Never It's Late.

36 É exatamente assim que deve ser.


Notas iniciais
Olá, olá, meus amores! Primeiro capítulo no horário de verão, devo confessar que odeio-o e estava planejando postar até meia-noite, porém tinha esquecido que estaríamos adiantando os relógios em uma hora. Enfim... o capítulo 36 está devidamente escrito e postado, e mais uma vez, não segurei-me até domingo para colocar no ar, eu amo terminar de escrever e já postar para vocês, sério, sinto-me muito contente ao fazer isso. Espero que gostem de todas as emoções de mais um capítulo. Enjoy ;) ~~15/10/17~~

É exatamente assim que deve ser.

Pov Bella.

Franzi meu cenho, sentindo alguma coisa cutucar constantemente meu braço. Suspirei forçadamente e virei-me na cama, jogando-me de bruços sobre o colchão. Ao fundo, ouvi uma risadinha baixa e dessa vez a mão subiu para meu cabelo, passando os pequenos dedos entre meus fios. Aos poucos a consciência foi tomando-me e mesmo de olhos fechados, eu sorri um pouco ao lembrar-me de onde eu estava e quem estaria cutucando-me agora.

— Bella? – A voz doce e feminina soou em um tom baixo, fazendo com que meu coração martelasse fortemente contra minha caixa torácica, dando-me mais a percepção de que tudo o que acontecera ontem foi absolutamente real. – Você está acordada? – Perguntou novamente e eu sorri mais, virando-me com cuidado na nossa enorme cama de casal, ficando frente a frente com a linda garota que aparecera tão repentinamente em nossas vidas. Os grandes olhos verdes brilhavam no escuro do quarto, porém eu ainda conseguia vislumbrar um pequeno sorriso formado em seus lábios.

— Bem, agora eu estou. – Brinquei e inclinei-me para minha cômoda, puxando a cordinha do abajur e acendendo-o em baixa intensidade, somente o suficiente para iluminar meu corpo e o de Chloe. Apoiei-me em meus cotovelos e olhei-a, vendo-a sentada entre Edward e eu, olhando-me atentamente. Desviei rapidamente meus olhos para meu namorado, encontrando-o ressonando tranquilamente, jogado de bruços na cama. – O que foi que a acordou, querida? – Questionei em um tom baixo para a ruiva, olhando-a e observando-a torcer as pequenas mãos em seu colo.

— Eu... eu era obrigada a levantar cedo. – Sua voz não saiu mais do que um sussurro e eu engoli em seco, sentindo meu coração apertar ao notar a dor presente em sua voz. Eu não sabia nada sobre sua vida, todavia podia imaginar as piores coisas possíveis ao olhar em seus olhos e notar todo o ressentimento que a pequena guardava dentro de si. Sabia que pedir para ela falar poderia abrir feridas que nem começaram a cicatrizar, por isso Edward e eu estávamos esperando seu tempo, deixando-a acostumar-se a ter uma convivência mais tranquila. – Estou acordada há algum tempo. – Falou novamente, tirando-me de meus pensamentos. Respirei fundo e, lentamente, sentei-me ao seu lado, puxando seu pequeno corpo para cima do meu, deixando-a sentada sobre minhas pernas. – Não queria chamar nenhum de vocês, mas eu... hmm... estou morrendo de vontade de fazer xixi. – Admitiu envergonhada, olhando para baixo enquanto dizia baixinho o que desejava. Sorri para seu jeito e dei-lhe um demorado beijo na bochecha.

— Não precisa ficar constrangida, pequena, pode pedir-nos o que quiser. – Inclinei-me para trás, pegando em seu queixo e levantando a cabeça dela, fazendo com que ela olhasse em meus olhos. – Vamos fazer um trato, Chloe? – Ela franziu seu cenho e assentiu rapidamente, encarando-me com curiosidade. – Tudo o que você quiser, é só falar comigo ou com o Edward, sem precisar segurar-se ou ficar envergonhada com o que quer que seja. Estamos aqui para ajuda-la, querida, e faremos isso com o maior prazer. Entendido? – Belisquei seu queixo de brincadeira e ela moveu sua cabeça, deixando com que um pequeno e deslumbrante sorriso tomasse conta de seus lábios vermelhos. Sorri com sua doçura e segurei-a pela cintura, fazendo-a ficar de pé e firmar-se no chão. – Vamos, vou leva-la ao banheiro. – Empurrei o edredom de cima de meu corpo, seguindo-a. – Devo confessar que minha bexiga está terrível. – Gemi desgostosa, pousando uma mão em minha barriga, esticando a outra para a pequena ao meu lado. – Só foi falar em banheiro e a vontade surgiu do nada. – Ouvi sua risada baixa e fiquei contente ao ouvir esse som, visto que ela apenas sorria de forma curta e rápida, quase nem demostrando alegria. Tudo o que eu desejava era poder vê-la contente e sorridente, exatamente como era para ser uma criança de apenas cinco anos de idade. Eu faria de tudo para devolver a felicidade para ela.

Segurando a pequena mão de Chloe entre a minha, caminhei com ela até o banheiro em nosso quarto, empurrando a porta e inclinando-me para dentro, alcançando o interruptor da luz. Assim que o ambiente foi iluminado, indiquei para ela entrar e fiz uma careta ao perceber a luz indo quase sobre o Edward, então rapidamente fui atrás da pequena e encostei a porta, interrompendo a passagem de luminosidade. Ajudei Chloe a empurrar seu short de pijama para baixo, assim como a calcinha, e segurei-a sobre o vaso sanitário, cuidando para que ela não caísse. Assim que ela estava pronta, eu rapidamente esvaziei minha bexiga também, fazendo uma careta ao notar o quão inchada estava por causa disso, e nem tinha acordado com vontade de usar o banheiro.

Lavamos nossas mãos e eu escovei meus dentes, passando água por meu rosto em seguida. Depois de complementar minha higiene, puxei um banquinho que Andrew utilizava e coloquei Chloe sobre ele, abrindo uma escova que tinha guardada no armário dando uma olhada para a ruiva que parecia animada, olhando-me a todo instante com divertimento. Tive que rir com seu jeito e limpei a escova, colocando creme dental sobre as cerdas antes de entrega-la para a garotinha que sorria ao meu lado. Mordi meus lábios e balancei a cabeça, sorrindo enquanto observa Chloe abrir um sorriso cheio de espuma em frente ao espelho, enquanto ensaboava sua boca, passando a escova direitinho por seus dentes, analisando o trabalho que estava fazendo.

Conforme observava Chloe, não pude segurar o baixo suspiro que escapara de minha boca, pois ao vê-la tão feliz em apenas realizar uma tarefa tão rotineira, dava para idealizar exatamente como era sua vida. Eu poderia não fazer ideia das coisas pelas quais a pequena passou, entretanto tinha a exata certeza do quão doloroso foi para ela. Somente em lembrar a forma que ela encarava-me ontem ao final da tarde, quando eu dava-lhe banho e cuidava de todos seus machucados, poderia sentir meu coração dar um solavanco. Chloe olhava-me admirada, parecendo ver todos os cuidados consigo pela primeira vez. Meu coração doía ao imaginar tudo o que aquela criatura fascinante poderia ter passado. Meus olhos automaticamente lacrimejaram quando eu lembrei da história de Andrew, porque sem dúvidas o que a ruiva passou tinha uma certa semelhança com a de meu filho. Eu não sabia o que pensar diante disso, afinal, nem conseguia saber como alguém poderia ser tão cruel ao ponto de machucar crianças tão fascinantes e inocentes, com toda uma vida pela frente. Chloe e Andrew tornaram-se maduros demais para a idade deles, tanto no jeito de reagir as coisas, quanto a forma de falar, era tudo tão diferente conviver com ambos, mesmo que eu tenha convivido com Chloe por menos de um dia, conseguia perceber tudo isso nela também. Ela era tão comportada e dizia tudo com todo o cuidado, como se a qualquer momento nós fôssemos repreende-la por suas palavras. Não era tão complicado supor os maus tratos com aquela garota delicada, mas eu fazia questão de não pensar sobre isso, minha única meta era fazê-la continuar sorrindo daquele jeito incrível que ela fazia no momento.

— Acho que preciso de ajuda. – Sobressaltei-me ao escutar a voz soar. Balancei minha cabeça para sair de meus devaneios e focalizei na imagem da Chloe, deixando a risada escapar entre meus lábios, vendo-a inclinar-se sobre a pia e tentar alcançar a torneira, porém parecia uma tarefa árdua para sua altura. Ela sorriu com os dentes cheios de espuma e sorri, aproximando-me dela e abrindo o lado que saía água morna da torneira.

— Você combinará bem com a irmã de Edward. – Pisquei-lhe, ajudando-a lavar suas mãos e a boca. – Ambas baixinhas. – Cutuquei suas costelas, tirando-a do banquinho e lhe entregando a toalha para poder secar seu rosto.

— Estou em fase de crescimento. – Ergueu o queixo orgulhosa, passando a toalha na boca. – Posso ficar bem grande, assim como o Edwald. – Abriu um bonito sorriso e eu não pude deixar de retribuí-la, notando a forma que ela dizia o nome de meu namorado. Chloe esticou a toalha para mim e eu pendurei no local adequado, esticando minha mão para ela em seguida.

— Já que estamos acordadas, vamos descer e preparar um café da manhã bem reforçado. O que acha? – Adorei vê-la saltitar alegremente e assentir sua cabeça em confirmação, dirigindo-me um lindo sorriso doce e infantil. – Ótimo.

— E o Edwald? – Perguntou-me, assim que saímos do banheiro e eu já nos encaminhava em direção a porta do quarto. Dei uma olhada para meu namorado e ele ainda encontrava-se na posição de minutos atrás, dormindo profundamente de bruços.

— Vamos deixa-lo descansar, querida, ele teve um dia agitado ontem. – Puxei-a comigo para fora do quarto, fechando a porta assim que passamos por ela. – Assim que terminarmos o café, eu deixo você chama-lo. – Pisquei em sua direção, recebendo um sorriso em troca.

Chloe apertou sua mão contra a minha e caminhamos pelo corredor, descendo os lances de escadas. Acendi as luzes ao longo do caminho e andei com ela em direção da cozinha, colocando-a sobre a cadeira alta. Chloe balançou as pernas de forma divertida, conversando comigo conforme eu pegava ingredientes no armário para preparar panquecas e lhe fazia um chocolate, colocando no micro-ondas para esquentar um pouco. Deixei-a bebericando seu Nescau e continuei preparando as massas, sorrindo ao ouvi-la contar-me sobre um desenho que vira há alguns dias.

De repente, o som do interfone soou, interrompendo o que a ruiva contava-me. Franzi o cenho e deixei a tigela sobre a bancada, pedindo para que Chloe ficasse quietinha em seu lugar. Fui até o painel do interfone, que ficava na parede do hall de entrada, e apertei o botão verde.

— Bom dia! — A voz completamente alegre de Andrew soou e eu soltei uma risada baixa, suspirando ao ouvi-lo. Queria ter conversado com meu pequeno ontem, porém dormi antes de fazer qualquer coisa.

— Olá, meu amor. – Saudei-o. – Pulou da cama? – Perguntei divertida, olhando em direção ao relógio que tinha na parede, arregalando um pouco meus olhos ao ver que era exatamente seis e meia da manhã. – É bem cedo, querido.

— Sei que sim, mamãe. — Riu espontaneamente. – Acontece que eu estava morrendo de saudade de casa, de você e de meu papai, então pedi para tio Emmett trazer-me assim que eu acordasse. — Explicou-me, sempre dando-me a impressão que mantinha um sorriso contagiante no rosto.

— Acontece que eu não sabia que esse garoto levantava às seis horas da manhã! — Ouvi o resmungo do irmão de Edward, sua voz ainda parecia rouca de sono. ­— Sério, Bela Adormecida, você e meu irmão são malucos. — Revirei meus olhos e ri baixinho, ouvindo seus resmungos. — Me arrependi de dormir na casa de meus pais. ­– Soltou outro muxoxo.

— Pare de reclamar, Emmett. – Brinquei com ele, sorrindo ao ouvi-lo exasperar. Respirei fundo e debrucei-me para trás, tendo um vislumbre de Chloe sentada sobre a cadeira alta, ainda balançando suas pernas energicamente, tomando seu chocolate quente. Engoli em seco, fechando meus olhos brevemente, pensando em como conversaria com Emmett e Andrew ao mesmo tempo. – Ei, queridos. – Chamei a atenção deles. – Eu vou descer para recebe-los. – Avisei.

— Não é mais fácil apertar o botãozinho verde e nos deixar subir? — Meu pequeno perguntou de forma confusa, fazendo-me sorrir e baixar meus olhos, enquanto eu tomava fôlego.

— Seria, amor, só que a mamãe precisa conversar com vocês um pouquinho.

— Bella. — Emmett chamou-me. – Isso está interligado ao que Edward não quis conversar comigo ontem? — Perguntou seriamente.

— Exatamente. Edward ainda dorme, eu vou resolver algumas coisas e desço em alguns minutos. Por favor, esperem-me pacientemente, é algo sério. – Implorei-os.

­- Alguém se machucou? — Andrew perguntou alarmado. — Papai realmente só dorme, mãe? — Sua voz estava alerta, como se ele estivesse com medo de que qualquer coisa séria tenha acontecimento.

— Papai está ótimo, amor, ele realmente estava cansado e eu prefiro deixa-lo dormir mais um pouco. Fique tranquilo, por favor, é só uma conversa que a mamãe precisa ter com você e o tio Emmett, não é nada grave e ninguém está machucado. – Tranquilizei-o, ouvindo tanto Andrew, quanto Emmett, soltarem longos suspiros. – Aguardem-me. Cuide de meu filho, Emmett.

— Pode deixar, Bella.

Desliguei o interfone e mordi meu lábio furiosamente, descendo rapidamente minha mão para minha barriga, sentindo um enjoo forte tomar conta de mim. Fechei meus olhos e puxei diversas vezes o ar para minha boca, tentando ao máximo controlar-me. Quando consegui sentir-me mais calma, suspirei e andei de volta para a cozinha, encontrando Chloe na mesma posição. Ela sorriu assim que viu-me e eu fui até ela, dando-lhe um beijo na testa.

— Eu vou precisar descer rapidinho, tudo bem? – A pequena franziu seu cenho e eu respirei fundo. – Andrew, meu filho e de Edward, chegou com o tio dele. Ambos estão lá no saguão esperando-me liberar a entrada, mas eu preciso ir até eles e explicar tudo o que está acontecendo, querida. – Massageei seu bonito rosto, suspirando. – Andrew é novo, somente um pouco mais velho que você, então eu tenho que ir até ele e explicar o que aconteceu ontem e o porquê de você estar aqui. Consegue compreender-me?

— Sim. – Sussurrou baixinho, colocando sua pequena mão sobre a minha, a que estava sobre seu rosto. – Mas... será que ele vai me odiar? – Franziu seu cenho forçadamente, olhando-me com medo. Espantei-me com a dor que transpassou seu olhar e aproximei-me dela, puxando-a rapidamente para meus braços, apertando-a em um abraço de morte. – Ninguém gosta de me conhecer, Bella. – Sussurrou desesperada e eu balancei a cabeça, passando minha mão por seu longo cabelo.

— Não fale assim, querida. – Ouvi-a fungar e apertei-a mais, percebendo que não demoraria muito para seu choro vir. – Edward e eu adoramos conhece-la, não sabe o quanto ficamos felizes de poder ajudar uma menina tão incrível como você, Chloe. – Afastei-me o suficiente para olhar em seus olhos e ergui seu queixo, deixando os grandes olhos verdes interligarem-se com os meus. – Toda nossa família vai adorar saber sobre você. – Sorri-lhe um pouco, secando a pequena lágrima que acabara de deslizar. – Todos são amorosos e irão entender pelo o que passou, tenha certeza, todos nós temos uma história difícil, pequena. – Suspirei. – E Andrew odiá-la? – Sorri, movendo minha cabeça. – Ele é o garoto mais maravilhoso que eu conheci, Chloe, com um coração enorme e puro. – Ela olhou-me atentamente, virando um pouco sua cabeça de lado, fazendo-me sorrir um pouco mais com seu jeito. – Ele vai adorá-la, assim como Edward e eu. – Inclinei-me, dando-lhe mais um beijo na testa, suspirando longamente contra sua pele. – Você vai perceber que seus medos são sem fundamentos, querida. – Afastei-me. – Quer assistir um desenho? Eu vou busca-los e conversar rapidamente com eles, logo estaremos de volta. E se o Edward acordar, você conversa com ele. Pode ser?

— Você é tão bondosa. – Suspirou baixinho, olhando-me e virando dessa vez sua cabeça para o lado esquerdo, deixando um sorriso pequeno nascer em seus lábios. Surpreendi-me com o elogio e Chloe suspirou, segurando em minha mão que estava perto dela, apertando meus dedos. – Você é incrível, Bella, não sabe o quão feliz estou em conhecer você. – Sorriu um pouco mais. – Obrigada. – Soltou mais um suspiro e eu neguei com a cabeça, puxando-a com cuidado para meu colo.

— Você não tem que agradecer-me. – Dei-lhe um beijo na bochecha, sentindo-me bem ao vê-la com um bonito brilho em seu olhar. Sorrimos uma para a outra e eu caminhei para fora da cozinha, subindo até o próximo andar e dirigindo-nos para a sala de Tv.

Entrei no cômodo escuro e coloquei Chloe sentada sobre o grande estofado preto. Joguei a manta da noite anterior sobre ela e peguei o controle da televisão, ligando-a e procurando um desenho para a pequena assistir.

— Eu posso assistir Bob Esponja? – Perguntou-me de repente, assim que eu passei pelo canal que estava passando o desenho. Aumentei o volume e deixei o controle sobre a estante. – Adoro esse desenho. – Sorriu lindamente para mim, puxando a almofada que estava perto dela, abraçando-a.

— Eu vou deixa-la assistindo e já volto, tudo bem? – Fui até ela, beijando seu cabelo. – Qualquer coisa, chame o Edward.

— Tudo bem, Bella. Eu já fiquei sozinha antes, consigo me comportar. – Assentiu para mim e eu suspirei, tentando não pensar muito nisso. – Só não demore muito, por favor. – Olhou em meus olhos, e eu sorri para ela.

— Eu vou o mais rápido que eu posso. – Ela assentiu e apertou a almofada contra si, prestando atenção no desenho que passava na tela da televisão.

Respirei fundo e deixei a porta da sala aberta, assim ela poderia sentir-se melhor caso precisasse ir até o Edward. Fui rapidamente até o banheiro do corredor e puxei o vestido que estava pendurado na porta, tirando minha camisola e colocando a peça de roupa. Prendi meu cabelo com o elástico que estava em meu pulso e em seguida saí do banheiro, descendo os degraus e indo até o elevador.

As portas da caixa de metal abriram-se e eu fiz uma careta, esgueirando-me para dentro. Meu medo por alturas ainda não tinha mudado. Aproximei-me do painel luminoso e apertei o botão do saguão, respirando fundo enquanto via as portas fecharem-se lentamente. Rapidamente encostei-me no fundo e fechei meus olhos, puxando o ar para dentro de meus pulmões. Estava buscando uma maneira de conversar com meu cunhado e ainda conseguir explicar para Andrew tudo o que estava acontecendo. Sabia que meu pequeno entenderia, ele era incrível e muito inteligente, porém poderia ser complicado explicar-lhe a vinda de Chloe. Não falávamos do passado de Andrew, não queríamos que ele revivesse as dores pelas quais passou naquele lugar, mesmo que fosse muito novo, eu sabia que o pequeno tinha algumas lembranças dolorosas, mesmo que não contasse e nem deixasse aparentar. Mas, por mais complicado que pudesse ser, eu tinha completa consciência que teria que citar isso ao falar sobre o quão assustada a pequena garota ruiva era, e as razões dela eram similares as dele, mesmo que agora já seja passado para Andrew.

Ouvi o anúncio do elevador, avisando-me que eu tinha chegado ao meu destino. Suspirei longamente e abri meus olhos, caminhando para fora da caixa. Assim que coloquei meus pés no saguão, sorri ao ver Andrew gritar animado e pular do sofá da recepção, correndo até mim e agarrando minhas pernas com força, gargalhando ao olhar para cima e encontrar meus olhos sobre si.

— Oi, mãe! – Sorriu abertamente. – Senti tanto sua falta. – Piscou e eu ri, agachando-me e pegando-o em meu colo, enchendo seu rosto de beijo. Babei toda sua pele, ouvindo-o rir com divertimento da minha ação. – Você também sentiu minha falta. – Afirmou, segurando meu rosto e obrigando-me a parar de beijá-lo e olhar para ele. Andrew deu-me um demorado beijo na bochecha. – Queria até vir mais cedo, porém tio Emmett negou. – Rolou seus pequenos olhos e eu sorri, olhando para trás e vendo o citado olhar-nos curiosamente.

— Assim você mata seu tio de arrependimento, querido. Ele não vai querer mais dormir no mesmo lugar que você. – Pisquei, abraçando-o apertado contra mim. Andrew somente riu. – Mamãe também morreu de saudades, querido, é estranho não tê-lo pela noite aqui. – Afastei-me o suficiente para ver seus bonitos olhos claros. – Eu tenho uma coisa para contar. – Seu cenho franziu e ele tocou minha bochecha, olhando-me confuso.

— A mamãe disse que não tinha acontecido nada grave. – Resmungou com a voz baixinha e eu balancei a cabeça.

— Não é nada grave, querido. Vamos, eu vou explicar para você e seu tio, vocês precisam saber disso e têm todo o direito. – Ele assentiu e eu fui em direção ao sofá que Emmett estava. Sentei-me ao seu lado e beijei rapidamente sua bochecha. – Oi. – Sorri e o grandão devolveu o sorriso, virando-se e soltando um bocejo conforme olhava-me.

— Ei, Bela Adormecida. – Piscou divertido, arrancando uma risada de Andrew. Revirei meus olhos em sua direção e ajeitei-me no sofá, arrumando meu pequeno sobre meu colo. – Você, finalmente, irá revelar-me o que Edward parecia ter tanto medo ontem? – Sua fala fez-me olhá-lo nos olhos e engoli em seco, vendo-o respirar exasperado. – Bella, pelo amor de Deus, eu nem consegui dormir direito, de tanto que eu pensava no modo que Edward conversou comigo ontem ao meio dia. – Passou a mão por sua nuca, suspirando alto. – Eu posso ter passado anos longe dele, mas quando eu ouvi sua voz pelo telefone ontem, eu sabia que alguma coisa diferente havia acontecido, meu irmão parecia consternado e falava tudo em forma mecânica, como se estivesse absorvido do mundo. – Fechou seus olhos e eu abracei Andrew contra mim, esperando Emmett desabafar seus medos. Poderia parecer sem sentido, mas eu passei por todas as coisas com essa família que eu considerava minha, sabia exatamente o medo que todos tinham de perder uns aos outros, já foram anos demais separados. Estiquei uma mão e peguei a de meu cunhado, apertando seus dedos contra os meus. – Eu fiquei com medo. – Admitiu e eu sorri compreensiva para ele, olhando em seus olhos. – Conheço meu irmão e sabia que tinha alguma coisa errada. Edward prometeu conversar comigo outra hora e eu agarrei-me nisso, porque tinha certeza que se fosse alguma coisa grave, ele falaria na hora. – Assenti e Emmett apertou nossas mãos, respirando profundamente. – Está tudo bem com vocês?

— Estamos ótimos, Emmett, pode ter certeza disso. – Ele assentiu, olhando-me atentamente. – Fisicamente. – Completei, engolindo em seco ao pensar naquela garota perdida. Puxei o ar e notei que agora Andrew também olhava-me com curiosidade, esperando o meu tempo para falar tudo. Meus lábios formaram uma linha fina e eu pisquei meus olhos rapidamente, tentando afugentar as lágrimas que queriam aparecer. A situação era complicada demais, eu sentia uma coisa deveras estranha em relação a Chloe, e não era uma coisa ruim, muito pelo contrário, esse sentimento que preenchia-me só dava-me mais certeza de que cuidar dela era a coisa mais certa a se fazer. Assim como fazer de tudo para vê-la sorridente e bem. Não conseguia compreender tudo e ainda temia as coisas que ela passou, tinha muito medo de que isso viesse atrás dela, não poderia imaginá-la amedrontada da forma que Edward encontrou-a, imaginar isso fazia meu coração doer. – Emocionalmente, nem tanto. – Voltei a falar, suspirando baixinho e controlando meu choro. Olhei para Andrew e seus olhos pareciam lacrimejados. – Ei, amor, está tudo bem. – Massageei seu rosto, passando meu dedo abaixo de seus olhos. – Não precisa chorar.

— A mamãe parece abalada. – Disse-me, sua voz embargando-se aos poucos. – Não gosto de vê-la dessa forma. – Engoliu em seco e afundou seu rosto em meu peito, respirando fundo. Deslizei minha mão por suas costas e olhei para Emmett, vendo-o olhar-me apreensivo também.

— Não é nada de ruim, é sério, perdoem-me por transparecer isso. – Apertei minha mão que estava junto a dele. – É que as coisas acontecem de forma tão repentina que parecem baques, é estranho. – Suspirei longamente. – Edward ligou-me quando estava saindo da empresa, ontem, conversamos por poucos minutos e ele disse-me que assim que desligou a chamada, tudo aconteceu. – Olhei meu cunhado nos olhos. – Ele contou-me que assim que desativou o alarme do carro, algo agarrou as pernas dele e começou a implorar por ajuda. Eu só imaginava tudo, conforme ele ia narrando. Edward disse que olhou para baixo e encontrou uma garota chorando desesperada e suplicando que ele a ajudasse, porque ela não aguentava ficar ali e estava morrendo de medo. – Meus olhos fecharam-se automaticamente e eu puxei o ar com força. – Como deve imaginar, ele ajudou-a, jamais Edward a deixaria naquele estacionamento silencioso, chorando com todo seu pavor. – Funguei e voltei a olhá-lo, vendo que ele observava-me atentamente. – Edward colocou-a no carro e saiu da empresa, indo buscar-me. Com certeza nesse meio tempo ele ligou para você, Emmett, e eu tenho certeza que ele parecia desconcertado, porque assim que ele chegou na loja, eu notei o desespero nos olhos do meu namorado. – Engoli em seco. – Eu mal cheguei perto dele e ele despejou tudo sobre mim, chorando desesperado contra meu ombro. – Respirei fundo, segurando todo meu choro que parecia que sairia a qualquer momento. – Sei que você ficou assustado, porém não imagina o quão desesperado Edward estava. Ele chorou dizendo-me sobre Chloe, abraçou-me com tanta força, que eu percebi que ele buscava algum suporte naquele abraço. – Emmett aproximou-se de mim e eu o senti abraçar-me, apoiando seu queixo sobre minha cabeça. Senti-o massagear meus braços e aconcheguei-me contra seu abraço, respirando lentamente e tentando acalmar-me, pois aquele terrível enjoo voltara com força total. Segurei-me em Andrew e meu pequeno ajeitou-se sobre meu colo, erguendo seu rosto para olhar-me. Tentei sorrir um pouquinho e toquei seu rosto, inspirando e expirando o ar. – Eu busquei roupas para ela. – Voltei a narrar, engolindo fortemente, tentando segurar aquela ânsia. – Peguei todos os tipos que ela poderia precisar e o mais rápido possível, porque eu sabia que meu namorado precisaria de mim, ele parecia sem rumo, até seus olhos demonstravam isso. Assim que peguei tudo, voltei para o carro e guardamos as sacolas. Quando eu entrei no veículo e Edward apresentou-me aquela menina linda e eu olhei nos verdes de seus olhos, notei o quanto ela precisaria da nossa ajuda. – Contei, massageando os fios loiros do cabelo de Andrew, olhando a todo momento em seus olhos. Meu pequeno assentiu, como se compreendesse cada coisa que eu dissesse. – Trouxemos ela para casa e eu dei-lhe banho, cuidando dos machucados que ela possuía nos cotovelos e pernas. Eu não consigo compreender até agora o que eu sinto pela menina encantadora, mas assim como Edward, sei que ela merece todo o cuidado do mundo, merece voltar a ter uma infância feliz.

Apertei meus lábios uns nos outros, fechando meus olhos e apoiando meu queixo sobre a cabeça de Andrew, enquanto eu puxava-o para um abraço apertado. Queria segurar-me o suficiente para transmitir segurança para meu filho, porém meu coração batia rapidamente e com força, demonstrando-me o medo que eu também estava sentindo por Chloe. Eu cuidei dela desde ontem e a todo instante não demonstrei fraqueza em sua frente, porque sabia que ela precisava sentir-se bem e segura conosco, mas a cada vez que eu pensava sobre sua vida antes de Edward encontra-la no estacionamento de sua empresa, temia o que tudo isso poderia acarretar. Mas o pior era o que eu via em seus olhos, notando todo o pavor que ela possuía, e isso era mais do que errado, porque tudo o que o verde brilhante deveria demonstrar era alegria. Acho que meu instinto maternal alertava-me sobre tudo isso, mandando-me cuidar de Chloe, assim como eu tomava conta de Andrew, porque algo dizia-me que ela precisava muito disso: Carinho.

— Vai ficar tudo bem, mamãe. – Meus olhos abriram-se e eu funguei, observando Andrew dirigir-me um bonito sorriso reconfortante e erguer uma mão até minha bochecha, tocando-a cuidadosamente. – Ela deve ser incrível, porque você está falando de uma forma tão bonita. – Sorriu inocentemente e senti Emmett afastar-se de nosso abraço, olhando-nos com um pequeno sorriso.

— Vocês fizeram a coisa certa, Bella. – Olhei-o, vendo-o respirar fundo. – Muito coisa pode acontecer por causa disso, precisamos falar com alguma autoridade e tudo o mais, porém antes disso vocês tinham que ajuda-la e tirá-la de perto do medo que sentia. Se ela estava machucada, quer dizer que correu bastante para fugir de onde quer que estivesse, e eu fico orgulhoso por meu irmão ter esse coração enorme que ele tem. – Sorriu um pouco. – Todos diziam que ele era o coração mais frio de Manhattan, já tinha ouvido alguma coisa do tipo, mas nenhuma dessas pessoas sabem o que ele passou e como ele ajuda todos que precisam de uma nova oportunidade. – Sorri para meu cunhado e os olhos dele foram em direção ao Andrew, piscando em sua direção e fazendo o pequeno sorrir de forma orgulhosa também.

— Meu papai é perfeitamente perfeito, ninguém pode dizer nada contra isso. – Abriu os braços alegremente, fazendo-me soltar uma risada e levar uma mão até os cantos de meus olhos, secando as lágrimas que formaram-se e não haviam deslizado. – Mãe. – Olhei-o, retribuindo o sorriso incrível que ele dirigia-me. – Eu quero conhecer Chloe, porque mesmo não sabendo quem ela é, já gostei dela por causa de suas palavras, mamãe, você fala com tanto carinho. – Suspirou e tocou minha barriga com uma pequena protuberância. – Tenho certeza que minha irmãzinha amará nossa família, pois entenderá o quanto todos são maravilhosos. – Piscou amavelmente e eu abracei-o mais uma vez, derretendo-me por toda sua perfeição.

— Sério, eu jamais conseguiria ter um filho assim, Bella, não aguentaria toda a doçura e inteligência. – Olhei rindo para Emmett e ele apertou a bochecha de Andrew. – Vamos subir? Também estou louco para conhecer Chloe, tenho certeza que é uma garotinha maravilhosa.

— Ela é. – Confirmei, sorrindo e dando um beijo demorado em meu pequeno.

— Vem com o tio, garotão, acho que sua mãe não pode carregar você por tanto tempo. – Emmett piscou e Andrew pulou para seu colo. Agradeci meu cunhado, porém arrependi-me na mesma hora, pois observei-o ajudar Andrew a montar sobre sua coluna, jogando suas pernas em cima de seus ombros.

— Oh, meu Deus. – Minha mão foi para meu coração e Emmett riu, ficando de pé e ajeitando meu pequeno sobre ele, fazendo-o gargalhar com a animação. – Desce ele, Emmett, pelo amor de Deus, ele pode cair daí! – Fiquei de pé, respirando fundo. – Isso não é nada bom. – Choraminguei e olhei para cima, vendo meu garoto olhar-me com um sorriso enorme, dando de ombros enquanto abraçava seu tio pela cabeça.

— Está tudo bem, mamãe, tio Emmett já fez isso ontem. – Abriu um sorrisão e abri minha boca em choque, olhando mortalmente para meu cunhado que fingiu-se de inocente, olhando para o outro lado do saguão. – Fala para ela, tio.

— Assim você me encrenca, Andrew. – Beliscou o joelho dele de brincadeira e olhou-me sorridente. – Não tem problema, Bella, eu sei cuidar muito bem de meu sobrinho. – Piscou e eu semicerrei meus olhos, lembrando-me do dia do aniversário de Edward. Emmett pareceu recordar-se da mesma coisa e gemeu de desgosto. – Aquilo foi um acidente, eu tinha esquecido que Andrew havia tomado refrigerante segundos antes de eu balança-lo. – Continuou com seu sorriso. – Agora vamos, estou doido para conhecer a garota que tocou tão profundamente você e Edward. – Piscou e eu respirei fundo, caminhando na frente deles e ignorando o que acontecia, pois era capaz de eu ter um ataque com tudo aquilo.

— Se Andrew machucar-se, você estará ferrado em minhas mãos, Emmett. – Ameacei-o, entrando no elevador e sendo seguida por ele que tinha um Andrew muito animado sobre seus ombros.

— Vai ficar tudo bem, cunhadinha, ele adora isso e eu sou um tio muito cuidadoso. – Deu de ombros e eu revirei os olhos, digitando a senha da cobertura. – Como a garota está sentindo-se com tudo isso? – Mudou de assunto e eu suspirei, olhando as portas da caixa de metal fecharam-se quando eu terminei de colocar a senha.

— Ela não disse nada sobre sua vida. – Comentei, cruzando meus braços. – Mas eu posso ver o medo que ela possui, Emmett, assim como eu tenho certeza que Edward pode, porque ele, mais do que eu, está transtornado com o pavor que Chloe aparenta em seus olhos. – Olhei para o irmão de meu namorado, suspirando longamente. – Nós temos que ter o máximo de cuidado com o que falamos com ela, pois parece que qualquer coisa pode fazê-la lembrar-se de algo doloroso, fazendo o medo retornar com força. Ontem, estávamos falando sobre Andrew e ela questionou quem era, assim que a olhamos, observamos que ela estava a beira das lágrimas, em um piscar de olhos. – Puxei o ar lentamente. – Ela estava com medo porque fez uma pergunta, e confessou que muitas coisas aconteceram por um simples questionamento de sua parte. – Observei Emmett suspirar e olhar para seus pés, respirando fundo. – Eu sei. – Aproximei-me e toquei seu braço. – Eu sinto-me da mesma forma. Com medo por ela. – Meu cunhado assentiu e voltou a olhar-me nos olhos.

— O que farão?

— Eu ainda não sei, tudo o que eu quero é deixa-la bem e confortável. Eu ajudei-a escovar os dentes e ela sorria feliz com isso, percebe o quão doloroso era sua vida, Emmett? Ela estava alegre somente por escovar os dentes! – Abri meus braços exasperada e em seguida esfreguei o rosto, respirando profundamente. – Não quero vê-la com medo, não mais.

— Vamos ajuda-la, Bella, fique tranquila. Você e Edward são pessoas incríveis, saberão contornar tudo isso que está acontecendo e tenho certeza que conseguirão ajudar Chloe. Vocês, mais do que ninguém, tem a capacidade de colocar a felicidade na vida dela novamente. – Ele segurou meu queixo, fazendo-me olhá-lo nos olhos. – Confie nisso. – Assenti lentamente, meus olhos subindo para Andrew que também sorria para mim, de uma forma infantil e compreensiva, fazendo-me suspirar e acariciar sua pequena mão que estava esticada em minha direção.

— Quantos anos ela tem? – A pergunta escapou dos lábios de meu pequeno e eu sorri.

— Cinco, praticamente seis, ela contou que daqui a alguns meses completará. – Respondi-o. – Tenho certeza que vocês irão dar-se bem, querido, possuem quase a mesma idade.

— Vai ser incrível! – Movimentou-se animado sobre os ombros de seu tio. – Eu irei ajuda-la a perder o medo, mamãe, da mesma forma que meu pai me ensinou. – Abriu um sorriso lindo, fazendo com que um suspiro involuntário escapasse de mim. – Sei que pode doer, mas quando possui pessoas maravilhosas em volta, tudo melhora, eu vivi isso somente com meu pai e tendo você, mãe, tudo fica ainda mais perfeito. – O sorriso inocente e maduro fez-se presente, fazendo-me retribui-lo. Beijei sua mão que estava na minha e pisquei em sua direção, ganhando mais um deslumbrante sorriso em minha direção.

Logo o elevador parou na cobertura e abriu as portas. Saímos da caixa perturbadora e eu ouvi som de vozes vindo da cozinha, fazendo-me caminhar naquela direção. Assim que parei em frente a porta da cozinha, estaquei e um sorriso involuntário surgiu em meus lábios quando observei Edward concentrar-se na massa de panquecas, que eu preparava anteriormente, e também conversar com a pequena Chloe que estava novamente na cadeira alta, sorrindo ao prestar atenção no que meu namorado incrível dizia. Emmett parou ao meu lado e bateu em meu ombro, soltando uma risada baixa.

— Sério, Bela Adormecida, você possuirá o marido perfeito. – Soquei seu braço e ele gargalhou alto, fazendo o som verbalizar em toda a cozinha.

O barulho chamou a atenção de Edward e Chloe, fazendo com que ambos olhassem para onde nós estávamos parados. A pequena acenou timidamente em minha direção, sorrindo um pouco, e isso fez-me sentir uma alegria imensa, tanto que lhe sorri de volta e caminhei até ela, dando um beijo demorado em sua bochecha.

— Divertiu-se com seu desenho? – Questionei.

— Muito! – Ergueu os braços alegremente, fazendo-me rir. – Edwald disse que acordou com minhas risadas e então foi até lá. – Deu de ombros e eu olhei para meu namorado, vendo-o sorrir para mim. – Depois eu disse sobre suas panquecas e que você tinha ido conversar com Andrew e o irmão dele. Edwald pegou-me no colo e disse que terminaríamos o café da manhã para você. – Sorriu lindamente, terminando de narrar. Meu namorado aproximou-se de nós e abraçou-me pela cintura, virando-me em sua direção.

— Tudo bem, amor? – Olhou-me nos olhos e eu assenti, abraçando-o pelo pescoço. Edward sorriu daquela forma maravilhosa, inclinando seus lábios para somente um lado de seu rosto, formando o sexy sorriso torto. – Ótimo. – Aproximou-se mais de mim e em seguida senti seus lábios tocarem os meus, fazendo-me suspirar contra seu toque, enquanto eu agarrava-me a ele e beijava-o de volta.

— ECA! – Três vozes soaram em forma uníssona e eu bufei contra a boca do meu namorado, abrindo meus olhos e olhando em volta, observando Andrew, Chloe e Emmett com uma careta. Edward revirou seus olhos e deu-me mais um selinho, caminhando em direção ao seu irmão, que ainda carregava nosso filho daquela forma perigosa e ridícula.

— Muito adulto, Emmett. – Debochou de seu irmão e esticou os braços para Andrew. Meus olhos arregalaram-se e ouvi a risada alegre do pequeno loiro, no mesmo instante que um guincho escapou de meus lábios quando o mesmo saltou de cima de Emmett e caiu nos braços do pai.

— Pelo amor de Deus! – Grunhi, levando uma mão até meu coração. – Vocês querem matar-me de medo, em menos de meia hora? – Bufei indignada e Emmett riu, dando um tapa no ombro do irmão.

— Sua namorada é um pouco paranoica. – Fuzilei-o com os olhos, ganhando apenas um sorriso alegre em troca.

— Pare de idiotice, Emmett, e venha conhecer Chloe. – Edward ajeitou Andrew em seu colo, caminhando com ele até onde a pequena encontrava-se sentada, ainda olhando-os um pouco constrangida. – Chloe, esses são Andrew, meu filho, e Emmett, meu irmão. – Fui para perto deles e apoiei-me na cadeira que Chloe estava sentada, acariciando seu ombro e vendo-a virar-se para trás, dirigindo-me um bonito sorriso. – Chloe, pode ficar tranquila, eles irão adorar conhecer você também. – A pequena ruiva sorriu para eles.

— Olá. – Acenou educadamente. – Sou Chloe.

— Andrew. – Meu pequeno sorriu também, acenando alegremente. – Que bom que você está aqui, Chloe, meus pais são pessoas maravilhosas e você não poderia estar em lugar melhor. – Observei-a sorrir e assentir para ele. – Você irá adorar passar dias por aqui, sempre é alegre e todos da família são muito amorosos, receberão você de braços abertos, pode ter certeza. – Sorriu de forma maravilhosa e engoli meu suspiro, levantando meus olhos e encontrando o olhar de Edward sobre mim. Sorri para ele e o mesmo piscou em minha direção, fazendo-me morder os lábios. Nenhum de nós conseguíamos acreditar em tantas coisas incríveis que Andrew falava, ele sempre sabia o que dizer e na hora certa a se falar.

— Eu sou o tio de Andrew, pequena, e ele adora-me muito, então você já sabe que eu sou uma pessoa incrível. – Emmett piscou na direção da ruiva e ela olhou para mim novamente, com o cenho franzido. Dei de ombros e ela soltou uma pequena risada, concentrando-se novamente em meu cunhado. – Falando de uma maneira séria, Bella contou-me sobre você e assim como ela e Edward estão ajudando-a, pode contar comigo também, Chloe, eu farei o que precisar para te manter em segurança. – Ela sorriu e assentiu.

— Obrigada. – Suspirou. – Eu estou adorando cada um de vocês. – Sorriu para nós. – E não sei como agradecer tudo, mas eu sinto-me muito bem por aqui. – Beijei seu rosto, passando meus dedos por seu cabelo.

— Você é muito bem-vinda, pequena. – Pisquei.

— Papai, eu posso subir com Chloe até meu quarto? Eu tenho um monte de brinquedos, ela pode gostar de brincar comigo. – Olhei para Andrew, vendo-o sorrir para Edward. – Eu tenho alguns quebra-cabeças, acho que Chloe pode ajudar-me a montar, tem alguns que eu nem abri ainda, tia Alice só vai jogando em meu quarto. – Deu de ombros e eu soltei uma risada, assim como meu namorado e o irmão dele.

— Claro, campeão. – Edward beijou o cabelo dele. – Você quer ir, Chloe? – A ruiva assentiu rapidamente e eu ajudei-a a sair da cadeira alta, colocando-a de pé no chão.

— Você vai amar meu quarto, Chloe, minha tia decorou tudo maravilhosamente maravilhoso, é sério, e sem contar alguns brinquedos incríveis que ela comprou, assim como meu pai... – Andrew desceu do colo de Edward e puxou a pequena com ele, tagarelando pelo caminho, e recebendo toda a atenção de Chloe. Eu podia vê-la sorrir enquanto ambos iam para as escadas.

— Pegue a cadeira se for mexer nas estantes! – Edward gritou e eu ri, lembrando-me da última vez. Foi há tempos, mas eu não posso esquecer-me do dia que encontramos todo o quarto de Andrew bagunçado, suas estantes no chão, e é claro, eu jamais esqueceria o dia que ele pediu-me para ser mãe dele. Era algo que sempre estaria guardado em minha memória.

— Então Chef Cullen, essas panquecas sairão? – Emmett brincou, sentando-se na cadeira próxima da bancada. Sorri e caminhei para perto deles, beijando rapidamente Edward, sendo abraçada pela cintura e mantida próxima ao seu corpo. – Sendo sincero agora, gente, vocês precisam comunicar alguma autoridade. – Encostei minha cabeça no peito de Edward e ele abraçou-me, respirando fundo. – Eu notei a fragilidade da Chloe e é da forma que Bella falou-me, ela possui dores guardadas para si.

— Eu preciso fazer tantas coisas, Emmett, mas no momento o que é importante é ver Chloe curar-se um pouco. – Mordi meu lábio, ouvindo meu namorado falar e massagear minhas costas. – Eu pensei em falar com a polícia ou assistência social, e vou fazer isso, é claro, mas no tempo dela. Hoje ela começou a sorrir mais e também a conversar coisas banais, como seus desenhos preferidos, músicas infantis... eu acho isso deveras importante, confirma que ela está confiando em nós, abrindo-se aos poucos. Chloe só precisa de um tempo para recuperar-se, seja lá o que fizeram com ela. – Afastei-me de Edward e sorri para ele, ficando na ponta dos pés e dando-lhe um rápido beijo.

— Eu estou com você, Edward, já disse que sempre estarei ao seu lado. – Toquei seu rosto, respirando fundo. – E acho que tem toda a razão, precisamos deixa-la à vontade, confiando em nós. Chloe também precisa de uma mudança de ares, tendo um pouco de alegria em sua vida, eu sei que ela necessita disso.

— Estou com vocês. – Viramos para Emmett, vendo ele sorrir para nós. – Eu mal a conheci e notei o quanto ela precisa de pessoas importantes assim, vocês são o casal mais persistente que já conheci e tenho certeza que farão o que é melhor para ela. – Sorri para ele. – Confio no que acreditam.

— É importante ter seu apoio, Emmett. – Edward deu alguns tapas em seu ombro. – Obrigado por acreditar em nós e também, por ter cuidado de Andrew no dia anterior. – Seu irmão sorriu, dando de ombros.

— Eu amo meu sobrinho, posso cuidar dele sempre que precisar, nunca será uma tarefa árdua. – De repente ele fez uma careta e eu revirei meus olhos, já prevendo o que seria. – É claro, menos quando ele insistir em me chamar às seis da manhã para trazê-lo para casa. Certifique-se que ele estará ‘sem saudade’ de vocês, quando foi dormir no mesmo lugar do que eu. – Soltei uma risada e Edward seguiu-me. Emmett riu e então abriu um grande sorriso. – Enfim... e minhas panquecas?

Pov Edward.

Passei meus braços em volta do corpo de Bella e puxei-a para cima, tirando-a do sofá em que tinha adormecido. Ajeitei minha namorada em meu colo e caminhei para fora da sala de TV, subindo mais um lance de escada e chegando ao terceiro andar, indo em direção ao nosso quarto. Empurrei a porta e fui até nossa cama, depositando-a com cuidado sobre o colchão. Arrumei-a sobre a cama e tirei os sapatos que vestia, jogando os calçados no chão. Puxei o edredom que estava na ponta da cama e cobri até sua cintura, já que sabia que Bella odiava cobrir-se completamente, quando não estava tão frio assim.

Lentamente, sentei-me ao seu lado e suspirei, olhando seu bonito rosto adormecido. Tirei alguns fios de cabelo que estavam sobre sua testa e inclinei-me, deixando um demorado beijo sobre seus lábios, sorrindo ao ouvi-la chamar meu nome durante o sono. Deus, não sabia descrever o quanto amava aquela menina/mulher, ela era incrível em todos os aspectos. Primeiro, dava-me uma chance perfeita, abrindo espaço em sua vida para que eu entrasse. Segundo, adotava Andrew como se fosse seu filho verdadeiro, amando-o em mesmas proporções. Terceiro, amou-me de uma maneira inexplicável, assim como era meu sentimento por ela. Quarto, deu-me um dos maiores presentes que eu poderia querer, que era gerado em seu ventre nesse exato momento. E quinto, ela ajudava Chloe de uma forma madura e experiente, protegendo a pequena garota desconhecida com unhas e dentes. Eu não sabia verbalizar a maravilha que Bella era como mulher e ser humano, porque ela com certeza é uma das melhores pessoas que existe e uma das mais importantes em minha vida. Amo-o como jamais pensei que poderia amar alguém.

Suspirei e levantei sua blusa, que ela tinha colocado depois do café, empurrando o tecido até estar abaixo de seus seios. Inclinei-me beijei demoradamente sua barriga já com um tamanho considerável. Sorri com a protuberância em sua pele e massageei delicadamente, soltando um longo suspiro ao ver o quanto minha vida estava sendo perfeita. Eu mal podia esperar para ter aquele bebê em meus braços, amando-o tanto quanto amava Andrew, ele seria uma pessoa a mais que eu daria de tudo para fazer feliz, protegendo-o como se fosse minha vida. Já amava meu segundo filho do fundo do meu coração, somente em estar ali ele era perfeito, desejava, mais do que tudo, que fosse exatamente uma mistura entre Bella e eu. Sorri e outra vez beijei seu estômago.

— Amo vocês. – Sussurrei e acariciei sua barriga mais uma vez, antes de abaixar sua camiseta. Sorri e dei um beijo no rosto da mulher da minha vida, suspirando contra sua pele quente, soltando mais um sorriso deslumbrado ao ouvi-la dizer meu nome inconscientemente. – Você é uma das pessoas que eu mais amo nessa vida, Bella. – Respirei fundo e levantei-me, vendo minha namorada mover-se durante seu sono e ficar de bruços na cama, exatamente do jeito que gostava de dormir. Aproximei-me e ajeitei novamente o edredom sobre ela.

— Edward? – Olhei para a porta e Emmett sorriu para mim, apoiando-se no batente da porta de meu quarto. – Sabe, eu gosto de ver o jeito que você comporta-se com Bella. – Arqueei uma sobrancelha e afastei-me dela, caminhando para perto do meu irmão. – É sério, Edward, nunca vi tanto amor entre duas pessoas. Como eu tinha dito a ela mais cedo, quando foi contar-me sobre o jeito que você cuidou de Chloe, eu tenho orgulho do meu irmão. – Sorriu para mim e eu retribui, respirando fundo ao dar-me conta de quantas pessoas importantes eu tinha comigo e sempre ao meu lado. Eu jamais pensei que minha família poderia ser tão incrível.

— Obrigado, Emmett, é muito importante tê-lo ao meu lado, apoiando-me. – Ele assentiu para mim e caminhou para o corredor, afastando-se da porta. Saí do quarto e fechei-o, encostando-me na parede ao lado do batente, cruzando meus braços. – E as crianças? – Perguntei, lembrando-me que tinha pedido para que ele cuidasse delas enquanto eu colocava Bella para dormir confortavelmente em nosso quarto.

— Bem, Andrew desistiu dos quebra-cabeças, disse odiar o jogo. – Sorri, vendo meu irmão rir, como se lembrasse do jeito do sobrinho. – Chloe também não quis mais, e então agora ambos estão desenhando. – Arregalei meus olhos, lembrando-me de uma vez que Andrew tinha pedido para pintar.

— Puta merda, diga-me que meu filho não está desenhando, mais uma vez, na parede do apartamento. – Supliquei e meu irmão riu.

— Relaxa, cara, eu entreguei as folhas e os lápis de cor que encontrei na estante de brinquedos dele. – Suspirei aliviado. – Andrew já andou fazendo arte pela casa? – Questionou em divertimento e respirei fundo, lembrando-me do ano passado, quando meu campeão avisou não ter encontrado folhas para poder pintar, então resolveu decorar a sala que, segundo seu ponto de vista, era branca demais.

— Nem queira saber. – Encostei minha cabeça na parede. – Chloe é incrível, não é? – Sorri, lembrando-me de vê-la sorrir constantemente agora, sempre divertindo-se com Andrew. Tínhamos passado a manhã, almoço, e agora, começo da tarde, juntos, e não poderia ser uma experiência melhor.

— Ela é ótima, cara, fico feliz de poder ver alegria em seus olhos, porque da maneira que que Bella e você contaram-me, ela estava horrível ontem. – Assenti, confirmando. – Andrew parece feliz ao estar interagindo com outra pessoa da sua idade.

— Ele está. – Franzi meu cenho, refletindo sobre os amigos de Andrew... pessoas da idade dele... o dia de hoje... – Ei! Por que ele não foi para o colégio? – Arqueei a sobrancelha para meu irmão, vendo-o arregalar seus olhos. – Merda, Emmett, você esqueceu?

— Nossos pais estavam dormindo quando Andrew invadiu meu quarto, às seis em ponto, dizendo o quanto queria matar a saudade de seus pais. – Narrou e eu gemi, esfregando meu rosto. – Eu não queria levantar, mas aquele garoto insistente acabou convencendo-me. Então, aqui estamos! – Abriu os braços alegremente. – Vamos, sorria, cara, ele ficou contente em vê-los e conhecer uma nova amiga. – Sorriu enormemente e eu semicerrei meus olhos, fazendo-o bufar. – Sim, eu esqueci! Eu estava grogue de sono e nem imaginava que, ao invés de trazê-lo até aqui, tinha que levá-lo para a escola. – Grunhiu. – Não me culpe, não estou acostumado com rotinas de garotos de sete anos de idade. – Respirou fundo. – Foi mal.

— Péssimo. – Grunhi. Ficamos alguns segundos em silêncio e por fim suspirei, balançando a cabeça. – Mas agora foi, não adianta ficar lamentando-se. – Passei minha mão por meu cabelo. – Acontece que, estávamos tão pilhados sobre a vinda de Chloe, que nem lembramos do dia em que estamos, por isso nem liguei as datas sobre o colégio de Andrew. – Respirei fundo. – Imaginei que fosse sábado, afinal nem fui para a empresa, minha secretária deve estar pirando por lá, sequer avisei-a. – Agarrei meu cabelo. – Tudo está corrido demais, nem consegui conversar com minha irmã e Rose hoje. – Grunhi contra as palmas de minha palma.

— Porra! – Emmett gritou, fazendo eco no corredor silencioso. Tirei minhas mãos do meu rosto e olhei feio para meu irmão. Ele grunhiu baixinho ao receber meu olhar repreensor. – Desculpe-me, as vezes esqueço que não posso falar dessa forma perto de crianças. – Riu e em seguida aproximou-se de mim, abraçando-me pelos ombros e puxando-me para perto dele, olhando-me com um grande sorriso. – Agora que você tocou no assunto de Alice, Rose e Sábado, eu lembrei-me que as duas preciosidades foram até a casa de nossos pais ontem, sabe, para um jantar, e então, ambas explodiram em uma alegria incrível ao nos dizer sobre a novidade que meu irmãozinho querido está planejando para esse dia. – Moveu as sobrancelhas sugestivamente e eu ri, assentindo. – Puta merda, então é sério! – Levantei uma sobrancelha. – O que? Rose e Alice são estranhas quando se juntam, eu nem sei o quanto posso acreditar nelas, mas... caralho, é sério mesmo! – Riu animado, ficando de frente para mim e colocando uma mão em cada ombro meu, balançando-me. – Irmão, você é fodidamente incrível!

— Obrigado, Emmett, mas eu agradeceria se você soltasse-me e parasse de gritar palavrões. – Sorri e ele riu, desculpando-se e tirando suas mãos de meus ombros. – Eu comecei a planejar as coisas com Rosalie há algum tempo, afinal Alice ainda estava em lua de mel, então pedi para a loira buscar informações sobre o Central Park estar livre no dia primeiro de Julho. – Contei-lhe a história, sorrindo ao lembrar-me que estávamos perto demais do dia, nem conseguia aguentar-me em relação a isso. Ainda havia o medo de nada acontecer como esperado, mas como minha irmã tinha dito, vamos dar tempo ao tempo. Alice também mandou-me calar a boca e concentrar-me em tudo sair como ‘encomenda’, mas ela sempre foi dessa maneira. – Desde então estamos planejando sobre tudo. No meu aniversário, conversei com minha irmã e foi por isso que as duas loucas estavam gritando aos quatro ventos. – Rolei meus olhos ao lembrar do quão indiscretas elas eram e Emmett riu, parecendo entender-me. – Eu sempre mantenho contato com elas, é importante para mim saber como anda tudo e segundo nosso último encontro ontem, as coisas caminham para o final e tudo está perfeito. Alice não parava de saltitar de alegria. – Sorrimos um para o outro. – Eu estou feliz, Emmett, e sei que esse é o próximo passo a seguir, porque eu sei que não é uma mudança muito grande, porém é importante para mim. – Ele sorriu, tocando meu ombro e dando um aperto gentil. – Só quero seguir exatamente como desejei a vida inteira, mesmo estando em meu inconsciente. Agora eu sei o que eu desejava. – Respirei fundo. – Pedi para elas encarregarem-se de conversar com toda a família, mas supliquei para Alice deixar Andrew de fora, eu quero conter-lhe a novidade, é algo que eu simplesmente preciso fazer. – Sorri, soltando um longo suspiro.

— Eu fico imensamente feliz por você, Edward. Não passamos muito tempo juntos, sei disso, mas também tenho a completa certeza de que eu amo você demais como meu irmão, afinal, eu sempre soube que faltava algo em nossa família, só não fazia ideia do que era. – Sorriu em minha direção, soltando um longo suspiro. – Foi importante demais reencontrá-lo, Edward, porque agora eu sinto como minha família está completa. E sei, que é dessa maneira que deveria ser, desde o princípio. Mas acontece que nada segue o caminho certo, e talvez essas linhas tortas, tenham feito toda a diferença para nós estarmos exatamente aqui e agora. – Sorri para meu irmão e aproximei-me dele, abraçando-o de forma apertada, recebendo isso em troca. – Desejo que seja ainda mais feliz do que já está sendo, Edward.

— Obrigado, Emmett, é importante demais ter você por aqui. – Respirei fundo. – Eu também sempre senti-me perdido em minha vida, sabia que faltava algo e que nada daquilo que eu vivia era para sempre, porque algo dizia-me que tinha algo para acontecer, mesmo que demorasse. Você tem razão. Passamos por estágios complicados, mas eles nos trouxeram até o dia de hoje, ao momento da felicidade que fomos destinados a sentir. – Senti-o apertar-me e afastar-se lentamente em seguida, sorrindo para mim.

— Agora, aproveita que sua namorada está dormindo e vá conversar com Andrew, eu realmente quero passar um tempo com Chloe e conhece-la melhor. – Assenti, apertando seu braço.

— Obrigado.

— Sempre que precisar, irmão. Vou esperar a pequena na sala de TV, estou louco para assistir Meu Malvado Favorito 3! – Levantou os braços animados, e ri ao vê-lo descer as escadas rapidamente para o segundo andar.

Dirigi-me para o quarto de onde saía risadas e sorri ao encontrar Andrew e Chloe sentados no chão, estavam no meio de vários lápis de cor jogados, assim como folhas em branco e outras desenhas. Eles riam e pareciam competir durante o desenho que rabiscavam rapidamente.

— Divertindo-se? – Chamei a atenção de ambos e eles ergueram seus olhos para mim, sorrindo.

— Muitão, papai! Chloe e eu estávamos vendo quem desenhava melhor um carro, e antes fizemos desenhos de olhos fechados, competindo para ver quem fazia o maior número de rabiscos abstratos. – Abriu um grande sorriso em minha direção e eu caminhei até eles, agachando-me perto da roda de desenhos que tinham feito. – Não é incrível?

— É sim, campeão, está tudo ótimo. – Beijei sua testa e peguei algumas folhas do chão, sorrindo ao visualizar os desenhos infantis. Eram finos e mal tracejados, porém deveras maravilhosos. – Você também desenha de forma incrível, Chloe. – Toquei seu cabelo, ganhando um lindo sorriso em troca. – Fico feliz ao vê-la bem.

— Eu sinto-me bem, Edwald. — Sorriu ainda mais, largando o lápis que segurava. – Andrew é incrível, assim como vocês tinham me contado ontem, adorei conhece-lo e brincar com ele. – Assenti, beijando sua bochecha.

— Ah! Emmett está divertindo-se na sala de TV, procurando Meu Malvado Favorito 3 para assistir, sempre sendo uma eterna criança. – Pisquei para os pequenos, vendo-os sorrirem para mim. – Você adora desenhos, Chloe, quer assistir com ele?

— Oh, meu Deus, claro que sim! – Ficou de pé na hora, saltitando em animação. Eu não sei o que senti ao vê-la tão feliz, muito diferente de ontem, entretanto era um sentimento maravilhoso e muito bom. – Eu posso ir até lá? – Perguntou animada.

— Claro que sim, ele já deve ter começado a assistir. Andrew e eu iremos em um segundo. – Ela assentiu animadamente e correu para fora do quarto, chamando por Emmett de forma energética.

— Ela é uma pessoa ótima, papai. – Andrew comentou e eu sentei-me no chão, olhando-o continuar seu desenho. – Eu percebi que ela fora bem triste, mas nós podemos mudar isso, não é? – Ergueu seus bonitos olhos claros para mim. – Você ajudou-me a ficar feliz, então a mamãe, você e eu podemos ajudar Chloe também. – Sorriu lindamente e eu assenti, pegando-o em meus braços e puxando-o para perto de mim.

— Claro que podemos, campeão, e é exatamente isso que faremos. – Beijei seu cabelo, sorrindo ao notar o quão compreensível meu pequeno era, apesar de amadurecer cedo demais, Andrew era uma criança maravilhosa. – Eu vim para conversar sobre algo sério, Andrew. – Seu cenho franziu-se de repente.

— É... é algo grave? – Perguntou temeroso e eu dirigi-lhe um sorriso, tentando acalmá-lo conforme mexia em seu cabelo.

— Não, campeão, é sério no sentido de permanente. – Pisquei-lhe. – Olhe, toda nossa família sabe e eu resolvi contar a você por conta própria, entretanto a mamãe não pode saber antes do dia certo, tudo bem? – Sua sobrancelha clara ergueu-se e ele encarou-me curiosamente.

— E por que não? Sempre contamos tudo para a mamãe.

— Eu sei que sim, Andrew, mas... bem, digamos que será uma surpresa. Promete que guardará segredo? – Meu pequeno ergueu seu dedo mindinho e eu ri. Ergui meu dedo mindinho e entrelacei ao seu, firmando nossa promessa.

Em seguida puxei meu pequeno para mais perto e aos poucos fui narrando tudo o que havia acontecido nessas últimas semanas. O segredo que eu compartilhei com Rose, e modo como ela juntou-se com Alice e ambas começaram a planejar tudo com minha supervisão. Falei tudo para Andrew, desde a minha decisão, aos preparativos, e até meus sentimentos envolvidos em cada parte dessa organização. A cada vez que eu falava-lhe algo novo, podia ver os olhos brilhando em alegria, arregalando-se com as novidades, assim como algumas lágrimas formavam-se e também o bonito sorriso de felicidade que ele estava mostrando-me. Todos os sentimentos que Andrew transmitia-me, era mais uma certeza que eu estava fazendo tudo certo.

Eu estava feliz, absurdamente feliz e de uma maneira que nem pude sonhar estar algum dia. Sempre desejei uma família e torci a cada dia, para que os dias que sucedessem aos meus martírios de infância, fossem melhores e rogados de coisas boas. Bem, eu fui presenteado pela melhor coisa que poderia desejar: Felicidade.

Eu era feliz, amado, desejando um futuro ainda melhor, permitindo-me sempre sonhar mais e mais. Alice foi a primeira a ajudar-me a melhor, depois veio minha vida, que é Andrew, e por último chegou Bella, fazendo toda a mudança que eu precisava para uma vida ainda melhor, uma vida que tirasse-me completamente de toda a escuridão que perseguia-me. Foi por causa dela que eu mudei. Por sua culpa, eu tive minha família reconstruída. Em razão de ela ter entrado em minha vida, eu me permiti criar expectativas e perspectivas melhores. Isabella deu-me algo para acreditar, ela deu-me amor, ensinou-me a amar e a cada dia a mais vem entregando-me a mais repleta felicidade.

Era assim que as coisas tinham que ser. Emmett falou a mais pura realidade antes: Andamos por diversas linhas tortas, porém elas nos trouxeram até o dia de hoje, fazendo-nos acreditar que a vida poderia ser boa, bastava você persistir até conseguir todos seus sonhos. Eu era uma pessoa assim e continuaria sendo para sempre, porque eu tinha motivos para isso: Andrew, a mulher da minha vida, meu futuro filho e todos da minha família. Sempre batalharia para coisas melhores, assim como estava fazendo agora. O planejamento para sábado, era apenas o começo de toda uma vida repleta de alegria e amor.

“Continua...”

Notas finais
N/A (Cintia Cullen): Então? Como foram as reações em mais um capítulo de NIL? Sinceramente, esperam que todas tenham sido positivas e que meus leitores maravilhosos tenham gostado de todas as descrições. Eu realmente amo exaltar as emoções dos personagens e fico imensamente feliz quando vocês dizem que isso da certo e conseguem sentir-se dentro da estória, fazendo-me cumprir a minha mente. Eu realmente adoro saber que todos consigam emocionar-se juntamente com cada personagem da estória, colocando-se no lugar. É esse meu objetivo: Fazê-los sentir-se inteiramente em cada fragmento da fanfic. Obrigada por todas as belas palavras que entregam-me quando comentam nos capítulos. Vocês são maravilhosos e não posso agradecer a tanto carinho disponibilizado, sinceramente, meus amores, vocês conseguem fazer-me ficar ainda mais feliz ao escrever. A escrita sempre foi a minha paixão, porém com o apoio que transmitem, isso dobra de uma forma incrível. Agradeço, do fundo do meu coração, por apoiarem-me tanto. Obrigada. ♥ Bem, está na minha hora, a semana estará lotada de provas e trabalhos. Torço para que cada dia dessa semana seja recheados de coisas e notícias boa. Tenham uma maravilhosa semana. :3