Nevoeiro
7 Renesmee- A espreita
— Você costuma levar todas suas parceiras de trabalhos finais para almoçar? Perguntei olhando pela janela do luxuoso carro, eu ainda não havia compreendido porque estava no carro de um desconhecido , mas Eliot Cullen era um grande mistério e isso me instigava fora o fato de ser muito lindo, mas apesar de toda minha curiosidade eu não queria parecer "fácil" para ele.
Eliot me olhou de soslaio e seus dedos finos giraram o volante do carro.
— Eu nunca fiz o trabalho final com nenhuma garota- Ele respondeu.
O olhei confusa- E porquê eu? O que tem de diferente em mim?
Ele torceu os lábios e estacionou o carro- Você é a primeira garota que me trata como qualquer um, eu poderia ter qualquer garota sa faculdade facilmente,mas você não.
Fiz uma careta- Realmente não faço a menor questão que saibam que almocei com Eliot Cullen.
Eliot riu e abriu a porta do carro- Tenho certeza disso.
Tirei o cinto de segurança e a porta do banco carona foi aberta- Como você? Sussurrei confusa, não faziam muitos segundos que ele havia saido do carro, acho que procurar respostas sobre a morte de meu irmão estava me deixando maluca.
— Obrigada — Agradeci, apesar de confusa havia achado o gesto de Eliot fofo.
— Não precisa agradecer- Ele falou animado- Espero ter escolhido um local que lhe agrade.
Dei um sorriso surpresa pela escolha dele- Vons 1000 Spirits- Murmurei o olhando- Eu como aqui todos os dias.
—Serio? Eu posso leva-la a outro lugar se preferir.
— Aqui é perfeito, comida vergana e como sou conhecida posso alegar que nos encontramos por acaso.
Ele riu- Tudo bem, as damas primeiro.
Sacudi a cabeça de forma negativa, Eliot parecia um velho no corpo de um adolescente.
Após entrarmos, buscamos por uma das mesas, senti um pouco de alivio quando ele escolheu uma mesa mas afastada- Então acho que podemos começar não é mesmo? Sugeri pegando meu notebook de dentro da mochila e colocando sobre a mesa.
— É claro, ele respondeu confirmando com a cabeça — Então, você tem alguma ideia em mente?
O encarei, eu não tinha muitas idéias já que nem ao menos havia lembrado do bendito projeto, lembrei de um artigo que havia lido e me chamado a atenção, talvez aquele fosse um excelente tema para um projeto- Eu pensei em Genes de resistência bacteriana.
— É um excelente tema- Ele falou cruzando os braços e encostou as costas na cadeira.
— Obrigada! Respondi — E você, qual sua sugestão? O encarei.
— Nenhuma tão boa quanto a sua, portanto, fico com a sua.
Sorri timidamente, deduzi que não era a única a não ter pensado no projeto- Então acho que ja temos um projeto.
— Isso é ótimo — Disse ele com sua voz melodica em um tom de empolgação, ergui as sobrancelhas pensando se ele não esta a exagerando em seu comportamento, ele fez um som com a garganta e seu sorriso se desfez- Então podemos iniciar ainda essa semana?
— Por mim tudo bem- Respondi olhando para meu aparelho celular após ouvir o som do alarme, era o alerta de saida do senhor Harris.
— Algum problema? Perguntou Eliot.
— Eu tenho um compromisso! Respondi me levantando.
— Eu posso leva-la se quiser- Ele falou se levantando depois de mim e me seguiu pelo estabelecimento.
— Não é necessário — Respondi negando com a cabeça — É aqui perto.
— Tem certeza? Insistiu ele ao passarmos pela porta.
— Absoluta, obrigada- agradeci chamando um taxi, Eliot tentou me convencer mas eu não precisava de mais uma pessoa envolvida naquele assunto- A gente se vê — Agradeci entrando no taxi.
— Para onde senhorita? Perguntou o motorista.
— West! Respondi olhando meu aparelho, com sorte eu o encontraria no meio do caminho.
Respondi algumas mensagens de Lily enquanto seguimos, olhei pela janela do veiculo ao nos aproximarmos e finalmente o avistei, o legista Harris com uma mulher que não era a sua esposa.
— Pode parar aqui! Falei ao motorista que estacionou quase que de imediato, paguei a corrida e sai do carro caminhando na direção do velho que trocava caricias com uma mulher muito mais jovem do que ele- Senhor Harris! Falei sorrindo ao me aproximar.
O homem me olhou com um semblante de confusão — Você me conhece mocinha?
Dei um sorriso para a mulher que pareceu desconfortável — Não, na verdade sou amiga da sua esposa, a senhora Harris, como ela está?
O velho sorriu timidamente e olhou para a amante — Ela está bem- Disse ele em um tom baixo de voz.
O clima se tornou insustentável para a mulher que após uma nova troca de olhares sorriu- Vou deixa-los a sós- Disse ela para o homem que apenas assentiu, em silencio ele a observou se afastar e quando ela estava longe o suficiente o olhar dele se direcionou para mim.
— Quem é você menina? O que quer de mim?
— Que bom que foi direto ao ponto senhor Harris, eu me chamo Renesmee Biers, irmã caçula de Riley Biers, um jovem o qual realizou a necropsia a mais de quinze anos.
— Você espera que eu lembre de todas as pessoas que ja fiz a necropsia? Não me lembro do seu irmão- Ele rebateu.
— O caso das gangues de Seattle, muita gente desaparecida na época, isso deve ajuda-lo a lembrar- Insisti.
Ele me olhou nos olhos e seu semblante se tornou mais sério- O que deseja saber?
— Então lembrou?
Ele suspirou — Eu não devia trazer esse assunto de volta a tona tantos abos depois mas, enfim, sim sei quem foi seu irmão, o caso dele me chamou a atenção mas não posso falar sobre isso aqui.
— E onde pode falar?
— Você está se envolvendo em um caminho sem volta e perigoso- O velho me alertou.
— Eu não tenho medo.
— Me passe seu email, não posso ser visto lhe entregando o que preciso.
Cruzei os braços — E qual garantia terei que não está me enrolando?
— Minha esposa está doente, se ela souber sobre o que tenho feito ela não vai suportar, por isso, darei o que quer, porém me passe seu email e ainda hoje terá o que procura.
O encarei por alguns segundos e abri a mochila, peguei a caneta e um bloco de anotações, após anotar meu email rasguei a folha e entreguei a ele- Espero que não me decepcione.
— Espero que sobreviva- Disse ele se afastando, em seguida entrou em seu veiculo e foi embora.
Apesar de saber que eu o tinha em minhas mãos aquilo havia sido fácil demais.
Eu não tinha certeza que ele cederia.
Pensativa, eu caminhei pela Broadway no sentido da universidade, eu teria mais duas aulas durante a tarde e apesar da ansiedade eu precisava ocupar minha mente com alguma coisa que não fosse as minhas investigações.
Após algumas horas de caminhada eu passei pelos portões da Universidade e segui diretamente para o laboratório de analises onde eu passei a metade da tarde com as aulas do senhor Fitzgerald.
O sol começava a se por quando as aulas finalmente encerraram, sorri para alguns alunos após ouvir os diversos "oi Nessie" enquanto caminhava pelo estacionamento, embora eu achasse aquele comportamento um pouco estranho decidi ignorar, até a voz feminina me fazer parar.
— Você está bem? Perguntou a morena com um semblante de preocupação.
— Oi para você também Ayla, respondendo a sua pergunta, porquê eu não estaria bem?
— Você e o Cullen, é o assunto do momento- Explicou ela enquanto fazia uma breve analise em mei corpo.
— Ayla por acaso usa drogas? Você está muito estranha.
— Só estou preocupada com você, é a minha melhor amiga e amigas se preocupam.
— Eu agradeço mas, eu sou um perigo para o Cullen e não ele para mim.
Ayla gargalhou- Você que pensa- Em seguida um largo sorriso se formou nos lábios dela- Vem comigo quero que conheça uma pessoa.
A morena me puxou pela mão me arrastando por alguns metros até parar diante de uma caminhonete um pouco surrada- Seth! Ela gritou soltando minha mão e correu para os braços de um homem alto e musculoso, ele aparentava ter mais de vinte anos e tinha as feições maduras- Eu senti saudade! Disse ela eufórica enquanto ele a girava no ar.
Observei a cena em silêncio até que finalmente Ayla lembrou da minha presença, seu semblante irradiava felicidade — Desculpa — Ela falou tentando se recompor- Quero que conheça o meu melhor amigo Seth.
O rapaz deu um sorriso largo e estendeu a mão — Oi, então você é a famosa Nessie? Ayla não fala de outra pessoa nas ultimas semanas, sou Seth Clearwater!
Olhei para ele e sorri timidamente, ele era um rapaz muito alto e cheio de músculos que ficavam evidentes debaixo da tshirt dry que ele vestia, mas parecia velho demais para Ayla, aquilo não era errado?
— Seth mora em Forks e veio para me ajudar com os preparativos do meu aniversário — ela falou sorrindo.
A olhei surpresa — Você fará aniversário?
— Daqui a algumas semanas, mas ela está bastante ansiosa- Explicou Seth.
Dei um tímido sorriso — Eu imagino.
— A festa não será aqui, mas você vai não é? Ayla falou fazendo beicinho.
— Vou pensar, prometo.
Ela deu alguns pulinhos de felicidade — Que otimo, mas precisamos ir, você quer uma carona?
Olhei para ambos e dei um tímido sorriso, apesar de não acreditar que eles fossem namorados eu sobraria se ficasse na companhia deles- Não é necessário, eu já tenho uma carona.
— Tudo bem! Ayla pareceu desapontada- Só espero que não seja com o Cullen.
A expressão de Seth se fechou — Está saindo com um Cullen?
— Eliot- Disse Ayla.
— Não! A repreendi.
Seth me olhou com a expressão de preocupação — Acho que isso é um assunto pessoal dela Ayla.
— Mas ela é minha amiga.
Rolei meus olhos, porquê diabos ficavam falando de Eliot como se ele fosse um marginal?
— Não está na hora de vocês?
— Está sim, precisamos ir, até mais Nessie- Disse Seth puxando Ayla pela mão.
— Tchau — Ela falou meio inconformada, acenei com a mão e suspirei, Ayla tinha algum problema com Eliot e eu começava a ficar curios para saber qual era.
Sai da US e peguei a avenida principal, como ainda era cedo precisava comprar alguns itens de higiene pessoal na farmácia, escolhi tudo que precisava e após pagar sai do local em busca de um ponto se taxi.
Olhei para o celular e havia uma mensagem de tio Matt perguntando onde eu estava, " retornando para casa," respondi tentando não deixa-lo preocupado, busquei minha caixa de emails e não tinha nenhuma mensagem nova, começava a acreditar que tinha sido enganada mas eu faria algo que lembrasse Haris que eu não estava blefando.
Eu gastaria alguns minutos para chegar no Fremont, apressei meus passos ao passar por uma das ruas desertas e atravessei a avenida quando um grupo de rapazes surgiu na minha frente.
Esperava que eles seguissem seu caminho mas isso não aconteceu, olhei para trás e três deles caminhavam alguns metros atrás de mim, tensa apressei meus passos e quando percebi eu estava correndo na direção oposta do ponto de taxi.
— Está perdida gatinha? Um deles perguntou surgindo a minha frente.
— O que vocês querem? Não tenho dinheiro — Respondi dando alguns passos para trás.
— Nós nada, mas tem alguém que está pagando caro para calar você.
— Fica longe! Falei em um tom ameaçador.
O grupo riu- Será divertido.
— O que? Murmurei em um tom de nervosismo.
— Fica longe dela!
Meu rosto virou na direção da voz, do meio da escuridão o garoto surgiu de cabeça baixa.
— Eliot.
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