Never It's Late.
30 O amor é o mais belo sentimento.
Notas iniciais
O amor é o mais belo sentimento.
Pov Edward.
Estacionei o carro em frente ao grande prédio que eu escolhi e o desliguei, olhando para Emmett que estava ao meu lado, sorrindo em sua direção.
— Você vai precisar de muita persistência, querido irmão. – Moveu as sobrancelhas e olhou para o prédio, movendo seus olhos de cima a baixo, analisando o local. Emmett soltou um assovio. – Você está fodido.
— Pare de ser dramático. – Retirei a chave da ignição, soltando meu cinto em seguida. Apertei o volante contra meus dedos e olhei pelo retrovisor, observando se o carro de meus pais estava aproximando-se. – Eu os farei aceitar. – Sorri para Emmett. – Eu tenho o poder da persuasão, ainda não descobriu isso? – Brinquei e ele soltou uma risada, tirando o cinto de sua volta.
— Eles ainda estão pavorosos, Alice já os convenceu de aceitar o carro dela de presente, estou duvidando do seu poder para fazê-los aceitar uma cobertura nesse prédio de luxo. – Gargalhou, olhando-me.
— E quem disse que é a cobertura? – Emmett levantou uma sobrancelha e eu bufei, rolando os olhos. – Tudo bem, é meio previsível. Mas nossos pais adorarão o local, eu já vistoriei o apartamento e é maravilhoso para eles. – Dei de ombros e puxei o trinco da porta do carro, abrindo-a e retirando-me do veículo. Emmett também saiu e ainda ria, enquanto fechava sua porta.
— Com certeza é maravilhoso, eu vejo isso só de olhar o prédio pelo lado de fora. – Comentou e eu dei a volta no carro, travando-o ao acionar o alarme. – Mas você sabe como Esme e Carlisle são terríveis para aceitar presentes caros. – Alertou-me e eu suspirei, caminhando para a calçada, indo até o lado de meu irmão.
— Eu sei, mas ainda os farei aceitar, por Deus, olhe no local que eles moram! – Exasperei. – É perigoso deixa-los por lá, ainda mais que agora estão sem você na casa, eu não quero nenhum risco para eles. – Emmett respirou fundo e apertou meu ombro, assentindo.
— Eu entendo perfeitamente, irmão, ajudarei você nisso, mas já sabemos o quão irredutíveis eles são. – Olhou-me seriamente e eu soltei uma risada, assentindo. Esme e Carlisle eram as piores pessoas para convencer sobre determinada coisa. – Seu gênio diz muito sobre quem puxou. – Deu-me um tapa nas costas, rindo alto. Balancei a cabeça e cruzei meus braços, olhando para o final da rua. – O que foi, Cullen, não gosta de ser chamado de teimoso?
— Cale a boca, Emmett. – Ele riu ainda mais, porém antes que eu o retrucasse, observei o carro prata aproximando-se.
Nem queria lembrar do dia em que Alice chegou com esse carro e disse que era para seus maravilhosos pais, foi logo após a festa de seu casamento, e obviamente meus pais ficaram loucos com a ideia, dizendo o quanto odeiam quando gastamos dinheiro com eles. Isso até dava-me um certo tipo de medo, se eles odiaram a ideia do carro, não quero nem ver a reação sobre a cobertura.
Tudo bem, cobertura até era um exagero, mas era o local mais seguro. Sem contar que ficava relativamente perto da empresa, do meu apartamento, da casa de Alice e da casa de Rosalie, onde Emmett passou a morar com a namorada. Eu já tinha checado o lugar e era impressionante o tamanho e a beleza dos cômodos e por mais exagerado que pudesse ser, o apartamento era incrível e eu ficaria feliz de dá-lo para meus pais. Esme e Carlisle mereciam um local assim para morar, depois de tudo o que passaram todos esses anos, estava na hora de eles sossegarem e possuírem um espaço confortável de todas as maneiras possíveis.
Ganhar conforto e um apartamento assim não apagaria as terríveis coisas que eles passaram, eu sei isso mais do que ninguém, mas as memórias ruins tinham que ficar para trás nesse momento, finalmente estávamos em paz e vivendo como uma família feliz, sem precisar preocupar-se com o que chegaria no dia seguinte. A realidade agora é outra e nada mudaria a alegria que estávamos sentindo, então é a hora de aproveitar tudo o que temos, sem medo ou receio.
Saí de meus pensamentos quando vi uma das mulheres mais lindas desse mundo abrir a porta do veículo cinza e sair, abrindo um enorme sorriso quando encontrou Emmett e eu lado a lado. Ela rapidamente fechou a porta e caminhou até nós, abraçando-nos apertado. A cada vez que Esme apertava-me contra si, um sentimento novo e maravilhoso caía sobre mim, aquele amor materno que eu sempre senti falta vinha em dobro nessas horas e tudo o que eu fazia era respirar fundo e apertá-la de volta contra mim, aproveitando todo o amor que sentíamos um pelo outro. Ainda era difícil pensar que em todos esses anos eu tive meus pais verdadeiros vivos e longe de mim, mas era como eu tinha dito, agora tudo de ruim tinha que ficar para trás, sei que jamais momentos terríveis seriam apagados de minhas lembranças, mas eu colocaria todas as memórias boas em cima das ruins, e isso faria toda a diferença.
Esme foi abraçar Emmett e sorri para Carlisle que caminhava até nós. Meu pai chegou até mim e puxou-me para um abraço, fazendo-me fechar os olhos e suspirar ao sentir seu carinho. Eu me via em Carlisle, após passarmos algum tempo juntos, eu percebi o quão realmente parecidos nós éramos, nossos gestos e gostos eram definitivamente iguais, como Esme disse, não tinha o que colocar e nem tirar. A minha aparência era como a de minha mãe, mas o resto era tudo como meu pai, até o jeito de falar tínhamos parecidos.
Eu não conseguia explicar o que atingia-me sempre que tinha o Loiro perto de mim. Carlisle e eu construímos um vínculo muito maior com o passar das semanas, ainda mais depois de termos sofrido juntos com o sequestro de Esme e Alice. Assim como ele era com Emmett, era comigo também, sempre transmitindo todo o amor paternal que tinha. Ele não era de falar muito sobre os sentimentos, mas a cada vez que me abraçava ou sorria para mim, conseguia ver todo o amor dele. Amava demais meu pai e eu não poderia ter um melhor do que ele.
— Tudo bem, vamos logo para a tortura. – Arqueei uma sobrancelha e separei-me de Carlisle, olhando seriamente para Emmett. O moreno deu de ombros e riu, colocando suas mãos nos bolsos de sua calça jeans. – Nem olhe-me assim, maninho, sabe muito bem o quão difícil vai ser.
— Não o escutem. – Falei para meus pais e Carlisle deu alguns tapas no ombro de meu irmão, abraçando a cintura de Esme em seguida. – Às vezes ele não sabe o que diz.
— Emmett, se continuar falando assim, nos assustará antes de entrarmos. – Carlisle avisou e ouvi uma risada baixa de minha mãe. – Estacionamos atrás de seu carro, Edward, mas onde é que fica esse prédio? – Meu pai olhou confuso para todos os lados, franzindo o cenho conforme fazia isso. – Só vejo prédios luxuosos, Emmett tinha dito que não era nada para preocupar-se. – Murmurou descontraído. Pigarreei e meu irmão idiota gargalhou, olhando para trás de si, aonde ficava o apartamento que eu já tinha comprado. Era para ser apenas uma visita, mas eu já adquiri o imóvel antes de meus pais aceitarem, eu os convenceria, de um jeito ou de outro.
— Obrigado por preparar o terreno, irmão. – Ironizei. O moreno apenas deu de ombros e eu respirei fundo, vendo-o segurar a sua risada. Minhas dúvidas sobre ele ser o irmão mais velho só aumentavam. – O prédio é esse, pai. – Apontei para o grande apartamento espelhado, vendo-os virar na direção dele. Vi minha mãe abrir sua boca em choque e olhar de cima a baixo o prédio.
— Edward Cullen, eu não acredito nisso! – A ruiva bateu seu pé e olhou-me com uma sobrancelha arqueada, cruzando seus braços. – Você disse que era um local confortável e com preço aceitável. – Bufou.
— É um preço aceitável. – Tentei sorrir e amenizar a situação, mas ao vê-la semicerrar seus olhos suspirei. – Para mim. – Completei a frase e ela balançou a cabeça. – Vamos entrar e dar uma olhada no apartamento, eu realmente gostei do local e tenho certeza que também irão adorar.
— Não gostamos que gastem conosco, Edward. – Esme choramingou, olhando novamente para sua frente. – Alice já extrapolou ao nos dar um carro e agora você quer dar-nos um apartamento de luxo! – Levantou seus braços indignada.
— Eu tenho que concordar com sua mãe, filho. – Carlisle murmurou, soltando um longo suspiro. – Isso é inaceitável, por favor, temos uma casa lá no Brooklyn e podemos ficar por lá sem que gaste todo esse dinheiro conosco.
— Por favor digo eu! – Respirei fundo e aproximei-me deles, colocando uma mão no ombro de cada um. – Eu sei que gostam de onde vivem, mas Emmett e eu ficamos muito preocupados ao ter vocês longe de nós desta maneira. – Engoli em seco. – Odeio pensar nas coisas que podem acontecer por lá. Escutem, eu ficarei mais do que feliz em dar esse apartamento para vocês, isso não fará diferença nenhuma em minha conta bancária, tenham certeza disso. – Minha mãe fez uma careta. – Mãe. – Ela olhou-me seriamente e eu sorri em sua direção, levando minha mão até seu rosto. – Sei que pensa no nosso bem, mas eu também penso no de vocês e quero dar todo o conforto que merecem.
— Edward... – Meu pai tentou repreender-me, mas eu balancei a cabeça.
— Pode parecer demais, pai, só que eu faço isso porque eu realmente quero. – Disse-lhes. – Será muito melhor tê-los morando por aqui. Esse apartamento é perto do meu, da empresa, da casa de Alice e também da casa de Rosalie, tem todos os pontos positivos na localização. E sem contar na segurança e qualidade. O bairro e o apartamento são muito bem recomendados, vocês irão adorá-lo.
— Eu concordo totalmente com meu irmão. – Emmett disse, aproximando-se de nós. – Eu visitei o local com ele e adorei cada parte, apesar de ser luxuoso, é aconchegante e sei que adorarão assim que ver como tudo é por dentro. – Meu irmão sorriu para eles. – O preço não importa, Edward cuidou disso e ele só quer presenteá-los, aceitem, ele faz isso porque ama vocês.
— É demais, querido. – Esme colocou sua mão em minha bochecha. – Sei que quer ajudar-nos, mas desta maneira é...
— Perfeita. – Completei por ela. – É a melhor coisa que eu poderia fazer por vocês, nesse momento. – Sorri para eles. – Vamos entrar e observar como é o apartamento, quero saber a opinião de vocês sobre o lugar. Eu tenho certeza que irão gostar, Emmett e eu achamos que combina perfeitamente com vocês, porém se for o contrário, vamos embora e procuramos um local diferente. – Expliquei e respirei fundo. – Mas não mintam que não gostaram apenas pelo preço, eu saberei se fizerem isso. – Avisei-os e Carlisle suspirou, assentindo.
— Tudo bem, vamos entrar. – Beijou o cabelo de sua esposa. – Nós adoramos a surpresa, filho, de verdade, não ache que estamos sendo ingratos ou algo do tipo. Só não estamos acostumados com tanto luxo.
— Não se preocupe, pai. – Sorri. – Mãe. – Chamei-a e beijei seu rosto. – Você amará a cozinha, é realmente de seu gosto. – Pisquei e sorri ainda mais ao notar os seus olhos brilharem de ansiedade, por mais que ela não quisesse demonstrar. Esme e Carlisle eram difíceis, mas com o tempo iríamos fazê-los aceitar o apartamento de bom gosto.
Emmett riu baixinho ao perceber a mesma coisa que eu e assentiu em minha direção, como se dissesse que eles acabariam por aceitar.
[...]
— Então...? – Emmett incentivou-os, após passarmos meia hora na visitação. Esme passou metade desse tempo na cozinha, mas ela ainda observou todos os cômodos e pelos olhares eu sabia que ambos tinham adorado o local.
— Eu amei. – Esme disse, soltando um suspiro. – Achei espaçoso para somente duas pessoas, mas realmente o local é incrível. – Ela parou no meio da sala, olhando para todos os lados. – Eu só odeio a parte que você gastará tanto dinheiro conosco, filho. – Olhou-me duvidosa. – O prédio já parece caro por si só, e ainda mais com esse apartamento totalmente mobiliado... – Exasperou e passou a palma da mão pelo sofá cinza, suspirando alto novamente. – Eu não sei. – Choramingou e olhou na direção do marido. Carlisle riu e deu de ombros, enfiando as mãos nos bolsos de sua calça.
— Eu adorei todos os cômodos, definitivamente o conforto não nos faltará por aqui. – Verbalizou, caminhando pela grande sala de estar. – O apartamento é maravilhoso, Edward, mas como sua mãe disse, temos receio de fazê-lo gastar tanto. – Apertou os lábios em uma linha fina.
— Pode parecer soberbo, mas esse dinheiro não fará falta para mim, pai. – Caminhei em sua direção. – Tudo o que eu gastar por aqui, não irá fazer diferença na conta, eu já tinha dito isso para vocês. Por favor, aceitem como um presente de seus filhos, Emmett e eu passamos a semana inteira buscando por apartamentos e esse foi o único que tivemos coragem de passar mais de uma vez, afinal notamos o quanto o local tinha o gosto de vocês.
— Eu entendo o receio de vocês, mas sabem o quanto seu filho é cabeça dura, Edward não mudará de ideia até fazê-los aceitar o apartamento. – Emmett levantou do sofá, sorrindo. – Ele só quer algo mais cômodo para vocês e sem contar, que todos estaremos morando perto um do outro, isso é o mais importante em adquirir esse apartamento novo. – Suspirou. – É de coração que ele está fazendo isso por vocês, por favor, aceitem.
— Mas o preço... – Esme esfregou o rosto, respirando fundo. – Eu verdadeiramente amei o presente e a ideia que tiveram de nós deixar mais próximos de vocês, mas acontece que...
— Quando nos mudamos? – A voz de Carlisle sobressaltou-se sobre todas, interrompendo o que sua esposa diria. Esme, Emmett e eu olhamos embasbacados na direção do loiro e ele apenas deu de ombros, revirando seus olhos. – O que foi? Não adianta ficarmos dizendo a mesma coisa, Esme, nossos filhos são persistentes demais e Edward é um caso perdido, então ele não nos deixará negar o presente.
— Obrigado pelo elogio, pai. – Agradeci em ironia e ele riu, apertando meu ombro.
— Você é tão irredutível quanto nós, filho, sabe que é verdade. – Dei de ombros e ele suspirou. – Querida, eu odeio a ideia tanto quanto você, não gosto de Edward gastando tanto, mas se negarmos esse apartamento, ele achará outros, até nos fazer aceitar o presente que ele quer dar-nos.
— Tudo bem. – Minha mãe ergueu seus braços. – Vamos ficar com o apartamento. – Sorriu para mim e veio em minha direção, abraçando-me com força. – Obrigada por querer o melhor para nós, querido. Aprecio demais seu gesto e em nenhum momento quis ser ingrata e...
— Não precisa se desculpar, mãe, sei que é difícil para vocês e entendo a relutância, de verdade. – Beijei sua testa. – O que me faz feliz é que ficarão com o apartamento. E o pai tinha razão, eu os faria aceitar algum apartamento, de um jeito ou de outro. – Carlisle riu e eu sorri para eles, vendo Emmett abraçar nosso pai pelo ombro, rindo abertamente. – Quero vocês morando aqui o mais rápido possível, já comecem a planejar toda a mudança.
— Nós iremos, querido. – Esme voltou a me abraçar, fungando. – Oh, Deus, eu tenho os melhores filhos do mundo! – Apertou-me e eu sorri, beijando seu cabelo.
Olhei para meu irmão e ele piscou em minha direção, fazendo-me rir baixinho contra os fios ruivos do cabelo de minha mãe. Sobre eu já ter comprado o apartamento há alguns dias ficaria entre Emmett e eu, nossos pais só precisavam ter em mente que eu pagaria a compra, não que ela já estava feita há algum tempo.
[...]
— Você não trabalha, Sr. Cullen? – Rosalie pegou no meu pé, assim que passei pela porta da loja. A observei arquear uma sobrancelha e sorrir divertida em minha direção. Revirei os olhos e fui até ela, abraçando-a enquanto ouvia sua risada.
— Tirei o dia de folga hoje. – Beijei seu cabelo. – Como estão as coisas por aqui? – Soltei-a, e olhei em volta, meus olhos procurando a todo instante a minha bela morena. Soltei um bufo baixo assim que não a encontrei, apenas conseguia ver uma loira morango caminhando apressada para todos os lados, assim como a outra atendente morena.
— Ótimas! – Rose bateu palmas animada. – Sua namorada está fazendo nossas funcionárias trabalharem o dobro. – Soltou uma risadinha maléfica. – Bella está deixando Tanya e Jessica loucas. Adoro minha amiga desse jeito, aquele ar malvado e mandão que ela demonstra deixa qualquer um louco. – Piscou em minha direção e eu levantei uma sobrancelha em sua direção, vendo-a sorrir maliciosa. – Ainda mais você, não é? – Moveu as sobrancelhas sugestivamente e ri, balançando minha cabeça.
— Onde ela está? – Desviei o assunto.
— No escritório, você sabe onde é. – Indicou. – Mas não a monopolize muito, nossas paredes não são revestidas para serem a prova de sons. – Riu maliciosamente.
— Obrigado pelo aviso, Rose. – Ela deu de ombros e acenou animadamente. Ri com as loucuras da Loira e caminhei pela loja, indo em direção ao escritório em que Bella estava trabalhando.
Estava quase chegando no local, quando senti meu braço ser agarrado por uma mão feminina. Parei de andar e virei-me na direção da mulher, arqueando minha sobrancelha quando vi a loira morango sorrir abertamente para mim, sua mão saindo de meu braço e começando a subir.
— Finalmente você voltou para a loja, querido, estava sentindo falta de um homem gostoso por aqui! – Piscou seus cílios rapidamente, suspirando auditivamente. Respirei fundo para tentar acalmar-me, poderia ser um homem grosso, mas meus limites brandos eram até minha vontade de bater em alguma mulher. Até hoje apenas duas conseguiram esse feito, a mulher venenosa que nem deveria ser nomeada e a vadia que encontrava-se em minha frente nesse exato momento. – Ultimamente nada de bom aparece. – Voltou a tagarelar. – Ah, é claro, fica difícil qualquer homem ser interessante quando tenho você para comparar. – Sorriu maliciosamente, aproximando-se mais de meu corpo. Sua mão subiu até minha clavícula e começou a descer sorrateiramente, porém antes que ela chegasse até meu peito, agarrei-a rapidamente, apertando seus dedos contra os meus. Tanya, acho, sorria ainda mais. – Qual é, Cullen? Conheço homens como você muito bem, e nenhum se contentaria com uma mulher como Bella. – Bufou, revirando seus olhos. – Convenhamos, ela não passa de uma garotinha que mal saiu das fraldas. – Deu mais alguns passos para frente, seu perfume enjoativo atingindo-me em cheio. Engoli em seco e mais uma vez puxei o ar rapidamente para meus pulmões, minha paciência estava passando de seu limite e a raiva começava a borbulhar em minhas veias. – Tenho até pena de Bella, você deve ter colocado milhões de chifres nela, sabe, para enfeitar a cabeça. – Riu. – Por que você não encontra-se comigo? – Arqueou uma sobrancelha, passando a língua entre seus lábios. – Poderíamos marcar alguma coisa longe daqui, aí eu poderia ensiná-lo como uma mulher de verdade se comporta.
— Você está brincando comigo. – Interrompi-a bruscamente, segurando sua outra mão que erguia-se em direção ao meu rosto. Apertei seus dedos com uma força maior do que eu pretendia e a vi franzir seu cenho de dor, olhando confusa em minha direção. – Escute-me bem e preste muita atenção, porque eu odeio ter que repetir as coisas. – Dessa vez eu aproximei-me dela, abrindo um sorriso macabro em meus lábios, olhando diretamente em seus olhos. – Eu não sou homem de joguinhos, querida, não tente fazê-los comigo, porque você ainda não sabe do que eu sou capaz. – Sussurrei contra seu rosto, vendo-a arregalar seus olhos azuis. – E sem contar, que você definitivamente não sabe nada sobre mim, nem conhece-me direito, não tente me comparar com os idiotas que te levaram para cama de forma barata, eu não sou como eles que contentam-se com uma vadia. – Sua boca abriu-se, porém eu apertei sua mão, fazendo-a gemer baixinho de dor e calar-se diante ao olhar que lhe mandei. – Mas pelo contrário, eu já conheço você o suficiente para saber de coisas terríveis ao seu respeito.
—Você não sabe de nada! – Gritou raivosa, tentando sair de meu aperto. Levantei uma sobrancelha, ouvindo-a bufar de ódio. – Cale a boca e solte-me, não tem esse direito! – Ri diabolicamente e segurei-a com mais força, fazendo-a parar de se debater.
— Eu acho melhor você calar a boca, Tanya. – Voltei a aproximar-me, soltando a respiração em seu rosto, fazendo-a ranger os dentes e fechar seus olhos, bufando alto. – Eu conheço coisas sobre você e Angela. – Assim que soltei essa frase, seus olhos abriram-se no mesmo instante e vi o pavor passar por eles, no exato momento que ela encarou-me. Seu jeito só fez-me sorrir ainda mais em sua direção. – Isso mesmo, eu conheço infinitas coisas e diferente de você, eu sei exatamente o tipo de mulher que é. – Ri e balancei minha cabeça. – Fique esperta, Tanya, e nunca mais encoste um dedo em mim, você não gostará nenhum pouco das consequências disso. – Respirei fundo e minhas mãos apertaram as delas com mais força. – Ah, e mais uma coisinha: Lave sua boca para falar sobre Bella! – Rugi de ódio, vendo-a olhar-me com medo, seus olhos brilhando com todo a raiva e pavor. – Nunca compare uma mulher como ela com você, isso não é nada justo, porque diferente de uma vadia, Bella sabe muito bem comportar-se. E sim, ela merece um homem como eu, senão até melhor, porém eu sou egoísta demais para deixa-la ir e ficar com outra pessoa. – Meu rosto aproximou-se mais do de Tanya e meu sorriso aumentou-se. – Não que eu deva alguma coisa para você, mas só para saber, Bella sabe muito bem satisfazer um homem, eu nem posso compará-la com qualquer outra mulher, porque mais uma vez seria injusto. – Estralei minha língua. – Então espero que tenha ficado bem claro, querida, não se aproxime de mim ou de Bella, nem tente envenená-la, porque agora ela não cai mais em suas conversinhas, ela amadureceu o suficiente para saber lidar com vadias como você. – Ouvi-a rugi e abri um sorriso, soltando suas mãos bruscamente. A observei massagear seus dedos avermelhados e eu ajeitei minha gravata, arrumando meu paletó em seguida. – Obrigado pela conversa, espero que tenha sido furtiva para nós dois. – Pisquei. – E não se esqueça de minhas recomendações, você realmente não sabe do que eu sou capaz, Tanya, não tente testar meus limites, tenho certeza que não gostaria do impacto que causaria.
Ouvia grunhir de ódio e virar de costas para mim, caminhando rapidamente para longe. Suspirei longamente e esfreguei meu rosto, voltando a dirigir-me para o escritório de Bella, porém antes que eu chegasse, a porta abriu-se e minha gostosa namorada ficou de frente para mim.
Antes que eu pudesse impedir, meus olhos desceram por seu corpo e eu engoli em seco encontrando-a vestida com uma regata preta que tinha o decote mais delicioso que eu já vi. Sua saia azul ia um palmo abaixo de suas coxas e grudava-se contra suas pernas, destacando-as naquela merda de meia fina que deixava-me louco. Seus sapatos eram de salto fino e faziam minha imaginação voar.
Eu amava o novo estilo da minha namorada, apesar de atentar-me mais do que eu gostaria, afinal ela ficava gostosa pra porra naquelas roupas, mas Bella parecia cada vez mais confiante, e sua maneira de vestir era mais uma prova disso.
— Quando você vestiu-se assim, que eu não vi? – Murmurei ainda embasbacado pela postura deliciosa dela. Ouvi sua risada baixa e meus olhos ergueram-se para seu rosto. Grunhi baixinho ao vê-la com um batom vermelho nos lábios, destacando-os e dando-me uma vontade enorme de prova-los.
— Hoje pela manhã. – Respondeu-me, dando de ombros. Bella aproximou-se de mim e sorriu em minha direção, segurando minha gravata com sua mão direita, enrolando-a em seu pulso. – Alguém já te disse que as paredes dessa loja são finas? – Franzi o cenho, porém assenti, vendo seu sorriso delicioso aumentar. – Bem... então digamos que eu ouvi sua pequena conversa com Tanya Denali. – Mordeu o lábio inferior e ficou na ponta dos pés, enrolando seus braços em meu pescoço. Automaticamente minhas mãos foram para cintura e eu a segurei contra mim, puxando-a para mais perto do meu corpo. – Você todo mandão é delicioso, amor. – Sussurrou contra meus lábios. – Porém o que eu mais adorei foi você defender-me. – Sorriu e eu tive que retribuir ao lindo sorriso que ela dirigia-me. – Ninguém nunca que me preferiu, é diferente essas coisas estarem acontecendo. – Franziu seu cenho e eu revirei os olhos, meu dedo foi até sua testa e eu desfiz as rugas que se formaram ali.
— Tão absurda. – Beijei sua testa. – Você é a melhor mulher que eu poderia ter escolhido para amar. – Pisquei e dei-lhe um rápido beijo nos lábios maravilhosos como o inferno. Aquela cor vermelha só atraia-me ainda mais. – E tudo o que você ouviu é verdade. – Encostei nossas testas.
— Menos uma coisa. – Arqueei uma sobrancelha e ela olhou-me nos olhos. – Você disse algo sobre eu poder ter um homem melhor do que você. – Balançou a cabeça, soltando uma risada. – Quem parece absurdo agora? – Uma mão desceu até meu rosto e ela acariciou minha mandíbula, suspirando. – Não existe homem melhor do que você. – Ficou mais uma vez na ponta dos pés e em seguida seus lábios grudaram-se aos meus, beijando-me de forma apaixonante.
Subi uma mão até sua nuca e agarrei os fios de seu cabelo contra meus dedos, movendo seu rosto em um ritmo desesperador, tomando tudo o que eu podia dela. Meus lábios moviam-se com pressa sobre os seus, nossas línguas enrolavam-se e eu sugava seu gosto para mim, deliciando-me.
De repente, não aguentando a forma que eu seu corpo movia-se contra o meu, eu empurrei-a com força e agilidade contra a parede ao lado da porta. Imprensei-a no concreto e dessa vez eu grudei nossos corpos, esfregando-me contra ela, sentindo todo o desejo começar a consumir-me. Nossos beijos eram explosivos demais, bastava um encostar de lábios para nos desesperarmos e começarmos algo alucinador.
— Ham-ham. – Bella empurrou-me quando um pigarro foi ouvido, tirando-me de perto de seu corpo delicioso. Afastei-me um pouco e apoiei uma mão na parede, abaixando a cabeça e apoiando minha testa em seu ombro, enquanto puxava o ar para meus pulmões, calibrando-o. – Eu avisei sobre as paredes serem finas. – A voz de Rose sucedeu-se e em seguida, sua risada foi ouvida. – Eu pensei que você tinha quebrado algo, Edward, o estrondo foi ouvido lá da frente.
— Não calculei a força. – Bufei contra o ombro nu de minha namorada e beijei sua pele, afastando-me. – Machuquei você? – Minhas mãos foram para suas costas e eu esfreguei o local, olhando preocupado para seu rosto.
— Está tudo bem. – Ela beijou meu queixo, afastando-se da parede. – Obrigada pela interrupção, Rose. – Acenou para a amiga e a loira deu de ombros.
— Fiquei assustada com o barulho. – Disse da forma mais inocente que podia.
— Você está aprendendo a ser uma empata-foda como seu namorado. – Resmunguei e ela riu animada, dando de ombros.
— Faço o que eu posso. – Piscou.
— Eu vou pegar a minha bolsa e alguns papéis, precisamos ir buscar Andrew. – Bella avisou e eu assenti, vendo-a caminhar novamente para dentro do escritório.
— Rose. – Chamei-a e os olhos azuis curiosos vieram em minha direção. Dei uma olhada para dentro da sala e Bella ajeitava alguns papéis, nem prestando atenção no que estava acontecendo. Agarrei o braço da loira e a puxei para longe da porta, aproximando-me dela. – Preciso que faça-me um favor. – Sua sobrancelha ergueu-se e eu suspirei, puxando um papel do bolso de minha calça social. – Ligue para esse número e faça uma reserva no local para o dia primeiro de Julho, o dia inteiro. – Empurrei o papel em sua mão depressa, olhando a todo instante para ver se Bella aparecia. – Não me pergunte nada agora, é impossível poder explicar tudo com minha namorada por perto. – Continuei sussurrando e Rosalie olhava assustada, sua boca abrindo-se em choque. – O que foi?
— Esse é o número do diretor do Central Park. – Falou em choque e eu abri um sorriso grande, assentindo em sua direção. Seus olhos azuis arregalaram-se e eu apenas dei de ombros.
— Pode fazer isso para mim? – Rose engoliu em seco e assentiu rapidamente, guardando o número no bolso de sua calça jeans. – Antes que me pergunte, é para o dia primeiro de Julho, porque esse é o dia em que eu inaugurei a Publisher E. Cullen. – Respondi-a, pois já podia decifrar essa pergunta em seu olhar. – Obrigado.
— Não precisa agradecer, mas depois irei querer que você explique-me direitinho o que está aprontando, Sr. Cullen. – Assenti, sorrindo para seus olhos semicerrados. – Emmett já sabe?
— Somente você, por enquanto. – Beijei seu rosto. – Assim que fizer isso, avise-me. Eu irei conversar com todos mais tarde, por enquanto, preciso que marque a reserva nesse dia.
— Mas você fechará o parque todo!
— Eu sei disso. – Dei de ombros, ouvindo a loira rir. – Fale com o diretor, ele conhece-me, explique brevemente as coisas. Eu sei que ainda não sabe os fins disso, então diga algo sobre festa da empresa, ele aceitará, afinal sabe quem sou e como sou influente na linha de executivos do país. – Expliquei, olhando para Bella e vendo-a guardar os papéis na pasta. Voltei-me para Rose e suspirei. – E claro, diga que o preço não será problema algum. – Ela sorriu, assentindo.
— Tudo bem, Senhor Milionário. – Rolei os olhos e ouvi sua risada baixa. – Farei o que pediu, mas por favor, me explique. – Deu alguns saltos em seu lugar. – Estou tremendo de ansiedade para saber.
— Acalme-se, não faça Bella desconfiar de nada. – Vi minha namorada colocar a bolsa sobre seu ombro. – Ah, e se precisar, converse com Alice, ela chegará amanhã pela manhã de viagem. – Vi seu olhar de confusão. – Não, ela não sabe sobre o que se trata ainda, mas Alice adora organizar festas e quando você falar sobre o Central Park e minhas ideias para o dia primeiro de Julho, ela descobrirá. – Balancei a cabeça, aquela anã parecia ser vidente as vezes. – Mas deixe entre vocês duas, quando der eu conversarei com os outros.
— Tudo bem. – Sorriu largamente. – Ah, preciso de Alice! Por Deus, para chegar amanhã ainda vai demorar demais. – Choramingou e eu ri com sua energia toda.
— Por que precisa de Alice? – Bella saiu do escritório, encostando a porta e trazendo uma pasta enorme em seu braço.
— Por causa do shopping, helloou. – Rosalie revirou os olhos, estralando o dedo. – Não sei se você sabe, Bella, mas minha irmã não gosta muito de andar pelas lojas, então preciso de minha cunhada maravilhosa. – Dramatizou e vi minha namorada balançar a cabeça e caminhar até meu lado. Abracei-a pela cintura e ela sorriu para mim, beijando meu rosto.
— Vamos buscar Andrew, amor, Rose quando começa com seus dramas fica insuportável.
— Ei! – A loira grunhiu, fingindo-se de indignada. Bella riu e acenou com a cabeça para a amiga, começando a caminhar para longe dela, levando-me junto, afinal eu estava com meu braço ao seu redor. Conforme nos distanciávamos, virei minha cabeça para trás e pisquei para Rose, vendo-a abrir um sorriso enorme e acenar para mim.
— O que são esses papéis? – Questionei minha namorada, enquanto íamos para fora da loja. De longe podia ver Tanya olhar-nos, porém mesmo com a distância, era possível perceber que o medo ainda estava presente nela, então achava difícil vê-la aproximar-se de nós.
— Algumas coisas da faculdade. – Bella respondeu-me. Tirei a chave do bolso de minha calça e desativei o alarme, caminhando com ela até a porta do passageiro. – Tenho seminário hoje. – Choramingou e eu sorri, beijando sua testa. – Você poderia me ajudar, não é? – Encostou-se na lataria do carro, olhando-me com um sorriso brilhante. – Sabe... – Agarrou minha gravata, olhando-me sobre os cílios. – ...você é sempre tão bom nas coisas que faz, não custa nada ajudar uma pessoa inexperiente. – Piscou em minha direção e eu pigarreei, notando o duplo sentido de sua frase. – Teremos a tarde toda. – Mordeu seu lábio inferior. – Sabe que Andrew chega cansado e sempre vai dormir, então nosso tempo será enorme. – Arqueou uma sobrancelha e eu ri ao aproximar-me dela e colar meu corpo no seu, empurrando-a contra o carro.
— Por que você gosta tanto de atentar-me? – Segurei seu queixo, erguendo seu rosto até minha altura, fazendo seus olhos luxuriosos encontrarem-se com os meus. – Você é uma mulher diabólica, sabia disso? – Sussurrei contra seus lábios e ela sorriu maliciosamente, dando de ombros.
— Eu só quero aprender. – Voltou a morder seus lábios. – E foi você quem deu a ideia, sabia? – Arqueei uma sobrancelha e ela riu. – Claro! Você falou sobre isso no começo da semana, assim que Rosalie fez aquela piada sacana sobre eu estar ficando gostosa e você quis comentar algo de eu estar bebendo outras coisas. – Levantou sua sobrancelha. – Estou errada? – Rolei os olhos e apertei seu queixo contra meus dedos, encostando minha testa na sua.
— Você me atormenta com esses seus pensamentos, Bella, não são nada puros. – Grunhi contra sua boca e ela sorriu mais.
— Você tirou toda a pureza de mim, Edward. – Ergueu sua mão vazia, passando seus dedos por minha barba rala. – Fiquei curiosa para saber como será chupar você. – Grunhi e enterrei meu rosto contra seu pescoço, fechando meus olhos e concentrando-me para não a agarrar agora, tínhamos hora para pegar Andrew, não dava para nos atrasar. Bella falar essas coisas não ajudava em nada, os pensamentos da cena invadiam rapidamente a minha mente e meu pau contorcia-se contra minha calça. Merda, essa mulher era uma tentação.
— Pare de dizer essas coisas. – Resmunguei contra sua pele, sentindo seus dedos irem para os fios de cabelo em minha nuca. – Você acaba com minha sanidade, Bella.
— Por hora vou comportar-me. – Avisou e eu suspirei, afastando-me dela. Dei-lhe um rápido beijo nos lábios e ela sorriu para mim, piscando. – Mas vamos voltar ao assunto. – Beliscou meu queixo e eu sorri, soltando seu rosto e mordendo seu lábio inferior, provando seu gosto. – Edward... – Reclamou, quando soltei sua boca. – Assim você também não ajuda.
— Mais tarde, amor. – Separei-nos e abri a porta do carro para ela. Bella suspirou e entrou no veículo, ajeitando-se em seu lugar. Fechei sua porta e dei a volta, caminhando até meu lado e entrando, assumindo o volante. Coloquei o cinto em minha volta e a chave na ignição, ligando o carro e acelerando para longe da loja. – Já sabe em que lugar iremos almoçar? – Mudei o foco do assunto, olhando brevemente para Bella. Ambos precisávamos nos acalmar agora, esse nosso assunto ficaria para mais tarde, iríamos focar em nossa rotina com nosso pequeno garoto ligado aos 220 volts.
— Fomos a semana inteira em restaurantes, hoje poderíamos deixar Andrew divertir-se na lanchonete. – Sorriu abertamente, colocando sua pasta sobre o painel do carro. – Ele precisa comer porcarias, ainda é uma criança. – Deu de ombros e eu ri, prestando atenção no caminho.
— Tudo bem. O McDonald’s é só a uma quadra do colégio, podemos ir até lá hoje. – Cedi, virando a esquina, entrando na avenida. – Mas não será sempre, pelo amor, não preciso de vocês ingerindo tantas porcarias. – Bella riu e pelo canto de olho a vi acenar com a cabeça.
— É mais por ser sexta-feira, nos outros dias iremos a restaurantes como sempre. – Alisou meu braço. – Mas diga-me, como foi com seus pais na compra do apartamento? – Questionou interessada e eu abri um sorriso, fazendo-a vibrar ao meu lado. – Ah, meu Deus! Não me diga que conseguiram persuadi-los? – Gritou animada e eu ri, acenando.
— Demorou um tempo, porém Emmett e eu conseguimos convencê-los a ficar no apartamento. – Observei minha namorada sorrir animada e a todo instante olhar-me, esperando que eu continuasse a falar. – Como você sabe, eu já tinha comprado a cobertura, mas isso ainda é algo entre nós, Esme e Carlisle estão por fora desse pequeno acordo. – Ela assentiu. – Foi difícil, porque eles estavam preocupados com o tanto de dinheiro que eu gastaria com o lugar, mas tanto Emmett, quanto eu, ficamos falando que isso não alteraria nada e de que qualquer forma eu iria comprar um lugar para que eles ficassem perto de nós. – Dei de ombros. – No final eles aceitaram e amanhã já estarão morando lá.
— Que maravilha! – Bella saltitou em seu lugar. – Eu estava com medo de eles serem muito irredutíveis por causa do dinheiro e até que foram, mas fico feliz que tenham ficado com o apartamento mesmo assim. – Apertou meu braço e eu retribuí o bonito sorriso que ela dirigia-me. – Vai ser maravilhoso tê-los por perto, confesso que também temia o local que eles moravam.
— Sim, mas isso fica para trás agora. – Pisquei e virei na rua em que ficava o colégio que Andrew estudava. – O bom é que amanhã mesmo eles sairão de lá. – Soltei o volante e peguei em sua mão, entrelaçando nossos dedos. – Finalmente nossa família toda ficará perto. – Virei rapidamente em sua direção e ela assentiu com um lindo sorriso, inclinando-se e dando-me um rápido beijo no rosto. – Alice também já estará de volta, então será uma coisa a mais para comemorarmos. Ela ligou dizendo que precisa voltar para casa, os enjoos estão matando-a, então não fechará as duas semanas de lua de mel, uma já está de bom tamanho. – Estacionei o carro no estacionamento próprio do colégio, vendo vários pais em frente do portão. Desliguei o veículo e soltei meu cinto, olhando para Bella ao ver que de repente ela ficou calada. – Está tudo bem, amor? – Ela piscou repetidas vezes e assentiu, sorrindo para mim.
— Só estava pensando em algumas coisas, não é nada importante. – Desafivelou o cinto e colocou a bolsa sobre o ombro. – Podemos caminhar até o McDonald’s? É bem perto daqui, e o carro fica no estacionamento do colégio até terminarmos de almoçar.
— Claro, caminhar será bom. – Abri a porta e saí do carro, indo rapidamente até o lado de Bella e abrindo a porta para ela. Ela sorriu lindamente e beijou-me brevemente, afastando-se para que eu fechasse o veículo. Ativei o alarme e peguei em sua mão, entrelaçando nossos dedos enquanto caminhávamos até a entrada do colégio.
Paramos perto de vários pais e chequei a hora em meu relógio de pulso, vendo que faltava menos de cinco minutos para bater o sinal.
— Você voltará para a empresa hoje? – Ouvi a voz de minha namorada e concentrei-me nela.
— Não, fui lá cedo para adiantar algumas coisas e o resto remarquei para a semana que vem. Pela manhã inteira fiquei com Emmett e com meus pais, a tarde serei todo seu. – Pisquei e beijei sua testa, vendo-a sorrir. – Quantas horas de seminário hoje?
— Três. – Bufou. – Mal começamos as aulas e já estamos com várias coisas para fazer. – Divagou e sorri, ouvindo-a falar. – Mas sairemos uma hora mais cedo, já está ótimo. – Encostou sua cabeça em meu braço, bocejando. – Já estou ficando com sono. – Resmungou.
— Descanse pela tarde, você tem acordado muito cedo e dormido muito tarde, precisa repor um pouco dessas energias. – Beijei seu cabelo, ouvindo outro bocejo sair de sua boca.
— Mas eu não queria dormir essa tarde. – Murmurou desgostosa, levantando sua cabeça para olhar-me. Levantei uma sobrancelha e ela bufou, segurando em minha gravata. – Queria aproveitar minhas ideias. – Piscou e eu ri, movendo a cabeça.
— Você as aproveita pela madrugada. – Dessa vez ela arqueou uma sobrancelha e eu dei de ombros. – Andrew dorme como uma pedra pela noite e a parede de nosso quarto é revestida, sabe disso, querida. – Apertei-a contra mim. – Poderá aproveitar o que quiser, mas só a noite.
— Ótimo. – Mordeu a pontinha de minha orelha. – Mal posso esperar. – Mandou-me uma piscadela e eu beijei seus lábios rapidamente. – Espera. – Empurrou-me e olhou-me com o cenho franzido. – Você disse “nosso” quarto? – Parei para pensar no que eu tinha dito e foi somente aí que notei que agora eu nomeava as coisas como minha e de Bella. Era nossa casa, nossa sala, nosso banheiro, nosso quarto...
— Hmmm... costume, eu acho. – Respirei fundo. – Você está praticamente morando comigo, amor, seria difícil não dizer as coisas dessa maneira. – Levei uma mão até seu rosto, beliscando seu queixo. – Acho que estamos nos acostumando com a vida que levamos. – Sorri para ela.
— Amo quando você fica espontâneo. – Ficou de frente para mim, enrolando seus braços em meu pescoço. – E com certeza a posse nosso é incrível. – Inclinou-se, dando-me um beijo. – Parece que eu não fui a única, hein? – Rimos. – Também já me peguei dizendo as coisas dessa maneira. Acho que falei algo sobre nossa casa para Rose hoje, e confesso que fiquei surpresa por ela não ter começado a fazer piadinhas. – Soltei uma risada e antes que eu falasse alguma coisa, ouvi o sinal soar.
O barulho de crianças correndo e suas vozes gritando eram ouvidos de longe. Bella soltou-se de mim e aproxima-nos mais do portão, vendo várias crianças correrem para fora, indo na direção de seus pais. Eu buscava a todo instante a cabeleira loira revoltada e não demorou muito para eu vê-la. Andrew corria animado, trazendo em suas costas sua mochila do Capitão América e na mão direita a lancheira do mesmo personagem. Agachei-me para recebe-lo e rapidamente vi o vulto vindo em minha direção, para em seguida o corpo pequeno colidir-se contra o meu enquanto ele abraçava-me com força.
— Papai! – Gritou entusiasmado e eu sorri, sentindo seus braços circularem contra meu pescoço. Segurei-o e fiquei de pé, apertando-o. – Senti tanto sua falta, pai! – Tirou o rosto de meu pescoço e sorriu, olhando-me. Suspirei ao ver a animação presente em seu rosto, os olhos claros brilhavam e o sorriso era estonteante como sempre, cheio de alegria. – Confesso que amo demais vir para o colégio, mas eu sinto tanto sua falta. – Olhei-o nos olhos. – Te amo muitão, papai! – Abriu os braços animados e eu sorri, beijando sua testa demoradamente.
— Também amo você, campeão. – Pisquei. – E sinto sua falta, tanto quanto você sente a minha, imagina ficar se o furacão em pessoa? – Arqueei uma sobrancelha e ele riu animado. – É deveras estranho. – Balancei-o em meu colo, arrancando risadas dele.
— Mamãe! – Gritou para Bella e morena riu, esticando os braços para ele. Andrew foi de bom grado e encheu o rosto da mãe de beijos, sendo apertado em seus braços. Sorri olhando a cena e cruzei meus braços, prestando atenção neles. Jamais saberia descrever o quanto amava ver o quanto os dois se davam bem, meus maiores amores adoravam-se e isso era o mais importante para mim. Ainda não dava para acreditar em como alguém tão jovem como Bella poderia ser uma das melhores mães que eu conheci, adotando Andrew como seu filho, amando-o por igual. – Também senti sua falta. – Ela beijou seu rosto.
— Também senti, querido. – Piscou. – Como o papai disse, ainda é difícil ficar sem você perambulado animado pela casa. – Rimos e ela o desceu, colocando-o com cuidado no chão. – Agora temos uma surpresa para você.
— Sério? – Gritou animado, olhando para todos os lados, como se pudesse ver e desvendar o que era. – Eu quero, eu quero! – Pulou agitado em seu lugar e eu sorri, segurando em sua mão.
— Vamos almoçar no McDonald’s hoje. – Informei-o e sua agitação dobrou, tendo em vista que seus pulos começaram a ficar mais constantes também, junto com a risada alegre.
— Vamos, vamos, vamos! – Bateu palmas e eu ri, segurando sua lancheira em minha mão. – Preciso mesmo de algo bem delicioso, tenho que ter mais animação! – Começou a andar em nossa frente e Bella arregalou seus olhos, olhando-me assustada, arrancando uma risada minha.
— Por Deus, ele ainda consegue ser mais animado do que isso? – Perguntou retoricamente e eu dei de ombros, indo até meu pequeno agitado, afinal ele já começava a andar ainda mais rápido. Segurei em sua mão esquerda e vi Bella segurar a direita, deixando-o em nosso meio. – Então, querido, como foi a aula hoje? – Ela questionou interessada, olhando para Andrew sorridente.
— A mamãe não faz ideia do quão incrivelmente incrível foi! – Saltitou, enquanto andava. – A professora Renata nos entregou alguns desenhos para pintarmos, só que havia duas regras: Precisava pintar forte, preenchendo todos os buracos brancos, e também não podia pintar fora da linha. – Continuou relatando, tendo nossa atenção. – Acreditem se quiserem, mas eu ganhei o prêmio de melhor pintura! – Gritou animado, fazendo-nos sorrir. – Eu tenho uma medalha, olhem só. – Soltou a mão de sua mãe e puxou um cordão de dentro de sua blusa do uniforme. No cordão havia uma pequena medalhada dourada de plástico, com os dizeres: “Melhor pintor do dia”. – Não é maravilhoso? – Olhou para nós, desviando seus olhos entre Bella e eu, voltando a agarrar a mão dela.
— É sim, campeão. – Baguncei seu cabelo, soltando brevemente sua mão. – Sua mãe e eu ficamos orgulhosos de você. – Pisquei em sua direção, ganhando um maravilhoso sorriso em troca.
Continuamos conversando sobre nosso dia, enquanto caminhávamos em direção da lanchonete. Andrew era o que mais tagarelava, porém Bella e eu prestávamos atenção em tudo o que ele nos dizia, sempre algo novo e ainda mais animado. Nosso pequeno estava contando-nos sobre seus novos amigos, quando chegamos perto da grande lanchonete com sua placa luminosa. Atravessamos a rua e fomos para o local, entrando no estabelecimento e sempre tendo um Andrew animado conosco, ele não parava de saltitar ou falar em nenhum minuto.
— Escolha um lugar para nós, amor, vamos buscar os hambúrgueres. – Pedi para Bella e ela assentiu, soltando um bocejo. – O que vai querer? – Apertei sua mão vazia, antes de entregar a mochila e lancheira de Andrew para ela.
— Pode ser um Big Mac e um suco de laranja. – Assenti e ela sorriu para nós, caminhando pela lanchonete em busca de um lugar.
Segurei a mão de Andrew e fomos em direção a pequena fila que tinha no caixa. Meu filho olhava animado para todos os lados e assim que viu os brinquedos de carros, ficou ainda mais alegre, como se fosse possível.
— Eu vou querer um daquele. – Apontou para o carrinho de algum filme, Carros 3 ou algo assim.
— Vamos pedir um Lanche Feliz então. – Pisquei e ele sorriu, assentindo para mim. Logo chegou a nossa vez e eu fiz os pedidos, vendo Andrew grunhir de animação quando a mulher do caixa trouxe os brinquedos para ele escolher.
Paguei tudo e levei as bandejas, vendo Andrew caminhar em minha frente, indo até onde Bella tinha se sentado e mexia em seu celular atentamente. Coloquei a bandeja do pequeno em sua frente e a outra na frente da minha namorada, afinal continha nossos lanches. Sentei-me ao seu lado e a morena deixou o aparelho de lado, sorrindo para Andrew ao ajuda-lo a desembalar seu lanche. Enquanto ela ajudava nosso filho, eu ajeitava o canudo no copo de seu suco e abria nossos lanches.
— Apesar de toda a gordura, isso parece delicioso. – Piscou para mim e eu ri, vendo-a pegar seu hambúrguer e comê-lo com vontade. – Precisamos voltar mais vezes. – Disse animada, bebericando seu suco.
— Nós vamos. – Beijei sua bochecha e comecei a comer também, vendo Andrew mastigar sua comida e brincar com o carrinho na mesa. – Primeiro coma, campeão, depois brinca, tudo bem?
— Tudo bem. – Assentiu, colocando o carrinho ao lado de sua bandeja. – Vai ser muito legal, eu tenho outros carrinhos em casa e também uma pista, poderei montar tudo para deixar a brincadeira ainda mais legal! – Saltitou em seu lugar, tomando o refrigerante. – O papai pode me ajudar, não é?
— Claro, enquanto a mamãe descansa pela tarde, nós montamos suas pistas. – Ele agitou-se ainda mais e sorri, vendo-o comer. Olhei para Bella e ela soltava outro bocejo, tomando de seu suco de laranja. – Você precisará dormir assim que chegarmos, amor, está caindo de sono. – Murmurei e ela assentiu, encostando-se contra mim e deitando sua cabeça em meu ombro. – Está sendo cansativo a faculdade e o trabalho na loja, não é? – Perguntei preocupado e ela deu de ombros, mordendo mais de seu lanche. – Bella... – Chamei sua atenção e ela engoliu a comida, tomando mais suco.
— Está sendo, mas eu consigo aguentar, Edward. – Olhou para cima, suspirando ao encontrar meus olhos. – Eu sei que você fica preocupado, mas eu quero continuar a trabalhar, me sinto melhor assim.
— Só internamente, porque fisicamente está esgotada. – Esfreguei seus braços, apertando-a contra mim. – Você vai dormir até estar perto da hora de se arrumar, precisa estar descansada para seu seminário. – Beijei seu cabelo.
— Mas eu preciso estudar.
— Estudou o suficiente pela semana. – Suspirei. – É sério, Bella, você vai dormir a tarde inteira hoje. – Ela arqueou uma sobrancelha para mim. – Pare de me olhar desta maneira, amor, estou falando sério com você.
— Você está comportando-se como se fosse meu pai. – Resmungou e afastou-se de mim, escorando-se na parede enquanto continuava a comer.
— Estou cuidando da mulher que eu amo, é diferente. – Peguei em sua mão vazia, apertando seus dedos contra os meus. – Sei que estou sendo protetor, mas você tem que cuidar de si mesma, Bella. – Ela deu de ombros e revirei meus olhos, deixando-a comer, não adiantava discutir com ela agora.
— Papai. – Voltei com minha atenção para Andrew e sorri para ele, vendo-o beber seu refrigerante. – Terminei meu hambúrguer, mas ainda estou com fome. – Fez um biquinho e eu ri, puxando a carteira do bolso da minha calça.
— Compre mais um Lanche Feliz. – Entreguei-lhe o dinheiro. – Com certeza ganhará outro carrinho na compra. – Pisquei e ele sorriu animado, pulando de seu lugar. – Vai com cuidado e aguarde a fila.
— Tudo bem, pai, eu já volto. – Ouvi-o pedir licença para algumas pessoas e o olhei até ele estar na fila para comprar seu lanche.
Continuei a comer também, deixando minha namorada quieta em seu lugar, ela parecia estar um pouco chateada. Eu sei que Bella adorava trabalhar e estudar, porém ela tinha que perceber que fazer as duas coisas estavam acabando com ela. Muitas pessoas faziam isso, tinha conhecimento disso, mas minha namorada parecia cansar-se mais a cada dia e eu apenas queria cuidar dela. Mas fazê-la entender isso era complicado, Bella me chamava de teimoso, porém às vezes ela conseguia ser pior.
Quando terminei meu lanche, bebi meu suco e vi Andrew voltar com cuidado para a mesa, trazendo consigo sua bandeja. Ele sorriu abertamente para mim e sentou-se em seu lugar, afastando a bandeja vazia e colocando a outra no lugar, voltando a comer.
— Eu preciso ir ao banheiro. – Bella falou, jogando os guardanapos sobre sua bandeja vazia. Levantei-me do banco compartilhado e a deixei sair, voltando a sentar-me em seguida. – Acho que esse hambúrguer ficou muito pesado. – Resmungou.
— Você não comeu nada pela manhã? – Questionei confuso e quando ela fez uma careta, respirei fundo prevendo a resposta. – Claro que ficaria pesado. – Tirei uma nota da carteira e entreguei para ela, vendo Bella encarar-me confusa. – Compre uma gelatina ou alguma coisa leve, vai ajudar seu estômago.
— Tudo bem, já venho. – Assenti e a vi afastar-se, indo primeiro na direção do banheiro.
— A mamãe está bem? – Andrew levantou seus olhos confuso e eu assenti, arrastando-me para perto da parede, ficando de frente para meu pequeno.
— Ela só comeu o lanche hoje, então fez um pouco mal. – Avisei-o. – O estômago dela estava vazio para algo tão pesado.
— Verdade, a mãe nem jantou ontem também. – Deu de ombros, mordendo seu lanche. Levantei uma sobrancelha e olhei confuso para Andrew.
— Como assim não jantou? – Franzi meu cenho e meu filho terminou de mastigar, tomando o refrigerante por cima. Bella já não comia direito antes, agora parece que isso estava piorando. Eu sempre cuido para ver o quanto ela comeu pelo dia, porém ontem a noite eu tive uma reunião importante sobre a empresa de outro país, fiquei tarde e noite fora de casa, quando cheguei em casa ela já estava dormindo e Andrew assistia televisão na sala de estar. Era mais de onze da noite.
— Tia Rose foi ficar comigo, já que o papai estava na reunião. – Assenti, ouvindo-o explicar. – Ela fez o jantar antes da mamãe ir para a faculdade, mas a mãe só comeu uma maçã e logo saiu. – Deu de ombros, voltando com sua atenção para a comida.
Vi minha namorada dirigir-se para o caixa da lanchonete e comprar alguma coisa. Em seguida ela voltou-se para a mesa e sorriu para mim, caminhando até nós e trazendo um potinho de gelatina consigo. Ela sentou-se ao meu lado e abriu o pote, comendo devagar sua comida.
— Está tudo bem, amor? – Peguei em sua mão vazia, olhando-a de forma preocupada.
— Estou. – Olhou-me e quando pegou a forma que eu estava olhando-a, ela suspirou. – Andrew contou que eu não jantei ontem? – Arqueei uma sobrancelha. – Eu só não estou sentindo muita fome ultimamente. – Resmungou, voltando a comer a gelatina. – Não é como se eu fosse morrer por isso, Edward. – Murmurou chateada. – Você cuida de mim como se eu estivesse doente!
— Isabella! – Grunhi, repreendendo-a. Olhei brevemente para Andrew e felizmente ele ainda comia, brincando de vez em quando com seus carrinhos. – Já percebeu a forma que está falando? – Ela deu de ombros e eu suspirei, tocando seu ombro. – O que está acontecendo com você? Estava tudo tão bem, até começarmos a almoçar. – Bella continuou em silêncio e eu respirei fundo. – E eu não estou cuidando como se você fosse doente, estou apenas preocupando-me com você, merda! – Grunhi de forma baixa, não queria que Andrew soubesse de tudo isso. – É isso o que as pessoas fazem, elas cuidam de quem amam, porra! – Esfreguei meu rosto. – Dá para contar-me o que está acontecendo?
— Nada está acontecendo. – Murmurou fracamente. Suspirei e olhei em volta da lanchonete, encontrando uma parte que havia vários brinquedos.
— Campeão. – Chamei Andrew, vendo que ele já tinha terminado de comer e agora brincava animado. – Não quer ir lá? – Apontei para o cercado, onde havia um monte de crianças da idade dele. – Nós já vamos embora, só quero terminar de conversar com a mamãe.
— Eu quero! – Abriu os braços animados e eu sorri com sua agitação. Retirei uma nota de cinco dólares, dava para ler o preço daqui, e entreguei para meu pequeno.
— Só tome cuidado e não saia de lá. – Avise-o e ele assentiu, puxando os carrinhos com ele.
— Eu vou cuidar-me. – Sorriu e correu até o local, falando com a moça sorridente que cuidava da entrada.
— Pronto, agora somos só nós. – Peguei na mão da minha namorada e franzi o cenho ao nota-la gelada. Bella havia acabado sua gelatina e agora olhava para a mesa, como se ali estivesse a coisa mais importante do mundo. – Amor, por favor, converse comigo. – Pedi, respirando fundo. – Nunca tinha te visto dessa maneira.
— Já disse que não é nada. – Grunhiu com a voz embargada. Meu cenho franziu-se ainda mais e com a mão vazia eu segurei em seu queixo, levantando-o e obrigando-a a olhar-me. Seus olhos ergueram-se até os meus e fitei assustado seu rosto molhado, vendo-a derramar lágrimas compulsivamente.
— Bella. – Puxei-a para meus braços, apertando-a contra mim. Engoli em seco e ouvi-a soluçar, circulando seus braços em minha volta, apertando-me, como se buscasse algum apoio no nosso abraço. – Amor, está assustando-me, por favor, me fala o que está acontecendo com você. – Beijei seu cabelo, e afastei-a um pouco, segurando seu rosto com as minhas duas mãos, secando-o com meus dedões. – Eu fui grosso com você antes? É por isso que está chorando? – Questionei intrigado e ela balançou a cabeça, negando-me. – Então me diz o que é, por favor. – Ergui seu rosto e beijei sua boca delicadamente. – Diga-me. – Pedi contra seus lábios, respirando fundo. Bella inclinou-se para mim e colidiu com sua boca na minha, abraçando-me pelo pescoço e beijando-me desesperadamente.
Segurei-me em sua cintura e beijei-a de volta, deixando-a recuperar-se durante nosso beijo que parecia cada vez mais alucinador. Bella parecia estar agarrando-se no momento, beijando-me cada vez mais forte, como se buscasse alguma coisa. Suas mãos agarravam meu cabelo e ela torcia os fios contra seus dedos, puxando-me para mais perto dela.
Notando todo o desespero de minha namorada, afastei-a com delicadeza de mim e a olhei confuso, vendo as lágrimas molharem seu rosto ainda mais. Seus olhos estavam fechados e ela respirava fundo, tentando recuperar seu ar. Ergui uma mão e toquei seu rosto, acariciando a pele macia e molhada.
— Diga que me ama. – Pediu em um sussurro, aproximando-se até seu rosto estar ainda mais perto do mundo. – Por favor, Edward, diga-me. – Implorou. – Fale que me ama da mesma maneira que eu te amo. – Abriu os olhos, encarando-me desesperada.
— Claro que eu amo você, Bella. – Encostei sua testa na minha. – Você não precisa ter dúvidas quanto a isto, eu te amo demais. – Nossos olhos estavam interligados. Ela fungou e apoiou-se em meus ombros. – Por favor, amor, fale-me o que está passando por sua cabeça. – Acariciei sua pele. – Estávamos tão bem antes e agora você está dessa maneira.
— Ainda estamos bem, amor. – Fungou, suas mãos ficando nas laterais de meu rosto. – Só estou com medo. – Confessou em um sussurro. Continuei a olhando sem entender e ela respirou fundo. – Você falou-me sobre Alice, lá no carro. – Franzi o cenho. – Sabe, quando chegamos no colégio. – Assenti, ainda confuso com tudo isso. – É que eu também estou assim, durante essa semana, eu só não quis te contar, porque tinha medo de você se preocupar com algo que nem deveria ser tão grande assim. – Mordeu o lábio. – Eu achava que não poderia. – Olhou para baixo.
— Eu estou ficando cada vez mais confuso. – A fiz olhar para mim novamente. – Explique-me. – Pedi, sentindo meu coração bater com força pelo desconhecido. Estava começando a ficar assustado com a atitude de Bella, ela não se desesperava por qualquer coisa ou chorava por isso. Minha namorada respirou profundamente e assentiu, ainda derramando algumas lágrimas.
— Você contou que Alice estava sentindo forte enjoos e isso estava acabando com ela. – Assenti, tentando acompanha-la. – Eu também estou sentindo isso, durante essa semana. – Arregalei meus olhos. – É sempre de manhã cedo, antes de você acordar. Eu não quis dizer, porque achei ser algo diferente que eu comi ou alguma coisa assim. – Engoliu em seco. – Mas lembrei-me das coisas que sua irmã disse, sabe enjoos, tonturas e cansaço extremo. – Concordei, olhando diretamente em seus olhos. – Eu venho passando por isso. – Soltou um longo suspiro, apoiando-se em meus ombros. – E..., eu... eu acho que estou grávida, Edward.
“Continua...”
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