mas não me sentia a vontade pra puxar ele pra conversa. As horas foram passando e as aulas também, até que já era a hora de ir embora. Eu me levantei da cadeira e peguei as minhas coisas, fiquei um pouco receoso de puxar conversa com ele e resolvi ir na frente, saí da sala e escutei um "tac tac" e quando olhei pra trás, eram as botas que ele usava que faziam esse barulho, por ele ter corrido atrás de mim. Eu me virei e sorri, fazendo com que ele retribuisse automáticamente o sorriso.
― Nós vamos sair hoje, eu e alguns amigos. Quer vir conosco? Fazer amizade é bom, mas se você não quiser ir, não precisa, definitivamente não estou implorando nada, você sabe q-
O interrompi.
― Calma... Eu vou, sim. — Eu sorri e ele pareceu sem graça, levando a mão direita até a nuca e coçando-a, dando uma risada boba em seguida. — Vocês já estão indo? São 22:40, eu pretendia tomar um banho antes de fazer qualquer outra coisa...
― Espera aqui! — Ele passou por mim e bateu no meu ombro, sumindo logo em seguida.
Esperei alguns minutos e lá estava ele, um pouco suado e ofegante.
― Certo, nós vamos nos encontrar no bar aqui perto à 1h, porquê eles também vão se arrumar e depois irão pra lá.
― E você?
― Eu o quê?
― Vai ir pra lá esse horário, também?
Ele fez uma cara estranha, eu diria que foi surpresa.
― Merda... Esqueci desse detalhe, eu disse que iria mais cedo e estou sem a chave de casa. — Ele suspirou e eu fiquei o observando por alguns segundos.
Key P.O.V
O que você tá olhando, bananão? Me chama pra ir pra sua casa! Burrico! Ai, que lerdo, credo. Ah, ele tá sorrindo. O que será que vai dizer?
― Eu tive uma ótima ideia!
Isso, isso! Me chama! Finalmente.
xXx
Esse bananão é um bananão. Cá estou eu, na frente da minha casa e ele ao meu lado, sentados nessa calçada e olhando pra rua. Retardado, sai daqui.
― Parece que tem alguém na sua casa, a luz de um cômodo está acesa... — Ele disse, inocente. Revirei os olhos.
― Eu vou procurar minhas chaves de novo, pra ver se eu acho, ok? — Suspirei e fingi procurar minha chave na minha bolsa, que eu já sabia onde estava. Tirei ela de lá e fiz uma cara (bem falsa) de surpresa. — Olha, estão aqui!
― Poxa, que bom! — Ele sorriu. — Nos encontramos mais tarde, então.
Ahhhhhh não, bananão. Você vem COMIGO.
― Você vai voltar sozinho a essa hora? Entra, eu te empresto uma toalha e você toma um banho em qualquer banheiro da casa, posso te emprestar umas roupas, também.
Ele fez uma cara esquisita, acho que é porquê ele se imaginou em roupas purpurinadas que nem as minhas. É, acho que seria desagradável mesmo.
― Másculas. — Acrescentei, dando risada em seguida, fazendo com que ele risse também. Ele se levantou e estendeu a mão pra mim, eu a peguei e me levantei através dela. — Você vem?
Ele apenas balançou a cabeça positivamente e eu caminhei até a porta da minha casa, destrancando-a e abrindo-a rápidamente, olhando se tinha alguém em casa, já que eu realmente tinha inventado aquela história toda.
Que sorte, a sós. Eles provavelmente teriam viajado. Fiz um sinal com a mão, para que ele entrasse e assim que ele entrou, fechei e tranquei a porta. Comecei a subir as escadas e ele me seguia, me deixando totalmente instigado. Cheguei no meu quarto e abri a porta, entrando lá dentro. Ele ficou do lado de fora e permanecia quieto.
― Você 'tá nervoso? — Arqueei uma das sobrancelhas e fiquei observando ele.
― Não... Só um pouco... Quero dizer, eu não sei.
Como ele é gostoso, fala a verdade. É um dengo, mesmo. Só eu que não me toquei que ele é hetero? Eu sou uma passiva doidinha por um seme que nem ele, só que o problema é: Ele não gosta da minha fruta, tá estampado na cara dele. Socorro.
Fui até o meu guarda-roupa, peguei umas peças de roupa mais "másculas" e uma toalha, deixei as roupas na cama e fui até o banheiro, que estava naquele mesmo cômodo, e abri a porta. Entreguei a toalha na mão dele e fiz com que ele entrasse no banheiro, deixando ele a sós em seguida.
― Quando terminar, se eu estiver no banho ainda, você fica me esperando aqui... Pode sentar na cama, se quiser. ― Beleza, obrigado... — Ele sorriu e fechou a porta.
Ai, grosso. Não precisa ser assim, também. Te expulso daqui à vassouradas, seu nojentinho.
Peguei minha toalha e minhas roupas mais provocantes, fui ao banheiro. Aquele puto tava na minha banheira e eu tinha que encarar o chuveiro, ai que raiva. Me despi e entrei no box, ligando o chuveiro e sentindo a água quente escorrer pelo meu corpo, e aí me veio na cabeça aquele ser iluminado peladinho na minha banheira. Ereção, ninguém te quer, querida, vou ter que te ignorar dessa vez. Tomei o meu banho e saí, já vestido. Fui totalmente serelepe até o meu quarto, todo arrumado e cheiroso, é claro. Abri a porta e me deparei com aquele ser de Jesus só de cueca na minha frente, com os ombros cheios de respingos de água e a toalha na mão esquerda, enquanto ele estava perto da minha cama. Não consegui, meus lábios ficaram entreabertos e assim que o vi, meu olhar direcionou automáticamente para o pênis dele. Voltei o olhar para o rosto dele e ele me encarava de um jeito que... Oh, céus. Coloquei a mão sob o meu rosto e virei-me de costas.
― Por que você não se vestiu ainda? — Eu perguntei, enquanto sentia novamente aquela maldita ereção atrapalhar a minha vida. Levei a mão direita cautelosamente, ou pelo menos tentei, até o meu membro, ajeitando-o por cima da calça.
P.O.V Jonghyun
Key havia deixado as roupas em cima da cama e eu apenas fui buscá-las. Fiquei um pouco sem graça ao me deparar com Key, mas já que ele era um homem, não me senti tão incomodado. Apenas ri sem graça e disse:
― Você pode olhar, se quiser. Não tem problema, Key... Não é nada de mais. — Eu me sentei na beira da cama e peguei a camisa que ele havia deixado ali.
Key se aproximou de mim, em passos curtos e rápidos e sentou-se na cama ao meu lado, me observando com um olhar diferente. Fiquei o observando também e ele se aproximou lentamente. Pegou a toalha que estava no meu braço e secou as gotas de água que estavam pousadas nos meus ombros, e ele riu logo em seguida.
― Isso estava me incomodando, Jong.
Por algum motivo, eu senti meu coração apertar um pouco quando ele disse essas palavras e uma sensação totalmente desconfortável me invadiu. Ele me olhava com uma expressão curiosa ou até mesmo sedenta, mas voltei ao "normal" e simplesmente vesti a camisa e me levantei, pegando a calça um pouco larga que ele havia me emprestado e começando a vestí-la também. Key me observava atentamente e ele estava sorrindo, como um bobo.
― Preto fica bem em você, Jong. Você tem a pele um pouco morena... Fica perfeito.
Eu não soube como agir muito bem aos elogios, mas eu sorri e agradeci. Coloquei a calça por completo e subi o zíper. Ela ficou um pouco larga, ainda. Minha cueca ficava aparecendo, mas até que havia ficado estiloso.
― Ah! Está frio, já... Você quer uma jaqueta, não? Tenho uma que vai cair muito bem no seu tipo de corpo, Jong.
O modo que ele falava comigo me incomodava, pois ao mesmo tempo me deixava confortável e eu sentia um imã entre nós dois. Um imã muito forte, digamos. Ele caminhou até o guarda-roupa e eu não pude deixar de notar o quanto ele estava bem vestido, e bonito. Seu cabelo estava jogado para o lado e suas roupas eram apertadas e chamativas, seu oxford não ficava de lado, era preto e brilhante. É, ele realmente sabia como se vestir... Porém, não cairia bem em alguém como eu. Sentei novamente na beira da cama e apoiei os cotovelos nas pernas e o queixo nas mãos e o que me restou foi observar o que ele estava fazendo. Ele pegou uma jaqueta de couro grossa, bem bonita. Fechou a porta do guarda-roupa e andou tranquilamente até mim.
― Levanta! — Ele disse... E eu obedeci. — Vire-se de costas, pra que eu coloque ela em você.
― Acho que isso não é necessário...
― Vamos, Jong. — Ele disse de um jeito meigo e eu apenas me virei, esticando os braços e deixando que ele me vestisse.
― Ficou ótimo. Quer ver? — Ele caminhou até o guarda-roupa e abriu a porta, onde tinha um enorme espelho.
É, eu realmente estava muito agradável, não tinha como discordar. Eu sentia o olhar de admiração dele e realmente estranhava isso, enfim, um bom amigo, não é?
Ele pegou o celular dele e olhou o horário, já era meia noite e quarenta. Me puxou pela jaqueta e disse:
― Já está na hora, vamos!
E me arrastou pela casa inteira até irmos pra rua. Estava tarde e Key parecia com medo de andar até o barzinho que era perto da faculdade, resumindo, praticamente do lado da casa dele.
― Ai, tá escuro.
― Não vai acontecer nada, é perto pra caramba... — Eu tentava acalmá-lo, enquanto ele olhava para os lados toda hora.
E foi assim até chegarmos no bar. Lá estavam três garotos. Um loiro com cara de criança e dois morenos aparentando ter a minha idade. Me senti meio deslocado de início, mas todos eles me comprimentaram e o pequeno loirinho até me deu um lugar pra sentar.
― Esse é o Hyun Jongkim! — Disse Key, com um sorriso enorme no rosto.
― Kim Jonghyun... — Eu corrigi em voz baixa.
O loiro mais novo caiu na gargalhada, dando um tapa nas costas de Key.
― Começou bem, em hyung? — Mostrou a língua. — Até errou o nome do moço!
Key revirou os olhos.
― Vê se me erra, Taemin. — Ele fez um bico gracioso e por um momento eu senti até vontade de.. Ah, que horror.
― Então, hyung! — Taemin se referia à mim. — Eu nunca tinha te visto antes. Você é novo, não é?
― Sou sim. — Sorri. — Mas você não me parece estar aqui há muito tempo.
Taemin sorriu, apoiando os cotovelos na mesa e me observando curiosamente.
― É! Eu comecei a estudar nessa universidade esse ano, também... Mas antes de você, e eu já conhecia os garotos.
― Ele se acostumou bem rápido, até. — Disse um outro rapaz. — Acho que você também se acostumará, já fez até amigos, não é mesmo?
Apenas concordei com a cabeça e ele continuou.
― Eu me chamo Lee Jinki, mas todos me chamam de Onew. — Piscou, confiante. — Te chamam como?
― ... Jong. — Me senti um fracassado.
O outro caiu na risada, dando um tapa nas minhas costas. Eu me virei, para olhar pra ele.
― Choi MinHo, prazer.
― Prazer em conhecê-lo. — Eu disse.
Nós ficamos em um bate papo por quase três horas e ainda não conheci todos muito bem. Me senti muito bem com todos, mas não sabia muito bem como agir e não havia me soltado muito, afinal, eu era tímido e um pouco besta.
Nós bebemos cerveja, comemos frango, aliás, muito frango... Aquele Onew me assustou, ele realmente come muito frango e fala muito, também. E enfim, estamos indo embora. A mãe de Taemin veio buscá-lo.
― Até mais, hyung, prazer em conhecê-lo. — Ele me abraçou e me deu um beijo na bochecha, me deixando um pouco assustado com aquela reação e percebi o olhar de Key fuzilando aquela pobre criança.
Taemin entrou no carro e o mesmo foi arrancado dali.
― Eu estou com o meu carro no estacionamento da nossa faculdade, querem ir conosco?
― Eu vou. — Falou Key, me olhando.
― Ele vai comigo, então. — Onew disse e me surpreendi. — Não quero ir sozinho e também tenho carro... É melhor, para nos conhecermos.
Por algum motivo, Key não reagiu muito bem a aquelas palavras de Onew, mas não disse nada. Apenas me deu a mão e se despediu de nós dois. Entrou no carro com MinHo e se foram.
― Espero que você não tenha ligado pra isso! — Onew disse se desculpando.
― Não, eu entendo... Bem, vamos, então?
Continuamos conversando até chegarmos ao carro dele, entramos e durante o caminho, continuamos conversando. Ele se surpreendeu um pouco por eu morar tão longe dali, mas não reclamou.
Chegamos no prédio e ele parou o carro. Se aproximou um pouco mais do que devia e praticamente roçou o nariz no meu pescoço.
― Seu cheiro é bom, Jong! — Ele se afastou, encarando-me.
Notou que eu estava com o rosto rubro e exatamente por isso começou a rir, um tanto quanto malicioso.
― Uhn... Então, obrigado! Até mais! — Abri a porta do carro e saí dali o mais rápido que eu pude.
Onew abriu a janela do carro e apenas disse:
― Boa noite.
Eu apenas assenti com a cabeça e me despedi, entrando no prédio pela portaria e subindo ao meu apartamento.
Que diabos está acontecendo por aqui?!
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