New Life
21 Capítulo 20 - Here comes the bride
Notas iniciais
A marcha nupcial ecoou alta pela igreja fazendo a atenção de todos os poucos convidados virarem para a porta traseira do local, Klaus esperava inquieto no altar e pelo seu olhar conseguia perceber o quão ansioso estava. Assim que as portas se abriram não apenas os olhos de Klaus, como os meus também, encheram-se de lágrimas ao encarar aquela mulher deslumbrante vestida com vestido branco, bem justo ao corpo e tomara que caia com predarias por todo ele, sustentando um sorriso lindo nos lábios com um buquê de rosas vermelhas em mãos e ao seu lado, nosso fiel amigo, irmão de coração, Marcos, que usava uma gravata com o mesmo tom de vermelho que as rosas do buquê que ela segurava.
Era indescritível a emoção de vê-la entrando por aquela igreja extremamente feliz e realizada, depois de tudo o que havia sofrido, depois de tempos extremamente difíceis ao lado de Klaus ela finalmente estava se casando com o homem de sua vida e eu não conseguia estar mais feliz por ela. Parecia que um flashback se passava em minha mente naquele momento desde o primeiro momento em que eles se conheceram até os dias de hoje, me lembrava de todas as noites em claro após sairmos da boate que ela passava chorando por Klaus tê-la magoado, dos suspiros apaixonados dela, da alegria de minha amiga quando ele finalmente se declarara... Ela estava tão feliz, tão completa e era como se eu dividisse tal sentimento com ela.
De seus olhos claros era possível ver o acumulo de lágrimas enquanto aquele percurso da porta ao altar era percorrido e eu sabia que sua felicidade só estaria completa se certa pessoa estivesse ali no lugar de nosso amigo, guiando-a até o altar... Cerca de duas semanas antes do casamento acontecer, Caroline sob pressão de Klaus decidira procurar seu pai para tentar conversar com ele, chama-lo para seu casamento e de uma vez por todas resolver o passado desentendido; no início tudo estava dando certo, Carol apresentou Claire para o avó e os três pareceram se entender até então mas o problema aparecera quando Bill perguntara a Caroline onde ela havia estado durante os últimos oito anos. Minha amiga, por sua vez, sem querer mentir para arrumar futuros problemas, tomou coragem e disse a verdade sobre a prostituição e sobre como conhecera Klaus e seu pai, por ser extremamente religioso, não aceitou o fato de sua filha ter sido prostituta e a insultara sem pensar duas vezes e obviamente a colocou para fora de casa pela segunda vez sem nenhum ressentimento.
Quando Caroline havia me dito que iria atrás de seu pai ela tinha consciência de que as possibilidades de ser aceita eram mínimas e não iria se magoar tanto caso fosse rejeitada, e foi justamente isso o que acontecera, obviamente minha amiga ficara triste pelo seu próprio pai ter falado absurdos a ela mas ela tinha em mente que não dependia dele e que aquilo era uma pagina virada em sua vida, então com muito esforço e ajuda minha, de Marcos e Klaus, ela reergueu a cabeça e decidiu colocar de lado os “Forbes” para oficialmente virar uma “Mikaelson” e fazer o grande pedido a nosso amigo para que ele entrasse na igreja com ela. Sem duvida alguma ele aceitou mas apenas após termos de quase termos que leva-lo ao hospital por pensarmos que ele fosse ter um ataque cardíaco e um choro histérico de felicidade de trinta minutos seguidos.
Ao finalmente chegar ao altar e que Marcos deu a mão de Caroline a Klaus, os dois se viraram de frente e o Padre começou a falar. A cerimonia foi rápida e extremamente bonita, os dois se entreolhavam e era visível a felicidade e o amor que os olhares transpassavam, os votos foram feitos fielmente e na hora da troca de alianças, Dona Esther levou Claire até o altar que tinha as alianças dos pais presa em seu vestido. Ao fim da cerimonia, após a habitual chuva de arroz e foto na saída da igreja, seguimos para onde seria realizado o jantar e a festa de casamento, o lugar era um tanto afastado e era famoso por realizar grandes eventos da família, era incrivelmente lindo e de ótimo gosto, tinha uma estrutura parecida com a de uma casa mas por dentro era exatamente como um salão de festas. Ao redor da casa era iluminado e mais aos fundos, onde havia um jardim bem cuidado e bancos de praças reservados era mais escuro como se desse mais privacidade.
O lugar era enorme, a decoração estava incrível com velas acesas, rosas vermelhas, pétalas de rosas, castiçais e enfeites sobre a mesa de cristais fazendo jus ao lugar dando aquele toque rebuscado e sofisticado. Aos poucos os convidados foram chegando e a medida que eles se sentavam ia reconhecendo alguns rostos conhecidos que eu não conseguira ver na igreja; a mesa ao lado estava alguém que eu realmente não esperava ver principalmente acompanhada de tal pessoa; Rebekah e Matt, juntos, sentados de braços dados e logo ao lado, mexendo no celular Vicki.
– Como assim vocês foram convidados e eu não sabia? – parei em frente a mesa deles com a mão na cintura e chamei a atenção dos três.
– Elena! – Vicki sorriu abertamente e levantou-se da mesa com rapidez – Oh meu Deus como é bom ver um rosto conhecido! – ela veio até mim e me abraçou forte.
– Como é bom ver você! – respondi correspondendo o abraço – Você sumiu, onde esteve?
– Em casa, na faculdade... – ela respondeu sorrindo e dando de ombros – Mas e você? Como está o Soho Dolls?
– Sinceramente? Eu não faço ideia... – respondi dando de ombros e olhei para o lado, sorrindo e piscando para Damon – Sai de lá faz muito tempo...
– Está brincando não é? – balancei minha cabeça negativamente – Oh céus isso é ótimo! – ela sorriu me abraçando mais uma vez – Mas então, senão me falha a memoria, esse é aquele moreno de quem você tanto falava não é?
– Espero que sim... – Damon riu baixinho passando o braço em minha cintura e eu apenas abaixei a cabeça sentindo meu rosto corar.
– Sim, é ele sim. Vicki esse é Damon, Damon essa é Vicki, ela trabalhou no Soho Dolls por um tempo...
– Prazer em conhecê-lo, Damon! – Vicki sorriu educadamente para o homem ao meu lado e piscou maliciosamente para mim.
– É bom conhecê-la, Vicki! – Damon respondeu igualmente educado.
– Hey, Marcos está sentado a mesa ao lado conosco, porque você não se junta a nós?
– Seria ótimo! – ela assentiu sorrindo.
– Eu vou falar com Rebekah e em um segundo estou de volta – sorri para ela e voltei minha atenção ao casal que conversava a mesa – Vocês dois são dois ingratos sabiam disso? Eu uno o casal e nem para contar ao cupido que ele foi bem sucedido, estou muito magoada...
– Lena! – Rebekah sorriu abertamente para mim.
– Wow você parece ótima!
– E estou... – ela suspirou fundo – Finalmente consegui sair do Soho Dolls e pagar as dívidas da minha família, minha mãe está bem, meus irmãos estão bem, eu estou bem... Tudo está ótimo!
– Você conseguiu? Está brincando?
– Na verdade não fui exatamente eu quem consegui, foi Matt quem pagou para mim... – ela entrelaçou seus dedos aos de Matt e sorriu carinhosamente ao meu velho amigo.
– Wow... – sem saber o que falar, olhei para Matt extremamente surpresa – Matt isso foi muito legal de sua parte, de verdade... Você não estava indo embora para Londres?
– Eu estava, mas parece que encontrei um motivo para ficar... – ele deu de ombros e depositou um beijo sobre o torso da mão de Rebekah me fazendo sorrir deslumbrada com aquilo.
– Nossa... – soltei um riso um tanto atônito e encarei aqueles dois extremamente felizes juntos – Vocês dois têm muito a me contar... Querem se juntar a nós na outra mesa?
– Hm, muito obrigada mas acho que não, Lena, senão nos leva a mal acho que preferimos ficar aqui sozinhos... – Rebekah respondeu mordendo o lábio inferior e corando levemente.
– Tudo bem vocês dois, eu entendo! – sorri maliciosamente para eles – Qualquer coisa estaremos na mesa ao lado... – sorri para ele me despedindo e Damon passou o braço possessivamente em volta de minha cintura para voltarmos a mesa – Pronto meu amor, agora você já pode parar de sentir ciúmes de Matt...
– Isso nunca! – ele riu me puxando mais para si e assim que chegamos a mesa, todos pareceram ter desviado o assunto devido a nossa presença.
– E então, sobre o que falavam? Não precisam desviar o assunto só porque chegamos! – disse de modo divertido fazendo Marcos revirar os olhos como se estivesse se dando por vencido.
– Estávamos falando que você e meu pai deveriam fazer um irmão para mim, que eu nem iria ligar os barulhos estranhos que você faz de noite... – Emily respondeu com descaso e dando de ombros me fazendo corar terrivelmente me deixando sem ter o que responder – Mas então eu falei que vocês me responderam que não é tão fácil e tudo aquilo que falamos hoje de manhã...
– “Nós não transamos quando Emily está em casa” “Eu e Damon somos cuidadosos” estou vendo o quanto vocês são cuidadosos...
– Marcos! – o repreendi o fuzilando com o olhar e de relance pude ver Emily e Damon segurando o riso.
– Aliás, que bom que terminaram esse assunto! – sorri presunçosamente e um tanto aliviada.
– Hm, falando nisso, você viu como Vickinha está ótima, Lena? Para mim isso é cheiro de macho, conte tudo para nós, Vicki!
Rapidamente fomos entretidos no assunto de Vicki sobre tudo o que acontecera em sua vida e sequer vimos o tempo passar. Minha amiga parecia estar bem, segunda ela seu tratamento continuava mas desde que saíra da clinica estava limpa, a faculdade de fisioterapia estava ótima e ela parecia estar gostando cada vez mais do curso, seus pais continuavam presentes, a apoiando e a ajudando com a dependência química e como bônus, estava saindo com um de seus colegas de turma que pelo que dizia parecia gostar bastante dela. Assim que Klaus e Caroline chegaram, o jantar fora servido e enquanto as pessoas comiam, conversavam e bebiam, os noivos junto com Claire iam cumprimentar os convidados de mesa em mesa.
– E por ultimo mas não menos importante... – Caroline sorriu abertamente chegando perto de nossa mesa.
– Noiva! – sorri de volta para ela e me levantei para recebê-la.
– Lena! – ela sorriu vindo em minha direção e como Claire estava no colo de Klaus, Caroline não hesitou em me abraçar – Ah como é bom ter você aqui, amiga!
– Como se eu não fosse vir... – correspondi seu abraço – Você está tão linda, está tudo lindo, parabéns Caroline!
– Obrigada! Argh nem me fale senão eu vou começar a chorar, eu estou tão feliz que você não imagina o quanto!
– Da para ver em seus olhos, Carol... É inacreditável tudo isso, parece até mentira, depois de tudo o que aconteceu... Te ver entrando naquela igreja vestida de branco me fez chorar como um bebê! – disse choramingando e sequei minhas lágrimas que insistiram em se acumular nos cantos de meus olhos – Você sabe que mais do que ninguém nesse lugar eu te desejo toda a felicidade do mundo, não é mesmo?
– Oh meu Deus você vai me fazer borrar a maquiagem! – Caroline riu em meio a lágrimas – Você sabe que em breve será o seu, não é mesmo? Que em breve um bebezinho vai crescer em sua barriga e tudo o que você mais deseja vai se realizar... Aos poucos tudo vai acontecer, não importa a ordem mas vai acontecer, eu acredito nisso, veja só você não está com o homem que ama ao lado e com um sorriso radiante, de um modo que eu nunca vi antes, estampado no rosto? Eu lhe desejo tudo em dobro, Lena! – ela sorriu carinhosamente para mim enquanto nossos olhos enchiam-se de lágrimas que escorriam pelos cantos de nossos olhos e mais uma vez nós nos abraçamos demoradamente.
– Klaus! – sorri para o marido de minha amiga – Cuide bem de minhas meninas, viu?
– Pode deixar Elena, essas duas são rainha e princesa em minhas mãos... – ele sorriu para mim e para que pudesse cumprimentar o restante das pessoas que estavam em minha mesa, me entregou Claire que estava em seu colo.
– Aliás, Emily você está linda! – Caroline elogiou a filha de Damon a abraçando e não tinha como não concordar com Caroline nesse fato; Emily estava realmente linda.
Ela usava um vestido azul marinho um pouco acima dos joelhos mas não tão curto e bem colado ao corpo de forma que moldurasse seu corpo esguio e já em formação, as mangas longas eram um detalhe especial na roupa assim como o decote em ‘u’ bem comportado que que ia até ao inicio de seus seios, com seus longos cabelos dourados estando ainda mais lisos que o normal e jogados para ao lado e um sapato de salto que alongavam suas pernas finas, uma maquiagem que marcava bem seus olhos claros era possível afirmar que ela não tinha menos de quinze anos. Obviamente fora um grande desafio fazer Damon deixa-la sair com aquela roupa, com aquele sapato e aquela maquiagem mas após muitas insistências, promessas e confesso que ameaças de minha parte, ele finalmente cedera, apesar de não estar muito feliz com a roupa “provocante” da filha de treze anos.
– Obrigada Caroline, e você que já é linda todos os dias sem toda essa produção, esta noite está maravilhosa!
– Ah obrigada querida! – minha amiga sorriu carinhosamente – Falando nisso, aquele garoto ali com quem você está trocando olhares, perguntou para mim de você... Ele se chama Henry e é primo de Klaus, tem dezesseis anos e quer te conhecer... – Carol piscou para Emily, que corou levemente e então olhou disfarçadamente para o garoto de quem minha amiga falava, que por sinal também olhava para ele, gerando um flerte extremamente fofo.
– E vai ficar querendo! – Damon respondeu irritado.
– Damon! – repreendi rindo baixinho.
– Não, me recuso a ver e ouvir isso, sem chances!
– Pai, me deixe conhecê-lo eu só vou conversar com ele... – Emily insistiu timidamente e um tanto cabisbaixa.
– Sei bem de que jeito ele quer te conhecer e como quer conversar com ele. Não, sem chances, negativo! – ele disse irritado e virou o rosto suspirando fundo.
– Damon, ele é um bom garoto, de boa família e excelente educação, pode confiar nele... – Klaus disse interferindo-se.
– Klaus, se fosse com sua filha você deixaria? – em resposta, o esposo de minha amiga apenas franziu o cenho pensando seriamente no assunto – Viu só?! Não... Não importa o quão bom garoto ele seja, isso não muda o fato de ele ter dezesseis anos, sua progesterona está no pico e principalmente não muda o fato de ele ter segundas intenções com a minha pequena! Eu disse que não era para vir com essa roupa filha, coloque meu paletó.
– Calma Damon, por favor, calma... – eu ri me aproximando dele e mesmo estando com Claire no colo fiquei bem próxima a ele – Calma meu amor, eles só querem conversar, se conhecer... – disse baixinho para somente ele escutar e de proposito usei um tom suave e um tanto manhoso para tentar seduzi-lo.
– Vou pensar, ok? – ele suspirou fundo dando-se por vencido e sem que ele visse, dei uma sutil piscadela para Emily, fazendo um sinal para que ela me encontrasse no banheiro.
No instante seguinte Klaus e Damon começaram a conversar e Caroline pegou Claire para dar de mama e fazê-la dormir, já que obviamente a pequena não iria aguentar ficar acordada durante a festa, e sem que meu homem visse, eu e Emily fomos discretamente ao banheiro.
– Elena, por favor, você sabe como convencer meu pai... – ela implorou baixinho para mim.
– Ele me disse que vai pensar mas se você quiser eu posso distraí-lo para que vocês consigam conversar, o que acha?
– Você faria isso? – ela sorriu esperançosamente.
– Sim, mas, por favor, seja cautelosa se for ficar com ele porque se seu pai descobrir que eu estou te acobertando ele ficará muito bravo comigo...
– Sim sim, pode deixar! – Emily garantiu-me animadamente batendo palminhas de excitação.
– E mais uma coisa Emms, Henry tem dezesseis anos e é bem mais velho que você, além disso tem cara de ser muito mais experiente então, por favor, tome cuidado, ok?
– Eu sei, pode deixar que eu sei me cuidar... – não sabia se confiava no instinto de proteção de uma garota de treze anos mas confiava em seu salto alto então mesmo que hesitando por alguns segundos, eu suspirei fundo e sorri para ela.
– Aproveite viu!
– Ai Elena obrigada, meu Deus você é um máximo! – ela sorriu sem conter a felicidade e me abraçou forte para agradecer.
– Ah e outra coisa...
– O que?
– Pegue o telefone depois!
Ao voltarmos a mesa percebemos que ninguém sentira nossa falta e sem mau termos chego logo deu-se início ao baile. Após Caroline ter jogado seu buquê, que por sinal fora parar nas mãos de Rebekah, e as longas valsas habituais de casamentos, a festa começou e Damon me puxou para si para que dançássemos juntos.
Sentada sozinha a mesa parecendo extremamente inquieta enquanto trocava olhares com o garoto da mesa ao lado, estava Emily esperando para que eu cumprisse meu combinado mas com as mãos de seu pai passeando pelas minhas costas, o corpo másculo dele tão próximo ao meu e nossas penas se roçando enquanto dançávamos estava extremamente difícil achar uma forma para que conseguisse distrair Damon por um longo tempo... Até que, como se eu estivesse em um desenho animado daqueles em que uma lâmpada se acende sobre a cabeça do personagem quando ele tem uma ideia, algo um tanto perverso, confesso, mas ao mesmo tempo genial passou pela minha mente para que eu conseguisse não só distrair Damon mas também tirar proveito da situação.
– O que foi? – Damon perguntou me olhando com um sorriso desentendido no rosto.
– Eu tive uma ideia... – respondi sorrindo maliciosamente.
– É? E em que você pensou? – perguntou mais uma vez, sem entender minhas segundas intenções ainda.
– O que acha de aproveitarmos o clima de casamento para fazer uma lua de mel nossa... – sugeri mordendo o lábio sensualmente em meio a um sorriso malicioso – Agora...
– Agora? – ele riu surpreso.
– Agora! – assenti em um sussurro perverso em seu ouvido.
– Não acho que seria educado se fossemos pegos fazendo o que tem em mente no banheiro de uma festa de casamento... – Damon aproximou ainda mais nossos corpos me puxando pela cintura de forma que ficasse com seus lábios perto de minha orelha e pudesse passear com suas mãos pelas minhas costas, enviando uma corrente elétrica pelo meu corpo e fazendo meu sangue ferver em minhas veias.
– E quem disse que eu quero no banheiro? – sorri de forma convencida enquanto brincava com o nó de sua gravata.
– Ah perdão... Vai ser aonde então? – sem responder, eu apenas mordo meu lábio inferior ainda sorrindo e balanço a cabeça negativamente o puxando pela mão em direção a saída – Vai ao menos me dizer de que jeito quer ou vou ter que descobrir sozinho?
– Eu quero bem rápido e do jeito que eu gosto... – antes de passarmos pela saída do grandioso salão, procurei rápida e discretamente por Emily e mandei uma piscadela cumplice que logo fora entendida e então, de mãos dadas com Damon, o guiei em direção ao local isolado e escuro onde estava estacionado seu carro.
– Você não vai me deixar te tomar lentamente e ir intensificando aos poucos? Daquele jeito que eu posso parar quando você estiver quase lá e depois começar tudo de novo? – ele perguntou sussurrando extremamente baixinho e com um riso alto eu neguei mais uma vez, balançando a cabeça negativamente.
– Porque você gosta de me torturar tanto, ein?
– Talvez porque adore te ouvir implorando por mim daquele jeito... – ele respondeu rindo com descaso.
– Cretino! – ri revirando os olhos e então me virei de frente para ele para que conseguisse pegar o cartão-chave do carro nos bolsos da frente de sua calça.
– No carro? Sério que você quer transar no carro? – perguntou Damon parecendo um tanto surpreso enquanto eu continuava a tatear em seus bolsos o cartão, sendo surpreendida pelo seu membro que já estava criando certo tamanho e rigidez.
– Qual o problema? Vai me dizer que nunca transou no carro... – arqueei uma sobrancelha o desafiando e sorri presunçosamente ao conseguir encontrar o que queria.
– Já mas há muitos anos quando estava na faculdade – ele disse com um tom um tanto obvio mas eu o ignorei e destravei as portas.
– Ótimo, veja só, agora você está comigo, formado e te garanto de que vai ser muito melhor... – sorri com perversão e então o encostei contra a porta do passageiro para que pudesse beija-lo com toda a urgência e desejo que queria.
Meus lábios selaram-se aos deles e sem nenhuma espera ou demora, adentrei minha língua por sua boca dando inicio a um beijo único e cheio de volúpia que me fizera soltar um suspiro aliviado por saciando aquela necessidade. Damon agarrou minha cintura com certa força aproximando nossos corpos, intensificando nosso beijo e aproveitando daquela superfície de contato praticamente integra de nossos corpos, me coloquei quase nas pontas dos pés e levei minhas mãos a sua nuca entrelaçando os dedos em seus cabelos os puxando delicadamente para mim e os bagunçando enquanto isso.
Nossas línguas entrelaçavam-se com voracidade sem nenhuma calma ou harmonia, nosso beijo demonstrava exatamente nosso estado de espirito naquele momento e como se fosse possível, aquela pressa e todos aqueles desencontros e provocações conseguiam nos excitar ainda mais. Eu pressionava o corpo másculo de meu Doutor com força contra seu carro, friccionava nossos quadris e acariciava os cabelos de sua nuca tentando assumir a todo custo a liderança do beijo mas Damon parecia ter o mesmo desejo e não cedia a mim de jeito nenhum, suas mãos firmes acariciavam minhas costas com vontade explorando aquela área conhecida e apalpando o território e quando menos esperei, o senti abrir o zíper de meu vestido, que ia até o inicio de meu cóccix, e virou-me de costas para si com certa brutalidade que me fizera sorrir e arrepiar de prazer, colidindo minhas costas com seu abdômen de uma forma até gostosa.
Audaciosamente Damon adentrou a mão por dentro de meu vestido parecendo tocar cada nervo de meu corpo e à medida que sua mão introduzia-se entre aquele tecido, tocando minha pele, ele roçava seus lábios em meu pescoço conseguindo dobrar os arrepios espalhados pelo meu corpo. As alças de minhas vestes escorregavam pelos meus ombros devido as caricias de Damon que estavam subindo em direção aos meus seios e sentir o roçar do tecido em meus braços e dos lábios de Damon em meu pescoço estavam me entorpecendo de uma maneira deliciosa mas indesejada. Mesmo que eu insistisse em relutar, meu moreno sabia exatamente o que fazer e fora impossível conter os espasmos de tesão que tomaram meu corpo quando senti suas mãos cobrirem meus seios por inteiro após ele ter se livrado das alças de meu vestido.
Eu realmente deveria estar enlouquecendo... Não apenas eu mas ele também, nós dois! Sinceramente não fazia ideia do que tinha na cabeça para fazer algo daquilo em um lugar como aquele mas naquele momento a única coisa de que eu realmente tinha certeza era de que eu queria, e muito, aquele homem. Meu corpo inteiro ardia, queimava em desejo, todos meus pensamentos estavam focados em Damon e no prazer que ele me favorecia, seu corpo todo o meu me fazendo me sentir extremamente pequena contra seu peitoral largo e ele pouco se importava com essa diferença de tamanhos e investia em seus toques firmes e um tanto indelicados.
Meu morena estava fazendo aquela sensação única de excitação e prazer inundar meu corpo, aquela sensação deliciosa que parecia esquentar gradativamente cada micro parte de mim a medida que ele me tocava, aquele calor que de tão quente chegava a queimar minha alma e enlouquecer minha mente de tanto desejo. Ele acariciava meus seios os massageando sem muito cuidado e beijava a região exposta de minhas costas e pescoço sem esquecer um detalhe sequer, parecendo enviar descargas elétricas, pequenos choques cada vez que seus lábios selavam-se em minha pele.
– Tira Damon, tira logo esse vestido... – gemi ofegante tentando me livrar de meu vestido, rebolando contra ele e me esfregando contra o seu corpo, eu queria que ele me tocasse por inteiro, queria ser dele por inteiro, pouco me importava onde estávamos ou em que lugar iriamos fazer aquilo... Apenas queria ser dele.
– Quer mesmo que eu tire? – eu assenti em silencio e então ele começou a tirar a roupa que me cobria com uma lentidão exagerada, o fazendo cair sob meus pés – Você é demais sabia disso? Adoro o seu jeito sem vergonha... – ele sussurrou em meu ouvido mordendo o lóbulo de minha orelha e colocou-se de frente para mim com as duas mãos, uma de cada lado de meu corpo, e extremamente perto de mim agachou-se para pegar meu vestido do chão de forma que seus lábios roçassem meu corpo por todo o percurso e suas mãos me tocassem por inteiro, me fazendo sorrir e jogar a cabeça para trás de prazer.
Com meu vestido já em mãos, Damon abriu a porta do passageiro e entrou no carro me puxando em seguida para dentro do automóvel e após fecharmos a portar e que estávamos devidamente sozinhos no escuro, Damon apenas abriu uma fresta das quatro janelas para circular ar e mais uma vez me colocou de costas para si, me fazendo sentar em seu colo. Suas mãos me tocavam com aquele desejo conhecido e por eu estar em seu colo, de costas para ele e consequentemente em desvantagem, enquanto seus lábios pontilhavam caminhos desconexos por onde alcançava e suas mãos tocavam meu corpo, eu rebolava sobre seu membro o fazendo ofegar e enrijecer ainda mais.
– Afaste suas pernas, Elena – pediu ele em um sussurro ofegante em meu ouvido que não fora obedecido – Elena, abra as pernas para mim... – Damon repetiu quase choramingando e com um sorriso malicioso em meus lábios eu afastei lentamente minhas penas. No mesmo instante ele passou com as carícias para a parte interior de minhas coxas, subindo lentamente em direção a minha intimidade com as pontas de seus dedos.
Eu já sentia meu interior umedecendo de tanta ansiedade com apenas aqueles pequenos estímulos e só de pensar em que teria seus dedos acariciando aquele ponto latente em meu corpo, meu interior contorcia-se de necessidade fazendo aquele desejo triplicar e o desespero para que ele me tomasse para si tornar-se desesperador. Minhas mãos seguravam as laterais do banco de couro com força em uma tentativa de aliviar e extravasar o prazer que sentia, minha cabeça repousava, pendia no ombro de Damon de forma que deixasse meu corpo entregue a ele. Seus dedos aproximavam-se de minha virilha e ele passava o indicador por cima do tecido fino de minha calcinha, friccionando em meu clitóris deixando minha intimidade ainda mais úmida do que antes me fazendo morder meu lábio inferior para contar um gemido e quando menos esperava, ele afastou com os dedos aquela peça e com o indicador e o dedo do meio percorreu toda minha intimidade, espalhando meu prazer por toda a região para só então começar a me estimular.
Diferente de todas as vezes em que me masturbava, ele começou rapidamente fazendo movimentos intensos em meu clitóris, o circulando com vontade arrancando ofegos altos de prazer de mim. Ele contornava e serpenteava com os dedos ao redor daquele meu ponto de prazer me fazendo remexer meus quadris em sua mão com o intuito de guiar seus movimentos e enquanto ele percorria minhas extremidades, sem nenhum aviso prévio, o senti me penetrar primeiramente com um dedo para em seguida adentrar o segundo tornando-se impossível não gritar e arquear meu tronco em sua direção.
– Damon... – gemi em desespero me sentindo alucinar de prazer quando ele me penetrava por inteiro.
Aquilo deveria ser crime ou algo extremamente errado de tão incrivelmente bom e delicioso que ela. Aquele prazer estupidamente enlouquecedor estava me tirando todos os sentidos e o que me restava de sanidade e racionalidade me deixando nenhuma sombra de duvidas de que aquela era uma amostra ou então a real versão do que era o paraíso.
– Damon, me faça gozar! – praticamente implorei gemendo em desespero e com o intuito de intensificar aquelas investidas, afastei ainda mais minhas pernas e movi meus quadris a meu favor.
– Mas já, meu anjo?
– Agora... – assenti gemendo mais uma vez e ele estocou fundo levando seu polegar ao meu clitóris, o massageando em meio as investidas fazendo um sorriso de prazer instantâneo aparecer em meu rosto e gemidos altos escapar de minha garganta – Damon...
Minha mente estava focada em seus movimentos rápidos e fortes e em meus músculos internos que se contraiam ao redor de seus dedos, meu corpo era tomado por aquele desespero agonizante, e simultaneamente delicioso do quase orgasmo, e ao mesmo tempo em que eu queria chegar logo ao ápice daquilo, desejava prolongar ao máximo aquele prazer mas felizmente, a região abaixo ao meu ventre contorceu-se de uma forma libertadora e logo em seguida um gemido abafado e longo escapara de mim ao atingir o ápice daquilo me fazendo cair ofegante no colo de Damon.
– E então, satisfeita? – perguntou Damon de uma forma carinhosa beijando demoradamente minhas têmporas.
– Ainda não... – respondi ofegante sorrindo maliciosamente e mesmo ainda estando tremula daquele orgasmo, escorrei entre as pernas de Damon de modo que ficasse de frente para ele e ajoelhada no chão do carro – Você acha mesmo que iriamos voltar para aquela festa sem que eu fizesse um agradinho para você? – ainda sustentando aquele sorriso malicioso em meu rosto, eu passei a língua sensualmente em meus lábios mantendo o contato visual e então levei minhas mãos até o fecho de seu cinto e rapidamente tratei de desata-lo e abri o botão de sua calça social abaixando lentamente o zíper da mesma – Arqueie seus quadris... – ordenei e assim que fui atendida, abaixei sua calça juntamente com a boxer apenas até a metade de suas coxas por estar com pressa de fazer aquilo.
Damon suspirou fundo mostrando-se ansioso e excitado por aquilo e sem desviar meu olhar de seu rosto por um segundo sequer, eu levei minha mão esquerda ao seu membro e o acariciei lentamente desde o topo até a base o contraindo contra palma de minha mão, repeti o processo com ainda mais lentidão o fazendo soltar uma lufada forte de ar e ao subir minha mão para fazer a terceira vez, com o polegar, o provoquei circulando aquela parte inchada.
– Elena, eu não vou aguentar muito tempo... – Damon disse entre dentes e de olhos fechados me fazendo morder o lábio inferior em meio a um sorriso presunçoso, e sem diminuir ou vacilar na carícia, fui me inclinando sobre ele até que tomasse seu membro em minha boca e começasse a suga-lo com certa vontade – Oh céus Elena, pelo amor de Deus! – ele gemeu em desespero levando as mãos aos meus cabelos, mas sem parar de fazer aquilo, eu tirei sua mão de mim a repousando sobre o banco do motorista e então comecei a acaricia-lo de verdade, o guiando para dentro de minha boca até onde eu conseguia e acariciando a base com a mão.
Damon controlava-se ao máximo para não gemer mas eu fazia de tudo para tira-lo do sério, com cuidado deixava meus dentes relarem de proposito em sua ereção e com a mão o contraia o fazendo gemer de uma forma deliciosa e quase sôfrega, eu o sentia pulsar contra meus lábios e assim que senti seu pré-orgasmo em minha boca parei de imediato o que fazia.
– Por que... – ele perguntou ofegando parecendo frustrado – Parou?
– Porque eu gosto de te torturar... – respondi sorrindo enquanto me colocava em seu colo novamente só que dessa vez de frente para ele o sustentando entre minhas pernas e em resposta Damon abriu um sorriso fraco recostando a cabeça no encosto do banco e eu apenas me aproveitei de sua vulnerabilidade para me colocar sentada sobre de forma que nossas intimidades se roçassem e selei nossos lábios dando inicio a um beijo extremamente preguiçoso, sem pressa alguma.
Comecei o beijando com toda a calma que tinha, aproveitava do contato de sua língua com a minha o máximo que podia e as familiarizava de uma forma deliciosa, em uma dança quase carnal que começava a querer deixar aquele beijo com um toque libidinoso. Damon novamente acariciava minhas costas puxando meu tronco para si fazendo meus seios nus roçarem no tecido grosso de seu paletó enrijecendo meus mamilos ainda mais de forma que se tornava impossível prosseguir com aquela calma tranquilidade toda. Com os dedos entrelaçados em seus cabelos da nuca eu aprofundei nosso beijo e comecei a rebolar lentamente contra o membro já extremamente ereto e pulsante de Damon, o fazendo percorrer minhas extremidades de forma que me estimulasse.
– Elena, não temos camisinha...
– Vai sem, por favor... – pedi baixinho sem parar de mexer meus quadris e como ele não havia se manifestado, o guiei até minha entrada e impulsionei meus quadris o fazendo me penetrar lentamente.
Sem conseguir me conter ao senti-lo por completo dentro de mim, eu ofego em meio a um gemido baixo e passo um braço ao redor de seus ombros de forma que buscasse mais estabilidade para quando começasse a me mover e ainda o puxasse para mais próximo de mim e então começo a me mover lentamente, levando meu quadril de encontro com o seu daquela maneira torturante e ao mesmo tempo gostosa que ele fazia comigo.
– E então, é assim que você gosta? – perguntei sem conseguir conter um sorriso de prazer por estar o sentindo entrar e sair de dentro de mim daquela forma.
– Você é incrível, sabia disso? – Damon segurou meu rosto delicadamente enquanto eu me movia sobre ele e com aqueles olhos azuis maravilhosos transbordando prazer, ele disse sem desviar o olhar do meu.
– Porque você não fala isso para mim?
– Você é incrível, meu anjo... – ele repetiu dessa vez um tanto sério e em reposta eu investi meus quadris com mais força em rapidez nos fazendo gemer igualmente alto.
Eu queria ter forças para dizer a ele que ele era incrível, que ele era maravilhoso mas só tinha condições de continuar com aquilo... Meu corpo parecia ser comandado apenas pelo desejo e prazer do momento e com os lábios selados aos de Damon, com o intuito de abafar os sons que emitíamos, eu me movia rapidamente sobre ele sem pudor, vergonha ou restrição alguma. Definitivamente eu deveria estar enlouquecendo, enlouquecendo por ele, porém de uma forma boa, uma insanidade da qual eu não gostaria de ser tratada. Damon parecia estar languido sob mim e eu estava adorando cada segundo daquilo...
– É frustrante fazer sexo com você de roupas, sabia disso? Não poder sentir sua pele contra minha ou ter seu cheiro em mim... Isso consegue me deixar ainda mais louca!
– E para mim é ainda mais excitante te ter completamente nua sobre mim dessa forma... Mas senão está gostando nós podemos parar...
– Nem pensar! Em algum momento eu disse que não estou gostando, Salvatore? – sorri maliciosamente beijando seu pescoço extremamente cheiroso e agora ainda mais por ele estar suado de forma que arrastasse meus dentes pela sua pele.
Meu interior contorcia-se no ritmo das investidas me fazendo sorrir contra a pele fina do pescoço de Damon e intensificar o quanto podia o ritmo daquilo, mesmo que não quisesse chegar tão rápido ao orgasmo. Ele levou uma de suas mãos, que seguravam minha cintura, ao meu rosto e o ergueu para selar seus lábios aos meus.
– Damon, me guie, eu não quero gozar agora... – sussurrei um choramingo sôfrego e encostei nossas testas diminuindo o ritmo das investidas. Ele sorriu mordiscando meu lábio inferior e segurou com força meu quadril como se quisesse para-lo e assim que entendi sua intenção fui diminuindo lentamente as estocadas até estar completamente parada em seu colo ainda o abrigando dentro de mim.
Com a respiração extremamente ofegante e sustentando um sorriso fraco e ao mesmo tempo malicioso em seus lábios, Damon levou seus lábios até o meu pescoço e com vontade começou a beijar a região, roçando seus dentes e sugando minha pele em meio a beijos demorados e úmidos enquanto acariciava as laterais de meu corpo, subindo em direção aos meus seios assim como sua boca descia pelo meu busto. Minha respiração ofegava e alguns gemidos surpresos escapavam de mim com seus beijos e chupões sortidos, ele me inclinava com cuidado para trás e conforme sua boca e suas mãos iam chegando cada vez mais perto de meus seios, meu sexo fisgava em desejo entre nossa conexão me fazendo ter vontade de começar a me mover novamente.
Sem demorar mais, Damon envolveu meu seio esquerdo com seus lábios o sugando com vontade para si e sem que eu conseguisse me controlar, me apoiei em seus ombros jogando a cabeça para trás e então comecei a rebolar em seu colo novamente enquanto ele parecia se deliciar em meus seios. Sua língua contornava e sugava para si meu mamilo me deixando em um verdadeiro desespero de prazer e para que eu não fosse tão depressa, Damon guiava meus quadris lentamente e eu parecia quicar sobre ele para criar a profundidade.
Era inevitável evitar que aquela sensação chegasse, com a boca habilidosa de Damon trabalhando em meus seios daquela forma e aquelas investidas incrivelmente prazerosas que estavam me deixando em êxtase, mais uma vez senti minhas pernas tencionarem assim como meu ventre e meus músculos internos ao redor do membro de Damon. Uma onda de prazer invadiu meu corpo causando um frenesi delicioso em mim parecendo dominar meu ser e quanto mais eu me movia mais próximo daquela sensação já conhecida eu ficava.
– Eu não aguento mais... – disse extremamente ofegante e quase sem forças.
– Vem comigo, meu anjo... – Damon respondeu da mesma forma que eu e sem conseguir mais segurar, eu me entrego àquela sensação avassaladora que fizera meu corpo sucumbir em uma sensação deliciosa e inexplicável de satisfação me arrancando um gemido longo de minha garganta enquanto meus dedos dos pés contorciam-se de tanto prazer – Eu te amo tanto... – ele sussurrou pela ultima vez antes de jorrar seu orgasmo quente para dentro de mim.
...
– Espero que saiba que eu vou me vingar de você quando chegarmos em casa... Não importa o quão cansada esteja... – Damon sussurrou em meu ouvido assim que passamos pela grande entrada do salão onde acontecia a festa de casamento de Caroline me fazendo rir alto.
– E posso saber qual é o motivo da vingança?
– E será mesmo necessário que eu lhe diga? – ele arqueou uma sobrancelha me desafiando e obviamente eu sabia sobre o que ele estava falando.
– E será mesmo necessária tal vingança? – perguntei copiando seu tom de voz e expressão facial e fazendo questão de me virar de frente de frente para ele para que pudéssemos conversar.
– E será mesmo que você não a quer? – aquele tom desafiador transformou-se em malícia e assim que chegamos a pista de dança, ele me puxou aos seus braços e selou nossos lábios demoradamente em um beijo carinhoso.
– Vou pensar no seu caso e enquanto isso, vamos ali com meus amigos... – o puxei pela mão em direção a Marcos, Mike, Rebekah, Matt e Vicki estavam na festa.
– Vou ao banheiro e já volto, só um segundo... – Damon disse e rapidamente seguiu em direção aos banheiros.
– Oh meu Deus Elena, senão fosse pela música alta seria possível ouvir vocês dois gemendo aqui de dentro... – Marcos comentou sussurrando em meu ouvido.
– Do que você está falando? – perguntei me fingindo de desentendida sentindo meu estômago revirar.
– Me poupe Elena, pare de se fazer... Meu Deus mulher, como vocês conseguem ser tão magros e pequenos e fazerem um carro daquele tamanho balançar tanto? – meu amigo perguntou atônito e como se tivessem acendido uma fogueira em meu rosto, o senti queimar, arder de tanta vergonha.
– Marcos, pelo amor de Deus!
– Agora você tem vergonha né pois fique sabendo que obviamente Caroline vai ficar sabendo disso! – ele brincou e eu o fuzilei com o olhar. Sem saber o que fazer para me defender, eu olho para os seus lábios e então levo minha mão a minha própria boca para limpar o canto de meus lábios em um gesto um tanto quanto obsceno mas que logo fora entendido; Marcos, em desespero, copiou meu gesto me fazendo começar a rir em descontrole – Você é uma verdadeira biscate! – ele sibilou entre dentes me fazendo rir ainda mais alto.
– Cadê os meus melhores amigos do mundo? – Caroline gritou alto perto de nós me fazendo suspirar aliviada por ter me livrado por alguns instantes de um amigo furioso e ela abriu os braços em um sinal para irmos abraçar ela – Ah como é bom ter vocês aqui!
Durante toda a festa Caroline interagiu conosco fazendo questão de dançar com nós, ela estava se divertindo de um jeito que eu nunca havia visto se divertir antes e isso fazia com que todos ao seu redor aproveitassem aquela noite tanto quanto ela. Klaus estava tão alegre, comunicativo e extrovertido que chegava a ser engraçado de ver, durante todos os anos que ele Carol se relacionaram a imagem que eu havia formado dele era de um homem sério e de negócios então vê-lo dançar com seus amigos, noiva e familiares era extremamente anormal para mim. Por incrível que pareça até Emily estava dançando, com Henry inclusive, após vê-la sentada a mesa sozinha enquanto mexia em seu celular, provavelmente conversando por mensagem de texto com o primo de Klaus que a recém conhecera, consegui fazer Damon deixa-la dançar com o garoto e após algumas insistências um tanto baixas, confesso, ele finalmente deixara a sua filha se divertir.
– Agora estou entendendo o motivo de você ter me levado para o carro... – meu moreno sussurrou em meu ouvido enquanto eu dançava de costas para ele.
– Para fazer sexo com você, só agora percebeu? – respondi rindo com descaso.
– Espero que seja apenas isso mesmo e que Emily e Henry não tenha nada a ver com a história – ele riu salpicando alguns beijos pelo meu pescoço e então eu me virei de frente para ele para que pudéssemos conversar melhor.
– Damon, olhe bem para ela e veja como sua filha está feliz... A deixe crescer meu amor, confie um pouco em sua filha... Isso não te faz um pai ruim, você não está descuidando dela, está apenas a deixando colocar em pratica todos os princípios que você ensinou e tenho certeza de que ela aprendeu e está aprendendo direitinho... – com os braços em volta de seu pescoço, nós dois olhamos em direção aos dois e naquele exato instante Henry girou Emily de costas para si no meio da dança a fazendo gargalhar, a envolveu com seus braços e então depositou um beijo demorado em sua bochecha. Ao ver aquela cena Damon enrijeceu sob mim mas eu massageei seus ombros tentando acalma-lo e então levei minha boca a sua orelha – E definitivamente eu não te levei para o carro apenas por causa de Emily...
– Acho que você merece uma vingança dupla quando chegarmos em casa...
– Vai me dizer que não gostou – o provoquei sorrindo maliciosamente e sem me responder, ele me virou novamente de costas para si para voltarmos a dançar.
O dia estava praticamente amanhecendo quando a festa acabou, eu, Damon, Marcos, Mike, Vicki e obviamente os noivos fomos os últimos a ir embora e como a lua de mel seria apenas na próxima semana, os dois fizeram questão de aproveitar ao máximo o casamento. Assim que chegamos ao apartamento de Damon obviamente não tínhamos disposição para as tais vinganças de Damon portanto apenas tomamos um longo banho juntos e então caímos exaustos em sua cama.
– Hm, não sei se devo te desejar bom dia ou boa noite nesse momento... – Damon murmurou um tanto sem forças enquanto eu me aninhava em seu peitoral para dormir.
– Hm, boa noite Doutor... – respondi choramingando sem vontade ou animo para concluir seu pensamento.
– Boa noite, meu anjo – assentiu Damon com um riso anasalado beijando o topo de minha cabeça e então passou seus braços ao me redor para me acomodar contra si.
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