Never It's Late.

37 Amando ainda mais.


Notas iniciais
Eeei, amores! Finalmente voltei, hein? Perdoem-me pela falta de postagem na semana passada, porém minha inspiração não colaborou de forma alguma, acho que foi alguns estresses que fizeram-a sumir. Infelizmente não consegui escrever absolutamente nada até o sábado (28), por isso não postei nada antes. Bom, consegui terminar o capítulo (Mais uma vez grande :D), estou torcendo muito para que gostem de todo o desenrolar. Enjoy ;) ~~29/10/17~~

Amando ainda mais.

Pov Bella.

Sorri para os pequenos que conversavam animados na mesa do café da manhã. Chloe, finalmente, possuía um brilho maravilhoso em seus olhos, parecendo realmente feliz enquanto escutava as brincadeiras que Andrew fazia, contando sobre suas diversas travessuras. Sobre meu campeão nem havia o que comentar, afinal, quando era que Andrew não estava sorridente e feliz? Amava suas manias e seu jeito, pois apesar da maneira requintada de falar para alguém de apenas sete anos, o sorriso inocente e a felicidade caracterizavam sua criança de ser. Ver Andrew sempre feliz daquela forma não tinha preço. E depois de tudo o que ele passou, saber que agora sua mente focava-se no presente e não nos maus tratos, era uma dádiva e alegria enorme para Edward e também para mim.

— Sonhando acordada, amor? – Sobressaltei-me ao ouvir a voz muito próxima de meu ouvido, assim como os braços passando em minha volta. Edward soltou uma risada e deu um longo beijo em meu pescoço. – Nem precisa mais responder-me. Notei só pelo seu susto. – Suas mãos desceram lentamente para minha barriga e sorri, entrelaçando meus dedos com os dele. – Como vocês estão hoje?

— Acordei muito enjoada. – Respondi, soltando um longo suspiro. – Parece que existe um redemoinho em meu estômago. – Fiz uma careta, virando-me nos braços de Edward. Encostei-me no balcão e apoiei-me em seus ombros, olhando para seu rosto e vendo um sorriso divertido formado em sua boca.

— Comeu alguma coisa? – Arqueou uma sobrancelha, descendo seus olhos até minha barriga protuberante, como se pudesse enxergar alguma coisa a mais ali.

— Não consigo. – Resmunguei, aproximando-me mais de meu namorado e encostando minha cabeça em seu peito. Podia não estar fazendo nada, porém sentia-me exausta. – Eu levantei da cama tonta, então se eu apenas pensar em comida fico com vontade de vomitar coisas inexistentes. – Choraminguei, aconchegando-me mais contra ele. – Agradeci aos céus pelas crianças desejarem somente cereais para esta manhã, não aguentaria o cheiro de comida.

— Isso vai melhorar logo. – Senti um beijo em meu cabelo. Uma de suas mãos deslizou até minhas costas e começou a acariciar minha coluna, fazendo-me suspirar. – É como a doutora disse: Dura nas primeiras semanas.

— Tomara. Não aguento mais. – Fechei meus olhos, enrolando meus braços ao redor do corpo de Edward. – Você vai comigo na consulta da semana que vem?

— Claro que sim, querida. – Edward separou-se de meu abraço e meus olhos abriram-se automaticamente, buscando pelo seus. – Chloe foi chamar-me há alguns minutos, antes de começar a tomar seu café da manhã. – Franzi meu cenho e assenti, demonstrando que eu estava acompanhando-o. – Ela disse-me, antes de descer da cama, que quer nos contar tudo o que aconteceu com ela. – Minha boca abriu em choque e percebi Edward engolir em seco e aproximar-se mais de mim, encostando sua testa na minha. – Seja o que for, Bella, consegui perceber o medo passando por seus olhos. – Suspirei lentamente. Seria uma parte difícil. – Ela falou que não tem o que esconder da gente, pois sua confiança por nós surgiu no dia em que demonstramos carinho por ela. – Sorri um pouquinho e ergui minha mão, massageando seu queixo, onde estava sua barba rala. Deus, adorava-o assim. – Eu temo o que tenha acontecido com Chloe, amor, mas admito que estou aliviado por ela querer nos contar por conta própria. Eu quero conversar com Jenks, pois sua formação “real” é advocacia, acho que ele poderá nos ajudar com a justiça. – Soltei uma risada com as aspas que Edward utilizou, entretanto assenti, concordando.

— Eu... hmm... – Baixei meus olhos, mordendo meu lábio inferior com receio de contar isso a Edward. Nós confiávamos um no outro, porém era algo muito maior. – Pode parecer demais, entretanto, eu... – Mordi minha boca novamente, olhando para Edward sobre cílios, vendo-o franzir o cenho em minha direção. Engoli em seco e fechei meus olhos, concentrando-me para falar coisas coerentes. Respirei fundo algumas vezes, tentando acalmar meu coração que parecia ter disparado de um segundo para o outro.

Eu tenho apenas dezenove anos e ainda sou muito jovem, isso é fato, entretanto eu sinto-me mais madura do que qualquer pessoa mais velha do que eu. Sei que ainda curso minha faculdade, acabei de conhecer o homem da minha vida e já adotei seu filho como o meu também, sem contar que carrego um bebê em meu ventre, mas eu não consigo guardar meus desejos no fundo do meu coração. Sei que foram poucos meses, só que somente esse tempo pareceu-se anos, tanto por meu amadurecimento, como pelas coisas que aconteceram em minha vida. Tinha tantas coisas para acontecer ainda, só que eu não podia trancafiar meu amor. Conhecemos Chloe há menos de uma semana, também tenho consciência disso, só que eu sinto, no meu coração de mãe, que ela passou por tantas coisas ruins e merece toda a felicidade do mundo, assim como aconteceu com Andrew. Chloe é somente uma garotinha de cinco anos, ela necessita conhecer o mundo infantil e poder ser feliz ao comportar-se como uma criança, sem ser repreendida por qualquer ato que fizesse. Confesso que me assustei quando Edward contou-me sobre a menina ruiva que correu até ele no estacionamento da empresa, foi uma reação espontânea, afinal de contas não é todo dia que isso acontece, e o que eu senti ao olhar nos olhos do meu namorado era indescritível. Edward possuía um olhar de medo, ternura, uma paixão, tudo tão misturado que poderia ser confuso, mas eu consegui decifrar cada sentimento nas orbes esverdeadas. Chloe encantou-me assim que meu namorado demonstrou-me tanto carinho por ela. Não a conhecíamos direito, todavia, as coisas que eu sinto nas vezes que consigo ver um sorriso em seu rosto, ou como ela encanta-me cada vez mais com seu jeito maravilhoso, não deixa-me com dúvidas sobre meus sentimentos: Eu já consigo amá-la.

A garotinha ruiva mostrava-me o que Andrew passou quando acabara de sair daquele orfanato. O modo que Edward comporta-se com ela, é o mesmo do que eu meu, e também espelho-me nas coisas que aconteceu com nosso filho antigamente. Chloe passou por dores, assim como o resto de nossa família, e ela, como todos, merece uma vida feliz e sem amargura. Eu quero dar isso para ela. Sou jovem, tenho duas crianças e nem terminei minha faculdade, porém nada disso importa-me, eu só quero cuidar dessa garota com todo o amor que eu consigo sentir por ela. Quero fazer Chloe feliz, e quero, mais do que tudo, incluí-la em meu coração de mãe.

— Amor? – Senti Edward segurar meu queixo e levantar minha cabeça. Reabri meus olhos e suspirei longamente, mergulhando meus olhos no mar verde, aprofundando-me em todos os sentimentos que ele passava-me. – Ei, querida, por que essas lágrimas? – Arqueou uma sobrancelha confuso, passou seu indicador ao redor de meus olhos. Ri com minha choradeira sem fim e balancei a cabeça, puxando mais uma vez ar para meus pulmões. – Sabe que pode dizer-me qualquer coisa, Bella. – Suas duas mãos seguraram meu rosto e seus dedões fizeram carinho em minhas bochechas, enquanto o mesmo buscava meu olhar, abaixando um pouco seu rosto. – Diga-me o que quiser.

— É mais um pedido.

— Não importa. – Ele deu-me um demorado beijo nos lábios, respirando fundo conforme afastava-se. – É só dizer. – Suspirei outra vez e assenti.

— Sei que é demais, Edward, e você já fez tanto por mim. – Engoli em seco. – Mas eu não consigo refrear meus sentimentos, por isso estou fazendo esse pedido, porém tenha em mente que é uma decisão de nós dois, e se você não concordar, eu posso entende-lo. – Meu namorado fez uma cara agoniada e eu toquei seu rosto. Inspirei e expirei o ar algumas vezes, tentando tomar coragem. – Chloe encantou-me desde o primeiro dia, amor, e eu sinto que tudo o que ela passou é verdadeiro, não consigo imaginá-la mentindo para nós por nada. Sinto, no fundo do meu coração, o seu jeito doce e inocente de ser. Ela passa-me segurança, Edward, sem contar todo o amor que já começo a sentir por uma criança completamente desconhecida para mim. – Funguei, tentando segurar minhas lágrimas que começavam a lutar para sair. – Assim como você, sinto-me aliviada por ela querer contar-nos por conta própria sobre sua vida, porque, mais do que tudo, quero fazer o que estiver ao meu alcance para ajudá-la. – Aproxime-me dele, inspirando fundo. – Quero ficar com ela, amor. – Disse-lhe finalmente, já podendo sentir uma lágrima cair lentamente por meu rosto. – Eu preciso tê-la ao meu lado. Algo me diz, que ao ficarmos com Chloe, poderemos mudar o futuro que ela teria em um orfanato longe de nós. Só quero mantê-la em segurança e bem. Preciso fazer por ela, a mesma coisa que você fez por Andrew: Dar-lhe um lar, uma família e todo o amor que precisar. – Disse tudo em um sussurro, fechando meus olhos quando terminei, tentando segurar, mesmo que inutilmente, toda a enxurrada de lágrimas que veio a seguir. Senti Edward circular seus braços em meu corpo e puxar-me com força contra ele, apertando-me em um abraço. – Precisamos cuidar dela. – Sussurrei fracamente, soluçando baixinho.

— Shiuuu... – Edward depositou um beijo em meu pescoço e eu afundei meu rosto em seu peito, abafando meus soluços contra sua camiseta. Meu namorado firmou seus braços em mim e deitou sua cabeça em meu ombro, esperando o meu tempo. Suas mãos acariciavam minhas costas, como se quisesse transparecer-me confiança e cuidado, ajudando-me a acalmar-me aos poucos. – Não precisa ficar assim, Bella, por favor, detesto ouvir seu choro sofrido. – Falou com uma voz agoniada, embalando-me em seus braços, movimentando-nos de um lado para o outro, lentamente. – Acalme-se... shiuuu... está tudo bem. – Senti mais um beijo em minha pele e eu apertei meus olhos, respirando fundo aos poucos. Passamos mais alguns minutinhos em silêncio, deixando o ambiente encher-se com as vozes alegres das crianças, que estavam sentadas na mesa de jantar, um pouco longe para não se preocuparem com todo o meu choro. – Melhor? – Edward questionou-me, notando que eu já não chorava mais, apenas estava concentrando-me para respirar normalmente.

— Sim. – Respondi-lhe, engolindo em seco ao senti-lo afastar-se aos poucos de mim. Edward tomou uma distância considerável, suficiente para poder olhar em meus olhos. Olhei para baixo e segurei suas mãos nas minhas, entrelaçando nossos dedos. Sorri ao senti-lo apertar minha mão na sua, fazendo-me levantar os olhos novamente até os seus. – Obrigada por sempre estar comigo. – Agradeci-o e apenas vi o maravilhoso sorriso formar-se em seus lábios.

— Não precisar agradecer-me por isso. Sempre estarei ao seu lado. – Piscou em minha direção, deixando um beijo em minha testa. – E sobre o que me disse, só quero sua felicidade, querida, nada a mais do que isso. E além do mais, você não precisava ficar desse jeito, apenas por pedir uma coisa que eu também desejo, mais do que tudo. – Arregalei meus olhos, tentando encontrar algum vestígio de brincadeira em seu olhar, porém tudo o que eu conseguia perceber, era o amor reluzindo ali. – Eu senti algo por Chloe, no momento em que meus olhos captaram aquela garota assustada agarrada as minhas pernas. Quando eu notei o pavor que ela estava sentindo, a única coisa que eu queria fazer, é tirar aquilo que brilhava tanto em seu olhar. Era angustiante ver todo o medo estampado nos olhos verdes. – Ele engoliu em seco, respirando fundo. – Eu estou feliz que tenha tomado essa decisão, querida, sei por tudo o que passou e também tenho consciência do quão jovem é para todas essas coisas pelas quais está passando, mas eu não consigo expressar o tanto de alegria que eu estou sentindo. – Soltou um sorriso lindo. – Ao dizer-me isso, mais uma vez você comprova que eu não poderia escolher uma mulher mais perfeita para mim. – Mordi meu lábio inferior, sentindo-o aproximar-se e subir suas mãos até minha barriga. – Você deu-me todos os motivos para continuar seguindo em frente, Bella. – Fechei meus olhos, sentindo-o encostar sua testa na minha. Sua respiração tocou meu rosto e eu suspirei, sentindo meu coração bater rapidamente em meu peito, mostrando-me toda a alegria que eu sentia por ter aquele homem incrivelmente perfeito ao meu lado, amando-me com toda sua intensidade. – Eu te amo, mais do que possa imaginar. – Um sorriso moldou-se em meus lábios e eu inclinei-me para mais perto dele, sentindo, com satisfação, sua boca tocar a minha logo em seguida.

Meus braços subiram para seu pescoço e eu puxei-o para mais perto de mim, aproximando meu corpo do seu. Edward segurou-me por minha cintura e suspirei contra seus lábios ao senti-lo puxar-me contra si, apertando-nos em um abraço, conforme beijava-me com mais intensidade a cada segundo. Minha boca buscava a sua com fervor, assim como a sua correspondia-me. Meus lábios entreabriram-se e um gemido baixo escapou de mim quando senti sua língua tocar meu lábio.

— Melhor pararmos, Edward. – Disse com dificuldade, separando nossos lábios um pouco. Ele confirmou em um sussurro, porém em seguida voltou a beijar-me, como se não tivesse compreendido o que eu tinha falado. Grunhi contra sua boca e abracei-o novamente, buscando seus lábios com a mesma intensidade.

— Mãe! Pai! – A voz de Andrew preencheu meus ouvidos e eu suspirei longamente, segurando meu namorado por seus ombros e afastando-o um pouco de mim. – Preciso de mais chocolate quente... – Franzi meu cenho quando sua voz interrompeu-se de repente. – ...ah! A Chloe também quer.

— Já vai, querido. – Respondi-o fracamente, puxando meu ar aos poucos. Suspirei quando me desgrudei de Edward e voltei a ficar encostada no balcão, erguendo meus olhos e encontrando os seus brilhando com luxúria. – Não me olhe assim. – Resmunguei, cruzando meus braços e erguendo meu rosto, puxando o ar para tentar acalmar-me e tirar aquele calor de mim.

— Tudo bem. – Senti-o ficar mais perto e abraçar-me delicadamente. – Voltando ao assunto de antes, eu quero deixar claro que adotar Chloe é uma decisão certa para nós. – Meus olhos focaram-se nele e Edward sorriu, beijando minha bochecha. – Eu pensava nisso, Bella, mas eu sempre espero sua opinião. Você é a pessoa mais jovem e eu tenho que respeitar seus limites. E, fico completamente grato por toda a maturidade que você possui. – Piscou, fazendo-me rir. – Obrigado por isso.

— Não me agradeça, só quero fazer o que o meu coração está mandando. – Sorrimos um para o outro e eu beijei seu queixo, suspirando baixinho. – Nós estamos caminhando para o caminho certo.

— Você não faz ideia. – Sorriu lindamente e abraçou-me, fazendo-me deitar meu rosto contra seu peito. Arqueei uma sobrancelha com seu tom de voz, ficando confusa, mas por fim dei de ombros e fechei meus olhos, apertando meus braços ao redor de sua cintura.

[...]

— Não gosto de conversas sérias. – Andrew resmungou no colo do pai, fazendo-me rir com sua maneira, conforme ajeitava-me Chloe sobre minhas pernas, acomodando-nos no sofá da sala de estar. – Ainda mais de adultos. – Arqueou sua sobrancelha em minha direção e eu sorri.

— É necessário, querido. – Estiquei-me, beliscando seu queixo levemente. – E não é somente de adultos, Chloe quer dizer-nos sobre ela. Você não está curioso? – Seus olhos arregalaram-se e ele assentiu rapidamente, arrumando-se no colo de Edward.

— Eu só quero ajuda-la. – Deu de ombros e beijei sua testa.

— Estaremos com você, Chloe. – Edward disse-lhe, respirando fundo. – Sabe que pode confiar em nós, não é? – Olhamos para a pequena ruiva e ela assentiu, olhando para suas mãos que estavam unidas em cima de suas pernas.

— Eu só tenho medo do que acontecerá depois. – Ergueu seus olhos para mim, fazendo-me perceber a relutância que ela tinha ao dizer-nos sobre sua história.

— Nada de ruim acontecerá depois, querida. – Ajeitei seu cabelo, sorrindo ao olhar em seus olhos. – Edward, Andrew e eu estaremos aqui para apoiá-la, não precisa ter medo de coisa alguma. Nós só queremos saber de você, do porquê de todo o seu medo, pois será dessa forma que poderemos ajudar a superá-los. – Levantei sua cabeça, depositando um beijo em sua bochecha. – É só confiar em nós.

— Eu confio, mais do que tudo. – Suspirou longamente e seus olhos avaliaram Andrew, depois Edward e por último, eu. – Eu cresci com meu p... com o homem que diz ser meu pai. – Começou, voltando a olhar para baixo, diminuindo seu tom de voz aos poucos. Troquei olhares com Edward e ele suspirou, esticando sua mão até a minha e juntando seus dedos nos meus. – Pelas coisas que eu lembro, ele nunca gostou de mim. Sobre minha mãe eu não sei de nada, nunca vi mulher alguma em nossa casa, somente algumas mulheres que saíam pela manhã. Nunca entendi muito bem. – Ouvi-a fungar. – Eu nunca fui bem tratada, pois ele sempre fez com que eu respeitasse ao máximo qualquer pessoa que fosse em nossa casa. Ele me obrigou a falar bem, nunca podia errar uma palavra, senão teria algumas consequências para cada erro. – Engoliu em seco e eu a abracei contra mim, respirando fundo para conseguir lidar com tudo o que ela iria falar. – Apanhei bastante, tem muitas coisas que eu não sei falar, e eu juro que tentei aprender, Bella, mas eu não consigo! – Seus olhos lacrimejados vieram em minha direção e eu acariciei seu rosto, tirando as lágrimas que começaram a escorrer de sua pele. – Ele batia muito em mim, tenho algumas cicatrizes. – Fechei meus olhos, sentindo meu coração afundar com isso. Enquanto dava-lhe banho, no primeiro dia, percebi as marcas em suas costas, negava-me a acreditar que alguém poderia dar cintadas em uma criatura tão fascinante como ela, mas eu só recebia minha confirmação agora. Automaticamente minha mão livre foi para suas costas e eu alisei o local, respirando fundo ao lembrar-me das marcas profundas ali. – Eu não queria aquilo, por isso me esforçava ao máximo para falar tudo, pedir as coisas e jamais sair do meu quarto sem permissão. – Senti sua movimentação e meus olhos seguiram sua mão, vendo que ela tocava o braço esquerdo com força, como se estivesse lembrando de algo.

— Deixe-me ver, querida. – Puxei, delicadamente, sua mão e arfei ao ver a marca de um cigarro em sua pele. Merda, como eu pude ser cega e não ter notado isso antes? Respirei profundamente e abracei-a com força, ouvindo pequenos suspiros e soluços dela. Meus olhos encontraram com os de Andrew e o observei abraçado a Edward, olhando-nos com aflição e olhos úmidos. – Vai ficar tudo bem. – Falei, dizendo isso para todos que estavam na sala. Edward apertou sua mão que estava na minha e eu suspirei profundamente. – Continue, Chloe.

— Todos os dias eram assim. – Relatou, sua voz saindo abafada por seu rosto estar contra meu peito. – Aos poucos fui aprendendo a me comportar como ele queria, então os machucados eram menos frequentes. Mas, de vez em quando, nas noites que ele chegava bêbado, gritava comigo desde a porta de entrada e ia até meu quarto, puxando-me e batendo em mim enquanto dizia coisas confusas. Eu só chorava, não sabia o que fazer, nem consigo entender as coisas até agora! – Apertou-se contra mim. Respirei com calma, tentando não imaginar essas coisas, parecia fazer toda a dor aumentar. Busquei forças ao olhar para Edward e ele piscou rapidamente, tentando afugentar suas lágrimas. Senti-o escorregar no sofá e ficar mais perto de mim e de Chloe, trazendo Andrew consigo. Encostei-me em seu ombro e Edward passou seu braço ao meu redor, passando-me forças, por mais que também estivesse totalmente abalado com as coisas que a pequena dizia. – Há um mês, uma mulher passou a morar conosco. – Sobressaltei-me um pouco, assim que ela começou a falar tão de repente. Senti Edward massagear meu braço e engoli em seco, respirando fundo novamente. – Ela também não era boa. Parecia me odiar, mais do que ele. Descobri que era noiva do meu monstro. – Meus lábios tremeram e logo senti as lágrimas caindo, sem minha permissão. Era assim que descobríamos como as crianças eram verdadeiras. Chloe podia saber que era seu pai, mas mesmo assim, por todas as suas atitudes com ela, a garota sabia classifica-lo como um monstro pessoal. – Comecei a sofrer mais naquela casa, todos os dias eram difíceis e eu não aguentava mais ser a boneca deles. Somente ficava no meu quarto e descia para jantares importantes de amigos ricos, e nesses dias era como um retrato de família perfeita saindo dos quadros que enfeitavam a casa: Todos sorriam e faziam com que eu falasse todas as palavras complicadas que me ensinaram, somente para a aparência. Eles gostavam de me exibir, exatamente como uma boneca moldada à perfeição. – Suspirou longamente e eu fechei meus olhos, tentando segurar-me e não soluçar ao ouvir toda o sofrimento presente em sua voz. – Mas batiam-me sem necessidade, como se isso desse prazer para eles. Eu nunca entendi. Alguns dias atrás foi a gota d’água para mim, Edwald.— Olhei-os, vendo a pequena mexer-se e olhar diretamente para meu namorado, esticando uma mão para ele. – Eu sofri muito pela manhã. Ambos discutiam muito e quando a mulher gritou comigo e saiu rapidamente da casa, o monstro foi até meu quarto e descontou tudo em mim. Chorei tanto naquelas horas de dor e quando eu percebi que ele tinha saído, eu não aguentei, somente troquei minha roupa suja e corri o mais rápido que podia. Não conseguia mais aguentar. Tudo doía e eu... eu não podia ficar naquela casa, não com meus monstros lá dentro. Eu saí pelos fundos e corri pelas ruas, escondendo-me quando via alguém, tinha medo que fosse algum amigo dele ou segurança. – Respirou fundo. – Acabei entrando na garagem daquele prédio enorme, talvez pudesse ficar escondida, só queria ficar longe do lugar que sofri tanto. – Deu de ombros, fazendo-me suspirar. – Então eu vi você. – Olhei para a mão deles e sorri um pouco ao vê-la apertar a mão do meu namorado. – Eu não sei o que me deu, eu só... só senti que deveria confiar em você. Aqui dentro... – Tocou seu coração com a mão vazia, olhando nos olhos de Edward. – ...senti meu coração bater mais forte, como se dissesse-me para correr até você. Eu foi o que eu fiz. Assim que te abracei, Edwald, finalmente pude sentir-me bem, sem todo o peso da dor em meu corpo. – Soluçou e eu não aguentei, deixei meu choro fluir com o seu.

Edward, Andrew e eu abraçamos Chloe ao mesmo tempo, fazendo um abraço quádruplo formar-se entre nós. Podia ouvir o choro baixinho de meu pequeno, o de Edward, de Chloe e o meu também, mas eu não conseguia segurar-me mais, só tinha que abraçar a minha família e tentar buscar meu porto seguro novamente. Ao ouvir toda a história, o sentimento de querer incluir a garotinha ruiva na família só aumentou ainda mais, dando-me mais certeza de que eu tinha razão: Ela precisava de uma família e amor. Chloe foi renegada a vida inteira, assim como aconteceu comigo, com Edward e com o Andrew, até ele ser adotado pelo homem incrível que nos ajudava cada vez mais. Meu namorado agradecia por eu ter entrado em sua vida, quando na verdade, eu quem deveria fazer isso. Nada disso estaria acontecendo se não fosse por ele. Andrew tinha uma vida melhor, eu estava tendo e era assim que Chloe também teria, somente porque Edward resolveu aparecer em sua vida e ajuda-la. Era isso o que ele fazia: Amava cada um como se não houvesse o amanhã, dando o que precisássemos e colocando-nos em primeiro lugar.

Era exatamente por isso que eu sentia que podia amá-lo muito mais a cada dia, afinal, ele somente dava-me mais razões para que isso acontecesse, demonstrando-me o homem perfeito que é. Edward nunca se viu claramente, mas ele é a pessoa mais maravilhosa que existe nesse mundo, ajudando todos e dando-nos a esperança de uma vida melhor. Eu estava apenas sobrevivendo, até o dia em que eu o vi pela primeira vez naquela loja, a partir daquele momento, tudo em minha vida mudou.

— Nós vamos cuidar de você, pequena. – Ouvi a voz rouca soar de repente. – Não precisa mais ter medo, Chloe, eu prometo que nada tirará você de perto de nós e jamais alguém irá tocá-la com essa forma violenta. – Engoli em seco, separando-me aos poucos de nosso abraço, olhando para Edward que olhava-nos com ternura. – Você está conosco agora, e será assim para sempre. – Sorri e observei-o piscar para mim, levando uma de suas mãos até o rosto da pequena, secando suas lágrimas. – Seremos uma família.

— E você será bem-vinda, Chloe. – Andrew disse, fazendo-me fungar ao olhá-lo e ver seu rosto molhado também. – Eu... eu também sofri bastante com minha antiga vida. – Confessou e o observei esticar uma mão, segurando a da pequena que tremia um pouco. – Foi bem difícil para mim, pelas poucas coisas que consigo me lembrar. Também apanhei e as mulheres que eram para cuidar de mim, apenas machucavam-me mais a cada dia, sempre falando mal de mim e de meus pais de sangue, dizendo que eu era o culpado por eles estarem mortos. – O percebi engolir em seco e movi minha mão para seu cabelo loiro, mexendo nos fios. – Fui afundando-me com cada palavra. Estava sem esperança alguma também, Chloe, só sofria e pensava que nunca mais sairia daquilo e que nada poderia mudar para mim. E então, meu pai foi salvar-me. – Ele sorriu, mesclando o incrível sorriso com os olhos úmidos novamente. – Eu ainda estava muito sentido, mas Edward disse-me tantas coisas bonitas, que me convenceu a vir para a sua casa. Também senti que poderia dar uma chance para ele mostrar-me uma vida boa, pois, assim como você falou, meu coração dizia para confiar nele. Eu só tenho a agradecer, porque sei que meu pai também teve uma vida difícil até estarmos aqui, por isso fico ainda mais feliz por ele ter superado seus fantasmas e me ajudado a superar os meus, trazendo-me para uma vida incrivelmente incrível. – Funguei e abracei Chloe, vendo Edward apertar nosso pequeno em seus braços, fungando alto ao esconder seu rosto no pescoço de Andrew. Eu podia ver seus ombros tremerem, denunciando seu choro silencioso. Minha mão foi até as costas de meu namorado e eu acariciei, sorrindo ao notar que dessa vez o choro era de felicidade entre ambos.

— Será assim com você também, querida. – Minha voz saiu rouca por conta do choro, fazendo a ruiva olhar-me com seus olhos cheios de lágrimas. – Sei que pode ser difícil, mas todos nessa família sofreram, nós tivemos um começo muito complicado, assim como o seu. Mas aos poucos, fomos superando, porque demos chances para as pessoas certas entrarem em nossas vidas. – Observei Edward separar-se de Andrew e respirar fundo, olhando-me em meus olhos. – Nós criamos nossos próprios portos-seguros, Chloe. Você é uma menina incrível e merece ter uma vida tão feliz quanto nós estamos tendo, por isso queremos deixa-la sempre alegre e protegida de seus antigos fantasmas. Edward e eu queremos dar-lhe uma vida melhor. – Desci minha mão pelo braço de Edward e agarrei a sua, entrelaçando meus dedos nos seus. – Nós queremos ficar com você. – Confesse-lhe, sentindo um peso deixar-me. Um sorriso instantâneo tomou conta de minha boca e eu soltei uma risada. – Eu só peço permissão para você, querida, porque é você quem diz a resposta final. Nós só queremos seu bem, sempre tenha isso em mente.

— Eu... eu... – Ela soluçou e em seguida abraçou-me apertado, escondendo seu rosto contra meu peito. Sorri com alegria e a apertei contra mim, tendo consciência que ela começava a chorar por causa da felicidade agora. – Claro que sim. – Sua voz baixinha soou abafada. – Tudo o que eu mais quero é ser feliz, ainda mais ao lado de pessoas tão maravilhosas como vocês. – Beijei seu cabelo ruivo e apoiei meu queixo sobre sua cabeça, olhando diretamente para meu namorado e meu filho, vendo o sorriso contente em seus lábios.

— Perfeitamente perfeito! – Ri ao ver Andrew pular no colo de Edward. – Terei mais uma irmã! – Sorrimos para sua alegria contagiante e Edward inclinou-se, selando seus lábios nos meus.

Era mais uma parte incrível de nossas vidas.

Alguns dias depois...

Pov Edward.

— Busquei pelo pai de Chloe e sua possível noiva, mas confirmei que ambos estão fora do país. — Janks confirmou-me por telefone e eu suspirei pesadamente, escorando-me em minha cadeira giratória. – Entretanto, eu tive uma pesquisa formidável sobre a vida dele. — Soltou uma risadinha. ­— Ele é conhecido por tráficos de armas e drogas, pequeno porte, mas ainda resulta em bons anos de cadeia. Assim como os maus tratos que fazia contra sua filha, isso também deixará os policiais bem felizes por colocar um crápula a mais na cadeia.

— Você é incrível, Jenks. – Sorri contente, ouvindo a risada de meu detetive particular. – Espero que ele apodreça atrás da grades, nem quero saber nada sobre ele ou sua vida, só quero deixa-lo bem longe de Chloe. Ela merece ter uma vida tranquila e feliz, fico muito alegre ao notar a felicidade voltando para seus olhos, sem todo o pavor que, infelizmente, cheguei a conhecer.

­- Eu a conheci e concordo com você, Sr. Cullen, a garota precisa de uma boa vida e sei que você e sua namorada farão a coisa certa, conheço-os o suficiente para poder afirmar isso. — Suspirei sorridente, sabendo que viria notícias boas. ­— A assistência social não ficou contente em saber que vocês deixaram Chloe escondida por alguns dias, porém eu consegui convencê-los que era para o bem da garotinha, alegando que ela ainda sofria pelos acontecimentos diários em sua casa, assim como o medo ainda a cercava. Foi difícil, porém um juiz que estava acompanhando-me no caso, pareceu acatar as minhas ideias e resolveu deixar com que Chloe fique com vocês, porém fique esperto que ainda haverá julgamentos e também visitas inesperadas de algum assistente social para saber como anda a convivência em sua casa.

A felicidade que preenchia-me no momento era completamente indescritível. Apenas consegui sorrir e agarrar meu cabelo contente, sentindo meu coração martelar fortemente contra a minha caixa torácica, enviando toda a alegria por todo o meu corpo. Pensei que seria muito mais complicado, porém tenho que confiar muito mais em meu detetive/advogado a partir de agora, porque Jenks era simplesmente incrível por conseguir fazer todas essas coisas. Eu mal podia esperar para contar para Bella à noite, afinal, nosso dia ainda seria repleto de emoções. Finalmente era O Sábado.

— Jenks, eu realmente não sei como posso lhe agradecer. – Disse simplesmente, esfregando meu rosto, conforme soltava uma risada no meio do processo. – Eu estou tão contente por você ter conseguido isso, nem posso expressar o que estou sentindo agora, sério, obrigado, isso é importante demais para mim.

— Sr. Cullen, além de ser o meu trabalho, eu é quem fico feliz em poder ajuda-lo nisso, assim como a Srta. Isabella e toda a sua família. Eu passei com vocês os momentos terríveis e também sei sua história, Senhor, e não sabe o quão alegre fico em conseguir ajudar cada vez mais, podendo vê-lo feliz, finalmente livre de tudo o que passou antigamente. Eu faço mais por satisfação, do que por meu trabalho, porque você merece, Senhor Cullen, mais do que ninguém, ser feliz e realizado.

— Obrigado, Jenks. – Respirei fundo, fechando meus olhos brevemente. – É ótimo ouvir isso de você e ainda por cima, tê-lo ao meu lado em momentos bons e ruins. Agradeço, demais. – Pude ouvi-lo sorrir do outro lado da linha. – Espero-o à noite. – Ele riu, fazendo-me espelhá-lo.

— Com certeza irei, Senhor, não posso perder essa parte de sua vida. — Rimos. ­­— Quem diria que isso aconteceria, não é?

— Existe o momento para todos, Jenks. – Ouvi sua risada. – Eu preciso desligar agora. – Suspirei, vendo a luz do meu telefone da sala acender, assim como conseguia ouvir o toque estridente soar pelo ambiente. – Obrigado por tudo, mais uma vez, e ligue-me para qualquer novidade que tenha. Até à noite.

­— Que isso, sempre estou à disposição, Senhor Cullen. Iremos nos ver à noite no Central Park, mal posso esperar para ver isso de camarote.

Sorri e balancei a cabeça, encerrando a chamada com meu detetive particular.

Como eu poderia sobreviver ao sentir tanta felicidade? Eu nem conseguia acreditar que, finalmente, o grande dia que eu esperava tinha chegado, após tantas preparações escondidas de Bella. Era difícil deixa-la por fora, afinal a mulher era esperta e curiosa, porém com a ajuda de todos meus familiares, inclusive Chloe, consegui deixa-la distraída e conformada que estava tudo normal.

Todos estavam felizes e encantados pela nova integrante que se fazia mais necessária a cada dia. Meus pais, Rose, Jasper, Emmett e Alice amaram Chloe assim que a viram, nem foi necessário as apresentações, a garota incrível consegue transpassar tudo por seu olhar intrigante, cheio de sentimentos. Mas toda a família estava em constante vibração, animados por conhecer uma menina tão maravilhosa que fazia parte dessa enorme família que construíamos a cada dia. Sem contar, que o dia tão esperado havia chegado, fazendo-me enlouquecer um pouco por todos ligarem-me a cada cinco minutos, entretanto fazia parte, eu mesmo estava animado demais para conseguir conter-me.

Não sei se é possível encontrar uma pessoa mais feliz e realizada do que eu neste mundo. Mal posso descrever como sinto-me agora. Eu, uma pessoa que jamais pensei que poderia encontrar a felicidade, não conseguia conter-me de tanta alegria que preenchia-me a cada instante. As pessoas que eu amava, mais do que tudo, estavam comigo, ajudando-me a superar cada dia. A mulher mais incrível nesse planeta era minha, estava o meu lado para qualquer situação, amando-me com a mesma intensidade que eu amava-a, podia sentir isso e ainda comprovar ao olhar nos olhos achocolatados tão vibrantes. Nosso bebê crescia em seu ventre e na consulta de ontem, choramos abraçados ao poder escutar o coração dele pela primeira vez, olhando o pontinho preto na máquina da sala da Dra. Sue. A felicidade completava-se cada vez mais e eu não conseguia verbalizar isso. É um sentimento muito bom, faz meu coração parecer aquecido. Pode ser algo inexplicável, mas eu amo sentir isso, afinal, faz com que eu sinta-me realizado pela primeira vez em minha vida, alcançando todos os objetivos que jamais pensei em ter. O maior deles era uma família. Antigamente eu tinha Alice comigo e eu sempre a amei demais, todavia, tinha consciente que tratava-se sobre uma família construída por mim, a base de um amor que também nunca imaginei sentir. Tudo em minha vida virou de cabeça para baixo quando adotei Andrew, pois foi a partir disso que comecei a dar uma chance para mim. E logo depois, eu conheci Bella e então tudo realmente mudou. Eu comecei a ver o mundo de forma diferente. Ela ajudou-me com isso.

Eu só queria esquecer meu passado, amar e ser amado, poder construir uma família. E eu tenho tudo isso. Andrew, Chloe, Bella e nosso bebê estão comigo a todo instante, assim como o resto de nossos familiares. O que eu mais poderia querer? Eu apenas preciso oficializar isso com a mulher da minha vida, somente para oficializar, porque em nossos corações, já somos completamente um do outro.

— Edward Cullen, eu vou te matar! – Pulei em minha cadeira, vendo minha irmã entrar como um furacão em minha sala, assim como Rosalie que a seguia, arfando. – Você não me atende. – Ergueu um dedo. – Sua secretária idiota queria impedir-me de entrar, helloou, sou sua irmã. – Revirou os olhos, erguendo mais um dedo. Dei uma olhada para trás de Rose e percebi a Srta. Johnson bufar e retirar-se, provavelmente voltando para o seu lugar. – O imbecil veio trabalhar nesse sábado. – Arqueei a sobrancelha, observando-a completar o número três em seus dedos. – E por fim, esqueceu de pegar seu terno na loja! – Gritou, levantando o último dedo, balançando o saco com minha roupa. – Edward, pelo amor de Deus, você está querendo me deixar louca! – Choramingou e caminhou até minha mesa, colocando o terno, delicadamente, sobre a cadeira. – Por que fez tudo errado? – Arqueou uma sobrancelha.

— Eu não sei! – Ergui minhas mãos. – Você falou rápido demais e perdi-me no caminho, mas eu vim trabalhar, porque eu comecei a fazer horas extras há semanas, então minha namorada desconfiaria se hoje eu não viesse. – Bufei. – E Bella anda impossível com suas desconfianças, não poderia dar mais uma para ela. – Ri com sua careta. – Satisfeita?

— Eu enlouqueci, tudo bem? – Jogou-se na cadeira vazia, respirando fundo. – Jasper saiu para uma consulta urgente e eu estava mal-humorada desde que acordei. – Nem era possível perceber. ­— Meus humores deixam-me louca. – Tocou sua barriga, suspirando.

— E levam-me junta. – Rose resmungou, cruzando seus braços. – Ela apareceu em minha casa às seis da manhã, Edward! – Ri, balançando minha cabeça. – Não é engraçado, ainda mais quando seu namorado odeia levantar cedo e parece um zumbi nessas horas da manhã.

— Como estão as crianças? – Apoiei-me sobre a mesa e peguei a mão da minha irmã, acariciando-a. – Você está sentindo-se bem? – Perguntei preocupado, vendo-a sorrir e assentir, tranquilizando-me.

— Estou ótima, Edward, apenas falo demais quando estou nervosa. Nem acredito que é hoje! – Vibrou em seu lugar e eu revirei meus olhos, soltando uma risada com as mudanças bruscas de humor. Estava vivendo isso diariamente em casa, Bella era exatamente igual. Com a diferença que ela poderia bater-me a hora que quisesse e também acordar-me para sexo durante as madrugadas. Algumas horas eram complicadas, porém, outras eram mais do que satisfatórias. – Chloe e Andrew já estão na casa de nossos pais, vibrantes como sempre. – Deu de ombros e eu sorri.

— Andrew contagia Chloe com sua alegria infinita, eu gosto disso. – Beijei sua mão, soltando-a e ficando de pé. Fechei meu terno e dei a volta na mesa, encostando-me nela em seguida. – E Bella, Rose?

— Está em minha casa com minha mãe. – Sorriu alegremente. – Lilian, mais do que ninguém, consegue distrair uma pessoa, ainda mais a Bella, ambas dão-se muito bem. Vão passar a manhã no quarto, com minha mãe arrumando sua namorada, ela nem perceberá as diferenças que começarão a ocorrer nas trocas de roupas. – Piscou divertida e eu ri. – Emmett foi para a casa de seus pais, não podíamos correr o risco de meu namorado soltar a língua, sabemos como ele também pode ser animado. – Revirou seus olhos.

— Ótimo, tudo acontecendo da forma combinada! – Minha irmã pulou animada e veio dar-me um abraço, fazendo Rose dar de ombros e sorrir ao segui-la. Ri e abracei as duas malucas, apertando-as contra mim.

— Eu tenho que agradecer toda a ajuda de vocês, nada seria possível sem ter os dedos mágicos de decorações que ambas possuem. – Apertei-as, fazendo-as rir. – Sério, obrigado.

— Não precisa agradecer, cunhadinho, fizemos tudo com muito gosto, tudo o que queremos é a sua felicidade e a de Bella. – Rose piscou para mim, dando-me um beijo na bochecha. – Desde o início, soube que vocês dois dariam certo, eu sentia isso, Edward. Eu olhava para você e notava a dor que passou, por mais que tentasse esconder, alguma coisa era possível captar. – Engoli em seco e ela sorriu para mim, tocando meu rosto. – E, de alguma maneira, sabia que você seria ótimo para minha amiga/irmã, ambos se completavam, só não conseguiam perceber isso. Bella queria fugir dos sentimentos que a perseguiam, desde que você apareceu na vida dela, eu observava isso, mas esperava o tempo dela para as coisas. Felizmente tudo deu certo e chegamos nesse dia tão incrível. – Abriu um lindo sorriso e eu a retribui. – Eu quem agradeço, Edward, por você conseguir fazer a minha amiga tão feliz.

— É o meu prazer, Rose. – Pisquei. – Ela tornou-se a minha vida, tudo o que eu quero é a felicidade dela, sabe disso. – Ela sorriu, assentindo. – Vamos torcer para as coisas funcionarem como o desejado hoje. – Tanto Rose, quanto Alice, reviraram seus olhos em minha direção.

— Claro que sairá tudo certo, Edward, por Deus! – Alice deu-me um tapa no ombro. – Bella e você se amam, isso é mais do que notável. Ela amará a sua surpresa, isso eu posso garantir-lhe, conheço muito bem aquela morena. – Piscou para mim e eu abracei-a, dando um beijo em seu cabelo escuro.

— Ah! – Rose arfou, fazendo-me olhá-la confuso. A loira saiu de meus braços e correu até a bolsa que estava jogada sobre o sofá ao lado da porta da sala. Alice e eu observamos ela buscar algo na enorme bolsa, e depois de alguns minutos, Rosalie gritou animada ao erguer um objeto tirado de lá. – Eu quase tinha esquecido de entregar-lhe isso. – Abriu um grande sorriso e veio saltitando em nossa direção, exatamente como minha irmã maluca estava acostumada a fazer.

— Você está andando demais com Alice. – Resmunguei e senti um tapa na nuca, fazendo-me rir. Algumas coisas nunca mudavam. – O que estava procurando, Rose? – Franzi meu cenho e ela sorriu abertamente, esticando a caixinha vermelha em minha direção, fazendo-me arregalar os olhos. – Eu pensei que não ficaria pronto a tempo.

— Claro que ficaria, hellooou. – Rosalie riu e eu peguei o objeto de sua mão, olhando maravilhado para os detalhes na caixinha. – Eu não poderia deixar isso ficar de fora, é a parte mais importante da noite. – Alice concordou, balançando sua cabeça rapidamente.

— Agora tudo está completo para hoje. – Sorri feliz, suspirando ao abrir a caixinha, encarando todos os detalhes com cuidado. – Obrigado. – Beijei o rosto de minha irmã e em seguida o de Rose, vendo ambas sorrirem para mim.

— O preço é ser feliz, maninho. – Minha irmã mexeu em meu cabelo, suspirando. – Mas isso você já está sendo, então creio que não será uma tarefa tão complicada. – Sorriu lindamente e eu abracei-a com força. – Fico feliz de estar presenciando esse dia, Edward. Confesso que temia muitas coisas em relação a você, porém conseguiu surpreender-me, maninho. – Beijou meu rosto. – Eu te amo demais, Edward, e sempre desejei sua felicidade, apesar de qualquer coisa. Hoje, mais do que nunca, vejo o quanto você merece ser feliz. – Separou-se para olhar em meus olhos, respirando fundo. – Durante muito tempo fiquei de olhos fechados para as coisas que aconteciam com você, eu sei, mas fique claro que eu nunca deixei de te amar um minuto, e sempre me esforcei ao máximo para conseguir te ajudar a fugir de tudo. Você merecia isso.

— Ter você comigo, Alice, sempre foi uma esperança para continuar seguindo em frente. – Sequei a lágrima que deslizou por seu rosto. – Não se culpe por nada, maninha, eu sei que fez seu máximo para ajudar-me e conseguiu. Olhe onde eu estou agora. – Sorri para ela, fazendo-a abrir um sorriso em meio as suas lágrimas. – Eu sei que tivemos momentos terríveis, porém com sua ajuda, consegui superar cada dor aos poucos, você foi o começo disso. – Ajeitei seu cabelo, respirando fundo. – E apesar dos pesares, você é e sempre será a minha irmãzinha maluca. E eu te amo muito. – Belisquei seu queixo, adorando ver a risada que saiu de seus lábios. – Emmett também concorda comigo, ele te ama na mesma intensidade. Somos todos irmãos.

— Eu sei disso. Obrigada por dar-me uma família maravilhosa, Edward, eu também não poderia estar mais feliz. – Suspirou sorridente e agarrou-me em mais um abraço, fazendo-me sorrir.

— Ah, Deus, amo tanto vocês! – Rose abraçou-nos também e eu ri, passando um braço ao redor da loira, puxando-a para mais perto de nós.

[...]

— Você está um gato! – Chloe piscou para mim, fazendo-me sorrir e piscar em sua direção, conforme deixava minha mãe ajeitar minha gravata.

— Concordo, Chloe, ele está lindo demais. – Esme inclinou-se e beijou minha bochecha, ajeitando meu paletó em seguida. – Eu te amo, querido. – Esfregou meu rosto, tirando a marca de seu batom. – Não sabe o quão feliz estou por fazer parte desse dia. – Olhou-me com os olhos cheios de lágrimas e eu suspirei, puxando-a contra mim.

— Ah, mãe. – Respirei fundo, apertando-a contra mim. – Eu também estou imensamente feliz por estar comigo. – Fechei meus olhos. – Também te amo demais e esse dia torna-se completo por você estar aqui, assim como meu pai. Eu sempre senti falta de carinho fraterno, mas não sabia que era tanto até conhece-los. Vocês são os melhores pais do mundo, queria ter passado toda a minha vida ao lado de vocês. – Funguei contra seu ombro e senti-a afagar meu cabelo.

— Sei que sim, Edward, mas as coisas foram da maneira que tinham que ser. – Assenti, suspirando alto. – Todos sofremos, querido, mas tudo nos trouxe até o dia de hoje. Poderia ser diferente caso nossas vidas fossem perfeitas desde o início. Talvez você não estivesse com a mulher da sua vida agora. – Esme separou-se de mim, sorrindo quando eu olhei em seu rosto. – As coisas acontecem por algum motivo, filho, e então temos que comemorar o caminho que as nossas vidas seguiram. Hoje é um dia maravilhoso, vamos aproveitar isso, recuperando todo o tempo perdido. – Sorri para ela e beijei sua bochecha, respirando fundo.

— Você sempre tem razão, Dona Esme. – Ela piscou divertida e meu pai revirou os olhos, caminhando até nós e abraçando-a pela cintura.

— Não fique enchendo o ego dela filho, isso pode virar contra você depois. – Brincou e sua esposa deu-lhe uma cotovelada, fazendo-o formar uma careta. – Brincadeira, amor.

— Papai! – Olhei para a sala e Andrew surgiu no corredor, correndo na frente de Rose que vinha atrás dele. – Uau! Como você está bonitão! – Sorri para meu campeão e agachei-me, pegando-o em meu colo e analisando-o vestido de terno.

— Você também está lindo, campeão, a mamãe irá amar vê-lo vestido assim. – Pisquei e ele sorriu, abraçando-me pelo pescoço. – Animado para hoje?

— Demais! – Agitou-se em meu colo. – Pensei que esse dia nunca chegaria. – Bufou, fazendo sua franja mover-se, exatamente como acontecia quando Bella fazia o mesmo gesto. Sorri para isso e Andrew riu. – Você está com um olhar tão apaixonado, papai. – Beijou minha bochecha. – Gosto de vê-lo assim. – Abriu um lindo sorrido e eu o espelhei.

— Obrigado, Andrew. Eu sinto-me feliz e apaixonado, então esse é o resultado. – Brinquei e ajeitei sua gravata.

— Incrível! – Moveu sua mão por meu cabelo. – A mamãe irá adorar ver você, papai, sério, está muito bonito. – Piscou e eu sorri, abraçando-o.

— Alice disse-me que está quase tudo pronto. – Rose avisou-me, olhando em seu celular enquanto digitava alguma coisa. – E também avisou que sua mulher está impossível. – Brincou, soltando uma risada. – Eu realmente imagino, Bella odeia ser feita de boneca o dia inteiro, deve estar ficando louca nas mãos de minha mãe e Alice.

— Aposto que ela está maravilhosa. – Olhei para Chloe e sorri, vendo-a parar ao meu lado e abraçar a minha perna. Movi minha mão pelos cachos ruivos e ela ergueu a cabeça, dirigindo-me um incrível sorriso. – Não é, Edwald? Bella é sempre tão linda, hoje vai ficar ainda mais. – Piscou seus bonitos olhos e eu assenti, agachando-me e dando um beijo em seu rosto, enquanto Andrew pulava de meu colo e ficava ao seu lado.

— Concordo muito, Chloe, ela com certeza ficará perfeita.

— Sim! – Disse animada, fazendo Andrew rir. – Será igual a Bela Adormecida. – Sorriu com sua lógica e eu ri, dando-lhe um beijo na testa.

— Eu adoro essa garota, é muito esperta, igual o tio aqui. – Emmett apareceu animado na sala, vestindo seu paletó. – Então, Rose, eu estou um gato, não é? – Piscou para a namorada, fazendo-a ruborizar no meio da sala. Meu irmão riu e abotoou seu terno, indo até a loira e dando-lhe um beijo no rosto. – Eu adoro fazer ela ficar assim. – Sorriu para mim e eu revirei meus olhos.

— Emmett, pare de deixá-la constrangida. – Esme repreendeu-o. – Todos estão prontos? – Perguntou, olhando para cada um de nós. Olhei para meus pequenos e sorri vendo-os conversarem, conforme moviam-se animados pelo local. Andrew estava incrível em seu terno e Chloe rodava ao seu lado, fazendo seu bonito vestido azul claro mover-se com o movimento.

— Para mim, tudo está ótimo. – Levantei-me e dei um longo suspiro. – Podemos ir para o Central Park? – Torci minhas mãos nervosamente e minha mãe sorriu para mim, caminhando até meu lado e abraçando-me.

— Vamos, querido, mas lembre-se ficar calmo, tudo sairá da forma mais perfeita. – Sorri para ela e beijei seu rosto, suspirando.

— Mandei uma mensagem para Alice, avisando que estamos saindo de casa. – Rose avisou, guardando seu celular na bolsa. – Jasper dirigirá para elas, então logo também estarão saindo, rumo ao local tão esperado. – Piscou e caminhou em minha direção, dando-me um beijo. – Fiquei sabendo que Bella está maravilhosa. – Emmett fez um “joia” com seu dedão e seguiu a namorada, indo em direção ao elevador.

— Vamos! – As crianças pularam animadas e ouvi meu pai rir, piscando para mim e abraçando minha mãe pela cintura, caminhando para o elevador também. – Pai, está na hora. – Andrew avisou-me e bateu em seu pulso, como se tivesse um relógio ali. – Não podemos deixar a mamãe esperando. – Arqueou uma sobrancelha e eu estiquei minha mão para ele, sentindo-o agarrá-la, assim como Chloe, que sorriu animada ao segurar em minha mão.

— Não posso ver a hora de começar. – A ruiva disse animada, sorrindo adoravelmente, com uma felicidade que eu amava ver em seus olhos e em seu sorriso.

— Podemos ir. – Soltei mais um longo suspiro e agarrando as mãos das crianças mais incríveis desse mundo, fui para a caixa de metal, onde todos meus familiares esperavam-me com grandes sorrisos.

Estava na hora.

Pov Bella.

— Estou odiando isso. – Cantarolei, cruzando meus braços ao sentir o carro ganhar movimento. Bem, nós só poderíamos estar em um carro. – Você, Lilian, fez-me como sua boneca o dia inteirinho, maquiando-me e fazendo com que eu trocasse de roupa a cada quinze minutos. Depois obrigou-me a vendar-me, que coisa mais ridícula! – Bati o pé no chão do veículo. – E nem vou falar sobre você, Sra. Whitlock, cantarolando alegremente desde que chegou na casa de Rosalie! Por Deus, todos querem me deixar louca, e aquela loira nem apareceu hoje. – Choraminguei, bufando baixinho. – E Edward? Eu sinto falta do meu namorado, como ele teve a audácia de deixar-me ser a Barbie de Lilian? Nem ele, nem Andrew ou Chloe vieram levar-me para casa. O que virou isso tudo? – Continuei a resmungar e respirei fundo, descendo minhas mãos para a minha barriga, sentindo o carro chacoalhar. – Somos só nós, bebê, todos resolveram abandonar a mamãe. – Disse em tom melancólico, não podendo acreditar nesse dia maluco.

— Por Deus, Bella, fique quieta! – Ouvi a voz de Alice, e pela distância, ela estava no banco ao lado do motorista. Sim, eu fiquei muito tempo com a venda sobre os olhos, aprendi a usar meus outros sentidos muito bem nesse par de horas. – Ninguém te abandonou, mantenha a calma e logo todas as respostas chegarão. – Pude notar um sorriso em sua frase.

— Ficar nervosa assim não fará bem para o bebê, querida. – A voz doce de Lilian soou agora, bem ao meu lado. Assenti e soltei um longo suspiro, relaxando mais contra o banco. Precisava ficar mais calma, passei o dia inteiro andando de um lado para o outro, tinha que descansar um pouco meus pés que doíam e minha mente também, parecia que ela estava a mil por hora para desvendar tudo o que estava acontecendo. – Melhor? – A mãe de Rose questionou.

— Preciso de um pouco de água. – Pedi, sentindo minha garganta seca. Ouvi a movimentação dela e também o barulho da tampinha da garrafa sendo aberta, fazendo-me esticar a mão para procura-la. Lilian colocou o plástico gelado em minha mão e eu sorri em agradecimento, bebendo o líquido rapidamente. – Obrigada. – Entreguei-lhe de volta e encostei-me na porta do carro, suspirando baixinho. – Falta muito? – Perguntei de forma curiosa, tocando mais uma vez minha barriga.

— Não, estamos quase lá, você pode aguentar mais um pouquinho. – Ela respondeu-me e senti sua mão sobre a minha barriga. – Está grandinha já. – Comentou e eu sorri, assentindo.

— Sim e eu estou ficando ansiosa para ver como ficará daqui a algum tempo, quando crescer ainda mais. – Toquei carinhosamente meu estômago, deixando um sorriso tomar conta de mim ao lembrar da consulta que eu fui acompanhada de meu namorado incrível. – Edward e eu escutamos o coraçãozinho. – Disse alegremente. – É uma sensação maravilhosa, Lilian! Não pensei que amaria tanto, mas estou surpreendendo-me a cada dia. – Suspirei apaixonada, ouvindo a risada da mãe da minha amiga.

— Sei exatamente como sente-se, querida, também passei por essa fase. – Senti um beijo em meu rosto. – Gosto de ver a felicidade estampada em você, lhe faz bem.

— Obrigada. – Mordi meu lábio. – Edward é a razão de tudo. – Suspirei, pensando nele. Realmente estava sentindo falta de meu namorado. – Claro que tenho todas as pessoas mais incríveis em minha volta, juntamente com Chloe e Andrew, porém foi o homem da minha vida que mudou tudo. – Sorri apaixonada, lembrando-me de Edward. Deus, ele fazia tanta falta.

— Fico feliz ao saber o quão bem está, querida. – Lilian desceu sua mão até a minha que estava sobre o banco de couro, apertando-a. – Eu fiquei sabendo de toda a história, gostei de ter permitido que Rose contasse-me tudo, é ótimo ver o quanto confia em mim.

— Você sempre foi incrível comigo, Lilian, não tem como não confiar em você. – Sorri. – Eu queria olhar em seus olhos para dizer tudo isso, mas a irmã de meu namorado consegue ser chata quando consegue, então não posso tirar a minha venda. – Brinquei, ouvindo a risada de Lilian e também uma masculina que consegui reconhecer de primeira. – Jasper! – Arfei. – Você também está envolvido em tudo isso?

— Olá, Bella. – Disse, e pelo visto, completamente sorridente. – Só estou fazendo meu trabalho, entretanto, eu estou feliz por estar envolvido. – Sua esposa riu. – Claro, não estou tão envolvido quanto Alice, mas deu para entender.

— Obrigada, amor, irei recompensá-lo por isso depois. – Alice ironizou e em seguida, ouvi um barulho, sucedido de um guincho de Jasper. – Não dê ouvidos ao meu marido, Bella, ele não está completamente certo das coisas que está falando. – Senti o sorriso na voz de minha cunhada e deixei uma risada escapar.

— Olhe, vocês são incríveis.

— Alice nem tanto, ela só sabe beliscar-me, desde que descobriu essa façanha. – Jasper resmungou e eu sorri, balançando minha cabeça.

Eu poderia estar intrometida no que quer que seja, porém, tenho que admitir que estava divertindo-me. Claro que reclamei boa parte do tempo, mas isso são apenas as entrelinhas. O fato, é que além de eu ter servido de boneca o dia inteiro para Lilian, e ao final da tarde para Alice, eu não sabia de mais nada. Ambas ficaram completamente mudas enquanto eu perguntava o que estava acontecendo e depois de não ter sido respondida por todas as vezes, resolvi deixar para lá e segui-las no plano que tinham formado.

— Sabe, querida, eu estou louca para conhecer a Chloe. – Lilian voltou a falar, tentando distrair-me um pouco. Eu, na verdade, agradecia, era terrível ficar com venda e totalmente absorta do que estava acontecendo.

— Você irá adorá-la, Lilian. – Sorri ao lembrar-me da nova integrante. Chloe era tão incrível, amava tê-la como parte da família. – Ela é encantadora demais, faz você apaixonar-se por ela em um piscar de olhos. Todos a adoramos, Andrew nem se fala, ele adora o fato de ter uma irmã. – Meu sorriso aumentou ao lembrar-me de meu pequeno campeão, ele era maravilhoso e já havia adotado Chloe como sua irmã, sem se importar com qualquer outra coisa.

— Ele já a chama assim? – Lilian perguntou surpresa.

— Andrew tem uma incrível capacidade de ser amoroso com todos, inclusive com aqueles que o retribuem. Desde o primeiro dia que conversamos sobre o passado de Chloe, semana passada, ele quis adotá-la como sua irmã, afinal, sua justificava era que ela precisava de uma família completamente unida e amorosa.

— Seu filho é incrível, Bella, e tenho certeza que esse que está por vir também será. – Toquei minha barriga protetoramente, soltando um longo suspiro apaixonado.

— Com certeza. Ainda mais por ter Edward junto, ele é perfeito com crianças, admiro-me a cada dia com esse fato. – Respirei fundo. – Meu Deus, não chegamos nunca? Estou morrendo de saudade de meus amores! – Resmunguei novamente, balançando minha perna cruzada. – Alice? – Chamei minha cunhada e ela soltou uma risadinha.

— Time perfeito, Bella! – Disse animada e mesmo com a venda sobre meus olhos, eu os arregalei, sentindo o carro perder movimento e finalmente estacionar. – Poderá matar a saudade de seus amores, querida. – Alice cantarolou animada, soltando seu cinto, pelo barulho. Logo todos nos movimentávamos rapidamente dentro daquele veículo e finalmente eu sentia-me fora daquele lugar enfadonho.

Senti o vento balançar meu cabelo e refrescar-me, conforme Lilian guiava-me pelo local, segurando em minha cintura. Eu só ouvia o barulho de meu salto batendo, afinal era algo assassino, então sobressaltava-se sobre os demais. Consegui ouvir os saltitares de Alice e ri, sentindo-a ficar ao meu lado.

— Posso tirar? – Lilian perguntou e quase cantei aos céus ao ouvir uma confirmação positiva da irmã do meu namorado. Senti a mãe de Rosalie mexer no laço que a venda tinha formado e logo senti-o soltar-se. – Abra os olhos devagar, querida, ficaram muito tempo atrás do pano escuro. – Assenti e suspirei aliviada quando a venda saiu de meu rosto.

Contei até dez mentalmente e abri meus olhos com cuidado, piscando quando eu os tive aberto e fiquei de frente para um local completamente iluminado. Olhei em volta e minha boca abriu-se em choque quando dei-me conta de que estava no Central Park à noite, tendo a incrível vista de vê-lo lindamente iluminado. Porém, quando meus olhos avaliaram melhor o local, franzi o cenho ao notar toda a decoração, parecendo ser específica para uma festa.

Engoli em seco e meus olhos foram para Alice e Lilian, completamente arrumadas em vestidos brilhantes, assim como Jasper utilizando um terno elegante. Eles sorriram para mim e eu olhei para meu próprio corpo, notando um vestido longo branco, detalhes passando desde a minha barriga, até a calda que estendia-se atrás de mim. Comecei a respirar com mais dificuldade e Alice veio até minha frente, esticando um buquê para mim.

— Respire fundo, Bella. – Assenti, piscando várias vezes, segurando o buquê formado com rosas brancas e vermelhas. Engoli em seco e puxei o ar lentamente para meus pulmões, tentando acreditar que isso realmente estava acontecendo. – Mais fundo. – Alice instruiu-me e eu cerrei meus olhos, inspirando e expirando várias vezes, segurando as lágrimas que começaram a queimar em meus olhos.

Ouvi alguns passos e olhei para frente, vendo Emmett caminhar com um sorriso gigante para fora do parque. Ele passou pelo corredor iluminado e cumprimentou a todos, parando em minha frente e depositando um demorado beijo em minha testa, para em seguida esticar seu braço em minha direção.

— Dar-me-ia a honra, Bela Adormecida? – Piscou de forma charmosa, falando elegantemente. Eu teria rido, se não estivesse quase entrando em pânico. Meu coração batia fortemente e eu engolia em seco a cada segundo, tentando controlar-me. – Seja bem-vinda ao seu casamento, Isabella Cullen.

“Continua...”

Notas finais
N/A (Cintia Cullen): Primeiramente, quero agradecer a todos os maravilhosos comentários do capítulo passado! Sério, vocês são os melhores leitores de todos os tempos, sempre emociono-me com as palavras que mandam-me. De verdade, agradeço toda a atenção e o carinho, vocês são incríveis! ♥ Espero que tenham gostado desse capítulo, eu escrevi-o com calma durante o sábado, pois antes não tinha conseguido nada de inspiração, mas torço muito para que tenha ficado bom para vocês, assim como eu o adorei. Serei breve hoje, realmente preciso dormir, segunda-feira começa com tudo, provas e apresentação importante. Obrigada, novamente, por todo o carinho e tenham uma maravilhosa e abençoada semana. ♥