Neverwinter: Crônicas de Yagura
1 Capítulo 1: O PASSADO DE UMA BRUXA
Notas iniciais
Eu nasci em Cormyr, que é uma das poucas nações do norte. Cormyr atravessa a terra na região nordeste do Mar das Estrelas Caídas entre o Lago dos Dragões e Anauroch. Era uma região densamente arborizada, mas agora é uma terra de pequenas florestas e fazendas organizadas. As florestas sobreviventes são muito espessas e perigosas.
Cormyr também é chamado de País da Floresta ou Terra do Dragão Purpura. É um reino rico, suas áreas ao sul, leste e noroeste têm muitas fazendas, oferecendo rendimento abundante para o comércio.
Eu morava em torno do Castelo de Cormyr. O atual rei é Azoun IV, filho do famoso rei-guerreiro Rhigaerd II. O palácio fica no topo de uma colina em Minroe e a Corte Real de edifícios públicos interligados fica logo abaixo onde morávamos. O rei recebe conselho do Mago Real, Vangerdahast, meu pai, líder de nosso coven, um mago de grande poder e mentor, professor e amigo de Azoun. Muito do que Azoun sabe do mundo lhe foi mostrado pelo meu pai, que já viajou o mundo todo.
Morava com meu pai, minha mãe e meu irmão adotivo. Quando criança lembro-me de brincar pelas vastas e densas florestas que cortavam Minroe. Meu irmão perdeu seus pais próximo a praia de Suzail, órfão e sozinho foi acolhido pelos meus pais quando eu tinha 3 anos, ele se destaca em nossa família pelo fato de ser um meio-elfo e não um Tiefling.
Quando completei 15 anos, fui chamada a me tornar uma bruxa, e seguir os passos de meu pai junto a minha descendência me tornando a suprema de meu coven, e foi assim que conheci Anêmona, uma druida muito poderosa, que me ensinaria a arte da Alquimia Vegetal para que junto com meu sangue de bruxa necromante seguir meu destino de me tornar líder entre as bruxas de Cormyr.
Anêmona era uma Elfa Druida Filid, possuía cabelos esverdeados, usava uma armadura com aparência de folhas. Em sua testa chifres longos em formato de galhos, eram muito diferentes dos meus chifres. Seu rosto forte se completava com lábios vermelho carmim e olhos amarelos sem um resquício de pupila, ostentava um grande colar com uma pedra verde em formato de gota.
Em meu primeiro dia com Anêmona, conheci o Deus Silvanus o Pai Arvore, Deus supremo de toda Cormyr o protetor de todos os seres da floresta. A Imagem de Silvanus que fica próximo a fonte no meio da Praça do Rei é de um guerreiro meio humano meio planta, com um grande fruto amarrado as costas, segundo Anêmona, existe uma lenda de que o fruto é da grande Yggdrasil, a Árvore dos Nove Mundos.
Anêmona me ensinou sobre a magia das plantas, e como preparar elixires, chás, misturas que conferem principalmente saúde, me ensinou a como me preparar para estados de transe que permitiam aumentar o nível de consciência e força de todos ao meu redor. Junto com minha magia de necromancia, adaptamos os conceitos da alquimia das plantas para um propósito grande de guerrilha, reviver os mortos e retornar com suas almas sem que fosse preciso magia negra.
Quando fiz 20 anos ainda sem ter despertado meus 7 dons para me tornar a suprema no lugar de meu pai, ingressei a pedido de Anêmona no Exército do Reino da Floresta como Medica Curandeira, onde servi por quase um ano atendendo pequenos casos de roubos e de invasões de piratas. Não era necessário o uso de alquimias elaboradas e magias grandes, alguns chás e magias de proteção eram suficientes em cada ataque para restaurar os soldados feridos.
Tudo isso mudou quando a praga de Neverwinter atingiu Cormyr. Lembro-me de estar ao lado de meu irmão no jardim de nossa casa, vendo ele se exibir com seu arco quando os céus se escureceram e o grito do Dragão Purpura ecoou mais uma vez em Cormyr.
Ate o dia em que a Morte Uivante chegou eu fui uma servidora da bruxaria.
Com o caos e o medo das trevas do Dragão purpura novamente tomando conta de toda Cormyr, corri até a casa de Anêmona, ela já estava na porta, haviam vários artefatos ao chão, muitas runas escritas em pergaminhos, um triangulo feito com galhos de sabugueiro e muitas mandrágoras espalhadas pelo chão, certamente ela estava invocando uma magia de proteção contra o Dragão Purpura, que fora despertado mais uma vez. Mas como? Fiquei me perguntando.
Ajudei no que podia, pois era uma magia muito poderosa e eu ainda não tinha tanto poder pra auxilia-la. Assim que a magia chamada de Manto de Cormyr foi estabelecida sobre nossa cidade, Anêmona me pediu pra procurar feridos e ajudar a conter todos dentro da magia de proteção, enquanto ela se juntaria aos outros guerreiros e bruxas pra poder deter o dragão em Suzail, local onde ele foi aprisionado.
Voltei ate minha casa, onde encontrei meus pais e meu irmão preparados pra guerra que estava por vir. Não me recordo de minhas ultimas palavras com eles, lembro-me apenas de abraça-los e pedir que o Deus Silvanus os acompanhassem. Meu pai rapidamente os teletransportou ao castelo para junto do Rei, marchar ate a Bahia de Suzail a fim de conter o dragão.
Fale com o autor