Never It's Late.

26 Está na hora de acabar com isso.


Notas iniciais
Eeei, meus leitores maravilhosos! Mais um capítulo de NIL o / Primeiramente, quero desculpar-me por não postar na semana passada, sinto muito por deixar o domingo em branco, porém eu estava doente e muito. Fiquei de cama a semana inteira, pensei que poderia aproveitar as férias para escrever, porém a gripe pegou-me com força, não conseguia fazer nada além de ficar deitada. :/ Sinto mesmo por não ter postado, mas estava difícil e eu não conseguiria escrever de maneira alguma. Enfim... quero alertá-los: Capítulo cheio de emoção. Eu chorei escrevendo-o, então já deixo avisado que vocês podem emocionar-se por tantas descrições. Existe coisas pesadas, porém necessárias. Estou torcendo para que gostem, eu escrevi detalhadamente, colocando toda a emoção possível. Enjoy :) ~~16/07/17~~

Está na hora de acabar com isso.

Terceira Pessoa.

As dores sentidas pelas mulheres que encontravam-se naquela sala era torturante, de tão fortes que eram. Ambas estavam contra uma parede, os pés tocavam o chão somente porque elas os mantinham na ponta, e seus braços estavam sobre suas cabeças, presas por uma corda completamente forte que amarrava-se em seus pulsos e em um gancho da parede.

A mais nova gemia pelo recente corte adquirido em seu estômago, deixando o sangue escapar pelo local, fazendo-a enjoar pelo cheiro metálico. Sua cabeça parecia pesar cada vez mais, afinal, a mulher que dizia ser sua mãe tinha espancado ela tantas vezes nas últimas horas, que nem sabia como era possível a consciência ainda estar presente em si. Sentia que a qualquer momento fecharia os olhos e poderia enfim descansar, aqueles cortes, que foram espalhados por uma lâmina afiada, ardiam demais e estavam praticamente por todas as partes de seu corpo. Ela queria descansar, mas ao olhar para a mulher que estava na mesma situação que a sua, porém na parede oposta, Alice sentia que ficar acordada era o que manteria aquela mãe incrível viva, ela não podia cogitar a ideia de que ela sofresse mais do que já sofreu em quase trinta anos, sem contar desde que foram pegas por aqueles vermes. A morte seria muito mais fácil do que ter que lidar com eles, ambos eram maníacos demais e divertiam-se em causar dor para qualquer um, e a morena baixinha chorava compulsivamente ao lembrar que eram seus pais, aqueles que deveriam manter o amor eterno por ela, cuidando sempre de sua vida, zelando. Pelo que parece, eles não mediam nada para poder atingir Edward, nem mesmo importavam-se de machucar sua própria filha.

— Alice... – A morena ergueu seus olhos, fungando ao ouvir o baixo sussurro de Esme. Ela torceu suas mãos contra as cordas para tentar ter algum alivio, mas aquilo pareceu piorar a dor que sentia em sua pele. – Ei, querida, calma, não mova-se tanto. – A mais velha olhou alarmada para ela, fazendo-a se sentir finalmente com uma mãe, Esme parecia tão zelosa por ela, mesmo sendo tão distantes em aspectos familiares. Alice tentou segurar seu choro, olhando para a ruiva do lado oposto, ganhando um sorriso pequeno em sua direção, como se todos seus machucados não estivessem ardendo horrivelmente. – Eu sei que está machucada, mas tente se acalmar e parar de encarar sua barriga. – Ela manteve sua cabeça para cima, ouvindo o que Esme tinha lhe dito. Era um pouco complicado, porque esse último corte parecia ter sido muito mais fundo que os outros, então o sangue jorrava a cada segundo e a dor parecia aumentar mais ainda. – Concentre-se em mim, querida, tudo vai ficar bem. – Uma lágrima deslizou sorrateiramente pelo rosto tão parecido com a de seu irmão. Alice fez uma linha fina com seus lábios, tentando aguentar e parar de chorar um pouco, ela não podia dormir e sabia que chorar sempre a deixava sonolenta, precisava ficar a todo instante de olhos abertos para cuidar que nada de pior acontecesse com Esme. – Eu te prometo, vamos sair salvas daqui. – O sorriso maternal voltou a seu rosto, tentando fazer a morena acreditar em suas palavras, mas ela mantinha isso como um mantra em sua mente, ela mesmo precisava acreditar nisso.

— Está tão ferida, Esme. – Alice olhou seu corpo, vendo as pernas dela machucadas, assim como os braços ensanguentados. O rosto tão bonito e maquiado de mais cedo, agora possuía a maquiagem totalmente borrada e leves inchaços começavam a aparecer em seu rosto, inclusive o corte sobre a sobrancelha chamava a atenção, onde Elizabeth ria malignamente quando acertou seu anel no local, cortando-o. – Eu sinto tanto, tanto... – Sussurrou, voltando a chorar com força. – Se eu não tivesse chamado você para as compras... – Balançou a cabeça, sentindo as lágrimas jorrarem-se em seu rosto, elas faziam todos os machucados arderem ainda mais. – Somente eu estaria aqui. – Completou seu pensamento, fechando os olhos com força. – Me desculpe. – Suplicou, puxando o ar com força.

— Alice... – Esme, do outro lado da sala, suspirou auditivamente, tentando suportar tudo aquilo e manter suas forças. – Você não tem culpa alguma, querida, não culpe-se por aqueles canalhas. – A baixinha engoliu em seco ao ouvi-la dizer com tanto carinho, como se estivesse reconfortando-a. – Não faça algo que Edward fez por tanto tempo. Ele sempre estava se culpando por eles seguirem Andrew, depois Bella e estarem sempre vigiando você, eu o abracei tanto quando ouvi palavras desnecessárias e doloridas saindo da sua boca. – Alice fungou, abrindo os olhos e olhando para a ruiva, vendo-a embaçada por causa das lágrimas teimosas que acumulavam-se em seus olhos. – Essas pessoas sempre perseguiram meu filho, colocando a culpa nele, fazendo-o acreditar que era culpado pelas merdas que eles faziam. – Ela balançou a cabeça, puxando seu ar com força. – Eles maltrataram Edward psicologicamente e das piores maneiras possíveis, então não faça a mesma coisa com você, Alice, mantenha-os fora de sua mente, não se torture por eles. – Esme podia ver a dor nos olhos claros de Alice e sentiu seu coração afundar ainda mais com toda a situação. Ela não aguentava ver seus filhos com sentimentos tão terríveis, e ela sabia que Alice estava ocupando um lugar especial em seu coração, e vendo-a tão vulnerável naquele momento lhe doía mais do que poderia imaginar. – Por favor. – Suplicou para ela. – Por mim, Alice, não se afunde, nós precisamos estar unidas para escapar de tudo isso.

Alice lhe dirigiu um bonito sorriso, era pequeno, mas na situação em que estavam, era melhor do que qualquer coisa. Sua filha do coração parecia acalmar conforme os minutos passavam-se, porém quando o baque alto soou, pode a ver estremecer e agarrar-se as cordas presas em seus pulsos. A grande porta que estava naquele ambiente imundo abriu-se, revelando um homem com sorriso maligno e olhos assustadores, que pioravam com aquele lugar enfadonho em que estavam.

— Vejo que minhas convidadas estavam comunicando-se. – Cruzou os braços, rindo e balançando sua cabeça. – Espero que não estejam planejando nada, Elizabeth e eu conseguimos homens incríveis para cuidar da parte de fora da casa, um passo em falso e eles acabam com vocês. – Abriu um sorriso estonteante, como se estivesse comemorando algo. – Se bem que eu preferia tirar a vida de duas vadias, seria terrível se um de meus homens precisassem fazer isso por mim. – Bufou e olhou para seu lado, rindo ao ver sua filha encolhida contra a parede, como se isso pudesse a afastar dele. – Oh, querida, com medo de seu pai? – Deu alguns passos, até aproximar-se dela e ver o medo brilhando nas orbes. Isso deixou-o ainda mais contente, então segurou seu queixo com força, obrigando-a a deixar seus olhos ligados nos seus. – Você deveria ter muito medo mesmo, amorzinho, após provocar seus pais, deveria saber que não deixaríamos tudo barato. – Apertou seu maxilar e Alice foi obrigada a fechar seus olhos, ofegando pela dor que a atingiu tão repentinamente. – Olhe para mim quando eu estiver falando com você! – Gritou histérico, acertando-lhe um forte tapa no rosto, fazendo o rosto da jovem virar-se com brusquidão. A morena apertou seus lábios para impedir que os soluços saíssem e voltou a olhar para o homem que um dia pensou ser seu pai. Seu rosto ardia assim como todos seus outros machucados, e podia sentir um novo corte formando-se em sua bochecha, causado pelo anel que Anthony usava.

— Afaste-se dela, seu miserável! – Esme grunhiu do outro lado, remexendo-se em seu lugar. – Deixe Alice em paz e nunca mais encoste um dedo sujo nela! – Anthony ainda segurava sua filha com força pelo queixo, mas virou-se suficiente para olhar para a raivosa mulher na outra parede, arqueando uma sobrancelha em sua direção. Esme riu, mesmo sentindo o pavor passando por todo o seu corpo e as lágrimas queimando em seus olhos. – O que foi, Masen? Odeia que alguém o contraria? – Zombou, balançando sua cabeça. – Tão ridículo. – Ironizou e o homem grunhiu, olhando-a. – Saiba que nada disso vai ficar assim. – O ar irônico saiu de sua voz e de sua face, mostrando-se sombria ao dizer as últimas palavras, o ódio borbulhava em seu sangue. – Tanto você, quanto Elizabeth, pagarão por tudo o que fizeram para minha família em todos esses malditos anos! – Gritou irritada. – Nada vai ficar do jeito que está! Nada! – Dessa vez a gargalhada do homem preencheu o local, fazendo Alice estremecer e ganhar um aperto maior em seu maxilar.

— Ah, Esme, não sabe o quanto está enganada. – Balançou a cabeça, olhando para o teto, ainda rindo de forma debochada. – Seu precioso Edward não nos encontrará por aqui, estamos tão longe das garras dele. – Sorriu maldosamente, seus olhos encontrando-se com os da pequena Alice, que já chorava outra vez, sem conseguir segurar-se. – E como devem saber, só estamos nos divertindo por enquanto. – Estralou a língua, soltando uma risada. – Mais cedo ou mais tarde vocês não estarão mais presentes por aqui. – Arqueou uma sobrancelha para sua filha, abrindo um sorriso maior ao ver um soluço escapar de seus lábios. – Oh, Edward ficará tão desolado quando souber que sua querida mãezinha, que demorou quase trinta anos para reencontrar, estará a sete palmos do chão. – Suspirou teatralmente. – Assim como a irmã que ele tanto ama, apesar de não ser sangue de seu sangue. – Bufou e Alice olhou para a mão dele, vendo-a entrar no bolso de sua calça jeans e escorregar para fora de lá, trazendo entre seus dedos um pequeno canivete. Seus olhos arregalaram-se quando o canivete foi colocado contra sua garganta e o homem em sua frente sorria novamente, seus olhos conectando-se aos dela. – Você foi tão insolente, Alice, sempre preferindo aquele miserável ao invés de seus pais que te criaram com tanto carinho! – Gritou, apertando a ponta do canivete contra sua pele, o coração de Alice já batia errático, temendo tudo o que veria nos próximos segundos. – Amava tanto aquele bastardo e ainda por cima o defendia! – Grunhiu contra seu rosto. – Não sei como pôde ser tão idiota, Alice, tão burra como ele! Escolheu um cara que não tem nada contigo, deixou seus pais de lado e ainda estava buscando provas para nos derrubar! – Soltou o queixo dela, dando um soco na parede atrás de sua cabeça, para em seguida estapear outra vez o rosto dela, como se estivesse divertindo-se com a tortura que fazia com sua própria filha. – Não acredito que tive uma filha tão insolente! – Ouvia os soluços da morena aumentar, assim como gritos desesperados vindo da ruiva. – Você estava ajudando Edward, querendo nos tirar da vida dele e da sua, sua vadia! – Outro tapa estralou e o grito saiu forte da garganta dela. As dores estavam insuportáveis e perguntava-se o quanto poderia aguentar. – Você deveria ter ficado do nosso lado, Alice. – Falou contra seu ouvido, dando um beijo doentio na bochecha dela. Com esse gesto, ela afastou-se como reflexo, sentindo repulsa de todo aquele contato. – Poderia ter nos ajudado a acabar com ele, depois seríamos felizes. – Narrou sua estória, o sorriso voltando para seus lábios. – Acabaríamos com toda a família inútil dele, e então estaríamos livres. – Riu. – Mas é claro que você foi para o lado dele, tão ridícula, incluindo-se em uma família que não é sua! Logo eles vão te abandonar, afinal, é uma bastarda!

— Você não sabe de nada! – Falou entredentes, fechando seus olhos, tentando ignorar todas suas palavras, sabia que a família McCarty era incrível e jamais a julgaria, sabia que eles a adoravam, da mesma forma que ela adorava todos eles. Ainda mais Edward, o irmão com quem tinha um vínculo tão grande, o homem que sempre amaria como seu parente.

— Sai de perto dela! – O grunhido de Esme surgiu novamente. – Não fale besteiras, somos uma família que acolhe todos a quem merece, não somos degenerados como você e sua esposa! – Anthony grunhiu de ódio e afastou-se da morena que ainda chorava, caminhando a passos largos na direção da ruiva. – Edward é alguém muito melhor do que vocês. – Riu. – Ele vingará cada coisa que está fazendo conosco, ele enfim poderá colocar um fim em filhos da puta como vocês! – Esme ergueu a cabeça para olhá-lo e em seguida, seu rosto virou com o impacto do tapa. Antes que pudesse recuperar-se, sentiu o canivete sendo gravado em sua coxa, afundando-se com afinco em sua pele. O grito de dor saiu de repente de seus lábios, assim como as grossas lágrimas caíram por seu rosto, tudo em um segundo.

— Não! Não! Não! – Alice debateu-se do outro lado, soluçando ao ver Esme cair na inconsciência por causa da dor, ficando pendurada contra a parede. Ela grunhiu de ódio e Anthony puxou a lâmina da coxa da ruiva, abrindo um largo sorriso ao ver um novo corte marcando o corpo dela, sabendo que todas aquelas marcas ficariam como uma lembrança dele e de sua esposa. – Você é um monstro! – Ela rugiu, bufando auditivamente e vendo-o virar-se em sua direção. – Vocês pagarão por tudo isso, está escutando-me? – Gritou eufórica, pouco importando-se por todas as dores presentes em seu corpo, nem ligava para os sangues que saíam de seus cortes. – Eu deixarei, e com muito prazer, meu irmão acabar com cada um de vocês! – Soltou uma risada maligna, vendo seu monstruoso pai caminhar em sua direção. – Isso, corte-me, me espanque, faça o que quiser comigo. – Olhou-o debochada. – Elizabeth e você têm um medo absurdo de escutar a verdade, mas saiba que nada disso ficará impune, Edward acabará com vocês e eu terei o maior prazer de assistir cada maldita dor que ele causará! – Gritou raivosa e seus dentes trincaram quando mais uma bofetada foi desferida em seu rosto, aumentando a ardência do local. Olhou com nojo para o homem em sua frente. – O inferno lhe aguarda, Anthony.

— Espere sentada, querida, você estará lá antes do que eu. – E sem mais nenhuma palavra, a lâmina ensanguentada foi de encontro ao braço de Alice, com força. Anthony riu quando viu o desespero em seu olhar, o choro tornando-se evidente conforme forçava o corte em seu antebraço. – Aguarde a tão esperada morte. – Sussurrou em seu ouvido, fazendo-a soluçar de dor.

A morte seria menos dolorosa, disso a pequena morena tinha certeza.

Pov Edward.

Solucei como uma criança, sentindo todo o pavor apoderar-se completamente de meu corpo, dores passando por cada maldito lugar, concentrando-se em meu coração. Puxei minhas pernas para cima do sofá e as abracei, enfiando meu rosto contra meus joelhos, não me importando com qualquer pessoa que estivesse naquela casa, eu não suportava mais nada do que estava passando, as dores não saíam de mim e a vida não parecia nunca tranquila, e eu parecia amaldiçoar cada um que estava do meu lado, porque por uma culpa minha, minha irmã e minha mãe estavam sofrendo nas mãos daqueles vermes. Por três malditos dias!

— Chora, filho, coloca toda sua dor para fora. – Ouvi a voz compreensiva de meu pai e a mão dele passou por minhas costas, tentando transmitir-me algum conforto. Eu não aguentei e então joguei-me contra ele, apertando-o em um abraço sufocante, soluçando com força contra seu ombro, nada mais parecia-me verdadeiro, o pesadelo parecia estar me consumindo. – Nós a encontraremos, Edward, calma, filho, por favor. – Sussurrou contra mim, e pela voz embargada, podia saber que seu choro tinha se desencadeado com o meu. – Elas ficarão bem.

— Elas não vão ficar bem, pai! – Balancei minha cabeça, sentindo-o apertar-me contra ele. – Elas estão nas mãos daqueles delinquentes, eles são capazes de qualquer coisa e tenho certeza que não mediram nenhum esforço para machucá-las. – Outro soluço escapou de mim. – Eu não queria pensar nisso, mas me dói a cada minuto que passa, pai, tenho certeza que elas estão sendo maltratadas, eu conheço o ódio deles de perto, sei as coisas que podem fazer. – Sua mão foi para meu cabelo, massageando os fios enquanto escutava-me. – Eu não quero perde-las. – Sussurrei meu medo, agarrando-me a camiseta do meu pai. – Não posso ficar sem elas, pai.

— Você não vai, filho, não vai. – Apertamo-nos mais durante o abraço, já podia sentir que Carlisle chorava contra meu ombro, mesmo tentando passar-me alguma força. Só que era tudo inútil demais, nada me faria bem no momento, não até que eu tivesse minha mãe e minha irmã à salvos. – Toda a equipe de resgate está vigiando os locais e tentando buscar por alguma coisa, logo encontraremos. – Repetiu o que disse-me mais cedo, parecia que ele tentava colocar aquela frase em sua mente, tentando acreditar naquilo. Afastei-me de seu abraço e Carlisle respirou fundo, movendo suas mãos entre o meu cabelo, olhando-me nos olhos. – Pense que tudo dará certo, Edward, nós vamos encontra-las. – Sorriu minimamente e eu neguei com a cabeça, prendendo o soluço alto que queria rasgar meus lábios. – Sim, vamos encontra-las, não pense no pior. – Fez-me olhar novamente para seus olhos.

— Eu sei que vamos encontra-las. – Minha voz não passava mais do que um sussurro, porém a dor que eu sentia dentro de mim, estava quebrando-me de dentro para fora, impossível poder consertar. – Mas pense bem, pai, mantenha sua mente aberta. – Uma lágrima escorregou em meu rosto quando eu o abaixei e segurei na mão de Carlisle, apertando meus dedos contra os dele. – O mais possível é que a achemos em um estado que não sei se aguentaremos. – Funguei, olhando novamente para seu rosto cheios de lágrimas. – Eu juro para você, não queria pensar na... – Engoli em seco, tentando fazer aquela palavra sair da minha boca. Respirei fundo. – ...morte delas. – Disse por fim, fazendo o loiro em minha frente arregalar os olhos e começar a mover sua cabeça, negando ou tentando negar-se àquilo. – Eu sei que é complicado, você não sabe o quanto está doendo-me dizer isso. – Puxei o ar com força, ainda olhando-o. – Mas Elizabeth e Anthony são impiedosos, eles sequestraram a própria filha para me atingir! – Grunhi e apoiei minha cabeça em seu ombro, sentindo novamente suas mãos em minhas costas. – Eles irão mata-las, eu sei disso, pai, e temos que fazer alguma coisa. – Sussurrei amedrontado, as lágrimas fazendo-me enxergar tudo embaçados. – Eu não quero perde-las. – Repeti, chorando como um garotinho, mas eu não me importava com mais nada, queria minha mãe e minha irmã comigo, sãs e salvas. – Mas sei que irei.

— Não acredite no pior, Edward, nós vamos encontra-las vivas. – Carlisle apertou meu ombro e eu afastei-me para olhá-lo. Podia ver em seus olhos a força que ele fazia para não sucumbir à dor, desde aquele dia infernal que descobrimos sobre o sequestro, ele tentava dar forças para Emmett e para mim, sempre pensando em nós, e isso fazia-o tentar deixar sua dor de lado.

Olhei em volta do meu apartamento vendo todas as máquinas montadas pela equipe de resgate que eu tinha contratado. Vários homens e mulheres andavam por minha sala, falando um com o outro, dizendo ordens no telefone ou simplesmente tentando buscar pistas novas. Eram a melhor equipe de resgate do país, mas estávamos há três dias nessas buscas e até agora nada de pista, não tinha porra nenhuma que nos fizesse respirar aliviados e pensar que poderíamos encontrar Esme e Alice vivas. Eu temia pelo o pior, depois de tudo o que eu vi daqueles crápulas e após passar tanto tempo, eu sentia que poderia sucumbir a toda dor possível e ver que não teríamos chances, eles conseguiriam o que sempre quiseram: Acabar comigo.

Esfreguei meu rosto e senti meu pai levantar-se de meu lado, caminhando apressado para a cozinha, murmurando algo como buscar um copo de água. Eu sabia que não tinha nada com sua sede, ele simplesmente queria chorar pela falta de sua esposa, derramar as tão desejosas lágrimas que estava mantendo presas por tanto tempo. Olhei amargurado para o homem loiro que desapareceu da minha vista, engolindo em seco por toda a dor que estava presente em cada um, tudo isso era minha culpa. Não tinha outro modo de pensar. Elizabeth e Anthony estavam fazendo isso para me atingir, deviam estar maltratando as mulheres que eu amo, rindo e vendo o quanto estavam acabando comigo aos poucos, sabendo que Alice e Esme eram tudo para mim, a família que eu tanto amava.

Agarrei os fios de meu cabelo desesperado, olhando para o lado e vendo Jasper andando de um lado para o outro, esfregando seu rosto conforme ouvia uma mulher do resgate conversar com ele. Sabia que meu cunhado estava acabado com tudo o que estava acontecendo, ele já chorara tanto por causa de Alice, murmurou tantas súplicas para vê-la viva mais uma vez, sempre abraçando-me e dizendo o quanto sentia por isso estar acontecendo. Jasper Withlock sempre foi o homem mais centrado que eu já tinha conhecido em minha vida, eu jamais pensei que algum dia poderia vê-lo tão desesperado, chorando tanto por saber que Alice estava em péssimas mãos. Ele parecia esconder bem seus sentimentos, mas chegava horas que eu via que ele não aguentaria mais pensar em nada, então o choro saía fortemente, assim como os soluços.

Nada nos tinha preparado para esse momento, ninguém aguentava saber que poderíamos nunca mais ver Esme ou Alice.

Pude ver Emmett finalmente sentar-se em um sofá, e assim como eu tinha feito há minutos, ele abraçou suas pernas e chorou compulsivamente contra seus joelhos, seu corpo balançando conforme seus soluços. Engoli em seco com a cena, nunca pensei que meu irmão brincalhão estaria em uma situação dessas, eu nem havia aproveitado minha família e já estávamos mergulhados nessa dor infernal. As piadas de Emmett era o que mais divertia todo mundo e sabíamos o quão inteligente ele era, e exatamente por isso zombávamos tanto dele, fingindo que nos surpreendíamos por vê-lo falar algo de bom, mas ele sempre levava na brincadeira, afinal, era assim que Emmett era. A pessoa mais divertida da casa.

Lembro-me como Emmett e eu ficamos abraçados por horas no dia anterior, chorando como duas crianças, mas era a forma que tínhamos para tentar suportar tudo o que estava acontecendo com nossa mãe. Ficarmos juntos. Eu podia ouvi-lo murmurar algo entre seu choro e o meu, mas era impossível identificar suas lástimas, só sabia que o nome de Esme e Alice eram ditos. Sabia o quanto Emmett e Alice tinham se aproximado no decorrer desses dias, pareciam irmão inseparáveis, sempre divertindo-se juntos e provocando um ao outro, exatamente como Alice e eu fazíamos quando mais novos. Meu irmão chorava por sua mãe, por sua nova irmã e sempre agarrava-me em um abraço mais apertado, como se tirasse qualquer dor que estivesse sentindo no momento.

Rosalie desceu as escadas correndo e automaticamente foi até seu namorado, sentando ao lado dele e abraçando-o com força. Emmett jogou-se contra a loira e soluçou contra seu pescoço, apertando-a contra si, como se sua vida estivesse dependendo disso no momento. A sala era tomada por seus soluços e isso parecia partir ainda mais meu coração. Eu estava completamente destroçado por dentro, mas a cada choro de alguém que eu amava, parecia fazer outra parte quebrar, juntando-se a todos os cacos que minha alma estava formando.

Esfreguei meu rosto outra vez, tentando limpar as lágrimas que acumulavam-se, mas era impossível deter, a cada pensamento o pranto retornava, nada parecia melhorar isso. Ergui-me com dificuldade e desviei-me dos agentes que perambulavam pela sala, caminhando lentamente em direção as escadas e subindo cada degrau devagar, tentando manter-me em pé conforme segurava-me no corrimão. Há dias não dormia e mesmo que eu estivesse cansado demais, entregar-me a escuridão do sono não parecia-me uma alternativa descente, eu precisava estar alerta com tudo o que estava acontecendo.

Subi até o terceiro andar do meu apartamento e segui a voz que arrepiava-me com sua doçura, apesar do momento em que estamos passando. Sabia que Bella estava tão quebrada quanto eu, mas quando ela se disponibilizava para cuidar de Andrew, eu notava o esforço que ela fazia para guardar qualquer dor dentro de si, cuidando de nosso filho do jeito que eu não estava conseguindo. Eu sentia tanto por Andrew, doía-me pensar o quanto eu tinha o abandonado por esses dias, porém eu não conseguia fazer nada sem derrubar uma lágrima, e eu não queria que Andrew ficasse pior do que estava, ele sabia do que está acontecendo e Bella tentava desliga-lo disso, de uma maneira que eu não conseguia. Toda a dor vinha em mim a cada segundo, não tinha como eu distrair Andrew e eu ao mesmo tempo, então deixava-o aos cuidados da mãe, ela conseguia acalmá-lo de uma maneira impressionante. Sentia falta de estar com ele, rir de suas lógicas infalíveis e da esperteza que aquele garoto tinha para alguém de apenas sete anos, eu amava demais o meu filho, mas temia tanto que essa dor me engolisse e mudasse tudo em nossa volta. Eu só queria vê-lo bem, tranquilo.

Continuei caminhando pelo corredor, seguindo o som da voz de Bella. Assim que parei em frente ao quarto azul, eu apoiei-me no batente da porta e suspirei baixinho ao ver minha namorada acariciando o cabelo de Andrew conforme ia narrando uma estória. Ela estava de olhos fechados enquanto falava e nem havia percebido que o garoto ressonava tranquilamente, mas eu tinha uma ideia que ela fazia isso para poder tirar a si mesma da dor, afundando-se nas estórias infantis que Andrew tanto adorava ouvi-la contar. Parecendo sentir uma presença, sua cabeça virou-se em minha direção e os olhos intensos estavam olhando-me atentamente, como se quisesse entender o que eu fazia ali, e eu entendia sua surpresa, eu não saia daquela sala sequer um segundo, sempre esperando uma nova informação. Engoli em seco e abaixei meu olhar, sentindo-me mal por entregar-me tão facilmente a dor, deixando qualquer coisa fora disso longe de mim.

Enfiei minhas mãos no bolso da calça jeans e caminhei para dentro do quarto, indo lentamente até a cama onde Andrew ressonava. Bella afastou-se um pouco para o lado do colchão e eu sentei-me no lugar onde ela ocupava antes, suspirando alto ao ver Andrew tão calmo, depois de tantos momentos turbulentos que ele passou conosco, sempre sendo tão forte para um menino de apenas sete anos, tentando dar alguma força, mas eu via nos olhos infantis que estava sendo cada vez mais difícil para ele.

Levei uma mão até os fios loiros e sorri um pouco ao mexer nas mechas, ouvindo-o suspirar em meio ao seu sono. Inclinei-me em sua direção, dando um demorado beijo em sua testa, fechando meus olhos ao abraça-lo com cuidado, sentindo falta dos dias que tudo estava calmo e eu podia ver Andrew sorrir alegremente com as coisas em sua volta.

— Eu sinto muito, filho. – Sussurrei contra sua pele, respirando profundamente. – Me desculpe por ter me afastado, perdoe-me por estar sendo tão fraco na situação... – Engoli em seco, sentindo a mão de Bella massagear minhas costas, passando um reconforto. – Mas eu darei um jeito em tudo isso que está ocorrendo, papai promete, você vai ficar feliz e tranquilo mais uma vez. – Apertei-o contra meus braços, apoiando minha cabeça em seu ombro, sentindo as malditas lágrimas começarem a queimar em meus olhos. – Eu te amo tanto, Andrew, tanto, campeão. Sinto pelo afastamento desses dias, eu só preciso recuperar-me de um baque tão grande. Mas eu juro que voltarei logo para você, nós teremos nossos momentos alegres como antes, é uma promessa. – Funguei, afastando-me de seu corpo quente. Ele resmungou algo durante uma respiração profunda e eu belisquei seu queixo devagar, olhando atentamente para o rosto sereno.

— Vem, querido, vamos deixa-lo descansar. – Bella sussurrou contra meu ouvido, dando-me um beijo na bochecha. Sua voz estava fraca, mas essa mulher era tão incrível que guardava sua própria dor para ajudar-me e ajudar a Andrew, colocando-nos em primeiro lugar. Assenti para ela devagar e beijei outra vez o rosto do meu filho, murmurando sobre minha respiração um eu te amo, sentindo meu coração aquecer quando o vi sorrir, ainda adormecido. Engoli minha saliva lentamente e afastei-me com cuidado, colocando-me de pé ao lado da cama personalizada, olhando para ele e fechando meus olhos em seguida, tentando consertar meus pensamentos que estava fora de rumo, sempre cheios de coisas negativas.

Ouvi uma movimentação e olhei para minha namorada, vendo-a se inclinar para Andrew, beijando sua testa e fechando o livro que tinha em sua mão. Bella levantou-se devagar da beirada da cama e como eu fazia todos os dias, ela ligou o abajur em uma boa intensidade e apagou a luz do quarto. Ela colocou o livro na cômoda e segurou minha mão com força, andando comigo para fora do quarto de Andrew, deixando uma pequena fresta da porta aberta. No instante seguinte senti seu corpo chocar no meu e antes que eu processasse qualquer coisa, seu pranto chegou ao meu ouvido, seu corpo tremendo contra o meu, abraçando-me apertadamente, tentando achar algum apoio para aquilo que sentia. Puxei Bella com força contra mim e beijei seu cabelo, afundando meu rosto nos fios castanhos, minhas mãos correndo por suas costas, enquanto eu tentava segurar meu próprio choro, porém ela complicado demais, ver a mulher que eu amo tão triste e vulnerável mexia demais comigo, sem mencionar o quão devastado eu estava após estar passando por tantas coisas, temendo sempre o que poderia estar acontecendo com Esme ou Alice.

Com mais este pensamento eu agarrei Bella com mais força, sentindo seus braços apertarem-me na mesma intensidade, os soluços acalmando-se conforme os segundos passavam, mas nós ainda buscávamos forças um no outro, ficando completamente juntos, como se isso pudesse aplacar qualquer sentimento terrível que nos assolava durante todos esses dias de tensão.

— A culpa é toda minha. – A frase que eu repetia em minha mente, todo o tempo, saltou de meus lábios como um sussurro sofrido. Apertei meus olhos com força e enfiei meu rosto contra seu pescoço, beijando sua pele e tentando guardar meu choro. – Isso tudo o que está acontecendo é minha culpa, Bella. As dores que Carlisle, Emmett, Jasper, Rose e você sentem, é por minha causa. – Sussurrei sufocado. – Andrew nem sorri mais, eu sinto tanta falta do sorriso divertido e alegre no rosto do meu filho. – Resfoleguei e suas mãos passaram por minhas costas. – Se não fosse por mim, nada disso estaria acontecendo. Minha família está em perigo, porque eu os encontrei novamente, Alice está sofrendo, porque quis ajudar-me. – Falei resignado, movendo minha cabeça e esfregando meu rosto contra o tecido de seu casaco, secando as lágrimas que saíram sem que eu percebesse.

— Não comece novamente, Edward. – A voz abafada de Bella soou e ela apertou seu rosto contra meu peito, ainda esfregando minhas costas. – Demorou um tempo para que você tirasse toda a culpa de você, mas teve um momento que percebeu que nunca seria culpado pelas monstruosidades que Anthony e Elizabeth fizeram. – Respirou fundo. – Não volte com isso, por favor. – Balançou a cabeça, apertando-me. – Não deixei que eles entrem de novo em sua mente, querido, isso não pode acontecer, não mais.

— Eu sou o causador de toda essa merda, Bella. – Afastei-me suficientemente para enxergar seu rosto, vendo os olhos castanhos avaliarem-me com carinho, ligados em mim a todo tempo. – Vocês não merecem passar por toda essa dor comigo. – Neguei com a cabeça. – Eu deveria estar sofrendo por colocar toda a minha família em perigo, negando-me a acreditar que aqueles merdas fariam alguma coisa, agora olhe o estrago! – Bufei. – As providências deveriam ocorrer há tempos, eu fui um imbecil esse tempo todo.

— Ei, não fale assim! – Bella segurou meu rosto, obrigando-me a olhá-la. – Nada disso é por causa de você, Edward. – Olhei-a debochado. – Eu sei que eles querem te atingir e estão conseguindo fazer isso, droga! – Grunhiu, balançando a cabeça. – Olhe seu estado, Edward, você não come, não dorme e não para de culpar-se, fazendo exatamente o que eles queriam, justamente o que eles estavam esperando de você! – Apoiou sua testa em meu queixo, puxando seu ar com força. – Você precisa reagir, meu amor, por toda a sua família, mas principalmente por você. – Seu tom de voz abaixou drasticamente. – Pare de deixar que eles controlem sua vida, isso já deveria ter acabado desde que você sumiu daquela maldita casa. – Fungou. – Agora você tem todos nós ao seu lado e eu repito milhares de vezes, ninguém te culpa por essas coisas, ninguém!— Reforçou, voltando a olhar-me, seus olhos molhados pelas lágrimas não derramadas. – Nós precisamos de você de volta, Edward. Andrew precisa de seu pai e eu preciso do homem que eu amo. – Abraçou-me pelo pescoço, puxando seu ar com força. – Não desista de nós e muito menos de você. É isso o que aqueles nojentos esperam e você não pode dar esse gostinho a eles. – Suspirou. – Sei que está doendo não saber onde sua mãe e sua irmã estão, mas nós vamos encontrar, acredite firmemente nisso, por favor. – Tocou meu peito.

— Elas possivelmente estão mortas. – Grunhi doloroso e Bella negou com a cabeça, fechando seus olhos. Apoiei minha testa na sua e segurei seu rosto com ambas as mãos, mantendo-a próxima de mim. – Aqueles vermes são tão previsíveis, Bella, eu sei que eles seriam capazes disso, eu já disse: Eles não ligam para nada, muito menos por Alice ser filha deles. – Soltei em um sussurro. – Eu preciso acreditar no pior. – Respirei fundo, sentindo meu peito fechar-se com toda aquela dor que passava por todo o meu ser. – Não posso ter esperanças, amor, eles... eles vão acabar com elas e... – Bella ficou na ponta dos pés e colou seus lábios nos meus, calando qualquer coisa a mais que eu diria.

Agarrei um punhado de seu cabelo e movimentei seu rosto contra o meu, dando alguns passos e imprensando-a na parede mais próxima, agarrando-a em um beijo desesperado, tentando tirar qualquer maldita dor e pensamento coerente de dentro de mim, afogando-me no beijo desesperado que eu dava nela. Bella agarrara-me na mesma intensidade, puxando-me com força para perto de si, movendo sua boca contra a minha urgentemente, fugindo das impiedosas dores que nos perseguiam a cada instante.

[...]

— Eu não sei o quanto poderei aguentar. – A voz sussurrada foi ouvida naquele breu. O timbre era doloroso e cansado. – Esme. – A baixinha engoliu em seco, usando de todas as suas forças para olhar a ruiva que mantinha a cabeça contra a parede, estava levantada enquanto puxava seu ar com mais força. – Estou com tanta dor. – Soltou, vendo-a dirigir seus olhos verdes em sua direção. – Todo o meu corpo dói, mas emocionalmente estou mais do que devastada, parece que cada parte minha foi quebrada dentro de mim. – Tossiu, sentindo toda a dor persegui-la, como fez todo esse tempo que estava presa com aqueles lunáticos. Não podia saber a quantos dias estavam por ali, era sempre escuro naquele lugar enfadonho, mas por toda agonia que sentiam, parecia uma eternidade naquele confinamento. – Você precisa dizer para Edward que eu tentei aguentar. – Engoliu em seco, tendo toda a atenção da ruiva que já encontrava-se aos prantos, mas engolia os soluços, não queria piorar a situação de Alice, ela já parecia mais do que sofrida. – Só que está tão difícil.

— Eu sei, amor. – Sua voz embargada escapou. Esme fechou seus olhos, ignorando cada sofrimento cruel que sentia dentro de si e com todos os machucados espalhados por seu corpo. – Só que você vai aguentar tudo isso. – Disse. – Nós vamos sair vivas daqui, acredite nisso, voltaremos para a nossa família e tudo estará bem novamente. – Sentiu uma lágrima cair em seu rosto, involuntariamente. Fechou seus olhos com força, acreditando veemente em cada palavra que disse para sua mais nova filha, queria que estivesse correta, pensava a cada segundo em toda a sua família, desejando que não sofressem por isso, muito menos Edward, estava na hora de ele ser feliz, mas tudo isso vinha como uma facada em sua vida. A ruiva respirou com dificuldade, voltando a olhar para Alice e agora era a baixinha que estava com seus olhos fechados, puxando o ar pela boca. – Logo nos encontrarão. – Disse mais um de seus mantras, ganhando a atenção da mais nova. – Nunca pense no pior, querida, isso atrai coisas ruins, e nesse momento temos que ter as mais belas lembranças em nossas mentes.

— Meu casamento. – A frase saiu da sua boca de repente, fazendo com que um mínimo sorriso surgisse nos lábios pálidos, ressecados. Esme seguiu seu movimento, conseguindo sorrir ao ver uma alegria pequena, mas já satisfatória, surgir em Alice. – Eu me casaria uma semana após o aniversário de Edward. – Disse amargamente, já deixando todos seus desejos no passado, não dava para acreditar que tudo o que sonhou estava tornando-se tão apagado, por culpa de seus pais malditos, que não ligavam para nada, a não ser a crueldade deles. – Jasper e eu estávamos tendo ensaios, trocas de roupas. – Continuou narrando, vendo que todos seus preparativos voltavam em sua mente, as lembranças deixando-a menos dolorida, fazendo-a lembrar de cada momento feliz que teve com seu noivo, irmão e sobrinho, recordando-se claramente do sorriso de cada um, a alegria estampada em seus rostos. – Edward resmungava que perderia sua irmãzinha. – Rolou os olhos, arrancando uma baixa risada de Esme. – Eram momentos tão felizes. – Suspirou. – Só sinto que nada disso voltará, Jasper nunca poderá ser feliz ao meu lado. – Uma tosse dolorida escapou dela, a alegria momentânea esvaziando-se. – Ele e Edward devem estar sofrendo tanto. – Fechou seus olhos, engolindo em seco. – Não quero nem pensar em como Andrew deve estar.

— Vamos vê-los novamente, não fique maltratando-se, Alice. – A voz melodiosa soou e a baixinha fungou, engolindo o choro que queria escapar de sua garganta. – Tudo se encaixará e vamos retornar a vida de antes, sendo felizes e não tendo preocupações com esses vermes, eles não existirão para causar mais dor para minha família. – Sua voz soou grave, a raiva sendo transmitida pelo timbre, mas Esme não podia deter-se, odiava cada coisa que eles tinham feito com todas as pessoas que amava, ainda mais com Edward, estragando a infância feliz que seu filho querido poderia ter. E agora Alice, não aguentava mais ver toda a dor estampada em seu rosto machucado, a dor dos machucados nem deveria ser mais existente, o sofrimento emocional dela estava pior. – Acredite em mim, Alice. – Chamou sua atenção. – Eu sei que estamos machucadas e famintas, todos esses dias trancadas por aqui, na mesma posição. – Engoliu em seco. – Mas a vida ainda estará em nós, pode agarrar-se nessa esperança, vamos viver para sair daqui. – A morena assentiu, fungando alto. – Queria tanto poder dar-lhe um abraço, querida, você parece estar sofrendo tanto. – Disse com dor, olhando a todo instante os olhos da mais nova. Alice deu um sorriso, mesmo com seus olhos marejados.

— Ouvi-la falando essas coisas já ajuda-me, Esme, eu confio em você. – Sorriu para ela. – Obrigada por tentar ajudar-me tanto, estar defendendo-me cada vez que aqueles monstros aparecem por aqui. – Suspirou.

— Não precisa agradecer. – Devolveu-lhe o sorriso, suspirando alto. – Estamos juntas e sairemos juntas, uma ajudando a outra. – Alice e ela assentiram, como se formassem um trato.

— Eu estou com medo. – Sussurrou com pavor. – Faz horas que eles não aparecem por aqui. – Disse baixinho, temendo que eles a ouvissem. – Isso não parece nada bom, eles podem voltar mais raivosos. – Estremeceu ao dizer isso. Se eles já tinham as machucado de todos os jeitos, não queria pensar em algo pior do que o espanco e cortes.

— E vamos torcer para que continue assim. – Esme interrompeu os pensamentos terríveis que Alice estava tendo, podendo decifrar a dor em sua face. – Eles nem voltarão, querida, logo poderemos estar livres disso tudo.

Ambas, no mesmo instante, fecharam seus olhos, pedindo veemente para que as palavras da mais velha estivessem corretas. Queriam, mais do que tudo, estarem livres da dor e sofrimento que estavam passando ao lado daqueles canalhas, desejavam voltar para sua família, tendo as pessoas que amavam ao seu lado.

[...]

— Eu não quero saber porra! – Grunhi agarrando meu cabelo, bufando alto para as porcarias de agentes em minha sala. – Vocês são a melhor equipe de resgate do país, deem um jeito de acha-las! Para que eu pago cada um? – Gritei raivoso, engolindo em seco quando todos eles olharam-me assustados. – Já são quatro dias com minha mãe e minha irmã desaparecidas. – Respirei profundamente, parando de andar e encarando-os bravo. – Passa das três da manhã e eu não quero ouvir mais desculpas, eu quero merdas de resultados! – Bati meu pé no chão. – É impossível que nada possa ser achado! Aqueles merdas não são tão espertos assim, eles com certeza podem ter deixado alguma coisa para trás e você necessitam saber o quê! – Rugi.

— Sr. Cullen, estamos fazendo todo o possível. – A mulher mais velha aproximou-se de mim, respirando fundo. – Toda a minha equipe está por New York, estão buscando-as em cada canto desse estado! O senhor precisa acalmar-se e descansar por um momento, durma ou coma alguma coisa, mas tire esse nervosismo de si.

— Eu não quero nada! – Grunhi para o rapaz que saiu da cozinha, trazendo um prato em minha direção. – Eu quero minha família aqui, é difícil acreditar nisso? – Bufei exasperado. – Ache-as! – Ordenei, afastando-me a passos apressados dali, indo até Bella que estava do outro da sala. Ela sorriu um pouco para mim e caminhou em minha direção, abraçando-me. – Eu estou com medo. – Sussurrei em seu ouvido, apertando-a contra mim.

— Tudo vai ficar bem, amor. – Enlaçou meu pescoço, respirando fundo contra meu peito. – Nós a acharemos, não precise se preocupar. – Beijou meu queixo. – Agora, eu acho que a agente Courtney tem razão, você precisa ao menos comer alguma coisa. – Levantou seus olhos para mim. – Está tão fraco, Edward. – Alisou meu rosto. – E isso está preocupando-me demais, não sei quanto você ainda aguentará em pé. – Movi minha cabeça, suspirando ao encostar nossas testas.

— Eu vou ficar bem. – Beijei seus lábios lentamente. – Só fique comigo, é tudo o que eu te peço. – Engoli em seco.

— E onde mais eu estaria? – Voltou a abraçar-me e eu apoiei meu rosto em seu ombro, fechando meus olhos apertados, agarrando-me a qualquer esperança que eu tivesse. Era difícil acreditar em algo positivo, mas por mais complicado que estivesse sendo, eu precisava confiar nas palavras de meu pai, de Emmett e de Bella, se eles tinham alguma expectativa de que algo daria certo, eu tinha que ter também.

Um barulho soou alto de meu elevador, indicando a presença de uma pessoa como visita. Meu coração martelou com medo de quem fosse e abri meus olhos, afastando-me devagar de Bella, olhando apavorado em seus olhos.

— Bella... – Falei assustado, tocando seu rosto. Ela ficou na ponta dos pés e deu-me um selinho demorado.

— Digite a senha e permite a passagem, pode ser alguma notícia boa. – Moveu sua cabeça na direção da caixa de metal. – Estamos todos aqui, Edward. – Assenti e larguei-a, andando devagar até o painel ao lado do elevador, sentindo minhas mãos tremerem de medo.

Com cuidado coloquei a senha no painel, permitindo a passagem de quem quer que fosse. Fiquei na frente do elevador e esperei as portas abrirem, sentindo minha namorada caminhar até meu lado, abraçando-me pela cintura. Agarrei-a contra mim e soltei um longo suspiro quando vi o homem aparecer em minha frente, assentindo seriamente em minha direção.

— Senhor Cullen. – Cumprimentou-me e eu engoli em seco, afastando-me da entrada, deixando-o entrar no apartamento e avaliar tudo, os agentes correndo por todos os lados. – Primeiramente, eu sinto muito por sua irmã e mãe, não sabia o quanto seus progenitores eram malucos. – Apertei meus lábios em uma linha fina, assentindo. – Eu sei que demorei-me para aparecer, porém eu venho prestar todo o apoio que for necessário, Senhor.

— Obrigado, Jenks. – Agradeci-o, respirando fundo. – Tudo o que eu preciso no momento, são pessoas na minha volta, parece que eu desabarei a qualquer segundo. – Suspirei, sentindo todo o meu corpo pesado, assim como minha mente, todas as imagens horrendas passando como um filme de terror, lembrando-me como Esme e Alice poderiam estar sofrendo nas mãos daqueles merdas, assim como eu sofri quando mais novo. – Entre, e se puder ajudar em alguma coisa, eu serei eternamente grato. – Afastei-me das recordações dolorosas, voltando com minha atenção para meu detetive particular, vendo-o assentir.

— É claro. – Pigarreou e franzi meu cenho quando meus olhos caíram para suas mãos, ele apertava com força um envelope entre seus dedos. – Olhe, eu sei que possui os melhores agentes de resgate por aqui, Senhor Cullen, mas assim que eu soube de tudo o que estava acontecendo, eu me permiti averiguar as coisas por conta própria, como eu sempre fiz. – Voltei a olhar em seus olhos, sentindo Bella apertar-me contra seu corpo. Meu coração martelava dolorosamente, e assim como ele, meu peito apertava-se com medo do que seguiria. Toda a dor era mais do que evidente em mim, mas ao olhar nos olhos de meu detetive, respirei profundamente, tentando controlar-me, porém a intensidade de sentimentos assolava-me outra vez. – Eu tive alguns resultados, Senhor. – Engoli lentamente minha saliva, seguindo suas mãos quando ele as esticou, oferecendo-me um grande envelope amarelo. Dei dois passos para frente e com minhas mãos trêmulas, peguei-o de sua mão, erguendo meus olhos e encontrando a confusão no olhar de minha namorada.

— Eu estarei aqui, amor. – Sussurrou para mim, talvez notando todo o medo que eu transmitia com o olhar. Concordei, movendo minha cabeça. Peguei com cuidado o envelope pesado e o abri, puxando vários papéis de dentro, pegando-os devagar em minhas mãos.

Entreguei o envelope vazio para Bella e averiguei as folhas que eu tinha, vendo dados do caso escrito, como Jenks sempre fazia em suas investigações. Li detalhadamente tudo o que ele escreveu e em seguida passei a folha, olhando completamente confuso para fotos de uma mansão moderna, tendo imagens da casa em todos os ângulos e em algumas vezes, era possível notar homens ao redor, vestidos com ternos e armados em sua cintura, como se fossem seguranças do local. Continuei passando as fotos e meu sangue ferveu quando avistei Elizabeth, sorrindo ao conversar com Anthony, as roupas de ambos bem alinhadas, se não fossem pelas manchas de sangue na mão deles, iria parecer que estavam apenas em uma visita casual. Mas todo aquele sangue, que parecia cada vez maior, conforme eu olhava cada nova imagem, era um soco no meu estômago, mostrando-me que terríveis coisas tinham acontecido com Esme e Alice, doendo-me no peito ao imaginar tudo o que elas estavam sofrendo nas mãos dos vermes, que um dia pensei serem meus pais.

As lágrimas novamente rolavam em meu rosto, eu tinha as segurado por horas, mas já não era mais possível fazer tal coisa, a dor era grande demais em mim. Eu olhava cada imagem com mais sofrimento, a aflição enchendo-me em proporções enormes. Eu podia somente ver a casa e várias fotos dos progenitores vindos do inferno, porém a cada mancha sangrenta neles, era uma agonia pior, eu tinha certeza que aquilo tinha vindo de minha mãe e de Alice. Eu não conseguia acreditar que Elizabeth e Anthony realmente existiam, como podiam ser tão canalhas a ponto de machucar a própria filha?

— Malditos! – Gritei com raiva, apertando os papéis contra minha mão, esfregando meu rosto com a mão vazia, tirando as lágrimas que saíam sem parar. – Malditos. Malditos. Malditos! – Repeti com dor e ódio misturados. Senti o corpo quente colar-se ao meu e os soluços escaparam no segundo seguinte, conforme eu agarrava a minha namorada, escondendo meu rosto em seu pescoço. Suas mãos acariciaram meu cabelo e eu chorei contra sua pele. – Eles a machucaram, Bella. – Falei embargado. – Eu vou matar eles! Vou acabar com a vida de cada um, sentindo prazer de fazer isso com cuidado, deixando-os sofrer a cada instante! – Rugi, apertando seu corpo. – Eles vão me pagar.

— Vão sim, amor. – Bella sussurrou contra mim. – Eu geralmente seria contra você sendo violento, mas eu não posso e nem quero te impedir de fazer isso. Eu não consigo acreditar no que fizeram, como puderam machucar mulheres tão maravilhosas? – Perguntou retoricamente, sua voz tornando-se embargada aos poucos. – Você precisa revidar isso, somente você vai fazer a justiça e mesmo que ela seja feita com as próprias mãos, está na hora de Anthony e Elizabeth verem que não se meche com uma família. – Ela empurrou-me um pouco, secando as lágrimas de meu rosto, sempre deixando seus olhos ligados aos meus. – Faça o que tenha que ser feito. – Assenti, beijando seu rosto.

— Senhor Cullen. –Por um breve segundo olhei para a sala, mas toda a equipe estava concentrada em seus computadores, tendo Emmett, Carlisle, Jasper e Rose com eles, averiguando qualquer coisa nova. Virei-me na direção de Jenks, ignorando o que acontecia na sala, olhando atentamente para meu detetive. – Eu demorei dias, e sinto muito por isso, mas dessa vez seus progenitores conseguiram escapar de muitas coisas. – Suspirou. – Foi completamente difícil conseguir alguma pista, eles praticamente sumiram do mapa de New York, esconderam-se de uma forma assustadora. – Respirou fundo. – Eu trabalhei dias e noites nisso, e assim que tive todas essas informações que olhou, eu vim diretamente ao seu encontro. Se fará alguma coisa, terá que despistar a equipe de resgate e ter pessoas que confia ao seu redor, sinto muito, mas eu procuro por coisas ilegais e não seria bom ter agentes perto de mim. E se o senhor quer fazer eles pagarem, precisará ser sozinho, sem justiça por perto. – Engoli em seco, entendendo perfeitamente o que ele tinha falado. Se eu tivesse a ajuda dos agentes, eles meramente prenderiam Anthony e Elizabeth, e eu não podia deixar que fosse tão fácil para eles, os malditos acabaram com toda a minha infância e estão machucando minha família, eu os faria pagar por cada coisa impiedosa que fizeram. E não haveria a morte em primeiro lugar, seria rápido demais.

— Bella. – Chamei a atenção de minha namorada. – Rose e você precisam despistar os agentes, façam qualquer coisa, mas os tirem de nosso caminho. – Segurei seu rosto, respirando fundo ao ver o medo nas orbes achocolatadas. – Eu sei que será perigoso, mas você precisa confiar em mim, eu irei buscar minha mãe e irmã, levarei Jenks, meu pai, Emmett e Jasper. Meu detetive possui homens de confiança, nós ficaremos bens, porém você precisa ficar aqui, cuidar de Andrew e deixar a equipe fora de nosso alcance. – Expliquei detalhadamente. O pavor a invadia, estava estampado em todo seu rosto. Respirei fundo e engoli em seco, sentindo meu coração bater com força em minha caixa torácica. – E se algo acontecer comigo...

— Não! – Disse apavorada, as lágrimas caindo com força de seus olhos. Ela moveu a cabeça, tirando qualquer pensamento ruim eu a tenha invadido no momento. – Você não pode ir, é perigoso demais! Viu quantos homens estão ao redor da casa? – Mirou as imagens em minhas mãos. – Eu não posso deixar que vá sem agentes treinados. Por favor, não faça isso. – Suplicou, chorando com força. A abracei contra mim, ouvindo seus soluços. – Eu não posso te perder, Edward, não suportaria tal coisa. – Falou contra meu peito, apertando suas mãos em minhas costas, agarrando minha camiseta contra seus dedos. – Eu te amo demais, Edward! Não posso perde-lo, não posso deixa-lo arriscar-se dessa maneira. – Disse trêmula e eu a apertei contra mim, beijando seu cabelo.

— Nós ficaremos bem. – Sussurrei, mas eu temia que algo desse errado. Faria de tudo para ter minhas mãos sobre aqueles canalhas, mas doía-me pensar que algo ruim poderia acontecer, eram possibilidades enormes. – Você precisa cuidar de Andrew. – Afastei-me, acariciando seu rosto. – Jenks tem homens de confiança, nós teremos toda a ajuda necessária, mas agentes do governo não podem envolver-se. É ilegal fazer justiça com as próprias mãos e eu não posso deixar Anthony e Elizabeth serem meramente presos, isso nunca! – Beijei seus lábios, sentindo-os frios. Eu sabia o medo que ela tinha, eu possuía o mesmo pavor: De nunca mais voltar a ver Andrew e ela, as duas pessoas que tornaram-se tão vitais para mim, as pessoas que eu amava mais do que a mim mesmo. – Eu te amo, amor. – Sussurrei contra sua boca, os olhos castanhos pavorosos encarando os meus. – Amo demais e é a mulher mais incrível que eu conheci. – Ela abraçou-me novamente, chorando. – Ei, Bella, não fique assim, voltaremos bem para casa. – Apertei-a, tentando acreditar em minhas próprias palavras. – Diga para Andrew que eu o amo. – Ela afastou-se rapidamente, secando seu próprio rosto, olhando-me atentamente.

— Não fale como se fosse uma despedida. – Pediu em um sussurro, erguendo uma mão e tocando meu queixo. – Não deixe esse melodrama, fale outra coisa. – Suplicou e eu tentei sorrir, puxando-a pela cintura, colando seu corpo no meu.

— Quando tudo isso acabar, prepare-se, querida, eu irei saciar todo o desejo que ficou guardado em mim. – Pisquei em sua direção, arrancando uma deliciosa risada dela. Beijei sua boca com força, aproveitando seu corpo quente contra o meu. Deus, era a mulher mais incrível que eu poderia ter ao meu lado, amava-a demais, muito mais do que achei ser possível. – Dê um beijo em Andrew. – Afastei-me, sorrindo e tocando seu rosto. Ela assentiu, suspirando. – Jenks. – Chamei meu detetive, e ele olhou-me no mesmo instante. – Onde elas estão?

— Na parte precária de Manhattan: The Bronx. – Respondeu-me, fazendo-me respirar fundo. Além de precário, era um local perigoso demais. – Eles esconderam-se bem. É algo longe e também, estão em uma mansão que era conhecida como um local onde vivia as pessoas importantes daquele lugar, nunca era questionada. Eu não sei como conseguiram enfiar-se lá, mas segundo pesquisas, o esconderijo é mais embaixo, em um porão nunca achado. – Assenti, olhando outra vez para minha namorada.

— Cuide dos agentes, nós iremos buscar Esme e Alice. – Dei-lhe um beijo estalado. – Até mais, querida. – Ela sorriu e assentiu, caminhando na direção de Rosalie, que bebia água olhando o trabalho das pessoas. Elas conversavam e enquanto isso, olhei para os homens sentados no sofá, cada um preso em seu próprio pensamento. – Pai, Emmett e Jasper, eu preciso conversar com vocês. – Coloquei minhas mãos no bolso da calça, tentando parecer casual. A equipe de resgate conversava com Bella e Rose, então nem viraram em minha direção. Mesmo confusos, os três vieram em minha direção, cada um olhando-me com o medo estampado. Sorri malignamente, tendo a atenção deles. – Está na hora de acabarmos com um certo casal. – Seus cenhos franziram e eu puxei a chave do meu carro do bolso traseiro. – Venham comigo e com Jenks, nós explicaremos tudo lá embaixo. Chamei o elevador e enquanto isso, puxei o ar com força. – Preciso de ar, esse ambiente mórbido está acabando cada vez mais comigo. – Disse alto, fazendo com que os agentes me escutassem. – E eu quero a porcaria do trabalho feito! – Voltei a minha posição de antes, ganhando a atenção deles. – Quero minha mãe e irmã encontradas imediatamente!

— Sim, Sr. Cullen. – A Agente Courtney assentiu, correndo para seu notebook.

O elevador chegou e eu entrei, sendo seguido por Jenks, Carlisle, Emmett e Jasper. Apertei o botão do térreo e assim que as portas fecharam, virei-me para meus parentes, abrindo um sorriso debochado.

— Agora é a hora de vermos Elizabeth e Anthony sofrerem. – Vi meu irmão abrir um grande sorriso, parecendo compreender tudo o que estava acontecendo. Ele olhou brevemente para Jenks e riu, voltando com seu olhar para mim. Sim, ele sabia. – Eles vão se arrepender amargamente por terem colocado aquelas mãos sujas em minha família.

— Estamos contigo, irmão. – Emmett apertou meu ombro, sorrindo para seu pai e Jasper. – Eu jamais pensei que gostaria tanto de uma vingança, mas eu não medirei esforços para fazê-los pagar por pegar minha mãe e minha irmãzinha.

— Mas do que estão falando? – Jasper falou exasperado, erguendo os braços. – Onde estamos indo? – Olhou-me deveras confuso.

— Edward, por favor, filho, não podemos cometer loucuras! – Carlisle tomou a frente. – Se os agentes souberem...

— Eles não saberão de nada, pai. – Sorri. – Jenks é um detetive incrível, melhor do que uma equipe do governo. – Arqueei uma sobrancelha. – E nós faremos a justiça com nossas próprias mãos, faremos aqueles canalhas sofrerem por acharem que poderiam brincar com nossa família. – Soltei um longo suspiro. – Agora é hora de acabar com isso, de uma vez por todas. Chega de Anthony e Elizabeth acabando com nossas vidas, agora é guerra e eu tomarei partida, nunca mais os deixarei fazer mal a minha família.

“Continua...”

Notas finais
N/A (Cintia Cullen): Entãooo? Emoções à flor da pele? Confesso, senti-me sufocada em algumas partes da escrita, sempre que coloco emoções, sinto-me no meio da estória e às vezes, isso pesa. E mesmo assim, espero que suas estruturas também tenham sido abaladas, assim como a minha foi, mas acima de tudo, torço para que o capítulo tenha valido à pena espera e que tenham gostado. Fico imensamente agradecida por todo o carinho em cada comentário, nem sei como posso agradecer tudo o que dizem-me. É fantástico abrir o Nyah e deparar-me com todas essas coisas escritas, vocês são leitores maravilhosos e agradeço demais todo o afeto e apoio que me dão. Obrigada, lindas, de verdade. ♥ Enfim... vou-me indo, ainda estou me recuperando da minha gripe. Espero que todas tenham uma semana maravilhosa, adoro cada um. :3