New Life

20 Capítulo 19 - Babysitting


Notas iniciais
olá mis amoressss, fiquei feliz porque depois de muito tempo uma recomendação s2 muiiiito obrigada JessykaSalvatore pela recomendação amr, fico feliz por ter mandado e pelas palavras. Bom, esse capítulo obviamente seria maior mas como sempre eu me empolguei e ultrapassei as treze mil palavras então decidi dividir ele em dois, no mesmo esquema que o anterior. Então com quinze comentarios nesse eu juro que imediatamente eu posto o proximo, enfim, boa leitura amores e espero que gostem

Uma semana havia se passado desde o péssimo incidente com Annabelle e desde aquele grande ocorrido, muitas coisas haviam acontecido – digo, não foram muitas mas para apenas sete dias fora um avanço significativo e em minha opinião, um ótimo progresso que conseguira tirar uma enorme “pedra”, com o perdão da expressão, de meu caminho. Após Damon ter me dado o anel foi como se nosso relacionamento tivesse se concretizado e fortalecido ainda mais conseguindo abafar todo o transtorno que Annabelle causara, nos unindo e intensificando o sentimento que sentíamos pelo outro. Nem com Emily ou Pearl as coisas haviam mudado, as duas por incrível que pareça ficaram do meu lado e surpreendentemente me protegeram durante toda a confusão, as vezes eu me perguntava se tudo aquilo que estava acontecendo não se passava de um sonho, uma mera ilusão criada pelo meu consciente cansado de sofrer mas quando eu estava convicta de que tudo estava bom demais para ser verdade, Damon conseguia me provar de que o que vivia era realidade e sem duvida alguma me tornava a pessoa mais feliz que existia.

Quando pensei que tudo já havia sido esquecido, exatos quatro dias após o escândalo de Annabelle, tudo o que eu não esperava aconteceu. Assim que fechei a loja no fim de meu expediente, tento seguir meu caminho para o apartamento de Damon, que havia me pedido para passar a semana com ele e a filha, mas acabo encontrando meu Doutor que atravessava a rua apressadamente, vindo do hospital onde trabalhava parecendo um tanto nervoso.

– Elena, que bom que te encontrei!

– O que faz aqui? Não deveria estar indo para casa já?

– Sim, meu expediente já acabou mas chegou uma paciente na enfermagem... – ele franziu o cenho um tanto confuso – Annabelle parece ter se metido em encrenca e está fazendo uns curativos, ela quer te ver Lena...

– Me ver? – perguntei surpresa e ele apenas assentiu – Damon...

– Lena, tenho certeza de que não é coisa ruim, se for eu te dou liberdade para piorar a aparência dela e não sei, aproveitar que ela já está em um hospital e quebrar um braço de uma vez – ele riu com maldade e eu o encarei sem entender muita coisa – Venha que você já vai entender sobre o que eu estou falando...

Com certa pressa, Damon me guiou ao hospital por onde passamos pela recepção, subimos pelo elevador e atravessamos por vários corredores até chegarmos a ala da enfermagem onde havia uma grande sala com pequenas cabines divididas por cortinas, segui as instruções ditas por Damon e então encontrei Annabelle sentada em uma poltrona reclinável com um couro branco, típica de hospital, com o rosto todo machucado e cheio de curativos provavelmente esperando por mim. Sem saber direito o que fazer, puxo a cortina com um tanto de força fazendo barulho e pigarreio para chamar sua atenção.

– Damon disse que queria falar comigo... – cruzo os braços e a olho com certo desdém, combinando meu olhar e meu tom de voz – Espero que não tenha me chamado aqui para falar mais absurdos...

– Não acho que estou em condições de brigar no momento... – ela respondeu tentando forçar um sorriso e se eu não estivesse tão próxima a ela obviamente não iria conseguir escuta-la de tão falha que estava sua voz.

– Posso perceber... O que aconteceu? – perguntei tentando não demonstrar tanto interesse.

– Parece que a esposa de Bart descobriu quem eu sou e então decidiu se vingar de mim e aqui estou... – apontou para o rosto machucado revirando os olhos fazendo meu maxilar despencar.

– Cristina fez isso em você? – perguntei abismada tentando conter um riso.

– Você a conhece?

– Sim, Cristina foi minha chefe!

– Foi você quem contou a ela, não foi? – perguntou Annabelle parecendo brava e mantendo-se séria e serena.

– Não Annabelle, eu não contei! – neguei com severidade mas mantendo a paciência – Não contei porque Damon me pediu e não por você, não contei também porque só provaria tudo o que você disse sobre mim e me faria uma vadia vingativa, o que eu não sou! – disse com um tom de superioridade que a fizera se encolher na poltrona – Fique tranquila porque você não vai precisar fazer escândalo...

– Obrigada...

– Como disse, não fiz por você...

– Eu sei – ela suspirou fundo e então ergueu a cabeça, tomou folego e ficou me encarando por vários segundo até que tomasse coragem para começar a falar – E eu queria te pedir desculpas... – prosseguiu de cabeça baixa em um sussurro e sem conseguir controlar, deixo escapar um riso alto e incrédulo.

– O que disse? Desculpe, não ouvi... – sabia que não iria me trazer benéfico material nenhum fazer aquilo com Annabelle mas não conseguia evitar aquele sentimento de vingança, aquele orgulho de escuta-la me pedindo perdão por alguma coisa e aquilo deixar passar despercebido.

– Desculpa... – ela repetiu aumentando um pouco o tom de voz.

– Fale mais alto, ainda não consegui escutar...

– Eu estou te pedindo desculpas, porra! – respondeu Annabelle exaltando-se.

– Ah sim, agora entendi... Mas pelo que você está pedindo perdão, querida? – um sorriso maléfico formou-se em meu rosto e um tom debochado tomou conta de minha voz.

– Por tudo... – ela deu de ombros – Por ter falado sobre a prostituição para Emily, por ter dito desaforos para você, por ter feito aquilo na sexta-feira de noite, enfim, por tudo... – Annabelle suspirou fundo e abaixou a cabeça tentando esconder a vergonha por estar se desculpando e se redimindo por algo.

Era impossível controlar meu ego naquele instante, sentia que ele poderia explodir dentro de mim a qualquer momento e eu sequer me importava ou me incomodava com isso, para ser sincera estava adorando tanto aquela submissão de Annabelle que um sorriso presunçoso se formara em meu rosto.

– Você deve estar adorando me ver assim, não é mesmo? Me redimindo para você, toda ferrada em sua frente...

– Quer saber mesmo Annabelle, eu estou adorando cada segundo disso... – sorri presunçosa e caminhei em sua direção a fazendo esquivar-se de mim, escorando-se mais ao encosto da poltrona até que eu me inclinasse em sua direção e me apoiasse nas laterais onde ela deixava seus braços para falar extremamente perto ao seu rosto – Parece que meu ego vai explodir dentro de mim de ver você assim e não tem vingança melhor no mundo do que ter alguém que te fez tão mal te pedindo perdão... Porém, eu não vou te perdoar porque eu sei e sinto que esse seu pedido de desculpas não é sincero, se for para partir para falsidade prefiro que continue a me odiar! – lancei um olhar frio a ela e então voltei para onde estava.

– Tudo bem, eu estou indo embora mesmo, então... – ela deu de ombros me fazendo encara-la com certa duvida – Pois é Elena, eu não consegui o que queria, Bart descobriu que eu estava o usando e me tirou da promoção, minha mãe e minha família inteira estão decepcionadas comigo, não me resta fazer nada aqui... Estou me mudando semana que vem para França, talvez consiga recomeçar do zero, encontrar um namorado legal, limpar minha imagem... Acho que vai ser melhor assim não só para mim mas para todo mundo também...

– Eu também acho! – assenti seriamente parecendo gritar de felicidade por dentro. Oh céus, que tipo de ser humano eu havia virado? – Era tudo isso que você queria comigo? – ela assentiu de cabeça baixa.

– Espero que um dia consiga me perdoar, Elena...

– Espero que um dia realmente queira meu perdão, Annabelle... – disse por fim – Adeus, Annabelle.”

– Impressão minha ou tem alguém distante por aqui? – uma voz aveludada e extremamente conhecida sussurrou em meu ouvido me fazendo sair rapidamente de meus devaneios enquanto eu tomava meu café da manha naquele sábado – Bom dia, meu anjo! – Damon sorriu contra a pele fina de meu pescoço depositando sutis beijos pela região.

– Bom dia! – sorri em resposta e encolhi meus ombros virando meu rosto para tentar beija-lo também – Onde você estava?

– Acordando Emily... Está tudo bem? – ele respondeu sem se afastar e eu apenas assenti – Que bom porque nossa pequena visita acabou de chegar e já está subindo...

– Já?! Mas que horas são? – perguntei assustada me levantando depressa da mesa.

– São dez e meia, amor, parece que você dormiu um pouco demais essa manhã... Você e Emily... – Damon respondeu rindo com descaso e eu tomei o restante de meu café em um só gole para esperar o elevador chegar ao andar do apartamento de Damon.

Não sabia como conseguira esquecer algo como aquilo mas simplesmente me passara batido; naquele sábado a noite aconteceria o casamento de minha melhor amiga e para que ela e seu futuro marido pudessem se arrumar para a festa, eu e Damon iriamos ficar com Claire naquele dia e como se aquele sábado fosse um inicio de final de semana qualquer, sequer tomei nota de que minha sobrinha estava a caminho da casa de meu namorado.

– Bom dia Elena! – Klaus me cumprimentou sorridente, apesar de estar parecendo um tanto nervoso, assim que as portas do elevador se abriram e segurando desajeitadamente sua filha e mais duas malas grandes de bebê aparentemente pesadas, ele entrou no apartamento de Damon.

– Damon dia Klaus, e bom dia princesa! – o cumprimentei e para ajuda-lo tratei de pegar Claire de seus braços enquanto Damon pegava as malas.

– Mais uma vez muito obrigado por terem ficado com ela...

– Imagine, será um grande prazer ficar com ela e tenho certeza absoluta de que ela não dará trabalho algum – respondo sorrindo tentando tranquiliza-lo.

– Bom Elena, tudo o que você precisar está nas bolsas, a roupa que ela usara na festa está nessa mala rosa pink junto com os acessórios de cabelo e tudo mais, Caroline disse que você saberia o que fazer... Nessa mala branca, no bolso do canto tem uma lista que Car escreveu com todos os cuidados com os preparos com o mama dela, os números de contato e endereços, pediatra, avós, meu, o dela... – ele franziu o cenho forçando sua memoria para averiguar se havia se esquecido de alguma coisa.

– Klaus, qualquer coisa eu ligo para vocês, pode deixar... – ri baixinho o tranquilizando – Pode ir, ela estará bem cuidada e se acontecer alguma coisa Damon é médico, tenho certeza de que ele saberá o que fazer.

– Oh sim, é verdade... – Klaus assentiu parecendo um pouco mais aliviado e então arqueou suas sobrancelhas lembrando-se de mais um detalhe – Ah e aqui está o bebê conforto dela para vocês a levarem para o casamento! – ele voltou rapidamente para o elevador para pegar no chão aquela cadeirinha propicia para transportar bebês no carro e entregou a Damon – Agora eu realmente preciso ir senão o pessoal da decoração chega e não terá ninguém para recebê-los.

– Tudo bem, pode ir tranquilo Klaus!

– Mais uma vez, obrigado! – ele sorriu para nós – Vejo vocês a noite, tchau filha, papai te ama! – disse depositando um beijo demorado na bochecha de Claire e então voltou para o elevador, retirando-se apressadamente.

– Só eu o achei um tanto descontrolado? – Damon perguntou hesitante me fazendo rir alto.

– Descontrolado e super-protetor! Fico pensando como eu seria se fosse mãe e como você era com Emily...

– Ah acho que não era tanto assim... – ele deu de ombros com descaso.

– Damon, você foi pai aos dezenove, vinte anos é claro que você foi assim ou talvez pior! – conclui com obviedade e revirei os olhos – E você fala como se ainda não super protegesse Emily, a menina vive em uma redoma, que hipócrita!

– Ok ok tudo bem, já entendi, não precisa ofender dessa forma! – ele suspirou fundo erguendo as mãos dando-se por vencido e então colocou sobre o sofá da sala as duas malas de Claire e o bebê conforto – Hm será que eu ainda sei e tenho jeito para cuidar de uma bebezinha... – Damon apoiou-se em seus joelhos para ficar na altura de Claire que estava em meu colo.

– Tenho certeza que sim, pai! – assentiu Emily que vinha sorridente pelo corredor e parando ao nosso lado – Bom dia, família!

– Bom dia, Emms!

– Hey filha! – Damon sorriu a beijando demoradamente na bochecha e então voltou sua atenção a Claire – Hey boneca, qual é a sensação de ir ao casamento dos pais, ein? Conte para o tio... Hm, você não vai contar para mim como é saber que vai presenciar seus pais se casando? Não está ansiosa, não? – ele brincou de forma carinhosa com Claire e quando encarei o rostinho arredondado da garotinha em meu colo, um sorriso enorme estava estampado nele em resposta ao que Damon estava falando – Ah é mesmo? Você está feliz em ir ao casamento dos seus pais?

– Pai a pegue no colo... – Emily encorajou o pai e eu incentivei arqueando as sobrancelhas. Damon por sua vez endireitou-se e então eu o passei Claire para seus braços e ele logo a ajeitou contra si.

– Oh meu Deus, quanto tempo faz que eu não pego um bebê... – Damon soltou um riso anasalado balançando a cabeça negativamente e então aproximou Claire de seu rosto para depositar um beijo em sua bochecha – Que saudades de você pequena assim, filha...

– Você sabe que para isso tem uma solução... – respondeu Emily sorrindo com uma falsa inocência e me encarou da mesma forma.

– Você quer voltar a ser bebê e usar fraldas, Emily? – arqueei minha sobrancelha esquerda a provocando e em resposta ela me fuzilou com o olhar.

– Você entendeu o que eu quis dizer, Elena! – ela respondeu me desafiando e eu apenas sorri balançando a cabeça.

– Vou ver o que Caroline escreveu e arrumar um lugar para ela ficar e brincar, ok?

– Pode deixar! – Damon assentiu e começou a brincar com Claire e Emily.

Enquanto Damon e Emily brincavam com Claire, estendi sobre uma parte do sofá uma manta que Caroline havia colocado na bolsa e coloquei uns brinquedos para idade dela em volta junto com um travesseiro onde ela ficava encostada e então fui ler o que Caroline havia me deixado escrito. Em duas folhas grandes contando frente e verso de ambas estavam as instruções de como deveria preparar e esquentar o mama de Claire, as horas em que ela mamava e com que frequência, me dizia o que fazer caso ela chorasse, do que gostava de brincar e me orientava a como dar banho, como arruma-la para a festa e como fazê-la dormir durante o dia. Encarar aquela enorme lista cheia de conselhos, precações e preocupações fizeram me perguntar se um dia eu chegasse a ser mãe iria ser tão super protetora, preocupada e de certa forma paranoica como Caroline, minha amiga quase me explicou como trocar a fralda da sua filha naquela carta me deixando extremamente sufocada por ter que ler aquilo... Por longos segundos fiquei a imaginando escrevendo aquilo sem esquecer-se dos mínimos detalhes enquanto arrumava as bolsas da filha.

Assim que finalmente me vi livre de todos aqueles detalhes minuciosos que Caroline insistira em colocar na carta, deixei as coisas de Claire no quarto de Damon que era onde eu iria troca-la e onde iriamos dar banho nela, voltei para sala para me juntar com os três e ao chegar ao cômodo onde os demais estavam, encontro Emily ajoelhada no chão ao lado do sofá e Damon sentado em frente a Claire, erguendo sua blusa e fazendo cócegas em sua barriga a fazendo gargalhar extremamente alto.

– Aham você gosta de cócegas então sua sapeca! – Damon riu olhando para Claire e então levou a boca a sua barriga de forma que fizesse barulho e a fizesse gargalhar ainda mais alto de cócegas.

Sem que eu conseguisse evitar minha mente viajou para longe e fiquei imaginando como ele costumava a ser um ótimo pai para Emily e como ele seria caso chegássemos a ter um filho juntos e instantaneamente meus olhos encheram-se de lagrimas ao ver aquela cena dele brincando com Claire. Por mais alguns segundos minha mente voou ainda mais longe e no lugar de Claire imaginei um filho nosso, Emily brincando com o irmão e Damon junto com o filho enquanto eu contemplava a cena extremamente feliz e realizada...

– Pai, você fazia isso em mim? – Emily perguntou segurando a mãozinha de Emily e eu me aproximei dos três.

– Fazia? – Damon refletiu alto levantando-se do sofá e eu assumi seu lugar em frente a Claire – Ainda faço! – ele riu alto e então abraçou Emily por trás, a levantando um pouco do chão de modo que a girasse no ar e fizesse cócegas nela.

– Ai tudo bem pai, já entendi! – ela riu contorcendo-se nos braços do pai e eu sorri com a cena após pegar Claire em meu colo.

– Hm e se eu não quiser devolver você para os seus pais, pequena? – falei baixinho para Claire, pegando em sua mãozinha enquanto Damon e Emily se divertiam.

– Não é uma má ideia, acho que nem sei mais o que é acordar com chorinho de neném ou ser chamado de papai pelas primeiras vezes... – Damon respondeu com um tom divertido sentando-se ao meu lado e colocou Emily sobre suas pernas.

– Ao invés de roubar o dos outros façam o de vocês, ué! – Emily respondeu com descaso – Vocês já não fazem isso sempre... Se quiserem eu fico com Claire vocês fazem agora...

– Emily! – Damon a repreendeu severamente tentando repreender um riso e eu sentia meu rosto adquirir um rubor extremamente forte – Não é tão fácil assim, filha...

– Ah é sim, vocês sabem direitinho como fazer, quer que eu explique o que eu vi?

– Emily... – Damon a repreendeu mais uma vez.

– Pai é verdade!

– O que eu quis dizer é que isso precisa de um planejamento, é de um bebê que estamos falando... – ele respondeu com paciência a fazendo refletir por alguns segundos.

– Vocês adoram complicar as coisas... – suspirou fundo dando-se por vencida.

– Am, eu vou trocar Claire que eu acho que alguém está com as fraldas sujas, alguém vai querer me ajudar?

– Não obrigada... – Emily respondeu sorrindo para mim e Damon fez a mesma coisa, com exatamente o mesmo sorriso.

– Também não, estou bem aqui! – ele respondeu me fazendo fuzilar os dois com o olhar.

– Tá certo vocês dois, vamos lá Claire... E pelo que sua mãe neurótica disse naquela singela carta, está na hora de você dormir antes da mamada do almoço então vou fazê-la dormir lá dentro...

Com Claire em meu colo, segui para o quarto de Damon onde estavam suas coisas que eu havia deixado e sobre a cama dele troquei rapidamente a fralda da pequena e então, peguei a chupeta da bolsa e uma manta fina e como Carolina havia me instruído na carta do jeito que ela gostava de dormir, coloquei a chupeta na boquinha de Claire, a manta do lado de seu rostinho e me deitei ao seu lado com o rosto bem próximo ao dela, de uma forma em que eu conseguia encara-la perfeitamente e por um longo tempo. Era incrível como aquela garotinha apesar de ter saído de minha amiga, ter quase todos os traços de Klaus; os olhos do mesmo formato um tanto gateado e puxado, as sobrancelhas compridas e os lábios rosados carnudos e bem delineados eram cópias perfeitas do pai, enquanto apenas o nariz pequeno e delicado puxava ao da mãe... Ela era extremamente linda, as bochechas rosadas, a pele branca e os cabelos ralos e loiros nos transpassava uma imagem angelical e vê-la daquele modo, piscando os olhinhos demoradamente de sono apenas me deixava mais convicta de que aquela menininha deitada ao me lado se tratava de um anjo.

Parecia que eu ficava cada vez mais ciente e convencida de que não iria conseguir chegar até o final de uma gestação, de que não iria conseguir ter o prazer de conseguir identificar minhas semelhanças e as de Damon em meu bebê ou então ter a felicidade de ser chamada de mamãe. Talvez pudesse ser drama e pessimismo de minha parte pensar de tal forma mas era inevitável temer um terceiro aborto e em meio a tantas duvidas e hesitações, preferia não arriscar e evitar tal sofrimento, minha médica havia deixado claro de que os riscos eram grandes então definitivamente aquela seria uma dose que eu nunca mais gostaria de repetir.

Olhando para os olhos azuis esverdeados de Claire, fiquei imaginando algo que estava ocupando minha mente com muita frequência naquelas ultimas semanas; em como seria meu bebê com Damon, que cor seus olhos seriam, quais traços predominariam... Qual palavra falaria primeiro, com quantos anos daria seus primeiros passos... Qual seria a sensação de amamentar, de vê-lo pela primeira vez, de pega-lo em meus braços, de sentir seu cheirinho pela primeira vez... Céus, será que eu nunca iria ter a honra de ter um filho?

– Eu poderia ficar o dia inteiro, a vida inteira assistindo essa cena... – a voz aveludada de meu homem mais uma vez me tirou de meus devaneios e ele depositou um beijo demorado em minha nuca me fazendo arrepiar e me encolher levemente – Você fica ainda mais linda com esse lado super mãe, sabia disso?

– Obrigada, eu acho...

– Estou falando sério, Lena – ele deu de ombros e então ajeitou o travesseiro para deitar-se ao meu lado – As vezes fico pensando o quão boa mãe você vai ser... Concordo com Emily e com a minha mãe que já esteja na hora de tentarmos ter outro filho, se quiser podemos começar a tentar essa noite... – ele sorriu maliciosamente acariciando meu braço.

– Damon... – eu o repreendi com sutileza e antes que pudesse prosseguir ele me interferiu.

– Lena, eu sei que você quer esperar e que tem medo mas eu prometo que vou ser mais presente dessa vez e eu quero ter outro filho, estou ficando velho, meu anjo. Você não vai precisar se preocupar com dinheiro porque eu vou poder te ajudar, sei o quanto quer ter esse bebê e nós podemos tê-lo... Já imaginou uma pequena Elena correndo por esse apartamento e pulando nessa cama nos acordando nos sábados de manha? Ou então um garotinho nos chamando para ir brincar de bola e andar de bicicleta? Acredite em mim quando eu falo que eu quero muito ter um filho com você, Lena.

– Damon... – eu sussurrei baixinho só que dessa vez não o repreendendo mas apenas chamando seu nome extremamente surpresa, de forma atônita, sem saber o que dizer e com os olhos cheios de lágrimas – Eu te amo sabia disso? Mas não posso aceitar isso, não por sua causa mas por mim também. Você sabe o quanto eu quero esse bebê e o quanto tenho medo, vamos com calma, vamos esperar eu me formar e me estabilizar, é importante para mim isso... Eu só te peço isso, por favor... Depois disso podemos ter quantos filhos quisermos... – ri baixinho entrelaçando meus dedos nos seus.

– Tudo bem meu anjo, mas quero que me diga caso mude de ideia, ok? Não vejo a hora de ver sua barriga crescendo, esse apartamento cheio de brinquedos e um pequeno engatinhando por todos os cômodos daqui... – ele riu me fazendo sorrir abertamente enquanto imaginava aquilo – Olhe só ela está quase dormindo...

Ele sorriu carinhosamente para Claire e me abraçou pela cintura de modo que nós dois pudéssemos contemplar o sono de minha sobrinha.

Notas finais
Um empurrãozinho para vocês ficarem ansiosos e comentarem mais; no proximo teremos casamento klaroline eeeee um hot para acabar a fic bem hahaha enfim, com quinze comentarios eu estarei aqui novamente, so here we go.