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11 Chronic of a Murder- PARTE 1


Notas iniciais
Este capítulo possui uma música: https://www.youtube.com/watch?v=CM99aBbp1W0 Este capítulo contém cenas sexuais

Drew:

O corpo caiu fortemente na mesa da enfermaria. Tinham sido necessários quatros rapazes para que levassem o corpo até a enfermaria e os músculos de Drew estavam a arder com o esforço. Dez minutos atrás quando tinham tentado levar o corpo apenas três deles sangue tinha começado a jorrar da ferida e naquele momento o melhor era manter em segredo o assassinato.

— O que fazemos agora?- perguntou Jake.

— Tratamos isto em segredo.- respondeu Bellamy sombrio.

— Como é suposto fazermos isso?- gritou Carly.- Existe um lugar cheio de sangue dentro do acampamento, achas mesmo que ninguém vai perceber?

—Acalma-te!- disse Bellamy levantando o tom de voz.

Drew viu os músculos de Jake contraírem-se com aquela mudança de humor em Bellamy e decidiu interferir:

— Então, o que vamos fazer?

— Primeiro que tudo o Jake vai ter com o Francis ao centro de treinamento para começar o treinamento de armas como combinado.- começou Bellamy olhando para Jake que estava a um canto com Carly.

— E ajo como se nada tivesse acontecido?- perguntou Jake com arrogância.

Carly apertou-lhe o braço com carinho para que ele se acalmasse. Drew já nem se lembrava da altura em que todos eles se davam perfeitamente, no exército, e em que não havia equipa Bellamy e equipa Jake. O problema entre eles vinha-se arrastando e tudo tinha piorado com Carly na equação.

— Sim. Pânico gera pânico. E neste momento precisamos de perceber o que aconteceu.- continuou Bellamy.

Estranhamente, Carly abanou a cabeça em concordância com isto.

— Se agimos como se nada tivesse acontecido transmitiremos confiança na nossa liderança. – comentou Carly.

Desta vez foi Bellamy quem abanou a cabeça em concordância.

— Depois vamos precisar de alguém que examine o corpo.- continuou Bellamy.

— Chama o Anthony, a mãe dele é médica então ele percebe destes assuntos.- respondeu Jack.

— Diz à Mary para o ajudar. Anatomia era a matéria preferida dela e ela irá manter-se em silêncio sobre o assunto.- interveio Carly.

— Ótimo. Mary e Anthony irão cuidar do corpo. O Drew e alguém que ele queira ficam encarregues da cena do crime. Jack, pede a alguém de confiança para fazer interrogatórios contigo mas sem dar nas vistas.- completou Bellamy.

— Conheço a pessoa ideal.- respondeu Jack.

Bellamy assentiu e virou-se para o armário da enfermaria para ir buscar algo.

— E quanto a mim?- perguntou Carly dando um passo em frente.

Bellamy saiu do armário com uma pinça na mão. Chegando-se ao corpo, rodou a cabeça do rapaz e retirou a bala com cuidado colocando-a num frasco que estava lá perto.

— Nós vamos descobrir a quem pertence esta bala.- disse Bellamy com confiança.

Ruth:

Estava a caminhar com Mary e Eleonor. Elas estavam no caminho do treinamento obrigatório das armas. Andavam lado a lado enquanto falavam das suas conquistas amorosas no novo planeta.

— Ele é fantástico. Carly estava certa em colocar-me naquela equipa de pesquisa com ele.- comentou Mary.

— Falando em Carly, ainda não a vi hoje.- disse Eleonor.

Era estranho não verem Carly visto que todos os dias ela andava ou com Jake ou então a fazer alguma tarefa resultante do seu posto de líder do acampamento. Ruth estava prestes a comentar o desaparecimento de Carly quando viu um rapaz de mais ou menos 14 anos vir em sua direção.

— Jack pede que tu e a Mary se apresentem na enfermaria.- informou o rapaz com as mãos detrás das costas.

Ruth olhou para o rapaz e disse:

— Tu és demasiado gostoso para ser o empregado de Jack.

Ao ouvir isto o rapaz corou e Eleonor riu levemente. Devia ser muito constrangedor para um rapaz que tinha acabado de entrar na puberdade estar a falar com raparigas mais velhas e muito atraentes. Sim, porque elas eram todas lindas. Mary com a sua pele bronzeada e os seus cabelos longos e lisos escuros; Ruth com os seus dentes lindos e os seus cabelos ondulados e com madeixas loiras e Eleonor com um sorriso amável e uns olhos mais verdes que a floresta.

— Mas Jack não manda em nós.- disse Mary levantando uma sobrancelha.

— Nesse caso ele mandou dizer que a Carly pede que vocês vão à enfermaria. – respondeu o rapaz.

Com isto, Mary e Ruth despediram-se de Eleonor que seguiu o seu caminho até ao treinamento e foram em direção à enfermaria sem saber o que as espera.

Patricia:

Tinha acabado de sair da sua tenda. Ela era suposto ter-se encontrado com Katherine para que eles fossem juntas para o treinamento mas Patricia tinha-se deixado dormir e agora tinha de ir sozinha. Ao longe viu Drew correr na sua direção. Mesmo o que ela queria. Ele parou na sua frente e ela disse:

— Agora isto está a ficar ridículo.

— Preciso da tua ajuda.- disse ele olhando profundamente para ela.

Patricia estava prestes a mandar uma piada irónica mas viu na cara de Drew que este falava a sério.

— O que é?- perguntou ela preocupada.

— Segue-me e não levantes suspeitas.- respondeu ele começando a andar.

Ela começou a andar atrás dele. Estavam a andar contra a corrente de pessoas até que Drew virou para um caminho entre as tendas até a um local mais afastado. Quando Patricia lá chegou não conseguiu conter um grito e Drew teve de colocar-lhe a mão na boca.

— O que eu sei sobre não levantares suspeitas?- perguntou ele sussurrando loucamente.

Patricia tirou a mão de Drew da sua boca e afastou-se dele uns 6 passos.

— Mataste alguém?- perguntou ela assustada.

— Claro que não!- respondeu Drew levantando o tom com indignação. – Um rapaz foi encontrado morto e nós estamos a resolver o assassinato.

Patricia olhou para Drew avaliando-o. Lá no fundo, ela sabia que ele nunca seria capaz de tal ato. Matar um rapaz inocente não era o estilo de Drew. Ele baixou-se para coletar algo e depois de uns momentos a olhar, Patricia baixou-se mesmo ao lado de Drew, joelhos a tocarem-se. Drew olhou como se surpreso e Patricia sorriu sem mostrar os dentes.

— O que é devemos procurar?- perguntou ela; os olhos a encontrarem os de Drew.

— Vai ser difícil por causa da tempestade de ontem à noite mas basta procurares algo que nos possa levar ao assassino.- respondeu Drew.

Patricia virou a cara e começou a procurar. Drew bufou e começou a fazer o mesmo.

Eleonor:

Tinha finalmente chegado ao treinamento. Em todos os cantos via adolescente a praticar a mira com as armas e com a ajudar de Jake. Via adolescentes a aprender a lutar com aquela arma que tinha ajudado Jessica a vencer o combate e que agora ajudava Eric a ensinar as artes da arma como ele tinha feito com ela. Num canto mais afastado viu Ben, bebendo água. A sua t-shirt estava colada ao corpo devido ao suor. Ela foi até ele e quando ele a avistou, sorriu logo.

— Eu até te abraçava mas estou completamente pegajoso.- disse Ben sorrindo.

— Não me importo com um pouco de suor.- respondeu Eleonor.

Em seguida agarrou Ben pelo pescoço e deu-lhe um beijo profundo, línguas dançando. Ben quebrou o beijo e sorriu. Depois olhou para os adolescentes que treinavam sem parar e pareceu deu um suspiro cansado. De facto, Eleonor também não tinha muita vontade de ir para o treinamento, a única coisa que ela queria fazer era estar com o amor da sua vida, completamente. O que lhe deu uma ideia.

— Espero que não estejas muito cansado para o que tenho planeado.- disse Eleonor no ouvido de Ben, passando-lhe a língua pelo lóbulo da orelha. Ben percebeu a ideia e sorriu.

Ambos foram praticamente correndo até à tenda de Ben que era a que estava mais próxima do acampamento. (Ínicio da música ) Quando ambos lá chegaram, Eleonor fechou a tenda virando-se para Ben e sorrindo sedutoramente. Ben começou a beijá-la como nunca tinha beijado antes. Eleonor podia sentir a língua dele enrolar-se com a sua num compasso perfeito, quase se tivessem sido feitas para se beijarem. Eleonor cortou o beijo para que pudesse tirar a t-shirt de Ben e tocar nos seus músculos do abdómen duros como pedra. Em seguida, Ben retirou também a blusa de Eleonor revelando um sutiã preto de renda. Ben beijou o pescoço de Eleonor e seguiu caminho até ao peito e em seguida até à barriga, fazendo com que Eleonor sentisse fogo pelo seu corpo inteiro. Ben pegou Eleonor no seu colo levando-a para a cama, as pernas dela entrelaçadas na sua cintura. Eleonor podia sentir a ereção de Ben e estava a adorar. Eleonor deu um giro para que ficasse em cima de Ben e quando ela a ia beijar empurrou-o de volta para a cama, abrindo o zíper das calças dele. Depois beijou todo o seu corpo desde o pescoço até ao pénis duro por baixo dos boxers. Desta vez, foi Ben quem se virou, rapidamente desapertando as calças de Eleonor e atirando-as para o outro lado da tenda. Depois tirou as suas e ambos ficaram apenas com a sua roupa interior. Ben beijou os seios de Eleonor por cima do sutiã até se cansar e finalmente o tirar beijando-os por completo. Eleonor já estava em êxtase e puxou os boxers de Ben sentindo o que estava por baixo. Ben também os tirou dando a Eleonor uma das melhores imagens da vida dela. Ben então fez o seu caminho até às cuecas de Eleonor mas deteve-se no caminho.

— Tens a certeza?- perguntou Ben. Ben não tinha a certeza mas achava que Eleonor nunca tinha feito sexo antes. E ele sabia que ele já tinha feito uma dúzia de vezes e não queria que Eleonor achasse que para estar com ele tinha de lhe dar sexo.

— Eu nunca fiz isto antes.- respondeu Eleonor.- Mas eu tenho a certeza absoluta que eu quero fazer isto contigo. Eu amo-te.

Ben sorriu e desviou os cabelos de Eleonor que no meio daquela selvajaria toda tinham ficado um pouco desarrumados, beijando-a profundamente.

— Eu também te amo.- respondeu ele.

Ben retirou as cuecas de Eleonor e enfiou o seu pénis cuidadosamente para que não a magoasse. Primeiro começou com movimentos mais lentos aumentando-os à medida que o aperto de Eleonor ficava mais forte. Muito melhor que treinamento, sem dúvida. (Fim da música)

Mary:

Ela e Ruth estavam à porta da enfermaria/ nave mas a porta encontrava-se fechada. Algo se passava visto que a porta nunca fechava. Mary decidiu bater na porta e pouco tempo depois ouviu alguém puxar a alavanca. Anthony chamou-as pelas cortinas e Mary ficou em choque com o que viu. Um rapaz coberto em sangue estava em cima da mesa. Ao seu lado estava Carly, Bellamy, Jack e Anthony.

— O que aconteceu?- perguntou Ruth.

— Alguém o assassinou.- respondeu Anthony.

— Eu posso ver isso…- respondeu Mary chegando perto do corpo.

— Precisamos que façam algo.- disse Bellamy mas Carly interrompeu-o.

— Precisamos da vossa ajuda.- corrigiu Carly olhando para Bellamy grosseiramente.

— O que queres que façamos?- perguntou Ruth dirigindo-se à amiga.

Bellamy bufou e Jack riu.

— Tu e Jack vão questionar amigos daquele rapaz para verem se descobrem se alguém o queria morto.- disse Carly dirigindo-se a Ruth.- Tu e o Anthony vão autopsiar o rapaz.- disse agora dirigindo-se a Mary que ficou com uma cara aterrorizada.

— Não pareças tão entusiasmada, Mary.- disse Anthony apertando o ombro de Mary com carinho.

Mary olhou para ele, para Carly e para o corpo aterrorizada.

— Nós vamos ficar bem.- disse Anthony encorajando Mary.

— E nós vamos indo.- refilou Bellamy empurrando Carly até à porta e sendo seguido por Ruth e Jack que fez sinal para que Anthony fechasse a porta. Seria uma longa tarde para todos.

Carly:

Tinham acabado de sair da nave e Bellamy fazia o seu caminho a área de treinamento. Carly tentava acompanhar as suas passadas mas estava a ficar difícil.

— Onde estamos a ir?- perguntou Carly tentando fazer com que Bellamy abrandasse.

— Quando entregamos as armas, eu pedi a algumas pessoas para que fizessem um inventário com as caixas de munições dadas.- respondeu Bellamy.

— Essas pessoas- começou Carly- são raparigas com quem dormiste ou rapazes que te seguem cegamente?

Bellamy riu da pergunta de Carly.

— Digamos que se eles fizerem o que eu pedi, será muito mais fácil saber a quem pertence a arma do assassino.- disse Bellamy desviando da pergunta.

Carly revirou os olhos pois já estava à espera que Bellamy não respondesse à sua pergunta. A verdade é que Carly não estava só curiosa sobre as relações sexuais do Bellamy mas também pelo motivo que levou Bellamy e Jake a odiarem-se. Claro que Carly não ia perguntar diretamente a nenhum deles visto que parecia um assunto delicado mas podia sempre tentar obter pistas de ambos os lados.

Eles acabaram por chegar à tenda onde estavam todas as armas e as munições mas quando Bellamy foi ver a folha em que devia estar o inventário, disse um palavrão e atirou a folha para o chão.

— O que se passa?- perguntou Carly.

Bellamy respirou fundo para evitar gritar para Carly, mais uma vez, sem motivo.

— Eles não fizeram como eu pedi…- respondeu Bellamy furioso.

Carly que viu que este assassinato estava a afetar Bellamy de uma forma muito profunda, disse:

— Devem ter sido as raparigas.

Bellamy riu de Carly e sentou-se no chão tentando arranjar um plano. Carly encostou-se à mesa que estava do lado oposto ao de Bellamy.

— Se calhar algum deles tem uma pista.- disse Carly esperançosa.

— A bala sempre foi a nossa melhor aposta para descobrir o responsável.- disse Bellamy que parecia estar com a cabeça a milhões de quilómetros de distância.

Carly começou a observá-lo. Para além da sua aparência, Bellamy tinha algo mais. Os seus olhos pareciam já ter suportado mais do que qualquer devia e Carly gostava de tirar um pouco dessa dor que ele parecia carregar todos os dias. Ela também já tinha percebido que mesmo que não tivesse convidado Bellamy para liderar aquele acampamento com ela e com Francis ela iria precisar dele de qualquer maneira. Cada vez ela se arrependia menos de ter dito a Bellamy para se juntar a ela. Detrás de toda aquela máscara de durão, Bellamy realmente se importava com os outros e levava muito a peito quando falhava em fazer o seu trabalho. Nesse aspeto, Bellamy lembrava a Carly o seu irmão Austin. Austin também levava as suas falhas muito a peito. Carly começou a lembrar-se do seu irmão Austin. E de repente veio-lhe uma memória. Ela já sabia como é que iria identificar a quem pertencia a bala.

— Bellamy!- gritou ela.

Bellamy olhou para Carly assustado. Teria ela enlouquecido de vez?

— O que?- perguntou Bellamy levantando-se.

— Já sei como vamos descobrir a quem pertence a bala.- disse Carly sorrindo.

Bellamy sorriu de volta e seguiu Carly para fora da tenda.

Anthony:

De momento ele e Mary estavam a observar o ferimento da cabeça do corpo com uma lupa. Encontravam-se muito perto um do outro enquanto tentavam arranjar alguma coisa que pudesse ser útil. Cansado de olhar para o buraco na cabeça do rapaz, Anthony moveu-se até ao corpo do rapaz e cortou-lhe a blusa, cortando-lhe as calças e a roupa interior de seguida.

— Bela ferramenta.- comentou Mary quando olhou para o corpo do rapaz.

Anthony virou-se para ela e disse com semblante muito sério:

— Mary, tem algum respeito pelos mortos.

Mary riu do comentário de Anthony e foi buscar algo que tapasse a “ferramenta” do rapaz. Encontrou finalmente uma toalha mas quando a ia colocar no local, Anthony estava um pouco na frente e sem intenção Mary tocou na “ferramenta” de Anthony. Anthony arqueou uma sobrancelha e Mary corou fingindo que ia buscar algo ao armário.

— É só eu ou a nossa tensão sexual é palpável?- perguntou Anthony.

— És só tu.- respondeu Mary rindo.

Anthony riu também e virou o corpo e deparou-se com algo que nenhum deles tinha visto ainda.

— Mary, chega aqui.- pediu ele.

Mary aproximou-se de Anthony e viu do que ele estava a falar. Hematomas roxos gigantes preenchiam as costas do rapaz. Provavelmente ele tinha lutado e tinha sido atirado com força contra as cercas do acampamento antes de ser baleado.

— Sinais de luta.- comentou Mary.

Após isto ouviram alguém bater na porta.

— Quem é?- gritou Mary.

— Preciso de um curativo.- disse uma voz feminina do outro lado.

Mary e Anthony entreolharam-se e Anthony disse:

— Estamos fechados.

A rapariga bufou e começou a bater na porta com todas as suas forças. Como Anthony se tinha esquecido de ativar a alavanca que trancava a porta, depois de um pouco de existência a porta começou a abrir e a dona da voz entrou na enfermaria. Assim que ela olhou para a mesa, gritou e correu para fora da enfermaria, talvez para avisar os outros.

— Oh não…- sussurrou Mary.

Notas finais
Quem acham que é o assassino? Acham que Patricia devia confiar em Drew? Irá Drew chegar a Patricia? ELEONOR E BEN! Quem shippa? Qual será a história entre Jake e Bellamy? Irão Bellamy e Carly finalmente ficar em paz? Ou algum deles irá estragar tudo o que já conseguiram? Qual será o plano de Carly para descobrir a origem da bala? Gostam de Anthony e Mary? Ou preferem que Mary fique com Louis? O que irá acontecer agora que os adolescentes sabem sobre o assassinato?