Nevoeiro
15 Renesmee- Entrega
O sol começava a se pôr, tingindo o céu de tons alaranjados, enquanto Ayla se despedia de nós com um sorriso tranquilo no rosto. A tarde tinha sido agradável e divertida, especialmente depois que Março saiu às pressas, alegando que tinha esquecido o celular no escritório. Sua ausência foi um alívio temporário para mim, permitindo-me relaxar um pouco mais.
Aaron, com seu jeito sempre prestativo, ofereceu-me uma carona para casa. Enquanto caminhávamos em direção ao carro dele, um veículo surgiu inesperadamente, cantando pneus e parando bem ao lado do carro de Aaron. Os olhos de Aaron se arregalaram quando reconheceu o carro. Antes que eu pudesse perguntar, o vidro da janela do veículo se abaixou, revelando Eliot, que acenou para que eu entrasse.
Aaron sorriu, um pouco desapontado, mas ainda assim gentil. — Acho que você não vai mais precisar da minha carona- Dsse ele.
Eu olhei para Liah, que cruzou os braços e exibiu um semblante de descontentamento. Sorri para ela, depois me despedi de Aaron com um "boa noite" e caminhei até o carro de Eliot, entrando no veículo.
— Onde se meteu o dia todo?Perguntei, enquanto ele dava partida no carro.
— Tive uns problemas! Ele respondeu, sem muitos detalhes. Notei algo diferente nele, uma tensão que não costumava ver.
— Está tudo bem?Perguntei.
Ele assentiu com a cabeça, mas seus olhos revelavam preocupação.— Quero te mostrar um lugar—Disse ele, mudando de assunto.
Eu assenti, olhando pela janela do carro enquanto ele dirigia pela Avenida Pine em Seattle. Não demorou muito até que ele parasse em frente a um grande prédio, sua fachada imponente refletindo as últimas luzes do dia.
Eliot parecia pensativo, mas logo sorriu e saiu do carro, dando a volta para abrir a porta para mim. Segurou minha mão com firmeza e juntos entramos no prédio.
O elevador parou suavemente, e as portas se abriram para um corredor silencioso. Percebi que havia apenas um apartamento por andar. Eliot me guiou até a porta e, com um movimento rápido, passou um cartão para destrancar. A porta se abriu e ele, gentil como sempre, fez um gesto para que eu entrasse primeiro.
— Primeiro as damas ! Disse ele com um sorriso.
Entrei no apartamento e imediatamente fiquei impressionada com a sofisticação do lugar. O piso de mármore branco brilhava sob a luz suave dos lustres de cristal que pendiam do teto. À direita, uma sala de estar espaçosa exibia móveis modernos em tons neutros, com um sofá de couro branco, poltronas elegantes e uma mesa de centro de vidro. Grandes janelas iam do chão ao teto, oferecendo uma vista deslumbrante da cidade iluminada.
À esquerda, uma cozinha gourmet impecável, com eletrodomésticos de última geração em aço inoxidável, bancadas de granito e uma ilha central com bancos altos. No fundo do apartamento, uma escada de vidro levava ao andar superior, sugerindo mais quartos e, talvez, um escritório ou uma biblioteca.
Eliot entrou atrás de mim e fechou a porta, observando minha reação. — Gostou?— Perguntou ele, com um toque de ansiedade na voz.
Assenti, ainda absorvendo cada detalhe do lugar.— É incrível, Eliot. De quem é esse apartamento?
Ele sorriu, claramente satisfeito com minha reação. —É meu. Eu não moro com meus pais.
Fiquei surpresa. —Sério? Não sabia que você tinha um lugar assim.
—Sim. Disse ele, caminhando até a cozinha e pegando duas latinhas de refrigerante. —Achei que já era hora de ter meu próprio espaço.
Ele me entregou um dos refrigerantese fez um brinde silencioso antes de tomar um gole. Eu segui seu exemplo, sentindo-me cada vez mais confortável naquele ambiente sofisticado, mas ainda intrigada pelo mistério que envolvia Eliot e seu dia agitado
—Então, que problemas você teve hoje? Perguntei, tentando entender o que realmente estava acontecendo.
Ele suspirou, olhando para fora pela enorme janela. — Nada que você precise se preocupar agora. Quero que aproveite a noite. Só quero que tenhamos uma noite especial.
Curiosa, olhei para Eliot, ele se aproximou e sua destra segurou meu queixo e em seguida ele uniu seus lábios aos meus iniciando um beijo. Apesar de surpresa me entreguei há aquele beijo, as mãos quentes de Eliot Cullen deslizaram por minhas costas descendo até meu bumbum e ele me ergueu do chão, instintivamente prendi as pernas em volta da cintura dele e meus braços em torno da sua nuca. A língua dele invadiu minha boca enquanto eu sentia seu corpo balançar percebendo que ele caminhava para algum lugar do apartamento e parou me encostado contra a parede.
— Eliot...sussurrei fechando os olhos sentindo os lábios dele descerem até meu pescoço. Ele parou por alguns segundos e olhou em meus olhos. Os olhos dele tinham um tom marrom diferente de momentos antes— Você quer que eu pare? Ele murmurou com a voz rouca, o encarei em silêncio, uma parte de mim desejava parar pois eu não me sentia pronta para dar aquele passo com ele, mas embora a resposta em minha mente fosse " Sim pare! " eu não estava conseguindo dizer não e ele entendeu meu silêncio como um " Continue".
Eliot me levou até a cama e me deitou sobre ela e em seguida tirou a jaqueta e a camiseta. Eu engoli minha própria saliva o vendo se despir diante de mim, meu rosto queimou e ele percebeu isso dando um sorriso — É sua vez— Ele disse antes de vir para cima de mim.
Por um momento tive a sensação de não ter controle sobre meu próprio corpo. Fechei meus olhos sentindo os lábios de Eliot Cullen em minha pele enquanto me ajudava a tirar minha roupa e minutos depois estávamos nus, sentia as sensações que ele me proporcionava , seus lábios macios em minha pele, e antes de finalmente senti-lo dentro de mim ele olhou em meus olhos. — Eu te amo Eliot— sussurrei finalmente conseguindo por em palavras o que eu estava sentindo.
Ele ficou em silêncio e apenas me invadiu, escorregando para dentro de mim de uma única vez . Meus pés escorregaram nos lençóis da cama e eu fechei os olhos sentindo uma mistura de frustração e prazer.
Por uns minutos senti Eliot Cullen dentro de mim, ouvi seus gemidos enquanto meu corpo parecia ser esmagado sobre a cama. Eliot segurou meus pulsos sobre a cama enquanto estocava rapidamente dentro se mim. Eu gemi alto quando cheguei ao meu ápice mas ele continuou exausta eu não sei por quanto tempo mas ele ficou dentro de mim pois eu apaguei antes mesmo de senti-lo chegar ao orgasmo.
Na manhã seguinte, acordei e percebi que Eliot não estava na cama. Envolvi-me no lençol e levantei, chamando por ele, mas o apartamento estava vazio. Dirigi-me até a cozinha, onde um delicioso café da manhã estava disposto sobre a mesa. Notei um pedaço de papel ao lado da bandeja.
Peguei o bilhete e li a mensagem deixada por ele.
"Bom dia, Nessie. Desculpe sair assim, mas tive uma emergência e precisei ir cedo. Espero que aproveite o café da manhã. Vejo você mais tarde. — Eliot."
Suspirei e soltei o papel na mesa. A desculpa parecia esfarrapada, mas não havia muito que eu pudesse fazer a respeito. Fui até o banheiro e, ao entrar, olhei no espelho. Foi então que percebi algumas hematomas no meu corpo.
"Ótimo, Nessie," murmurei para mim mesma, desapontada. Lavei o rosto, tentando afastar a sensação de desconforto. Em seguida, saí do banheiro e vesti minhas roupas, pegando minha bolsa antes de sair do apartamento.
Ao fechar a porta atrás de mim, não pude deixar de pensar nas perguntas que se acumulavam na minha mente. O que realmente havia acontecido na noite anterior? E por que Eliot estava agindo de forma tão misteriosa? Esses pensamentos me acompanharam enquanto eu saía do prédio e tentava focar no que viria a seguir no meu dia.
Entrei no táxi e dei o endereço de casa ao motorista. Enquanto ele dirigia pelas ruas movimentadas de Seattle, abri minha bolsa e encontrei o aparelho celular de Marco. O mesmo nervosismo do dia anterior me invadiu. A essa altura, Marco já devia ter solicitado à operadora que bloqueasse o aparelho. Suspirei, colocando o celular de Marco de volta na bolsa.
Peguei meu próprio celular e vi inúmeras mensagens e chamadas perdidas do meu tio Matt e de Anne, além de algumas mensagens de Ayla. Meu coração apertou ao perceber que não tinha avisado a meus tios que passaria a noite fora. Certamente, a essa altura, Matt já devia ter acionado a polícia.
O táxi parou em frente à minha casa. Paguei o motorista, agradeci e saí do veículo. Ao abrir a porta, vi Matt pular do sofá, com um olhar de puro alívio e raiva.
— Nessie, onde você se meteu? — esbravejou ele, sua voz cheia de preocupação e frustração.
Olhei para ele, sabendo que estava em grande encrenca.
— Tio Matt, eu... eu passei a noite na casa de um amigo.
— Um amigo? Você não avisou ninguém! Eu estava prestes a chamar a polícia!
— Sinto muito, tio. Eu realmente não pensei... não queria te preocupar.
Ele balançou a cabeça, tentando conter a raiva.
— Você precisa ser mais responsável, Nessie. Não pode simplesmente desaparecer assim!
Eu sabia que ele estava certo, mas as circunstâncias da noite anterior ainda me deixavam confusa e preocupada.
— Eu sei, tio. Prometo que não vai acontecer de novo.
Matt suspirou, a tensão visível em seus ombros relaxando um pouco.
— Tudo bem. Só não faça isso de novo, ok?— Disse Anne tentando amenizar a situação Agora, vá tomar um banho e descansar um pouco.
Assenti, e olhei para meu tio sentindo o peso da preocupação dele, e subi para o meu quarto. As questões sobre Eliot e os acontecimentos da noite anterior ainda giravam na minha mente, mas, por enquanto, tudo o que eu queria era um momento de paz para refletir.
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