Never It's Late.
11 Somos um só.
Notas iniciais
Somos um só.
Pov Edward.
Olhei para o bonito rosto adormecido, acariciando-o e traçando meus dedos delicadamente na pele de porcelana, soltando um baixo suspiro ao sentir o formigamento em minha pele somente por tocá-la.
Ainda era completamente estranho e assustador o que acontecia comigo na presença de Bella, eu não sabia decifrar o porquê dela mudar-me tanto ou o porquê de eu sentir-me uma pessoa melhor ao seu lado. Acho que jamais poderia explicar tudo isso. Só que tudo o que acontece comigo está sendo incrível, talvez eu não queria descobrir o significado, eu só quero continuar vivendo junto à ela, sentindo tudo como está, jogando-me de cabeça nisso, sem me importar com o que poderá acontecer. Era assim que tinha que ser agora, chega de obstáculos ou medos, eu necessitava tornar-me alguém melhor do que eu era, Andrew ajudou-me nisso, e agora Bella chegou com sua pureza e delicadeza para melhorar ainda mais tudo em minha volta, e era só isso o que importava, eu não precisava de nenhuma resposta para certificar-me que tê-la comigo só fazia-me bem.
Pisquei ao sair de meus pensamentos, ouvindo um longo suspiro sair dos lábios dela. Estávamos deitados no sofá cama da sala de TV, ficamos à tarde inteira conversando, nos beijando, vendo alguns filmes ou séries, porém Bella acabou pegando no sono em meio a uma conversa nossa, dormindo profundamente ao meu lado. Eu não consegui prestar atenção em mais nada depois que ela dormiu, cerca de meia hora atrás, tudo o que me prendia era velar seu sono, acaricia-la e admirar a exuberante mulher que era.
Sorri quando a ouvi balbuciar em meio ao seu sono, vindo para mais perto de mim e passando seu braço em minha volta, abraçando-me apertado e deitando sua cabeça em meu peito. Ajeitei-me com cuidado, não queria acordá-la, era fascinante demais poder vê-la dormindo, ainda mais quando conseguia ouvi-la dizer meu nome uma vez ou outra, isso era ainda melhor.
Estiquei minha mão novamente e voltei a tracejar seu rosto com meu dedo, admirando-a e sorrindo quando um meio sorriso formou-se em sua boca, junto com um aperto de seu abraço em mim.
— Como eu consegui ficar tanto tempo sem você? – Questionei para mim mesmo, meus olhos correndo por seu rosto sereno. – Você me mudou, Bella. – Sussurrei, minha mão indo para seu cabelo. – E eu não poderia gostar mais de uma mudança, como gosto da que você fez em mim e em minha vida. – Beijei demoradamente sua testa, fechando meus olhos. – Eu adoro você. – Falei contra sua pele e afastei-me, ouvindo um resmungo sair de sua boca. Soltei uma risada baixa e continuei a contornar seu rosto com meus dedos, gostando ainda mais dos choques que sua pele dava em mim, era único dela e eu adorava isso.
Franzi meu cenho e parei de acariciar sua face, ouvindo um som desconhecido vir do andar debaixo. Peguei o controle da televisão que estava ao meu lado e a coloquei no mudo, tentando captar mais o som e ver se eu conseguia reconhece-lo. Alguns segundos depois ele parou, porém eu ainda sentia-me incomodado com isso, então com cuidado empurrei Bella para o lado, colocando sua cabeça confortavelmente no travesseiro que antes ocupava. Levantei-me devagar e ri baixinho quando ela resmungou algo, puxando o meu travesseiro para abraçar com força, deitando seu rosto nele. Inclinei-me sobre ela e beijei seus lábios quentes, depositando um selinho demorado neles.
Afastei-me quando o som voltou e suspirei, voltando a colocar a TV em um volume baixo, apenas para que Bella não acordasse com o toque irritante que espalhava-se pelo apartamento. Fui até a porta da sala e a abri, saindo do cômodo e fechando-o em seguida. Caminhei pelo segundo andar e desci as escadas, indo em direção ao toque que soava ainda mais alto.
Quando cheguei na sala de estar, pude notar algo brilhando no encosto do sofá, juntamente com uma vibração e o som que tocava estridentemente. Andei até lá e percebi que era o casaco de Bella e mesmo que fosse muito errado, verifiquei os bolsos e finalmente encontrei o celular prateado que continuava a tocar. Quando o peguei na mão, a tela apagou, mas não demorou dois segundos para acender novamente e vi que era mais uma chamada da amiga de Bella, totalizando mais de dez, somente nos últimos minutos. Talvez ela tenha ligado mais, no decorrer da tarde. Visto que Bella e eu não ocupamo-nos de mais nada além de nós dois, era compreensível que nem lembrássemos de celulares ou qualquer outra coisa.
Suspirando alto, deslizei o dedo pela tela para atender a chamada, levando o celular até o ouvido. Era melhor conversar com Rosalie, ou ela acabaria ficando preocupada com a amiga, afinal já passava das oito horas da noite.
— Puta merda, Isabella! Qual é seu problema, quer matar-me de preocupação? Já é a décima vez que te ligo nos últimos vinte minutos e nada da senhorita atender! Onde você está e por que...
— Rosalie. – Interrompi-a ou era capaz de ela ter um ataque de pânico, pela forma que falava apressada e ofegante. Ela parou de falar com brusquidão, deixando-me ouvir apenas sua respiração pesada do outro lado da linha. Ficou assim por longos segundos. – Rosalie? – Chamei-a confuso.
— Edward? — Perguntou em dúvida e rolei os olhos, passando minha mão livre em meu cabelo.
— Sou eu. – Suspirei. – Resolvi atender o celular de Bella para não deixar você preocupada, vi que passava de dez ligações suas. – Expliquei-me e ouvi-a suspirar.
— Desculpe toda a insistência, é que eu fiquei preocupada com ela, normalmente Bella atende minhas ligações e hoje deixou-me me pânico não ter nenhuma notícia dela.
— Realmente é compreensível. – Encostei-me no encosto do sofá, esfregando meu rosto. – Nos perdoe pela falta de comunicação, a tarde passou voando por aqui e nem demos por conta de outra coisa. – Ela soltou uma risada e arqueei uma sobrancelha para o nada. – Algo errado?
— Não, só é engraçado você dando-me explicações. — Riu mais um pouco e bufei auditivamente, fazendo-a dar outra risada. — Desculpe-me por isso, mas é engraçado mesmo. Qual é, Edward, não precisa ficar me dizendo essas coisas, por favor, sou como irmã da Bella e não mãe dela.
— Tudo bem. – Respirei fundo. – Você quer falar com ela?
— Ela está por perto?
— Dormindo na verdade, estamos em meu apartamento. – Disse-lhe e ela soltou um suspiro.
— Pode deixa-la dormir, não é nada importante. — Resmunguei em concordância. — Edward?
— Diga. – Pedi.
— Você sabe mais ou menos que horas ela virá para casa? É que eu vim até o apartamento dela para ver se ela estava por aqui, afinal eu estava preocupada, mas agora já fico mais tranquila por ela estar com você. — Explicou. — Só estou na dúvida se ainda a espero ou vou para minha casa.
Pensei em responder algo, porém uma ideia passou-se em minha mente, no mesmo momento que Rosalie disse-me que se encontrava no apartamento da Bella. A morena poderia ficar um pouco irritada com minha intromissão e por eu fazer algo sem seu consentimento, mas eu estava necessitado dela, não saberia como dizer-lhe um “até logo”, não depois de tudo o que conversamos e passamos por hoje.
— Ainda está por aí, Edward? — Balancei minha cabeça confuso, prestando atenção na voz de Rosalie. — Está tudo bem?
— Rosalie, você me faria um favor? – Atropelei seu questionamento, nem dando-me ao trabalho de responde-la. A ideia fervilhava em minha mente e só ela poderia ajudar-me no momento.
— Favor? — Questionou completamente confusa. — Bem, depende do que vai pedir-me. Me fale, verei o que eu posso fazer.
— Você é a melhor amiga da Bella. – Falei, mas mesmo sendo uma confirmação de minha parte, ouvi-a dizer que sim. Respirei fundo e apertei a ponte de meu nariz. – Sei que ela pode chatear-se de início, conheço o temperamento dela. – Resmunguei e ela soltou uma risada, mas não importei-me com isso no momento. – Mas Bella e eu conversamos muito sobre tudo essa tarde, eu só não queria que esse dia terminasse. – Pigarreei, notando que eu já prolongava-me demais. – Já que está no apartamento dela, pode trazer alguma roupa? Assim ela poderia dormir por aqui, eu a levo cedo para o trabalho amanhã.
Calei-me e a linha ficou muda por alguns minutos. Bufei de impaciência e comecei a bater meu pé no chão, esperando que Rosalie tivesse a boa vontade de responder-me, mas parece que a mulher ficou muda do outro lado da linha.
— Tudo bem. — Respondeu exatamente na hora que eu iria chama-la.
— Tudo bem?
— Claro que sim, Edward. — Riu. — Por Deus, você fala comigo como se eu fosse a mãe da Bella, eu não sou, helloou. — Soltou outra risada. – Eu só quero ver minha irmã do coração feliz e eu sei que ela gosta de você. — Eu tive que sorrir quando ela disse-me aquilo. — É claro que eu ajudo. Vou arrumar as coisas dela e levo em seu apartamento, é só mandar-me o endereço por mensagem.
— Obrigado, Rosalie. – Disse realmente agradecido e de alguma forma, podia saber que ela estava sorrindo.
— Não seja por isso, mas chama-me apenas de Rose, prefiro assim.
— Tudo bem. – Puxei o ar. – Irei mandar o endereço para você, o caminho não é tão complicado e geralmente você o faz em meia hora.
— É só dizer-me aonde.
[...]
Coloquei minhas mãos nos bolsos de minha calça social, saindo do elevador e caminhando pelo saguão do prédio. Dirigi-me até as portas duplas e elas deslizaram-se, dando-me passagem para fora. Saí do local e desci os pequenos lances de escadas, vendo a mulher loira sair de dentro de um carro cinza, dando a volta nele e abrindo um sorriso quando me viu, andando apressada até onde eu estava.
— Edward. – Disse animada, dando-me um beijo na bochecha. Arqueei uma sobrancelha para sua imperatividade, caralho, parecia que eu estava vendo uma Alice loira em minha frente. – Acostume-se, eu sou alegre deste jeito. – Piscou e eu soltei uma risada, balançando a cabeça.
— Percebi desde hoje cedo. – Ela continuou sorrindo e esticou-me uma bolsa grande.
— Eu trouxe tudo o que Bella pode precisar. – Deu de ombros e eu assenti, pegando a bolsa de sua mão. Rosalie riu e cruzou seus braços, olhando-me nos olhos. – Então está dando tudo certo entre vocês dois. – Confirmou e mesmo que eu não a conhecesse muito bem, sabia que eu poderia confiar isso à ela, afinal Bella confiava e a tinha como uma irmã.
— Tudo está indo melhor do que eu esperava. – Confessei e ela abriu um bonito sorriso. – Eu sei que você ama ela, Rose. – Respirei fundo. – Eu sou um homem cheio de porcarias juntos, uma história mal resolvida e com fantasmas do passado sempre atormentando-me. – Ela encarou-me atenta, franzindo seu cenho. – Eu tenho muita coisa de errado comigo, mas eu prometo à você que eu farei Bella bem, darei a felicidade que ela precisa. – Soltei um suspiro, aproximando-me um pouco da loira. – Ela é a mulher mais incrível que eu conheci em todos meus fodidos vinte e nove anos, não quero estragar isso e quero veemente que tudo continue dando certo. – Seus olhos azuis marejaram-se e ela esticou uma mão, pegando a minha livre e apertando meus dedos nos seus. – Eu não sou perfeito e não tenho o dom de fazer as coisas serem maravilhosas, mas eu vou me esforçar ao máximo para ser o homem que Bella merece. Aquela mulher merece o mundo, Rose, e eu o darei para ela. – Engoli em seco. – Eu vou fazê-la feliz e como você é a pessoa mais próxima que ela tem, eu quero dar-lhe a minha palavra. Eu vou cuidar dela. – Falei de forma firme, transparecendo ao máximo, querendo que a pessoa mais importante da vida de Bella soubesse a minha verdadeira intensão com ela.
— Eu confio em você, Edward. – Olhei-a nos olhos, vendo-a derramar uma lágrima por seu rosto. Rosalie engoliu em seco e a senti apertar minha mão com força, respirando fundo em seguida. – Eu fico imensamente grata por você ter dito-me tudo isso, é importante demais para mim saber sobre o que você sente por Bella. – Suspirou. – Eu a amo e tudo o que eu quero para a vida da minha amiga é vê-la feliz, ela sofreu demais e não quero ver a tristeza em seus olhos novamente. – Outra lágrima deslizou, porém a Loira sorriu olhando-me. – Desde que ela jantou com você, só vejo alegria, uma alegria enorme e que eu pensei que nunca veria nela. Você é a razão dela ser feliz, Edward, acredite nisso. – Sussurrou a última parte, dando um passo para frente e olhando-me firmemente. – Todo mundo tem defeitos e todos possuem um passado, sendo ele bom ou ruim, e apesar de qualquer coisa, eu vejo que você está colocando Bella na frente dos empecilhos. Está mudando por ela. – Sorriu, mesmo derramando lágrimas sem parar. – É por isso que eu acredito no que está surgindo entre vocês dois. É algo forte e que não acabará de uma hora para outra.
— Espero mesmo que seja isso, eu não quero perde-la. – Engoli lentamente, esse era um dos meus maiores medos, não poder ter Bella comigo novamente. – Ela já tornou-se vital para mim e sim, ela está na frente dos empecilhos, tudo o que eu quero é ela e isso ninguém vai impedir. — Rose sorriu abertamente e pegando-me totalmente de surpresa, aproximou-se mais e me abraçou de forma apertada. Mesmo estranhando, eu circulei seu corpo com meus braços, sentindo-a me apertar.
— Obrigada por estar na vida de Bella. – Sussurrou de forma abafada, ela parecia estar segurando seu choro e seu rosto estava contra minha camiseta. – Ela já está feliz, Edward, confie nisso. E nada irá impedi-los de ficarem juntos, vocês foram destinados a se encontrar, por alguma razão. – Sua voz foi tão firme ao dizer-me aquilo que deu-me algo a mais para acreditar.
Eu sentia a mesma coisa que Rose, Bella e eu fomos destinos, não havia outra explicação para tantos pensamentos presos nela ou tantos encontros inesperados que tivemos, os sentimentos turbulentos... tudo era confuso e não havia uma explicação evidentemente formada, mas eu sabia que o importante era tê-la comigo.
— Vamos dar certo. – Falei mais para mim mesmo, agarrando-me naquela frase. Rosalie concordou comigo e então afastou-se do abraço, dirigindo-me um bonito sorriso e enxugando as lágrimas, tirando as evidências de seu rosto.
— Claro que vão. – Fungou e em seguida puxou seu ar com força. – Agora eu tenho que ir, está ficando tarde. – Assenti e ela riu, dando-me mais um rápido abraço. – Obrigada por ter confiado em mim para dizer tudo o que estava sentindo, Edward. – Afastou-se e eu sorri para ela, sendo retribuído.
— Você é a pessoa mais importante da vida de Bella.
— Uma das. – Corrigiu-me. – Acho que você já está incluído nesta lista. – Piscou sorridente. – Até qualquer dia.
— Dirija com cuidado. – Dei-lhe um beijo na bochecha e a Loira sorriu.
— Boa noite. – Acenou e caminhou até seu carro, entrando rapidamente nele, como se quisesse escapar do frio cortante que estava na noite. Ela ligou o carro e eu acenei uma última vez para ela, vendo o veículo movimentar-se para longe do prédio.
Cruzei meus braços, segurando com cuidado a bolsa que continha os pertences de Bella. Fechei meus olhos brevemente e puxei meu ar com força, respirando profundamente, depois soltando-o lentamente. Havia tantas coisas para serem resolvidas que preocupava-me demais, e meus progenitores eram problemas enormes para lidar, mas tudo o que eu queria era descansar desse inferno que eu vivo com eles desde meus cinco anos.
— Edward! – Abri meus olhos com meu nome sendo chamado. Olhei para minha frente e Alice acabava de sair de seu carro, acenando alegremente para mim. Ela abriu a porta traseira do veículo, tirando o cinto da cadeirinha e colocando um pequeno garoto animado no chão.
— Papai! – Gritou extrovertido e eu ri, agachando-me e vendo-o correr rapidamente até meu encontro. Andrew jogou-se em meus braços e eu sorri, apertando o pequeno corpo contra mim, dando um beijo em seu cabelo loiro. – Senti sua falta durante o dia. – Sussurrou.
— Eu também senti, campeão. – Beijei seu rosto e afastei-me um pouco, para que eu pudesse olhar em seu rosto. – Divertiu-se hoje?
— Muitão! – Abriu os braços, dando alguns pulos animados. – Tia Alice e tio Jasper me levaram para passear em muitos lugares, foi incrível! – Riu e eu sorri com sua animação. – Depois de algumas coisas tio Jasper nos abandonou, dizendo que tinha coisas para fazer no escritório, mas tia Alice disse que ele era frouxo e não aguentava toda a rotina de compras animadas.
— Pobre Jasper. – Disse-lhe e meu filho assentiu rapidamente, dando uma risada. Segurei-o e coloquei-me de pé, ajeitando Andrew em meus braços. – Alice. – Cumprimentei-a e dei um beijo em sua bochecha. – Dia cheio? – Sorri debochado e ela riu, entregando-me duas sacolas.
— Foi divertido, mesmo Jasper nos deixando com desculpas esfarrapadas. – Revirou os olhos e eu segurei as sacolas com a mão que eu não segurava Andrew. Olhei confuso para Alice e ela deu de ombros. – São presentes para o pequeno garoto aqui. – Bagunçou os fios loiros de meu filho, fazendo-o rir.
— Mais presentes? – Arqueei uma sobrancelha. – Você vai estraga-lo desse jeito, Alice. – Ela bufou, balançando a cabeça.
— Para de ser chato, só estou cuidando de meu sobrinho. – Beijou a bochecha dele. – Eu preciso ir agora, tenho um noivo para conversar. – Ficou na ponta dos pés e deu-me um beijo na bochecha. – Amanhã eu venh no mesmo horário? – Perguntou-me e eu neguei com a cabeça, fazendo-a arquear uma sobrancelha. – Não?
— Eu o levarei até sua casa. – Respondi.
— Por quê? – Olhou-me confusa.
— Bella dormirá aqui hoje, então depois de eu a levar até a loja, passo para deixar Andrew em sua casa. – Seus olhos castanhos arregalaram-se e ela abriu um enorme sorriso, batendo palmas animadas.
— Então quer dizer que está ficando sério? – Cutucou-me e eu ri, revirando meus olhos.
— Eu espero que esteja. – Pisquei em sua direção e minha irmã riu animada.
— É claro que está. – Deu-me mais um beijo. – Fico feliz demais por você, Edward, nem faz ideia do quanto.
— Obrigado. – Abracei-a de lado, já que eu segurava sacolas, uma bolsa e carregava Andrew em meu colo. – Você me apoiando já é uma coisa incrível, Alice. – Beijei seu cabelo escuro. – Agradeço por isso. – Ela riu e abraçou-me com seus dois braços, apertando-me bastante.
— Eu sempre estarei com você, maninho. – Afastou-se sorridente. – Eu subiria para dar um oi para Bella, mas eu realmente preciso ir. – Assenti. – Tchau, pequeno arteiro. – Beijou Andrew e ele sorriu para ela.
— Tchau, tia. Nos vemos amanhã?
— Com certeza. – Piscou e despediu-se mais uma vez de mim, andando de forma saltitante até seu carro, fazendo-me revirar os olhos com tamanha agitação, Alice nunca mudaria.
— Bella está aqui? – Andrew remexeu-se em meu colo, segurando meu rosto com suas duas mãos e virando-me para ele. Encarei meu filho que estava sorrindo abertamente. – Está, papai?
— Sim. – Ele mexeu-se animado e eu ri. – Calma, campeão, assim você nos derruba. – Vire-nos na direção dos lances de escadas, subindo-os.
— Eu quero muito vê-la, poderemos brincar bastante! – Comentou risonho.
— Ela está dormindo agora, tente guardar um pouco dessa agitação. – Balancei-o em meu colo e ele riu. Entrei no prédio e fui para o elevador, suspirando de contentamento ao ver que ele estava neste andar. Adentramos a caixa de metal e Andrew digitou a senha da cobertura com minha ajuda, sorrindo e falando sobre Bella o tempo inteiro.
— Ainda é cedo, podemos cozinhar algo, depois brincar e assistir filmes de super heróis, tem uns irados que eu gosto muito. Capitão América com certeza é o melhor, então podemos colocar meus filmes, assim Bella conhece meu gosto e também conhece o melhor herói que existe. – Riu animado e eu revirei meus olhos ao ouvi-lo exaltar o Capitão, era assim desde que ele conheceu o herói. – O que acha de meus planos, papai? Eles não são irados? – Olhou-me animado e eu ri, beijando seu rosto.
— São demais, filho. Mas de onde saiu essa palavra agora? – Arqueei uma sobrancelha. Irado era algo novo em seu vocabulário.
— Eu ouvi algumas coisas enquanto estávamos na fila do sorvete, agora a pouco. – Sorriu abertamente. – Tinha uns meninos de mais ou menos minha idade, eles falavam direto assim e eu gostei bastante, é irado. – Explicou de forma acelerada e tive que rir mais uma vez.
— Está explicado também a sua agitação, Alice deu-lhe doces. – Assentiu rapidamente. – O quanto de doces? – Semicerrei os olhos e Andrew colocou um dedo no queixo, olhando para cima enquanto pensava.
— Almoçamos, daí comemos uma sobremesa deliciosa de morango. Depois andamos bastante pelo shopping, no caminho tomei dois copos de Milkshake. Então eu ganhei balas e por último, o meu sorvete enorme de chocolate. – Abriu os braços sorridente e eu balancei a cabeça. Alice estragava o meu filho.
— Você sabe que não pode comer muito doce. – Belisquei seu nariz, fazendo-o soltar uma risada. – Dar doces para você é deixa-lo animado demais, o mesmo efeito do café.
— Isso! Posso tomar café agora? – Pulou em meu colo, remexendo-se e fazendo-me ter o dobro do trabalho para conseguir segurá-lo. – Posso, pai?
— Nem pensar. Já está agitado com os doces, tomar café só vai piorar seu estado. O senhor vai tomar um banho e comer alguma coisa saudável, sua tia não tem muita noção do que crianças de sua idade deve comer. – Andrew gargalhou e deitou sua cabeça em meu ombro. – Por que está rindo?
— Tio Jasper disse a mesma coisa, quando ela comprou mais Milkshake para mim.
— Jasper tem consciência, minha irmã é mais maluca. – Beijei seu cabelo. – Cansou de andar hoje?
— Um pouco, mas ainda posso brincar muitão. – Ri olhando-o, é claro que ele poderia brincar um monte ainda, parecia que Andrew possuía 220 volts.
Ouvi o barulho do elevador anunciar que chegamos ao nosso andar e arrumei Andrew em meu colo, esperando as portas abrirem. Assim que elas deslizaram, saí da caixa de metal e agachei-me para colocar meu filho no chão. Mal o coloquei ali e ele começou a pular no lugar, rindo para mim e mesmo que eu quisesse matar Alice por dar tanto açúcar para ele, não podia negar que era divertido vê-lo alegre daquele jeito.
Enquanto Andrew pulava alegremente, fui até o sofá e deixei as sacolas de compras ali, juntamente com a bolsa que Rosalie tinha trago com as roupas de Bella. Ao ver onde eu tinha colocado as coisas, meu filho correu até uma sacola e tirou um boneco lá de dentro, sentando-se no sofá para brincar com ele. Olhei bem para o boneco e não segurei o meu revirar de olhos quando eu reconheci ser mais um do Capitão América, entrando para as coleções que Andrew tinha daqueles bonecos.
— Edward? – Levantei meu olhar ao ouvir a voz da Bella. Meu coração deu um solavanco quando meus olhos a encontraram no topo da escada de braços cruzados e meio sonolenta ainda, a voz mais rouca, seu cabelo meio bagunçado e roupas amassadas. Como ela conseguia ser maravilhosa de todos os modos? Parece que eu sempre perderia o fôlego quando a visse.
— Boa noite, dorminhoca. – Caminhei até a ponta da escada e ela sorriu um pouco, descendo os degraus devagar, encontrando-me no final. Estiquei minha mão e ela a segurou, então a puxei para perto e roubei-lhe um selinho. – Dormiu bem?
— Bastante, só fiquei confusa por não acha-lo lá em cima. – Mordeu seus lábios e respirei fundo quando meus olhos desceram para aquele ponto. Eu tinha que lembrar que Andrew encontrava-se conosco agora, nada de extravagar, por mais que eu quisesse beijá-la muito e morder seus lábios em seu lugar, provando mais uma vez de seu gosto maravilhoso.
— Não foi nada fácil sair de lá. – Pisquei e puxei seu corpo para colar-se ao meu, deslizando minhas duas mãos para sua cintura. – Você estava tão quente. – Beijei seu rosto e deslizei minha boca por seu maxilar, sorrindo quando a ouvi suspirar. – E tão abraçada à mim. – Dei um beijo em seu pescoço, soltando um longo suspiro. – Seu corpo ondulando-se ao meu...
— Edward... – Gemeu meu nome e fechei meus olhos, dando um chupão em sua pele, sentindo sua mão passar em minha nuca e ir até meu cabelo, agarrando os fios com força.
— Bella! – Um grito animado nos chamou a atenção e eu separei-me um pouco de Bella, olhando para trás e vendo Andrew sair correndo do sofá, vindo até nós animadamente. Ele riu e abraçou as pernas da morena com força, olhando para cima. – Olá! – Sorriu brilhantemente.
— Pelo o que pode notar, tive que descer e pegar um certo garoto animado. – Pigarrei ao responde-la, minha voz tinha enrouquecido um pouco. Bella riu e abaixou-se para pegar Andrew em seu colo, fazendo ele a abraçar pelo pescoço.
— Olá, Andrew. – Beijou sua bochecha. – Tomou bastante café hoje? – Arqueou uma sobrancelha para o menino e ele riu negando.
— Papai disse que é obra dos doces que tia Alice me deu. – Pegou algumas mechas do cabelo de Bella, olhando com atenção para o lugar. – Seu cabelo é bonito. – Mudou abruptamente de assunto e eu ri juntamente com Bella, que olhava admirada para o garoto em seu colo. – A cor é irada, igual chocolate.
— Irada? – Os olhos castanhos de Bella olharam-me e eu bufei dando de ombros e isso fez ela soltar uma risadinha. – Não gostou da nova palavra?
— Andrew anda colocando novas palavras em seu vocabulário, conforme as ouve. – Ele sorriu para mim e esticou seus braços, pedindo para que eu o pegasse no colo. Aproximei-me dele e com cuidado o peguei para mim, ajeitando-o em meus braços. – Nem sempre elas são boas. – Voltei a olhar para a morena e ela riu. – Não ria, Bella. – Falei indignado e ela balançou a cabeça, cruzando seus braços. – Sério, que tipo de palavra é “irado”? – Bufei.
— Deixe Andrew ser feliz, Edward. – Beijou a bochecha do menino que sorria animado.
— Papai? – Olhei-o. – Posso levar meus novos bonecos para o quarto? Tenho que coloca-los na estante, na ordem certa.
— Bonecos? No plural? – Arqueei uma sobrancelha e ele balançou sua cabeça, soltando uma nova risada.
— Sim! Tia Alice deu-me de presente mais alguns bonecos, assim eu completo a do Capitão América e ainda começo uma coleção para os outros personagens a Marvel. – Levantou o dedão, fazendo o sinal de positivo com os dedos. – Isso não é irado? – Remexeu-me em meu colo, como se me pedisse para soltá-lo. O coloquei no chão e Andrew correu até o sofá, pegando as sacolas que continha seus presentes. – Eu volto já. – Acenou para nós e começou a correr para cima.
— Não corre nas escadas! – O repreendi, vendo-o tropeçar em um degrau. Ele sorriu para mim e continuou a subir os degraus, mas desta vez ia andando. – Por Deus, esse garoto ainda me mata de susto.
— Ele é uma criança, Edward. – Bella chamou minha atenção e soltou uma risada. – É super normal ele ser alegre assim.
— Andrew é alegre por natureza, porém Alice piora sempre isso, dando café ou açúcar demais para o garoto. – Sorri e peguei em sua mão, puxando-a para mim. – Você está bem? – Questionei e ela franziu o cenho, levantando a cabeça para olhar-me.
— Estou, por que a pergunta? – Respirei fundo e com a minha mão vazia eu toquei seu rosto, movendo meu dedo por sua bochecha.
— Eu quis perguntar se você está bem com tudo o que eu lhe disse. – Olhei-a nos olhos. – Com tudo o que conversamos mais cedo. – Engoli em seco e ela suspirou, levantando uma mão e tocando meu rosto.
— Claro que estou bem com tudo isso, Edward, não precisa de paranoias. – Ficou na ponta dos pés e deu-me um rápido selinho. – Eu compreendo tudo o que você passou, foram coisas horríveis, no mínimo. – Suspirou. – Eu sei que sua infância não foi nada fácil, e que foi traumatizante para você, vejo isso em seus olhos. – Deslizou seu dedo indicador ao redor de meu olho direito, seus olhos brilhantes conectados aos meus. – Mas apesar de ter te machucado, você seguiu em frente, deu um jeito de seguir seu rumo e seus sonhos, foi atrás o que desejava. – Sorriu e eu não consegui não retribuir, ela era o meu imã. – Adotou Andrew, mudou por ele e está mudando por mim. Você é um homem maravilhoso e eu não poderia querer nada diferente disso. – Ela circulou seus braços em meu pescoço, puxando-me para si. – Eu te adoro, Edward e ter você comigo é o importante agora, pense nisso.
— Você é perfeita. – Sussurrei, segurando em sua nuca e puxando seu rosto para mim, tomando seus lábios nos meus e sentindo-a me abraçar com força.
Minhas mãos deslizaram por seu corpo e eu parei com uma em sua cintura, descendo a direita até sua bunda durinha, apertando a carne e trazendo o corpo delicioso para mais próximo do meu, colando-nos. Grunhi contra sua boca quando senti sua língua invadir meus lábios, o beijo tornando-se mais urgente e Bella me apertando contra si não ajudava em nada, ainda mais que eu podia sentir seus seios contra meu peito, sendo pressionados com força em mim.
— Papai! Você pode dar-me um banho? – A voz alta de Andrew surgiu do último andar e eu segurei Bella por sua cintura, tirando seu corpo de perto do meu, ou eu ainda cometeria alguma loucura com isso. Ela abriu seus olhos e engoli em seco quando vi o desejo brilhar nas orbes castanhas, como se me chamasse. – Papai? – Andrew chamou novamente.
— Já vou. – Gritei em resposta, respirando fundo e tentando normalizar minha respiração. – Dorme aqui hoje? – Questionei a olhando, vendo seu cenho franzir-se.
— Eu trabalho amanhã. – Puxou seu ar, ela ainda encontrava-se ofegante. Sua mão deslizou até meu rosto, os dedos traçando meus lábios. – Mas eu adoraria. – Mordeu seu lábio inferior e eu arqueei uma sobrancelha, fazendo-a sorrir. – Eu preciso mais de você, Edward, não faz ideia do quanto. – Colou sua boca na minha e eu gemi contra seus lábios, minhas mãos automaticamente puxando-a para mim novamente, roçando nossos corpos.
— Eu a levo amanhã. – Separei-me de seus lábios, respirando com dificuldade. – Rosalie ligou para seu celular, há uma hora. – Bella reabriu os olhos, olhando-me de maneira confusa. – Ela disse-me que estava em seu apartamento, lhe aguardando chegar. Então eu tive a ideia de pedir para que ela trouxesse alguma roupa sua, assim você poderia ficar por aqui. – Sua sobrancelha bem desenhada ergueu-se e eu rolei os olhos. – Eu sei que foi sem sua permissão, mas eu não queria que você fosse embora. – Beijei rapidamente seus lábios. – Passe a noite aqui, por favor, eu levo você até a loja amanhã cedo, não tem problema nisso.
— Não estamos indo rápido demais? – Perguntou-me de forma preocupada e eu sorri, pegando sua mão e trazendo-a até meu rosto, depositando um beijo em sua pele.
— Estamos no momento certo, Bella, demoramos para nos encontrar e agora só estamos curtindo isso, indo firmes um com o outro. – Olhei em seus olhos, soltando um suspiro. – Nos permita dar certo, só você e eu podemos ditar isso. – Ela sorriu para mim e veio para mais perto de mim, abraçando-me e deitando sua cabeça em meu peito, onde ela depositou um beijo.
— Nós vamos dar certo. – Sussurrou contra mim e eu assenti, abraçando-a apertado e dando um beijo em seu cabelo. – E eu fico a noite aqui. Minha vontade de ir embora era a mínima. – Soltou uma risada e eu sorri.
— Papai? – Ouvi Andrew chamar-me outra vez e eu suspirei, xingando-me mentalmente por tê-lo esquecido lá em cima.
— Eu preciso dar um banho nele. – Afastei-me de Bella e dei um selinho demorado em seus lábios. – Você cozinha, não é? – Questionei e ela assentiu. – Pode preparar um jantar para nós? Andrew realmente precisa comer algo saudável, Alice só o fez comer porcarias durante o dia.
— Eu faço, pode deixar. – Riu e afastou-se. – Onde estão minhas coisas?
— Na bolsa sobre o sofá. – Apontei para o local onde tinha colocado. – A cozinha fica ali naquela porta dupla. – Mostrei-lhe o local. – Qualquer coisa que precisar é só me chamar.
— Está tudo bem, eu me viro. – Bella soltou minha mão e foi diretamente onde estavam suas coisas.
Respirei fundo e subi as escadas, indo em direção ao quarto de Andrew, que ficava no terceiro andar junto com o meu e mais um de hóspedes. Chegando lá, abri a porta e o encontrei sobre um banquinho, ajeitando seus bonecos um ao lado do outro na estante, organizando juntamente com seus novos.
— Se divertindo aí? – Chamei sua atenção e ele virou-se para mim, abrindo um bonito sorriso.
— Estou, papai, os bonecos que tia Alice comprou são irados demais. – Ri ouvindo sua nova palavra. – Olhe como está ficando bonito. – Apontou para sua estante e eu assenti, vendo-o descer com cuidado do banquinho. – Eu posso tomar um banho? Estou ficando com frio.
— Claro que sim, campeão, desculpe a minha demora. – Caminhei até ele e juntei as sacolas vazias, colocando-as em uma gaveta onde ficava outras. Depois ajeitei o banquinho embaixo da escrivaninha ou era capaz de Andrew levantar-se durante a noite e se machucar ao tropeçar nele. – Vou dar um banho em você, daí jantaremos e depois você vai dormir, teve um dia mais agitado do que o normal. – Peguei em sua mão, levando-o comigo até seu closet.
— Verdade, pai, mas foi bem legal, eu gostei. – Sorriu para mim e eu lhe retribuí, agachando-me e dando-lhe um beijo na testa.
— Fico feliz, filho. Agora diz, o que quer vestir hoje?
— Pijama do Batman! – Bateu as palmas animado e eu soltei uma risada, indo até a parte de pijamas e pegando o conjunto que ele tinha escolhido.
[...]
— Gostando do filme? – Perguntei baixinho para Bella, não querendo tirar a concentração de Andrew. Ele tinha sua cabeça deitada em meu colo e olhava atentamente para um de seus filmes preferidos, não perdendo nenhum detalhe.
— Andrew tem bom gosto. – Respondeu-me em forma de sussurro, sua cabeça encostada em meu ombro. – Eu nunca pensei que gostaria de filmes de super heróis. – Riu baixinho e eu sorri, esfregando minha mão em seu braço, já que eu a abraçava de lado.
— Ele me fez assistir tanto esse filme, que posso narrar de trás para frente. – Beijei sua bochecha, ouvindo mais uma vez sua risada. – Está ficando cansada? – Questionei ao vê-la bocejar, mas a mesma balançou sua cabeça, negando.
— Eu só não sou acostumada a assistir tantos filmes de uma vez só. – Aconchegou-se contra mim e eu ri. Era verdade, Andrew tinha feito nós assistir todos os três filmes do Capitão América, agora estávamos no início de Vingadores, nem eu aguentava ficar prestando atenção em mais um filme.
— Se for conviver com Andrew, terá que acostumar-se. – Bella levantou sua cabeça para olhar-me e eu sorri, aproximando-me dela e beijando rapidamente seus lábios.
— Pai, não aguento mais. – Separei-me da morena e olhei para baixo, vendo Andrew virar-se e olhar-me, soltando um enorme bocejo. – Queria mostrar os melhores filmes da Marvel para Bella, mas estou com muito sono. – Bocejou outra vez e eu mexi nos fios loiros, inclinando-me e beijando sua bochecha.
— Não se preocupe, Andrew. – Bella acariciou seu rosto. – Prometo que deixarei para ver esses filmes só com você. – Piscou para ele e Andrew sorriu.
— Verdade?
— Verdade. – Levantou o mindinho e meu filho sorriu animado, levando sua mão até a de Bella, fazendo a promessa do mindinho com ela. Sorri para eles e separei-me da morena, ajeitando Andrew e o pegando em meu colo, fazendo com que ele deitasse sua cabeça em meu ombro. – Durma bem, querido. – Ela beijou seu rosto.
— Obrigado, você também. – Levantei-me do sofá e Andrew suspirou, fechando seus olhos, o cansaço já começava a vencer ele.
— Eu vou colocá-lo na cama, pode desligar tudo por aqui? – Bella assentiu e ficou de pé, esticando-se. – Depois pode ir para meu quarto, é a segunda porta do terceiro andar.
— Tudo bem, logo subo.
Segurando o meu pequeno campeão com cuidado, eu retirei-me da sala de TV, subindo devagar os degraus até o terceiro andar. Encaminhei-me até o quarto azul, empurrando a porta devagar e acendendo o interruptor. Fui até a cama de personagens, que eu já tinha organizado para Andrew dormir, e eu o coloquei ali, puxando os dois edredons sobre seu corpo pequeno, eu sabia o quanto ele sentia frio pela noite.
Afastei-me um pouco e peguei o controle do aquecedor que estava sobre a mesinha do lado da cama, aumentando a temperatura. Deixei esquentar mais um pouco, coloquei o controle aonde estava antes e acendi a luz do abajur.
— Pai? – Andrew chamou-me, antes que eu levantasse de sua cama. Voltei para seu lado e estiquei minha mão até seu cabelo, acariciando os fios.
— Diga-me, campeão. – Ele abriu os olhos e sorriu para mim, em meio a um bocejo.
— Eu gosto de você junto com Bella, ficam bonitos juntos. – Lhe sorri e inclinei-me em sua direção, deixando um beijo demorado em seu cabelo. – Ela cozinha muito bem e cuida direitinho de mim. – Me afastei o suficiente para olhar em seus olhos. – Eu já a adoro, pai. – Suspirou auditivamente. – Ela não vai embora, não é?
— Claro que não, campeão. – Continuei deslizando minha mão em seu cabelo, respirando fortemente. Eu tinha o mesmo medo dele, perder Bella, mas eu confiava que tudo daria certo a partir de agora. – Bella adora você também, ela não vai afastar-se de nós.
— Ainda bem, pois gosto muito do jeito que você fica quando está com ela. – Sorriu de forma brilhante, fazendo-me franzir o cenho. Andrew esticou sua pequena mão e tocou meu rosto, soltando uma risada baixa. – Você está sorrindo mais, desde que conheceu Bella e também olha para ela de uma forma irada. – Ri balançando a cabeça. – Eu realmente gosto de vocês juntos.
— Eu também gosto, Andrew. – Suspirei. – E gosto ainda mais de nós três juntos, já viu o quanto ficamos bem? – Pisquei e ele assentiu de forma animada.
— Verdade, papai. – Olhou para baixo por um momento, suspirando outra vez. Demorou alguns segundos e depois ele voltou a olhar-me. – Posso perguntar algo? – Assenti confirmando. – Bella, você e eu... – Respirou fundo. – ...será que nós podemos nos tornar uma família? – Abri minha boca sem saber o que lhe responder, meus dedos automaticamente parando de fazer carinho em seu cabelo.
Engoli em seco, olhos para as orbes ansiosas de Andrew, não tendo uma resposta definitiva para ele. Essa era uma pergunta difícil de responder, Andrew perdeu seus pais biológicos muito cedo e por mais que ele estivesse com apenas seis anos, eu sei que as mulheres do orfanato lhe contaram sua verdadeira história, o que deixou-me puto da vida quando eu descobri, afinal ele era apenas um garotinho enquanto vivia por lá, não merecia saber de algo tão terrível com sua pouca idade. Era por isso que ele sempre foi um garoto fechado, difícil de aproximar-se, mas eu o amei desde que encontrei-o pela primeira vez, sentindo que ele precisaria de mim, que eu precisaria dele.
Querendo ou não, Andrew sentia falta de uma família completa, ainda mais depois de saber de tudo o que houve com seus pais. Eu amava o jeito que ele considerava-me seu pai verdadeiro, chorei tanto quando ele disse-me isso, falando-me que eu sempre seria o melhor pai do mundo. Mas ele queria uma mãe, dava para notar isso desde quando ele começou a passar mais tempo com Alice, percebendo a diferença que era ter uma mulher com ele. E agora com Bella em nossas vidas... tudo mudava.
Puxei meu ar lentamente, saindo de meus pensamentos e voltando a mexer em seu cabelo, dirigindo-lhe um sorriso pequeno.
— Nós podemos nos tornar uma família. – Lhe respondi, por mais que eu não tivesse certeza do futuro. Tudo poderia mudar de uma hora para a outra, nunca poderia adivinhar o que acontecerá na manhã seguinte, mas eu prometi a mim mesmo que faria de tudo para ter Bella em minha vida, cuidando dela. E essa promessa abrangia Andrew e uma família entre nós. – Eu não posso lhe prometer isso. – Engoli minha saliva lentamente, tendo sua total atenção. – Mas a gente pode tentar, a tentativa é sempre bem-vinda. – Ele sorriu quando pisquei em sua direção. – Eu sei que Bella já o adora e nós faremos tudo dar certo ao nosso redor, Andrew, ao menos tentaremos e isso eu posso prometer a você.
— Obrigado, papai. – Ele inclinou-se para cima e fechei meus olhos, suspirando alto quando os pequenos braços me agarraram. – Eu gosto muito quando você diz essas palavras para mim, faz-me perceber que o senhor sempre cuidará de mim. É o melhor presente que eu poderia querer ganhar. – Apertei meus olhos, abraçando-o com força ao ouvi-lo dizer isso. Deus, esse garoto tirava todo o meu rumo. – Eu te amo demais.
— Eu também te amo, filho, amo muito. – Suspirei, dando um beijo em sua bochecha. – Você é o meu maior presente, sabe disso, não é? – Ele balançou a cabeça, confirmando-me. Respirei fundo e nos afastei, sorrindo ao secar a lágrima que tinha deslizado em seu rosto, engolindo em seco ao ver aquilo. – Não chore, campeão.
— Eu amo você. – Repetiu e eu respirei fundo outra vez, segurando minhas emoções.
— Eu sei. – Beijei seu rosto repetidas vezes, fazendo-o rir com isso. – Agora está na hora de dormir, já passou do seu horário habitual. – Dei-lhe um último beijo, ajudando-o a se deitar novamente. – Dorme bem, filho.
— Boa noite, papai. – Sorriu para mim mais uma vez, fechando os olhos em seguida. Acariciei seu rosto e continuei velando-o, até ter a total certeza que ele tinha pego no sono.
Levantei-me com cuidado da cama e fui apagar a luz do quarto, deixando apenas o abajur aceso. Saí de seu quarto e encostei somente um pouco a porta, deixando-a entreaberta, assim a luz do corredor entrava um pouco dentro do cômodo e não tinha perigo de Andrew machucar-se, caso acordasse durante a noite.
Sentindo a presença de mais alguém, larguei a maçaneta da porta e olhei para a do quarto em frente, encontrando Bella em frente à minha porta, dirigindo-me um bonito sorriso, fungando quando eu a olhei. Suspirei ao notar que ela estava derramando lágrimas, então em passos rápidos aproximei-me dela, agarrando seu corpo e puxando-a para um abraço apertado.
— Oh, Edward... – Suspirou alto, circulando meu corpo com seus braços, chorando conforme me apertava. – Como você pode ser tão perfeito desta maneira? – Falou com sua voz rouca. – Tudo o que disse à Andrew... você é o melhor homem que eu já conheci, o melhor pai que ele poderia ter. – Fungou e afastou-se, seus olhos vermelhos encarando-me, um sorriso bonito em seus lábios, apesar das lágrimas caindo pelo rosto de porcelana. – Eu definitivamente quero fazer parte de uma família com vocês. – Sorri para ela e sua mão direita ergueu-se, tocando meu maxilar. – Obrigada por entrar em minha vida.
— Não, Bella. – Soltei um suspiro demorado, encostando nossas testas, ainda olhando-a nos olhos. – Eu que agradeço por você estar ao meu lado, apesar de qualquer coisa. Apesar de eu ser desta maneira, de ter um passado terrível... você ainda está aqui. – Segurei seu rosto com minhas duas mãos. – Eu te adoro. – Sussurrei e ela sorriu, levando uma mão até seu rosto, secando as evidências de suas lágrimas.
— Adoro você, Edward, adoro Andrew e adoro demais tudo o que estou sentindo ao seu lado. – Abraçou-me pelo pescoço, erguendo-se e beijando-me de uma forma apaixonante, seus dedos subindo para meu cabelo e seu corpo aproximando-se ainda mais do meu, permitindo senti-la.
Grunhi contra seus lábios e aumentei a pressão do beijo, sugando sua boca com a minha e entrelaçando nossas línguas. Escorreguei minhas mãos de seu rosto e passei-as devagar pelas laterais de seu corpo, chegando até sua bunda e a apertando com vontade, trazendo-a mais para mim, eu queria sentir tudo dela. Ouvi-a gemer e tomei isso como uma permissão, apertando sua carne de volta e roçando meu corpo ao seu, fazendo-a sentir o quanto eu a desejo, o quando ela despertava tudo em mim.
Seu corpo amolecia em meus braços, assim como seus lábios queimavam contra os meus e mesmo que eu tivesse algum controle em minha mente, não consegui segurar o meu impulso de empurrá-la para dentro do meu quarto. Fechei a porta, ainda a beijando, e imprensei-a na madeira, ondulando seu corpo ao meu. Ainda a segurando pela bunda, senti-a tentar tomar algum impulso, então a puxei para cima com sua ajuda, fazendo-a ficar suspensa em meu colo, suas pernas entrelaçadas em minha cintura.
— Edward... – Resfolegou, afastando-se e puxando seu ar, tentando calibrar seus pulmões. Bella encostou sua cabeça na porta e eu não me controlei, por mais que ainda estivesse ofegante pelo recente beijo, desci meus lábios até o decote de sua blusa, beijando os montes suculentos e chupando sua pele, deixando-a avermelhada.
— Você me deixa louco, Bella. – Rugi e mordi o topo de seus seios, minhas mãos apertando outra vez suas nádegas. – Eu preciso me controlar, mas eu sinto que eu não tenho forças. – Levantei meu rosto, ainda respirando ofegante. Puxei meu ar e encarei seus lábios inchados, passando minha língua em minha boca, sentindo mais vontade de beijá-la. – Me diz para parar, por favor. – Levantei meus olhos até os seus. – Me peça para parar. – Repeti, encostando nossas testas, fechando meus olhos e tentando encontrar algum juízo em minha mente.
— Eu não posso. – Suas mãos saíram de minha nuca, indo até a gola da minha camiseta. Afastei-me para olhar em seu rosto, vendo determinação em seu olhar, mas as orbes chocolates pareciam pegar fogo, de tanto desejo que estava estampado ali. Agarrando-me pela gola, Bella puxou-me para si, nossos lábios a centímetros de distância. – Eu deveria pedir para parar. – Sussurrou. – Eu deveria querer ir com calma. – Engoliu em seco. – Mas eu sinto que não posso mais lutar contra isso, Edward, eu não posso lutar contra o desejo que estou sentindo por você. – Seus olhos conectaram-se aos meus. – Eu confio em você. – Deu-me um selinho e respirou com força contra meu rosto, seu hálito quente batendo contra mim. – Por favor, torne-me sua mulher.
— Bella. – A repreendi, olhando sério para seu rosto. Eu não poderia desejar outra coisa, eu a desejava demais, porém ela poderia estar em um estado letárgico, ainda dominada pelo desejo. – Você não sabe o que está falando. – Ela balançou sua cabeça, negando-me. Engoli em seco sentindo suas pernas apertarem-se contra minha cintura, seu corpo roçando mais ao meu quando ela inclinou-se. – Bella. – Fechei meus olhos, respirando fundo.
— Eu quero ser sua, Edward. – Beijou meu queixo, sua boca deslizando-se para meu pescoço. – Eu o desejo demais, estou queimando por você. – Mordeu minha pele e apertei meus olhos, deixando um gemido escapar. – Me tome para si.
— Ah, Bella. – Gemi, apertando sua bunda e puxando-a contra mim. Eu queria tentar ser lúcido, mas eu não conseguia raciocinar com ela atentando-me daquele jeito, seu corpo esfregando-se ao meu e sua boca tirando o resto da minha sanidade, chupando meu pescoço.
— Me tome. – Pediu em meu ouvido, sussurrando com uma voz sexy pra caralho.
Não aguentei-me mais, subi uma mão até seu queixo e puxei seu rosto para o meu, vendo-a encarar-me com um olhar feroz, repleto de desejo. Suspirei alto e mordi seu lábio inferior, fazendo-a soltar outro gemido. Não consegui me deter, tomei sua boca com força, beijando-a com paixão e urgência. Eu precisava demais dessa mulher, de todas as formas possíveis.
“Continua...”
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