Never It's Late.

15 Estamos construindo algo.


Notas iniciais
Aaahhh, mais um capítulo para vocês! o / Pensei que essa semana não conseguiria escrever, minha inspiração estava péssima, mas felizmente eu consegui terminar o capítulo! ♥ Fico contente demais quando eu consigo escrever. Amei dedicar-me a este capítulo e eu espero veemente que gostem tanto dele quanto eu gostei. :3 Enjoy ;) ~~23/04/17~~

Estamos construindo algo.

Pov Bella.

Eu ainda olhava muito estupefata para o pequeno garoto que estava em cima da cama de super herói. Seu cabelo loiro espalhava-se conforme o vento frio entrava pela janela do quarto e seus olhos claros encaravam-me ansiosamente, enquanto um sorriso doce e inocente estava em seus lábios vermelhos.

Eu realmente não sabia como lidar com isso.

Engoli em seco lentamente, sentindo meu coração bater com muita força contra minha caixa torácica, e eram batidas tão fortes que tiravam-me o ar, exatamente como aquelas palavras que Andrew soltou tinham tirado. Meus olhos encontravam-se marejados e minha respiração saia com força, eu realmente estava perdida em tudo desde que palavras tão doces romperam por este quarto. Eu sentia a mão quente de Edward apertar a minha e os choques tão conhecidos espalhava-se por todo o meu corpo, mas eu ainda não conseguia reagir, eu realmente tinha ficado em choque com o que eu tinha ouvido, palavras jamais tinham sido tão reais como as que Andrew disse-me, a doçura era evidente em sua voz e o jeito que ele me olhava enquanto dizia-me tudo aquilo... Deus, eu nunca me esqueceria de algo assim, era um olhar tão verdadeiro, tão amoroso, tão inocente.

Eu podia sentir meu rosto começar a ficar molhado, as lágrimas que antes marejavam meus olhos desciam sem minha permissão, mas eu ainda respirava com dificuldade e não conseguia reagir a nada. Como eu responderia algo assim? Como eu poderia fazer uma promessa tão grande para esse menino incrível, eu amava Andrew, acho que foi uma das pessoas que mais me conquistou em toda a minha vida e eu realmente não sabia como responde-lo. Era algo grande, era uma responsabilidade que eu jamais poderia quebrar, porque eu nunca aguentaria ver um olhar de tristeza vindo dele, não poderia fazê-lo ou vê-lo chorar. Esse garoto conquistou-me em tão pouco tempo e ele estava em meu coração, não tinha como negar algo assim, desde que eu o tinha visto na loja já fiquei mexida com o que ele dizia-me, com a força que ele parecia ser tão esperto com apenas seis anos de idade. Mas agora, depois de tudo o que eu convivi com ele, de tudo o que eu soube e da forma que eu fiquei envolvida com meus sentimentos sobre Andrew, eu não sabia lidar.

Era algo difícil, eu sempre fui sozinha, toda a minha vida. Eu tinha apenas Amber no orfanato, mas ela se foi tão depressa que mal tive tempo de desfrutar de sua companhia. Depois que eu saí daquele lugar terrível, tive Rosalie, a mulher que sempre esteve ao meu lado desde que nos conhecemos, ajudou-me com tudo o que precisei e é uma verdadeira irmã para mim, sempre apoiando-me, no que for. Só que agora, depois de ter tido Edward para mim, a experiência de estar ao lado de um homem perfeito como ele era incrível, eu amava todos os momentos que tínhamos juntos, ainda mais quando Andrew estava encaixado nisso tudo, fazendo-nos ficar mais apaixonados por seu jeito tão cativante perante a tudo, a forma que ele lidava com as coisas e toda a sua inteligência... esse menino cativava-me a cada dia, eu me apaixonava um pouco mais por ele sempre que o via. Eu não sabia lidar com isso, era como se eu estivesse em uma família, a família que eu adotei como minha, eu os queria comigo todas as 24h, era rápido demais, só que eu não sabia como poderia esperar para tê-los ao meu lado, Andrew e Edward eram meu porto-seguro agora, e minhas razões também, a família que eu sempre quis ter comigo. E eu faria de tudo, tudo mesmo para sempre vê-los bem, para deixá-los protegidos do mundo terrível e cruel aonde estávamos inseridos.

— Então por favor, por favorzinho, seja a minha mamãe.

Sua voz voltou em minha mente, e era forte demais seu pedido, tão forte que eu respirei com força e fechei brevemente meus olhos, tentando ao menos segurar as lágrimas tórridas que escapavam de meus olhos. A cada momento que aquela frase ecoava em minha cabeça, era um salto que o meu coração dava, eu nunca, nunca queria magoar Andrew, mas eu tinha 19 anos, eu não sabia ser uma mãe e eu temia, mais do que tudo, magoá-lo com qualquer coisa, deixa-lo triste, não saber lidar com minha responsabilidade, com a promessa que eu faria se eu me comprometesse com tudo isso. E também tinha Edward, o pai mais perfeito que eu já tinha visto em toda a minha curta vida, nunca, jamais, eu vi um amor tão grande entre pai e filho, ainda mais quando não eram de sangue, mas o jeito que o homem ao meu lado tratava Andrew, era como se fossem verdadeiros parentes e eu realmente achava isso, para ser pai de uma criança não tem que necessariamente concebê-lo, a criação é a parte mais importante de tudo isso. Edward criava e cuidava de Andrew mais do que a si mesmo, ou mais do que qualquer pai que eu já tenha conhecido. Como eu poderia infiltrar-me no meio de algo assim? Era uma relação forte e amorosa demais, uma ligação que eu nunca poderia compreender. Como eu entraria nisso? Como eu faria dar certo? O meu maior medo era magoar essas pessoas que já tinham se tornado tão vital em minha vida.

— Então por favor, por favorzinho, seja a minha mamãe.

Soltei o ar de meus pulmões lentamente, puxando de volta em seguida, tentando me acalmar, tentando controlar as batidas frenéticas que meu coração dava. Funguei e tentei conter minhas lágrimas, porém elas caíam com força, compulsivamente, não adiantava tentar controlar, elas iam de forma involuntária. Com uma puxada de ar mais forte, eu voltei a abrir meus olhos e engoli lentamente a saliva quando olhei para frente e vi que a animação de Andrew já não era a mesma, agora ele encontrava-se de cabeça baixa e torcia suas mãos, fazendo com que eu me sentisse péssima ao encontra-lo daquele jeito. Era isso o que eu queria evitar, magoá-lo, porque eu era errada em tudo, meio conturbada em toda a minha vida, como, por Deus, como eu conseguiria ser boa para uma criança como Andrew? Eu não tinha a capacidade disso, eu era terrível, já tinha o magoado apenas ao deixa-lo esperando por uma resposta minha, imagina o que viria a seguir? Eu não poderia comprometer-me com tanta coisa assim, seria uma responsabilidade enorme e eu não conseguiria arcar com tantas coisas.

— Então por favor, por favorzinho, seja a minha mamãe.

Ofeguei baixinho ao ter a famosa frase ecoando em minha cabeça, me fazendo estremecer ao sentir todo o carinho presente em apenas algumas palavras dirigidas para mim. A forma doce que ele disse-me isso reverberava por todo o meu corpo, a maneira que ele olhava-me enquanto dizia-me tudo isso aparecia em minha mente, como se eu estivesse vendo a mesma cena de alguns minutos atrás. Os olhos ansiosos, o sorriso estampado e contente demais, as faces coradas por olhar-me com tanta intensidade e fazer um pedido dessa magnitude.

Com tudo isso ecoando em minha cabeça, não consegui deter o soluço que escapou forte e intenso de meus lábios, juntamente com as lágrimas que tornaram-se mais fortes. Solucei outra vez e Edward rapidamente virou-me para ele, olhando-me de forma preocupada, sua mão soltando a minha e vindo imediatamente para meu rosto, secando algumas lágrimas.

— Shiuu, calma, Bella, não precisa ficar assim, tudo bem? – Procurou meus olhos, porém eu os abaixei e aproximei-me rapidamente de seu corpo, abraçando-o com força. Meu choro saia compulsivo e meu corpo tremia em seus braços, eu não sabia controlar isso. – Ei, calma. – Sussurrou contra meu ouvido, sua mão subindo até meu cabelo e fazendo um carinho, assim como a outra acariciava minhas costas. – Está tudo bem, foi repentino, Andrew vai entender o que você disser para ele, Bella, não se martirize por isso. – Solucei outra vez contra seu peito e senti seus braços apertarem-me com mais força, juntando mais nossos corpos. – Não fique assim, por favor.

— Bella? – Senti meu corpo travar quando a voz baixinha entrou em meus ouvidos. Respirei fundo e tentei me acalmar um pouco, soltando-me lentamente dos braços de Edward. Ele se afastou um pouco de mim e eu engoli em seco, olhando para Andrew que estava sentado na beirada de sua cama, um sorriso infantil estava em seus lábios, mas eu podia ver seus olhos tristes e marejados, e aquilo cortava meu coração aos poucos. – Está tudo bem você não querer. – Senti os dedos de Edward passarem em meu rosto e secarem as lágrimas. – Normalmente moças tão jovens não querem ter um filho e eu posso entender isso, sou bem grandinho. – Deu de ombros. – E papai já deve ter contato para você que eu era um pouco problemático lá onde eu morava, sempre sozinho e confinado. – Arregalei meus olhos e arfei baixinho, Deus, ele estava se culpando? – Ninguém iria me querer como filho. – Fungou e eu balancei minha cabeça incrédula.

— Andrew, nunca repita isso. – Edward caminhou rapidamente até o pequeno, sentando-se do seu lado e segurando seu queixo delicadamente, erguendo o rosto dele. Seus olhos encararam o pai e engoli em seco ao vê-los cheios de água. – Nunca diga uma coisa essas, eu te amo, campeão, e você foi a minha melhor escolha. Você é o meu filho e não poderia escolher melhor. – Abraçou o pequeno e o meu coração quebrou-se ao ouvir um soluço vindo de Andrew. Edward respirou fundo e olhou-me por cima do ombro do filho, acenando fracamente com a cabeça e sussurrando um “Vai ficar tudo bem”.

Deus, o que eu fiz?

Eu não queria magoá-lo e foi a primeira merda que eu fiz, negando-me a responde-lo algo. Tudo o que eu queria era ver Andrew bem e feliz, era por isso que eu tentava achar uma maneira de tentar falar algo para ele, porém minha voz simplesmente não sabia, eu estava meio embasbacada com tudo o que ele tinha dito-me, emocionada demais com suas palavras, não sabia como reagir aquilo.

— Então por favor, por favorzinho, seja a minha mamãe.

Senti uma lágrima deslizar devagar em meu rosto, conforme eu podia lembrar-me de suas exatas palavras, como se ele estivesse fazendo-me o pedido novamente. Olhei para a cama e chorei ainda mais ao ver Edward tentando acalmá-lo, pois o pequeno chorava em seus braços e ele dizia palavras confortáveis para o filho.

Andei até eles e sentei-me no outro lado de Andrew, deixando-o entre Edward e eu. Sentindo minha presença, ele afastou-se um pouco do pai e olhou-me com os grandes olhos vermelhos pelo choro e com seu rosto completamente molhado. Engoli em seco e estiquei meus braços para ele, e fiquei satisfeita quando ele pulou para o meu colo e abraçou-me com toda a força que tinha, encostando seu rosto em meu peito. Edward esfregou as costas de Andrew e eu beijei seu cabelo, respirando fundo e tomando alguma coragem, porque eu tinha que dizer alguma coisa para ele, já tinha o magoado demais ao ficar calada e petrificada como uma idiota.

— Desculpe, pequeno. – Sussurrei com a voz embargada. Pigarreei um pouco e levei uma mão até seu cabelo, fazendo um carinho delicado nos fios loiros. – Eu não queria fazer você chorar. – Disse com a voz baixa, respirando fundo quando eu senti as lágrimas queimarem em meus olhos novamente. – Me desculpe por ter ficado quieta por tanto tempo, acontece que eu fiquei surpresa demais com o que me pediu. – Ouvi seu choro diminuir e Andrew fungou, levando uma mão até seu rosto e passando a mão por ele, para em seguida deitar a cabeça contra meu peito novamente. – Eu ainda não te contei minha história. É um pouco difícil para mim, sabe? Tudo isso com o que eu estou convivendo desde que conheci seu pai. – Levantei meus olhos e Edward olhou-me atentamente quando foi mencionado na conversa. – Desde que eu comecei a ter mais contato com Edward, eu também tive mais contato com você, Andrew, e isso é um mundo completamente novo para mim. – Apoiei meu queixo sobre sua cabeça e fechei meus olhos, puxando rapidamente o ar. – Eu fui abandonada por meus pais quando eu era uma criança, não lembro exatamente minha idade, mas era muito nova. – Relatei, sentindo uma dor no peito por dizer isso em voz alta, era algo que eu não tinha conseguido superar, mesmo com o passar dos anos. Não saber quem eram meus pais ou o que levou eles a deixar-me na porta de um orfanato doía-me e muito. – Eu nunca conheci meus pais, eles deixaram-me em um local igual ao que você vivia, até Edward ir salvá-lo. – Sorri para o mesmo e ele dirigiu-me um pequeno sorriso, esticando sua mão vaga e segurando a minha que estava em volta de Andrew. – Eu nunca fui salva, Andrew, eu vivi no orfanato até meus dezoito anos, então eu tive que sair por ter completado a idade máxima de lá. Eu sempre fui solitária e continuei sendo quando saí de lá, aluguei minha casa e comecei a trabalhar na loja aonde você conheceu-me. A única amiga que eu tive nesses anos todos foi Rosalie, você ainda não a conheceu, mas espero muito que a conheça, ela é incrível demais, uma irmã para mim. – Beijei mais uma vez seu cabelo e o senti respirar fundo. – Então, mesmo não sendo completamente solitária, eu nunca tive uma família, sabe, pai, mãe, essas coisas. Mas Edward entrou em minha vida e trouxe você na bagagem. – Ri baixinho ao sentir Andrew soltar uma pequena risada contra mim, fazendo-me sentir bem melhor. – A partir disso eu comecei a vê-los diferente, pequeno, eu adoro demais estar ao lado de um homem como o seu pai, eu nunca estive tão feliz como fico quando estou ao lado dele. – Olhei nos olhos verdes intensos, vendo um brilho diferente neles, mas o sorriso que Edward dirigia-me chegava a fazer meu coração perder uma batida, de tão maravilhoso que era. – E eu também tenho você. – Desviei meu olhar de Edward, olhando para baixo e vendo os olhos curiosos de Andrew encarando-me. – Você ilumina meus dias, Andrew, é a criança mais especial que eu já conheci. – Segredei, sentindo novamente uma enorme vontade de chorar conforme eu abria meu coração. – Eu... eu amo você. – Sussurrei para ele e seus olhos arregalaram-se, automaticamente ficando marejados enquanto olhavam-me ansiosos. – Jamais pensei que poderia levar a isso, mas eu te amo, Andrew, demais. Adoro conviver com você, passar horas brincando com jogos, por mais que eu sempre perca. – Ele soltou uma risada, ao mesmo tempo que uma lágrima caiu de seus olhos. – Eu não tive família, mas já adotei Edward e você com a minha, porque eu os adoro demais e jamais posso perde-los, já tornaram-se vitais para mim. – Levei a mão que estava em seu cabelo para seu rosto, acariciando a pele macia. – Eu amo você. – Repeti ao olhá-lo nos olhos, fazendo-o derramar mais lágrimas e sorrir abertamente, conforme erguia suas mãos pequenas e segurava meu rosto com ambas.

— Eu também te amo, Bella, muitão! – Riu animado e eu tive que sorrir ao sentir minhas lágrimas caírem mais uma vez, parecia que elas estavam de acordo com as batidas erráticas de meu coração. – Eu não sabia sobre sua história, me desculpe por isso, eu me lembro muito pouco sobre as coisas de onde eu morava, mas eu me lembro de ser triste e cheio de solidão. – Assenti, respirando fundo. – Mas daí meu papai incrível me buscou. – Sorriu. – Eu nunca vou poder agradecer o suficiente por vir morar com ele, eu amo demais meu pai, é a pessoa mais especial que eu tenho em minha vida. – Dei uma olhada para Edward e podia vê-lo sorrir, seus olhos também lacrimejados conforme ouvia o que o filho dizia. Engoli em seco e ao me pegar olhando-o, ele piscou um olho e eu sorri para ele. – Bella? – Voltei a olhar para Andrew e ele respirou fundo, olhando no fundo dos meus olhos. – Eu tenho certeza que você sofreu bastante por ser sozinha, mas agora não está mais só, você tem sua amiga, papai, tia Alice e eu. Agora está rodeada de pessoas que te amam, entende isso, porque nenhum de nós vai deixar você ir embora de nossas vidas. – Funguei ao ouvir as palavras tão sinceras de um menino de apenas seis anos de idade. – Papai adora demais você, Bella, e eu também, nós já somos sua família, como tinha me dito. Eu a considero da minha família e meu pai também, ele vive sorrindo quando fala de você, jamais tinha o visto tão feliz como você o faz. – Mais uma lágrima caiu em meu rosto e eu limpei a face de Andrew que também começava a ficar úmida, e ele repetiu o gesto em mim, sorrindo em minha direção e passando sua mão em meu rosto. – Eu sei que pode ser cedo, não nos conhecemos muito, mas sei que é certo tê-la como a nossa família, Bella, eu sei compreender isso. Eu te amo demais e já sinto que você é uma mãe para mim, sempre cuidando e sendo boa comigo, olhando-me de uma maneira tão forte que me faz sentir-me o garoto mais especial do mundo. – Engoliu em seco e eu respirei fundo. – Você é incrível e mesmo que possa ser errado, eu quero muito ter você como a minha mamãe, você já faz esse papel em tão pouco tempo, olhando-me com tanto carinho, mas eu quero que seja oficial, eu quero poder chama-la dessa forma. – Suspirei auditivamente sentindo a enxurrada de lágrimas novamente, olhando de forma maravilhada para aquele menino especial que conquistava ainda mais meu coração. – Por favor, por favorzinho, seja a minha mamãe. — As mesmas palavras de antes saíram de seus lábios e eu ofeguei tocando seu rosto, chorando como uma idiota.

— Eu sou nova demais, Andrew, você sabe disso, não é? – Ele assentiu, olhando-me atentamente. – Eu sou péssima com todas essas coisas e eu temo muito deixar você triste por qualquer coisa, eu não consigo lidar com isso, é tão diferente para mim, parece que eu estou dando um passo assustadoramente grande. – Ouvi-o respirar fundo e engoli em seco. – É uma responsabilidade enorme, uma promessa que eu estou fazendo para você, compreende isso? – Andrew concordou. – Você consegue entender que eu posso cometer burradas, fazer coisas erradas e até dizer algumas coisas que não fazem sentido, afinal, eu não convivi com muitas crianças, não sei lidar muito bem com elas, ainda mais com você que parece ter uma inteligência fora do normal. É complicado, mas eu sei que você pode entender essas coisas, não é? – Ele amuou um pouco, mas balançou sua cabeça lentamente, suspirando alto. Eu sorri, deixando mais lágrimas caírem por mim. – Que bom que entende todas essas coisas, porque sua mãe aqui vai deixar você louco com tudo. – Sua cabeça ergueu-se de supetão e seus olhos arregalaram-se conforme enchiam-se mais uma vez de lágrimas. Eu solucei, mas ainda sorria bastante, olhando feliz para aquele menino incrível. Eu podia notar a dúvida em seu olhar, então abri um sorriso ainda maior, assentindo. – Sim, eu quero ser sua mãe, eu quero fazer essa família dar certo. Eu te amo, filho, e eu prometo que tentarei ao máximo ser o que você espera de mim.

— Oh, meu Deus! – Gritou animado e pulou em meu colo, fazendo-me rir enquanto fechava os olhos e soltava a minha mão que ainda estava presa na de Edward, passando meus braços ao redor de Andrew e apertando-o com toda força contra mim. – Você é a minha mãe. – Falou de forma embargada e eu balancei minha cabeça, deixando meu rosto contra seu pescoço, minhas lágrimas caindo em sua pele. – Obrigado, Bella, eu... eu... eu amo você. – Sussurrou e eu o abracei mais.

— Eu que agradeço por você me deixar entrar nisso, querido. – Beijei seu rosto, afastando-me um pouco, até que eu pudesse olhar em seus olhos. Segurei em suas faces e lhe sorri, secando as lágrimas que caíam desesperadas de seus olhos. – Vamos fazer isso dar certo, ok? – Ele assentiu rapidamente e eu beijei sua testa. – Também te amo. – Sussurrei contra sua pele e pude vê-lo sorrir animado, abraçando-me novamente. Olhei para Edward e surpreendi-me ao ver seu rosto molhado, conforme ele nos olhava de forma atenta. Engoli em seco olhando para o homem que mudou tudo em minha vida e ele ergueu seus olhos, conectando-os aos meus. Suspirei ao ver o brilho intenso nas esmeraldas verdes, então estiquei uma mão para ele e o vi sorrir, enquanto pegava minha mão e apertava-a na sua, dando um beijo nas costas dela.

— Vamos ser a família mais feliz que já existiu! – Andrew falou alto, chamando nossa atenção. Edward riu e aproximou-se mais de nós, abraçando Andrew pelas costas e puxando-me junto, passando seus braços em minha volta e deixando o pequeno em nosso meio. – Abraço triplo! – Gritou feliz, arrancando uma risada minha. – Eu te amo, papai. – Sussurrou para Edward, então deitou seu rosto no peito dele e passou os bracinhos em volta do pai, soltando um suspiro alto. – Somos uma família agora, nós três.

— Claro que somos, campeão. – Beijou o cabelo dele e apertou-nos em seus braços, fazendo-me soltar um gritinho com o aperto. Ele sorriu a aproximou seu rosto do meu, dando-me um selinho demorado. – Obrigado. – Sussurrou contra minha boca, olhando-me nos olhos. – Você está tornando tudo melhor, Bella, eu te adoro demais. – Sorri emocionada para ele e toquei seu rosto, respirando fundo e encostando nossas testas.

— Eu te adoro, Edward, muito. – Voltei a colar nossos lábios e abracei-o apertado.

Talvez a vida só estivesse começando agora.

[...]

— Você provavelmente deveria entrar. – Edward sussurrou contra a minha pele, beijando com mais força meu pescoço, fazendo-me arfar e jogar a cabeça para trás, encostando-a na lataria do carro. Apertei com força seus ombros e o senti deslizar suas mãos até minha bunda, dando-me um generoso apertão, fazendo com que um gemido baixo escapasse de meus lábios.

— Eu... eu deveria. – Falei sem fôlego, engolindo em seco ao sentir seus toques. – Mas você está me monopolizando, Edward. – Agarrei os fios de sua nuca, puxando seu rosto para longe de meu pescoço, assim eu poderia raciocinar direito. Respirei fundo outra vez, olhando em seus olhos, estremecendo ao encontrar todo o desejo que tinha ali. – Eu só posso entrar, se você parar de me agarrar. – Pisquei divertida e ele riu, dando-me um rápido selinho.

— Me desculpe, mas eu acabei por ficar viciado em você. – Passou suas mãos pela lateral de meu corpo, suas palmas quentes fazendo-me vibrar conforme apertavam-me nos lugares certos. O senti descer as mãos novamente, parando em minha bunda, apertando-a. – Merda, você tem uma bunda muito gostosa. – Sussurrou contra meu ouvido e eu grunhi, apertando os fios de sua nuca. Edward aproximou-se mais e eu praticamente desfaleci contra seus braços assim que senti a leve ereção cutucar meu estômago.

— Edward... – O adverti, tentando ter algum controle, porque só com mais alguns minutos disso eu enlouqueceria e ainda o puxaria para meu apartamento. O problema era que estava tarde e Andrew estava em casa, dormindo com a vigilância de Daniel, segurança de Edward, mas era capaz de ele acordar e chamar pelo pai, então era melhor que Edward estivesse por lá. – Não faz isso com nós. – Choraminguei, afastando meu rosto e fazendo-o olhar-me. – Você precisa ir e eu tenho que dormir, acordo muito cedo amanhã. – Inclinei-me, beijando-o, o que foi um erro enorme, pois éramos como fogo e gasolina, logo o desejo explodiu e estávamos nos agarrando novamente contra seu carro, seu corpo pressionando-me na lataria.

— Tudo bem, já chega. – Edward afastou-se ofegante de mim, puxando seu ar com força. Abri meus olhos e engoli em seco, o prazer estava estampado em seu rosto e seus olhos estavam praticamente negros. – Porra, Bella, você e viciante demais. – Apertou a carne da minha bunda e eu gemi baixinho, fechando brevemente meus olhos. Senti um selinho demorado em meus lábios e logo as mãos de Edward afastaram-se de mim, assim como seu corpo descolou do meu. – Eu vou deixar você subir. – O olhei e sorri, tocando seu rosto.

— Logo nos veremos. – Pisquei e fui para perto dele, abraçando-o apertado. – Obrigada por esses dias, eu adorei passar um tempo com você e Andrew. – Beijei seu peito, sorrindo. – Nosso filho é muito comportado. – Senti uma satisfação enorme quando aquelas palavras saírem de meus lábios, tornando tudo o que tínhamos conversado com Andrew mais real, a gente faria dar certo uma família entre nós e eu sentia, do fundo do meu coração, que era a melhor coisa que eu estava fazendo na minha vida.

— Nosso filho é perfeito e isso soa incrivelmente incrível. – Sussurrou Edward, apertando-me em seus braços. Ri com ele repetindo as palavras de Andrew e respirei fundo, deitando minha cabeça em seu peito. – Obrigado por ter nos dado essa chance, Bella, você não faz ideia do quanto Andrew está feliz com você sendo a mãe dele, deixando-o chama-la assim. – Beijou meu cabelo e eu sorri fechando meus olhos, aconchegando-me em seus braços. – Mas também não faz ideia de como eu fiquei feliz. – Apertou-me contra ele. – Saber que você está levando isso mais a sério do que eu pensava é incrível, Bella, eu fiquei emocionado demais hoje, como nunca tinha ficado. Meu filho querendo-a como mãe, assim como eu a quero como minha namorada, foi demais para mim. Eu fiquei em pânico quando você ficou calada por tanto tempo e ele chorou, mas você é sempre perfeita, Bella, e aceitou dar essa oportunidade para nós dois, apesar de tudo o que eu te contei, de todo o perigo que ainda vamos ter que enfrentar. – Inclinou-se para trás e segurou meu rosto, fazendo com que eu abrisse meus olhos e encontrasse o verde intenso, encarando-me com admiração. – Você é a mulher mais incrível que eu já conheci e nunca poderei lhe agradecer por estar ao meu lado, dando-me a força que eu precisava, ajudando-me e ainda amando meu filho, a pessoa mais importante em minha vida. – Suspirou, acariciando meu rosto com o polegar. – Você é perfeita. – Sussurrou contra meu rosto e eu suspirei alto, olhando-o a todo momento nos olhos, os choques passando por todo o meu corpo, fazendo-me estremecer com seu corpo quente contra o meu e suas palavras perfeitas dirigidas para mim. Ainda era irreal tudo o que eu estava vivendo, mas era a melhor coisa que já me aconteceu, então agarraria com unhas e dentes, fazendo o impossível para que tudo continuasse dando certo e que a minha família continuasse segura.

— Você é perfeito. – O corrigi, levantando meus braços e abraçando-o pelo pescoço, fazendo-o me olhar. – É o homem mais incrível que existe, Edward, tente manter a mente aberta e aceitar isso, você é perfeitamente perfeito. – Pisquei e ele riu um pouco com a redundância das palavras. – Pode negar-se a aceitar isso e pode achar que não é, mas você nunca teve e nunca terá culpa de nada pelas coisas que passou e por aquelas pessoas estarem infernizando todos a sua volta, isso é coisa deles e não é porque tem alguma ligação com você que a culpa é sua, aprenda a aceitar isso e pare de se culpar por tudo, Edward, ok? – Respirei fundo e ele juntou as sobrancelhas, olhando-me confuso. – Me dói quando você se culpa, se martiriza por eles e por nós, sem ao menos pensar um pouco em você. Pare um pouco com isso, eu sei que a prioridade é proteger nosso filho e você faz isso como ninguém, é o que mais admiro em você, só que pense em tudo e também cuide-se, porque é o meu namorado e eu te adoro, não posso suportar em nada acontecendo com você. – Segurei seu rosto, suspirando alto. – Me prometa que também irá colocar-se como prioridade, você precisa disso, Edward. – Olhei em seus olhos. – Você e Andrew são tudo para mim agora, então eu preciso que me prometa isso, apesar de eu odiar promessas, eu sei que você as cumpre, então me diga isso, por favor. – Olhei-o de forma suplicando e Edward respirou fundo, sua mão tocando meu rosto e seu dedo passando por meus lábios. – Me diga. – Pedi em um sussurro e as orbes verdes voltaram a olhar-me, a intensidade brilhando ali como sempre.

— Eu prometo. – Disse por fim e eu pude respirar uma pouco mais aliviada, podia ser a verdade em sua voz.

— Obrigada. – Sorri satisfeita e Edward retribuiu, sua mão ainda em meu rosto. Ele puxou meu rosto para si e beijou-me brevemente, foi um beijo rápido, mas só com um encostar de lábios eu ficava flutuando, minha boca queimava quando a sua encostava na minha. – Agora eu queria muito lhe pedir uma coisa. – Chamei sua atenção e ele arqueou uma sobrancelha, pedindo para que eu prosseguisse. – Você conheceu Rosalie e eu lhe disse que é a minha irmã de coração, não é? – Ele assentiu. – Sei que cuidar de Andrew é algo precioso demais para você, é para mim também, desde que eu o conheci vi que não poderia deixar nada acontecer a ele. – Suspirei. – Mas Rose é minha irmã e eu preciso compartilhar com ela tudo isso, preciso contar a ela sobre Andrew também, mas sabia que precisaria pedir sua permissão para isso, sempre tem o mantido afastado do mundo e entendo isso, mas para Rose é algo que eu tenho que falar.

— Está tudo bem, Bella. – Acariciou minha mandíbula, dando um beijo em minha testa. – Eu confio em Rosalie, somente em vê-la e conversar poucas coisas com ela vi a mulher especial que é, ainda mais por ser sua irmã. – Sorriu para mim. – Não tem problema algum você conversar com ela sobre isso, aliás, pelo o que me lembro, Andrew é seu filho também. – Meu coração bateu mais rápido quando ele disse aquilo e eu sorri, olhando-o e vendo a felicidade estampada em seu rosto. – Divirta-se falando do garoto mais especial desse mundo. – Piscou e eu ri, abraçando-o rapidamente.

— Obrigada. – Ganhei um beijo em meu cabelo. – Agora eu realmente tenho que subir, está tarde demais. – Afastei-me de seus braços e fiquei na ponta dos pés para que alcançasse sua boca. Edward segurou-me pela cintura e puxou-me para ele, colidindo seus lábios nos meus.

Suspirei contra sua boca e o abracei pelo pescoço, movimentando meus lábios contra os seus, sendo retribuída de bom grado. A boca quente tomou a minha com paixão e eu apertei-me contra ele, beijando-o urgentemente, tentando ter tudo o que eu pudesse dele. Minhas mãos foram para seus braços, os apertando, enquanto minha boca sugava a dele, sentindo-o abrir caminho entre meus lábios e colocar sua língua em minha boca, aumentando a pressão do beijo e deixando-nos mais urgentes.

A sua mão que estava em minhas costas desceu da minha cintura e foi rapidamente até minha bunda, apertando o local, eu gemi e colei-me mais à ele, querendo ficar o mais perto que conseguisse de seu corpo quente. Edward me empurrou e senti o metal frio do carro nas minhas costas, enquanto minha boca era devorada.

Edward afastou-se bruscamente e deitou sua cabeça em meu ombro, puxando com força seu ar. Resfoleguei com a falta de ar e respirei profundamente, mantendo meus olhos fechados e tentando organizar-me novamente, parecia que eu ficava sem rumo toda vez que Edward beijava-me.

— É bom você subir. – Sua voz rouca soou e eu engoli em seco, assentindo. Edward afastou-se de meu corpo e me deu um rápido selinho. – Se cuida.

— Você também. – Olhei em seus olhos e sorri um pouco. – De um beijo em Andrew por mim, já sinto a falta dele. – Edward abriu um bonito sorriso e assentiu. Ele aproximou-se e deu um beijo demorado em minha testa, seus lábios demorando-se em minha pele.

— Eu darei sim. – Suspirei sentindo seu perfume e ele se afastou outra vez, tocando meu rosto. – Me ligue amanhã. – Assenti. Ele foi até seu carro e abriu a porta traseira, puxando de lá a minha bolsa, entregando-me assim que se virou para mim.

— Obrigada. – Beijei sua bochecha. – Boa noite e dirija com cuidado, por favor.

— Eu vou. – Piscou e eu sorri para ele. Respirei fundo e coloquei a bolsa em meu ombro, acenando para Edward e virando-me, caminhando em direção a entrada de meu prédio.

Abri a porta de vidro e aconcheguei-me no local quente, assim que entrei. Fechei a porta e dei uma olhada para trás, vendo Edward caminhar para seu carro e entrar nele, saindo logo em seguida. Sorri sozinha e desviei minha atenção da rua, indo para as escadas e subindo os degraus devagar, suspirando como uma adolescente boba pelo caiminho, mas o que eu poderia fazer? Apesar de todas as coisas que tivemos que suportar ontem, hoje o dia tinha sido incrível e Andrew me deu um dos melhores pesentes que poderia: A oportunidade de amá-lo como se fosse meu filho.

Abri a bolsa cheia de roupa e fui a revirando, buscando por minhas chaves. Assim que eu as encontrei, continuei a subir as escadas e logo cheguei em meu andar. Caminhei até minha porta e a destravei, entrando logo em seguida. Assim que fechei a porta, voltei a trancá-la e virei para ir para o meu quarto, porém estaquei em meu lugar e gritei ao ver duas pessoas sentadas confortavalmente em meu sofá.

Com calma eu coloquei minha bolsa no chão e a mulher arqueou uma sobrancelha para mim, cruzando seus braços enquanto me olhava séria. Engoli em seco e respirei fundo em seguida, tentando acalmar meu coração que parecia querer sair por minha boca, consequência do susto que eu tinha tomado.

— Por Deus, seus loucos, queriam matar-me do coração? – Coloquei minha mão em meu peito, puxando o ar. – Droga, Rose, por que você sempre tem que estar aqui quando eu chego? Caramba, parece gostar de dar sustos em mim. – Balancei a cabeça e uma risada estrondosa explodiu no ambiente, atraindo totalmente a minha atenção. Olhei atentamente para quem estava do lado da Loira e um homem alto e musculoso demais a abraçava pelos ombros, olho de forma divertida para mim, um sorriso brincando em seus lábios. – Ok, o que está acontecendo? – Olhei para Rose e ela riu, balançando a cabeça.

— Nós chegamos aqui tem um hora, ficamso esperando por você, mas como nunca chegava, resolvemos assistir um filme. – Deu de ombros e esticou-se, colocando um pote de pipocas vazio no chão, ficando de pé em seguida. – Eu queria logo te apresentar o cara mais perfeito que já existiu. – Piscou um de seus olhos azuis e eu ri, rolando meus olhos. Rosalie toda apaixonada era a coisa mais incrível de se ver. – Vem, Ursão, quero lhe apresentar formalmente a minha irmã.

— Me chamando assim na frente dela, só vai fazê-la querer correr de nós. – A voz alta soou e eu ri, cruzando meus braços. Rose segurou nas mãos dele e o puxou para ficar de pé, andando ao seu lado até aproximarem-se de mim. – Então essa é a infame Isabella. – Piscou para mim e eu sorri, esticando-lhe uma mão e ficando um pouco intimidada por seu tamanho, por Deus, ele tomava anabolizantes?

— Só Bella. – Ele sorriu divertido e apertou a minha mão com força, fazendo-me grunhir. – Merda, isso doeu! – Afastei minha mão dele, balançando-a.

— Emmett! – Rose o empurrou, bufando. – Não precisa quebrar a mão dela.

— Me desculpe, as vezes não controlo minha força. – Respirou fundo olhando-me e fazendo uma carinha de sonso. Eu tentei o olhar séria, porém gargalhei logo em seguida, eu já começava a adorar esse cara. – Ei, ela está rindo de mim! – Olhou indiganado para a namorada e ela revirou os olhos.

— Deixa de ser um bebezão. – Inclinou-se um pouco e deu um beijo em seu rosto. – Como já deu para notar, esse bebê que chamo de namorado é o Emmett, eu queria trazê-lo aqui para você conhecer. – Minha amiga sorriu para mim e eu retribui, olhando novamente para o homem ao seu lado.

Assim que meus olhos caíram mais uma vez sobre Emmett e eu o olhei atentamente, franzi meu cenho quando notei algo de familiar em seus olhos castanhos escuros, praticamente negros. A fisionomia inteira de seu rosto me lembrava algo, alguém para ser bem especifica, porém agora não conseguia puxar na memoria quem, mas era algo estranhamente familiar e não era somente na aparência, eu... sei lá, sentia alguma coisa estranha ao estar próxima dele.

— Está tudo bem, Bella? – Pisquei meus olhos e balancei a cabeça, voltando a olhar para Rosalie. Ela encarava-me com o cenho franzido e a curiosidade brilhava nos olhos azuis. – Você ficou calada por alguns minutos, você está bem? – Pegou em uma mão minha, fazendo-me olhá-la.

— Estou sim, só um pouco cansada. – Pigarreei, desviando do assunto. Eu acho que estava ficando um pouco perturbada com tantas coisas acontecendo em minha volta.

— Claro que está cansada. – Olhou-me de forma maliciosa e eu a olhei em choque, arregaldno meus olhos.

— Rosalie Hale! – Grunhi e a risada estrondosa de antes se fez presente de novo, atraindo minha atenção para Emmett. – E por que você está rindo?

— Porque está bem na cara que tem a ver com sexo, por favor, Bellinha, eu sei ler perfeitamente as expressões maliciosas da minha loira aqui. – Abraçou Rose pela cintura e arqueei uma sobrancelha para a minha amiga, fazendo-a rir.

— Eu achei alguém que me compreende, Bella. – Piscou e eu balancei a cabeça rindo.

— Certo, certo, mas vamos deixar uma coisa bem especifica aqui, nada de Bellinha. – Olhei para o moreno que estava abraçado em Rosalie e ele arqueou uma sobrancelha em minha direção.

— Por que não? É um apelido incrível!

— É ridículo, por favor, só Bella está ótimo. – Ele rolou os olhos, mas riu em seguida e balançou a cabeça.

— Tudo bem, Bela Adormecida. – Abriu um sorrisão e olhei chocada para a minha amiga, mas ela olhava com uma cara de tonta apaixonada para o homem ao seu lado.

— Rosalie, isso é sério? – Ela voltou com sua atenção para mim e deu de ombros.

— Emmett gosta de apelidos. – Ambos riram juntos e eu balancei a cabeça, sério, dava para ver que se mereciam mesmo.

— Tudo bem, mas eu já tenho um apelido. – Olhei suplicante para Emmett e ele deu de ombros, assentindo em seguida.

— Só Bella então. – Sorriu. – Afinal, sou Emmett McCarty – Esticou outra vez sua mão e olhei raceosa para ela, fazendo-o rir. – Vou ser delicado agora.

— Ok. – Apertei sua mão rapidamente e afastei-me o quanto antes, era melhor do que ter minha mão esmagada mais uma vez. Olhei mais uma vez para seu rosto e ele sorriu abertamente, piscando um olho em minha direção. Suspirei baixinho ao sentir aquela familiaridade em sua aparência novamente, assim como um sentimento estranho assolando-me enquanto eu o olhava atentamente, mesmo sendo algo bom, era confuso pra caralho.

Oh, merda, acho que estou enlouquecendo.

Pov Edward.

— Andrew, você precisa ir dormir. – Chamei a atenção do meu filho, colocando-o sentado na cadeira alta de frente para o balcão. – Está tarde para um garoto da sua idade estar acordado.

— Mas eu já dormi muitão, pai, desde a hora que a mamãe foi embora. – Automaticamente um sorriso estupidamente idiota apareceu em meu rosto, assim que as palavras saíram da boca de Andrew. Meu coração enchia-se de amor por Andrew a cada dia, mas agora vendo-o tão feliz e contente por chamar a Bella de sua mãe, só deixava-me ainda mais cativado por aquele menino. – Papai? – Pisquei meus olhos para sair de meus pensamentos e voltei com a minha atenção para Andrew. – Eu fiquei muito feliz porque ela aceitou ser minha mãe, tive medo no início, sabe, quando ela ficou muda por um tempo longo. – Mordeu o lábio e eu sorri sentando-me na cadeira ao seu lado.

— Só foi surpreendente para ela, filho, mas você ouviu o que Bella disse, ela te ama. – Toquei seu rosto e ele olhou-me com seus olhos brilhantes, arrancando mais um sorriso de mim. – Ela já nos considerava da família dela, só precisa de um tempinho para digerir tudo, afinal, você foi repentino, hein? – Cutuquei suas costelas e ele riu, contorcendo-se por sentir cócegas no local.

— Eu só ia chama-la para a minha festa de aniversário, mas quando eu vi o quanto ela estava sendo cuidadosa comigo, assim como você é, olhando-me com carinho e parecendo feliz ao meu lado, a pergunta simplesmente saiu de mim. – Deu de ombros e eu suspirei. – E acabei esquecendo de falar sobre a festa.

— Está tudo bem, terá outra oportunidade. – Beijei seu rosto. – Mas saiba que eu fiquei feliz por você ter tido essa coragem, campeão, e tenho certeza que Bella adorou, afinal ela sorria o caminho inteiro até a casa dela. – Segredei-lhe e o sorriso em seu rosto aumentou, fazendo-me soltar uma risada.

— Ela sorria? – Confirmei e ele suspirou. – Ela é uma mãe incrível. – Disse com confiança e eu ri, bagunçando seu cabelo.

— Eu tenho certeza que ela está se tornando uma. – Levantei-me de meu lugar e fui até o armário, pegando a xícara de Andrew, precisava preparar um chocolate quente para ele voltar a se acalmar e ir dormir, já passava de uma da manhã. Preparei o chocolate e em seguida coloquei no micro-ondas, colocando o tempo de um minuto e meio, como Andrew gostava.

— Pai? – Virei-me em sua direção, encostando-me no balcão ao lado do micro-ondas. – Sabia que eu preciso agradece a você? – Franzi o cenho e ele respirou fundo, batendo suas mãos no balcão. – Quando a mamãe me disse sobre a história dela, ela comentou sobre a minha e me disse que você me salvou daquele lugar, e eu sempre soube disso, para falar a verdade, foi o papai que me trouxe uma luz. – Sorri engolindo em seco e desliguei o micro-ondas, interrompendo o esquentamento do chocolate. Andei até Andrew e voltei a sentar-me ao seu lado. – Só que eu nunca te agradeci, pai. – Levantou seus olhos para mim. – Mesmo depois de um tempão com você, eu nunca disse um obrigado por ter me tirado de lá, não agradeci por ter me escolhido entre tantos meninos mais normais do que eu. – Eu ia abrir a boca para interrompê-lo, porém Andrew disse antes. – Eu era triste, papai, não me lembro de nada dos meus outros pais, só que as mulheres daquele lugar só me falavam coisas terríveis. – Seus olhos encheram-se de lágrimas e eu toquei seu rosto, suspirando. – E ela viviam dizendo-me que nunca sairia dali, só depois de ser maior, porque ninguém olharia para um garoto estranho e solitário. – Uma lágrima caiu. – Essas palavras nunca saíram da minha cabeça, afinal elas me diziam todos os dias. Só que um dia, após eu chorar um monte por ter ouvido as mesmas coisas de sempre, você chegou lá com a tia Alice. – Sorriu um pouquinho, mas ainda derramava lágrimas, e isso fazia meu coração apertar. – Eu olhei curioso e vi você de terno e gravata, então eu neguei-me a tentar pensar sobre eu poder ser escolhido. – Sequei meus olhos antes que eu derramasse alguma lágrima e Andrew olhou em meus olhos, respirando fundo. Ele nunca tinha me dito essas coisas, eu sabia que aquele orfanato que ele vivia era terrível, eu já arrumei brigas com as mulheres de lá por terem contato para Andrew sobre a morte de seus verdadeiros pais, ele tinha só três anos, mas talvez aquele local fosse pior do que eu imaginava. – Só que seus olhos foram para mim. – Voltei a prestar atenção nele. – Você foi a única pessoa que me olhou de uma forma diferente, durante tanto tempo que eu estava lá. Então foi conversar comigo e contar-me sua estória, abraçando-me de uma maneira que eu nunca tinha sido abraçado na minha vida. – A lágrima que eu segurava finalmente escapou. – Eu nunca agradeci a você, papai, você me deu um mundo novo, me fez seu filho e me ama de um jeito forte demais, eu sinto isso. – Soluçou e inclinou-se para mim. Não aguentei mais e fiquei de pé, tirando-o da cadeira alta e puxando-o com força para meus braços, apertando-o contra mim e sentindo-o chorar contra meu pescoço, assim como eu fazia com ele. – Você é a melhor pessoa que eu conheço, papai, é um homem perfeito em todos os sentidos, sei que a mamãe também acha isso, eu vejo a maneira que ela te olha. – Engoli em seco e beijei seu cabelo. – Eu te amo, pai, amo muito e sempre amarei, você me deu uma nova vida e eu nunca saberei lhe agradecer por isso.

— Você nunca precisará me agradecer, Andrew, eu já tenho seu amor como meu filho e isso é o que mais me importa. – Sussurrei com a voz rouca, respirando fundo. – Você é a minha vida, campeão, eu te amo incondicionalmente e sempre será assim. Eu ainda não consegui te dar o mundo, mas eu prometo que darei, você o merece. – Apertei-o em meus braços. – Você merece tudo, filho.

— Você também merece, papai, é um homem perfeitamente perfeito, e eu te amo, te amo.... – Sussurrou contra meu peito, abraçando-me fortemente, fazendo-me sorrir em meio as minhas lágrimas, lembrando-me das palavras que Bella tinha me dito há algumas horas.

— É o homem mais incrível que existe, Edward, tente manter a mente aberta e aceitar isso, você é perfeitamente perfeito.

Deus, aquela mulher entrou em nossas vidas só para melhorar tudo. Andrew e eu sempre tivemos um relacionamento perfeito de pai e filho, mas com Bella junto tudo parecia ficar ainda melhor, de uma maneira que eu jamais conseguiria explicar. Eu adorava-a e ela era vital em minha vida, assim como estava tornando-se vital para Andrew.

Tínhamos uma batalha imensa pela frente, mas eu era Edward Cullen e faria o impossível para proteger toda a minha família, custe o que custar.

“Continua...”

Notas finais
N/A (Cintia Cullen): Primeiramente, antes de qualquer coisa, eu tenho que dizer um enorme obrigada para todas as minhas leitoras incríveis, vocês são demais, pessoal, por Deus, eu já tenho NOVE recomendações em NIL, e mal posso acreditar nisso! E sem contar todos os 481 comentários, eu fico tão emocionada com todo o carinho de vocês, sério, eu amo demais poder ler cada comentário e respondê-lo. Vocês são incríveis, obrigada mesmo por tudo, agradeço demais. ♥ Espero de verdade que tenham gostado desse capítulo, eu realmente adorei conseguir escrevê-lo, pois já estava frustrada com minha inspiração, porém felizmente ela apareceu e eu pude dedicar-me a mais um capítulo dessa fanfic que tanto amo. Torço muito para que tenham gostado também, sempre saibam que a opinião de vocês conta e muito para mim, é importante demais. Enfim... vou-me indo agora, tenham uma ótima semana, amores, que tudo dê certo nesta semana que nos aguarda. ♥ Beijos.