New Life
13 Capítulo 12 - I wanna do bad things with you
Notas iniciais
Damon Salvatore Narrando
- Pai, de verdade, eu estou bem, estou muito melhor! – Emily respondeu pela quinta vez, revirando os olhos.
- Tem certeza, filha? Pode falar para mim se não estiver bem, eu posso ficar e deixo para sair outro dia com Elena... – era sexta-feira e eu e Elena havíamos combinado de fazer alguma coisa juntos, estávamos há dias longe um do outro já que depois de nosso ultimo jantar juntos eu tivera inúmeros imprevistos no hospital e não tive outras oportunidades de vê-la, mas por mais que estivesse com muitas saudades de minha morena, estava um tanto preocupado com minha filha que tinha acabado de se recuperar de uma gripe forte e mesmo que Jenna fosse ficar com ela aquela noite, já que Annabelle havia sumido misteriosamente mais uma vez, não conseguia me tranquilizar até ter certeza de que ela ficaria bem.
- Pai, faz tempo que você e Elena não ficam juntos, pode ir, eu entendo, se acontecer alguma coisa Jenna está aqui comigo, fique tranquilo porque eu estou ótima! – ela me garantiu mas eu continuei a olha-la desconfiado – Damon Salvatore, eu estou mandando você sair com a sua namorada, vá, suma da minha frente, mocinho! – Emily semicerrou os olhos e me repreendeu de brincadeira, me fazendo olha-la da mesma forma que ela me encarava e me aproximar lentamente dela, com o intuito de enchê-la de cócegas.
- Ah é assim? – perguntei a desafiando e ao perceber minha intenção, Emily foi se encolhendo ao lado de Jenna, como se procurasse proteção – Tudo bem, Senhorita Pierce, é assim, não é? – rapidamente comecei a fazer cócegas nela a fazendo contorcer-se no sofá e rir descontroladamente.
- Ai pai, para! – ela disse em meio a risos mas a única coisa que realmente me fizera parar, fora os barulhos de saltos vindo do corredor, em sinal de que Elena estava pronta. Emily suspirou alto retomando o fôlego e assim como eu, olhou em direção ao corredor – Wow, você está linda, Elena! – minha filha disse deslumbrada e realmente, eu tinha que concordar, Elena estava maravilhosa. Ela usava um sobretudo preto de couro que ia até um pouco acima de seus joelhos e por baixo uma meia calça preta e fina com um sapato de salto alto que deixava suas pernas ainda mais comprida, seus cabelos estavam jogados para o lado caindo de uma forma sexy em seu rosto e seus olhos estavam bem marcados por uma maquiagem preta e forte e para completar, seus lábios bem destacados com um batom vermelho que a deixava incrivelmente sexy.
- Está linda mesmo! – Jenna assentiu e eu sorri deslumbrado para Elena, que sorria um tanto envergonhada para nós.
- Obrigada... – ela agradeceu enquanto afastava delicadamente a parte de seu cabelo jogada para o lado que caia sobre seus olhos.
- Podemos ir? – perguntei me levantando e indo em direção a ela.
- Quando quiser... – Elena me respondeu e então coloquei a mão em sua cintura, a guiando até o elevador.
- Divirtam-se! – Emily e Jenna gritaram atrás de nós assim que entramos no elevador.
- E então, aonde vamos? – perguntei a virando de frente para mim enquanto descíamos até a garagem.
- Eu pensei em irmos neste lugar aqui... – ela levou a mão até seu bolso do sobretudo e sacou de dentro dele um folheto de propaganda para me entregar. Peguei aquele papel dobrado e ao abrir, vejo que se tratava de a propaganda de um motel que ficava um tanto afastado do centro – O que acha?
- Não quer jantar em algum restaurante antes? – perguntei sorrindo pela sua ousadia em escolher o programa da noite e ela apenas balançou a cabeça negativamente respondendo a minha pergunta – Tudo bem então... – dei de ombros guardando o folheto para mim.
O caminho até o motel foi silencioso e comprido, Elena acariciava meus cabelos da nuca durante o trajeto e eu sorria ternamente para ela, uma música aleatória tocava baixinho no rádio e já era possível sentir uma tensão sexual entre nós. Em seus olhos conseguia ver que ela estava programando algo, mas não imaginava o que seria, ela tinha sido bem especifica quanto ao lugar onde iriamos e isso só me deixava mais intrigado...
Ao chegarmos a entrada do lugar escolhido a dedo pelo minha morena, pedi um quarto e assim que estacionei o carro em frente a ele, Elena pegou as chaves de minha mão e desceu por primeiro do carro para abrir a porta do quarto para nós. Fui atrás dela e ao entrar por ele pude perceber o motivo de aquele lugar ter sido escolhido. O cômodo era imenso e sua parede “principal” era pintada em vermelho, a decoração seguia todo aquele clima sexy que o local transpassava com tons em vermelho e nos cantos do quarto, em cima de moveis havia vasos com rosas, pétalas de rosas jogadas ao chão, velas aromáticas acesas em volta desses vasos com flores e em cima dos moveis, e a iluminação dele era fraca, com um foco de luz apenas. No centro do quarto havia um pole dance e um pouco a frente a ele um sofá comprido e vermelho, que me parecia muito com um divã, mais ao longe tinha a enorme cama com os lençóis vermelhos e um pouco ao lado uma mesa posta com duas cadeiras.
- Oh sim, agora entendi o motivo de ter sido tão especifica com o motel que viríamos... – sorri enquanto adentrávamos no quarto.
- Entendeu, foi? – Elena perguntou sensualmente enquanto vinha até mim em passos lentos e macios, sorrindo daquela forma sedutora que fazia meu corpo estremecer – Então, gostou do lugar? – ela parou diante de mim e levou as mãos aos meus ombros enquanto encostava as laterais de nossos rostos para manter sua boca próximo ao meu ouvido. Um sorriso fraco formou-se em meus lábios por ouvi-la sussurrar daquela maneira para mim e por consequência de nossa proximidade, levei minhas mãos a sua cintura para puxar seu corpo para mim. O clima entre nós já havia mudado, e com isso, minha respiração já estava afetada com aquela tensão sexual que havia se formado.
- Gostei sim, ele me traz ótimas lembranças... – respondi ostentando o mesmo tom se sedução que ela – Não me diga que vai dançar para mim.
- Só danço se você quiser... – Elena sorriu contra minha bochecha e depositou alguns beijos rápidos no local. Sua respiração também estava acelerada e sentir seu hálito quente, pinicando meu rosto e minha orelha, estava deixando meu corpo inteiro arrepiado.
- Você sabe que eu adoro quando dança para mim... – respondi um tanto extasiado, a fazendo sorrir presunçosamente.
- Que bom saber disso, Doutor... – duas mãos que estavam em meus ombros, correram pelo meu peitoral adentrando por debaixo de meu paletó e passaram pelos meus braços, retirando aquela peça de roupa.
Assim que se viu livre daquilo e que o jogou no sofá que tinha próximo a nós, ela levou as mãos até seu sobretudo e sem desviar o olhar do meu, desfez o nó do cinto que marcava sua cintura e abriu lentamente os botões, deixando que aquele empecilho que cobria seu corpo escorregasse pelos seus braços e caísse em seus pés, revelando o que tanto escondia. Elena usava um corpete vermelho com detalhes em renda preta que marcava ainda mais sua pequena cintura e deixava ainda mais fartos seus seios, suas longas pernas estavam cobertas por uma meia calça que ia até a metade de sua coxa e usando uma cinta-liga com uma calcinha inteiramente rendada e extremamente pequena e transparente, que fazia conjunto com o corpete.
Percorri com o olhar cada mínimo detalhe de seu físico, demorando um tempo significativo em seus seios e seus lábios que estavam extremamente convidativos e irresistíveis naquele momento. O quarto pareceu estar em chamas de repente e minha respiração, que já estava desigual, passou a ficar ainda mais ofegante com a imagem daquela mulher.
- Oh céus... – sussurrei deslumbrado e umedecendo meus lábios com a língua.
Elena lançou-me um sorriso provocativo e voltou com suas mãos para meus ombros e de forma que nossos corpos ficassem inteiramente próximos, me empurrou levemente para trás, me fazendo andar de costas até algum lugar que eu não sabia onde era, apenas a deixando me conduzir. Ao sentir algo contra minhas panturrilhas, Elena me empurrou com um pouco mais de força, jogando-me em algo macio que julgava ser um sofá.
- Sentiu falta da sua Nina, Doutor? – ela perguntou colocando-se de joelhos em minha frente e no meio de minhas pernas, deixando seu decote rente ao meu rosto, eu assenti mais extasiado que antes e umedeci novamente meus lábios, sentindo um desejo descomunal por aquela mulher – Era essa uma de suas fantasias, não? – assenti calado mais uma vez e levei minhas mãos as suas coxas, onde subi com as mãos até suas nádegas a fazendo sorrir e ofegar levemente – Então aproveite, Doutor – Elena levantou-se e foi até o aparelho de som, desviando seu caminho apenas para pegar alguma coisa em sua bolsa, e após passar alguns segundos em silêncio e de costas para mim, uma música alta, com batidas agitadas e envolventes, que me parecia um tanto familiar, começou a tocar e ela se virou novamente, sorrindo daquela forma perversa e ostentando aquele olhar que exalava sedução e luxúria voltando até mim, colocando-se no meio de minhas pernas abertas.
- Você faria um favor para mim? – ela perguntou ainda daquela forma sensual e antes que eu pudesse responder, ela levantou sua perna esquerda, a deixando flexionada no meio de minhas pernas – Tira? – como se estivesse na função automático, sorri maliciosamente mordendo o canto de meu lábio e levei minhas mãos até sua cinta liga, as desconectando de sua calcinha, fazendo Elena levar sua mão até meu ombro e subir até minha nuca para emaranhar seus dedos em meus cabelos.
A música continuava a tocar, mas o único som em que prestava atenção era da respiração acelerada de Elena e enquanto enganchava meus polegares em sua meia calça deixando minhas mãos espalmadas em suas coxas, eu a olhava com desejo, e sem desviar nossos olhares, deslizei lentamente aquela meia, passando minhas mãos por toda sua perna para tirar aquela peça a fazendo ofegar baixinho tomando a cabeça um pouco para trás, arrepiando-se visivelmente com meu toque.
Ao tirar totalmente a meia de sua perna, Elena levantou a outra perna para que eu desse o mesmo fim aquela, e assim que tive as duas ao meu lado, ela se inclinou sobre mim e levou sua boca até meu ouvido.
- Obrigada... – sussurrou para mim e então se virou para o pole dance, que estava atrás de nós.
Elena segurou com as duas mãos aquela lastre e ao ritmo da música que tocava alto, ela começou a se mover sensualmente, dançando para mim daquele jeito sexy que tão bem sabia fazer e que tanto me excitava. Ela rebolava lentamente e rodopiava em volta daquela lastre com confiança e destreza, era incrível sua habilidade e sedução, era incrível a forma que ela me hipnotizava e que me excitava só em dançar para mim. Enquanto movia-se e fazia tudo o que fazia, seu olhar não deixava o meu e só de sentir seu olhar queimar em mim com todo aquele desejo e excitação me deixava louco, totalmente fora de mim.
Oh céus, como eu amava aquela mulher, como amava quando ela fazia aquilo... Amava aquele seu jeito sedutor, o seu lado devassa. Amava a forma que me enlouquecia e que consegui me hipnotizar. Seu olhar misterioso que exalava luxúria, seu corpo glorioso e irresistível, sua sensualidade... Elena era a mulher mais incrível que eu já havia conhecido, ao mesmo tempo em que ela conseguia ser aquela Elena doce e sensível que eu tanto necessitava proteger e amava com todas minhas forças, ela tinha a capacidade de deixar outro lado aparecer, o lado de mulher sedutora e incrivelmente sexy que tanto me excitava e que tanto eu desejava.
Seu corpo, cabelo, tudo nela me chamava atenção e assisti-la dançar era como se o mundo tivesse parado e ela estivesse dançando em câmera lenta para mim, tinha a plena consciência de que um sorriso deslumbrado estava estampado em meu rosto, mas pouco me importava, eu admirava demais aquela mulher. Elena causava em mim uma dependência, uma vontade insana de tê-la em meus braços que não conseguia evitar, talvez nem Katherine me causasse tal efeito em mim como Elena fazia... Ah meu anjo, como ela era linda...
Elena deu um giro de trezentos e sessenta graus em volta da lastre e se dependurou de forma que se segurasse apenas com as mãos e uma perna flexionada, enquanto deixava a outra esticada perpendicularmente ao pole dance, e lentamente foi deslizando até chegar ao chão e colocou-se de pé vagarosamente, mordendo seu lábio inferior em uma feição de prazer e empinando seu quadril enquanto se reerguia. Não sabia ao certo se fora devido ao seu movimento extremamente sensual ou pelas feições de seu rosto, mas aquele momento em especial pareceu o estopim e eu me sentia latejar mais intensamente que antes. Ela realmente ia me enlouquecer aquela noite...
Quando achei que não pudesse ficar “pior”, Elena ficou de costas para mim, jogou seus cabelos para o lado colocando-os sobre seu ombro direito e então virou sua cabeça para me olhar pelo canto do olho e por cima de seu ombro esquerdo. Rebolando, mexendo seu quadril no ritmo da música, ela levou uma mão até o fiozinho que prendia seu corpete e lentamente desfez o laço que o fechava, que no mesmo momento deixou a mostra um zíper, dando a entender que aquele trançado era apenas um detalhe do que até então julgava ser um corpete. Uma risada rouca de tesão escapou de minha garganta ao você se despindo para mim e de repente, ficar sentado com o tronco inclinado para frente, como estava, ficou incomodo demais devido a minha ereção mais do que visível que deixava meu jeans apertando. Enquanto a assistia abrir aquele zíper lentamente, me apoiei com os cotovelos no encosto do sofá e fiquei contemplando seu corpo glorioso lentamente ser deixado a mostra para mim.
Eu queria me levantar e pega-la em meus braços, queria colar meu corpo ao dela, beijar aquele pescoço, sua boca e cada parte de sua anatomia. Queria fazê-la minha, fazê-la gemer alto por mim ali naquela enorme cama com o lençol vermelho. Será possível desejar tanto alguém como estava desejando Elena naquele momento? Assim que abriu o zíper por completo, ela ergueu os braços graciosamente deixando aquele corpete deslizar pelo seu corpo até cair em seus pés e vagarosamente, foi os abaixando, deixando que seu indicador afagasse seu outro braço de uma forma terrivelmente sensual, o que me fazia soltar outro riso e jogar minha cabeça para trás, não aguentando apenas ver o contorno perfeito de seu corpo, de seus seios, pela sua sombra no chão do quarto.
A música repetia pela terceira vez e eu ainda mantinha minha cabeça tombada para trás, tentando me controlar ao menos um pouco para voltar minha atenção a Elena, mas assim que reergui minha cabeça, julgando estar um pouco mais sano, me deparei com Elena vindo até mim, com um sorriso depravado estampado no rosto e um olhar que fizera meu corpo inteiro arrepiar. Era como se ela fosse uma predadora e eu a presa, me sentia um cordeiro que via uma onça, uma leoa aproximar-se lentamente, com aqueles passos graciosos e que ao mesmo tempo demonstravam perigo para mim, aquele olhar intenso que transbordava provocação e ameaça... Eu era a presa, e ela a predadora que estava quase chegando a mim, mas eu não me movia um centímetro para longe dela... E na verdade, não via a hora de ser atacado.
Assim que ela chegou até mim, eu me endireitei no sofá e suas mãos foram parar em meus ombros novamente para que ela se segurasse e se colocasse em meu colo, de modo que eu ficasse no meio de suas pernas e a sua intimidade completamente friccionada contra meu membro.
- Vamos logo com isso, Elena, pelo amor de Deus pare de me torturar dessa forma, eu não aguento mais... – eu praticamente implorei e me aproveitando daquela proximidade, eu levo minhas mãos a sua cintura e a puxo ainda mais para mim. Elena sorriu presunçosamente com minha suplica e percebendo que nem ela aguentava mais de tanto desejo, suas mãos foram para minha nuca, acabando com aquela maldita distancia de nossas bocas.
Os lábios de Elena selaram-se nos meus com urgência e sua língua procurou a minha com uma necessitada que me fizera sorrir contra seus lábios, ela estava fora de si e só com aquele inicio de beijo eu consegui perceber aquilo. No mesmo instante em que a senti praticamente implorar por meu beijo, a apertei com um pouco mais de força contra meu corpo e a correspondi na mesma urgência que ela, dando início a um beijo extremamente intenso e ávido. Minhas mãos percorriam deliberadamente seu tronco, queria sentir sua pele o máximo que pudesse e enquanto a tocava e deixava minhas mãos percorrerem as laterais de seu corpo, ameaçando tocar seus seios, ela ofegava entre meus lábios e puxava com força meus cabelos, demonstrando toda a necessidade e excitação que estava sentindo. Alguns grunhidos e gemidinhos de prazer ecoavam entre o som que nossos lábios e nosso beijo emitia, mas pouco nos importávamos com os ofegos altos e apenas intensificávamos mais aquele beijo.
Elena desceu suas mãos pelo meu peitoral, arranhando minha pele por cima da camisa até chegar a barra da mesma, e nos afastou apenas o suficiente para que conseguisse abrir os botões dela. Assim que entendia sua intenção, desci com a minha boca pelo seu queixo o mordendo levemente e então continuei a descer raspando meus dentes pela sua pele até chegar ao seu pescoço, e enquanto suas mãos trêmulas abriam os botões de minha camisa, eu beijava seu pescoço com vontade, daquela forma que sabia que a desconcentrava, sugando sua pele e a mordendo, me aproveitando de seu cheiro doce e inebriante que tanto amava. Elena grunhia baixinho com meus beijos e seu corpo amolecia conforme me empenhava mais com o trabalho de minha boca, mas mesmo assim não desistia de tentar abrir minha camisa.
Ao chegar na metade dos botões, eu puxo seu lóbulo da orelha entre dentes enquanto subia com a minha mão esquerda por entre nossos corpos até chegar ao seu seio, e o acariciei com vontade, completando minha mão com seu volume e puxando seu mamilo entre meus dedos, a fazendo gemer alto jogando a cabeça para trás e em desespero, ela acabou puxando de uma só vez minha camisa, estourando alguns botões dela.
Assim que minha camisa foi para no chão do quarto, minha morena voltou a me beijar ferozmente mas logo tratou de nos separar mais uma vez e quando percebi, ela já estava ajoelhada entre minhas pernas abrindo meu cinto com rapidez e acariciando meu membro por cima de minha de minha boxer. Minha respiração estava acelerada e os movimentos lentos de sua mão me fazia ofegar pesadamente, minha cabeça já pendia para trás e mesmo que quisesse deixar meus olhos abertos, minhas pálpebras insistiam em se fechar de tanto prazer que estava sentindo. Elena subia e descia sua mão por cima daquele pano e por suas caricias estarem um tanto lentas demais, levei minha mão a sua para lhe guiar.
- Não, não, não, Doutor... – ela me repreendeu tirando a minha mão e a sua daquela parte rija de meu corpo que tanto queria ser tocado.
- Por favor, Lena... – disse baixinho e a senti levando as mãos até as laterais da ultima peça de roupa que cobria meu corpo.
- Erga seus quadris... – Elena pediu e assim que obedeci, ela retirou aquela peça incomoda de mim. Eu ainda estava com a cabeça tombada para trás e esperava ansioso para que ela me tocasse, mas quando achei que fosse continuar a ser estimulado, sentia sua língua quente e úmida por toda minha extensão para então me colocar por completo para dentro de sua boca.
- Oh céus, Elena! – gemi alto e mordendo meu lábio inferior.
Sua boca me envolveu com vontade até onde conseguia e com a mão ela me acariciava, assim como fazia com sua língua na parte que estava para dentro de sua boca, me fazendo alucinar e gemer baixinho, Elena fazia fortes sucções e me rodeava com a língua, conseguindo me tirar de orbita. Por impulso, levei minha mão aos seus cabelos e com os dedos emaranhados em seus fios, a guiava com os movimentos de vai e vem que eram aceitos e feitos de bom grado. Ela estava empenhada em fazer aquilo e mais empenhada ainda em me fazer enlouquecer de prazer, sua boca me envolvia daquela forma deliciosa e me levava a um grau de excitação e tesão indescritível, meu membro pulsava, latejava dentro de sua boca e eu só conseguia pensar nas sensações maravilhosas que aquela mulher estava me causando.
- Elena... – gemi entredentes – Lena, não aguento mais... Eu preciso... – mordi meu lábio com força e ela se afastou um pouco.
- Faça! – respondeu me encorajando – Deixe vir, se entregue... – ela disse mais uma vez e então continuou o que fazia.
Sem aguentar mais e sem controlar, minhas pernas e meus músculos abdominais se tencionaram e com um gemido alto, eu acabei me entregando e deixando que aquele orgasmo chegasse.
- Oh céus... – disse extasiado e extremamente ofegante.
Eu estava atordoado demais, minha cabeça descansava no encosto do sofá e meu corpo parecia formigar com o que Elena havia causado em mim. Enquanto me recuperava, senti o corpo daquela mulher sentar-se em meu colo novamente e aproveitando-se de minha posição, começou a salpicar sutis beijos pelo meu pescoço me fazendo levar minhas mãos as suas coxas, que estavam uma de cada lado de meu corpo, e juntar forças para domar aquela leoa que até então estava me parecendo indomável.
Apertando com força suas pernas, eu a puxei para mais perto de mim e assim que ela ergueu o rosto para me olhar, levei uma de minhas mãos a sua nuca e a puxei mais uma vez para mim.
Nossos lábios se encostaram e a minha língua tomou posse na boca de Elena, querendo domina-la como ela havia feito comigo, mas minha morena não estava disposta a se entregar para mim e parecia não querer nada calmo naquela noite. Nosso beijo era repleto de desejo e paixão, nos beijávamos em uma intensidade insana e só aquele contato de seu corpo sobre o meu fora o suficiente para que aquela chama se reacendesse, e obedecendo ao desejo que me dominava, comecei a percorrer minhas mãos pelo corpo nu de Elena, apertando sua cintura e subindo até as suas costelas para seguir até suas costas e pressiona-la contra mim, de forma que seus mamilos rijos roçassem meu peitoral.
Elena ofegava em meio ao beijo e eu sentia seu corpo querer se entregar aos meus toques, mas ela insistia em resistir em querer se submeter a mim. Definitivamente aquela noite não seria nada calma e eu estava adorando cada milésimo de segundo dela. Ao senti-la um pouco menos relutante, eu guiei meus beijos ao seu pescoço, me aproveitando dignamente daquela parte extremamente cheirosa de seu corpo e a medida que descia com a boca em direção ao seu busto e intensificava meus beijos, os transformando em quase chupões, ela fincava suas unhas de leve em minha pele e começava a dar indícios de que moveria seus quadris sobre meu membro.
Assim que minha boca chegou ao seu seio e que eu envolvi o outro com a minha mão, Elena soltou um grunhido alto e segurando-se ao meu ombro, começou a realmente rebolar contra mim e a simular investidas.
- Damon... – ela gemeu entredentes ofegando alto. Eu sentia o tecido fino e superficial da calcinha de Elena molhado devido a sua excitação e imaginar o quanto ela já devia estar pronta para me receber só conseguia me deixar mais louco por ela. Lentamente suguei com certa força seu seio, o puxando para mim com vontade e a fazendo gemer realmente alto com aquilo – Damon, vamos logo para cama, eu necessito de você... – ela gemeu manhosamente arqueando-se para mim me fazendo sorrir contra seu seio e continuei a me aproveitar dela.
Contornei seu seio com a língua, fazendo seu corpo inteiro arrepiar, estremecer, e sem conseguir aguentar mais Elena levantou-se de meu colo rapidamente me puxando pela mão para si, e no momento seguinte meu corpo afundou no colchão macio daquela enorme cama e Elena estava montada sobre mim. Ela sorria maliciosamente olhando em meus olhos, e sem me importar com mais nada, apenas com o pensamento fixo de tê-la para mim, enganchei meus dedos nas laterais de sua calcinha, que por ser inteiramente rendada e o tecido ser um tanto frágil, fora preciso aplicar apenas um pouco de força que as laterais se arrebentaram.
- Damon, minha calcinha! – ela me repreendeu manhosamente, curvando seu lábio inferior em um beicinho manhoso.
- E você acabou com os botões de minha camisa... – a respondi sorrindo e piscando um olho para ela.
- Cretino! – Elena sibilou semicerrando seus olhos e eu dei uma gargalhada alto, mas que fora calada assim que ela se inclinou em cima de mim para pegar um preservativo em uma enorme taça na mesa ao lado da cama.
A embalagem fora aberta com rapidez e Elena deslizou aquela proteção pelo meu membro para então me guiar para sua entrada, me fazendo completa-la lentamente enquanto mordia o lábio em deleite gemendo baixinho.
Assim que senti o calor de sua intimidade completamente molhada em contato com o meu membro, sem esperar muito tempo, Elena começou a se mover fazendo estocadas intensas, bem da maneira que gostávamos e estávamos acostumados a fazer. A sensação de ver seu corpo pequeninho sobre o meu e saber que ela era somente minha, minha Elena, minha Nina, era indescritível, ela era somente e exclusivamente minha e daquela vez eu tinha certeza de que seria para sempre. Elena apoiava-se com uma mão espalmada em meu peitoral e mexendo apenas seus quadris, ela coordenava estocadas profundas e intensas e só de ter a visão daquela mulher montada sobre mim, com a cabeça um tanto inclinada para trás, de olhos fechados e mordendo os lábios em meio a um sorriso de tesão, aumentavam significantemente meu prazer.
Levei minhas mãos as suas coxas e descontei nelas todo o prazer que estava sentindo apertando-as com certa força, e em resposta, ela debruçou-se sobre mim e me beijou levemente nos lábios para então puxar meu lábio inferior entre seus dentes. Elena ofegava alto e continuava a mover-se daquela forma deliciosa enquanto eu soltava leves grunhidos de prazer e juntava forças para me colocar sentado na cama.
Eu estava delirando com aquela mulher, os movimentos precisos de seus quadris, seu cheiro adocicado misturado com o meu, e a sua pele contra a minha, seu peso sobre o meu, tudo, tudo me enlouquecia... Meus dedos estavam emaranhados em seus cabelos úmidos de suor de sua nuca a puxando cada vez mais para mim, ela acariciava meu rosto delicadamente enquanto movia-se e com isso, nossos lábios relavam-se um no outro e mendigavam sutis beijos durante o ato... Era tudo extremamente intenso, cada pequeno detalhe, cada pequeno contato era extremo... Minha Elena, minha Nina, minha morena, a dona do corpo mais tentador e do melhor prazer que eu já experimentara.
Me apoiando com o braço livre no colchão, lentamente fui me reerguendo e quando fiquei completamente sentado, abracei sua cintura a mantendo ainda mais perto de mim e com aquele mesmo braço trazia seus quadris em minha direção, intensificando nossas investidas e a fazendo mais uma vez tombar a cabeça para trás enquanto gemia. Aproveitando de seu pescoço exposto, eu a beijo deixando leves chupões por ali e subo até sua orelha, onde puxo seu lóbulo lentamente e a faço ofegar soltando um gemido sôfrego.
- Minha Nina, somente minha Nina – sussurrei ofegante em seu ouvido e ela apertou com força meu braço que estava em volta dela.
- Exclusivamente sua! – ela gemeu manhosamente e imitando o que eu havia feito, aproximou sua boca de minha orelha – Meu Doutor! Apenas meu Doutor! – ela puxou meus cabelos levemente e eu sorri assentindo ao que ela gemia. Mais uma vez percorri o olhar por aquele corpo glorioso e suado que “cavalgava” rapidamente em meu membro, sem censura ou pudor algum.
- Para sempre seu... – enfatizei puxando seu quadril para mim – Oh céus, Elena, geme para mim, geme... – ainda com minhas mãos em seu corpo, apertei sua cintura e a ajudei a mover-se mais rápido. Elena se aproximou e mordeu meu lóbulo da orelha em meio a um sorriso.
- Damon... Uhm meu Doutor... – ouvir sua voz sussurrada em meu ouvido em finos e agudos gemidos me fazia delirar – Eu não aguento mais, Damon...
- Se entregue, amor… — acariciei a lateral de seu corpo, percorrendo a curvatura de sua cintura com o seu tronco com as duas mãos e gemendo baixinho, ela tombou a cabeça para trás e eu escondi meu rosto em seu ombro enquanto nós dois nos entregamos aquela sensação deliciosa de um orgasmo intenso, que apenas acontecia quando eu estava com ela.
O corpo pequenino de Elena caiu languido sobre o meu e o único som que conseguia ouvir, além da musica que ainda tocava, mas mais baixa por estarmos longe do aparelho, eram nossas respirações extremamente ofegantes que até pareciam uníssono. Ela estava exausta, extasiada, e com cuidado nos desencachei a colocando deitada na cama, me livrei do preservativo usado aproveitando para já desligar a musica e então voltei a me deitar ao seu lado.
- Você é incrível, sabia disso? – disse baixinho com a voz um tanto rouca e afetada pelo que havíamos acabado de fazer.
- E você acabou comigo... – ela riu baixinho colocando-se de bruços na cama.
- Me perdoe por isso... – disse ironicamente me aproximando de seu corpo e ela se deitou em meu peitoral, me fazendo abraça-la e aninha-la contra mim.
- Imperdoável, Doutor.
- Durma, anjo... – usei o braço que a abraçava para acariciar seus cabelos e ela passou a perna por cima da minha, aconchegando-se melhor.
- Boa noite, meu Doutor.
- Boa noite, meu anjo.
Elena Gilbert Narrando
Era sete da manhã e nada me fazia conseguir voltar a dormir, Damon dormia tranquilamente ao meu lado com aquela feição angelical e os traços totalmente relaxados e mesmo que estivesse morrendo de tédio e inquieta, por ter dormido o suficiente em poucas horas, não queria acorda-lo, fita-lo dormir era melhor que qualquer coisa naquele instante e meu Doutor estava exausto, não seria justo acorda-lo desnecessariamente tão cedo após a noite que tivemos em uma sexta-feira que ele trabalhou o dia inteiro.
Virei-me lentamente naquela enorme cama de lençóis vermelhos sentindo meu corpo um tanto mais pesado e dolorido que o normal e então decidi me levantar para tomar banho, antes que acabasse acordando Damon com meus suspiros altos. Separei uma toalha de banho junto com um robe e deixei minha bolsa, com uma troca de roupa por perto para que me vestisse depois e após prender meus cabelos em um coque alto, entrei no box para tomar banho.
- Oh céus Elena, você faz ideia do quanto é excitante te assistir tomar banho? – a voz aveludada e um tanto rouca de meu Doutor sussurrou em meu ouvido e eu senti seu corpo másculo encostar-se por inteiro em minhas costas enquanto ele me puxava para si pela cintura fazendo com que sua ereção já perceptível roçasse em minhas nádegas e um sorriso de deleite aparecesse em meus lábios.
— Na verdade, faço sim... – ri baixinho me friccionando mais contra ele fazendo Damon sorrir contra meu pescoço com meu comentário – Alguém acordou animado – ele percorreu as laterais de meu corpo com suas mãos, que até então estavam paradas em minha cintura, e enquanto subia lentamente até meu tronco, seus lábios trilhavam um caminho de beijos pelo meu pescoço, aproveitando-se daquela região por eu estar com um coque alto e minha pele molhada da água do chuveiro.
- Você sempre foi convencida assim? – Damon perguntou ainda sussurrando em meu ouvido e levou suas mãos aos meus seios, me fazendo arfar baixinho e morder meu lábio inferior contendo um gemido. Instantaneamente senti cada parte de meu corpo arrepiar fazendo todas aquelas sensações da noite passada se apossarem de mim novamente e de repente, aquele box estava muito mais quente do que antes.
- Vai negar? – minha voz saíra um sussurro fraco e intercortado de excitação pelo o que ele estava causando em mim e percebendo meu estado, Damon começou a investir ainda mais em suas provocações massageando com destreza meus seios.
- Nunca, meu anjo, e é impossível não acordar animado depois da noite passada... – ele disse rindo baixinho em meu ouvido e então puxou meu lóbulo da orelha para si entredentes – Você sabe que é incrível... – um gemido fino fora impossível de ser contido ao senti-lo puxar meu mamilo entre seus dedos fazendo minha intimidade contorcer-se dolorosamente de vontade dele.
Sem conseguir suportar meu peso, eu levo minhas mãos a parede em minha frente de forma que eu me apoiasse nela e Damon posicionou-se atrás de mim, parecendo gostar de me ver daquele jeito.
- Eu quero você... – ele sussurrou roucamente em meu ouvido e eu mordi meu lábio inferior ofegando alto – Arqueie mais seus quadris e incline-se mais um pouco para frente... – entendendo o que ele queria que eu fizesse, atendi ao seu pedido e Damon se colocou na entrada de meu sexo, me fazendo suspirar de ansiedade em recebê-lo.
Lentamente o senti mover-se, mas ao invés de ser para dentro de mim, ele estimulou aquele meu ponto sensível com seu membro mesmo criando uma grande frustração em mim e um relativo aumento em meu desejo. Um grunhido de desgosto ecoou pelo banheiro o fazendo rir baixinho e presunçosamente com aquilo enquanto repetia o que havia feito antes me deixando ainda mais pulsante e excitada por ele.
- Damon... Por favor, pare de me torturar... – disse ofegante em um tom manhoso e ignorando meu pedido, ele fez aquilo mais uma vez – Damon...
– Argh Elena, camisinha... – ele grunhiu baixinho entredentes e eu apenas balancei a cabeça.
- Vai sem, por favor... – pedi baixinho e no instante seguinte, Damon se arremeteu para dentro de mim me fazendo soltar um gemido fino de alivio e jogar minha cabeça para trás.
Segurando minha cintura, Damon começou a mover-se lentamente apenas aproveitando daquela nossa conexão deliciosa, me sentindo envolve-lo por completo e sem nenhum empecilho entre nós. Ele era um tanto delicado no inicio e mesmo que eu estivesse adorando senti-lo entrando e saindo de mim daquela forma lenta, a necessidade de algo mais intenso foi crescendo e Damon, assim como em nossa primeira noite depois que voltamos, investiu daquela maneira funda praticamente encontrando meu fim, que me fizera soltar um gemido sôfrego de extremo prazer.
- Te machuquei? – perguntou preocupado ao ouvir aquele gemido um tanto diferente.
- Definitivamente não... Mais, por favor...
Damon segurou com mais força em minha cintura e atendendo o meu pedido ele repetiu aquela investida para só então começar com um novo ritmo, dessa vez mais rápido e intenso. Tê-lo naquela posição era extremamente prazeroso, mesmo que eu não tivesse muito contato com seu corpo ou que não pudesse toca-lo, as investidas conseguiam ser mais intensas e fundas e consequentemente deixavam todo o ato ainda melhor. Eu estava enlouquecendo, simplesmente enlouquecendo... Minhas mãos queriam agarrar em algo para descontar o prazer que sentia, mas a única coisa que encontrava era os azulejos lisos do banheiro que faziam meus dedos escorregarem toda vez que tentava arranha-los ou prender meus dedos neles.
Damon inclinou-se com cuidado para cima de mim e subiu suas mãos pela minha barriga até chegar aos meus seios e os envolvendo mais uma vez com as mãos para acaricia-los, ele começou a sussurrar roucamente em meu ouvido o quanto eu o enlouquecia, o quanto o enlouquecera noite passada, me fazendo tombar a cabeça em seu ombro de olhos fechados e morder meu lábio com força para conter meus gemidos.
- Geme, meu anjo, quero ouvir você gemer... – ele disse docemente e eu soltei meu lábio, me deixando gemer e com isso Damon começou a mover-se mais depressa de forma que fazia os sons que eu emitia ficarem mais intensos.
- Damon... – gemi praticamente em desespero devido a combinação de suas mãos em meu corpo, seus sussurros estimulantes e aquelas investidas, que estavam me empurrando cada vez mais para aquele ápice conhecido – Quase... – disse entredentes, gemendo baixinho para ele enquanto o sentia entrar e sair rapidamente de mim.
- Se entregue, Lena... – ele me encorajou e eu relaxei, deixando que aquele clímax incrível tomasse conta de mim.
...
- Quer subir? – perguntei um tanto ofegante contra os lábios de Damon que me beijava carinhosamente, estávamos estacionados em frente ao prédio de Marcos e tentávamos nos despedir para que ele fosse passar um dia um Emily – Eu posso fazer algo para comermos...
- Pensei que não fosse mais me chamar... – ele respondeu rindo e selou um beijo demorado para que saíssemos do carro.
Ao passarmos pela porta principal daquele simples prédio, seguimos pelo saguão de mãos dadas e subimos os três andares lentamente e da mesma forma. Ao chegarmos a porta de onde morava, saquei a chave de minha bolsa e a girei na fechadura abrindo a mesma, era bem cedo e com certeza Marquinhos estava dormindo, Damon envolveu seus braços em minha cintura e eu sorri tentando não fazer barulho, mas assim que entramos na sala de estar, estranhei o fato de tudo estar escuro e fechado e um gemido baixinho me fizera acender a luz rapidamente.
- Wooooow! – proferi assustada mas em um tom divertido com o que tinha acabado de ver.
- Ah céus! – Damon gritou alto soltando minha cintura e sem conseguir evitar, comecei a rir alto e descontroladamente.
Diante de nós, estava passando uma cena que nunca pensei que fosse presenciar; Marcos no colo de Mike, encostado a parede enquanto ambos se beijavam apenas de cueca e com as mãos percorrendo o corpo um do outro. Assim que meu amigo nos viu, ele pulou do colo do namorado e Mike se cobriu com uma toalha de banho que estava em seus ombros enquanto Marquinhos se escondia atrás dele. A única coisa que eu conseguia fazer era rir dos dois, sequer tinha forças para encarar aquela cena.
- Elena, quando eu puder me virar me avise... – Damon disse de costas para eles e naquele momento decidi que precisava ter fôlego para falar alguma coisa.
- Ah céus, eu... Esperem! – a cena se repetia em minha mente não me deixando parar de rir e ainda rindo, me joguei no sofá encarando os dois, ou três contando com Damon, homens constrangidos naquela sala – Ah céus, vocês hein?! O que foi isso? Marcos, meu Deus, seus tarados! – joguei uma almofada que estava ao meu lado neles enquanto Damon se mantinha de costas, e pelos movimentos de seus ombros conseguia perceber que ele também ria.
- Olha que irônico, uma semana vocês nos flagram e na outra nós os flagramos... Estou com medo do que nos espera– Damon comentou provocando os dois me fazendo rir ainda mais alto.
- Elena, Damon... – Mike disse encabulado e gaguejando – É... Eu estava indo tomar banho, digo, estava no banho, não espera... Ah, quer saber, eu vou ali... – ele apontou com o polegar em direção ao banheiro e andando de costas, provavelmente para que eu não visse suas partes traseiras, seguiu para o banheiro, deixando Marcos extremamente vermelho na sala e com a mão na testa, tentando desviar o olhar de mim.
- Uhum, banho, sei Mike, sei que tipo de banho você ia tomar... Finjo que acredito! – o provoquei e ele entrou rapidamente no banheiro – Não quer ir junto para terminar o que iam começar a fazer, Marcos? Nós não ligamos, não é Damon? Ah digo, só não ligamos se vocês forem silenciosos...
- Sua biscate! – meu amigo virou a cabeça para me olhar e me fuzilou com o olhar – Você não presta mesmo, Elena Gilbert!
- Se eu não presto, você muito menos, não foi nada decente o que eu acabei de ver. Oh Céus, Marcos Delago acabando de provar que também faz besteirinhas, estou chocada, principalmente por que você se fazia tão decente e puritano... – Marquinhos continuou a me fuzilar com o olhar e fez uma careta debochada me imitando falar, e enquanto ele balançava a cabeça com aquela atitude infantil, pude perceber uma marca em seu pescoço que não iria deixar de comentar – E que grande estrago o Mike fez em seu pescoço hein...
- Depois dessa eu me retiro! – no mesmo instante ele levou a mão ao pescoço para esconder aquele roxo e suas bochechas coraram vividamente, Marcos se virou de costas para mim e então seguiu para o seu quarto.
- Pode virar, amor... – disse ao homem que ainda se recusava a virar-se de frente e lentamente ele veio até mim – Eu não sabia que eles estavam aqui, desculpe...
- Sem problemas, foi engraçado deixar os dois envergonhados... Agora sei o que eles sentiram quando nos viram na cozinha... – ele riu dando de ombros e se sentou ao meu lado no sofá.
- Eu acho que Marcos vai querer me matar quando você for embora, mas tudo bem.
- Vou mesmo, Elena Gilbert, vou mesmo! – meu amigo gritou de seu quarto ao ouvir o que eu havia dito – Ai que vergonha, meu Deus do céu... – ele murmurou para si mesmo e mesmo que ele não estivesse em minha frente, sabia que ao falar aquilo ele revirava os olhos e levava a mão a sua testa, em indignação – Ah, não que eu já esteja de bem com vocês, mas hoje Caroline vai vir passar o dia conosco e eu estive pensando em fazer um social aqui em casa... Damon, você está convidado e traga sua filha junto, eu adoro aquela menina...
- Pode deixar, Marcos, nós viemos! – Damon o respondeu alto e riu balançando a cabeça negativamente – Bom, acho que depois disso eu vou embora...
- Tudo bem... – suspirei fundo me endireitando no sofá e curvei meu lábio inferior em um beicinho manhoso – Estarei esperando vocês, ok?
- Ok! – ele se aproximou de mim me beijando levemente em despedida e eu me levantei para guia-lo até a porta.
Assim que Damon fora embora, eu preparei alguma coisa para nós três comermos e enquanto organizávamos os preparativos para o social de Marcos, não conseguia deixar de provocar os dois com a cena que havia visto mais cedo e eles, além de estarem extremamente envergonhados, me respondiam com mais provocações em relação a Damon e tudo mais, mas apesar dos insultos e comentários baixos sobre a vida pessoal do outro, sabíamos que era apenas brincadeira e que independente do que falássemos iria interferir em nossa amizade.
Já se passava das duas da tarde quando Caroline fora a primeira a chegar e junto com ela, para nossa surpresa, estava Klaus, carregando a mala em um tom de rosa bebê de Claire em um ombro enquanto que no outro braço estava o bebê conforto dela, a cadeirinha que usava no carro. Confesso que vê-los daquela forma me fizera rir internamente, nunca havia imaginado Klaus Mikaelson, um homem sério e frio como costumava a ser, tão pai e descontraído como estava ou então minha amiga, tão mãe, responsável e elegante... Era tão incrível a mudança visível que aquele pequeno ser, todo vestido de rosa e branco nos braços de minha amiga, causara em dois adultos...
Alguns minutos depois, Damon chegara com Emily e então nos reunimos na sala de Marcos para conversarmos enquanto comíamos alguns petiscos e ouvíamos uma música baixa.
- Oh princesa, como você cresceu e está esperta! – eu afinei minha voz para falar com aquela pequena garotinha em meu colo, que me encarava atentamente com aqueles olhos vividamente azuis.
- Você viu como ela está esperta? – Caroline sorriu maternalmente e me alcançou a chupeta cor de rosa que ela estava acostumada a usar – Esses dias ela sorriu para Klaus, foi tão lindo...
- Você sorriu para o papai? E para dinda, vai sorrir? Vamos abrir aquele sorrisão para sua tia, Claire...
- Caroline, será que você não tem um babador sobrando para emprestar para Elena? – Mike riu ironicamente me fazendo revirar os olhos e fazer uma careta para ele.
- Como se você não babasse nela também... – defendi e voltei minha atenção a Claire, que ainda me olhava atentamente e emitia alguns grunhidos baixinhos que faziam meu coração amolecer ainda mais – Damon, ela não é linda?
- Demais, parabéns Carol, ela é muito esperta e muito linda também... – o homem ao meu lado assentiu e passou com delicadeza o indicador na bochechinha rosada de Claire – Emily era esperta assim também, costumávamos a ficar o dia inteiro em cima dela, conversando, a estimulando... – ele sorriu carinhosamente para sua filha, que estava sentada em sua perna para ter melhor visão de Claire e beijou sua bochecha.
- Klaus diz que ela vai aprender a falar cedo de tanto que eu converso com ela... – Carol riu e aconchegou-se nos braços de seu futuro marido – Mas e você titia, quando vai fazer uma amiguinha ou um namoradinho para mim?
- Acredite Caroline, fazer eles já estão fazendo e muito, mas agora só falta deixar vir... – Marcos comentou maliciosamente e eu o fuzilei com o olhar.
- Marcos... – o repreendi entredentes e gesticulei com a cabeça em direção a Emily, para que ele controlasse seus comentários.
- Elena querida, você acha que meus comentários são demais para ela? A garota viu vocês dois no sofá da sala, ela já está imune a isso... – meu amigo se defendeu dando de ombros e eu olhei para Emily, que estava extremamente corada mas que mordia o lábio inferior, para talvez para conter um riso, e a lancei um olhar de pêsames que fora respondido com um acenar de cabeça, como se dissesse para não me preocupar.
- E ainda bem que vocês não engravidam, porque senão já pensou, Marcos? – perguntei desafiadoramente a meu amigo, me referindo a cena que havia flagrado mais cedo e pude ver seus lábios movendo-se sem emitir som em um xingamento que estava acostumada a ouvir vindo dele “biscate”.
- Olha, eu ficaria muito feliz se Elena engravidasse agora, mas não gostei da ideia do namoradinho... – Klaus falou pela primeira vez, um tanto descontraído e sorrindo – Pelo menos não para Claire...
- Bom, você pode confiar sua filha para o meu filho, ele será um completo cavalheiro com ela, Klaus... – Damon respondeu educadamente a Klaus me fazendo olha-lo com um sorriso deslumbrado em meu rosto.
- Não sei, não confio em homens, vocês não preferem ter uma menina? – ele franziu o cenho incomodado fazendo Caroline revirar os olhos, mas endireitar-se na poltrona, sustentando um sorriso animado no rosto.
- Adivinhem só?! Temos uma notícia para dar... – naquele gesto típico de Caroline quando estava empolgada para nos contar algo, ela bateu palminhas e pegou a mão de Klaus – Nós marcamos a data do casamento para daqui um mês! Ah, e tem mais, queremos convidar vocês, Damon e Elena, para padrinho e madrinha, e Mike e Marcos, para padrinhos do nosso casamento! Vocês aceitam?
- Que incrível! – Marcos respondeu no mesmo tom de excitação que Carol e mandou um beijo para nossa amiga – É claro que aceitamos, né, amor? – perguntou a Mike que assentiu com um sorriso.
- Estou tão feliz por você, amiga, é claro que aceitamos... – sorri para ela e então olhei para Damon, que sorria igualmente.
- Absolutamente!
- E claro que Emily está convidada para o casamento, queremos você lá, ok mocinha?
- Pode deixar que eu irei, Caroline... – Emily sorriu respondendo educadamente.
- Ai que ótimo! Os convites ficarão prontos semana que vem e assim que os tiver em mãos entregarei a vocês, não consegui conter a ansiedade de contar a novidade...
- Tudo bem, com convite ou sem convite nós estaremos lá no altar te esperando de qualquer jeito, querida! – Marcos garantiu, piscando um olho para Caroline.
No mesmo instante, um clima gostoso fora criado entre nós, minha amiga estava em um grau de excitação que nunca havia visto nela e o homem ao seu lado parecia estar igualmente animado com o futuro acontecimento. Enquanto Carol e Klaus contavam animadamente sobre os preparativos da festa e enquanto todos nós prestávamos atenção ao que eles falavam, a campainha fora tocada me fazendo olhar confusa a Marcos.
- Estão esperando alguém? – perguntei e meu amigo negou com a cabeça, a campainha fora tocada mais uma vez devido a demora a atender a porta – Você não vai atender, seu preguiçoso? – mais uma vez meu amigo balançou negativamente a cabeça e eu revirei os olhos me levantando e entregando Claire a Caroline.
- Posso pega-la, Caroline? – Emily perguntou timidamente enquanto eu seguia para a porta e atrás de mim pude ouvir minha amiga responde-la com um “É claro que sim” para então entregar a filha nos braços de Emily.
Ao cruzar toda a sala e mais um pouco, cheguei a porta, girei a chave na fechadura para abri-la e então encontrei alguém que realmente não esperava ver ali.
- Matt? – perguntei um tanto assustada, encarando o homem de cabelos loiros com as mãos no bolso da frente de sua calça jeans – O que faz aqui?
- Elena, será que podemos conversar?
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