New Romantics

2 Coisas do destino


Notas iniciais
Boa leitura...!

Pego o livro de suas mãos e o agradeço por tê-lo pego para mim.

Ele continua a me observar sem dizer mais nada, então sem querer acabo nos induzindo a uma conversa.

– Esse livro também é muito bom, mas o final me deixou meio perturbado. – digo a ele sem contar o final do livro.

– Sério?! – pergunta ele entusiasmado. – Agora eu terei que ler até final o mais rápido possível. – ele diz.

– Você com certeza, vai gostar. – comento.

Ele caminha até o caixa e eu o acompanho mesmo que meu pensamento diga “vai embora, sua mãe está esperando”.

Saímos dali rapidamente e paramos frente à fachada da loja.

– Infelizmente eu tenho que ir, minha mãe esta me esperando. – digo a ele.

– Que pena, mas vai lá e fica com sua mãe. – ele diz encarando-me como se fosse me beijar agora mesmo. – Ah! Antes me diz seu nome – pede.

– É Sam Silveira – digo. – E o seu?

– Ian Brandão. – me responde o rapaz logo a minha frente.

Ele caminha ate o elevador e eu fico observando-o até que as portas se fecham.

Caminho ate minha mãe que já está de pé a minha procura.

– Onde você estava? – pergunta ela.

– Fui só comprar um livro. – respondo.

– Pareceu que tinha ido buscar o livro na gráfica. – ela brinca por causa da minha demora.

– Vamos logo, que já é quase meio-dia e seu pai já deve estar chegando em casa. – ordena ela.

Ela caminha rápido até o elevador e eu tento acompanha-la, mas só a alcanço quando ela para na frente da porta.

Ela está muito apressada e novamente quase a perco de vista e quando consigo chegar junto dela, ela já esta dentro do carro me esperando.

– Vamos ao supermercado e depois seguimos pra casa, entendeu? – pergunta ela.

– Tanto faz, é você quem está dirigindo. – respondo ironicamente.

Ela espera com cautela o transito se acalmar para poder entrar na rodovia. Enquanto aguardamos, ligo o radio e novamente está tocando uma música que eu adoro, Amnesia de 5 Seconds of Summer. Aumento um pouco o volume e começo a cantar junto, mas com a voz ainda num tom agradável.

Minha mãe finalmente chega ao supermercado. Descemos e pegamos uma cestinha para comprar apenas alguns produtos. Caminho por um corredor sozinho com a cestinha e neste corredor encontro Ian, o garoto que havia conhecido na livraria do shopping.

Ele também carrega uma cestinha com alguns produtos. Aquele corredor onde havia shampoos, cremes, sabonetes e apenas eu e ele parados começou a ficar muito pequeno. Apesar de eu ter me sentido atraído por ele.

– Oi, de novo. – fala ele.

– Seria coincidência? – pergunto dando um sorriso pequeno. – Porque se for, é uma coincidência muito esquisita.

Nós dois rimos.

– Não sei, nunca acreditei em coisas do destino. – o inicia. – Mas parece que dessa vez ele está mexendo os pauzinhos.

Minha mãe aparece no corredor com uma caixinha de granola na mão.

– Sam, vamos. – diz ela me chamando. – Depois você conversa com seu amigo.

– Está bem mãe, estou indo. – digo a ela. – Ela está meio eufórica desde que saímos do shopping. – falo para ele não pensar que minha mãe é uma louca.

Em seguida uma mulher aparece no corredor e acena para Ian, que me olha envergonhado.

– Elas sempre estão. – ele ri no final e segue sua mãe, enquanto sigo a minha não mesma direção.

Quando saímos do lugar, não vejo mais Ian e nem a sua mãe.

Abro o porta-malas e colocamos as compras no mesmo. Entramos no carro e seguimos para casa.

– Não conhecia aquele seu amigo. – diz minha mãe se referindo ao Ian.

– Ele não é meu amigo, o conheci hoje. – digo a ela enquanto abro um pacote de chocolate branco om pedacinhos de biscoito, o meu favorito.

Ela fica quieta durante o restante do caminho até nossa casa que não fica muito longe.

Depois de dez minutos chegamos. Tiramos as compras e ela vai para a cozinha preparar o almoço para o insensível do meu pai.

– Filho não esqueça que seus irmãos chegam amanhã à tarde. – ela faz questão de lembrar que tenho dois irmãos menores todos os minutos.

Eles estão na casa de minha irmã mais velha aproveitando o que resta das férias e verão.

– Sim. – respondo diretamente. – Eu sei que eles vêm amanhã.

Subo as escadas rapidamente e entro em meu quarto. Caminho até a escrivaninha perto da janela e ligo o notebook. O tempo que ele demora em ligar é sempre o mesmo, mas neste instante parece uma eternidade.

Abro o navegador da internet e entro direto em meu facebook. Digito o nome Ian Brandão e logo aparece um rapaz de cabelos escuros erguidos meio ondulados, o nariz um pouco arrebitado, com um sorriso que hipnotiza e os olhos escuros como a noite estrelada de meus sonhos. É ele sem dúvida.

Clico em seu nome e sua linha do tempo aparece, o único local que me interesso em clicar é em “enviar solicitação de amizade”.

Fico passeando por sua linha do tempo e noto que temos alguns amigos em comum. Vejo também que ele estuda em uma escola próxima da minha e que está no primeiro ano do ensino médio diferente de mim que já estou no segundo.

Deito em minha cama e deixo o notebook em cima da mesinha ligado. Pego o livro que comprei e começo a ler novamente, mas a leitura é interrompida com a lembrança do garoto me olhando na livraria.

Ouço uma voz alta chamando por meu nome ao pé da escada.

– Sam, vem almoçar. – grita meu pai.

Desço as escadas rapidamente com o celular na mão.

Sento a mesa junto com eles e comemos sem ouvir uma palavra sair de suas bocas.

O barulho de notificação em meu celular parece ensurdecedor em meio ao silencio constrangedor.

Pego meu celular e olho a notificação “Ian Brandão aceitou sua solicitação de amizade”.

Dou um discreto sorriso e devolvo o telefone à mesa.

Meu pai me olha e o silencio é quebrado.

– Por que esse sorriso?

– Meus planos de dominar o mundo estão dando certo. – digo tentando acabar com aquela situação estranha entre meus pais.

Ela coloca a ultima porção de comida em sua boca, e logo em seguida a limpa com um guardanapo levantando-se da mesa.

– Não vai esperar a sobremesa? – pergunta minha mãe.

– Já tenho que voltar ao escritório, guarda que eu como quando chegar. – responde ele indo até a sala pegar o jornal.

Eu olho para minha mãe que fica desanimada e para de comer.

Tiro seu prato da mesa junto o meu. Ela se levanta e se prepara para lavar a louça.

Subo para meu quarto para deixa-los sozinhos.

Pego meu celular e abro meu whatsapp. Olho para a foto de minha melhor amiga Daiana, penso em clicar e contar sobre o garoto, mas decido esperar mais um tempo, pois dizem que quando se está feliz não se deve sair espalhando para todo mundo.

[...]

Notas finais
Espero que tenham gostado... Logo tem mais.