New Galaxy

8 Down to the river


Jake:

Jake estava a comer o seu bocado de criatura assada juntamente com Carly. Desde que tinham chegado àquele planeta, Jake e Carly tinham-se estado a conhecer melhor e parecia que se conheciam desde sempre. Jake sorriu para Carly que deu um sorriso torto e meio sensual de volta. Porém o momento foi cortado por Bellamy que interrompeu:

— Finalmente encontro-te.

— Bellamy…- disse Jake com um olhar frio.

— Jake…- disse Bellamy com o mesmo olhar.

— Ok…- disse Carly enquanto olhava para aquele jogo frio entre aqueles dois rapazes.- A que se deve esta visita?

Bellamy que parecia ter sido tirado dos seus pensamentos profundos, respondeu:

— De onde veio esta criatura?

— Um dos grupos trouxe-o.- respondeu Carly como se a resposta fosse óbvia.

— Onde é que eles o encontraram? – perguntou Bellamy um pouco irritado.

— No lago.- disse Carly sem dar muita importância.

Jake olhou de um para o outro e viu algo brilhar nos olhos de Bellamy antes de dizer:

— Amanhã, tu e eu vamos procurar o lar dessas criaturas.

— Tu e eu?- perguntou Carly incrédula.

— Sim, não te atrases.- disse Bellamy afastando-se deles.

Jake que viu que Carly tinha ficado um pouco irritada com Bellamy decidiu aliviar a tensão.

— Então, nós já sabemos quase tudo sobre o outro menos uma coisa muito importante…

— Que será?- Carly perguntou instantaneamente sorrindo para Jake.

— Onde nasceste?- disse Jake levantando uma sobrancelha.

— Washington. – respondeu Carly- E tu?

— Paris.- disse Jake sorrindo como se lembrando de algo.

— Tu nasceste em Paris?- gritou Carly de entusiasmo.- Como é Paris?

— Paris é lindo e complicado.- disse Jake olhando em seguida para Carly.- Meio como tu.

Carly sorriu. Jake sorriu de volta e começou a aproximar-se de Carly fixando os seus lábios. Carly aproximou-se também e antes que pudessem ser impedidos estavam com os lábios colados, as línguas dançando fazendo uma mistura de quente com frio que arrepiava todo o corpo de Carly. Depois de um bom tempo eles separaram-se, sorrindo.

— Talvez devêssemos ir dormir.- disse Carly ainda cansada.

Jake acenou e foram os dois caminhando para as suas respetivas tendas.

Eric:

Era uma linda manhã e Eric caminhava lentamente até ao quadro onde estaria afixado quem seriam os seus parceiros de hoje. Quando finalmente pode chegar perto do quadro, sorriu. Desta vez não ia ficar no meio da guerra de Mary e Louis mas iria ficar com a linda Jéssica. A rapariga de longos cabelos encaracolados e pele bronzeada aproximava-se do quadro até se chamada por Carly. Eric observou Jessica falar com Carly e para ele aquilo assemelhava-se a dois anjos a falar e percebeu que também Jake pensava isso, pela forma como este olhava para Carly. Jessica sorriu para Carly e foi em direção a Eric.

— Parece que hoje somos tu e eu.- disse Jéssica.

— E a mim parece que tu sabes qual será a nossa tarefa.- retrucou Eric.

— Tu vais ensinar-me a lutar.- respondeu Jéssica.

Eric ficou pasmado a olhar para Jéssica. Como é que ele podia treinar um ser tão frágil e lindo? Eric riu e disse:

— Não gozes comigo.

— Eu não estou a gozar, essas são as ordens da Carly, ela precisa de uma rapariga para comandar os soldados e essa rapariga vou ser eu.- disse Jéssica com cara séria.- Mas primeiro preciso que tu me treines.

Eric voltou a ficar pasmado a olhar para aquela rapariga. Porém assentiu e começou a seguir Jéssica para um lugar designado por Francis de “Arena”. A “arena” era um terreno grande com troncos a rodeá-lo que mais parecia uma cerca para as ovelhas. Francis tinha dito que seria ali que os soldados poderiam treinar e aperfeiçoar as suas capacidades. Eric tirou a blusa fazendo com que Jéssica olhasse para o seu abdómen definido, ajeitou o cabelo e disse:

— Vamos começar com o básico.

— E que tal se começássemos por algo mais complexo?- perguntou Jéssica. Ela queria tanto aquele lugar que Carly lhe estava a oferecer mas sabia que tinha de merece-lo pois Bellamy não estava de acordo com o facto de haver uma rapariga a comandar um exército.

— Não podemos fazer nada mais complexo sem saberes o básico.- disse Eric como quem gozava com Jéssica.

— Eu sei o básico.- disse Jéssica olhando para cima para encarar Eric.

— Então ataca-me.- desafiou Eric fazendo um sinal com as mãos para que Jéssica começasse.

Jéssica tentou dar um murro em Eric mas este agarrou o seu braço fazendo-a ficar de costas para ele.

— Estavas a dizer?- disse Eric no ouvido dela.

Jéssica porém ficou muito irritada pisando com força o pé de Eric e fazendo com que ele a largasse. Depois tentou dar um pontapé que Eric cortou com o seu braço, agarrando-lhe a perna. Graças aos muitos anos na ginástica, Jéssica conseguiu rodar, fazendo com que Eric caísse de costas e que ela caísse em cima dele. Jéssica atirou o cabelo para trás, olhando para Eric e saíndo de cima dele. Eric ficou deitado apoiado nos cotovelos olhando para Jéssica e sorrindo.

— Que é?- perguntou Jéssica ainda um pouco chateada.

— Há algo em ti…- disse Eric sorrindo.

Jéssica sorriu e deu a mão a Eric puxando-o para que pudessem continuar.

Anthony:

Do outro lado do acampamento, Anthony estava a caminhar em direção ao quadro para que pudesse começar a sua tarefa. Olhou para o lado esquerdo e avistou Mary falando com Carly e olhando para ele. Quando olhou no quadro viu que a sua parceira iria ser Mary. Anthony viu Carly afastar-se e foi em direção a Mary. Mary sentiu alguém ao seu lado, olhando.

— Está pronta?- A voz profunda de homem fez o estômago de Mary estremecer. Fitou os olhos castanhos de Anthony.

— Pronta para quê?

— Estamos juntos hoje — disse Anthony, apontando para o quadro.

Mary precisava inventar alguma coisa para cair fora. Mas, com aqueles olhos castanhos pousados nela, as palavras não vieram. Olhou em volta para ver se, por acaso, Louis ou Lory não estariam à espreita. Não.

— Já sei o lugar onde devemos ir. — disse ele. E colocou as mãos nas costas de Mary, para fazê-la andar.

Mary deu um passo, tentando pronunciar as palavras “Não posso”; mas não conseguiu. E ela sabia por quê. Queria conhecer Anthony já há muito tempo mas nunca tivera a oportunidade.

— Bellamy quer que sigamos as pegadas que eu encontrei no outro dia e que provavelmente pertence à criatura que te atacou.- continuou Anthony, fitando-a bem nos olhos. – Vamos lá. — e tomou o caminho que levava às tendas. Mary o seguiu.

— Tu sabes que, se a tua namorada nos vir juntos, vai ficar furiosa, não sabes?

— Que namorada? — estranhou Anthony.

Mary o olhou com atenção.

— Aquela que está sempre em cima de ti.

Os músculos da mandíbula de Anthony ficaram rígidos.

— Lori não é minha namorada.

— Ah, então ela é apenas a garota com quem tu dás uns amassos na floresta — disparou Mary, sem conseguir se conter.

Anthony fechou a cara.

—É isso que tu pensas?

— Estou errada? — Mary se esforçou para ser sarcástica ao máximo. — Achas que sou idiota?

Anthony parou e se virou com tanta rapidez que Mary foi de encontro ao seu peito. Ele a segurou pelos ombros e a equilibrou. A sensação das mãos de Anthony sobre as mangas de sua blusa fez com que uma onda de calor inundasse seu corpo. Mas passou assim que ela reparou na expressão do garoto.

— Não, tu não pareces nenhuma idiota — disse ele num tom que mais parecia um rosnado. — Mas estás a tirar conclusões sem conhecer todos os fatos, o que não pode ser considerado sinal de inteligência.

Mary ficou de boca aberta diante de tamanho insulto.

— Então o que ela estava fazendo no outro dia? Mostrando seu novo sutiã?

Anthony franziu a testa e passou a mão no rosto.

— Está bem. Esquece o que eu disse — baixou a mão e abriu os olhos. — Admito que tens o direito de chegar a essa conclusão. Mas, ainda assim, estás errada.

Mary revirou os olhos.

— Ela não me estava a mostrar o sutiã e sim, a sua tatuagem. No ombro.

Retomou a caminhada e Mary o seguiu.

— Bem, mas obviamente ela é louca por ti.

— Eu sei — sua voz era acompanhada de frustração. — Ela e eu... Ficamos juntos antes de tudo isto.

— Então ela foi sua namorada — Mary parou e o olhou fixamente. Anthony balançou a cabeça de leve.

—Nem chegou a isso… Nós curtimos uma vez…

—Ela obviamente não entende que foi um coisa de uma noite só- disse Mary sarcástica

—Eu faço tudo para desencoraja-la mas não quero magoar os sentimentos dela. – disse Anthony olhando para as árvores.

Mary estava tão concentrada na conversa que não se tinha apercebido o quão longe já tinham ido.

— Onde exatamente ficam estas pegadas?- perguntou

— Não muito longe — esclareceu Anthony. Se percebeu a súbita insegurança de Mary, disfarçou bem. — Na verdade, estão no leito do rio onde tu encontraste a criatura.— acrescentou, sem olhar para ela.- Teremos de passar para o outro lado do rio

— Será que podemos sair para tão longe?

Anthony desviou os olhos da trilha para ela.

— São só alguns metros além do combinado. Mas tu é que decides — parou. — Bellamy não pareceu importar-se com a localização das pegadas.

—Ele não se importa- disse Mary cortando-o- Só acho que Carly e Francis não ficarão muito felizes em saberem que saímos do limite sem eles saberem.

— Se eles disserem alguma coisa eu digo que te obriguei a vir comigo- disse Anthony sorrindo.

Deus, ele tinha um sorriso capaz de iluminar até a maior das escuridões. Eles andaram mais um pouco até que Anthony parou.

— Por aqui — disse Anthony, apontando o caminho e olhando de relance para o seu rosto. Em poucos instantes, chegaram à margem do riacho. Anthony examinou a água. — O nível subiu um pouco. Ontem, não passava de alguns centímetros. As pegadas estão bem no meio do leito. A profundidade não passa de trinta centímetros, mas talvez tu queiras tirar o tênis para não os molhares.

Mary se sentou, tirou os tênis e as meias, e enrolou a barra das calças. Anthony, de pé à sua frente, observava-a. Mary ergueu os olhos.

— E tu, não vais tirar os teus?

— Tênis molhados não me incomodam.

Mary enfiou as meias nos tênis e colocou-os longe da água. O som do riacho acariciava seus sentidos.

— Estás pronta? — perguntou Anthony, vendo-a pensativa.

— Estou — Mary se levantou e mergulhou os dedos dos pés no riacho.

— Está frio — ela sorriu.

— É, mas à tarde, quando o sol aquece, é ótimo. A cerca de meio quilômetro daqui há um lugar mais fundo, onde dá pra nadar. Eu estive lá ontem.

Mary o imaginou nadando. Anthony entrou na água e, virando-se para trás, segurou a mão direita de Mary. Ela fitou os dedos dele em volta dos seus.

— As pedras são muito lisas — advertiu Anthony, seguindo o olhar.

— Acho que consigo me equilibrar — garantiu Mary, soltando a mão.

— Quando caíres, vais ver o que é bom.

— Não vou cair — disse ela, sorrindo de modo confiante. Mas, já no próximo passo, seu pé e seu orgulho escorregaram numa pedra lisa, suas pernas se projetaram para cima e para os lados, e ela caiu sentada com grande estardalhaço.

— Aí! — a água fria atravessou a calça até seu traseiro. Ouviu uma gargalhada solta e contagiante. Anthony estava de pé à sua frente, braços cruzados sobre o peito largo, os olhos castanhos cheios de bom humor.

— Não ria! — ordenou Mary, quase rindo dela própria. E, apanhando um pouco de água com a mão, arremessou nele.

Anthony riu ainda mais, mas logo lhe ofereceu a mão — que, desta vez, ela aceitou.

Já de pé, ensaiava outro passo quando escorregou de novo, mas agora não caiu sozinha. Caiu em cima dele, com o rosto afundado em seu ombro Ergueu a cabeça e viu a água passando sobre o peito de Anthony, que olhava para ela, sorrindo. E parecendo gostar daquilo.

— É o teu prêmio por rires de mim — brincou Mary.

O peito de Anthony se dilatou debaixo dela, numa inspiração profunda. E Mary já nem mais sentia o frio da água — sentia apenas o calor do corpo dele apertado contra o seu.

— E este é o seu por gozar da minha cara — ele a puxou um pouco para cima, até seus lábios tocarem os dela.

Mary não procurou detê-lo. Na verdade, até subiu mais pelo corpo dele para que o beijo fosse completo. A mão de Anthony deslizou para trás de seu pescoço e endireitou-lhe a cabeça, colocando sua boca em posição mais acessível. A textura ligeiramente áspera do rosto barbeado de Anthony lhe pareceu muito agradável. A língua dele se insinuou, primeiro devagar, depois sem hesitação. Uma sensação de calor avolumou-se dentro de Mary, que não parecia estar suficientemente aconchegada a ele. Nada daquilo lembrava os beijos e carícias que havia trocado com Louis. Mas, seus instintos pareciam clamar. Ela queria mais.

Correu os dedos pelos cabelos castanhos e molhados de Anthony, encantando-se com sua maciez — e com as emoções que a agitavam, a dominavam, fazendo-a se sentir mais viva do que nunca. Seus seios, pressionados contra o peito de Anthony, estavam rígidos. A verdade é que queria ardentemente ser tocada por ele. Só quando ouviu vozes próximas é que voltou a si. Interrompendo o beijo e se afastou alguns centímetros do peito de Anthony. Ele entreabriu pálpebras e fitou-a com olhos turvos. Mary vislumbrou neles um toque de selvageria e fome como nunca tinha visto antes. Mais que qualquer coisa, ela queria saciar aquela fome e submeter-se àquela selvageria. Então as vozes chegaram mais perto. Agora, as sensações de Mary pareciam muito mais intensas.

Afastou-se de Anthony, tão insegura com relação a essas novas emoções quanto estivera com relação à sua capacidade de não escorregar.

— Nós deveríamos... Eu ouvi... — disse ela, levantando-se.

— Não estão vindo para cá — tranquilizou-a Anthony. Levantou-se também e fitou-a através dos cílios escuros. Respirou fundo e passou a mão pelo rosto. — Droga! — murmurou, virando-se para Mary. — Eu provavelmente não devia ter feito isso, certo?

— Provavelmente não — concordou ela. Mas, mesmo que pudesse voltar atrás, não trocaria aquele momento por nada.

Anthony jogou os cabelos para trás, espalhando em volta gotas que refletiam a luz do sol.

— Então esqueça o que aconteceu. Apenas esqueça, está bem?

— Não acredito que possa esquecer — iria se lembrar para sempre daquele beijo e daquele momento. Pois, por mais que gostasse dos beijos de Louis, o de Anthony lhe pareceu o primeiro beijo adulto de sua vida. Seu primeiro gostinho da paixão. O beijo e o que tinha sentido eram algo mais. E, embora não estivesse pronta para “mais”, esse “mais” era o que ela desejava. Aquele, concluiu Mary, era o verdadeiro significado da paixão.

Consciente do silêncio embaraçoso que crescia entre eles, olhou em volta.

— Onde estão as pegadas?

— Ali — disse Anthony, apontando para a margem do riacho.

Mary caminhou até lá, devagar. Observando as pegadas, fingiu interesse por elas. De repente, Anthony estava ao seu lado, projetando uma sombra comprida na água. Quando Mary levantou a cabeça, o surpreendeu olhando os seus seios. Mary baixou os olhos e notou que a água havia tornado tanto sua camisa branca quanto seu sutiã de cetim praticamente invisíveis. Os mamilos, ainda rijos, forçavam o tecido.

Cruzou os braços.

— Por que não veste a minha camiseta? — Anthony começou a tirar camisola azul molhada, expondo um abdómen musculoso.

E, quando a camiseta subiu mais, ela teve a visão do umbigo mais bonito que jamais vira. Depois, apareceu o tórax. Sólido. Duro. Algumas gotas de água brilhavam em sua pele. O coração de Mary acelerou de novo de paixão. Ao se dar conta do que estava fazendo, Mary desviou os olhos.

— O melhor seria você parar de olhar para mim e continuar vestido.

— Eu poderia fazer isso. Mas os seis caras que estarão aqui em menos de trinta segundos talvez não cooperem tanto. Isso me obrigará a lhes dar uma lição.

— Pensei que não viessem para cá.

— Mudaram de direção — Anthony começou a enfiar a camiseta na cabeça dela. Mary ergueu os braços para ajudá-lo. Vendo-a vestida, ele deu um meio sorriso e olhou para seus seios.

— Bem melhor — estendeu a mão e afastou-lhe uma mecha de cabelo molhado do rosto. — Você não tem ideia de quanto é bonita, tem?

Agora as vozes estavam bem perto da margem do riacho. Mary nem ligou. Todos os seus instintos se concentravam no homem à sua frente e no elogio que ele tinha acabado de fazer. Anthony a fazia se sentir bonita. E sexy.

— Pronta para seguir as pegadas? — perguntou ele.

Mary assentiu.

Ruth:

Ruth estava encarregue de arrumar todos os medicamentos que tinham trazido na nave. No dia anterior tinha andado a explorar com Max e sorria cada vez que se lembrava naquele cabelo loiro e aqueles olhos azuis e o sorriso capaz de mover multidões. Estava tão distraída que deixou cair uma caixa inteira de medicamentos. Quando se abaixou sentiu uma mão apanhando uma das caixas. Quando olhou teve o que em tempos foi a sua visão preferida. Jack.

— Eu apanho, não te preocupes.- disse Ruth, rapidamente levantando-se.- Em que te posso ajudar?

— Vim buscar uns curativos, uma rapariga cortou-se enquanto construía o bar.- respondeu Jack tentando olhar nos olhos de Ruth.

Ruth virou-se e começou a procurar os curativos. Era mesmo assim que Jack era, ajudava sempre quem precisava e essa era uma das razões porque Ruth estivera apaixonada por ele. Não importa qual fosse a situação, Jack fazia até os impossíveis para a resolver. Finalmente Ruth encontrou o que procurava e entregou-o a Jack.

Jack assentiu e agradeceu mas quando estava quase a sair da tenda perguntou:

— Ruth, nós…

— Nós estamos bem.- cortou-o ela.

Jack deu um sorriso falso virando-se e saíndo da tenda e deixando Ruth pensativa.

Bellamy:

Viu Carly aproximar-se e começou a andar. Sentiu Carly vir correr atrás dele tentando, depois, acompanha-lo.

— Então onde é que vamos? – perguntou Carly cruzando os braços.

— Vamos seguir um rastro encontrado ontem.- respondeu Bellamy vagamente.

— Esse rastro fica onde exatamente? Aliás quanto tempo vamos demorar, é que eu…- Carly começou.

— A segurança destas crianças está primeiro, Carly. O que quer dizer que o que quer que seja que tenhas combinado com o teu príncipe tem de esperar. Desta vez estas presa comigo, princesa.- disse Bellamy num tom chateado.

Carly abanou a cabeça e acelerou o passo em frente a Bellamy. Iria ser uma longa caminhada.

Notas finais
JAKE E CARLY!! Quem gosta? E Eric e Jessica? Será que Jessica conseguirá o lugar que tanto quer? Irá Bellamy deixar? MARY E ANTHONY!! Quem gosta? Quem devia ficar com Mary, Louis ou Anthony? Qual será a história de Jack e Ruth? Irá Ruth voltar a amar Jack ou irá seguir com Max? Como irá acabar a procura de Bellamy e Carly?