New Life

19 Capítulo 18 - How deep is your love?


Notas iniciais
Hey gente, como prometido aqui está a continuação do capítulo, espero que gostem! Hmm, contagem regressiva para o fim da fic, mais dois capítulos e o epílogo e ela acaba, só eu vou sentir saudades?

– Hey, porque esta chorando, meu anjo? – Damon aproximou-se de mim na cama e se sentou ao meu lado, me encarando um tanto preocupado.

– Não é nada, besteira... – respondi balançando minha cabeça e secando minhas lagrimas enquanto forcando um sorriso.

– Se fosse besteira você não estaria chorando! – Damon rebateu – Me diga por que choras, Lena, mesmo que seja besteira eu quero saber, não gosto de te ver assim...

– Eu só estava pensando em algumas coisas... – dei de ombros e revirei os olhos em uma tentativa de conter minhas lagrimas.

– Como por exemplo... – me incentivou a continuar.

– Em tudo... – sem que conseguisse evitar, meu lábio inferior tremulou e de meus olhos acabou transbordando as lágrimas acumuladas, contra minha vontade – Em nós dois, na sua família, no futuro, no passado também, na nossa realidade, entende? ... – meu lábio ainda tremia pelo meu choro me obrigando a mordê-lo para impedir aquilo.

– Seja mais especifica porque eu ainda não entendi o motivo de tantas lágrimas... – ele disse com paciência e acariciou minhas bochechas, secando o molhado de meu rosto com o torso da mão.

– E se Annabelle tiver razão, Damon? E se nós nunca dermos certo? – perguntei baixinho sentindo meu coração contorcer-se dolorosamente em meu peito por ter de cogitar aquilo – Você é incrível, Damon, tem tudo na vida... Estudo, dinheiro, profissão, família... Enquanto eu não tenho nem metade disso tudo, não importa o que aconteça, quantas heranças eu ganhe ou quantos anos se passe, eu sempre vou ser uma ex prostituta, uma garota de programa que fazia sexo com todos os homens que estavam dispostos a pagar para me ter...

– Lena... — Damon protestou mas eu o interferi, não deixando que ele terminasse.

– E se tivermos realmente confundindo as coisas? Não sei, talvez toda essa tranquilidade entre nós seja passageira ou então quem sabe você encontre alguém melhor, uma médica por exemplo, alguém do seu nível... Eu não quero me iludir Damon, não quero ter os dias da minha vida com você agora, subir até o topo do Empire State Building para então cair de lá e ter mais uma decepção, mais um sofrimento... – disse em meio a lágrimas, chorando aos prantos, minha voz sumia em meio ao meu desespero e mesmo que tentasse me acalmar a angustia e insegurança eram muito maiores – Eu não vou ter forcas para me colocar em pé de novo...

Sem que conseguisse terminar meu raciocínio, Damon me puxa para si e me envolve em um abraço forte e extremamente aconchegante, que ao invés de me consolar apenas intensificou o meu choro na medida em que eu me agarrava a ele.

– Não tem cabimento você falar uma coisa dessas, Elena... – ele disse afagando meus cabelos para então pegar meu rosto delicadamente com as duas mãos, me forçando a olhar em seus olhos – Annabelle não está certa, tudo o que ela disse é um absurdo, ela usou seus erros do passado contra você porque sabe que esse é seu ponto fraco. É exatamente isso que ela quer, te deixar para baixo, encher sua cabeça de inseguranças mas não deixe isso te atingir, tudo aquilo que ela disse não é verdade e você sabe disso!

– Será que eu sei mesmo?

– Tudo aquilo que falei para você aquele dia em que descobri que estava indo embora é verdade, eu te amo Elena e nada mudou, na verdade o que eu sentia por você está ainda mais forte... – Damon ainda segurava meu rosto com uma mão enquanto que com a outra tratava de secar aquelas lágrimas que escorriam incessantemente pelo meu rosto – Eu não quero outra mulher, não quero uma médica ou a filha do presidente, eu quero você e só você, entendeu? Eu não me importo mais de você ter sido prostituta, de não ter se formado ou de ter ido para cama com meia Nova Iorque, como eu mesmo disse, porque eu te amo e é por isso que passei por cima de todo o nosso passado para construir um futuro com você...

Mesmo que ele não tivesse terminado de falar e que ainda segurasse meu rosto para si, eu passei meus braços pelo seu pescoço e o abracei com o máximo de forças que eu tinha, precisava senti-lo, precisava sentir seu calor, sua pele macia e a força de seus braços ao meu redor, precisava de garantias de que aquilo era real e de que eu não estava sonhando ou alucinando. Não fazia ideia do que falar a ele, Damon parecia ter dom em me deixar sem falas e naquele momento, a única coisa que conseguia fazer, a única resposta que era capaz de lhe dar, era demonstrar o que eu sentia através daquele abraço. Damon, por sua vez, me puxou para si me abraçando com devoção, carinho e proteção, correspondendo com a mesma intensidade aquele abraço que me fazia esconder meu rosto na curvatura de seu pescoço, a medida que me acalmava e tentava codificar o que ele havia me dito.

– Hey, meu amor... – Damon chamou minha atenção me separando um pouco de si – Você tinha razão, tinha outro propósito no jantar dessa noite mas infelizmente devido ao incidente com Annabelle, não consegui fazer o que queria... Tenho algo para te dar, espere um segundo aqui...

Damon levantou-se da cama e seguiu até o closet onde pude escuta-lo mexer em uma porta para em seguida voltar ao quarto segurando aqueles pacotes azuis bebê, que mesmo sem ter lido a marca estampada, reconheci rapidamente de que loja se tratava.

– Damon...

– Shh... Não fale nada! – ele impediu que eu continuasse a falar com um sorriso deslumbrado no rosto, o brilho de seu olhar e a excitação na fala denunciava que ele estava extremamente ansioso por aquilo – Abra... – Damon entregou o pacote para mim e voltou a se sentar em minha frente na cama.

Rapidamente tratei de pegar o pacote e retirar de dentro aquela caixinha delicada que guardava o presente, olhei para Damon um tanto hesitante, mordi sutilmente meu lábio antes de levantar a tampa daquela caixinha aveludada e assim que fiz, meu maxilar pareceu despencar ao descobrir o que ela guardava; um anel com dois aros finos e cobertos por pequenos diamantes.

– Alguém deixou alguns feijões escapar e me disse que você ainda não estava pronta para casar e eu realmente entendi o seu motivo em não querer dar tal passo em nosso relacionamento, mas como queria lhe dar alguma coisa significativa então decidi te dar isso ai... – apontou para o anel que eu admirava boquiaberta – Isso é um "eternity ring", Elena, e em minha opinião é muito mais significativo do que qualquer aliança de compromisso... Queria ter lhe dado durante o jantar para assumirmos nosso relacionamento em frente a todos e para que não houvesse mais duvidas de que eu te amo, mas infelizmente não deu certo...

– Damon... É lindo!

– Calma que tem mais... – ele sorriu e pegou minha mão, provavelmente a que sustentaria o anel – Esse anel representa a eternidade, como o nome mesmo diz, esses diamantes pequenininhos em volta de todo ele quer dizer que o meu amor por você é ciclo, um ciclo eterno, nunca vai diminuir e nunca vai mudar... Cada pedrinha dessas significa o quanto eu amo você e sou feliz ao seu lado, o quanto você mudou minha vida e todos os momentos que passamos juntos, dos mais importantes até aos mais simples quando nos encontrávamos na rua quando estávamos brigados ou quando nos encontramos no hospital depois de nossa primeira noite...

Minhas mãos tremiam e lentamente eu codificava o que ele havia me dito... Aquilo era mesmo real? Eu tinha mesmo escutado tudo aquilo dele ou era apenas um sonho? De repete todas aquelas as lágrimas e inseguranças que Annabelle havia me causado se transformaram em uma grande tolice, uma besteira de minha parte e meu ser fora tomado por uma sensação incrível de felicidade e emoção que sequer conseguia explicar tamanha imensidão... Ele realmente me amava e era só isso que me importava! De repente nada mais me afligia, nada mais me fazia temer ou recear, nem Annabelle e mais nenhum empecilho que fosse colocado em nosso caminho.

Damon pegou minha mão esquerda que estava extremamente trêmula, retirou o anel da pequena caixinha e então o deslizou pelo meu dedo anelar.

– Agora você tem alguma duvida de que eu realmente te amo? – sem que eu conseguisse controlar, meus olhos encheram-se de lágrimas tamanha era minha felicidade e ao erguer meu rosto a altura do seu, encontro seus olhos me encarando com verdadeiro fascínio tornando-se impossível controlar que aquele acumulo de água em meus olhos acabassem transbordando mais uma vez – Hey, porque está chorando? Não chore, meu amor!

– É surreal sabe? – perguntei soltando um riso incrédulo – Você não faz ideia o quanto eu sonhei em ouvi-lo falar que gosta pelo menos um pouco de mim, o quanto almejei que sentisse a metade do que eu sinto por você e agora ouvi-lo falar tudo isso, vê-lo me dar esse anel... Céus!

Daquela vez eu chorava de emoção, de felicidade. Sequer conseguia expressar meus sentimentos ou explicar o que sentia, era como se eu estivesse curada, real e inteiramente curada...

– Eu te amo, Damon, você não faz ideia do quanto! – selei nossos lábios demoradamente e segurei seu rosto com o mesmo carinho que ele havia feito comigo – Eu nunca acreditei em amor, nunca acreditei que fosse encontrar uma pessoa que me fizesse tão bem, nunca acreditei que fosse amar cegamente e que pudesse ser dominada por um sentimento tão forte quanto esse... Até que você apareceu e pela primeira vez e eu senti como se um feixe de luz entrasse pelo vão da porta do quarto escuro que era minha vida... Eu te amo tanto, Damon, você não faz ideia do bem que me fez e que continua fazendo.

Mais uma vez ele me puxou para os seus braços em um abraço apertado e ao invés de corresponder ao abraço, segurei seu rosto mais uma vez e o trouxe de encontro ao meu de modo que nossos lábios se selassem demoradamente para então darmos inicio a um beijo lento e intenso. Não tinha pressa de intensificar aquilo e muito menos ele, nossos lábios moviam-se com delicadeza e nossas línguas encontravam-se em um entrelaçar apaixonado que fazia meu coração palpitar de uma forma desconhecida, o leve gosto de álcool de sua língua misturado com sabor irresistível de seu beijo me faziam procurar por mais contato de sua língua, praticamente implorando por aquilo mas ele continuava sereno e apenas acariciava meu rosto e correspondia ao beijo preguiçosamente.

Devido a necessidade de provar mais dele, eu levo minhas mãos a sua nuca e ele me puxa pela cintura, me trazendo para o seu colo deixando nossos corpos deliciosamente próximos e consequentemente nosso beijo acaba criando um pouco mais de intensidade. Damon mordiscava meu lábio inferior e dava leves sugadas nele, me fazendo sorrir em meio ao beijo, seus braços mantinham-se firmes em volta de minha cintura e eu procurava estabilidade em seus ombros, de modo que conseguisse ficar mais alta que ele em seu colo e comandasse o beijo, adentrando com a minha língua pela sua boca para obter mais dele.

O apartamento estava silencioso assim tudo em nosso redor estava em silêncio, a não ser por nós mesmos, nossas respirações ofegantes, meus batimentos cardíacos acelerados e o som de nossos lábios se beijando eram como uma música de fundo para aquele momento. Aquela mistura de sons e sensações faziam uma onda de excitação percorrer meu corpo, levando de mim toda sanidade e raciocínio que me restavam...

– Faça amor comigo... – pedi ofegante e em meio aos nossos beijos.

– Com todo prazer, meu anjo! – Damon sorriu abertamente contra meus lábios e enquanto eu tentava aprofundar nosso beijo, ele me deitou com delicadeza na cama e depositava seu peso para cima de mim com cuidado.

Assim que estávamos ambos deitados, Damon adentrou sua mão por debaixo de minha camisola e subiu lentamente até minha cintura, causando inúmeros arrepios em meu corpo devido calma e precisão que me tocava, enquanto que com a outra mão apoiava-se no colchão para não jogar seu peso totalmente em cima de mim me fazendo afastar minhas pernas para abriga-lo entre elas. Me aproveitando daquela posição e sentindo uma pressa enorme de senti-lo, desci minhas mãos pelo seu peitoral até chegar a barra de sua camisa e a ergui lentamente deixando minhas mãos espalmadas em suas costas enquanto tentava me livrar daquela peça aproveitando para acariciar seu corpo, arranhar a extensão de suas costa levemente e sentir a textura de sua pele em minhas mãos, sendo obrigada a quebrar o contato de nossos lábios apenas para que conseguisse tirar sua camisa por completo e joga-la no chão do quarto.

Toda aquela calma estava conseguindo me deixar ainda mais ansiosa, eu estava o desejando ainda mais intensamente que o normal e aquilo apenas aumentava a cada toque diferente que recebia. Não conseguia me lembrar de quando fora a ultima vez que dormimos juntos ou entender o motivo de estar tão impaciente mas toda aquela situação, sua declaração e o presente conseguiram acender uma chama de excitação inexplicável dentro de mim. Minhas mãos corriam pelos braços torneados daquele homem e seguiam até seu peitoral de forma faminta, porém Damon parecia não ter pressa em fazer aquilo querendo demorar o tempo que fosse, provavelmente já tendo planejado uma noite longa para nós dois... Meu corpo já parecia estar em chamas com aqueles simples toques e sem conseguir conter meus hormônios e desejo, abracei sua cintura com as minhas pernas e levei minhas mãos a sua nuca para puxa-lo ainda mais para mim, não queria que ele tomasse cuidado ou se controlasse, queria senti-lo por inteiro, queria seu copo inteiramente sobre o meu, seu peso sobre mim, queria que ele me fizesse dele e queria me sentir dele, e assim que seu peso acabou cedendo sobre o meu corpo e que quase não havia distancia entre nós, um suspiro satisfeito escapou de mim e eu sorri em meio ao nosso beijo fazendo questão de aprofundar aquilo.

Damon soltou um riso anasalado ao ver minha reação mas continuou com seus toques calmos e gentis fazendo um misto de frustração e prazer crescer em mim, apesar de minha vontade não estar sendo realizada eu estava me satisfazendo com aquilo e parte de mim acreditava que Damon sabia disso e por isso insistia em continuar, tudo parecia estar mais intenso e o desejo evidente dele parecia fluir para o meu corpo e vice versa. Minha respiração estava ofegante e mesmo que precisasse respirar, e que seu peso sobre mim estivesse dificultando um pouco aquilo, não demonstrei tal necessidade e continuei a beija-lo sem ficar para trás, minhas mãos estavam inquietas e as dele subiam lentamente pela lateral de meu corpo enquanto seus lábios provocavam os meus e desciam pela minha mandíbula para chegar ao meu pescoço.

Ao entender sua intenção, eu arqueio meu pescoço em sua direção o abrindo espaço para continuar e me delicio com a sensação extasiante de seus lábios macios e úmidos selarem beijos demorados pela pele fina de minha garganta, à medida que sua boca aprofundava os beijos os transformando em quase mordidas, suas mãos subiam por dentro de minha camisola em direção aos meus seios e assim que o senti cobri-los com a palma de sua mão, me obriguei a morder meu lábio inferior com força para conter um gemido e acariciei seus cabelos com as pontas dos dedos. Ele me pressionava deliciosamente, brincava com a parte ereta de meus seios com seus polegares, entre seus dedos o pressionando com um pouco de força e podia senti-lo apreciando aquilo ainda mais do que eu, toda vez que meus mamilos roçavam na palma de sua mão ele sugava meu pescoço com um pouco mais de força e gemia baixinho contra minha pele fazendo meus dedos dos pés contorcerem-se em uma tentativa de aliviar a tensão.

Sem conseguir aguentar mais aquela tortura, eu mesma começo a erguer minha camisola com o intuito de tira-la e acabo recebendo um sorriso de aprovação de Damon, que aproveita de minha nudez para aconchegar-se melhor sobre mim e substituir suas mãos pela sua boca em meus seios, me fazendo conter um gemido mais uma vez com uma mordida forte em meu lábio inferior. Por qual motivo mesmo eu tinha pedido para ele fazer amor comigo quando não podíamos emitir um ruído mais alto por causa de Emily? E porque diabos ele estava me torturando tanto daquela forma quando tinha consciência de nossa situação? Em uma tentativa de extravasar o prazer que estava sentindo, puxo os cabelos de Damon delicadamente com uma mão enquanto que com a outra eu apertava os músculos de seu braço e me concentrava em me manter em silencio, apesar de ser praticamente impossível não soltar um murmúrio e ofego alto pelas coisas que ele estava fazendo em mim.

Sua língua quente e úmida contornava minha aureola e com a ponta dela duelava com o bico de meu seio para só então suga-lo com certa força e puxa-lo para si com delicadeza enquanto acariciava o outro com a mão, o que me deixava ainda mais excitada e compassiva além de tê-lo daquela forma em meus seios, era o fato de seus cabelos bagunçados roçarem neles conforme os beijava e senti-los pinicando naquela parte sensível de meu corpo conseguia me deixar ainda mais em êxtase.

– Damon... – gemi um tanto manhosa arqueando meus quadris em direção aos dele, tentando aliviar a pressão dolorosa que sentia na região entre minhas pernas. Minha intimidade pulsava de desejo e podia senti-la terrivelmente úmida e pronta para ele, a cada caricia e sugada que ele dava em meus seios, meu interior contraia-se em desejo.

– Eu te amo tanto, meu amor... – ele disse pausadamente e ofegante enquanto descia seus beijos pela minha barriga e enganchava seus dedos nas laterais de minha calcinha. Seus lábios roçavam um caminho pela minha barriga e seus dentes mordiscavam as laterais de meu umbigo enquanto ele se livrava de minha calcinha e afastava minhas pernas.

Eu sabia bem o que ele queria fazer e mesmo que tivesse imaginado algo simples para aquela noite, não iria impedi-lo de chegar ao seu destino, eu estava ansiosa por aquilo enquanto Damon era o oposto de mim... Com muita calma ele afastou um pouco mais minhas pernas e ignorou a parte que eu desejava senti-lo para dar atenção ao interior de minhas coxas, depositando beijos extremamente molhados na região e segurando minhas coas com vontade, de forma que as massageasse e me puxasse mais para si. Eu sequer tinha forças para protestar meu corpo estava languido sobre a cama e eu me mantinha agarrada ao sobre lençol com a cabeça pendida para trás, cada pequena provocação estava ultrapassando meus limites de tolerância e paciência e quando ele finalmente levou as mãos aos meus quadris e guiou sua boca até minha intimidade, fora impossível praticamente gritar seu nome.

– Damon! – gemi em desespero finalmente sentindo sua língua quente e úmida na parte que clamava por atenção

– Shhh... – ele me reprimiu apertando meus quadris e sem demorar prosseguiu com seu trabalho. Sua língua era preguiçosa em minha intimidade, percorria cada detalhe de meu sexo com suavidade me deixando em um real desespero.

– Damon, não enrola... – o repreendi baixinho remexendo meus quadris a meu favor.

– Então não faça barulho! – Damon ergueu sua cabeça para me olhar e pude ouvi-lo rir baixinho pelo meu desespero, sem ter forças para respondê-lo eu balanço minha cabeça positivamente e mais uma vez ele volta a me enlouquecer, sugando com força meu clitóris me fazendo revirar os olhos e puxar com força o lençol entre meus dedos.

Céus... Ele movia-se com aspereza, sua língua fazia uma real batalha em meu sexo circulando meu clitóris, contornando as partes sensíveis e as sugando com força. Meu corpo tremia de prazer enquanto um desespero tomava conta de mim, eu estava em êxtase e seguia fielmente seu conselho de não emitir um ruído sequer. Com a pontinha da língua ele me provocava e serpenteava aquele meu ponto de prazer, percorria minhas extremidades e fazia questão de deixar seus dentes roçarem e puxarem minha pele com certa força e vontade. Meu corpo estava a mercê dele, deixava que ele fizesse o que bem entendesse comigo e a apenas me arqueava ainda mais em sua direção. Minhas pernas contorciam-se devido a excitação e meu rosto estava contraído em uma expressão de puro prazer e deleite, com a boca aberta e a cabeça pendida para trás, eu suspirava fundo e ofegava me deliciando com a habilidade de Damon de conseguir me levar ao paraíso.

Sem que percebesse, aquele desespero habitual se fez presente me fazendo levar minhas mãos a sua cabeça e com os dedos entrelaçados em seus cabelos, guiei seus movimentos e a intensidade que queria que ele fizesse aquilo e sem protestar, Damon “obedeceu” aos meus comandos e ainda intensificou aquilo, umedecendo ainda mais minha intimidade e descendo com a língua até minha entrada, me causando real aflição de tanto prazer.

– Damon, por favor... – minha voz saiu em um sussurro ofegante e sôfrego.

– Se entregue, anjo! – ele disse contra minha intimidade e em resposta tentei puxar seus cabelos, o impedindo de continuar.

– Não, eu quero você... Por... Favor... – pedi pela ultima vez e surpreendentemente acabei sendo atendida, Damon colocou-se de pé e de uma vez só livrou-se de seus sapatos, meias, calça e boxer para voltar a se colocar sobre mim e enquanto ele se aconchegava em meio as minhas pernas, insistindo em friccionar seu membro contra minha coxa, eu tateava a mesa de cabeceira para pegar na primeira gaveta um preservativo.

Assim que consegui encontrar a camisinha, mesmo que com muito custo, rasguei rapidamente o pacotinho o jogando no chão do quarto e tratei de protegê-lo e puxa-lo para um beijo demorado. Damon apoiou-se mais uma vez na cama mas sem nos afastar e se posicionou em minha entrada, me penetrando lentamente e me fazendo soltar uma lufada pesada de ar por senti-lo me completando. Ele me beijava intensamente mas de forma lenta, sua língua invadia minha boca com audácia não me deixando outras escolhas a não ser deixa-lo se aproveitar daquilo e correspondê-lo como conseguia, Damon parecia devorar minha boca e pressionava meu corpo com força contra o colchão, mantendo seu peso praticamente todo sobre o meu, para que eu não me movesse e só após certo tempo que ele tratou de começar a se mover, arrancando de mim um gemido baixinho.

Seus movimentos eram lentos e suaves, Damon continua a pressionar meu corpo e a se apoiar com as mãos no colchão uma de cada lado de minha cabeça, de forma que apenas seus quadris se mexessem para investir em mim enquanto eu afastava ainda mais minhas pernas para conseguir obter mais contato e intensidade para dentro de mim. Ele investia sem pressa, fazia seus movimentos de vai e vem lentamente tentando manter um ritmo calmo, querendo me sentir o envolvendo e querendo que eu o sentisse me penetrando e deveria confessar que, apesar de me torturar um pouco, era alucinante a sensação extremamente prazerosa de tê-lo me tomando para si daquele jeito.

Meu moreno parecia concentrado e centrado em manter aquele ritmo, intensificando aos poucos as investidas querendo prolongar ao máximo o ato e mesmo que entendesse sua intenção, eu queria algo mais rápido, mais profundo e de preferencia com o meu corpo sobre o dele comandando a relação.

– Damon... Mais rápido... – pedi sussurrando em seu ouvido e correndo minha mão pela extensão de suas costas o arranhando com certa força – Mais forte... – meu desespero ao fazer o segundo pedido fizera Damon rir baixinho contra meu pescoço e então erguer a cabeça para me olhar.

– Eu me lembro de uma vez em que você me pediu para ser mais carinhoso com você... – ele respondeu investindo um pouco mais forte em mim e franzindo o cenho devido ao prazer, controlando-se para não prosseguir com aquele ritmo de investidas.

– Mas eu não quero carinho agora, por favor, eu preciso... – ele me penetrou com um pouco mais de força não me deixando terminar o que queria dizer e me fazendo sorrir de prazer – De mais...

– Mas eu quero te dar carinho, meu anjo – com um riso anasalado e presunçoso, Damon levou sua mão até minha coxa esquerda onde ergueu minha perna a altura de sua cintura de forma que conseguisse mais espaço para conseguir me penetrar mais fundo e em resposta, eu abracei sua cintura com as pernas, limitando seus movimentos e o fazendo satisfazer meus pedidos.

Enquanto que ele mantinha-se apoiado em um cotovelo e segurava minha coxa com a outra mão, eu segurava seu braço esquerdo e tentava o ajudar com as investidas dando inicio a um ritmo frenético e enlouquecedor.

– Geme baixinho em meu ouvido que você é minha... – Damon sussurrou em meu ouvido com um tom extremamente sujo que me fizera arrepiar por inteiro.

– Ainda lhe restam duvidas de que eu pertenço inteiramente a você, Damon? – respondi a ele igualmente baixo e com o tom de perversidade que ele usara – Sou sua, Damon, apenas sua... – gemi baixinho em seu ouvido, como ele havia pedido, e continuei com o toque de perversidade que o fizera arremeter-se para dentro de mim com aquela força e intensidade conhecida, arrancando de mim um gemido um tanto quando exagerado de surpresa – Damon!

– Shh... – ele ri baixinho mais uma vez e sem conseguir se controlar, assume aquelas investidas que ambos gostávamos, me penetrando com rapidez e precisão, remexendo-se um pouco dentro de mim após investir encontrando aquela região que a recém havia descoberto e que conseguia me causar um prazer imensurável.

Eu tinha plena consciência de que não podia gemer da forma que queria mas em compensação, abafava meus gemidos contra a pele do ombro de Damon e extravasava o prazer que sentia nas costas dele, o arranhando com vontade e mordendo seu ombro. Como era possível enlouquecer daquela forma com aquele homem? Como ele conseguia me deixar tão entregue e tão excitada que sequer conseguia me controlar ou raciocinar direito? Damon tinha um poder sobre mim que eu nunca iria conseguir explicar ou entender, ele conseguia fazer eu me sentir única, amada e desejada, tudo ao mesmo tempo... Cada noite que passávamos juntos, cada momento, cada sorriso, cada pequeno detalhe dele e de nós dois me fazia ter mais certeza ainda de que eu o amava e de que sempre o amaria.

Eu sentia como se pertencesse a Damon desde o nosso primeiro contato, mesmo que ele não soubesse... Desde o primeiro momento em que o vira na boate quando eu dançava para ele e que nossos olhares se cruzaram pela primeira vez, desde nossa primeira transa e seu cuidado e preocupação com uma simples prostituta... Desde nossos primeiros encontros algo em mim mudara e fora como se ele tivesse tomado conta do seu do meu ser, como se ele tivesse entrado para minha corrente sanguínea e a cada semana, a cada dia que passasse ele se apossasse mais um pouco de mim... Seria patético de minha parte pensar que talvez o destino nos unira? Que ele era um tipo de anjo que fora colocado em meu caminho para me salvar da minha própria vida perdida e dar um pouco de luz a minha escuridão? Porque era exatamente assim que eu o via...

– Eu te amo tanto... – sussurrei mais uma vez em seu ouvido e ele voltou a me pensar contra a cama, levando a mão que sustentava minha coxa à minha cintura e a apertou com força enquanto intensificava ainda as investidas – Damon... – grunhi seu nome entredentes sentindo meu interior se contorcer e meus dedos dos pés se retorcerem de tanto prazer. Eu estava quase lá, meu corpo já dava indícios de que já não suportava mais adiar aquilo e sem conseguir aguentar, minha intimidade comprimia cada vez mais o membro de Damon e juntos conseguimos atingir o ápice da relação.

– Eu também te amo, meu amor... – Damon me respondeu extremamente ofegante antes que caíssemos languidos sobre a cama.

Notas finais
E então, o que acharam? Não foi um pedido de casamento mas em minha opinião foi algo ainda mais fofo que isso, o que vocês acharam? Não saiam sem comentar viu, beijos :*