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2 Capítulo 2 - Um erro que não será perdoado.


Notas iniciais
Não faço a mínima ideia se esse capítulo está gigantesco, mas espero que gostem :3

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Key P.O.V

Nós bebemos um pouco, mas MinHo estava bem sóbrio. Ele acabou me levando pra casa dele, como fazia de costume. Eu não liguei, tem duas camas no quarto dele e eu sempre fico na debaixo.

Devem ser quase 4h da manhã e nós acabamos de chegar.

Ele abriu a porta e eu caminhei diretamente até o quarto dele, um pouco torto e rápido. MinHo notou o meu estado e andou até mim, me segurando por trás. Tocou os lábios mornos no pé do meu ouvido e arrastou a ponta da língua pelo meu lóbulo e isso me deixou desconfortável. Apoiei a minha mão no guarda-roupa e movimentei a minha cabeça, tentando me livrar dele. Ele riu e deslizou a mão esquerda pela minha coxa, apertando-a de leve.

― Hyung... Me deixa quieto... — Eu sussurrei e no mesmo instante ele me prensou com o seu corpo, contra o guarda-roupa e eu simplesmente enrubesci, fechando os olhos e soltando um gemido baixo.

― Faz tempo que não tentamos fazer isso, quero dizer, você nunca deixa. Qual é o problema? Você gosta, dá pra ver.

Ele sussurrou no pé do meu ouvido e pousou o queixo sobre o meu ombro, esperando uma resposta. Eu apenas me livrei daquelas mãos e caminhei até a cama, me jogando nela.

É, senti ele se jogando em cima de mim.

Você tá muito carente ou só quer lançar a cobrinha logo? Socorro, nem venha se esfregar em mim com essa coisa aí.

― Me deixa dormir, hyung... — Praticamente gemi essas palavras. — Eu só quero dormir...

MinHo segurou o meu queixo e ficou me encarando, com uma expressão séria, eu diria até que foi uma expressão de incômodo, ele parecia bravo.

― Você quer aquele cara, não é? Você age que nem um idiota perto dele, Key. Eu percebi, por que você acha que eu te trouxe aqui? Só queria ver se você ia agir desse jeito e realmente agiu. — A minha visão não estava muito boa, mas ele franziu o cenho e deu pra ver isso claramente. — Você nunca me negou dessa forma.

Revirei os olhos e coloquei ambas as mãos nos ombros de MinHo, o empurrando pra longe de mim. Deitei a cabeça na beira da cama e fiquei olhando para aquele guarda-roupa, enquanto ele se sentava na cama e continuava me observando.

― Você é assim, não é? Fica comigo até achar incômodo. Você nem ao menos o conhece e já se afastou desse jeito de mim. — Ele riu. — Você diz que as pessoas se desfazem de você, mas é você quem se desfaz das pessoas.

E daí? Sai, chuchu. Não estou afim de ficar te escutando, são quatro e pouquinho da manhã e você tá enchendo o saco.

Não sei se aquilo foi pensamento ou se eu realmente disse, porquê ele realmente saiu após eu pensar aquilo e fechou a porta com uma força que eu até me assustei.

Jong P.O.V

Já é de manhã. Pra ser mais exato, 11h e eu já estava acordado. É, algumas coisas me incomodaram na noite e madrugada passada e pra piorar, tive alguns sonhos esquisitos com aquele Key.

Minha mãe não me ligou e eu estou começando a ficar preocupado, por mais estranho que isso pareça.

As horas se passaram e eu estava com fome e resolvi ir logo ao mercado e comprar o que deveria ser comprado. Saí de casa pouco arrumado e fui até lá, peguei algumas coisas e fui pra fila do caixa. Alguém chegou logo atrás de mim e me cutucou.

― Jong! — Disse Onew, me abraçando por trás. — Você por aqui? Me disseram que você é dorminhoco, acordou tão cedo assim?

Ele riu, com ambas as mãos nos meus braços, mas eu não me importei. Apenas virei o rosto e sorri. Cocei a nuca e o respondi:

― É, não consegui dormir muito bem... Por isso.

― Aaaaaah sim! — Ele me soltou e deu uma olhada nas coisas que eu estava carregando. — Você se mudou recentemente, não é? Essas são as compras do mês? Quer ajuda?

Balancei a cabeça negativamente, mas ele pegou algumas coisas que estavam na minha mão e continuou sorrindo.

― Te acompanho, pode ser?

― Tudo bem, obrigado, Onew.

Ele me acompanhou até a minha casa, pelo menos fomos de carro até lá. Ele o estacionou na rua, mesmo. Me ajudou a levar as coisas até o meu apartamento e como um casal, estávamos fazendo o almoço juntos. Eu era atrapalhado e meio lerdo, então ele praticamente estava fazendo sozinho.

― Você gosta de cenouras? — Ele perguntou e eu entendi aquilo de um jeito que eu realmente não deveria ter entendido.

― Como? — Me atrevi a perguntar e fazer com que ele repetisse a pergunta.

― Você gosta de cenoura, Jong? Eu gosto, bastante, mas preciso saber se você gosta... Afinal, a comida é sua, né? — Ele não tirava o sorriso do rosto e eu realmente havia entendido tudo errado, mas é lógico que ele estava falando da comida, que tipo de pessoa eu sou? Pensando esse tipo de coisa.

― Sim, gosto, não muito, mas gosto. Em sopas elas ficam agradáveis!

Puxei a cadeira e me sentei, ficando apenas ao observar Onew cozinhando. É, tinha sido uma sorte encontrar ele e mais sorte ainda minha mãe ter mobiliado o meu apartamento antes que eu viesse pra cá.

― Qual é a sua relação com Key? — Ele perguntou e eu hesitei em responder. O que eu responderia?

― Nós somos amigos e nos damos bem... Acho que será o mesmo com vocês. — Eu ri pra tentar descontrair aquele clima.

― Ah, sim... Jong. Não sei se você sabe, mas ele tem outros interesses em você. — Onew passou a mão em algumas mechas do cabelo e continuou a cozinhar, enquanto eu não havia entendido o que ele tinha dito e ele continuou. — E eu também tenho outros interesses em você, Jong.

Ele se virou de frente pra mim, encostando-se em um armário e me observando atentamente, eu notava que o olhar dele ia escorregando pelo meu corpo e ele observava cada parte atentamente e eu simplesmente me senti excitado com aquela situação e não conseguia entender muito bem o motivo. Onew era bonito, tinha um sorriso bonito e seu corpo...

Me peguei olhando pra ele do mesmo jeito que ele olhava pra mim e isso já não era mais estranho. Ele desligou o fogo e caminhou até mim, ficando de joelhos na minha frente e apoiando os cotovelos nas minhas coxas. Dedilhou o meu peitoral por cima da minha regata preta e apertada e logo em seguida, puxou-me para perto pela gola V da regata. Nossos lábios ficaram milímetros longe um do outro e eu senti o hálito fresco e doce dele. Antes que eu reagisse ou fizesse qualquer outra coisa, ele desenhou meus lábios com a ponta de sua língua e mordiscou o meu lábio inferior logo em seguida, sugando-o para si e colocando as mãos nas minhas coxas novamente, apertando-as com certo desejo e subindo as mãos, chegando cada vez mais perto das minhas virilhas. Eu pensei em socá-lo, ou chutá-lo pra longe e simplesmente expulsá-lo da minha casa, mas o meu corpo respondeu muito bem àquele toque, então eu realmente não me importei com mais nada.

Penetrei com intensidade a língua na boca dele, enquanto ele retribuia contornando a minha língua com a sua. A cada segundo que passava eu sentia um desejo maior de tomá-lo pra mim e não estranhava nenhum pouco aqueles toques. Ele se levantou e sentou-se sobre as minhas coxas, roçando-se um pouco sobre mim. Me senti um pouco sem graça, já que ele provavelmente teria sentido o meu membro totalmente enrijecido.

― E eu achava que você não gostava... — Ele sorriu e tomou meus lábios novamente, me beijando com intensidade e mordiscando por diversas vezes. As minhas mãos, inconscientemente, foram parar nos quadris dele e eu os apertava com força, fincando um pouco as unhas em sua pele, fazendo-o gemer baixo enquanto me beijava.

Ele puxou a minha regata pra cima e eu apenas o auxiliei em tirá-la. Quando separamos nossos lábios, ele dirigiu o olhar para o meu peitoral e baixo ventre, que agora estavam nus. Mordiscou o próprio lábio e se levantou, pegando os meus cabelos com a mão direita e me puxando com força, fazendo com que eu levantasse. Aquilo machucou, mas eu realmente não dei a devida atenção no momento. Ele abaixou o zíper da minha calça e em seguida abaixou a minha calça, prensou o seu corpo no meu e deslizou nele até que sua boca chegasse no meu membro, por cima da cueca. Ele mordiscou ele por cima dela e também o lambeu, eu realmente não sabia o que fazer, talvez eu não devesse fazer nada e ficar apenas assistindo, mas não consegui e fiquei encarando o teto. Ele pausou e levantou-se novamente, me dando um tapa na cara com força, a mão dele era realmente pesada e eu apenas levei a minha mão ao local que ele bateu em seguida.

― Se você não olhar, eu não faço, Jong. — Ele disse sério e logo em seguida sorriu, malicioso. — E aí você vai ter que fazer em mim, eu realmente iria gostar de ver você chupando o meu pau.

Eu definitivamente não era mais a mesma pessoa. Segurei a ponta do queixo dele com força, encarando-o e retribuindo o tapa, ele definitivamente se surpreendeu. Dedilhei suas costas, como se fosse uma trilha e cheguei até os seus cabelos, puxando-os com força pra baixo e fazendo com que ele se agachasse. Coloquei a outra mão por dentro da cueca e tirei o meu membro de dentro dela, colocando-o pra fora, como um convite que ele começasse a chupá-lo.

Ele abriu a boca e passou a língua entre os próprios lábios, deixando-os totalmente úmidos. Abocanhou a minha glande, contornando-a com a língua de um jeito suave e lento. Ele aprofundou mais, colocando praticamente o meu membro inteiro na boca. Ele provocava, mas não colocava tudo. Puxei os seus cabelos, fazendo com que ele colocasse tudo e senti ele engasgar e dar risada logo em seguida. Ele realmente gostava de me provocar. Por vezes, ele tirava a boca do meu membro e chupava os meus testículos, tocando-os com a outra mão em seguida e voltando a me masturbar.

Depois de alguns segundos consecutivos disso, talvez eu já estivesse no meu limite e devesse começar logo.

Soltei o seu cabelo e peguei seus braços, levantando-o e o jogando contra a mesa, prensando-o por ali. Ele se jogou pra trás e deitou-se na mesa, eu desabotoei e tirei a sua calça com rapidez, abocanhei a sua virilha e a mordisquei, sem força. Ele gemeu e abriu um pouco as pernas, dando passagem para eu fazer o que bem entendesse por ali.

― Está apressado agora, ein? — Eu disse e apenas pude ouvir a sua gargalhada, já que eu estava de olhos fechados e com a boca ocupada.

― Você nem tirou a minha camisa e já quer me foder, Jong?

Onew disse essas palavras e eu levantei um pouco a cabeça, para que pudesse encará-lo. Ele levou a mão até o meu rosto e o acariciou, colocando logo em seguida a mão no seu membro por cima da cueca e passando a mão por cima do mesmo.

― E aí, não vai fazer nada? — Ele continuou, inclinando um pouco o corpo e tirando a própria cueca.

Coloquei as mãos nos quadris dele e o virei de costas pra mim e o puxei mais pra trás, deixando apenas as suas pernas pra fora da mesa.

Mordi a sua nádega direita e deslizei a língua dali até a entrada dele. Da entrada, deslizei até o períneo e depois voltei, deixando o local bem úmido.

Onew estava com as duas mãos apoiadas e estiradas na mesa, enquanto abria as pernas o máximo que ele conseguia.

Me coloquei um pouco em cima dele, mas sem jogar o peso. Senti as pernas dele um pouco trêmulas, sem eu ter feito nada. Levei o indicador e o médio até a boca dele e passei-os nos lábios dele, fazendo com que ele os chupasse em seguida.

Deslizei os dedos por volta da entrada dele, sem penetrá-los ainda.

― Eu não quero os dedos, Jong... — Ele inclinou um pouco a cabeça, olhando pra mim. — Me fode logo!

Senti o meu membro doer e não pensei duas vezes, agarrei-o na cintura com uma das mãos e com a outra auxiliei a entrada do meu membro nele, que foi com força e intensidade. Ele berrou e eu me senti realizado ao ouvir aquele gemido tão alto, mas ainda não satisfeito.

Segurei as duas pernas dele para que ele não ficasse sem apoio e ouvi a testa dele encostar na mesa, enquanto as suas coxas já estavam suadas, podia sentir isso nas minhas mãos. As minhas estocadas estavam ficando cada vez mais intensas e com velocidade maior. Eu podia sentí-lo e os músculos dele ficavam mais relaxados a cada segundo que passava. Suas pernas agora estavam pouco trêmulas e ele provavelmente já havia se acostumado com a dor envolta de prazer. Ele gemia e sussurrava coisas que eu não conseguia escutar direito, mas ele gritou.

― Com força, Jong, mais força, me fode com força!

Gemidos escapavam nesses intervalos de uma palavra pra outra e isso me deixava cada vez mais louco e mais duro, sentia que iria explodir a qualquer momento. Com força e nenhum pouco de cautela, o virei de frente pra mim e isso fez com que meu membro escapasse de dentro dele, mas o enfiei de novo e com mais força, assim como ele tinha pedido. Agora o corpo dele estava mais inclinado, mais perto de mim. Eu estocava com força e velocidade, enquanto colocava a minha mão no membro dele, comecei a masturbá-lo na mesma velocidade em que estocava o meu membro nele e o sentia cada vez mais rígido na minha mão, quando finalmente ele soltou um gemido pesado e rouco, desfazendo-se na minha mão e sujando o próprio abdômen e um pouco do meu baixo ventre, assim que o vi gozar e ficar trêmulo novamente, despejei todo o meu sêmen dentro dele e tirei o meu pênis de dentro dele logo em seguida. Eu estava praticamente sem fôlego e a minha glande doía um pouco. O larguei em cima da mesa e me joguei na cadeira, pendendo a cabeça para trás e sentindo o suor deslizar na minha face, meus cabelos estavam até úmidos por conta do suor e eu realmente precisava de um banho.

Onew estava sentado em cima da mesa, me olhando.

― O que foi? — Eu disse, cruzando os braços.

Ele riu, descendo da mesa e andando até o banheiro.

― Nada... Vou tomar um banho e vou usar a sua toalha.

― Mas...

Ele fechou a porta e poucos segundos depois ouvi o som da água do chuveiro caindo sobre o chão.

Me levantei da cadeira e caí nela de novo. Eu estava sem forças. Levantei-me cuidadosamente, de novo. Andei até o quarto e fui mexer no meu celular. Havia uma chamada perdida, de um número desconhecido. Retornei a chamada.

― Alô? — Eu disse, esperando que fosse a minha irmã com um celular novo.

― Uhn... Jong? Ah... Eu te liguei mais cedo...

Era a voz de Key.

― Ah, Key! — Tentei parecer despreocupado. Aliás, por que eu estaria preocupado? Na verdade, eu tinha a sensação de ter traído Key sem nem estar com ele. — Onde você conseguiu o meu número?

― Na universidade... Tenho até o número da sua mãe, haha. — Ele tentava descontrair a conversa. — Sabe... Jong, na verdade...

― Sim?

― Eu te liguei pra dizer... Não me leve a mal, mas não se meta com o Onew... Sabe, ele não é tão confiável, se me entende... Não quero que se afaste dele, mas ele pode tentar coisas...

Engoli seco.

― Coisas? — Eu forcei o riso. — Que tipo de coisas, Key?

― Hn... Não sei, ele te levou na sua casa, bem, não sei... Ah, tanto faz, eu sei que você não é besta, ou pelo menos não tanto, Jong. Ele namora uma pessoa, não teria jeito, mesmo. — Ele riu também. — Enfim, vejo você mais tarde na faculdade. Até mais.

Certo... E agora eu realmente estava me sentindo estúpido. Mais do que eu realmente era.

Notas finais
Éeee... Jong se meteu em furada, hein? Reviews @___@