Nevoeiro
37 Renesmee - Lembranças de um amigo
Por que todos que eu amo partem assim, de repente? A pergunta ecoava na minha mente, sem resposta, trazendo uma dor profunda que parecia não ter fim. Eu sentia meu peito apertado, como se o ar me faltasse, e o desespero começava a tomar conta de mim.
— Por quê? — Murmurei, minha voz soando rouca e frágil.
Lily rapidamente me envolveu em seus braços, como se tentasse me proteger do peso da minha própria tristeza. Sua presença era reconfortante, mas o buraco em meu coração parecia impossível de preencher.
— Matt, chama o médico, por favor — pediu ela, sua voz suave, mas firme, enquanto me segurava com ternura.
— Não! — Eu me virei nervosa, segurando sua mão. — Estou bem, Lily. Já dormi demais, não quero dormir novamente.
Lily acariciou meu rosto, tentando acalmar meu medo. — Vai ficar tudo bem, Nessie. Não vou deixar nada acontecer com você.
Matt se aproximou, colocando a mão no meu ombro, e juntos, eles me envolveram em um abraço protetor. Ficamos os três em silêncio, com o som abafado de suas respirações me mantendo ancorada na realidade. O peso da dor era esmagador, mas a presença deles me ajudava a suportar.
Depois de anos lutando para não me apegar às pessoas, para manter uma distância segura, a vida havia decidido me testar de novo. Aaron, com seu sorriso caloroso e sua amizade incondicional, havia conquistado um lugar em meu coração, e agora ele se fora, arrancado de mim de uma forma tão brutal e definitiva. Era doloroso demais. Eu mal conseguia respirar.
Matt e Lily se afastaram um pouco, trocando olhares antes de falar.
— Tem alguém que deseja vê-la — disse Lily, sua voz gentil. — Acho que vai fazer bem para vocês conversarem.
Matt assentiu, se inclinando para beijar minha testa. — Vou buscá-la.
Eu apenas assenti, tentando controlar as lágrimas que ameaçavam cair novamente. Lily me abraçou de novo, beijando meus cabelos, e por um breve momento, eu me senti acolhida, como se talvez pudesse suportar essa dor.
Por que todos que eu amo partem assim, de repente? A pergunta ecoava na minha mente, sem resposta, trazendo uma dor profunda que parecia não ter fim. Eu sentia meu peito apertado, como se o ar me faltasse, e o desespero começava a tomar conta de mim.
— Por quê? — Murmurei, minha voz soando rouca e frágil.
Lily rapidamente me envolveu em seus braços, como se tentasse me proteger do peso da minha própria tristeza. Sua presença era reconfortante, mas o buraco em meu coração parecia impossível de preencher.
— Matt, chama o médico, por favor — pediu ela, sua voz suave, mas firme, enquanto me segurava com ternura.
— Não! — Eu me virei nervosa, segurando sua mão. — Estou bem, Lily. Já dormi demais, não quero dormir novamente.
Lily acariciou meu rosto, tentando acalmar meu medo. — Vai ficar tudo bem, Nessie. Não vou deixar nada acontecer com você.
Matt se aproximou, colocando a mão no meu ombro, e juntos, eles me envolveram em um abraço protetor. Ficamos os três em silêncio, com o som abafado de suas respirações me mantendo ancorada na realidade. O peso da dor era esmagador, mas a presença deles me ajudava a suportar.
Depois de anos lutando para não me apegar às pessoas, para manter uma distância segura, a vida havia decidido me testar de novo. Aaron, com seu sorriso caloroso e sua amizade incondicional, havia conquistado um lugar em meu coração, e agora ele se fora, arrancado de mim de uma forma tão brutal e definitiva. Era doloroso demais. Eu mal conseguia respirar.
Matt e Lily se afastaram um pouco, trocando olhares antes de falar.
— Tem alguém que deseja vê-la — disse Lily, sua voz gentil. — Acho que vai fazer bem para vocês conversarem.
Matt assentiu, se inclinando para beijar minha testa. — Vou buscá-la.
Eu apenas assenti, tentando controlar as lágrimas que ameaçavam cair novamente. Lily me abraçou de novo, beijando meus cabelos, e por um breve momento, eu me senti acolhida, como se talvez pudesse suportar essa dor.
Fechei os olhos, tentando encontrar algum tipo de calma, e ouvi o som suave de passos entrando no quarto. Meu coração disparou ao reconhecer a voz de Ayla, doce e preocupada.
— Nessie — ela chamou, aproximando-se da cama.
Lily se afastou, permitindo que Ayla se aproximasse. Assim que a vi, as lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto, e Ayla rapidamente me envolveu em um abraço apertado, suas próprias lágrimas caindo em silêncio.
— É tão bom ver você acordada — sussurrou Ayla, a voz embargada pela emoção.
— Você não imagina o alívio que é ver você bem — respondi, minha voz trêmula.
Ayla olhou para mim, com gratidão e carinho nos olhos. — É graças a você. Você se colocou na minha frente, Nessie.
— Você é como minha irmãzinha mais nova — eu disse, sentindo uma onda de amor por ela. — Eu faria isso muitas vezes.
Nos abraçamos de novo, e naquele momento, encontrei um pouco de paz, sabendo que ela estava segura. Quando finalmente nos afastamos, Ayla sentou-se na cama em frente a mim, e eu vi a dor nos olhos dela.
— Aaron... — começou ela, e as lágrimas vieram de novo. Choramos juntas, compartilhando a dor de perder alguém tão querido. Entre lágrimas e promessas, juramos que jamais esqueceríamos nosso amigo.
Quando as lágrimas secaram, Ayla segurou minha mão, tentando trazer um pouco de leveza ao momento.
— Você deu um grande susto em todos nós, Nessie. Precisou de sangue, e sabe quem doou para você? — Ela sorriu, seus olhos brilhando.
— Quem?
— Meu pai! Ela respondeu com um brilho orgulhoso no olhar.
A revelação de que Jacob Black havia doado sangue para salvar minha vida me deixou surpresa e, de certo modo, emocionada. Era estranho pensar que o homem que eu mal conhecia, mas de quem tanto ouvira falar, tinha contribuído diretamente para que eu estivesse ali, viva.
— Eu espero poder agradecê-lo pessoalmente por isso — murmurei, ainda processando a informação.
Ayla sorriu, um pouco mais leve do que antes. — Você vai ter a chance de fazer isso quando for à Reserva. Ele estará lá.
Eu sorri timidamente, sentindo um pequeno nervosismo se instalar. Minha mente voltou ao momento em que Seth havia se transformado em lobo, e um arrepio percorreu minha espinha. A ideia de ir à La Push de repente parecia mais complexa.
— Minha ida à Reserva vai depender de uma coisa — falei, hesitante.
Ayla franziu a testa, curiosa. — De quê?
— Existem outros... como o Seth? — Perguntei, tentando esconder o tremor na minha voz.
Ayla soltou uma risadinha, uma tentativa de aliviar o clima, embora a tristeza ainda pairasse sobre nós. — Bem, isso é um segredo, mas... sim, existem.
O medo se instalou de forma silenciosa, e Ayla, percebendo minha preocupação, segurou minha mão com firmeza.
— Você não precisa ter medo, Nessie. Eles são como uma família, e Seth nunca permitiria que nada acontecesse com você.
Eu tentei absorver as palavras de Ayla, mas ainda era difícil processar tudo. Aquele mundo era tão diferente de tudo que eu conhecia, e me sentia perdida, como se estivesse prestes a entrar em um território desconhecido e perigoso.
— Você foi ao velório de Aaron? — Perguntei, a tristeza voltando ao ouvir o nome do nosso amigo.
— Fui, sim — Ayla respondeu, seu olhar ficando mais distante, melancólico.
Uma onda de tristeza me envolveu. Eu deveria ter estado lá, deveria ter dito adeus. Mas tudo o que restava agora era uma promessa silenciosa de visitá-lo quando eu estivesse melhor.
— Assim que sair do hospital, vou ao túmulo dele — murmurei, com determinação.
Ayla apertou minha mão, e naquele gesto, encontrei um pouco de conforto. Fizemos uma promessa silenciosa, algo entre irmãs de alma, algo que Aaron, com seu espírito alegre, teria gostado.
— Aaron sempre enfrentou tudo com alegria e piadas — disse Ayla, tentando imitar o tom divertido que ele usava. — Tenho certeza de que ele ficaria mais feliz se nós enfrentássemos sua partida da mesma forma, com um sorriso.
Eu respirei fundo, sentindo a dor ainda pulsar em meu peito, mas sabia que ela estava certa.
— Você tem razão, Ayla. Vamos sorrir por ele.
Nos olhamos, os olhos ainda marejados, mas com uma determinação renovada de honrar a memória de Aaron da melhor maneira possível: com a alegria que ele sempre trouxe para nossas vidas.
Fale com o autor