Never It's Late.
34 Novos acontecimentos.
Notas iniciais
Novos acontecimentos.
Pov Edward.
— Eu quero o primeiro pedaço! – Emmett gritou e eu ri, revirando meus olhos enquanto cortava o bolo, ouvindo o riso baixo de minha namorada que estava ao meu lado, segurando Andrew em seu colo.
Vire-me para ela e pisquei, fazendo-a sorrir e beijar o pequeno, que também encarava-me alegremente, esperando ansiosamente para comer seu bolo preferido, que era morango com calda de chocolate por toda a parte. Alice, mais do que ninguém, sabia o quanto o garoto amava aquele doce, assim como eu, por isso escolheu exatamente o bolo daquele sabor, agradando o aniversariante e seu sobrinho que tanto amava. Dava para notar, que com todo o tempo que passamos juntos, Andrew foi adquirindo tanto minhas manias, como meus gostos por todas as coisas, desde comida, para cores preferidas.
Com cuidado, tirei o primeiro pedaço e coloquei-o no prato de porcelana que estava ao lado da forma do bolo. Peguei o preto em minha mão e olhei cada rosto presente naquela sala, rindo ao ver Emmett pular energicamente em seu lugar, fazendo sua namorada rir com toda sua animação.
Eu amava demais cada um que estava comemorando esse dia comigo. Jamais tinha me permitido celebrar um momento que parecia tão triste em minha memória. Infelizmente, o dia do meu aniversário guardava as piores lembranças, entretanto eu já estava deixando isso para trás e não importava-me mais com as coisas que tinha acontecido, tudo é passado e é exatamente lá que deve ficar. Eu não preciso ficar atormentando-me por cada cicatriz que eu guardo. Definitivamente, a dor é grande demais e não irá sumir de uma hora para a outra, eu só tenho que lutar para deixar isso guardado, porque não fará nenhuma diferença em minha vida. Eu tenho tudo o que eu preciso em meu presente, as pessoas que eu amo estavam ao meu lado, e nada além disso era importante. Nem mesmo os males interessavam, isso não me acarretava em nada, por isso era a hora de deixar para trás.
Olhei para Emmett, rindo com toda a alegria de meu irmão, agradecendo por poder chama-lo dessa maneira. Fui inconveniente demais quando o conheci, mas era o ciúme falando mais alto do que minha razão. Porém, agora, eu não conseguia pensar no quanto eu amava aquele cara e tê-lo como alguém da família, como meu irmão, era uma das coisas mais importantes para mim. Assim como ter conhecido Rosalie através de Bella. A namorada de Emmett era mais do que maravilhosa, a Loira tornou-se especial demais para mim e eu não poderia jamais agradecê-la por sempre ser tão cuidadosa com Bella, protegendo minha namorada como se fosse sua irmã. E além disso, Rose a todo momento foi incrível comigo, sorrindo e desejando-me que as coisas melhorassem, prometendo estar ao meu lado para qualquer coisa. Verdadeiramente, eu não esperava nada disso acontecendo comigo, porém a cada momento, eu conseguia ter uma pessoa a mais em minha família, acolhendo todos com muito carinho, porque cada um era importante para mim.
Jasper permanentemente foi meu amigo, muito mais do que foi meu psicólogo. Ele foi e é uma pessoa importante pra caramba em minha vida. O loiro ajudou-me a enfrentar diversos obstáculos. Antigamente, eu possuía somente Alice e apesar de todo o carinho e amor que ela demonstrava-me, eu ainda era solitário e era terrível sentir-se daquela maneira, como se nada fizesse sentido em minha vida. Jasper trabalhou nisso, ajudou com que eu abrisse minha mente e conseguisse tirar os crápulas que me maltratavam tanto do centro, pensando mais em mim e em minha vida. Foi com sua assistência que eu comecei a repensar em tudo em minha volta, chegando na conclusão em ajudar alguém que poderia estar passando pela mesma situação que eu passei quando era criança. Assim eu adotei Andrew, porque um amigo foi importante demais para mim. Alice, bem, não havia nem palavras para descrever o quão essencial aquela mulher é para mim. A morena auxiliou-me em vários estágios da minha vida, até mesmo quando ela ainda era uma criança. Chorando e cuidando de mim. Nunca me esquecerei de tudo o que minha irmã fez por mim e apesar de não sermos irmãos de sangue, eu sempre irei considerá-la como tal, pois eu a amo. E isso é tudo o que importa.
Não há palavras o suficiente para descrever Carlisle. Emmett era exatamente como ele, brincalhão. Meu pai era um homem incrível, que sempre batalhou por sua família, colocando-a em primeiro lugar e era nessa parte que eu via-me nele, amando todos em sua volta mais do que a si mesmo. Eu não conseguia descrever o tamanho de minha admiração por aquele homem. Carlisle era maravilhoso e apesar de não termos muito tempo juntos, eu amo demais ele, não tem como eu expressar o tamanho de meu sentimento. É a mesma coisa com Esme. Não tem como você dizer o quanto seus pais são importantes para você e o quanto você os ama, isso é algo que é sentido e não existe uma maneira correta de verbalizar, porque qualquer palavra seria eufemismo para representar meu amor por eles. Esme é a mulher mais carinhosa e bondosa que eu conheci em minha vida. Minha aparência estava totalmente ligada à dela, mas eu sei que a bondade não. Eu posso ter mudado, mas ainda não conseguiria ser tão bom como aquela mulher é, isso é um dom que somente minha mãe possui e eu admiro-a ainda mais por isso.
Meus olhos dirigiram-se para a mulher maravilhosa que estava ao meu lado, sorrindo enquanto conversava com nosso filho. Como se sentisse que eu estava olhando-a, Bella abriu um sorriso maior e deixou seus olhos castanhos interligarem-se aos meus. Com certeza, expressar o que eu sentia por Isabella era a parte mais impossível de tudo isso. Aquela mulher mudou minha vida completamente, deu-me razões para continuar em frente, acreditando sempre que possuiria dias melhores. Eu a amo de uma maneira inacreditável e inexplicável. Somente em tê-la em minha vida, sinto-me completamente realizado, pois foi Bella quem deu-me o maior presente que eu desejava, mesmo que ocultasse de tudo e de todos: Uma família. Por ela, por Andrew e por nosso bebê que está a caminho, eu continuo firme e forte, considerando toda a perspectiva de felicidade em nossa vida. Lutando por sempre dar o melhor para eles.
— Vocês sabem o quanto são importantes para mim. – Pigarreei, finalmente voltando a falar. Todos olharam-me com sorrisos verdadeiros nos lábios, fazendo-me sorrir de volta. – Amo cada um presente nessa sala. O que vale a pena para mim, são as pessoas que estão aqui e agora. – Sorri e abracei minha namorada pela cintura, puxando-a para próximo de mim. Suspirei e olhei nos olhos de cada um. – Sei que somente existe um primeiro pedaço de bolo, mas todos são demasiados significativos em minha vida, nada seria o mesmo sem vocês. – Engoli em seco. – Eu poderia dar o primeiro pedaço para qualquer um, em razão de todos serem imprescindíveis em minha vida, mas sei que estou lidando com mulheres grávidas por aqui. – Olhei para Bella e ela revirou os olhos, assim como Alice, como pude notar pelo canto de olho. – Saibam que amo todos, na mesma intensidade e maneiras diferentes. Mãe, pai, Emmett, Rose, Jasper, Alice e Bella, vocês nem imaginam o quão significativo é tê-los comigo neste dia, fazendo-me festejar algo que jamais pensei ser possível. É ótimo ter cada um ao meu lado. Entretanto, por ser uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço e também por possuir toda a carisma invejável, o primeiro pedaço de bolo vai para meus herdeiros. O segundo, infelizmente ainda não está por aqui, mas eu faço essa homenagem para ele ou ela. – Pisquei para Bella que já derramava-se em lágrimas, e Andrew que gargalhou animado, batendo palmas com toda sua alegria.
Ri e peguei o bolo com garfo, dirigindo-o até a boca de meu pequeno campeão. Ele abriu a boca e suspirou quando pegou o bolo do talher, sorrindo enquanto mastigava, arrancando risadas de todos.
— É incrível! – Ergueu os braços. – Tia Alice, você é perfeitamente perfeita em encomendar bolos. – Piscou divertido para a morena, e ela bufou, soltando uma risada em seguida. Ela tinha consciência que era péssima na cozinha. – Papai, coloque bolo na boca da mamãe, talvez meu irmãozinho possa sentir o quanto é gostoso. – Sorriu inocentemente e minha namorada riu, beijando o rosto de Andrew, limpando a boca dele que estava suja de chocolate.
A lógica infantil que Andrew possuía era incrível.
[...]
Suspirei baixinho e encaminhei-me para a poltrona na grande sala de Alice, sentando-me no estofado confortável. Cruzei minhas mãos sobre meu colo e continuei avaliando o local totalmente animado, todos conversando alegremente e a música soando alto no som que minha irmã tinha. Um sorriso brincava em meus lábios, conforme meus olhos caíam sobre cada integrante da minha família, cada um tinha sua alegria nos olhos e um enorme sorriso nos lábios, deixando-me ainda mais feliz por todas as coisas darem certo, porque finalmente, todos estavam leves e felizes, como nunca puderam estar antes. Eu entendia perfeitamente esse sentimento, jamais pensei que algum dia eu conseguiria sentir toda essa leveza dentro de mim, e ainda mais uma felicidade indescritível e incomparável que me abatia. Para ser sincero, nem sabia como era sentir-se feliz, não havia conseguido sentir esse sentimento completamente, porém era a melhor coisa para sentir, não dava para verbalizar tudo isso para os outros, mas tenho certeza que o sorriso em meus lábios e meus olhos brilhando, era uma grande dica de como eu estava no momento: Mais realizado do que nunca.
Meu coração batia fortemente contra minha caixa torácica, dando-me toda a certeza da realidade. Arrepios eram enviados por meu corpo completo, fazendo-me respirar fundo enquanto tinha todo o choque da realidade sobre mim, assim como tinha tido por toda a madrugada. Podia ser repetitivo eu parar e pensar tanto em tudo o que ocorria em minha vida, entretanto era a coisa mais importante para que eu fizesse agora, porque eu tinha que ver o quanto as coisas mudaram desde que eu permiti-me conhecer novas pessoas. Eu sempre afastava-me de qualquer um, mas quando olhei para Isabella, sabia que isso não seria possível, era como se algo chamasse-me para ficar perto dela. Era impossível eu afastar-me totalmente, por mais que eu quisesse, pois, minha mente não saía dela um só instante. A cada dia, desde que eu a vi pela primeira vez, meus sentimentos misturaram-se e minha vida girou em 360º, mostrando-me uma nova perspectiva, uma que jamais tinha me permitido experimentar. Eu afastava-me e afastava todos em minha volta, era um ‘dom’ que eu tinha adquirido para não sofrer mais em minha vida, afinal, cada lembrança ruim perseguia-me diariamente. Mas, com Bella foi diferente, eu realmente senti que algo despertava dentro de mim, quando meus olhos foram em sua direção e eu a vi caminhar até o local em que estava, trazendo um Andrew animado em seu colo. De alguma forma, eu sabia que nada mais seria a mesma coisa.
Assim que esse ano começou, eu temia que ele passasse como os demais, comigo fugindo daqueles canalhas e torcendo para que cada novo dia as memórias não me atormentassem, e eu conseguisse proteger a mim e meu filho. Quando ouvi os fogos de artifício à meia noite do dia 31 de dezembro de 2016, eu somente abracei Andrew e olhei para o céu iluminado, pedindo veemente que as coisas mudassem, desejando que pela primeira vez, o ano fosse completamente diferente para nós. Eu só queria uma boa vida, algo que jamais tinha conseguido experimentar, porque nunca consegui fugir de minhas dores. E era isso o que eu queria: Poder esquecer o passado, para que dessa forma eu conseguisse seguir em frente com Andrew, dando uma vida melhor para nós dois. Eu era ressentido demais e por mais que eu pedisse, com meus olhos a todo momento nos fogos que subiam aos céus até explodirem, eu sentia que por mais que nada se realizasse, eu ainda podia sonhar, porque de alguma forma as coisas tinham que mudar. E eu faria qualquer coisa por uma realidade diferente, pois eu precisava disso e Andrew mais do que ninguém, porque minha meta era vê-lo feliz e protegido de qualquer coisa nesse mundo. Eu estava de saco cheio com a vida monótona e amedrontada que eu tinha, sempre fugindo dos fantasmas de meu passado, queria mudar isso, por mais que me aterrorizasse com as possibilidades.
E olhe onde chegamos agora.
Eu mal podia conter minha boca, porque o sorriso ficava a cada segundo maior em meu rosto. A cada vez que eu me dava conta de como tudo estava no momento, uma nova onda de alegria acertava-me. Sofri demais no passado, havia coisas que ainda doíam profundamente, porém se fosse para chegar até onde eu encontrava-me no momento, eu passaria por cada maldita dor novamente. Eu só tinha a agradecer pela vida extraordinária que eu estava levando e nada poderia tirar isso de mim.
— Tudo bem, maninho? – Sobressaltei-me com a voz repentina e pisquei diversas vezes, olhando para meu lado direito, assim encontrando minha irmã sentada e sorrindo lindamente para mim. Respirei fundo e puxei uma mão de seu colo, apertando seus dedos pequenos contra os meus. – Você parecia tão pensativo. – Falou lentamente, seus olhos avaliando-me a cada instante, como se estivesse procurando algum vestígio de tristeza ou raiva. Algo que, no passado, seria muito comum.
— Só pensando em toda a minha vida, mais uma vez no dia de hoje. – Soltei uma risada baixa, olhando para nossas mãos juntas. Engoli em seco, suspirando. – Eu ainda não consigo acreditar em tudo, entende? – Meus olhos foram em sua direção e ela franziu o cenho levemente. – Tanta coisa está diferente, Alice, e de uma forma que nunca pensei que estaria. Como eu poderia imaginar que seria tão feliz, ainda mais depois de tudo o que passei em minha vida? – Soltei e ela suspirou baixinho, um lampejo de entendimento passando por suas orbes claras. – Eu só tinha medo de como as coisas seguir-se-iam, assim que iniciamos esse novo ano, lembra? – Ela assentiu, sorrindo um pouco, como se estivesse lembrando-se do exato dia. – Tinha lhe contado todos meus medos, Alice, e você prometeu ajudar-me a cada obstáculo que surgisse, dizendo-me que enfrentaria seus... Anthony e Elizabeth, por mim. – Mordi meu lábio, negando-me a encaixá-los no adjetivo “pais”, porque uma pessoa deveria ser honrada e boa para conseguir esse título, coisa que aqueles crápulas jamais poderiam ser. Ainda mais depois do que fizeram a minha irmã. Eu já não havia os perdoado pelo mal causado a mim, porém o que fizeram a Alice, isso nunca em minha vida poderia suportar. – Tivemos tantas coisas para enfrentar no decorrer desses meses, hein? – Brinquei a cutucando e ouvi-a soltar uma risada, assentindo em minha direção. – Parece que foi a tanto tempo que comemoramos o ano novo. – Rimos juntos e ela aproximou-se mais de mim, deitando sua cabeça em meu peito, fazendo-me abraça-la contra mim.
— Para ser sincera, para que foi ontem que você adotou Andrew. – Disse de forma melancólica e eu sorri, apertando-a contra mim. – Passamos por tantas coisas. – Apoiei minha cabeça sobre a sua, beijando os fios escuros. – Mas tudo o que importa, Edward, é que estamos aqui e agora, juntos e comemorando algo que você nunca tinha se permitido. – Afastou-se minimamente, apenas para conseguir olhar-me nos olhos. – Eu fico feliz na mudança provocada em sua vida, maninho, não sabe o quanto sinto-me realizada por vê-lo finalmente bem e feliz, sem ressentimentos ou mágoas, apenas... vivendo. – Suspirou longamente. – Sempre falei que temia as coisas que suceder-se-iam em sua vida, anos atrás, é claro, antes mesmo de você conhecer a criatura fascinante que seu filho é. – Brevemente meus olhos buscaram por Andrew e sorri ao vê-lo no colo de Rosalie, gargalhando enquanto escutava o que a Loira lhe dizia. – Você vivia isolado e trancado, Edward. – Voltei com minha atenção para Alice e ela deu-me um pequeno sorriso, suspirando baixinho. – Eu sei de tudo pelo o que passou, eu cheguei a ver um dia, e nunca mais consegui olhar para aqueles cretinos da mesma forma. Sei que ajudava-os, mas não era da mesma forma, Edward, sempre odiei-me por sentir algo por eles, ainda mais após ver seu sofrimento, porém você era tudo para mim. – Abracei-a com força novamente, fechando meus olhos apertados ao ouvir sua voz embargar a cada nova palavra. – Assim que você começou a arrumar sua vida, ainda era o cara solitário e fechado de sempre, e você não sabia o medo que eu tinha de que... – Interrompeu-se abruptamente e eu engoli em seco, imaginando o que Alice falaria. Suspirei baixinho e passei minha mão por suas costas.
— Medo de que eu tentasse me matar? – Completei sua frase, ouvindo-a estremecer contra meus braços, como se imaginasse algo parecido. – Eu não posso negar, maninha, pensei em várias vezes em cometer alguma loucura. – Respirei fundo, ouvindo-a suspirar. – Mas eu sempre imaginei como você ficaria. – Afastei-a de mim, segurando seu rosto entre minhas duas mãos, fazendo-a olhar-me. – Nunca poderia fazer algo do tipo com você, Alice. Eu sentia dores terríveis dentro de mim, porém desistir não poderia ser a única opção. Sem contar, que eu sempre a tive em mente, e sei o quão sensível você é e como sofreria com algo parecido, então jamais tive coragem para realizar esse tipo de coisa. – Sorri um pouco, fazendo-a soltar um longo suspiro novamente. – Eu sentia que não seria certo. Loucura, não é? Mesmo que eu fosse tão magoado, incessantemente pensava em como seria daquele dia em diante, em como tudo poderia mudar de uma hora para outra. Desejava, de forma impetuosa, que uma transformação ocorresse, somente em um piscar de olhos. E estando aqui com todos vocês, comemorando meu aniversário, só me mostra, mais uma vez, de como a vida pode valer a pena quando você luta por ela. – Alice abriu um sorriso brilhante novamente, fazendo-me espelhá-la, deixando assuntos terríveis para trás. Não era mais necessário lembrar daquelas coisas passadas. Foram tempos horríveis, ainda guardo cicatrizes, porém não é necessário alimentar algo que não é importante para nós.
— Quem diria que uma garota provocaria todas essas mudanças, hein? – Piscou divertida, cutucando-me em minhas costelas, fazendo com que eu soltasse uma risada. Olhei em volta da sala e mordi meu lábio ao encontrar meu pai abraçando Bella pela cintura, sorrido ao ver a nora com suas mãos sobre o estômago, enquanto conversava contente com ele. – Agora eu entendo as desconfianças de Jasper na sexta-feira. – Minha irmã disse risonha, fazendo-me desviar os olhos para ela, arqueando uma sobrancelha em confusão. – Nós estávamos planejando sua festa surpresa, então eu decidi ir até a Universidade para encontrar Bella, assim que voltei de viagem. Ela parecia estranha, como se estivesse sentindo vertigens ou enjoos. – Revirou os olhos, ainda rindo. – Eu, mesmo que esteja passando por isso, nem liguei muito os fatos, mas meu marido olhava cada vez mais desconfiado para minha cunhadinha. – Olhou brevemente para minha namorada, sorrindo quando a viu com suas mãos sobre a barriga. – Eu amo demais aquela garota, e meu amor só aumenta ao ver o quanto ela consegue fazer você feliz, Edward. – Sorrindo, abracei Alice e suspirei alegremente quando apoiei meu rosto em seu ombro, circulando meus braços em sua cintura. – Estou tão animada com a gravidez de vocês, quanto estou com a minha. – Ouvi sua risada. – Nossos filhos nascerão em datas próximas. – Comentou. – Não é o máximo?
— Incrível. – Respirei fundo e beijei seu cabelo, afastando-me e olhando para seu estômago um pouco avantajado. – E como meu sobrinho está? – Toquei sua barriga e minha irmã deixou um sorriso sonhador tomar conta de seus lábios, conforme repousava uma mão sobre a minha.
— Perfeitamente saudável. – Suspirou com contentamento. – Sabia que eu sonho com um menino? – Ergueu os olhos para mim, fazendo uma alegria irreconhecível passar por mim, assim que notei todo o brilho e amor estampado nos olhos de minha irmã. Não dava para descrever o quanto Alice era importante em minha vida e o quanto eu amava, apesar de qualquer coisa. Ela sempre seria a minha irmã maravilhosa, nada mudaria isso. Mais uma vez, o sorriso já estampava o meu rosto. – Toda noite, eu vejo Jasper, eu e um menino incrível brincando no parque. – Mordeu os lábios, massageando a sua barriga comigo, fazendo-me sentir a protuberância formada. – Eu acredito muito que meu instinto materno esteja aflorando. – Soltou uma risadinha, fazendo-me acompanha-la.
— Você parece vidente, Alice, até tenho medo de você. – Pisquei brincalhão, arrancando mais uma risada sua. – Eu só estou feliz que você esteja reconstruindo sua vida, da melhor forma possível. – Dei-lhe um demorado beijo na testa, suspirando contra sua pele. – Não sabe o quanto sinto-me bem ao vê-la realizada, maninha, posso ver toda a alegria estampada em seu rosto. E isso, para mim, não tem preço. Tudo o que eu sempre quis, é fazer as pessoas que eu amo feliz.
— E você cumpre isso muito bem, Edward. – Apoiou seu rosto em meu ombro. – Sempre cuidando de todos, amando-nos mais do que a si mesmo. Eu admiro muito isso em você, sinto-me orgulhosa demais por ser sua irmã. – Olhou-me sob os cílios, ainda apoiada em mim, dirigindo-me um bonito sorriso. – E também sinto-me ótima ao saber que será pai novamente. – Ergueu sua mão vazia, beliscando meu queixo, fazendo-me rir. – É sério, eu nem pude acreditar quando Bella anunciou a gravidez! – Riu alegremente. – Aposto que está exultante com tudo isso.
— Com certeza estou. – Olhei em volta, vendo toda a minha família reunida. – Bella consegue surpreender-me a cada dia, fazendo com que meu amor por ela aumente. – Sorri, vendo os olhos brilhantes de Alice em mim. – Não imaginava nada a mais para completar nossa felicidade perfeita, e então minha namorada dá a notícia da suposta gravidez. Deus, isso alertou-me de uma forma que nem posso explica-la, e não de uma forma ruim, muito pelo contrário, sentia-me mais do que animado para que as suspeitas fossem verdadeiras e eu realizasse parte de um sonho de Andrew e meu: Formar uma grande família. – Balancei a cabeça, sorrindo a todo instante.
— Andrew reagiu muito bem, não é? – Confirmei com um aceno. – Eu imaginava isso. Ele sempre foi louco por você e sei que nós bastávamos para ele, mas toda criança sonha com uma família enorme, com Andrew não seria diferente. – Respirou fundo. – Só fico mais do que alegre ao saber que vocês estão realizando seus sonhos. Isso é o mais importante. – Piscou para mim. Alice mordeu seu lábio inferior e olhou para todos os lados, arrastando-se para mais perto de mim. — Mudando um pouco de assunto. Rosalie ligou-me, avisando-me sobre o dia primeiro de julho. – Olhou-me acusadora e eu ri baixinho, acenando com a cabeça ao ver a pergunta muda em seu olhar. Alice arregalou os olhos e mais uma vez olhou em volta, abrindo a boca em choque quando encarou-me novamente. – Oh, meu Deus! – Abanou as mãos. – É o que eu realmente estou pensando?
— Com certeza é. – Alice tampou sua boca, soltando um grito abafado contra a palma de sua mão, rindo divertidamente em seguida. – Alice! – Repreendi-a, vendo seu marido olhar-nos confuso. Droga, Jasper era a pessoa mais perceptível desse mundo todo. O loiro arqueou uma sobrancelha e eu apenas dei de ombros, vendo-o semicerrar os olhos antes de voltar com sua atenção para o que meu irmão lhe dizia. – Não chame atenção, somente Rosalie e você sabem disso.
— Oh, meu Deus! Oh, meu Deus! Oh, meu Deus! – Cantarolou animada, saltitando em seu lugar no sofá. Esfreguei meu rosto, respirando fundo e pensando em alguma maneira para manter a boca de Alice fechada. – Eu não estou acreditando nisso! – Riu com vontade, olhando-me com toda a alegria estampada em seus olhos. – Maninho, você é incrivelmente incrível! – Piscou um olho, e eu tive que rir ao ouvi-la soltar um dos bordões de Andrew. – Você sempre está surpreendendo-me, Edward, e isso só deixa-me mais orgulhosa da pessoa que tornou-se. – Suspirou auditivamente e segurou meu rosto com suas duas mãos, estralando um beijo em minha bochecha. – Isso é o máximo! Mal posso esperar para ficar a sós com Rose e discutir a novidade. – Dirigiu-me uma piscadela e eu sorri para ela, sentindo-me satisfeito ao ver o contentamento de Alice por ver-me realizado e mais do que nunca, bem com tudo em minha volta.
— Teremos novidade? – Olhei para frente, arqueando uma sobrancelha ao ver meu pequeno saltitando com um copo de refrigerante na mão direita. Ele sorria abertamente e eu estiquei meus braços até ele, puxando-o para meu colo, cuidadosamente para não fazê-lo derramar sua bebida. – Olá, papai. – Sorriu mais ainda e eu ri com toda sua espontaneidade, beijando seu rosto.
— Oi, campeão. – Pisquei.
— Oi, tia Alice. – Acenou para minha irmã, fazendo-a cumprimenta-lo também. – Como está seu bebê? – Olhou curiosamente para a barriga dela, inclinando-se. – Posso tocar?
— Claro, querido. – Alice pegou na mão de Andrew, puxando-a até estar sobre o estômago. – Meu bebê está ótimo e crescendo muito bem. – Sorriu orgulhosa, suspirando alto. – Sua mamãe também está com um na barriga dela. – Meu filho assentiu animadamente, acariciando a barriga de sua tia.
— Eu sei, e isso não é o máximo? – Pulou em meu colo, rindo com vontade. – Em pouco tempo, eu serei o irmão mais velho e papai disse que eu poderei ensinar tudo para o novo membro da família. – Olhou-me sorridente. – Sabia que eu torço muito para que seja uma menina, pai? – Franzi meu cenho, achando curioso sua fala. Normalmente, meninos mais velhos esperariam por outro menino, torcendo para ter alguém com quem brincar.
— Sério? – Perguntei curiosamente, vendo Alice dirigir o mesmo olhar para meu pequeno. – Pensei que torceria para um menino. – Andrew sorriu e balançou a cabeça, negando-me e voltando a olhar para sua mão sobre o estômago de Alice.
— Eu quero muito uma irmãzinha, assim eu poderei sempre cuidar dela, protegendo-a de todos. E também, posso ensinar muitas coisas a ela. – Esfreguei suas costas, sorrindo orgulhoso de meu pequeno campeão. Quem iria imaginar isso? Na verdade, nem era para eu estar surpreso, Andrew sempre foi um garoto maravilhoso, querendo fazer o melhor para qualquer pessoa que ama, sem esperar nada em troca, comportando-se como uma pessoa verdadeiramente madura. – Sem contar, pai, que eu tenho certeza que meu primo vai ser um menino. – Deu de ombros, olhando para sua Alice, que encarava-o espantada. – Sabia, tia? Eu imagino um menino em seus braços. – Abriu um sorriso enorme e minha irmã olhou-me emocionada, deixando algumas lágrimas aparecerem em seus olhos. – Eu disse algo errado? – Andrew olhou-me assustado e eu ri, ajeitando-o em meu colo.
— Está tudo bem, Andrew, tia Alice emociona-se facilmente por causa da gravidez. – Minha irmã confirmou, respirando fundo. – Sua mãe ficará assim também, pode ir acostumando-se. – Pisquei e ele sorriu, bebericando seu refrigerante.
— Eu só fico intrigada com sua forma tão incrível, querido. Adoro seu jeito maduro e inteligente. – Alice deu um demorado beijo no rosto de Andrew, sorrindo emocionada. – Te amo muito, Andrew.
— Também te amo muitão, tia Alice. – Meu pequeno sorriu. – Ficarei muito feliz em ser amigo de seu filho, tenho certeza absoluta que ele será maravilhoso assim como você e tio Jasper.
— Oh, meu Deus, Edward! – Olhou-me com seus olhos marejados, fazendo-me rir. – Esse garoto ainda irá me desidratar com tanta doçura! – Secou seus olhos, respirando fundo. – Eu já volto. – Deu-me um beijo no rosto e ficou de pé, caminhando rapidamente para a cozinha. Eu imaginava que ela iria em busca de água, sempre acontecia isso quando Alice ficava emocionada demais. Era como se ela pudesse repor suas lágrimas. Às vezes, desconfiava que minha irmã era meio anormal, mas com isso já estava acostumado.
— O que aconteceu com a baixinha? – Emmett jogou-se ao meu lado, rindo quando Andrew jogou-se contra seu colo. – E aí, garotão!
— Olá, tio Emmett! – Andrew olhou-o animado, tomando mais de sua bebida. – Eu acabei fazendo tia Alice chorar. – Sorriu inocentemente. – Só não entendi muito bem. – Deu de ombros. Meu irmão olhou-me curiosamente e eu ri.
— Andrew só foi ele mesmo, dizendo suas incríveis palavras doces. – Respondi-o. – E sabe como Alice anda emotiva, então ficou mais apaixonada pelo pequeno aqui. – Baguncei os fios loiros de meu filho e ele sorriu alegremente.
— Entendo perfeitamente. – Emmett tirou o copo da mão de Andrew, apoiando o objeto na mesinha de centro. – Mas meu sobrinho é perfeito, então Alice tem que acostumar-se com tudo o que ele fala, não é? – Andrew assentiu animadamente e eu ri, vendo meu irmão ficar de pé e jogar meu filho sobre seus ombros. – Porém, eu ainda preciso aplicar um castigo nesse garoto, pois não se mexe com uma mulher grávida e completamente chorona. – Emmett rapidamente olhou para os lados. – Edward, não diga nada a Alice. – Dei de ombros, erguendo minhas mãos em sinal de rendição.
— Tio Emmett, você sabe que não está fazendo o menor sentido, não é? – Andrew brincou, jogado de ponta cabeça nas costas do tio, batendo com as duas mãos nele. – E eu estou começando a ficar tonto. – Seus olhos vieram até mim. – Papai, me ajuda! – Sorriu brilhantemente, como se estivesse tentando me convencer.
— Nada de pedir ajuda ao seu pai, é a lição por atormentar uma pessoa chorona. – Emmett moveu-o em seus ombros, trocando-o de lado e jogando Andrew no ombro esquerdo. Meu pequeno campeão gargalhava com a brincadeira, distribuindo alguns tapas nas costas do tio. – É divertido demais! – Meu irmão riu animado.
— Por Deus, Emmett, eu vou te matar se machucar meu filho! – O grito veio do outro lado da sala e ergui meus olhos, vendo minha namorada encarar meu irmão de forma assassina. Emmett apenas sorriu para Bella e continuou a balançar Andrew, arrancando risadas do garoto. Sorri para a brincadeira e meu filho acenou divertidamente para mim, a cada vez que era trocado de ombro, sendo jogado como um saco de batatas. – Edward! – Bella grunhiu, batendo um pé no chão. – Faça-o parar! – Esfregou o rosto, respirando fundo. – Isso não vai acabar bem. – Resmungou e percebi minha mãe entregar-lhe um copo de água.
— Não se exalte, querida. – Esme deu-lhe um beijo na bochecha. – Está tudo bem, olhe como Andrew ri. – Apontou para o garoto risonho e eu sorri, colocando-me de pé. Dei um tapa no braço de meu irmão, que também parecia divertir-se, e fui até minha namorada, circulando meus braços em sua cintura, observando-a tomar água devagar.
— Mais calma? – Perguntei-lhe e ela suspirou, acenando rapidamente. Tirei o copo de sua mão e entreguei para minha mãe, agradecendo-a e recebendo um sorriso em minha direção, conforme ela caminhava até a cozinha. – Amor, fique tranquila, está tudo bem com eles. – Ouvia-a bufar baixinho, olhando rapidamente para a cena atrás de mim. Eu apenas ouvia a risada de Andrew e a do Emmett. – Ei, desfaz essa careta e mostre-me seu lindo sorriso.
— Eu fico preocupada. – Choramingou, aconchegando-se contra mim e deitando seu rosto em meu peito. – E se ele cair? – Ergueu seus olhos até os meus e eu sorri, beijando seu nariz empinado.
— Nada vai acontecer. – Pisquei, esfregando suas costas. Ela suspirou auditivamente e ouvi a risada baixa de meu pai, enquanto ele bebericava o champanhe em sua taça.
— Filho, se você não casar com essa mulher, vai cometer o pior erro de sua vida. – Riu novamente e ouvi um pigarro baixo de Bella, sentindo-a esconder seu rosto contra minha camiseta, típico gesto de quando ela estava envergonhada.
— Obrigado pelo conselho, pai. – Semicerrei os olhos e o observei dar de ombros, sorrindo abertamente.
— Bem, eu faço das palavras de Carlisle as minhas. – Rosalie intrometeu-se, caminhando até nós e sorrindo maliciosamente. Rolei meus olhos discretamente. – Bella, caso Edward demorar muito com o pedido, é melhor você fazer primeiro. – Empurrou o ombro da amiga, delicadamente, e ouvi minha namorada manhosa soltar uma repreensão ao estralar a língua.
— Rosalie, Rosalie, Rosalie! – Alice saiu da cozinha, correndo e saltitando até o pequeno círculo que formamos. Com toda sua euforia, todos olhamos confusos para toda a sua gritaria. Arqueei uma sobrancelha para minha irmã e ela parou ao lado de Rose, olhando embaraçada para todos que estavam encarando-a, até pegar meu olhar. Ela arregalou os olhos, parecendo perceber o que estava fazendo. Alice sorriu minimamente e abanou as mãos, como se fizesse descaso. – Só estou ansiosa para conversar sobre a gravidez. – Deu de ombros, rindo baixinho.
— Querida, você sabe que Rose não está grávida, não é? – Meu pai perguntou calmamente, como se falasse com alguém perdido. Carlisle arqueou uma sobrancelha para Alice e ela riu nervosamente, mexendo sua mão novamente.
— É claro que eu sei, pai, pelo amor de Deus. – Revirou os olhos, como se fosse algo óbvio. – Só... só quero compartilhar experiências. – Abriu um sorrisão e eu ainda podia ver os olhares confusos para cima da minha irmã. Não era para menos, ela parecia mais nervosa do que nunca.
Eu, realmente, não acredito na indiscrição da minha irmã.
— Amor, está tudo bem? – Jasper caminhou até o lado da esposa, olhando de forma analisadora para Alice. Minha irmã sorriu, assentindo rapidamente, porém Jasper suspirou e levantou sua mão, colocando uma mão na testa dela. – Temperatura normal. – Divagou e a esposa riu, tirando a mão dele de seu rosto.
— Estou ótima, Jasper. – Suspirou. – Só quero conversar com minha amiga Rose, que mal há nisso? – Elevou uma sobrancelha. Rose, que nem parecia entender o que estava acontecendo, pareceu captar algo e franziu seu cenho, fazendo com que automaticamente seus olhos viessem em minha direção, como se estivesse perguntando-me algo. Apenas assenti disfarçadamente e dessa vez foi ela quem sorriu brilhantemente, soltando um grito animado.
Surpresas não são o forte dessa família.
— Venha, querida, não ligue para os olhares questionadores. – Rose deixou sua taça na mesa e pegou na mão de Alice, puxando-a para as escadas, rindo animadamente. – Mal posso esperar para começar com tudo! – Ambas sorriam cúmplices e eu fechei meus olhos, torcendo veemente para que nada escapasse da boca delas até o dia esperado, mas, sinceramente, tinha minhas dúvidas quanto a isto.
— Tudo bem, o que foi que aconteceu por aqui? – Ouvi a voz de minha mãe e abri meus olhos, olhando-a. Esme virou-se confusa para mim, cruzando seus braços. – Querido, com certeza tem a ver com você.
— Edward? – Bella desencostou-se de meu peito, olhando para cima e semicerrando os olhos. Apenas sorri, dando de ombros.
— Eu, definitivamente, não faço ideia do que estão falando. – Rolei os olhos, sorrindo da forma mais inocente que podia. Antes que qualquer um questionasse-me mais alguma coisa, um barulho alto de golfada chamou-nos atenção. Rapidamente virei na direção de Emmett, pedindo muito para que não fosse o que eu estava imaginando.
Bella grunhiu e uma enorme careta formou-se em meu rosto quando avistei o chão da sala de Alice completamente molhado pelo líquido que acabara de sair da boca de Andrew. Suspirei, observando que também estava espalhado pela camiseta de meu irmão. Emmett fez uma cara de nojo e puxou Andrew de seus braços, colocando-o em pé na sua frente, olhando atentamente para seu rosto.
— Merda, tinha esquecido que você estava tomando refrigerante. – Meu irmão agachou-se na frente de Andrew e virou-se rapidamente para mim. Respirei fundo e soltei minha namorada, mas antes que eu sequer saísse, ela choramingou e tampou sua boca, correndo para o corredor perto das escadas.
— Eu vou ver se ela está bem. – Minha mãe assegurou e eu assenti, caminhando até Andrew que encarava sua blusa suja com nojo.
— Pai. – Resmungou e eu sorri, agachando-me e puxando-o para meus braços. – Meu estômago começou a embrulhar e todo meu refrigerante saiu. – Choramingou com um longo suspiro.
— Está tudo bem, campeão, você tem roupas aqui na casa de Alice, eu vou trocar você. – Ele assentiu, ainda encarando sua roupa consternado. – Emmett, peça algo para Jasper. – Meu irmão arqueou uma sobrancelha para mim e eu dei de ombros. – Pode ficar curto, mas é melhor do que ficar com uma camisa vomitada.
— Bella vai me matar. – Esfregou seu rosto, indo em direção ao meu cunhado, que ria escandalosamente de Emmett. – Obrigado pelo apoio, Jasper, sério, valeu mesmo. – Ironizou.
Balancei a cabeça e ajeitei meu pequeno em meu colo, caminhando com ele até as escadas, subindo os degraus até o segundo andar. Andei até a porta decorada que tinha no corredor e a empurrei, entrando no cômodo e acendendo as luzes, iluminando todo o ambiente infantil.
— Quer tomar um banho, Andrew? – Olhei-o e ele parou de encarar suas roupas sujas, olhando-me e acenando com força sua cabeça, fazendo-me rir. – Tudo bem. – Fui até o banheiro do quarto e coloquei-o no chão, ligando a torneira para encher a banheira. – Vou deixa-lo levar-se e vou ver como sua mãe está. – Comentei, abrindo sua camiseta azul.
— A mamãe está doente? – Perguntou preocupado, esticando os braços para ajudar-me a retirar a peça de roupa de seu corpo.
— Ela também passou mal. – Fiz uma pequena careta, suspirando. – É algo de mulheres grávidas. – Expliquei, assim que percebi a confusão em seu rosto. Ajoelhei-me em sua frente e puxei os cadarços de seus tênis, erguendo um pé de cada vez para tirá-los.
— Ela vai ficar bem? – Ergueu sua sobrancelha, apoiando-se em meus ombros, enquanto eu retirava as meias e desabotoava sua calça. – Não quero vê-la ruim, papai, eu amo demais minha mãe. – Suspirou tristemente e eu sorri, mexendo em seu cabelo.
— Bella vai ficar bem, campeão, foi só um mal-estar. – Terminei de tirar suas roupas e fiquei de pé, indo até a banheira e testando a temperatura da água. Desliguei a torneira e peguei o sabonete líquido, despejando na água, remexendo para espalhar a espuma. – Acostume-me, querido, vai acontecer várias vezes por alguns meses. – Virei-me para Andrew e peguei-o com cuidado, colocando-o sentado na banheira.
— Por quê? – Encarou-me com seus grandes olhos curiosos e eu sorri, pegando um pouco de água e esfregando seu rosto, limpando a sujeira que tinha ficado ali.
— Por causa do seu irmão na barriga dela, campeão. O corpo de sua mãe está acostumando-se com as mudanças, por isso ocorre o enjoo. – Expliquei, molhando seu cabelo.
— Entendi. – Suspirou, sorrindo para mim. – Sabe, pai, estou muito ansioso para a chegada da minha irmã. – Sorriu brilhantemente, seu cabelo escuro, por conta da água, caindo em cima de seus olhos. Suspirei baixinho, sentindo-me bem ao perceber a forma feminina que ele usou ao dirigir-se ao irmão. Torcia muito para que Andrew estivesse certo, meu coração até batia mais forte quando eu pensava na possibilidade e ter uma linda garotinha parecida com a mulher que eu amo. – Eu vou poder ajuda-la sempre, protegendo-a. – Suspirou, fazendo-me olhá-lo e sair de meus devaneios. – Não é legal? – Olhou-me com os olhos brilhantes e eu ri, remexendo nos fios de seu cabelo e jogando-os para trás.
— Vai ser ótimo, campeão. – Beijei sua testa. – Mas precisamos pensar na possibilidade de ser um menino.
— Vou amar do mesmo jeito. – Brincou com a água, sorrindo ao olhar as espumas. – Meu grande sonho era ter uma família, pai, e o senhor dando-me isso é o melhor presente do mundo. – Soltei um baixo suspiro, mais uma vez surpreendendo-me com toda a inteligência que Andrew possuía, somente com seus sete anos de idade. – Eu sempre sonhei com uma mulher que fosse fazê-lo feliz, sabia? – Franzi meu cenho, olhando curiosamente para meu pequeno, percebendo que era a primeira vez que ele dizia-me isso. – Papai era tão silêncio, somente sorrindo para mim. Eu sentia-me feliz por conseguir fazê-lo sentir-se bem, pai, mas ainda sabia que estava faltando alguma coisa na sua vida. – Ergueu seus olhos para mim. – Daí, ao passar vários dias na casa da tia Alice, e vendo o quanto ela e Jasper eram felizes, eu percebi que era isso que você também precisava. Eu passei a pedir, todas as noites, para que uma pessoa maravilhosa aparecesse em sua vida, fazendo-o feliz, da mesma forma que você fazia-me. Queria retribuir todo o amor que você sentia por mim, pai. – Fechei meus olhos, engolindo em seco ao ouvi-lo dizer todas as palavras de forma intensa. Meu garoto só fazia com que eu apaixonasse-me por ele cada vez mais. – E então conhecemos a mamãe. – A alegria em sua voz fez-me olhá-lo novamente, observando o brilhante sorriso em seus lábios, repuxados para um lado, da mesma forma que eu fazia. – Ela melhorou muito a nossa vida, papai, por isso a amo muitão. – Ergueu seus braços, respigando água em cima de mim. Ri com sua animação, apoiando-me na banheira. – Na verdade, a pessoa que ela é, faz-me amá-la bastante, mas se ela te faz tão feliz, pai, meu amor e admiração aumenta ainda mais. – Ergueu sua mão molhada, tocando meu rosto. – E eu agradeço você, papai. – Franzi meu cenho, vendo-o sorrir. – Por dar uma chance. – Respondeu minha pergunta muda. – Se você não tivesse dado essa chance para a mamãe, talvez nada disso estaria acontecendo. Eu sempre fui feliz com você, pai, mas você não era tão feliz quanto eu, então sentia que precisava ajudar você nisso. – Suspirou. – Mas não precisei de esforços, a mamãe mudou tudo quando entrou em nossas vidas. – Sorri e inclinei-me até ele, abraçando-o apertado, não me importando se ele estava molhado, apenas queria sentir o carinho todo que Andrew possuía.
Fechei meus olhos e apertei meu filho contra mim, sentindo-o sorrir contra meu pescoço, enquanto circulava seus pequenos braços em minha volta. Eu não poderia escolher uma pessoa melhor do que Andrew. Tinha medo de errar quando fui adotar, porém quando meus olhos recaíram sobre a figura solitária de meu pequeno campeão, foi como se minha vida começasse a iluminar-se, assim como todos os sentimentos adormecidos dentro de mim. Somente em olhar Andrew, tudo em mim mudou, porque finalmente pude perceber uma afeição familiar crescendo em mim, sentindo-me pela primeira vez na vida, envolvido em um sentimento paternal.
Eu não conseguia acreditar em toda a sorte que eu tive. Adotar Andrew foi o primeiro passo para mudar toda a minha vida, o resto foi acontecendo por eu estar com ele, pois assim que eu o tive comigo, sabia que precisava mudar por ele e também por mim, tentando propiciar uma vida melhor para nós dois. Aos poucos eu fui tentando abrir-me, por mais complicado que fosse, eu tentei e foi isso que ajudou em toda a mudança, porque dessa maneira pude conhecer a mulher da minha vida. Ao ter Bella comigo, foi como dar uma girada em tudo em minha volta, mudando as coisas para a melhor forma possível, dando-me a oportunidade de ter o que eu sempre sonhei, e que também ocultava de todos: Uma família amorosa.
A vida inteira, fui renegado, crescendo sozinho e sem nenhum amor em minha volta. Sofri demais, porém por causa de tudo aquilo, eu encontrava-me nessa situação agora, como se recebesse por toda a dor pela qual passei. Eu já não me importava mais com meu passado, meu presente e futuro estavam mais do que preenchidos pela felicidade, e isso era tudo o que valia-me agora.
— Pai, eu estou molhando você todo. – Andrew resmungou e eu ri, afastando-me e dando um beijo em sua testa. – Você faz com que eu me sinta melhor, papai, nem estou mais com meu estômago embrulhado. – Abriu um grande sorriso e eu acariciei seu cabelo, sorrindo com a lógica infantil.
— Tome seu banho, campeão, vou ver como sua mãe está. – Ele assentiu. – Eu amo você. – Segurei seu rosto entre minhas duas mãos, fazendo-o olhar-me nos olhos. Andrew sorriu para mim, seus olhos brilhando em minha direção. – Sabia que quem precisa agradecer, sou eu? – O observei arquear uma sobrancelha e ri. – Você quem deu-me a chance de mudar tudo, campeão, porque nada seria assim se você não tivesse me aceitado como seu pai. Você mudou tudo. – Pisquei, dando-lhe um beijo na testa.
— Amo muitão você, pai. – Suspirou auditivamente. – E não havia uma melhor escolha para fazer. – Seus olhos ergueram-se. – Jamais tinha me sentido tão bem, quanto senti-me quando você apareceu naquele lugar obscuro. Você iluminou tudo, papai. – Piscou sorridente e eu dei-lhe mais um abraço apertado, segurando-me fortemente para guardar todas as lágrimas. Andrew sabia exatamente como tocar-me profundamente com suas palavras cheias de sentimentos. Eu sempre seria grato pela ideia que apareceu em minha mente, há alguns anos, adotar meu pequeno foi o melhor presente que pude ter.
Afastei-me de Andrew e ele sorriu para mim, voltando a brincar com as espumas em sua volta. Avisei-lhe que voltaria em breve e saí do banheiro, caminhando para fora do quarto. Estava pronto para descer os degraus da escada e ir atrás de Bella para ver como ela estava, porém antes de tudo, avistei minha namorada subindo lentamente. Ao perceber que ela não estava sozinha, Bella ergueu a cabeça e sorriu em minha direção, caminhando rapidamente até estar em minha frente.
— Oi, amor. – Segurei em suas mãos, puxando-a para perto de mim. – Como você se sente?
— Ótima. – Sorriu lindamente, entrelaçando seus dedos nos meus. – Senti um mal-estar ao ver Andrew daquela maneira, mas está tudo bem agora. – Soltou um longo suspiro. – Como ele está?
— Bem, deixei-o na banheira. – Indiquei o quarto com a cabeça. – Querida. – Chamei-a, fazendo com que ela erguesse seu rosto novamente, deixando os olhos interligados aos meus. – Eu não tive tempo de te agradecer por tudo isso. – Seu cenho franziu-se e eu sorri, levantando uma mão até seu rosto, acariciando as bochechas avermelhadas naturalmente. – Não estou agradecendo pela festa, mas sim por você estar comigo. Nada disso seria possível sem você, amor. – Suspirei. – Minha família verdadeira está comigo, porque você interligou os fatos e trouxe-os até mim. Eu sinto-me leve e feliz, pois tenho-a ao meu lado, assim como Andrew e nosso pequeno aqui. – Soltei sua mão para acariciar sua barriga, vendo-a sorrir em minha direção, seus olhos marejando-se aos poucos. – Jamais pensei que poderia ser tão feliz, longe de qualquer assombração de meu passado. – Confessei e encostei minha testa na de Bella, olhando diretamente em seus olhos. – Você foi a causa de tudo. – Ouvi-a fungar e sorri, secando a única lágrima que escapara de seu olho direito. – Eu te amo, Isabella, quero-a para sempre ao meu lado, porque sem você, minha vida não faz sentido algum. – Acariciei seu estômago, suspirando. – Há muito tempo eu percebi que tudo fica melhor com você comigo. – Confessei-lhe. – A cada dia, tudo o que vivemos faz ter-me mais certeza de quanto eu amo tudo isso. Quando você chega estressada ou feliz do trabalho, contando-me cada parte do seu dia, é quando eu tenho total certeza de que isso é o que eu quero para minha vida. Ouvindo-a sempre, por mais que seja alguma reclamação, eu sinto-me realizado, pois é assim que dou-me conta de como minha vida é incrível ao tê-la. – Fechei meus olhos, soltando outro suspiro. – Vivemos tantas coisas, amor, e em tão pouco tempo. – Senti-a assentir, pois nossas testas ainda estavam encostadas. – Mas eu não mudaria nada em nossa história, sabia? – Ri baixinho. – Nem mesmo as discussões que tivemos. – Abri meus olhos, olhando o mar achocolatado encarar-me. – Você encantou-me, quando enfrentou-me de uma maneira tão decidida, de uma forma que ninguém havia feito.
— Eu odiava seu lado bruto, entretanto, de alguma forma, eu sabia que você não era assim porque queria. – Ergueu uma mão, tocando delicadamente minha mandíbula, circulando-a com seu dedo. – Eu conseguia ver através de seus olhos, querido. Podia fazer-me acreditar que eu o odiava, mas no fundo eu entendia que eu tentava proteger-me de todas as sensações que você fazia-me passar. Porém, nada poderia ser melhor do que é. Passamos por aquelas coisas, enfrentamos outras piores, mas o importante é o que estamos vivendo aqui e agora. – Assenti, sorrindo em sua direção, sendo retribuído com seu perfeito sorriso. – Eu te amo, Edward, de uma forma que eu nunca pensei amar.
Sorrimos um para o outro e levei minhas duas mãos para seu rosto, acariciando suas bochechas com meus dedões, olhando a todo momento para seus olhos que brilhavam-me, dando-me mais razão para continuar sempre em frente. Ver aquele brilho nos olhos da pessoa que eu amava não havia preço, só fazia com que eu sentisse-me na obrigação de sempre fazer com que aquilo acontecesse, porque era dessa maneira que eu sentia-me completamente feliz: Sabendo o quanto eu podia fazer Bella sentir-se bem.
Nada havia me preparado para essa fase da minha vida, tudo ainda era muito novo para mim, inclusive todos esses sentimentos que atingiam-me, todavia eu não mudaria nada o que estava acontecendo.
Suspirei olhando-a e beijei sua testa demoradamente, escorregando meus lábios por todo seu rosto, depositando curtos beijos em sua face. Deslizei minha boca até o canto da sua, sorrindo ao vê-la abri-la em expectativa. Levantei meus olhos e ela encarava-me ansiosamente. Minhas mãos caíram de seu rosto e envolveram sua cintura, puxando-a para mais perto de meu corpo. Olhei mais uma vez em seus olhos e sorri, aproximando-me lentamente de sua boca, até nossos lábios colarem-se. Beijei-a apaixonadamente, abraçando seu corpo contra mim, levando uma mão até sua nuca e movimentando seu rosto no ritmo de meu beijo.
Jamais iria cansar-me de sentir todos os sentimentos que assolavam-me quando eu beijava aquela menina/mulher. Cada choque eletrizante ou arrepios passando por meu corpo, era uma certeza a mais de que eu estava escolhendo a pessoa certa para dividir o resto da minha vida.
Semanas depois...
— Preciso desses relatórios para hoje, Srta. Johnson! – Ordenei pelo telefone, esfregando meu rosto. – Tinha pedido para até o final da manhã, porém perdoei seu atraso, mas não vou tolerar nada a mais, entendido? – Resmunguei e ouvi-a suspirar.
— Tudo bem, Sr. Cullen, em menos de uma hora mando tudo para seu e-mail. — Ela fez uma pausa e eu franzi o cenho, prestando atenção em algumas vozes a mais no outro lado da linha. — Senhor, sua irmã está aqui, juntamente com uma mulher loira que eu não conheço. — Arqueei uma sobrancelha sozinho e um sorriso pequeno preencheu meus lábios, assim como a ansiedade começou a preencher-me. Finalmente elas possuíam notícias sobre o Central Park!
— Mande-as entrar e não quero nenhuma interrupção enquanto estiver conversando com elas. – Respirei fundo. – E não se esqueça dos relatórios, são urgentes. – Relembrei-a e rolei os olhos ao ouvir um bufo do outro lado. Eu precisava com urgência de uma nova secretária, tolerar a Senhorita Johnson estava tornando-se exaustivo.
— Sim, Sr. Cullen. — Resmungou com ironia e eu desliguei o telefone, passando a mão direita por meu cabelo. Alice poderia cuidar de novas contratações, eu já não aguentava mais o jeito insolente da minha secretária atual, ela não podia fazer o que bem entendia, eu ditava as ordens dentro da minha editora. Uma batida na porta sucedeu-se e eu suspirei, permitindo a entrada. – Sua irmã e a amiga dela. – Minha secretária introduziu-as para dentro da sala.
— Sem interrupções, Senhorita Johnson. – Avisei-a e a mesma assentiu, retirando-se da sala e fechando a porta atrás de si. Olhei para Alice e franzi o cenho vendo-a encarar minha secretária até a mesma estar fora de vista, fazendo uma careta.
— Eu a detesto. – Bufou. – Precisa encontrar alguém mais eficiente, pelo amor de Deus, Edward, ela é uma secretária e deve ser simpática com visitantes. – Resmungou.
— Preciso falar sobre isso com você, mais tarde. – Afastei a cadeira giratória da mesa e coloquei-me de pé, caminhando até estar em frente à minha mesa, encostando-me nela. – E como estão os preparativos? – Mudei o foco do assunto, vendo minha irmã soltar um grito animado, batendo suas palmas.
— Tudo está ótimo. – Rose respondeu por ela, vendo-a incapaz de falar com sua animação. – Alice não cabe mais em si, Edward, a imperatividade dela deixa-me louca. – Murmurou a loira e eu ri.
— Acostume-se, Rose. – Cruzei os braços, piscando em sua direção e ouvindo Alice bufar. – Mas o local poderá ser alugado, no exato dia e com toda a decoração esperada? – Levantei uma sobrancelha e minha irmã assentiu, sorrindo.
— Sim! Deus, eu nem posso conter a minha animação com tudo o que está acontecendo. – Riu alegremente e eu sorri. – Fomos a uma reunião com o diretor do Central Park, há algumas horas, e ele está exultante por fechar o parque para um dos maiores executivos da América. – Piscou e eu revirei os olhos por causa do exagero. – Nem faça essa cara, foi exatamente assim que ele disse. Edward, você é conhecido no mundo inteiro, e influencia muito no mercado, então pare de ser melodramático. – Cruzou os braços e ouvi Rosalie rir, balançando a cabeça.
— Nisso eu tenho que concordar com Alice. Mas, enfim, você precisa dar um jeito em sua namorada, Sr. Cullen, porque Bella está impossível com suas desconfianças. – Rolou os olhos azuis e eu soltei uma risada, lembrando-me de quantas perguntas Bella já tinha me dirigido ao longo das semanas, sempre enfatizando que sabia que alguma coisa estava sendo escondida dela. Eu não a julgava, também ficaria dessa maneira caso fosse comigo.
— Tome cuidado para não abrir a boca, Rose, você é quem passa mais tempo com ela. – Ela assentiu prontamente e eu respirei fundo. – Só precisamos de mais uma semana, logo tudo voltará ao normal.
— Ótimo, porque eu quero muito ver o resultado final. – Alice rodopiou em seu lugar, fazendo rir com toda sua alegria. – Eu, como estilista incrível que sou, desenhei as roupas para todos nós. – Piscou divertida. – Ah, como tenho alguns contatos com costureiras maravilhosas, tudo já está encaminhado e até o início da semana que vem, as roupas estarão completamente prontas. – Rose sorriu, suspirando alto.
— Mal posso esperar. – A Loira caminhou até mim e eu sorri, sentindo-a abraçar-me. – Estou ansiosa por você, Edward. – Murmurou e eu apertei-a contra mim, respirando fundo.
— Eu estou preparado para qualquer coisa. – Minha irmã riu e também caminhou até nós. Passei um braço em volta da morena, puxando-a para mais perto. – Nós estamos trabalhando muito bem em todas as partes, vamos torcer para o saldo ser positivo.
— É claro que vai ser. – Rose olhou-me, revirando seus bonitos olhos claros. – Até parece que alguma coisa daria errado, helloou, as organizadoras somos Alice e eu. – Piscou e ri.
— Tão modesta, Srta. Hale. – Beijei sua testa. – Alice, conversou com Esme? – Olhei para minha irmã e ela balançou a cabeça, soltando um bocejo.
— Ainda não, mas eu quero muito contar tudo para ela, adoro as mãos delicadas que Esme possui para a decoração. – Sorriu encantada. – Tenho certeza que ela também ficará contente com tudo, maninho.
— Eu sei que ela vai. Todos saberão antes de sábado, menos Bella, mas para isso eu tenho que contar com que vocês digam ao pessoal, porque eu ainda tenho que cuidar da minha namorada, porque ela é esperta e sabe quando algo está diferente. – Revirei os olhos, arrancando risadas delas. – Só deixem Andrew comigo, eu quero dizer-lhe a novidade. – Sorri, pensando em meu pequeno campeão, mal podia esperar a hora de contar-lhe tudo, tenho certeza que Andrew ficará feliz demais.
— Pode deixar. – Rose deu-me um beijo na bochecha, afastando-se. – Nós viemos somente para deixa-lo a par de tudo, agora temos que nos encontrar com alguns organizadores, Alice conseguiu a reunião de última hora. – A morena assentiu.
— Verdade. – Alice deu-me um abraço apertado, fazendo-me rir com a força que a nanica possuía. – Até mais, Edward, e lembre-se de tentar deixar Bella longe de tudo isso, aquela mulher é esperta demais. – Revirou os olhos para si mesma e eu beijei sua testa.
— Pode deixar, com minha namorada eu sei lidar. – Pisquei e ambas fizeram uma careta, arrancando uma risada de mim. – Bem, eu não falava pelo lado malicioso, mas já que vocês deram a ideia. – Movi as sobrancelhas sugestivamente e Alice fez um som de nojo.
— Vamos, Rose, meu irmão sabe ser inconveniente quando quer. – Acenou rapidamente em minha direção, pegando na mão da Loira e puxando-a rapidamente para fora da sala, fazendo-a gargalhar enquanto seguia a baixinha.
— Tchau, Edward! – Rose gritou, já do lado de fora da minha sala. Movi a cabeça com a loucura delas e suspirei, virando-me e puxando o meu celular que estava em cima de minha mesa, discando rapidamente para Bella.
— Oi, amor. — Saudou-me alegremente. — Tudo bem?
— Ótimo, para falar a verdade. – Chequei as horas em meu pulso, sorrindo ao ver que estava próximo da hora do almoço. – Eu liguei para confirmar nosso almoço diário, porque ontem você disse-me que estava atarefada com algumas coisas da faculdade para hoje, pensei que poderia querer ficar no escritório estudando. – Falei, pegando minha carteira e chave do carro, desligando o meu computador em seguida.
— Eu sempre tenho um tempo para almoçar com os amores da minha vida. — Podia ouvir sua frase como se ela estivesse sorrindo, e eu sorri abobalhado para o telefone, caminhando para fora da minha sala. — Você está na empresa ainda?
— Saindo agora. Só um segundo. – Virei-me para minha secretária, fazendo-a parar de digitar em seu computador. – Estou indo para meu almoço, Srta. Johnson, você também está liberada. – Ela assentiu, remexendo na bolsa que tinha sobre a mesa. – Mas preciso dos relatórios até o final da tarde, ou vamos ter uma conversa séria. – Disse-lhe sério.
— Sem problemas, Sr. Cullen, irei mandar tudo para você. – Desligou a tela do computador. – O senhor voltará ainda hoje?
— Não sei, qualquer coisa ligo avisando para remarcar as coisas. – Ela assentiu e eu respirei fundo. – Bella?
— Sabe, querido, ouvi-lo sendo todo mandão é sexy demais. — Cantarolou no outro lado da linha e eu ri, indo em direção ao elevador. — Estou falando sério! Acho que eu tenho algum fetiche com você mandando em mim na cama, sendo controlador.
— Eu sempre sou controlador, querida. – Entrei na caixa de metal, apertando o botão do estacionamento. – Por que você sente a necessidade de provocar-me quando sabe que eu não posso fazer nada? – Remexi em minha gravata, encostando-me no fundo do elevador. – Você é levada, Isabella.
— Hmm... eu só estou lhe falando meus pensamentos. — Soltou uma risadinha. — E, talvez, eu esteja sendo atiçada por causa de meus hormônios da gravidez, eles estão deixando-me louca. — Choramingou. – Preciso de você. — Suspirou longamente e eu sorri, olhando os andares no painel, vendo que estava próximo do estacionamento.
— Eu estou quase no meu carro, em poucos minutos estarei aí. Arrume-se e me espere no estacionamento, não quero cometer o erro de entrar na loja e fazer você arrumar outra briga com Tanya. – Fiz uma careta, lembrando-me da semana passada, quando ambas, literalmente, saíram no tapa. Eu odiava a forma vulgar que Tanya possuía, sempre arrumando uma maneira de tocar-me e tentar chamar a minha atenção, o grande problema é que ela fez isso com Bella por perto e em um dia terrível de mal humor. A rosto da Loira não ficou muito bonito.
— Bem melhor, nem quero-a perto de você. — Bufou e pude ouvi-la mover-se por sua sala. — Venha com cuidado, amor.
— Beijos, querida, logo estarei aí. – Desliguei a chamada e suspirei, guardando o celular no bolso interno de meu paletó.
Em poucos segundos o elevador parou e as portas abriram-se no estacionamento. Puxei a chave do carro de meu bolso da calça social e caminhei pelo local silencioso, apertando o botão do alarme e ouvindo-o apitar no outro lado do estacionamento. Caminhei lentamente até o carro preto e de repente senti algo agarrar minhas pernas, fazendo-me pular de susto em meu lugar e encostar-me na lataria do veículo, olhando assustado para baixo.
— Por favor, por favor, senhor, ajude-me. – Uma garotinha morena encarava-me assustada, seus grandes olhos verdes demostravam grande pânico. Ela respirava ofegante. Abri minha boca em choque, engolindo em seco, ouvindo-a soluçar. – Leve-me para longe daqui. – Pediu-me, derramando lágrimas por seu rosto pálido. Meu coração apertou ao ver os olhos claros brilharem em minha direção, como se estivesse implorando-me para ajudar-lhe, fazendo com que arrepios desconhecidos preenchesse-me.
“Continua...”
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