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12 Chronic of a Murder- PARTE 2
Bellamy:
Bellamy seguia Carly até à tenda dedicada aos líderes. Carly achava que tinha descoberto uma maneira de identificar o dono da bala e estavam a caminho da tenda para meterem mãos à obra.
— Diz-me outra vez como é que o vamos fazer?- perguntou Bellamy pela vigésima vez.
— Basicamente todas as armas tem um cano diferente.- começou Carly.- E podemos identificar de que arma saiu a bala encontrando o padrão correspondente ao desta bala.
Carly mostrou o que pareciam ser riscas na bala. O plano era bom, Bellamy tinha de reconhecer isso. Quando encontrassem a arma que tinha as riscas no mesmo local que a bala iam descobrir quem era o assassino.
Estavam quase a chegar ao local quando viram Mary vir correr na direção deles. Quando Mary chegou perto deles disse:
— Temos um problema.
Carly e Bellamy entreolharam-se e fizeram o seu caminho até à enfermaria juntamente com Mary. Quando chegaram viram uma multidão de adolescentes que gritavam. Na entrada da enfermaria estava Anthony e Francis que os tentavam conter para fora. Bellamy agarrou Carly pelo braço e Carly agarrou Mary. Bellamy empurrou os adolescentes que não abriram caminho quando notaram a sua presença e entrou na enfermaria.
— O que aconteceu?- perguntou Carly assim que a porta da enfermaria fechou.
— Uma rapariga chegou aqui e viu o corpo.- respondeu Mary vagamente.
Mary não queria deixar ninguém com problemas por não ter acionado a tranca da nave quando os outros saíram. Bellamy olhou para ela como se tivesse à espera que ela dissesse mais alguma coisa mas Carly cortou-a.
— Agora eles sabem. Não há mais como esconder.
— Isso significa que temos de nos despachar antes que uma rebelião comece.- comentou Francis.
— Alguém descobriu algo?- perguntou Carly olhando de uns para os outros.
— O interrogatório não deu em nada.- começou Ruth que se tinha mantido silenciosa até ao momento.- Pelos visto não havia ninguém com um motivo para não gostar do rapaz.
Carly olhou para Mary e Anthony e Anthony respondeu:
— Nós encontramos marcas de luta que coincidem com a cerca do acampamento. Ele e o assassino devem ter lutado antes de ele ser baleado.
— O que nos deixa com a cena do crime…- comentou Bellamy.
— E a nossa bala.- completou Carly tirando a bala do bolso.
Bellamy olhou para ela. Ela segurava a bala como se fosse a sua única esperança e Bellamy sabia que ela tinha razão.
— Nós precisamos das armas de toda a gente.- esclareceu Bellamy.
— Como vamos fazer isso?- perguntou Jack, sem muita esperança.
— O Bellamy vai pedir.- disse Carly com tranquilidade.
Bellamy olhou para ela sem perceber qual era a sua ideia. Carly meteu-lhe a mão no ombro e disse:
— Eles ouvem-te.
Bellamy assentiu e tocou no pescoço de Carly que sentiu uma onda de eletricidade passar por ela. Em seguida ele dirigiu-se até à porta da nave, abrindo-a. No momento em que a porta abriu, adolescentes olharam para ver o que se passava e com a visão de Bellamy todos olharam em silêncio esperando que ele começasse a falar.
— Nós precisamos da vossa colaboração.- começou Bellamy.- Um dos nossos está morto e nós vamos fazer tudo ao nosso alcance para fazer o responsável pagar.
Ao som desta frase, Carly perdeu o sorriso. Com pagar ele queria dizer levá-lo à justiça, certo?
— Precisamos de verificar as vossas armas.- continuou ele.- Uma vez que descubramos o responsável ele será entregue a vocês para fazerem o que quiserem com ele, pelo nosso amigo e parceiro!
Com o discurso de Bellamy acabado, os adolescentes começaram a gritar e a aplaudir para Bellamy. Bellamy entrou na enfermaria e Carly seguiu-o.
— O que queres dizer com fazê-lo pagar?- perguntou Carly assustada.
— Preocupa-te em fazer o teu plano funcionar, que eu preocupo-me com o resto.- respondeu Bellamy sombrio.
Carly então fez um molde com papel do local das riscas da bala e entregou-o às várias equipas encarregues de examinar as armas. Agora o assassino não ia escapar.
Drew:
Drew e Patricia ainda vasculhavam a cena do crime por pistas que pudessem levar ao assassino. Já tinham escavado quase 1 metro de terra e ainda não tinham encontrado nada. Patricia viu algo mas afinal era só mais uma pedra.
— Encontraste algo?- perguntou Drew, levantando a cabeça.
Patricia olhou para Drew. Ele tinha a cara toda suja de terra pela quantidade de horas que tinha escavado. Patricia conteu a vontade de rir e responde:
— Não, só mais uma pedra.
Drew voltou ao trabalho e Patricia levantou-se para ir beber um pouco da água que Drew tinha trazido há um tempo. Após beber água, tropeçou na pedra que ficava no seu caminho, caindo de joelhos e dando de caras com algo que nenhum dos dois tinha visto.
— Estás bem?- perguntou Drew saindo do local onde estava.
— Olha…- disse Patricia apanhando o colar que tinha encontrado.
Era um colar simples. Um cordel fino com uma pedra escura presa. Drew aproximou-se e retirou-lhe o colar da mão, observando-o.
— Achas que isso pertence ao assassino?- perguntou Patricia, aproximando-se de Drew.
Estavam tão próximos que podiam sentir a respiração um do outro. Drew porém foi o primeiro a afastar-se para surpresa de Patricia.
— Só há uma maneira de descobrimos.- disse Drew, levantando-se.
Drew deu a mão a Patricia para ajudá-la a levantar e ambos seguiram até à enfermaria.
Carly:
— Não posso mais olhar para armas!- gritou Carly exasperada.
Tinham estado a última hora a comparar os padrões das armas. Para Carly parecia tudo o mesmo. Ao seu lado estava Bellamy e Jack que faziam o mesmo que ela. Depois de ver a arma que tinha na mão, Bellamy recostou-se na cadeira em que estava, provavelmente também cansado. Entretanto ouviu-se uma batida na porta. Bellamy foi abrir e um adolescente/seguidor do Bellamy entrou com uma arma em mão.
— Acredito que esta seja a arma do assassino.- disse ele ao entrar.
Carly levantou-se e pegou a arma da mão do adolescente, verificando-a com a bala. Os padrões eram coincidentes. Bellamy retirou-lhe a arma da mão e tirou a caixa das munições.
— Uma bala em falta.- afirmou ele.
Carly então foi buscar uma pasta com uma data de papéis lá dentro e retirou um que continha números e nomes.
— O que é isso?- perguntou Jack.
Vários adolescentes/seguidores do Bellamy entraram na enfermaria para ouvirem quem era o culpado e evitarem a tempestade que se estava a formar.
— Isto é uma folha que diz a quem pertence cada uma das armas entregues.- respondeu Carly.
Carly retirou mais uma vez a arma das mãos de Bellamy e leu os números da arma. Em seguida foi até à sua folha, procurou os números e não pode acreditar no nome que estava a aparecer. Ela confirmou os números mais uma vez mas era impossível.
— Não pode ser…- sussurrou ela.
— O que foi?- perguntou Bellamy chegando perto dela e lendo o nome na folha.- Jessica.
Carly olhou para Bellamy e disse:
— Ela não o fez.
Bellamy ordenou que fossem buscar Jessica.
— Bellamy, ela já não fez isto.- disse Carly em pânico pela sua amiga.
— As provas estão aqui, tu viste.- respondeu Bellamy, calmo.
— Eu não pedi a tua arma… E sabes porquê? Porque eu confio em ti e sei que nunca serias capaz de fazer algo assim.- começou Carly com lágrimas nos olhos.- Eu sei o mesmo sobre ela.
Bellamy olhou para Carly com o que parecia ser compaixão. Então segurou o queixo dela na sua mão e disse:
—Tu escolheste-me porque precisavas de alguém que tomasse as decisões difíceis, então deixa-me fazê-lo por ti.
Ele então fez sinal aos seus seguidores para se aproximarem.
— Não faças isto.- pediu Carly sabendo qual era o plano de Bellamy.
— Prendam-na na sala de controlo.- ordenou ele.
Adolescentes agarraram Carly dos dois lados, levando-a até uma sala dentro da enfermaria que era a sala de controlo da nave. Então fecharam a porta e Carly viu Bellamy através da pequena janela existente.
— Desculpa, não queria que as coisas fossem assim.- disse ele com culpa.
— Bellamy, não faças isso.- implorou Carly.
Bellamy começou a afastar-se e Carly começou a afastar-se e Carly começou a gritar o seu nome e a bater na porta.
— Bellamy!- gritou Carly com toda as suas forças ao mesmo tempo que um trovão soava no acampamento.
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