New Life

22 What expect when you are expecting


Notas iniciais
Olaaaa vocês, como prometido aqui está o capítulo especial que eu havia dito e espero mesmo que gostem. Estive pensando, ja que muitos de vocês querem ver o Ian, a Elena e o Damon se virando como pais, vou colocar um capítulo extra mostrando isso (me amem). Ah, quero agradecer a Kelly Cullen e a Dayane Cristine pelas recomendações lindas, amei amores, obrigada mesmo s2

Quatro anos depois

Embasbacada, surpresa, confusa e obvio que extremamente feliz, eu estava a dez minutos trancada no banheiro que dividia com Damon sem conseguir acreditar na notícia que havia acabado de descobrir. Eu era um misto de emoções, uma confusão de sentimentos e apenas duas certezas; duas coisas cresciam dentro de mim; uma delas era um pequeno pontinho em meu útero e outra era um amor infinito, sem igual, que ficava a cada segundo maior em meu peito. Diante de mim havia dois exames de gravidez, um de farmácia e o outro de sangue ambos marcando positivo, e enquanto sustentava um sorriso deslumbrado em meu rosto segurava um par de sapatinhos brancos que usaria para dar a notícia a Damon e repousava minha mão sobre meu ventre cuidadosamente...

Céus, será mesmo que após tantos anos eu estava finalmente grávida? Será que eu finalmente estava carregando um bebezinho dentro de mim?

Era impossível conter que meus olhos se enchessem de lágrimas com aquilo que estava acontecendo, mesmo após tantas evidencias e os dois resultados positivos eu ainda continuava incrédulo e de certa forma me recusando a acreditar em que um pequeno serzinho crescia dentro de mim. Em minha felicidade e emoção infinita continha um pouco, ou muito, receio, medo, pavor de que aquela felicidade tivesse o mesmo fim das outras duas vezes e inconscientemente aquele aperto em meu peito me incomodava.

Durante os últimos anos eu e Damon fomos extremamente cuidadosos nesse aspecto mas assim que eu me formara, que nós nos casamos e que consegui um emprego, esse cuidado fora diminuindo, nossas noites sem proteção foram ficando mais frequentes e minhas pílulas anticoncepcionais cada vez mais esquecidas mas sequer cogitava que fosse engravidar, nem pensava nessa possibilidade porem quando percebi meu período menstrual estava mais de dois meses atrasado e algumas náuseas e enjoos pela parte da manhã me levaram farmácia mais próxima e então a minha médica.

Eu não conseguia conter minha felicidade, minha animação, a vontade que eu tinha era de contar para todos que eu conhecia sobre a notícia, falar a Damon que ele iria ser papai de novo, contar a Emily sobre seu irmãozinho, fazer um ultrassom e me maravilhar com os sons de seus batimentos cardíacos mas ao mesmo tempo, algo dentro de mim me dizia para ir com calma, para não me empolgar tanto com aquilo para que não me decepcionasse tanto futuramente, o medo de perder aquele bebê era imensurável e tinha certeza de que se o pior acontecesse, eu nunca mais iria tentar engravidar novamente. O medo e a lembrança do sofrimento tentavam me privar e me manter imune do pior e eu mesma havia prometido para mim antes de receber o resultado, se caso realmente estivesse grávida iria ser mais cautelosa dessa vez, mas sem que eu menos percebesse já estava dentro de uma loja de bebês comprando os primeiros pares de sapatinhos para o pequeno que segurava em meu ventre.

Grávida, Elena, você está gravida...

– Elena... – Damon me chamou de nosso quarto me fazendo sair de meus devaneios e rapidamente guardei o par de sapatos em sua caixa de origem e abri a porta do banheiro, seguindo para o quarto de onde ele me chamava suspirando fundo ao tomar a decisão de contar a ele a novidade.

– Oi meu amor... – forcei um sorriso tentando não transparecer meu nervosismo, não sendo nada sucedida nisso, e beijei seus lábios suavemente.

– Hm... – ele franziu o cenho acariciando meu rosto – O que houve, meu anjo? Seus olhos estão agoniados... – o seu lábio inferior contorceu-se em um beicinho preocupado me fazendo sorrir pelo modo que ele me conhecia.

– Eu tenho um presente para você... – eu tenho um presente para você... – disse baixinho e então mostrei a caixa pequena a ele – Espero que goste... – arqueei minha sobrancelha o desafiando e ele me olhou desconfiado mas acabou pegando a caixa de minha mão fazendo uma onda de ansiedade percorrer meu corpo.

Ele me olhou mais uma vez e eu apenas o incentivei com o olhar, ao abrir a tampa da pequena caixa encontrando o par de sapatos de recém-nascido, os olhos de meu marido arregalaram-se de surpresa e encheram-se de lágrimas parecendo que por um momento ele entrou em um certo transe, naquela mesma situação em que eu estava há poucos minutos.

– Parabéns papai... – disse baixinho confirmando sua suposição.

– Está falando sério, Elena? – ele me olhou perguntando esperançosamente e eu assenti – Mas... Mas... Você não me disse nada sobre, não me disse que estava desconfiando...

– Eu não queria criar expectativas e acabar decepcionando vocês, queria dar a notícia quando tivesse certeza.

– E é certeza mesmo?

– Fiz dois testes e os dois deram positivo, agora só falta a primeira consulta e a ecografia para termos mais do que certeza...

– Eu não acredito Elena, eu não acredito! – Damon sorriu abertamente e me surpreendeu em um abraço forte que me tirara do chão.

– Amor, eu já marquei a primeira consulta... – avisei o fazendo me colocar novamente no chão.

– Para quando? – me perguntou interessado.

– Amanhã de manhã... – respondi um tanto envergonhada, sabia que tinha sido rápida demais mas estava extremamente ansiosa para aquilo e minhas duas ultimas gestações não me deixavam esperar mais uma semana sequer para aquela consulta.

– Eu quero ir com você senão se importar...

– Mas é claro que não, nós iremos adorar sua companhia! – respondi sorrindo abertamente a ele enquanto acariciava seu rosto. Os olhos de Damon estavam tomados por lágrimas e repletos de emoção, ele sorria com certo fascínio e era notável a felicidade que ele transmitia, não conseguia me lembrar da ultima vez que o vira tão feliz assim talvez no nosso casamento mas naqueles azuis havia um toque único de imenso carinho misturado com algo que não conseguia definir o que era.

– Nós vamos ter um bebê, meu amor! – ele fez um carinho gostoso em meu rosto com seus polegares e eu apenas balancei minha cabeça positivamente sorrindo para ele, enquanto admirava aquele novo Damon, aquele novo toque em seu olhar que conseguira deixa-lo ainda mais incrivelmente lindo.

– Eu estou com medo, Damon – suspirei fundo desmanchando levemente o sorriso – Estou com medo de perder esse bebê...

– Você não vai perder, meu amor! Dessa vez vai ser tudo diferente, eu vou estar ao seu lado, nós vamos estar juntos a cada semana e eu vou te ajudar, te apoiar e estar com você em tudo que for preciso. Você no vai precisar trabalhar em uma loja e sim em um editorial de revista... Sem esforço nenhum – Damon acariciou meu rosto tentando me tranquilizar e colocou uma mecha de meu cabelo para trás de minha orelha – Lena, eu estou falando sério, qualquer dor, qualquer sangramento por mínimo que seja, qualquer desconforto que tiver nós vamos ao hospital na mesma hora, se for preciso que você fique de repouso absoluto por segurança de nosso filho, eu fico ao seu lado mas nós vamos ter esse bebê.

Damon disse com convicção acariciando meu rosto e então me beijou intensamente, me fazendo correspondê-lo e intensificar o beijo sem deixar o carinho de lado levando as mãos aos seus cabelos. Em harmonia nós nos beijávamos e com carinho, cumplicidade, paixão e acima de tudo, amor, nossas línguas se entrelaçavam e mais do que nunca aquele nosso contato parecia estar mais intenso, parecíamos estar mais unidos, mais casal, mais Damon e Elena... Era incrível como eu sentia que o meu compromisso com ele havia duplicado, que a nossa relação havia ficado ainda mais séria naquele momento, não só por causa do bebê mas também pela forma com que ele se colocara diante da situação, mostrando estar disposto a ficar ao meu lado e proteger seu filho para que tudo ocorresse bem... Era tão inexplicável.

Damon levou suas mãos até minha cintura, puxando meu corpo mais para si e literalmente ergueu meu corpo do chão e com cuidado nos guiou até algum lugar do quarto nos separando somente para se colocar sentado em nossa cama. Enquanto eu ficava em pé ele afastou suas pernas, me mantendo entre elas com um sorriso estampado no rosto, ergueu minha blusa e então aproximou seu rosto de meu ventre.

– Olá coisinha pequena do pai, eu sei que ainda não escuta mas mesmo assim quero falar... – ele sorriu depositando um beijo demorado na região abaixo ao meu umbigo e um pouco acima ao cós do jeans que eu usava – Você faz ideia do quanto estamos felizes por você estar ai dentro? Do quanto vai fazer nossa família e essa mamãe feliz? Papai promete que vai estar sempre ao seu lado e você vai crescer forte e saudável, vai nascer um garotão lindo com os olhos da mamãe ou então uma princesa com a beleza dela. Vai dar tudo certo bebê e papai ama você demais já... – Damon sorriu olhando para mim e então começou a beijar toda a extensão de minha barriga. Sem que eu conseguisse evitar, as lágrimas de emoção começaram a escorrer pelos meus olhos me fazendo chorar com um sorriso estampado no rosto enquanto fazia carinho nos cabelos dele.

Aquilo definitivamente deveria ser um sonho... Quantas vezes imaginei Damon beijando minha barriga e quantas vezes almejei, quando engravidei dele pela primeira vez, que ele me mimasse daquele jeito? Ouvir suas palavras, ver o carinho em seu olhar, a felicidade pela notícia de que iria ser pai havia me deixado em êxtase de tanta felicidade e sinceramente não conseguia definir o que me deixava mais feliz... Definitivamente um misto de emoções e uma confusão de sentimentos mas quanto mais confusa, incrédula, embasbacada e feliz que eu ficava, mais o meu amor por aquele ser crescia e também a felicidade por tê-lo dentro de mim.

– Pai, onde está você? – a voz de Emily soara vinda da sala em sinal de que ela havia chego em casa – Ah, ai está você... Pai me diga uma coisa... – ela entrou em nosso quarto rapidamente e de relance pude vê-la cobrir os olhos e virar de costas – Whops acho que cheguei na hora errada... – disse extremamente envergonhada com a cena que flagrou e pela sua reação e vergonha, provavelmente eu e Damon não estávamos muito decentes para quem visse.

– Filha que bom que chegou! – Damon olhou sorrindo para filha que o olhou desconfiada.

– Vocês não...

– Venha aqui, temos algo para lhe contar... – ele a chamou com a mão e me puxou para o seu colo – Elena está grávida, filha, você vai ter um irmãozinho! – instantaneamente um sorriso maravilhado apareceu em seu rosto e ela veio correndo em minha direção.

– Estão brincando? – Emily mordeu o lábio inferior em meio a um sorriso e assim que negamos ela me abraçou extremamente forte me fazendo lembrar de quando ela era tinha apenas treze anos e me pedia timidamente por um abraço – Ah não consigo acreditar Lena! Finalmente as noites agitadas de vocês dois renderam em algo melhor do que olheiras em mim!

– Emily! – Damon a repreendeu rindo.

– Aliás, pai você disse irmãozinho mas eu tenho certeza de que é uma menina! – Emily sorriu presunçosamente e depositou um beijo demorado em meu ventre ainda descoberto.

No mesmo dia contei a novidade aos meus dois melhores amigos e a mãe de Damon, obviamente os três ficaram imensamente felizes pela notícia e logo começamos a fazer planos para o pequeno novo integrante da família. Ansiosamente eu e Damon esperamos pelo dia seguinte que estava marcada a consulta e após minha médica ter me passado inúmeras recomendações, que sem duvida alguma seria fielmente seguida, alguns exames de sangue para serem feitos, ter feito algumas perguntas a mim e Damon, que estava extremamente presente na consulta, nós descobrimos que eu estava na décima semana de gestação e com isso vieram os cuidados e precauções em dobro por minhas duas gestações anteriores terem sido interrompidas entre a décima e a décima quinta semana.

Como havia descoberto tarde minha gravidez o primeiro ultrassom ficara marcado para a próxima semana e felizmente para meu alivio estava tudo ótimo com meu pequeno de quatro centímetros que movia-se inquietantemente dentro de mim, seu coração batia forte e conseguira me fazer soluçar na sala do ultrassom, sem duvida alguma aquela era a confirmação que eu precisava para ter certeza de que eu carregava um pequeno ser dentro de mim. Apesar de tudo ter dado certo em meu ultrassom meus cuidados não diminuíram e o único dia em que em que, diga-se de passagem, sai de meu repouso que minha médica orientara fora em um dia extremamente importante para Marcos e Mike em que todos nós nos reunimos em seu apartamento a espera do grande passo que a relação dos dois daria.

O apartamento de meu amigo estava extremamente limpo e organizado como sempre mas naquela ocasião em especial parecia estar ainda mais perfeito, na sala de estar fizemos questão de arrumar com uma decoração simples apenas para recepciona-los com balões cor de rosa e branco e dispostos pela mesa de centro e o balcão da cozinha havia algumas bebidas e petiscos para aquela pequena, porém grande ocasião. Parte da família de Mike também estava presente esperando ansiosos pela chegada deles e enquanto eles conversavam entre si, eu, Caroline, Claire e Emily tagarelávamos sem parar sentadas ao sofá.

– Tia Lena, mamãe falou que tem um bebê na sua barriga... – Claire apoiou-se em minhas pernas e com seus olhinhos azuis esverdeados me encarou curiosa.

– É verdade! A tia tem um bebezinho na barriga mesmo – sorri com carinho para ela e coloquei suas mãozinhas sobre meu ventre.

– Tia, será que tem mesmo? Eu não consigo ver... Sua barriga está tão pequena, ela não deveria estar bem grandona quase explodindo?

– Não querida, o bebê da tia é pequeno ainda, ele é desse tamanho – com o polegar e o indicador eu tentei fazer aproximadamente quatro centímetros para mostrar o tamanho de meu bebê – Mas aos poucos ele irá crescer e a barriga da tia também e então quando ele estiver grande o suficiente irá nascer igual foi com você... – expliquei com paciência e apertei seu narizinho rindo baixinho de sua inocência.

– Mas tia é certeza de que ele está ai, né? – com seu indicador ela cutucou minha barriga franzindo o cenho confusa me fazendo rir alto.

– Da ultima vez que eu chequei ele estava aqui sim, Claire... – ainda rindo eu ergui minha blusa discretamente para que ela visse o leve volume em meu ventre – Está vendo só como ele está crescendo?

– Oh sim! – ela assentiu dessa vez parecendo um pouco mais clara – Tia, olha só está igual a minha mas eu não tenho nenhum bebê na barriga – Claire sorriu abertamente e então ergueu sua blusa como eu havia feito para mostrar sua barriguinha com um levíssimo volume também.

– E vai ficar muito, muito tempo mesmo sem ter bebê ai! – Klaus intrometeu-se no assunto resmungando um tanto mal humorado e quando percebi todos ao nosso redor riam, não só de Klaus mas de minha conversa com Claire também.

– Olhem só, eu acho que eles chegaram! – Caroline bateu palmas duas vezes chamando nossa atenção e ao percebemos um barulho de chaves rodando na fechadura ecoou pelo cômodo nos colocando em pé para recebê-los.

Lentamente a porta da frente fora aberta e Mike entrou por primeiro levando uma bolsa cor de rosa pequena em seu ombro esquerdo e segurando outra do mesmo tamanho e cor na mão direita para em seguida, dar passagem para Marcos que segurava com todo o cuidado e carinho do mundo a convidada especial daquela reunião; Mariah.

– Oi oi... – Mike sorriu para nós e então Marcos, que olhava a pequena em seus braços, ergueu o rosto e sorriu abertamente também.

– Olha só filha quantas pessoas vieram te dar boas vindas... Pessoal essa aqui é Mariah, Mariah essa é sua família! – Marquinhos aproximou-se de nós com um sorriso deslumbrado no rosto e com lágrimas nos olhos, e sem conter a curiosidade, eu e Caroline nos aproximamos dos dois para conhecer aquela pequena de quem Mike e Marcos tanto falavam.

Aconchegada nos braços de meu amigo estava a pequena Mariah de apenas quatro meses que fora deixada para adoção com dois dias de vida por sua mãe ter falecido após seu parto e ninguém de sua família ter se disponibilizado a cuidar dela. Com o contato intenso que tínhamos com Claire, uma vontade muito forte de ter filhos aflorou em meus amigos e mesmo cientes de todos os desafios, preconceitos e limitações que os dois teriam devido a opção sexual deles nada os impediu de irem atrás do que queriam e após longos e trabalhosos processos, eles finalmente conseguiram a guarda da pequena e Mariah era oficialmente filha deles.

Aqueles dois olhinhos arredondados com orbes caramelo, cobertos por uma camada espessa e longa de cílios nos encaravam com curiosidade e eu e Caroline nos perdíamos no encanto daquela garotinha. Mariah tinha um tom de pele um pouco mais escuro que o de Marcos, mais puxado para um moreno como se fosse levemente bronzeada, suas bochechinhas eram um tanto cheias e coradas a deixando com uma aparência saudável, e em seus cabelos lisos e escuros penteados para o lado, havia um enfeite em forma de lacinho cheio de brilhos rosa para combinar com sua roupa e brincos, que eu tinha certeza de que fora ideia de Marcos. Ela era incrivelmente linda, tão linda quanto Mike e Marcos comentavam...

– Ela é tão linda, Marcos – sorri maravilhada.

– Dê “oi” para suas madrinhas, filha – Mike sorriu colocando-se ao lado de Marcos e encarou a filha assim como nós três fazíamos.

– Madrinhas? – Caroline repetiu sem entender e encarou nosso amigo com um olhar de dúvida porém com um sorriso deslumbrado no rosto.

– Sim ué, se ela tem dois pais porque não pode ter duas madrinhas? – perguntou Mike dando de ombros – A não ser que vocês não a queiram como afilhada...

– Nem pensem em escolher outras pessoas, sem duvida alguma nós aceitamos, não é Carol?

– E é bom já definirmos um grau de parentesco para se caso vocês tiverem filhos homens, eles já serão considerados da família de forma que não poderão namorar minha pequena e ao invés disso, irão nos ajudar a protegê-la desses garotos mal intencionados! – concluiu Marcos com convicção.

– Ah Marquinhos, não me diga vocês serão aqueles pais super protetores que não deixam a filha sequer ter amigos meninos... – Emily questionou encarando seu pai e o fuzilando com o olhar para que ficasse claro que ela se referia a ele ao mencionar pais protetores.

– Mas é claro que sim! – Mike e Marcos assentiram severamente juntos fazendo Klaus e Damon sorrirem presunçosos.

– Você acha que eu vou deixar essa coisinha pequena desprotegida? Nunca! – Marcos assentiu revirando os olhos usando um tom óbvio em sua voz e então depositou um beijo demorado na filha.

– Tio... – Claire aproximou-se de nós após ter passado todo aquele tempo em silêncio sentada ao sofá onde estávamos – Titio Marquinhos me diga uma coisa, você estava “grávido” igual a tia Lena? A minha priminha estava dentro da sua barriga? Mas porque ela não cresceu? – ela perguntou com um interesse inocente fazendo todos ali presentes começarem a rir alto deixando a garotinha um tanto intrigada.

– Não meu anjo, o tio não estava “grávido” de Mariah... É um pouco complicado de se entender e explicar...

– É assim filha, o tio Marcos e o tio Mike são homens e não podem ter filhos pois apenas mulheres engravidam mas como os dois queriam muito, muito ser pais, eles adotaram Mariah. Os dois foram a um orfanato, que é um lugar onde moram criancinhas que não tem papai e mamãe, e disseram para o Juiz que queriam muito levar Mariah para a casa deles então após um longo processo e após o Juiz ter visto que o tio Mike e o tio Marcos são boas pessoas e que realmente querem Mariah, ele a deixou ir para casa com eles e agora ela tem uma família... Entendeu?

Caroline explicou de uma forma simples e rápida para a filha o que era basicamente o processo de adoção para que ela entendesse pelo menos um pouco a situação de seus tios e após certo tempo em silêncio, captando o que sua mãe havia dito, Claire sorriu assentindo que havia entendido.

– Puxa que legal tio Marcos! Agora ela tem dois papais! – Claire sorriu encarando seu tio parecendo estar extremamente feliz.

– Isso mesmo! – Marquinhos respondeu carinhosamente para nossa sobrinha.

Toda a atenção estava voltada a Mariah e assim permanecera durante toda a tarde e enquanto ela passava de colo em colo, fizemos Marcos e Mike abrirem todos os presentes que havíamos levado para a pequena como se fosse realmente um chá de bebe, fizemos algumas brincadeiras com os dois também para descontrair, tiramos inúmeras fotos daquela tarde com ela em frente a enorme faixa escrito "bem-vinda Mariah" para deixar guardado aquele momento especial para que ela visse o quanto a esperamos e a queríamos bem. Eu, Damon e Emily passamos a maior parte do tempo com ela em nossos braços a fazendo sorrir, a enchendo de beijos e carinhos e era incrível como ela já havia se familiarizado e se acostumado conosco e como nós tínhamos nos apegado tanto a ela, a impressão que eu tinha era que ela havia nascido especialmente para nossa família como se já fosse predestinada, e em apenas poucos minutos, já havia ganhado, não somente o meu, mas o coração de todo mundo naquele apartamento.

Aquela pequena garotinha exalava simpatia e sem dúvida alguma era o bebê mais risonho e encantador que eu já havia visto, assim como Claire óbvio, e encarar aqueles olhinhos felizes e o sorriso encantador me fazia refletir que ser humano no mundo não gostaria de ter algo assim em suas vidas. Enquanto eu sofria e desejava com toda as minhas forças ter um bebê, alguém conseguia ter coragem de rejeita-lo...

Como de costume fomos os últimos a irmos embora e assim que entreguei Mariah adormecida nos braços de Mike, abracei meu melhor amigo o mais forte que consegui para me despedir dele.

– Eu estou tão orgulhosa, você não faz ideia... Você vai ser um excelente pai Marcos, eu tenho certeza disso! Não dê ouvidos a nada que lhe disserem ou ao que eles lhe disseram ok? Eu sei que é capaz, eu conheço você e por isso acredito no seu potencial...

Após ter tomado a grande decisão de que eles realmente queriam adotar um bebê, Marcos teve mais uma de suas crises com o que passou com sua família defendendo que apesar de querer ser pai e querer favorecer essa alegria a Mike também, ele temia não conseguir criar uma criança, tinha receio dos preconceitos, dos desafios e tudo que uma adoção por ele ser homossexual traria. Obviamente não iria ser fácil mas também não seria impossível, eles tinham consciência de todas as barreiras e não seria eu quem deveria ficar as martelando então como amiga, além de apoia-los nessa decisão, o ajudei a encontrar sua família para que eles tentassem se entender, assim como eu fiz com Caroline com o seu pai em seu casamento, dei todo o apoio que ele precisava mas infelizmente não acontecera conforme o esperado...

Tudo começou com a recepção que não fora muito calorosa, facilmente o pai de Marcos me reconheceu, já que meu amigo insistira para que eu o acompanhasse, me chamando de “uma das prostitutas do bordel de Meredith” e em seguida se dirigiu ao filho perguntando se ele já havia se tornado homem para procura-lo, obviamente aquilo quebrou meu amigo porém não o deixei padecer e não saímos de lá até que tudo aquilo terminasse. Ao entrarmos naquela casa que um dia fora de Marcos, o choque fora evidente em todos seus familiares, sua mãe tentara nos receber com cordialidade mas era evidente o quanto nossa presença a incomodava.

Seus sorrisos falsos e suas atitudes forçadas pareciam fazer meu estômago revirar de tanto ódio, como era possível uma mãe agir daquela forma com seu próprio filho? Como era possível uma família ter tanto desgosto de uma parte deles só por causa da sua opção sexual? Isso era indignante para mim, nunca faria sentido mesmo que eu pudesse ler os pensamentos deles. Marcos era um ser humano como outro qualquer e era filho deles acima de tudo, ele era uma pessoa incrível, extremamente amável e eu apenas sentia pena de sua família por não conviver com ele e sabia que se um dia eles se arrependessem seria tarde demais.

Assim que meu amigo contou sobre Mike e sobre sua intenção de adotar uma criança, os dois começaram a rir como se ele tivesse contado alguma piada e ao perguntarmos qual era a graça eles apontaram todos os contras em um casal homossexual adotar uma criança. Segundo a eles era uma péssima ideia já que faria um dano enorme ao psicológico da criança pois o “certo” não era uma pessoa ter dois pais ou duas mães e sim um de cada gênero, defendiam que a criança sofreria na escola e seria extremamente confusa com essa situação de dois pais e com isso, no futuro, obviamente seriam homossexuais por não conhecerem outra realidade.

– Obrigado, lena... – pelo seu tom de voz pude perceber que ele estava chorando mas não me afastei e apenas deixei que ele desabasse por aquele instante. Toda aquela situação havia mexido muito com meu amigo e demorou certo tempo para conseguir fazê-lo superar todos os absurdos que sua família o dissera, mas com muito esforço e paciência finalmente conseguimos convencê-lo de que eles estavam errados.

– Ela é linda, Marcos, nós já nos apaixonamos por ela, já a consideramos da família e você sabe que pode contar comigo para o que precisar... Esqueça eles e agora se concentre em sua filha, ok? Apenas pense em Mariah e nessa família que está construindo com Mike.

– Obrigado Lena, obrigado mesmo... Eu realmente não sei o que faria se não fosse você! – Marquinhos afastou-se levemente de mim e secou suas lagrimas – E quanto a esse pequeno aqui... – colocou as mãos sobre meu ventre e sorriu carinhosamente em meio a lágrimas – Ele vai crescer e nascer forte e saudável, vai brincar com a minha Mariah e a nossa Claire e todos esses medos que eu sei que estão passando pela sua cabeça vão ser todos bobos porque nós vamos ter o prazer de tê-lo ou tê-la em nossas vidas... Você vai ter a sua família também, Leninha.

– Marcos... – o reprimi baixinho e sem que eu percebesse meus olhos já estavam cheios de lagrimas. Eu chorava como se fosse um bebê, meus olhos pareciam duas torneiras abertas sem que conseguisse controlar a intensidade da água que escorria por eles – Isso não se faz com uma mulher grávida! – mais uma vez eu joguei meus braços ao redor dele o abraçando ainda mais forte.

Após nos despedirmos de Marcos e Mike, passamos em um restaurante italiano para comprar macarrão para o jantar, já que eu estava com vontade, e desde que entramos no carro me vi praticamente afogada em um mar de pensamentos. Minha mão repousava em meu ventre protetoramente e ao parar nos sinais vermelhos, Damon acariciava nosso bebê com a mão livre me fazendo sorrir para ele... Os olhinhos de Mariah assim como seus sorrisos não saiam de meus pensamentos e ter passado aquela tarde com as minhas duas sobrinhas apenas havia contribuído com a minha vontade de ter meu filho, Damon comprovava minhas teorias de que seria um ótimo pai, Emily uma irmã esforçada e aquele instinto maternal apenas intensificava-se em mim assim como aquele receio do aborto...

– Eu ainda acho que é uma menina... –Emily comentou quebrando o silencio que havia permanecido ali – E vocês?

Para ser sincera eu não havia pensando no assunto, ainda estava nas semanas de riscos e ainda me privava de pensar com tanta seriedade em meu bebê para que não sofresse tanto caso o pior acontecesse, sempre iria querer e achar que esperava um garotinho mas naquela gestação eu realmente não tinha nenhum palpite, não sabia exatamente o porquê.

– Eu não sei, realmente não tenho nenhum palpite mas espero que seja um menino... – dei de ombros sorrindo e acariciei meu ventre – E você papai?

– Não sei também, prefiro me surpreender na hora, seja menina ou menino nós vamos amar igual – Damon sorriu carinhosamente e levou minha mão ao seu rosto para depositar um beijo no torso dela.

– E os nomes? Já pensaram?

– Se for menino; Ian, eu gosto de nomes pequenos e Ian apesar de pequeno me parece forte, gosto dele... – respondi ainda acariciando meu leve volume com um sorriso deslumbrado no rosto.

– E se for menina; Lauren simplesmente porque eu gosto desse nome – Damon adicionou sorrido pelo retrovisor para filha.

– Tudo bem então, devíamos arrumar blusas com estampas escrito; "Lauren está a caminho" e uma para Elena escrito "Lauren abordo" – Emily disse com descaso nos fazendo rir devido a sua ansiedade.

– Olha, independente do sexo desse bebê a única coisa que eu sei é que ele está me deixando com muita vontade de comer esse macarrão e se não chegarmos em casa em cinco minutos eu juro que vou comê-lo aqui dentro!

– Tudo bem então, eu entendi! – Damon riu acelerando um pouco o carro – Acho que molho vermelho não combina com couro branco...

– Lauren, fique calma porque estamos a uma quadra de casa! – Emily riu como se acalmasse a irmã.

A primeira coisa que fiz ao colocar os pés para dentro do apartamento, logo após ter ido ao banheiro esvaziar minha bexiga que parecia ter diminuído relativamente de tamanho com a gestação, fora me sentar a mesa da cozinha acompanhada com Damon e acabar com aquele maldito desejo de macarrão a bolonhesa daquele restaurante em especifico que estava me enlouquecendo há semanas. Nunca tinha levado a sério a história de desejo em grávidas, em minha opinião era apenas uma desculpa que as mulheres davam para justificar que gostavam de comer coisas estranhas em horas inoportunas e claro para testar se seus maridos estavam dispostos a fazer suas vontades, mas desde o primeiro dia em que comecei desejar aquela comida parecia que nenhum outro macarrão serviria e assim que comi por duas vezes e que julguei estar satisfeita, eu e Damon fomos para sala aproveitar o tempo que tínhamos juntos.

– Damon, eu realmente quero ter esse bebê... Ver Mariah apenas me deixou com mais vontade ainda de tê-lo e eu estou com muito medo de perdê-lo, você não faz ideia – disse de uma forma manhosa e me aconcheguei em seu peito enquanto protegia meu ventre com as nossas mãos entrelaçadas sobre ele – Você viu o jeito que ela ficou com nós? O sorriso dela? Eu me apaixonei por ela Damon, parece que a vontade de ter essa coisinha aqui apenas aumentou...

– Nós vamos ter esse bebê, Lena, tudo vai dar certo você vai ver... Olhe só para sua barriga, para os seus quadris... – ele sorriu carinhosamente e ergueu minha blusa para que eu visse o que ele citava – As semanas estão passando e o risco também meu anjo, olhe só sua barriga como já está crescendo... Me diga se alguma de suas duas gestações ela chegou a esse tamanho – com cuidado ele cobriu o leve volume com as duas mãos e só assim pude perceber que realmente minha barriga estava grande se fosse comprar com as duas outras gestações, em silêncio balancei minha cabeça negativamente e ele beijou minha têmpora com carinho– Viu meu amor, nosso Ian ou a nossa Lauren está bem e ficará bem, eu te prometo! – Damon sussurrou em meu ouvido e eu me virei de frente para ele, me sentando em seu colo e abracei sua cintura com as minhas pernas.

– Eu amo você... – suspirei fundo afundando meu rosto na curvatura de seu pescoço enquanto ele afagava minhas costas com as pontas de seus dedos e assim que me preparei para começar a salpicar alguns beijos por aquela região, subitamente fui surpreendida por um enjoo horrível causado por um cheiro forte, adocicado e um tanto estranho que fizera meu estômago revirar e uma ânsia terrível subir me obrigando a empurrar Damon – Que cheiro é esse? – perguntei tentando cobrir minha boca com a mão devido ao enjoo.

– Que foi, meu anjo?

– Esse cheiro ruim... – franzi meu nariz tentando não inalar aquele odor e me afastei o quanto consegui dele – Damon, eu vou vomitar...

– O único cheiro que eu sinto é o meu perfume... – ele arqueou o pescoço e aquele mesmo cheiro me fizera descer de seu colo e correr em direção ao banheiro por ter intensificado meu enjoo. O mais rápido que eu consegui, me ajoelhei em frente ao vaso sanitário e coloquei para fora tudo o que havia jantado e comido naquele dia devido a tanto enjoo causado pelo mísero cheiro do perfume de Damon que só de me lembrar fazia minha ânsia piorar – Respira, Lena... Que estranho, já era para esses seus enjoos terem passado... – senti sua mão fria tocar minha testa segurando minha cabeça enquanto que com a outra segurava meus cabelos para que eu colocasse para fora o que havia comido.

– Damon até se eu não estivesse grávida iria enjoar o seu perfume, pelo amor de Deus onde o arrumou? – perguntei suspirando fundo e fechando os olhos tentando conter o enjoo.

– Meu anjo esse perfume foi você quem me deu de aniversário...

– Não foi não, tenho certeza de que não foi – neguei em meio a uma ânsia – Esse cheiro...

– Calma anjo, respira... – ele me sugeriu e assim fiz lentamente – Está melhor?

– Um pouco...

– Venha se limpar para descansar um pouco – Damon me deu apoio para que eu me levantasse e assim que me coloquei em pé aquele cheiro me invadiu novamente me obrigando a voltar a posição anterior ao sanitário.

– Damon, você se importa de tomar banho e se livrar desse perfume?

– Não, meu anjo, pode deixar... Vou deixar você sair do banheiro para voltar, ok? – ele disse de forma compreensiva acariciando minhas costas e sem ter coragem de me levantar enquanto ele estivesse ali, apenas balancei minha cabeça assentindo sua proposta.

Por volta da décima sétima semana com o volume de meu ventre consideravelmente grande de forma que qualquer pessoa conseguisse notar sob minhas roupas, após muitos mimos, cuidados, consultas frequentes, cólicas inesperadas e muito repouso, segundo minha médica finalmente eu havia saído das semanas de riscos. Obviamente os cuidados não poderiam diminuir mas segundo a ela as chances de eu sofrer um aborto espontâneo como das primeiras vezes haviam diminuído consideravelmente e para o meu grande alivio, eu e meu bebê estávamos ótimos graças a todas as cautelas tomadas e por isso minha gestação seguiria normalmente.

Assim que a notícia fora dada, nem eu e nem Damon conseguimos nos conter, no mesmo instante fora como se aquele amor que eu já cultivava pelo meu pequeno desde o início tivesse se triplicado e realmente comecei a me sentir grávida, me permiti sentir grávida, me dei a alegria de já me sentir mãe... Ainda que o medo de perder meu bebê ainda me assombrasse, a alegria de que ele iria nascer e a esperança de que conseguiria pega-lo em meus braços era muito maior para não me deixar curtir aquela fase deliciosa que estava vivendo, Damon e Emily passavam todo o tempo que podiam conversando com a minha barriga, beijando aquele volume mesmo que sem obter resposta e fazendo planos para nossa família, Claire, Caroline e Marcos também estavam extremamente ansiosos com o meu pequeno e boa parte de meus pensamentos e sonhos, senão todos, eram vinculados a ele. Eu duvidava muito de que existisse mulher tão feliz e realizada quanto eu.

Mal via a hora de finalmente descobrir o sexo do pequeno ser que carregava em meu ventre e com o terceiro ultrassom já marcado e estando um pouco mais tranquila pelo mais difícil já ter passado, algo extremamente desesperador acontecera conseguindo me deixar mais aflita do que nas semanas que minha médica julgava ser de risco; após uma semana corrida na revista por ser final de quinzena com os últimos preparativos para a próxima edição, finalmente me vi livre daquela grande coluna fotos e mais fotos, roupas, detalhes e tendências que me parecia interminável sobre a semana de moda em Nova Iorque, e ao finalmente passar pela porta de meu quarto, a única coisa que consegui cogitar em fazer, antes de me deitar naquela enorme cama confortável que dormia com Damon, fora tomar um banho longo para tentar relaxar um pouco mas após longos minutos debaixo daquela água quente, acabei me desequilibrando ao me secar no box e cai sentada no chão.

Todos sabiam os riscos de quedas na gestação e minha médica havia deixado claro o quanto eu deveria tomar cuidado com isso, sem querer me desesperar, tentei me reerguer mas assim que tomei impulso para me colocar em pé uma dor aguda atingiu meu ventre fazendo eu me curvar e desistir dos planos. Oh merda!

– Damon! – em um grito alto chamei meu marido em desespero – Damon, por favor! – sem precisar chama-lo mais uma vez, ele entra pelo banheiro rapidamente me encontrando caída e encolhida no chão do box enquanto protegia meu ventre devido a dor e chorava aos prantos de preocupação.

– Lena, o que houve?

– Eu cai, Damon, acabei perdendo o equilíbrio e cai e agora estou com muita cólica... – expliquei em meio a soluços agoniados – Por favor me leve ao hospital e ligue para minha médica, amor!

– Claro, mas antes venha aqui... – com cuidado ele me ajudou a levantar me pegando em seu colo, com rapidez e cautela me levou ao nosso quarto me colocando sentada em nossa cama para me secar e mais rápido que conseguiu me vestiu com um vestido prático para que saíssemos rapidamente de casa.

– Damon eu não vou aguentar perder mais um bebê e dessa vez vai ser ainda pior porque sei que foi minha culpa... – assim que ele me pegou em seus braços novamente para que fossemos para sala e assim seguíssemos para o carro, eu passei meus braços ao redor de seu pescoço e sussurrei aos prantos em seu ouvido – Por favor amor, salve nosso bebê!

– Lena fique calma, por favor, meu anjo, eu prometo que tudo vai ficar bem mas agora mantenha a calma, ok? Nosso filho vai ficar bem você vai ver... – ele respondeu tentando me tranquilizar enquanto passávamos pelo corredor.

– O que aconteceu? – Emily perguntou assustada e preocupada ao me ver chorando daquela forma no colo de seu pai e levantou-se de imediato do sofá.

– Elena caiu e nós estamos indo ao hospital, não tenho tempo pra explicar filha.

– Oh meu Deus, eu vou junto!

– Ótimo, agora pegue o meu celular e o de Elena de cima da mesa de centro e procure pela médica dela, ligue a ela e explique a situação, diga que estamos indo ao hospital central, ok?

Durante o caminho Emily conseguiu falar com minha médica e explicou minha situação, por coincidência e grande sorte ela estava de plantão naquela noite e já esperava por mim e enquanto Damon dirigia em uma velocidade e desespero conhecido, eu chorava acariciando meu ventre convicta de que aquele seria mais um bebê que não iria chegar a conhecer. Como se fosse um flashback, durante todo o caminho aquela dor da perda me invadia e a única coisa que eu conseguia fazer era chorar e fazer promessas de que nunca mais engravidaria... Eu orava baixinho pedindo para que um milagre salvasse meu bebê, eu precisava dele e sabia que não teria forças para perder mais um filho, Deus não poderia tira-lo de mim daquela forma, não depois de tanta alegria... Todos os cuidados não poderiam ter sido em vão, não, eu não poderia perder aquele bebê!

A única coisa que me consolava era que aquela cólica que parecera insuportável na hora da queda havia diminuído consideravelmente mas infelizmente resquícios dela ainda estavam ali me amedrontando e também, durante o caminho eu tentava sentir se estava sangrando porém como não sentia nada, ainda me restava um por cento de esperança de que meu bebê estivesse vivo e enquanto. Ao chegarmos, imediatamente fui atendida e após várias perguntas e um exame desconfortável de toque, fui encaminhada para um ultrassom de emergência para averiguar como estava o meu bebê.

– E então Doutora? – perguntei apressada encarando a tela onde aparecera meu filho.

– Olhe você mesma... – ela sorriu para mim apontando para aquele ponto médio na tela que movia-se incessantemente.

– É ele? – Emily perguntou curiosa e minha médica, que observava ao nosso lado, assentiu.

– Eu quero ouvir os batimentos, por favor... – Damon pediu para médica que fazia meu ultrassom e ela assentiu apertando as teclas necessárias e em seguida o som alto e acelerado dos batimentos cardíacos de meu filho invadiram a sala fazendo meus olhos transbordarem lágrimas de alegria e uma sensação incrível de alívio invadiu meu corpo.

– Eu não disse que ele estaria bem? – Damon sussurrou baixinho em meu ouvido depositando um beijo demorado em minha bochecha molhada por minhas lágrimas.

– Ele está bem mamãe... – minha médica me tranquilizou anotando algumas coisas em meu prontuário – Sinais vitais ótimos, sua placenta está bem também assim como o liquido amniótico, agradeça a esses dois que foram eles que protegeram seu bebê!

– Mas e a cólica que eu senti?

– Pode ter sido pelo movimento brusco que a queda causara lá dentro, seu útero pode ter se contraído pelo movimento, inúmeras possibilidades Elena, poderia ter ocorrido em um deslocamento de placenta mas agora vimos que está tudo bem com vocês dois, pode ficar tranquila... Só aconselhar mais um repouso de uma semana por precaução ok?

– Claro, claro!

– Olhe só, já é possível ver o sexo... Vocês querem saber?

– Sim! – respondi ansiosamente olhando para o monitor para tentar descobrir antes que ela nos dissesse.

– Vocês tem algum palpite?

– Eu acho que é uma menina! – Emily deu de ombros e eu e Damon apenas negamos.

– Hm, acho que não foi dessa vez... A mamãe está esperando um garotão! – a mesma moça que fazia meu ultrassom sorriu para mim e sem conseguir encontrar palavras para descrever tamanha alegria, eu começo a chorar mais uma vez com um sorriso maravilhado em meu rosto.

– O nosso Ian, meu amor! – Damon sorriu para mim e suas palavras apenas contribuíram para minhas lágrimas intensificarem mais.

– É um menino mesmo? – perguntei incrédula e entrelacei meus dedos aos de Damon.

– É sim olha só... – ela sorriu para mim e com um zoom me apontou para a parte que evidenciava que meu bebê pertencia ao gênero masculino – Consegue visualizar? – assenti sorrindo ainda mais incrédula.

Meu Ian, meu pequeno Ian.

Eu não conseguia controlar a emoção, meu coração batia em uma frequência inimaginável de tanta felicidade e meu peito vibrava devido aos soluços causados pelo meu choro sem controle. Meu bebê estava vivo e para completar minha felicidade e todas minhas expectativas, o que carregava em meu ventre era um garotinho, um menininho como sempre sonhei e desejei, meu pequeno Ian que iria completar minha vida e ser um pedaço perfeito de mim e Damon, o resultado de nosso amor e nossa união.

– Acho que você vai ter mais um guardião, Emms... – sorri para minha enteada acariciando meu ventre por cima de minha blusa assim que fui liberada para ir para casa e que estávamos no corredor do hospital a caminho do estacionamento.

– Ou então ele que se cuide porque terá duas mulheres muito ciumentas na vida dele! – Damon riu passando o braço em volta de minha cintura me puxando para si de forma que me ajudasse a caminhar e depositou um beijo demorado no topo de minha cabeça.

– Acho mais provável a segunda opção Lena – Emily riu acariciando meu ventre – Pode deixar que eu vou te proteger dessas garotas aproveitadoras de meninos bonitos, pequeno!

Com o passar dos dias o desespero foi diminuindo e os mimos apenas aumentando, após ter feito o repouso necessário que minha médica havia aconselhado consegui retomar minha rotina antes que esperasse e tudo voltou ao normal. Ian parecia crescer a cada segundo e minha barriga estava ficando cada vez maior, eu não poderia negar que amava aquela imagem que refletia no espelho, todos os dias de manha a primeira coisa que fazia era ficar por um longo tempo acariciando aquela barriga e conversando com Ian após perguntar para Damon se ele achava que minha barriga estava crescendo, obviamente eu percebia que ela crescia mas fazia questão de perguntar apenas para ouvir que sim e para receber os mimos e carinhos deliciosos de meu marido, que parecia tão feliz quanto eu com a chegada de nosso pequeno.

Completando a décima nona semana de gestação pude viver um grande marco em minha gravidez, pelo qual estava extremamente ansiosa; os primeiros movimentos de Ian. Eu já estava praticamente entrando em desespero por ainda não tê-lo sentido mexer ou não ter percebido seus movimentos, segundo a internet, folhetos e Caroline, já era para meu pequeno ter dado sinal de vida para mim e pelo jeito aquele garotinho gostava de preocupar a mamãe dele. Mas em uma madrugada em que eu acordara para ir ao banheiro, após voltar a me deitar e enquanto tentava dormir, senti algo tremular dentro de mim fazendo uma leve cócegas ou um pinicar gostoso, que por eu estar sonolenta acabei demorando um tempo considerável até perceber e me dar conta do que era. Levei minha mão até minha barriga, na região onde sentia aquela sensação e mesmo que eu não sentisse aquilo por fora, um sorriso maravilhado apareceu em meu rosto ao me dar conta de que aqueles eram leves chutinhos... Sim, chutinhos.

– Damon... – mesmo que meu marido estivesse dormindo não me importei em acorda-lo, ele mesmo havia me pedido para que eu contasse a ele quando sentisse nosso filho mexer então pouco me importei que eram apenas duas da manhã de uma segunda-feira – Damon acorda! – o cutuquei um pouco mais forte o fazendo virar na cama e acender seu abajur de cabeceira para me olhar.

– Que foi, meu anjo? Está tudo bem? – ele perguntou assustado sentando-se na cama tentando lutar contra o sono.

– Amor o Ian está mexendo... – disse a ele sorrindo abertamente mas ele arqueou sua sobrancelha me encarando com certa duvida por não ter entendido o que eu queria dizer – Damon, estou sentindo nosso filho mexer! – repeti para ele pausadamente e após alguns segundos ele sorriu em resposta.

– Oh me desculpe! – imediatamente ele me abraçou e então me deitou em nossa cama, erguendo minha camisola para deixar minha barriga a mostra – Oi filhão já estava na hora né?! – ele riu deitando sua cabeça sobre meu ventre com cuidado enquanto o acariciava – Ele está mexendo ainda?

– Está sim, aqui oh... – guiei sua mão a região onde o sentia mexer e a deixei ali – Sente?

– Não... – Damon respondeu um tanto cabisbaixo – Muito cedo ainda... – suspirou fundo se endireitando ao meu lado e então começou a depositar inúmeros beijos em minha barriga principalmente sobre a região onde sua mão estava – Eu já falei o quanto queria ser pai de um garotinho? Brincar de carrinho com ele, jogar bola, fazer os programas que meu pai fazia comigo, ensina-lo a fazer a barba... – ele riu e beijou mais uma vez meu ventre fazendo uma lágrimas escorrer pelo canto de meus olhos – Eu vou ensina-lo a como ser um cavalheiro, um homem de verdade, educado e bem instruído, vou ensina-lo a como conquistar as mulheres e como tratar dignamente uma... Você vai ser a criança mais linda desse mundo, filho! – Damon sorriu carinhosamente para mim com lágrimas nos olhos e beijou mais uma vez meu ventre para deitar-se ao meu lado.

...

– Elena... – ao longe eu ouvia uma voz suave e doce me chamando tentando me puxar daquele lugar delicioso que era a inconsciência e o sono profundo que dormia – Acorde Lena... – mais uma vez a voz suave me chamara me fazendo gemer em reluta e assim que me movi lentamente na cama um cheiro delicioso de café me atingiu tornando-se impossível não salivar e não querer acordar naquele mesmo momento. Lentamente eu me espreguicei bocejando e lutando contra aquele sono terrível que tomara conta de mim nos últimos meses e a medida que abria o olho e que vinculava a voz aos cabelos dourados e olhos claros que me encaravam ansiosamente, me dei conta de que quem me acordava era Emily – Bom dia! – ela sorriu para mim e eu me sentei ainda um tanto sonolenta na cama.

– Bom dia Emms, que horas são?

– Sete da manha... – ela respondeu mordendo o lábio inferior um tanto envergonhada.

– Aconteceu alguma coisa? – perguntei assustada já que ela nunca acordava a esse horário aos sábados e muito menos me acordava.

– Não... – ela negou e tomou fôlego para se explicar — É que hoje é dia das mães e eu queria lhe dar algo mas como não sabia o que, pensei em preparar e comprar um café da manha especial e servir para você na cama – ela explicou timidamente e gesticulou a bandeja especial para café na cama com frutas, iogurte, cereal, café, leite, suco e tudo o que as pessoas costumavam a comer no café da manha.

– Nossa, obrigada Emily! – sorri abertamente para ela e levei minhas mãos ao meu ventre – Ian fica feliz por você ter se lembrado da mamãe dele...

– Na verdade esse é um presente meu para você, Lena... Queria te dar algo de dia das mães por tudo o que você fez por mim esses anos e como eu e meu pai costumávamos a acordar minha mãe as sete da manhã do dia onze de maio com um café na cama pensei que seria legal fazer isso com você, sei que não é minha mãe e me lembro de quando era aquela pirralha chata e implicava com você falando que nunca iria te considerar minha mãe ou te chamar de mãe mas eu seria extremamente ingrata se fizesse isso... Eu queria lhe dar algo por você ter sido uma das pessoas que mais me apoiou nesses últimos anos, que mais me ajudou em assuntos pessoais, por nunca ter virado as costas para mim quando eu precisei, por ter trago alegria de volta para o meu pai e por ter sido mais do que uma mãe ou uma irmã mais velha para mim... – Emily explicou com um sorriso tímido no rosto.

Quatro anos havia se passado mas parecia que eu ainda via aquela garotinha birrenta de doze anos da qual eu tinha medo e que tanto queria conquistar em minha frente, era tão irônico pensar e me lembrar de quando Emily simplesmente me odiava enquanto ela estava me dando café da manhã na cama de dia das mães e me dizendo coisas que nunca pensei que um dia fosse ouvir dela... Emily havia crescido e amadurecido de uma forma inacreditável e isso apenas comprovavam minhas hipóteses de que o que ela precisava era atenção e carinho, assim que me aproximei dela percebi que ela não era aquele pequeno demônio que eu julgava ser e quando percebi já havia me apegado a ela mais do que deveria.

– Oh querida, não sei o que falar... – sorri sentindo meus olhos cheios de lágrimas – Obrigada Emily, de verdade, eu não esperava por isso...

– Você gostou? – ela perguntou esperançosamente.

– Eu adorei Emily, você não faz ideia o quanto ouvir isso significa para mim! – ela deixou a bandeja de lado e então passou os braços ao meu redor me abraçando forte.

– Você merece Lena, muito obrigada!

– Obrigada você por ter sido a filha e a pessoa que eu sempre quis cuidar e proteger durante esses anos, obrigada por ter me aceitado... – a abracei igualmente forte acariciando suas costas e afagando seus cabelos – Agora imagino que você, Damon e Katherine tomavam café na cama nessas manhãs não é mesmo? Faço questão de que se junte a mim... – ela assentiu sorrindo e então começamos a comer enquanto conversávamos animadamente.

– Ele está mexendo? – Emily perguntou sorrindo ao ver que eu acariciava o canto de minha enorme barriga de vinte e cinco semanas enquanto comia.

– Está sim, quer sentir? – ela assentiu e chegou perto de mim colocando as duas mãos sobre meu ventre – Não sei se você vai conseguir sentir, seu pai tem tentado todos os dias e por enquanto não sentiu nada... – posicionei suas mãos onde mais sentia Ian mexer e então esperamos que ele se movesse novamente – Filho, sua irmã quer sentir você, chuta para ela pequeno você estava mexendo até agora...

– Ian... – ela debruçou-se com cuidado sobre minha barriga para conseguir falar com meu pequeno – Você não vai mexer para mim, não? Ian... – coloquei minhas mãos sobre as dela e pressionei levemente meu bebê como sempre fazia quando queria senti-lo mexer e em resposta o senti espreguiçar-se e então chutar a mão de Emily.

– Sentiu?!

– Sim!! – ela respondeu sorridente e então ajeitou melhor suas duas mãos para sentir aquele garotinho que voltara a mexer com vontade – Olá pequeno, você chutou primeiro para a sua irmã, foi? Hey, quero que você nasça logo Ian, sei que deve estar quentinho e aconchegante ai dentro mas estamos todos ansiosos para conhecer você... Nosso pai é um máximo você precisa ver e sua mamãe é incrível, tenho certeza de que vai ama-la assim como todos nós amamos ela... – Emily beijou demoradamente minha barriga e então aconchegou-se em minha frente, deitando sua cabeça em minhas pernas.

– Posso saber por qual motivo você e seu pai acordavam Katherine tão cedo no dia das mães? – perguntei rindo e comecei a fazer carinhos nos cabelos macios dela.

– Justamente porque ela não gostava, fazíamos isso de proposito para ela se irritar mas após comermos sempre voltávamos a dormir e acordávamos por volta do meio dia... – ela riu com a lembrança e enquanto mantinha sua cabeça bem próxima a minha barriga, levou a mão para tocar o outro lado de meu ventre para sentir Ian mexer – Acho que alguém está com ciúmes do colo da mamãe... – por ouvir a voz da irmã tão próxima a ele, Ian pulava dentro de mim e se agitava de uma forma que nunca havia feito antes e quanto mais ela provocava mais forte ele chutava me fazendo sorrir abertamente com aquilo.

– Olha só que recepção mais calorosa é essa? – a voz suave e cansada que eu bem conhecia soou pelo quarto vindo em direção da porta nos fazendo direcionar nossa atenção ao recém chegado.

– Pai que bom que chegou! – Emily sorriu em direção ao pai – Você precisa ver, Ian está praticamente pulando para fora da barriga de Elena...

– Aé mesmo? Eu quero senti-lo mexer também! – seu lábio inferior curvou-se em um beicinho enciumado enquanto ele desabotoava sua camisa e desatava seu cinto para começar a se despir. Normalmente ele tomava banho antes de sair do plantão então a primeira coisa que fazia ao chegar em casa era se livrar de suas roupas para então deitar-se comigo em nossa cama.

– Venha logo antes que ele durma... – Emms provocou o pai e assim que Damon estava apenas com sua boxer, ele aproximou-se de nós se debruçou sobre mim para irritar a filha.

– Bom dia meu anjo – ele sorriu beijando meus lábios demoradamente me fazendo sorrir contra seus lábios.

– Bom dia amor, como foi o plantão? – ignorando de proposito a presença de Emily ali, pois sabíamos o quanto a irritava quando fazíamos aquilo, levei minhas mãos ao rosto de Damon acariciando sua face com a barba para fazer e com cuidado dedilhei suas olheiras fundas e seus olhos sonolentos.

– Extremamente cansativo, ainda não sei como consegui vir dirigindo até aqui sem cair no sono...

– Pai, agora que Ian ouviu sua voz ele parou de mexer! – Emily o repreendeu conseguindo se livrar da barreira que eu e seu pai havíamos formado ao redor dela.

– Ah é mesmo? Quer vê-lo mexer bastante? – Damon a desafiou e então se aconchegou ao nosso lado, passando o braço ao redor de minha barriga e deitando sua cabeça bem próximo a mim – Filho... Papai chegou – ele sorriu para mim e então beijou minha barriga esperando que Ian mexesse – E esse café na cama? Tudo isso é saudades de mim?

– Podemos até estar com saudades mas esse café da manha foi feito especialmente para mim... – respondi sorrindo presunçosamente e pisquei para Emily – Emily preparou um café da manhã especial para mim para o dia das mães...

– E a acordei as sete horas assim como fazíamos com a mamãe... – ela completou timidamente fazendo seu pai encara-la perplexo.

– Você fez isso, filha? – perguntou Damon surpreso e um tanto emocionado.

– Você não sabia disso, Damon?

– Não fazia ideia!

– Sim, estive programando isso há semanas, ajudei algumas garotinhas na patinação com as coreografias, dei algumas aulas particulares e então consegui comprar uma cesta de café da manhã para Elena.

– Filha... – ele sorriu maravilhado e deslumbrado sem saber o que falar – Agora para tudo ficar completo só falta eu comer.

– Interesseiro! – Emily o fuzilou com o olhar enquanto ele roubava um cacho de uvas.

– Ele está muito quieto, amor! – Damon resmungou baixinho e alcançou uma uva em minha boca me fazendo rir.

– Converse com ele... – respondi de boca cheia e posicionei sua mão no local onde Ian costumava a chutar.

– Filho, papai está aqui, você não vai chutar para mim? Dá só um chute para o seu pai... – assim como havia feito com Emily, pressionei aquela parte do corpo de Ian que conseguia tocar e em resposta ele chutou a mão de Damon – Eh campeão, que chute forte! – ele sorriu abertamente para mim com os olhos marejados beijou minha barriga.

– Pai, ele mexe muito quando ficamos cutucando ele... – Emily sugeriu e por Ian ter escutado a voz conhecida da irmã ele voltou a se mexer daquela forma que mexia antes de Damon chegar.

– Isso é injusto, ele praticamente salta para fora da sua barriga quando Emily fala, porque não faz isso comigo também? – Damon resmungou enciumado.

– É porque ele está reconhecendo ainda a sua voz, amor... – expliquei a ele acariciando seus cabelos.

– Tudo bem, eu vou conversar tanto com ele hoje que vai ser impossível ele não reconhecer minha voz! – Damon sorriu beijando meu ventre e então apoiou0se em seu cotovelo para beijar meus lábios.

– Emms o que você acha de irmos para a sala deixar o seu pai dormir?

– Não, não precisa, eu estou bem fiquem aqui comigo...

– Damon, não são nem nove horas da manha ainda, descanse pelo menos um pouco para depois passarmos o dia juntos!

...

Quanto mais eu queria que o tempo passasse rápido, mais lentamente ele parecia correr... Não conseguia conter minha ansiedade para que Ian nascesse e a cada semana que se passava a impressão que eu tinha era de que minha barriga fosse explodir, definitivamente os últimos meses eram os mais difíceis apesar de os mais gostosos; Ian parecia esquecer que ainda estava em meu útero e quando se movia e espreguiçava-se em minha barriga chegava a fazer ondas possíveis de serem vistas por fora de seus movimentos, minhas costelas eram os alvos preferidos de seus pezinhos e minha bexiga havia se tornado um confortável travesseiro para ele a deixando ainda “menor” do que parecia, meus hormônios e minha sensibilidade era outra coisa que definitivamente estava me deixando louca, todas as vezes que eu e Damon discutíamos eu sempre acabava chorando descontroladamente e sempre que ele começava a me fazer carinho, era impossível conter que um turbilhão de hormônios explodissem em meu corpo me fazendo ataca-lo com segundas intenções.

Tirando as noites mal dormidas e dores insuportáveis nas costas, eu amava estar grávida e quando percebi, já estava há poucos dias da data prevista para o parto de Ian acontecer.

– O que houve, meu anjo? – Damon perguntou preocupado e acariciando minhas costas enquanto encarava as estrelas, encostada a enorme janela do quarto que dividia com meu marido – Você não vem dormir?

– Não estou conseguindo, estou estranha, passei o dia inteiro com contrações e não encontro nenhuma posição na cama, Ian está pesado e grande demais... – resmunguei baixinho passando a mão pelo meu ventre enquanto me apoiava em minhas costas – Estou cansada, amor...

– Venha meu anjo, você precisa descansar – ele me puxou com delicadeza para si me conduzindo de volta para a cama – Eu te ajudo a encontrar uma posição, você pode se apoiar em mim ou então posso pegar mais travesseiros... O que prefere?

– Você é claro! – eu sorri em resposta e ele voltou a se deitar ao meu lado. Assim como sempre dormíamos, me aconcheguei em seu peitoral e com cuidado apoiei minha barriga nele de modo que praticamente o abraçasse com as pernas.

– Está confortável? – perguntou Damon me aninhando em seus braços e acariciando meus cabelos para que eu dormisse, sem encontrar forças para responder eu apenas balancei minha cabeça positivamente e em questão de poucos minutos adormeci profundamente em seus braços.

Não sabia exatamente quanto tempo havia adormecido, ter dormido nos braços de Damon de longe havia sido a melhor coisa a se fazer e de tão descansada que estava parecia que haviam se passado horas de sono, mas assim que ouvi Damon tentando me acordar, o céu ainda estava escuro do lado de fora.

– Elena, acorde...

– O que foi? – resmunguei baixinho tentando me virar na cama.

– Lena, eu acho que a sua bolsa estourou.

Notas finais
Bom gente, espero meeesmo que vocês tenham gostado. E ai como será que vai ser o parto do ian? Quem tá curioso para ver os dois com esse pequeno? E ai o que acharam? Odiaram? Detestaram? Amaram? Enfim, comentem pfvr!