New Life

6 Capítulo Bônus - Mrs Caroline Mikaelson


Notas iniciais
Heey gente, cheguei e cheguei com muitos avisos. Pois é, devo explicações para vcs desses capitulos gigantescos, então ai vai; é o seguinte, gente, dia 22 começam minhas aulas no cursinho (vestibular, here we go again) portanto, ficara dificil (dificil porem nao impossivel) de postar com mais frequencia para vocês, então, nao querendo tortura-los decidi aumentar o tamnho dos capitulos de forma que a fic se adiante e delena fique juntos logo. Em segundo lugar, nao me matem por matt e elena, será necessario e ao contrario do que pensam, vai ajudar delena, então, nao me matem pfvr. Em terceiro lugar, VINTE RECOMENDAÇÕES COM SÓ CINCO CAPITULOS, morri, quero agradecer a Anna Salvatore, Hellen (cara,chorei com a tua recomendação), uma leitora, wendy falls amore e Letlemos pelas recomendações, MUUUITO obrigada amores e mttt obrigada pelos comentarios, amo vcs demais, nunca duvidem disso s2 ENFIM, CHEGA, VAMOS AO CAPITULO

Caroline Forbes Narrando

Exausta, era isso que eu estava, exausta. Nunca pensei que cuidar de um bebê recém-nascido fosse tão cansativo. Mesmo que Klaus estivesse sendo um pai excelente e me ajudando muito a cuidar de nossa filha, Claire só se acalmava comigo e infelizmente como estava sofrendo de cólicas frequentemente, tinha que ficar a madrugada e o dia inteiro com ela em meu colo a embalando até que suas dores passassem. Sinceramente, não via nenhum problema em passar noites e noites em claro para cuidar de minha pequena, mas a única coisa que realmente me incomodava era vê-la chorar daquela forma por dor, se fosse possível tirar todas as dores dela e passar para mim, eu faria sem pensar duas vezes, mas, infelizmente, como isso não era possível, eu apenas tentava alivia-la do incomodo.

Mas cansaços a parte, eu estava amando cada segundo dessa minha nova vida, Claire estava sendo uma experiência única para mim e eu não podia estar amando mais ser mãe. Ela era a criança mais linda que eu já havia visto e não conseguia explicar o quanto amava aquele pequeno ser, eu e Klaus erámos os pais mais babões e Claire, definitivamente, já estava sendo e com certeza seria a criança mais mimada da historia... Seus tios, irmãos de Klaus, estavam encantados com nossa pequena, e para os avós, ela tinha virado o centro do universo. Seus padrinhos, Marcos e Elena, estavam fazendo jus ao termo “tios corujas”, Marquinhos estava irreconhecível com Claire, nunca pensei que meu amigo pudesse ter um lado paternal tão forte, e Lena estava radiante com a sobrinha, ver a forma com que minha amiga tratava e cuidava de minha filha me fazia desejar ainda mais que ela conseguisse ter seu filho, sem duvidas, Elena seria uma ótima mãe.

Depois de ter passado a madrugada inteira acordada por Claire ter tido fortes cólicas durante a noite, no dia seguinte eu estava mais do que apenas exausta, então Klaus, se prontificou a ficar com nossa filha para que eu dormisse, pelo menos, por uma hora. Confesso que achei um tanto estranho ele ter feito isso, não por ter que cuidar sozinho de Claire, mas porque nos últimos dias ele estava muito estranho, andava de um lado para o outro pensativo e muito mais reservado, bem diferente do “novo” Klaus... Talvez, um dos motivos pelo qual não conseguia dormir e preferia cuidar de Claire na madrugada, era o nervosismo e receio dessa mudança repentina de Klaus, cada dia que passava, eu ficava com mais medo do que pudesse acontecer conosco, principalmente agora, que além de nossa filha ter nascido, ele ter se declarado para mim e nossa relação ter se concretizado, iria doer muito mais se, depois de tudo que passamos, nós nos separássemos e voltássemos a estaca zero...

Tentei ao máximo não pensar naquilo e me deixar descansar, mas assim que peguei no sono, um choro alto e desesperado de neném me fez despertar rapidamente.

- Desculpe, querida, mas não sei o que está acontecendo com ela... – Klaus entrou em nosso quarto com nossa filha, que chorava desesperadamente, no colo – Eu já troquei a fralda, já a coloquei de barriguinha para baixo e bem perto de mim como você faz quando ela está com cólica, mas nada a acalma, não queria te chamar, mas ela está chorando demais...

- Tudo bem, sem problemas... – sorri ainda sonolenta e me levantei da cama com lentidão – Que horas são?

- Três da tarde... – três da tarde, era a hora do mama dela... Sorri com aquele fato e então peguei Claire em meu colo.

- Ela está com fome, papai... – disse forçando uma voz infantil e então segui para o seu quarto, onde me sentei na poltrona que usava para amamenta-la – Está com fome, princesa? Está né? Tudo bem, tudo bem, eu entendo, mamãe tá aqui já... – continuei com aquele tom de voz para falar com ela enquanto abria os botões de minha blusa para colocar meu seio para fora – Pronto, amor, pronto... – a ajeitei melhor em meu colo e levei meu seio até sua boquinha para que ela começasse a mamar, instantaneamente, seu choro cessou e Claire sugava com força o leite.

Klaus assistia aquela cena encostado a batente da porta e de braços cruzados, mas depois de alguns minutos, ele saiu suspirando fundo, como se seus pensamentos não tivessem chego a um consenso. Tudo aquilo já estava passando dos limites, eu já estava agoniada e não aguentava mais ver Klaus daquele jeito, algo de errado estava acontecendo e tinha absoluta certeza que não era sobre trabalho, mas sim, comigo. Precisava tirar satisfações dessa situação porque do jeito que estava, não dava para continuar...

Então, assim que Claire praticamente secou meus dois seios e caiu no sono, eu a coloquei de volta em seu berço e fui atrás de Klaus, que estava em seu escritório, sentado no sofá e com uma xicara de café na mão.

- Klaus... – bati de leve na porta aberta, para avisar que estava entrando – Podemos conversar?

- Claro, querida, sente-se aqui... – ele se endireitou no sofá e fez sinal para que eu me sentasse ao seu lado. Caminhei um tanto hesitante até ele e me sentei ao seu lado, me aconchegando em seu abraço tomando coragem para começar a falar.

- Klaus, está acontecendo alguma coisa? Estou te achando tão estranho ultimamente, distante, pensativo... Me conte o que está havendo... Eu fiz alguma coisa? É o trabalho? – perguntei baixinho acariciando seu peito.

- Você percebeu, não é? – Klaus riu baixinho e eu assenti – É com você... – ele assumiu fazendo uma dor insuportável tomar conta de meu peito... Sabia que isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde...

- O que eu fiz? – perguntei baixinho e olhando para ele. Meus olhos já ardiam devido as lágrimas e mesmo que tentasse controla-las, minha visão já estava borrada devido a elas.

- Sabe Carol, eu sempre quis fazer tudo certo, me apaixonar pela mulher certa, apresenta-la a minha família para depois casarmos e para apenas no futuro pensarmos em filhos, mas aconteceu tudo ao contrario... – ele desabafou e sem conseguir me controlar, eu começo a chorar. Não sabia ao certo se queria que ele continuasse a falar porque sabia que quando Klaus começava a dizer algo tão sério como isso, meu coração acabava despedaçado no final – Eu me apaixonei por uma prostituta, ela engravidou de mim, eu a apresentei para minha família e só então percebi que só falta o casamento... Como disse, sempre quis fazer tudo certo, nunca imaginei que minha filha fosse ao meu casamento ou que minha noiva entrasse pela igreja de branco e com um barrigão de grávida... – ele riu baixinho – Mas agora eu vejo que deveria ter feito o certo desde o momento em que te conheci...

- Klaus... – disse baixinho quase em suplica.

- Caroline, quer casar comigo? – ele perguntou com aquele seu sorriso torto de canto de lábios e naquele instante, senti meu coração parar.

- Klaus, não brinque comigo dessa forma...

- Não estou brincando, meu amor, você quer ou não quer ser minha Senhora Mikaelson?

- É claro que eu quero, céus, é o que eu mais quero nesse mundo! – como se fosse mágica, aquelas lágrimas de tristeza e agonia transformaram-se em uma alegria que não tinha fim. Céus, eu, casando com o homem que sempre sonhei e minha família junta como deveria ser... Aquilo só poderia ser um sonho.

Klaus sorriu abertamente para mim e pegou do bolso de sua calça de moletom uma caixinha arredondada vermelha e assim que abriu, pude ver um par de alianças grossas de ouro que fizeram as lágrimas escorressem por meu rosto com ainda mais intensidade. Ele tirou uma delas, a que tinha um pequeno detalhe em uma pedra extremamente brilhosa, mas que não consegui identificar qual era devido as minhas lágrimas, de dentro da caixinha e então pegou minha mão esquerda que estava mais que tremula.

- Eu, Klaus, recebo-te por minha esposa a ti Caroline, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.

- Eu, Caroline, recebo-te por meu esposo a ti Klaus, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida – Klaus colocou a aliança em meu anelar e no instante seguinte, estávamos em um beijo extremamente apaixonado.

- Esse seu resguardo está acabando comigo... – ele disse contra meus lábios e eu ri alto ainda abraçada nele – Precisamos marcar o casamento para quando esse negocio acabar porque eu quero ter uma lua-de-mel digna com você... – comentou maliciosamente me beijando mais uma vez.

- Concordo plenamente com você! – assenti sorrindo em meio ao beijo. Céus, ainda estava incrédula com o que havia acabado de me acontecer, minhas mãos tremiam e meu coração batia acelerado demais, era muita felicidade... Eu estava, oficialmente, entrando para a família dos Mikaelsons, era tão surreal... Surreal mas ao mesmo tempo assustador, principalmente porque eles não sabiam qual era a verdadeira historia de Caroline Forbes... – E sabe de uma coisa que precisamos fazer antes do casamento?

- Marcar a data, reservar salão, igreja e tudo mais...

- Além disso, seu bobo – ri baixinho – Precisamos contar a verdade a sua família... – Klaus suspirou fundo e após alguns instantes em silencio, concordou com a cabeça – E eu queria que você me ajudasse a contar sobre isso...

- Tudo bem, querida, eu ajudo sim, mas não se preocupe com isso, ok? Eu te garanto que tudo dará certo...

- Não sei, Klaus, eu tenho medo...

- Carol, não se preocupe com isso, eles te conhecem, sabem como é seu jeito e sem falar que você trouxe ao mundo a alegria da família... Sinceramente, não há motivo para temer, confie em mim... – Klaus acariciou delicadamente meu rosto para me acalmar e depositou um beijo singelo em meus lábios – Não pense nisso, vamos apenas curtir o momento, ok? – eu assenti e encostei nossas testas.

- Eu te amo, Klaus...

- Eu te amo, minha esposa!

***
I don’t have this money

Elena Gilbert Narrando

Aquele dia não podia estar sendo pior... Como combinado, fui até a loja para acertar minha demissão tendo em mente que não seria nada fácil, mas não pensei que seria muito pior do que imaginava. Encarar Cristina, foi no mínimo humilhante, principalmente pelo fato de Bart estar na loja quando cheguei, por mais que eu tivesse feito um grande esforço para ignora-lo e agir naturalmente, era impossível não ter rancor dele. Cristina mal me olhava e enquanto tive que espera-la pegar o dinheiro de meu pagamento, seu marido insistia em reforçar a proposta que havia me feito.

Não sabia como uma pessoa conseguia ser tão ingênua e cega como Cristina, como ela não percebia que o seu imaculado marido, era na verdade, um grande tarado e que obviamente já havia a traído com milhares de mulheres? Esperava que um dia ela descobrisse tudo o que ele havia aprontado, que com certeza não era pouca coisa, e sofresse a maior decepção de sua vida. Não fazia questão que ela me pedisse perdão, porque ao julgar pelo que ela havia me feito, seu orgulho era grande demais e claramente não tinha capacidade para isso, mas ainda assim queria que ela tivesse uma grande decepção com seu marido.

Mas sem duvidas, a melhor parte da manha, além de ter recebido meu dinheiro, fora ir embora e assim que tive meu pagamento em mãos, sai daquela loja o mais rápido que consegui.

- Elena, Elena, espera… — enquanto me dirigia até o fim do quarteirão, ao longe, ouvi alguém me chamando enquanto corria para chegar a mim. Alguém... Parei onde estava e esperei que o homem que me chamava, chegasse até mim.

- Damon? O que faz aqui? – cruzei os braços e perguntei para ele friamente.

- Eu... É... Eu vim te ver... – ele respondeu sem jeito e um tanto cabisbaixo – Mas e você? Não deveria estar trabalhando?

- Deveria, mas fui demitida, então... – expliquei.

- Como assim demitida? Por quê? O que aconteceu?

- O marido de Cristina descobriu que eu era prostituta e acabou me fazendo uma proposta um tanto indecente... – semicerrei meus olhos explicando o acontecido com uma careta retorcida.

- Mas como ele descobriu? Elena, não estou entendendo nada, vamos tomar um café para que você possa me contar melhor o que aconteceu...

- Não, Damon, eu não quero ir tomar um café com você, aliás, me lembro de ter te pedido para não me procurar mais... – respondi friamente.

- Eu sei, desculpe, mas não consegui evitar, precisava te ver... – Damon se desculpou cabisbaixo fazendo meu coração praticamente murchar por ter sido tão dura com ele, ver seus olhos tristinhos daquele jeito simplesmente acabava comigo... “Não, Elena, ele não merece, mantenha-se forte” – Tudo bem, eu entendo se você não quiser tomar café comigo, mas pelo menos me conte o que aconteceu, como ele descobriu sobre a prostituição...

- Eu não sei, Damon, ele disse que alguém contou a ele, mas não tenho ideia de quem foi... Mas continuando, como eu não aceitei a proposta, ele acabou me chantageando e eu sem escolhas, tive que contar a Cristina a verdade antes que ela descobrisse tudo pelo marido... – expliquei rapidamente e por cima, terminando de relatar com um longo suspiro – Obviamente, ela não acredita em mim e disse que eu me insinuei para o marido dela, então acabou me demitindo – dei de ombros terminando a história.

- Mas isso é horrível, Elena, ele não pode fazer isso, é difamação, sabia?

- Na verdade, pode sim e não tem nada que eu possa fazer, talvez tenha sido melhor assim, vou deixar essa historia de lado e procurar outro emprego... Parece que você não é o único que acha que meu passado é um fardo pesado demais para ser superado – disse com um tom desafiador, usando suas palavras ao meu favor.

- Não, Elena, por favor, vamos conversar, não foi isso que eu quis dizer, eu sinto muito mesmo por isso, me escute, eu te imploro... – Damon disse quase suplicando, me fazendo revirar os olhos e segurou meu braço para que eu não pudesse andar.

- Não Damon, eu não quero conversar e nem te ouvir, ok? Não foi o que quis dizer, mas você disse e me magoou, pensei que tivesse aprendido com a ultima vez a não falar as coisas sem pensar... – disse rispidamente puxando meu braço de sua mão – Agora, por favor, me deixe em paz, não quero que me procure mais... – por mais que aquelas palavras doessem em mim, tinha que dizê-las, ele precisava ver que eu não era mais aquela garota de programa sem amor próprio – Olha, Damon, eu preciso ir, tenho muito que fazer, milhares de currículos para entregar e você está tomando meu tempo – sem dar chances de ele tentar me impedir de ir embora novamente, eu saio andando em passos largos, o deixando sozinho e para trás.

Me doía insuportavelmente ter que trata-lo daquela forma, acabava comigo ter que ser grossa e fria quando minha vontade era abraça-lo o mais forte que conseguisse enquanto o enchia de beijos e falava que o perdoava. Mas não podia fazer isso, mesmo que meu coração parecesse asas de um colibri em voo quando o via, minha mente lembrava-me de tudo que ele havia me dito, me impedindo de me entregar a ele.

Toda vez que o via, meu coração parecia unir aqueles milhões de cacos que havia se despedaçado, mas as rachaduras continuavam ali, tornando-se impossível sua reconstrução total... Ainda doía, mas sabia que aquilo iria passar mais cedo ou mais tarde.

Damon era algo que eu não podia pensar, por mais difícil que fosse afastá-lo de meus pensamentos, eu tinha que unir forças para me concentrar em outra coisa e focar em meus currículos, que precisavam ser entregues. Com isso em mente, diminui meus passos para pegar a pasta em que eles estavam guardados para começar a entregar, mas a maldita pasta não estava em minha bolsa, como pensava que estivesse... Inferno, não era o meu dia...

Bufei alto dando meia volta e então segui o caminho de volta ao apartamento, para pegar a bendita pasta, que ao invés de estar dentro de minha bolsa, provavelmente estava em cima de minha cama. Pelo menos, não estava longe, então não iria desviar muito a rota que imaginei fazer e rapidamente, já estava no quarteirão do local onde morava.

A rua não era muito movimentada e como sempre estava bem tranquila, ali era a divisa de bairro e centro e por mais contraditório que fosse, ela estava quase vazia. Diminuiu mais uma vez meus passos para pegar as chaves de minha bolsa, mas alguém me puxou com força pelo braço e me encurralou entre um muro.

- Sentiu saudades de mim? – a voz da pessoa fez meu corpo inteiro arrepiar e ser tomado de medo – Pensou que eu tivesse me esquecido de você, não é? Demorei, mas apareci, biscate – mesmo de cabelo raspado e olheiras fundas eu conseguia reconhecer aquele homem. O homem mais desprezível e mostro protagonista de meus pesadelos durante sete anos. Ele parecia estar acabado, sua aparência era péssima e isso apenas aumentou meu pavor.

- Logan, o que você quer? Como me achou? – perguntei com a voz tremula, me encolhendo mais contra a parede para evitar nosso contato físico.

- Soube que você deu um grande fora em meu amigo Bart, porque fez isso, querida? Desaprendeu a fazer o fazia de melhor?

- Bart? De onde você o conhece?

- Simples, Bart é um grande empresário que está interessado em fechar negocio comigo... Mundo pequeno, não é? – naquele momento tudo fazia sentido para mim, os contatos de Bart, aquele homem com quem ele conversava naquele dia, em frente a loja... Era Logan!

- Seu ordinário, foi você que contou para Bart dobre mim! – tentei afastá-lo mas ele me segurou com mais força contra o muro.

- Opa, bingo – ele riu alto – Mas qual era o problema em contar? Não vejo nenhum... Aliás, ele ficou muito feliz e animado quando soube de você...

- Porque fez isso, Logan? Eu fui demitida, sabia? Fui demitida por sua culpa...

- Ah nossa, sinto muito... – respondeu com ironia – Não, quer saber? Não sinto não, você me deu o maior prejuízo saindo do bordel daquela forma e aqui estou eu, te pagando com a mesma moeda.

- Ordinário, cafajeste, infeliz...

- Isso, xinga, xinga mais que eu adoro – ele disse entredentes em um tom de voz nada decente.

- Fala logo o que quer e me deixe ir embora – me debati em seus braços mais uma vez, mas acabei sendo prensada com mais força ainda contra a parede.

- O que eu quero? Eu quero o dinheiro que você me deve...

- Que dinheiro? Está maluco? Eu não te devo porcaria nenhuma de dinheiro!

- Ah sim você deve, se acha que eu iria deixar isso para trás e que seria fácil sair do meu bordel daquele jeito me deixando no maior prejuízo quando eu mais precisava de dinheiro, está muito enganada!

- Me deixe em paz, Logan, vá procurar outra otária para te dar dinheiro porque eu não te devo nada!

- Eu já falei que você deve e só te deixarei em paz quando me der o meu dinheiro!

- Quanto você quer?

- Dez mil dólares e a sua paz de volta...

- Dez mil dólares? O que você está louco, bateu a cabeça com força ou deve estar usando alguma droga alucinante, só pode. Eu não te devo isso e não vou te dar esse dinheiro, sequer tenho essa quantia.

- E dai? Eu não me importo, eu quero o meu dinheiro, Elena.

- Ou você é surdo ou tem déficit de atenção, será que está tão difícil de entender assim? Eu não tenho esse dinheiro, Logan, e não tenho como arrumar, estou desempregada, sem trabalho, se liga!

- Se vire, Elena, na hora de me deixar na mão você não pensou no futuro mas agora eu quero o que você me deve. Não me importo se você está desempregada, se está sem emprego então volte para o bordel porque lá o trabalho é garantido, mas o dinheiro é meu.

- Eu nunca vou voltar para a prostituição e nunca vou te dar esse dinheiro.

- Você vai sim... Ou por bem ou por mal...

- Senão vai fazer o que? Me matar? Me prender em Soho Dolls de novo? – perguntei desafiadora.

- Não, querida, te matar é um favor que eu faria, eu vou é acabar com você em outro sentido, vou tirar tudo o que você tem na vida... Começando por seu amigo bicha, aquela loirinha que também trabalhava para mim e junto com ela, aquela criança com cara e joelho, depois se ainda não me der o dinheiro, vou para aquele seu amiguinho, que nem sei se é só amigo, metido a britânico e claro, para fechar com chave e ouro, seu precioso Doutorzinho... – Logan disse lentamente e da forma mais maléfica possível. Meu corpo inteiro se arrepiou e pela primeira vez, eu senti mais do que pavor de Logan.

- Não, Logan, por favor, os deixa fora disso, eles não tem nada a ver com a historia, por favor... – pedi em desespero.

- Me dê o dinheiro que ninguém se machuca...

- Eu não tenho esse dinheiro, Logan, tenha piedade...

- Se vira, Elena, te dou uma semana para conseguir, caso ao contrario, já sabe o que vai acontecer... Ah, e nem ouse em pensar em fugir porque será muito pior para todos esses que listei... – disse ameaçador e deu um tapa de leve em meu rosto. Logan me olhou pela ultima vez para mim e então saiu, levando consigo minha paz.

Meu corpo inteiro tremia de raiva e medo, eu queria sair correndo, pegar todos que Logan havia ameaçado e então fugir para bem longe. Queria desaparecer, acabar com Logan, desejava com todas as minhas forças que algo horrível acontecesse com ele, queria que ele pagasse por todo o mal que havia feito, não só a mim, mas a todas as pessoas que já sofrera em suas mãos.

O que diabos eu tinha feito para merecer aquilo? Além de desempregada e humilhada, estava com uma enorme dívida nas costas, uma dívida que sequer era minha, e as únicas pessoas que eu tinha no mundo e que mais amava estavam sendo ameaçadas. Quando isso iria acabar? Onde eu iria achar dez mil dólares?

Eu tinha esse dinheiro, mas o guardava para faculdade e agora que estava desempregada, provavelmente iria precisar o que havia guardado em minha poupança para as despesas diárias até que encontrasse um novo emprego... Não podia dar a Logan o dinheiro que iria me ajudar no futuro, eu não devia esse dinheiro a ele e era injusto lhe dar o que juntara durante anos e anos...

Minhas pernas tremiam e eu tive que usar a pouca força que me restava para chegar e entrar em casa. Subi as escadas até o terceiro andar com muito esforço e assim que entrei na sala e fechei a porta atrás de mim, minhas pernas padeceram e eu escorreguei encostada a porta até cair sentada no chão, onde derramei todas as lágrimas de desespero, que insistiam em me incomodar.

- Elena? – a voz fina de meu amigo ecoou de seu quarto e por não obter resposta, o dono dela veio atrás de mim – Lena, o que houve? – Marcos perguntou preocupado, aproximando-se de mim e a agachou-se ao meu lado para me acolher em seus braços – O que houve, meu anjo? Foi Damon? – neguei com a cabeça sem conseguir encontrar minha voz para falar – Cristina? Bart? – neguei mais uma vez – Então quem foi?

- Logan... – respondi entre soluços tentando me acalmar para poder explicar o que havia acontecido.

- Isso, se acalme e me diga o que aconteceu...

- Foi ele que contou para Bart sobre a prostituição e agora ele veio atrás de mim e disse que eu devo a ele dez mil dólares...

- Ué, mas é só não pagar, fácil assim.

- Não é tão simples... Ele disse que se eu não pagasse... – suspirei fundo – Ele ameaçou você, Caroline, Claire, Matt e até Damon, ele sabe que vocês são as coisas mais importantes da minha vida... Não sei o que faço, Marcos, eu tenho o dinheiro, mas é para a faculdade, não posso dar a ele assim, porém não vejo outra saída...

- Não, Lena, você não pode dar o dinheiro de sua faculdade, não é justo! E se você o denunciasse? Se a polícia descobrisse, isso tudo iria acabar...

- Mas e se ele descobre que eu o denunciei, ele acaba com todos vocês, não posso arriscar.

- Ele e deu algum prazo para entregar o dinheiro

- Uma semana...

- Nós vamos conseguir, você vai ver, Lena, vamos pensar em um jeito, ele não pode levar o seu dinheiro dessa forma.

- Eu não sei, Marcos – o abracei mais forte – Nunca vou me perdoar se algo de ruim acontecer com vocês... – meus braços se estreitaram em volta da cintura de meu amigo em apenas pensar na tamanha tristeza que seria se eu os perdesse – E Claire, até Claire que é apenas um bebê...

- Lena, olhe para mim – Marcos nos colocou de pé e então pegou meu rosto com delicadeza com as duas mãos, me forçando a olhar em seus olhos azuis esverdeados – Escute o que eu estou te falando, nada vai acontecer... A justiça tarda mas não falha – meu amigo segou minhas lágrimas e olhando em seus olhos, fui me acalmando aos poucos, mas não totalmente.

- Eu preciso ir... Preciso procurar emprego, preciso me mexer – disse rápido enquanto olhava para os lados, procurando minha pasta com os currículos.

- Não não, não posso deixar que você saía nessas condições...

- Marcos, eu preciso encontrar um emprego, preciso de dinheiro!

- Não, hoje não, Elena, com que cabeça você vai sair assim? Sem condições... Fique em casa, pelo menos pela parte da manhã e de tarde você vai.

- Marcos... – relutei.

- Tem como você me obedecer ao menos uma vez? Por favor, Elena, vãos ficar a manhã junto assistindo alguma coisa e de tarde você vai, esfrie sua cabeça... – Marcos me olhou nos olhos implorando para que eu ficasse – Preciso da companhia da minha melhor amiga nesse dia tedioso de frio... – ele disse manhosamente com um beicinho nos lábios.

- Isso é jogo baixo!

- Por favor... – Marcos continuou me olhando daquela forma e eu revirei os olhos, cedendo. Ele soltou um gritinho em comemoração e então me puxou para o sofá, onde me colocou deitada em seu colo para que conseguisse mexer em meus cabelos, como sempre fazia – Tudo vai ficar bem, Lena, eu te juro, nós vamos conseguir vencer essa, sempre conseguimos, minha guerreira...

- Assim espero, Marquinhos – disse baixinho enquanto meu amigo acariciava meus cabelos da forma que só ele sabia fazer.

Enquanto as imagens passavam na tela da televisão, minha mente voou e aos poucos fui me entregando ao que os carinhos de Marcos causavam em mim...

Eu estava sozinha em uma praia, não sabia onde era, mas de fato, o lugar era muito bonito. Do topo de uma das pedras mais altas, eu via o movimento do mar e escutava o som que ele fazia ao ter suas ondas se quebrando e batendo contra as pedras, fazia frio e o vento gelado e com maresia batia em meu rosto secando as lágrimas que escorriam em minha face. O lugar ela lindo, mas não me trazia a paz que procurava... Do topo daquela pedra, tinha absoluta certeza qual seria meu fim se me jogasse de lá e era esse fim mesmo que queria.

Eu não tinha mais nada, estava desempregada, o homem que amava havia me humilhado, meus bebês morreram e para completar, estava prestes a perder tudo o que tinha de mais valioso em minha vida... Do que me restava viver? Nada...

Suspirei fundo e antes que eu pudesse tomar impulso para me jogar lá de cima, uma mão quente e macia tocou suavemente meu braço. Virei-me lentamente para ver quem era e atrás de mim, estavam as duas pessoas que jamais pensei que fosse ver novamente.

- Mãe? Pai?

- Não faça isso, minha pequena... – minha mãe disse quase em suplica.

- Mãe, pai, são vocês mesmo? – perguntei entre lágrimas.

- Sim, princesa, somos nós – meu pai disse com um sorriso angelical nos lábios e sem aguentar, eu cai de joelhos na pedra, chorando de alegria por estar junto com eles novamente. Os dois se ajoelharam ao meu lado e me acolherem em seus braços, me deixando entre eles como costumavam a fazer quando estavam vivos.

- Eu não acredito que estão aqui, vocês não têm ideia o quanto eu senti falta de vocês... – disse entre lágrimas me aninhando nos braços dos dois. Era incrível como aquilo era real, eu sentia exatamente o cheiro dos dois e o calor de seus corpos me envolvendo... Era tão bom estar ali nos braços deles de novo, tão aconchegante, reconfortante... Era como se eu estivesse em casa novamente, como se eu tivesse voltado a ser criança e sentisse aquela segurança de quando me juntava aos dois de madrugada por estar com medo de um pesadelo ou dos relâmpagos do lado de fora.

Pesadelo, sim, tudo isso tinha sido um pesadelo e eles continuavam vivos... Só podia ser, tinha que ser.

- Nós sabemos, Lena, estamos com você esse tempo todo, nunca te deixamos, filha – minha mãe disse calmamente, acariciando meus cabelos.

- Foi um pesadelo, não é? Foi tudo um pesadelo, um pesadelo muito longo, mas que finalmente acabou, me digam que foi isso, por favor!

- Não, pequena, foi tudo verdade, sinto em lhe dizer, mas não posso mentir, foi tudo verdade... – papai confessou tentando me acalmar com seu habitual carinho em minhas costas.

- Não acredito... – disse entre lágrimas – Porque isso tudo teve que acontecer? Por quê? Eu não aguento mais, não tenho mais forças para seguir em frente, cansei de ficar de pé enquanto tudo o que eu faço acaba me derrubando. Não consigo mais...

- Consegue sim, princesa, você é forte, você é mais forte do que imagina – meu pai disse mais uma vez e eu neguei com a cabeça.

- Você é, pequena, você é uma guerreira, olhe para trás e veja tudo o que você já passou, não desista agora, já está no fim, já está acabando... Você consegue, meu amor, sempre conseguiu! – mamãe completou calmamente.

- Me desculpem, me desculpem por não ter sido a filha que vocês queriam ter, sei que devem ter desgosto de mim por eu ter virado prostituta e realmente, os entendo, mas me perdoem, só peço isso... Eu não tive escolhas, eu não tinha nada, vocês se foram e meu mundo acabou, me desculpem, me desculpem, por favor...

- Hey ei, Elena, olhe para mim, filha – ela pegou meu rosto e levantou na altura dela e de meu pai para que pudesse ver os dois ao mesmo tempo – É claro que nós te perdoamos e em momento nenhum sentimos vergonha ou desgosto de você, muito pelo contrario, você é o nosso orgulho, filha, sempre vai ser. Olhe só, você passou por cima de tudo de cabeça erguida, olhe aonde chegou, minha filha.

- Estava escrito para ser assim, princesa, e nós sempre estivemos ao seu lado – papai completou sorrindo.

- Não desista agora, pequena, você tem um futuro lindo pela frente, continue firme que o seu lugar ao sol chegará, só basta aguentar mais um pouco...

- Mãe, eu não consigo, eu não sei o que fazer!

- A resposta virá e mesmo que pense que ao contrario, sempre vamos estar ao seu lado para provar... – meu pai segurou minha mão com força.

- Eu amo vocês, amo muito, muito vocês! – assumi ainda chorando. Eu estava no paraíso, só podia ser.

- Nós também, amor...

- Vocês iam ser avós, sabiam? Mas mais uma vez eu falhei e não consegui segura-los...

- Sim, nós sabemos – mamãe assentiu sorridente – Deus dois filhinhos são dois anjinhos aqui no céu e assim como nós, estão orgulhosos de terem sido seus, mesmo que por pouco tempo.

- Tudo dará certo, princesa... – meu pai suspirou e os dois me abraçaram mais uma vez.

- Elena, Lena, acorde, foi só um sonho, anjo...

***

Things that I miss
(música para o capítulo; https://www.youtube.com/watch?v=EfxTsn3fvqw)

Damon Salvatore Narrando

Recusado, recusado mais uma vez… Acho que merecia tudo o que Elena estava fazendo para mim e ainda mais, mesmo que estivesse doendo tudo o que ela havia dito e a forma fria que me tratara, tinha plena consciência de que ela não iria me perdoar com tanta facilidade como da primeira vez em que brigamos.

“Eu te disse para nunca mais me procurar, disse para esquecer-se de mim e disse também que não ia te perdoar e eu não vou te perdoar. Lembro-me de tudo o que disse para mim naquela noite e você não faz ideia o quanto aquilo me magoou, fico me perguntando o que passa em sua cabeça para ter me procurado depois daquela humilhação que você me fez passar... Tudo o que você faz é me machucar, Damon, será que não percebe o quanto acaba comigo toda vez que você fala as coisas sem pensar e depois vem correndo atrás de mim arrependido?”

Se tivesse tortura pior do que lembrar-me daquelas palavras, eu desconhecia... Tinha plena consciência de que havia sido um estupido com Elena, mas ouvir de sua boca aquilo fora pior que uma surra. Me doía, acabava comigo saber que tinha a magoado daquela forma, tinha vontade de me bater ao pensar que não havia lhe dado apoio necessário quando ela perdeu nosso bebê e pior que isso, ter duvidado que aquele filho era realmente meu. Se ao menos pudesse voltar ao tempo e concertar todo o mal que lhe causei, se me dessem, pelo menos, uma chance e impusessem condições para que eu a conseguisse de volta, absolutamente faria tudo, sem sequer pensar duas vezes.

“Não, Damon, eu não quero tomar um café com você e lembro-me de ter te pedido para não me procurar mais...” “Agora, por favor, me deixe em paz, não quero que me procure mais, ok? Olha, Damon, eu preciso ir, tenho muito a fazer, milhares de currículos para entregar e você está tomando o meu tempo.”

Se eu conseguisse fazê-la me ouvir, se ela soubesse o quanto a amo e sinto sua falta... Nossa historia não podia ter acabado, um amor dessa imensidão não podia ser simplesmente desperdiçado, nós tínhamos que ter outra chance e eu precisava reconquistá-la, iria fazer de tudo para conseguir, mesmo que ainda não fizesse ideia de como começar...

O pior de tudo não era apenas lembrar-me do que Elena havia dito, mas sim lembrar-me de suas palavras, de nossos momentos juntos enquanto sentia o seu cheiro ali comigo... No fundo de meu closet, em uma gaveta, tinha encontrado um de seus lenços favoritos que ela usava com frequência, e impregnado no tecido estava seu perfume misturado com o cheiro perfeito de sua pele. Mesmo que aquilo fosse masoquismo, desde que encontrara aquele lenço em minhas coisas, não consegui me livrar dele, ele me fazia senti-la tão, mesmo sabendo que ela estava totalmente fora do meu alcance...

O cheiro adocicado mas ao mesmo tempo forte e marcante de seu perfume fazia minha mente viajar, o cheiro que eu mais amava sentir durante o sexo e que, independente do frio, fazia não só meu corpo, como minha alma inteira se esquentar... E ali estava eu usufruindo da minha droga favorita e intensificando ainda mais as crises de abstinência que já vinha sofrendo...

Se fosse preciso fazer uma lista das coisas que mais sentia falta, obviamente Elena e tudo o que ela trazia consigo iriam predominar... Seu cheiro, sua pele, seu sorriso encantador e a risada mais contagiante e gostosa de ouvir que já havia ouvido em toda minha vida. Sua voz levemente rouca ao me chamar e gemer por mim quando fazíamos amor, o jeito que me beijava e que me olhava como se visse minha alma, como se declarasse todos seus sentimentos em um só olhar. Até as pequenas coisas eu sentia falta, de seu sorriso e o jeito sonolento ao acabarmos de acordar, da felicidade e brilho em seus olhos ao descobrir que estava esperando um filho nosso, da forma que ela cuidava e se preocupava comigo.

“They’re all part of the list things that I miss, things like your funny little laugh or the way you smile or the way we kissed. What I noticed is this I come up with something new every single time that I sit and reminisce.”

Cada dia que passava era um fardo que carregava, eu precisava dela ao meu lado, precisava dela comigo... E dessa vez não era apenas para sexo, mas sim para ter minha morena dos olhos marcantes, minha pequena tão indefesa que nunca tivera nada na vida, comigo. Tinha raiva de mim, no momento em que ela mais precisou, eu a deixei, a larguei e quando tive oportunidade de ter algo sério, de construirmos uma família e firmarmos uma relação, eu acabei com tudo... Ah minha morena, como eu estava sentindo sua falta... Sentia meu corpo inteiro pedindo por seus toques, meu inconsciente almejando sua companhia...

“The way your sweet smell lingers when you leave a room, stories you tell as we lay in bed all afternoon. I dream of you now every night in my mind is where we meet, and when I’m awake staring at pictures of you sleep… Touching you face, invading your space…”

Eu só precisava mostrar a ela o quanto me importava e me preocupava com ela, lembro-me que no inicio de tudo, eu cuidara dela quando Logan a agrediu e de ter sido apenas eu mesmo com ela, a levei para jantar, a trouxe até minha casa e fui compreensivo, mostrei o quanto queria que déssemos certo, então era isso que eu iria fazer... Primeiro, iria ajuda-la com um emprego, pois sabia o quanto um trabalho digno era importante para Elena e não queria, de jeito nenhum, que ela voltasse para a prostituição.

Em minha carteira estava o cartão de Jeff, um senhor cuja filha fora minha paciente há um mês e que eu havia salvado a vida de um grave câncer de mama que ameaçava se espalhar por outras partes de seu corpo. Ele, por ser viúvo e ter apenas a filha e a neta, ficou mais do que grato por eu ter salvado a vida de sua filha e insistiu em pagar a quantia que fosse para mim por isso, obviamente eu recusei, não só por ser algo imoral e contra as normas da medicina, mas também porque era completamente injusto, afinal, o tratamento não fora barato e eu havia recebido por tê-la curado. Mas agora, via uma oportunidade perfeita para ele me ajudar... Jeff era dono de uma grande loja de decoração e ai estava uma grande possibilidade de um futuro emprego para Elena.

Sem esperar mais um segundo sequer, eu tiro de minha carteira o cartão de Jeff e disco seu número rapidamente.

- Alô... – ele atendeu com rapidez a ligação e eu sorri abertamente por aquilo.

- Jeff? Aqui é Damon, Damon Salvatore, lembra-se de mim?

- Claro que lembro Doutor Salvatore, a que devo a honra de sua ligação? Está tudo bem com o Senhor?

- Sim, está tudo bem sim e o Senhor? E sua filha como está?

- Estamos ótimos, saudáveis como um cavalo!

- Que ótimo, muito bom ouvir isso... – sorri de leve e então prossegui – Me diga uma coisa, acho que vou precisar daquele seu “pagamento”, ele ainda está de pé?

- Mas é claro que está, o Senhor salvou a vida da minha filha e eu lhe devo muito por isso, mas me diga, quanto o Senhor quer?

- Não, imagine, só fiz minha obrigação como médico e esse “pagamento” é um favor e estou lhe pedindo como amigo mesmo...

- Me diga o que é e farei tudo possível para ajuda-lo.

- É o seguinte, uma grande amiga minha está desempregada, ela tem uma historia de vida muito triste e precisa de dinheiro para a faculdade. Teria como você emprega-la em sua loja? Sei que não é conveniente pedir algo assim, mas eu tenho um carinho muito grande por ela e queria poder ajuda-la.

- Damon, você falou com a pessoa certa! Se possível, podemos almoçar juntos amanha e você me conta mais sobre essa sua amiga, o que acha? Mas o emprego é dela!

- Nossa, muito obrigado, Jeff, muito obrigado mesmo! – respondi extremamente aliviado.

- Não precisa agradecer, é o mínimo que eu posso fazer depois do que fez para minha filha... Nos encontramos no Daniels amanhã ao meio dia, o que acha?

- Perfeito! Muito obrigado, Jeff, de verdade!

­- Imagine Doutor!

- Então, até amanhã... Tenha uma boa noite! – eu me despedi rapidamente de Jeff e então desliguei a ligação.

O emprego já era dela! Saber que Elena já estava empregada me deixava muito mais aliviado, queria poder ajuda-la de outra forma, mas do jeito que ela era orgulhosa, nunca aceitaria alguma ajuda financeira vindo de mim, então nada melhor que levar o emprego a ela e lhe dar o dinheiro de outra forma. Estava otimista com isso e uma chama pequena de esperanças se acendeu dentro de mim, eu devia muito a Elena e um emprego era o mínimo que podia fazer naquele momento. Queria concentrar todos os danos que havia lhe causado e era isso que iria fazer...

Com seu lenço na mão, eu inalo seu perfume mais uma vez e bebo em um só gole o restante do uísque duplo que estava bebendo antes de ligar a Jeff. Pouco me importava em estar abusando da bebida naqueles últimos dias e antes mesmo da bebida ter descido, eu encho meu copo novamente.

- Bebendo de novo a essa hora, Damon? – sem que eu ouvisse o elevador avisando que havia chego alguém em meu apartamento, Annabelle me pega totalmente desprevenido enquanto afogava minhas magoas em álcool.

- E você cuidando da minha via e sendo intrometida onde não é chamada de novo, Annabelle? – perguntei fria e ironicamente com um sorriso torto.

- Não vim aqui por você, vim aqui por Emily – disse com descaso.

- Então porque você não entrou e passou reto como se eu não existisse? E, aliás, boa sorte em falar com Emily, ela não quer nem saber de você...

- Eu não acredito ainda que você deu escândalo por causa de Thomas!

- E eu não acredito ainda que você me contou dele – disse rispidamente tomando minha bebida em um só gole de novo e repousei com força o copo de vidro na bancada – Você fez minha filha passar por um constrangimento desnecessário.

- Ah sim, agora você está achando ruim eu ter te contado... – rebateu com deboche.

- Sim! Eu preferia não ter conhecimento da vida particular e dos segredos de Emily. Sério, Annabelle, foi ridículo o que você fez.

- Ridículo mesmo é ver você enchendo a cara enquanto segura o lenço daquela prostituta. Francamente, Damon, se dê o valor, não acredito que sente falta daquele estorvo – não conseguia ficar em silêncio enquanto ouvia minha própria irmã falar mal da mulher que eu amava.

- Cala boca, Annabelle, cala boca! – eu disse alto e rispidamente – Eu não admito que você fale mal de Elena dessa forma! Sabe o que é ridículo? Ridículo mesmo é você ter sido traída por Jeremy com uma prostituta e ter o perdoado, se dê o valor você, Annabelle, nada te difere de mim ou Elena – olhei sério para ela, mas não a deixei responder – E para o seu conhecimento, eu amo Elena, a amo! – enfatizei as duas ultimas palavras e senti como se um peso tivesse saído de minhas costas, estava mais leve por ter dito tudo aquilo a ela e por ter admitido que amava Elena.

Anna estava surpresa, sem conseguir encontrar palavras para me responder, eu nunca havia falado daquela forma com ela antes e provavelmente, ninguém, nunca tivesse sido rude com ela em todos seus vinte e três anos de vida. E esse fora um dos grandes problemas, sempre passaram a mão em sua cabeça por ela ser a mais novas e a única filha mulher.

- O que está fazendo aqui, tia? – Emily apareceu na sala quebrando aquele clima tenso que havia se formado entre nós.

- Vim conversar contigo, meu anjo... – Annabelle dirigiu sua atenção a minha filha, que estava parada atrás de nós com os braços cruzados.

- Não quero falar contigo... – Emily respondeu friamente me fazendo rir por dentro.

- Por favor, Emms, me escute...

- Eu não vou te escutar, eu não quero te escutar e nem te entender. Porque você fez isso, tia? Você sabe como meu pai é, eu confiei em ti!

- Desculpe, Emily, de verdade, eu não pensei que você fosse se importar por eu ter contado e sinceramente, ainda não vejo problema nisso...

- Como assim você não vê problemas? Será que não vê o transtorno e o surto que você causou? – Emily perguntou magoada – Sabem de uma coisa? Eu sinto falta de Elena, sim, sinto mesmo. Se eu tivesse contado isso a ela, obviamente ela teria guardado meu segredo e sabe tia, eu estava gostando de Elena, estava começando a me acostumar com a ideia de que ela iria me dar um irmão, mas você e Jeremy me fizeram ver uma pessoa que tenho certeza que ela não é, mas agora ela se foi, como tudo na minha vida e mais uma vez eu estou sozinha... – Emily desabafou, disse tudo o que provavelmente estava trancado em sua garganta e era visível o quanto ter feito aquilo tinha a aliviado – E, por favor, tia, vá embora, eu estou muito triste com você...

- Eu... Eu sinto muito, Emms... – minha filha apenas balançou a cabeça negativamente e voltou para o seu quarto.

- Você ouviu o que ela disse, Annabelle – suspirei fundo e segui para o quarto de Emily. Mesmo que ela ainda estivesse chateada comigo pela crise de ciúmes do dia anterior, não podia deixa-la sozinha naquela situação. Ficar sozinha era o que minha filha menos precisava naquele momento.

A porta do quarto dela estava entreaberta e eu conseguia ouvir Emms chorar baixinho abraçada em uma de suas almofadas. Bati de leve na porta para avisar que estava entrando e caminhei lentamente até sua cama, onde me deitei ao seu lado e puxei seu corpo pequenino e delicado para mim.

- Você não está sozinha, filha, nunca esteve, estou aqui contigo... – a abracei forte e ela se aninhou em meu peito – Me desculpe por ontem, me desculpe pela crise ridícula de ciúmes, mas é difícil para mim pensar que essa coisinha aqui – estreitei meus braços em sua volta – Está crescendo e beijando na boca – ri baixinho fazendo uma careta e ela me imitou ainda chorando – Me desculpe por tudo, filha, me desculpe por não ser o suficiente para você, por não ser o pai perfeito, mas eu te amo demais, meu anjo, nunca duvide disso. Sei que sente falta de Elena e farei de tudo para trazê-la de volta para nós...

- Pai, você é o melhor pai do mundo e eu te amo muito, sabia disso? – ela disse entre lagrimas e me abraçou mais forte, meu coração ficou pequenino com sua confissão e eu sorri deslumbrado – Você a ama, não é, pai? – Emily perguntou olhando para mim e secando as lágrimas de seu rosto.

- Amo, filha, amo muito... – assumi com um suspiro fundo – Mas me diga uma coisa, desde quando você virou team Elena? – ri baixinho fazendo cócegas na região perto de suas costelas.

- Eu parei para pensar e percebi que ela te faz muito bem e Jenna me ajudou a ver o outro lado da moeda sobre a prostituição e toda a historia de Elena, então juntei tudo o que ela fez por mim e agora vejo que realmente gosto dela.

- Wow, que evolução, estou orgulhoso de ti, pequena.

- E sabe, pai, eu não iria me importar em tê-la como madrasta – riu me olhando de forma sugestiva.

- Ah como eu queria que as coisas fossem fáceis assim, meu amor, mas farei de tudo para trazê-la de volta.

- Eu sei que você vai conseguir, vocês se amam.

- Assim espero, Emms...

Notas finais
E ai gostaram? Me empoguei de novo no tamanho do capitulo, mas enfim... Então o que acharam de Klaroline? De delena? Do logan? Do sonho da lena com os pais? E o pov do Damon? A musica? A GRANDE ajuda do Damon com a lena? A briga DamonxAnnabelle, AnnabellexEmily? E a emily assumindo que gosta da lena? Bom, o proximo capitulo sinto que vcs vão amar, mas nao posso falar o porquê hehe Comentem e recomendem amores, amo vcs