Nevoeiro

73 Renesmee- Paris


As horas seguintes passaram em um borrão de correria e organização. A conferência em Paris era importante demais para ser negligenciada, e com a ajuda de Angela, consegui reorganizar tudo a tempo. Jacob retornou pouco antes do almoço, e, após uma rápida conversa e um beijo, partimos para o aeroporto.

O voo para Paris foi longo, mas tranquilo. Passei a maior parte do tempo olhando pela janela, observando as nuvens abaixo de nós e tentando acalmar a ansiedade que fazia meu coração bater mais rápido. Jacob, ao meu lado, parecia relaxado, o que me ajudava a me acalmar. Ele segurou minha mão durante todo o tempo, e em alguns momentos, eu me peguei observando seu perfil, admirando como ele conseguia ser tão tranquilo em meio a tantas mudanças.

Quando finalmente pousamos no Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, a emoção começou a tomar conta de mim. Era minha primeira vez na cidade, e o brilho noturno de Paris, mesmo visto à distância, já era encantador. Pegamos nossas bagagens rapidamente e seguimos para a saída, onde um carro nos esperava para nos levar ao hotel.

A viagem do aeroporto até o hotel foi um verdadeiro espetáculo. As luzes da cidade refletiam nos prédios históricos, e eu me sentia como se estivesse em um sonho. A Torre Eiffel, iluminada ao longe, parecia nos dar as boas-vindas, e Jacob, percebendo meu encantamento, apertou minha mão de leve.

— Paris é linda, não é? — ele perguntou, um sorriso suave em seus lábios.

— É mais do que eu imaginava — respondi, ainda olhando pela janela.

Após cerca de meia hora, chegamos ao hotel. Um imponente edifício de luxo com uma fachada ornamentada e elegantes portas de vidro que se abriam para um lobby deslumbrante. O nome do hotel, *Le Meurice*, reluzia em letras douradas acima da entrada.

— Nossa suíte será aqui — disse Jacob enquanto saíamos do carro. Ele parecia familiarizado com o lugar, o que me deixou ainda mais curiosa sobre sua conexão com Paris.

Assim que entramos no hotel, fomos recebidos por uma equipe extremamente atenciosa. O lobby era decorado com mármore branco, lustres de cristal, e obras de arte que pareciam ser de outro século. Tudo exalava luxo e sofisticação.

— Bonjour, bienvenue à l'hôtel Le Meurice. Comment puis-je vous aider? — perguntou uma das recepcionistas, uma mulher alta e elegante, com um sorriso profissional.

— Bonjour, nous avons une réservation sous le nom de Jacob Black — respondeu Jacob em um francês impecável. Eu fiquei surpresa ao ouvir a fluência dele, algo que eu nunca soubera antes.

A recepcionista conferiu a reserva e continuou falando com Jacob, o que me fez sentir um pouco deslocada. Eu não conseguia entender nada do que estavam dizendo, e, para piorar, percebi que as mulheres atrás do balcão lançavam olhares insinuantes para Jacob. Mesmo sem entender as palavras, o tom era claro o bastante.

Finalmente, Jacob pegou o cartão da suíte e, sem aviso, selou meus lábios com um beijo. Fiquei um pouco surpresa, mas logo me entreguei ao beijo, esquecendo momentaneamente do meu ciúme. Quando nos separamos, pude ver que as recepcionistas estavam visivelmente envergonhadas.

— Ele é meu — declarei em voz baixa, mas firme, segurando a mão de Jacob e o puxando em direção ao elevador.

Assim que as portas do elevador se fecharam, Jacob me puxou para mais perto, colando meu corpo ao dele.

— Está cansada? — ele perguntou, a voz baixa e suave, os olhos escuros fixos nos meus.

— Nem um pouco — respondi, o coração disparado.

Ele sorriu, aquele sorriso que me fazia derreter, e então me beijou novamente, com uma doçura que fazia minhas pernas tremerem. O elevador subiu, e naquele momento, eu esqueci tudo, exceto o quanto eu amava estar nos braços de Jacob.

Quando as portas do elevador se abriram, meu coração acelerou ainda mais. Jacob e eu saímos de mãos dadas, e ele me guiou até a nossa suíte. O corredor era silencioso, com um carpete grosso e aveludado em um tom de vermelho escuro que abafava nossos passos. Ao pararmos diante da porta, Jacob inseriu o cartão e a porta se abriu com um clique suave.

Quando entramos, fui recebida por uma visão que me deixou sem fôlego. A suíte era simplesmente deslumbrante. As paredes tinham um tom suave de creme, contrastando perfeitamente com os móveis de madeira escura que preenchiam o espaço. O teto alto tinha molduras detalhadas e, pendendo no centro, um lustre de cristal espalhava uma luz suave e acolhedora pelo ambiente. À nossa direita, havia uma cama king-size coberta por lençóis de seda brancos, com almofadas em tons de dourado e azul. Um tapete persa de cor profunda cobria o chão, adicionando uma sensação de aconchego ao espaço. Uma lareira moderna ocupava a parede oposta, com duas poltronas confortáveis dispostas em frente a ela, criando um canto perfeito para relaxar.

Na parte de trás da suíte, uma porta de vidro levava a uma sacada. Fui atraída para ela como um ímã, encantada pela visão que se descortinava diante de mim. O céu de Paris estava tingido com as cores suaves do pôr do sol, e lá embaixo, as luzes da cidade começavam a se acender. A Torre Eiffel brilhava ao longe, uma presença majestosa e icônica. Do outro lado, o Rio Sena serpenteava pela cidade, suas águas refletindo as luzes douradas dos postes ao longo de suas margens.

Fiquei ali, perdida na beleza da vista, até sentir os braços quentes de Jacob me envolvendo por trás. Ele encostou o queixo na minha cabeça, sua respiração quente contra meu cabelo.

— Gostou? — ele perguntou suavemente.

— É perfeita — respondi, minha voz cheia de admiração.

Jacob sorriu contra meu cabelo, e eu senti o calor de seu corpo contra o meu.

— O que acha de tomarmos um banho e descansarmos um pouco? Temos que estar acordados nas primeiras horas da manhã para a conferência — ele sugeriu, com a voz baixa e reconfortante.

Eu me virei nos braços dele e olhei em seus olhos, assentindo. Jacob sorriu e beijou minha testa, um gesto que sempre me fazia sentir segura e amada.

Caminhei até o banheiro, sentindo uma leve tensão no ar. O lugar era tão luxuoso quanto o resto da suíte. O chão e as paredes eram de mármore branco, com detalhes em dourado. Uma banheira grande ocupava um canto, enquanto o chuveiro, cercado por portas de vidro, estava do outro lado. Toalhas felpudas e brancas estavam cuidadosamente dobradas em um balcão de granito.

Suspirei nervosa enquanto me olhava no espelho. Havia esperado por esse momento com Jacob por dois meses, mas agora que estava prestes a acontecer, o pânico começava a tomar conta de mim. Tentei me acalmar, lembrando que estava com a pessoa que amava, e que Jacob sempre me tratara com tanto carinho e respeito.

Respirei fundo, tirei minhas roupas e entrei debaixo do chuveiro. A água quente caiu sobre meu corpo, relaxando meus músculos tensos. Fechei os olhos, tentando deixar a ansiedade ir embora com a água. Mas então, senti o corpo de Jacob contra o meu, e seus braços me envolvendo por trás.

— Eu também preciso de um banho — ele sussurrou em meu ouvido, sua voz rouca e quente.

Meu corpo paralisou por um momento, o calor do banho se misturando com o calor que Jacob irradiava. Senti seu peito contra minhas costas e sua respiração próxima ao meu pescoço. Fechei os olhos, tentando me concentrar em seu toque, deixando de lado todo o nervosismo.

Jacob parecia perceber minha hesitação, pois seus toques foram gentis, sem pressa. Ele começou a ensaboar meus ombros, suas mãos se movendo com delicadeza sobre minha pele. A água escorria entre nós, criando uma barreira de vapor e intimidade.

— Está tudo bem — ele sussurrou, e aquelas palavras, ditas com tanto carinho, dissiparam o último resquício de medo que eu sentia.

Virei-me lentamente, encarando-o. Seus olhos escuros estavam suaves, e havia um calor ali que me fez sentir segura. Jacob sorriu para mim, um sorriso tranquilizador que derreteu qualquer dúvida que ainda restava. Ele se aproximou, e seus lábios tocaram os meus com uma doçura que me fez suspirar contra sua boca. Eu me entreguei completamente ao momento, sabendo que estava exatamente onde queria estar: nos braços do homem que amava.

O beijo calmo e doce pouco a pouco tomou outras proporções, as mãos de Jacob deslizaram pelas minhas costas até meu bumbum o apertando, ele cessou o beijo descendo os lábios por meu pescoço me tirando pequenos suspiros, a mão destra dele escorregou até minha intimidade e me tocou daquela forma já feita antes me fazendo gemer.

— É assim que eu deixo você amor? Ele sussurrou baixinho em meu ouvido percebendo o quanto eu estava molhada. Por dentro.

— Sim, sim respondi.

— O que você quer? Ele perguntou me penetrando com seu dedo indicador.

— Você....murmurei apertando o braço dele.

Ele sorriu tirando o dedo de dentro da minha intimidade e em um movimento rápido me puxou para o colo dele e me pressionou contra a parede fria do banheiro. Segundos depois eu deixei um novo gemido escapar entre meus labios ao sentir o membro dele forçando contra minha intimidade até escorregar para dentro de uma vez só. Senti uma mistura de dor e prazer enquanto um grunhido era soltado por ele em meu ouvido.

— Não sabe como foi difícil controlar a vontade que tive de fazer amor com você Ness...Ele sussurrou antes de começar a se mover, meu corpo subia e descia no ritmo que ele escorregava para dentro de mim, os lábios dele buscaram meus seios e eu fechei os olhos puxando seus fios curtos entre meus dedos, os minutos que se seguiram foi uma loucura, nossos gemidos se misturaram com o som da água do chuveiro até que o corpo de Jacob se contorceu debaixo do meu e ele soltou um gemido que mais parecia um uivo em meu ouvido, despejando seu líquido quente dentro de mim.