Never It's Late.

27 A vida volta a sorrir para nós.


Notas iniciais
Aaahhh, um pouquinho mais cedo dessa vez ;) Fico feliz de estar postando mais um capítulo de NIL, sério, amoo demais essa estória e você só dão-me mais inspiração ao deixar comentários sempre incríveis por aqui! Obrigada por todo o carinho no capítulo anterior e também as felicitações sobre melhoras, finalmente estou bem novamente! Realmente agradeço tudo, são leitores incrivelmente incríveis! ♥ Capítulo um pouquinho violento, mas felizmente o último, finalmente as coisas ficaram em seus devidos lugares. Espero que gostem. Enjoy ;) ~~23/07/17~~

A vida volta a sorrir para nós.

Pov Edward.

Eu dirigia com cuidado e em uma velocidade baixa pelas ruas escuras da madrugada, sempre olhando para os lados com cautela, vendo se alguém estava em espreita pelas laterais das ruas ou dentro de algum carro, tendo atenção nos movimentos da estrada. Felizmente, pelo tempo que eu comandava meu veículo, nada tinha sido encontrado, era melhor que chegássemos de surpresa, isso tornaria tudo mais satisfatório para mim, ver os dois cafajestes acuados e pela primeira vez em toda a minha vida, com medo. Ah, eu mal podia esperar pela nossa visitinha para eles.

Todos podiam julgar-me por meu mal humor constante, toda a minha grosseria com as pessoas em minha volta, mas apesar de ser um cretino na maioria das vezes, eu jamais fui a favor de violência com as minhas próprias mãos. Eu fazia as pessoas pagarem, quando eu vi-as tentando roubar-me ou machucar algum integrante de minha família, como já tinha acontecido há alguns anos, ameaças eram constantes no mundo das pessoas que possuíam dinheiro, eu soube lidar com isso depois de um tempo. Quando algo do tipo acontecia, eu pedia para meus seguranças lidarem com a situação, contratando os melhores torturadores ou matadores, claro que sempre acontecia quando era algo extremo, nunca fiz nada disso apenas por prazer, apenas retribuía o que alguns achavam que podiam fazer comigo. Eu poderia seguir o mesmo caminho e pedir para alguém acabar com a raça de meus queridos progenitores, mas dessa vez, nada me pararia, eu teria que acabar com os vermes com minhas próprias mãos, quebrando um de meus princípios, mas depois de toda a dor que causaram-me por toda a minha vida, e por tudo o que estão fazendo com a minha família agora, eu irei fazê-los se arrependerem. Pela primeira vez, com toda a satisfação que eu poderia ter dentro de mim, iria sujar as minhas mãos, maltratando-os da mesma maneira que fizeram comigo e com todos a minha volta, era a vez de eles entrarem no game over.

Ainda doía-me pensar na forma que eu poderia encontrar Esme ou Alice. Após tanto sofrimento, eu deixava minha mente vagar pelo pior: A morte delas. Por mais que pensar em uma coisa tão pesada fizesse meu coração quebrar mais um pouco, eu tinha que ser forte por todos, porque eu, mais do que ninguém, conhecia o tipo de crápulas com quem estávamos lidando, eu tinha o conhecimento de tudo o que eles eram capazes. A dor não deixara-me em instante algum, mesmo depois de saber a localidade deles, eu só conseguia fazer com que ela não se sobrepôs-se agora, afinal, era hora de reagir e mostrar para Anthony e Elizabeth do que o Cullen era capaz. Eu tinha que estar preparado para a pior coisa que fosse, eu precisava cuidar da minha família, redimir-me por toda a dor que causei a eles, porque mesmo que tentem dizer-me ao contrário, a maldita culpa ainda está dentro de mim, por mais que eu tente tirá-la. Era difícil, sofri psicologicamente praticamente por toda a minha vida, recuperar-me disso tornava-se uma tarefa árdua, ainda mais depois de ver toda a angústia nos olhos das pessoas que eu amava, eu tinha consciência que eles estavam passando por isso por encontrarem-me, não tinha outra explicação.

Esfreguei meu rosto, puxando o ar lentamente para dentro de meus pulmões, eu tinha que acalmar-me, precisava ser forte por todos da minha família. A maldita dor no meu peito ainda alertava-me, as possíveis lágrimas estavam queimando em meus olhos, entretanto eu segurava-me, respirando sempre profundamente, relembrando que eu fazia de tudo para ver aqueles que eu amo felizes, custe o preço que for para que isso aconteça.

— Mais um carro entrou no percurso. – Emmett informou-me, tirando-me de meus devaneios. Pisquei meus olhos repetidas vezes e apertei o volante do carro, olhando brevemente para meu irmão, vendo-o franzir seu cenho. – Pare de pensar besteiras, Edward. – Bufou, revirando seus olhos. Pigarreei e continuei com a minha atenção na estrada, ligando a seta para virar para a esquerda. – Irmão. – Emmett tocou meu braço. – Sei o quanto está doendo dentro de você, pare de fazer-se de forte, merece sentir tanto quanto nós, não precisa esconder seus verdadeiros sentimentos, eu posso ver em seus olhos a angústia que tenta mascarar. – Engoli em seco. – Nada está sendo fácil e sei que para você deve ser mil vezes pior, afinal, conhece os dois imbecis mais do que ninguém, mas aconteça o que acontecer, estaremos juntos, Edward, somos uma família e servimos para apoiar uns aos outros. – Virei-me rapidamente para o moreno e dirigi-lhe um pequeno sorriso, assentindo em sua direção. Ele, apesar de ter passado tantos anos longe de mim, conseguia-me compreender-me verdadeiramente, sendo o melhor irmão que eu poderia ter ao meu lado, desvendando as coisas ocultas em mim. Ele estava completamente certo, eu estava escondendo muitas emoções no momento, porém eu sabia ser necessário, se eu caísse... eles precisavam de mim, e eu tinha que ser firme por toda a minha família. Era esse meu propósito, mesmo que isso custasse toda a dor sufocada em meu corpo.

— Obrigado, Emmett, é importante ouvir essas coisas. – Ele sorriu. Suspirei baixinho, voltando a olhar para a estrada, jogando todos os pensamentos dolorosos para o fundo de minha mente. – Quantos carros temos? – Questionei-o, mudando abruptamente de assunto. Emmett virou-se para sua janela, olhando pelo espelho.

— Agora somos em cinco. – Abriu um sorriso triunfante, fazendo com que eu repetisse o gesto, apesar do ar maligno estar em mim, juntamente com a ira correndo por minhas veias com rapidez e força. – Seu detetive tem um bom pessoal. – Comentou, ainda olhando no espelho.

— Jenks é ótimo nas coisas que trabalha, por isso confio nele. – Dei uma olhada pelo espelho retrovisor, vendo o carro de trás seguir-me, tendo Carlisle no volante e Jasper ao seu lado. – Acha que com o tanto de pessoas em que estamos, podemos derrubá-los? – Olhei em conflito para meu irmão, respirando fundo. – Pelas imagens que eu vi, Elizabeth e Anthony foram bem cautelosos ao contratarem seus capangas. – Engoli em seco. – Odiava o pessoal que trabalhava para eles, sempre foram frios e calculistas, teremos que tomar muito cuidado, porque eu tenho certeza que esse tipo de gente estará por lá. – Respirei fundo, passando uma mão por meu cabelo. – Nada pode dar errado, não podemos ter mais pessoas feridas, Emmett.

— Dará tudo certo, Edward, fique tranquilo. – Suspirou e olhando em sua direção, podia ver em seus olhos que ele também temia o que estava por vir. – Nós encontraremos nossa mãe e nossa irmã sãs e salvas, acredite nisso. – Sorriu melancólico e eu desviei meu olhar do seu, piscando para afugentar as lágrimas, eu queria ter tantas esperanças quanto ele, mas machucava-me quando eu lembrava que era melhor ser realista, os dois cafajestes não importavam-se em tirar a vida de alguém, se fosse para atingir-me, eles seriam capazes de qualquer coisa, eu tinha completa noção disso. – Nunca fiz mal para uma pessoa, mas parece que hoje eu irei esquecer disso. – Emmett riu maldosamente, tirando-me, outra vez, de meus pensamentos. – Se eles não mediram esforços para machucar elas, eu também não serei cauteloso com os dois.

— Sei como se sente. – Apertei a ponte de meu nariz, seguindo o carro em minha frente, que era onde Jenks e mais quatro homens encontravam-se. – Matar nunca pareceu algo certo, mas nenhuma misericórdia deverá ser concedida para Anthony e Elizabeth, eles não são pessoas, são o pior tipo de monstro que poderia existir. – Ri amargamente, lembranças infernais invadindo a minha mente, era automático. – Nunca importaram-se de fazer algum mal para mim, e eu acreditava veemente que eram meus pais. Por um tempo, eu achava ser alguma criança com problemas, por isso que odiavam-me tanto e maltratavam-me daquela forma. – Balancei a cabeça, segurando as lágrimas. Podia sentir Emmett olhando-me a todo instante. – Fui crescendo e acreditando cada vez mais nisso, e eles nunca pararam, sempre estavam divertindo-se da forma que podiam manipular-me para o prazer deles. Eu era um fantoche naquelas mãos podres. – Funguei. – Hoje, eu farei eles ver o quão doloroso pode ser ter alguma faca afiada passando por seu corpo, o quanto é bom receber socos e pontapés, vendo o sorriso do agressor a cada novo ferimento, como se fosse a coisa mais prazerosa e divertida no mundo. – Pigarreei, ouvido minha voz ficar rouca pela força que eu fazia para não chorar no momento. Cada grito meu alcançando a minha mente, todas as vezes que um garoto perdido pedia todas as noites para aquilo parar, torcendo para que morresse, só assim iria parar de sentir tudo aquilo que seus pais lhe causavam. Lembrava-me das súplicas que saíam de meus lábios, quando os cortes eram desferidos em mim ou quando era obrigado a fumar algum tipo de droga. Anthony ria da minha cara e sua esposa tinha um sorriso maligno em sua boca, o divertimento estampado nos olhos de ambos, assim como o ar macabro que tinham para cima de mim, vendo-me sofrer de todas as maneiras que queriam. – Eles não merecem ter a vida que possuem. – Falei ao balançar a minha cabeça, espantando todos os pensamentos ruins de mim. – Eu sofri demais e quero vingar-me por isso, porém a dor que causaram para Esme e Alice me fizeram ainda mais odioso com tudo isso, o castigo que eles terão será dobrado por um dia pensarem que poderiam mexer com a minha família e sair impune disso tudo. – Ri sem humor, fungando. – Eles vão ter o que merecem.

— Com certeza vão. – A voz embargada de Emmett soou e o senti apertar meu ombro enquanto respirava com força. – Eu vou acabar com eles. – Comecei a negar com a minha cabeça, eu sei que tinha o chamado para vir comigo, assim como meu pai e Jasper, porém era uma briga minha, eu não os deixaria entrar nisso comigo, não poderia ver ninguém mais machucado. – Nem tente me deter, Edward. Ninguém irá me impedir de colocar as mãos neles!

— Você não vai, porra! – Dei um soco no volante, grunhindo. – Jasper, o pai e você pegarão Alice e Esme, levando-as para um local seguro. – Engoli minha saliva lentamente, sentindo meu coração palpitar de dor. Considerava que elas ainda tivessem algum pingo de suas vidas no corpo, mas a verdade sempre estava batendo em minha mente, obrigando-me a pensar sempre no pior das hipóteses. – Vocês cuidaram delas, eu irei resolver minhas contas com Anthony e Elizabeth, e se alguém tiver que sair machucado disso, que seja eu. – Bufei. – Não quero ninguém machucando-se, Emmett, eu não posso permitir isso!

— Nada o que falar irá me fazer mudar de ideia! – Gemi de desgosto, ouvindo a determinação em sua voz. – Carlisle e Jasper cuidarão delas, porém nós dois iremos ter uma conversa com aqueles inúteis. – Neguei com a cabeça. Emmett bufou alto, respirando fundo em seguida. – Eu não os deixarei impunes, Edward! Olha todo o sofrimento que fizeram você passar por toda a sua maldita infância! – Grunhiu. – Eu sei de todas as coisas que te fizeram, Edward, e a cada angústia que passou, dói-me no peito, merda! – Apertei meus lábios em uma linha fina, escutando-o. – Nós temos uma ligação de irmãos, e desde que eu ouvi o que aconteceu com você para ser afastado de nós, o sofrimento não sai de mim! Ainda mais quando eu penso na infância feliz que poderíamos ter tido, no quanto Esme seria mais alegre, sem as crises que ela possuía no mês de Junho. – Engoli em seco. – Eu vou fazê-los pagar, Edward, por tudo o que causaram para você, com tudo o que estão fazendo com nós neste momento! Você não vai conseguir me fazer mudar de ideia. Se você quer vingar-se por Esme e Alice, ótimo. Eu irei vingar-me por você, irei mostrar para eles a dor que você sentiu e sente até hoje. E isso, ninguém tirará de mim. Eles machucaram o meu irmãozinho, então nada ficará como está.

— Não quero vê-lo machucado. – Tentei tirar a ideia de sua mente, sentindo toda a dor em suas palavras. Uma lágrima cairá de meu rosto e eu já respirava com dificuldade, tentando controlar os soluços que queriam escapar. Nunca tive alguém defendendo-me dessa maneira, Alice apoiou-me muito em toda a sua vida, mas ela era tão jovem e não poderia contra aqueles vermes, e eu nem queria que ela tentasse algo na época, não permitiria que minha irmã machuca-se por minha causa. Mas o que Emmett estava fazendo... eu não sabia lidar, era um amor fraternal que me foi negado por toda a minha infância. – Você precisa voltar com eles, Emmett, por favor. – Virei a esquina, seguindo o carro de Jenks e vendo-o perder a velocidade aos poucos. Olhei para meu irmão e seus olhos estavam na estrada. – Você voltará. – Afirmei e ele rapidamente voltou com sua atenção para mim, rindo e balançando sua cabeça.

— Não adianta, Edward, eu irei com você atrás deles. – Abri a minha boca para contrariar, porém ele foi mais rápido. – Não precisa dizer mais nada. – Sorriu em minha direção. – Vamos cuidar da nossa família, juntos. – Suspirei alto, esfregando meu rosto. Sabia que não poderia proibi-lo, então nem adiantava argumentar outra coisa, era irredutível, assim como nossos pais, não mudaria de ideia. Acho que era algo de família ser tão teimoso.

Freei o carro, quando percebi o veículo de frente parar no acostamento. Dei a ré e estacionei mais longe, para não chamar muita atenção. Os carros de que vinham atrás foram mais para o final da rua, indo um para longe do outro, estacionando-se aos poucos.

Desliguei o motor e tirei meu cinto, puxando uma grande bolsa do banco traseiro, saindo do carro em seguida. Emmett seguiu-me e assim que estava fora, acionei o alarme. Caminhamos até onde Jenks estava e podia vê-lo gesticulando, enquanto dizia algumas coisas para os homens que estavam com ele, era como se estivesse dizendo alguma espécie de plano. Aos poucos os outros homens chegaram, e Carlisle e Jasper ficaram juntos com Emmett e comigo, ouvindo atentamente o que meu detetive falava. Jenks havia colocado um pequeno mapa sobre a traseira de seu carro, era o quintal da casa que invadiríamos, assim como o imóvel em si, com todos os cômodos indicados. Olhei para ele com uma sobrancelha arqueada, vendo-o soltar uma risadinha.

— Sr. Cullen, está falando com um detetive profissional, eu sei o que faço. – Pegou uma caneta de seu bolso, começando a indicar os locais. – Por algumas pesquisas que fiz, e pelas coisas que um homem meu disse-me, temos homens por quase todos os lugares da casa e do quintal. – Rabiscou alguns traços, indicando-nos os lugares. – Estão todos armados, então precisamos ter o dobro de cuidado, afinal, não podemos chamar a atenção e polícia está fora de cogitação. – Jenks explicou. – Encontraremos, no total, vinte homens, fora seus progenitores, Sr. Cullen. – Engoli em seco, assentindo. – Estamos em desvantagem por uma pessoa, porém se formos silenciosos, poderemos dar conta disso. – Peguei a mala que estava em minha mão e coloquei sobre o porta malas, ganhando olhares de confusão.

— São armas. – Expliquei, abrindo o zíper. – Eu fiz treinamentos, quando mais jovem, precisava de proteção, Anthony e Elizabeth nunca largaram de meu pé. – Respirei fundo. – Tenho o suficiente para todos, porém só peguem se tiver alguma habilidade, caso o contrário, machucados serão inevitáveis. – Olhei para meu pai e esse revirou seus olhos, cruzando os braços. – Pai, você nos acompanhará, mas somente para tirar Esme de lá. Assim como você, Jasper. – Chamei-lhe a atenção. – Ambos não possuem o tipo de treinamento, não posso deixar que se machuquem com isso, por favor.

— Seremos inúteis, Edward, e eu quero fazer alguma coisa! Eles machucaram a minha noiva! –Jasper bateu o pé.

— Eu sei disso, mas Alice precisará de todo o apoio possível, Jasper. – Passei a mão por meu cabelo, fechando os olhos brevemente. – Nós poderemos encontra-las em estados lastimáveis. – Falei baixinho, porém acho que ouviram-me, porque senti a mão de meu pai apertando meu braço esquerdo. – Eu sei que é difícil, estou com tanto medo quanto vocês. – Reabri meus olhos, fitando-os. Apertei o ombro de meu pai e o de Jasper. – Nós precisamos estar preparados para o pior, vocês sabem disso.

— Elas estarão bem, Edward. – Carlisle soltou, com sua voz trêmula. Meu pai foi o que mais aguentou por todos esses dias, sempre cuidando do que Emmett e eu estávamos sentindo, mas eu sei que a dor preenchia-o de uma maneira pavorosa, conseguia ver o desespero em seus olhos. Tudo o que ele precisava era ter minha mãe de volta, viva e bem. – Você precisa ter esperanças, filho.

— Eu sei, pai, mas é tão difícil. – Funguei, tentando manter toda a calma. – Esme e Alice precisam sair desse lugar o mais rápido que for possível. Assim que as encontrarmos, no segundo seguinte vocês a levarão embora, elas vão precisar de todo o apoio, não sabemos o que sofreram nas mãos deles. Apesar de eu ter ideias, e todas elas são terríveis. – Jasper baixou seus olhos e o vi agarrar seu cabelo, era a imagem do puro desespero. – Eu preciso que você cuide da minha irmã, Jasper. – Ele olhou-me, seus olhos brilhando com as lágrimas presentes. – Não deixei que nada aconteça com ela, por favor.

— Não fale como se você não fosse voltar, Edward. – Balançou sua cabeça, engolindo em seco. – Todos sairemos bem disso.

— Precisamos estar preparados para qualquer coisa. – Repeti, largando os ombros deles. Voltei com minha atenção para Jenks e seus homens, começando a tirar as armas que eu tinha em minha bolsa, distribuindo algumas para eles. Eu sabia que todos tinham as suas, mas uma a mais nunca seria demais, não sabíamos ao certo quem estava naquela casa. – Estaremos em desvantagem por três pessoas. – Corrigi meu detetive. – Somente quem possuir habilidades com armas irão reagir. Vocês sigam Emmett e eu. – Olhei para Jasper e Carlisle, soltando uma arma na mão deles. – Fiquem com isso para algum caso extremo, mas fora isso, mantenha-as no cós da calça. – Virei-me para meu irmão, estendendo uma para ele. – Você sabe usar, não é? – Emmett riu, engatilhando a arma.

— Eu servi ao exército por dois anos, maninho, já sou perfeito nisso. – Piscou em minha direção, fazendo-me revirar os olhos. – Todas possuem silenciador?

— Sim, como Jenks disse, nada de chamarmos atenção. – Engatilhei minha arma. – Mais alguma recomendação? – Meu detetive suspirou, apontando para o mapa.

— Já mostrei as entradas, todas elas possuem um homem cuidando. – Assentimos, prestando atenção nele. – A casa é enorme e precisamos ter muita cautela, se fizermos algum barulho, Anthony e Elizabeth podem fugir e outros homens vir em nossa direção ao mesmo tempo. O máximo de cuidado é pouco. – Suspirou. – Senhor Cullen, seu irmão e o senhor descerão até este porão. – Apontou para o local. – É na parte de trás da casa, vocês podem ir direto para lá, nós cuidaremos do restante. – Concordei respirando fundo e olhando para meu pai. Ele sorriu um pouco, tentando passar-me alguma confiança. Eu tinha medo, não estava demonstrando para ninguém, mas o pavor cercava-me por completo, não poderíamos saber o que aconteceria assim que pisássemos naquele terreno. E meu maior medo era perder as pessoas que eu amava. – Na entrada terá apenas um homem, porém todos devem ser da máfia e com treinamentos, então muito cuidado. E além disso, absoluto silêncio enquanto caminham para lá, não devem despertar a atenção de nenhum dos outros seguranças.

— Entendi, Jenks. – Olhei para o final da rua, vendo uma mansão na esquina, destacando-se entre tantas casas precárias. Suspirei baixinho ao lembrar-me que trancadas naquele local estavam a minha mãe e minha irmã, temia mais do que tudo o que poderia encontrar assim que entrássemos, mas tínhamos que fazer o que estava ao nosso alcance: Ao menos, tentar salvá-las. – Vamos pelos terrenos desocupados, possuem bastante mato, será mais fácil de irmos escondidos. – Todos concordaram e eu olhei para Emmett, respirando fundo. Os homens se dispersavam, caminhando longe um do outro e meio agachados, sempre com as armas apontadas. – Está na hora. – Sussurrei e ele sorriu malignamente, segurando a arma em sua mão.

— Vamos acabar com esses desgraçados! – Tive que abrir um sorriso ao ouvi-lo falar dessa maneira. Fiz um sinal para que Emmett, Jasper e Carlisle me seguissem e caminhamos juntos para os terrenos desocupados, andando entre os vários arbustos presentes no local.

Fomos em total silêncio até a enorme casa que era o nosso alvo, sempre andando juntos e com cuidado, olhando para todos os lados quando tínhamos que passar por um local de maior iluminação. Quando finalmente chegamos na parte de trás da casa, eu observei um canto do muro, enquanto Emmett ia observar o outro, procurando algum segurança por perto. Assim que vimos que o terreno estava livre, jogamos as armas para o outro lado e apoiamo-nos no muro, escalando-o e pulando para dentro, agachando-nos em seguida, no exato momento que paramos novamente no chão. Jasper foi o último e ele apontou com a cabeça para cima, fazendo-nos seguir seu gesto e encontrar um segurança na varada. Segurei rapidamente a arma que eu tinha jogado e Carlisle gesticulou para irmos por meio das flores, do lado esquerdo, seria mais difícil que o homem conseguisse nos visualizar. Seguimos os passos de Carlisle, andando agachados e cuidando para que o segurança armado não nos visse, seria um problema caso acontecesse, ele poderia alarmar o restante e daí nosso plano estaria completamente fodido.

Tomei a frente do pessoal quando ficamos fora das vistas do homem, ficando de pé novamente, caminhando encostado na parede. Enquanto andava, visualizei uma parte da grama que estava remexida, como se alguém tivesse pisado de todas as formas por ali, mas do jeito que eu conhecia Anthony e Elizabeth ali seria o local perfeito para adentrar um porão, perfeitamente escondido e não chamava a atenção. Parei de andar e encostei a cabeça na parede, cerrando os olhos por alguns segundos, puxando toda a coragem para dentro de mim. Quando entrássemos naquele local saberíamos o que aconteceu com Esme e Alice, e porra! Aquilo estava me matando por dentro, não saberia como reagir se as encontrasse em um estado de calamidade, ou seja, completamente sem vidas. Engoli em seco e olhei para o restante, apontando para o local suspeito.

— Com certeza é ali. – Jasper sussurrou. – Vá na frente, Emmett, já que serviu ao exército possui habilidades maiores. – Olhei para meu irmão e assenti para ele. – Agachado. – Meu cunhado voltou a dizer, olhando para todos os lados. – Todo cuidado é pouco. – Os barulhos eram ouvidos ao longe, eram os tiros, mas com o silenciador, era como galhos das árvores arranhando as janelas, porém sabíamos o que aquilo significava.

— Cuide-se, filho. – Meu pai bateu no ombro de Emmett e o mesmo assentiu, saindo do fundo e caminhando lentamente até o local que eu tinha apontado.

Esperamos pacientemente e aos poucos vimos Emmett afastar um pouco da grama que estava ali, tornando visível uma porta de madeira. Devagar ele puxou o trinco e elevou a madeira, olhando para dentro, averiguando se alguém estava por perto. Achando que o local estava seguro, Emmett chamou-nos com a mão. Aproximamo-nos com cuidado e eu suspirei ao ver uma longa escada descendo pela parede de pedras, mostrando-nos um local iluminado ao fundo, era como se entrássemos em um cômodo de uma casa. Meu irmão empertigou-se e colocou sua arma no cós da calça, indo até a escada e começando a descer por ela. Como éramos os únicos do grupo com aptidões em armas, deixei Jasper e meu pai descerem em seguida, assim Emmett cuidava da frente e eu de trás. Assim que entrei no porão, segurando-me na escada, puxei a porta novamente, fechando-a com o mínimo de barulho possível.

Logo os quatro estavam no chão e encostamo-nos de novo na parede, ouvindo vozes pelo local. Meu sangue ferveu ao identificar as vozes de meus progenitores e a risada de Elizabeth preenchendo o local, os demoníacos estavam tramando alguma coisa a mais, eu poderia sentir isso, não dava para identificar o que falavam, porém com a alegria que conversavam, poderia apostar que estavam armando coisas contra Esme e Alice.

Respirei fundo e Emmett olhou em minha direção, uma pergunta muda em seu olhar. Assenti e ele começou a caminhar, sendo seguido pelo restante de nós. Várias portas eram encontradas por ali, distribuídas pelo extenso corredor bem iluminado. Quando chegamos no fim, paramos abruptamente ao encontrarmos um segurança em frente a porta dupla encontrada no final do local. Emmett aproximou-se devagar e vi segurá-lo pelo pescoço, apertando sua pele e fazendo o homem debater-se contra seus braços. Aos poucos o segurança foi ficando fraco e logo meu irmão deixava-o caído no chão, ao lado da porta.

— Ele apenas desmaiou, precisamos ser rápidos. – Sussurrou e tentou a maçaneta da porta, grunhindo quando a encontrou trancada. Olhei para trás, procurando algum vestígio dos vermes que sofreria em minhas mãos, mas nada de eles aparecerem, ainda continuavam conversando entre si. Voltei a encarar meu irmão e franzi o cenho quando o vi tirar algo pequeno no bolso, colocando-o na fechadura da porta, mexendo o objeto na tranca. Demorou alguns segundos, mas por incrível que pareça, Emmett olhou-nos sorridente quando a porta fez um barulho e em seguida ele forçou a maçaneta, abrindo-a rapidamente. – Sou foda. – Piscou e entrou no local.

Jasper o seguiu, assim como Carlisle e eu por último. Todos arfaram quando acostumamos nossos olhos naquele ambiente imundo e meu coração afundou ainda mais como consequência da imagem que eu via. As lágrimas que eu tanto segurei no caminho saíram com força total e eu tampei minha boca, vendo as mulheres da minha vida amarradas contra as paredes, uma no lado oposto da outra. O sangue era completamente visível nelas, assim como os cortes, o corredor iluminava um pouco o quarto e cada detalhe terrível era possível enxergar.

Eu iria acabar com a vida daqueles miseráveis!

Como eles podiam ser tão cruéis? Olhe o que eles fizeram com a filha deles! O que fizeram com uma mulher incrível que Esme era! Eu tinha certeza que eles eram capazes de tudo e mais um pouco, mas eu tendo a vista de vê-las daquela maneira, tão machucadas e fracas, doía-me em uma proporção exaustiva. Não sabia como mover-me da entrada, estava petrificado, encarando em completo choque tudo aquilo, ambas estavam tão machucadas, seus rostos para baixo, como se não aguentassem mais tudo o que sofreram. As poças de sangue estavam aos seus pés e minha raiva aumentava a cada novo corte que eu conseguia enxergar, e a cada roxo encontrado espalhados por seus corpos. Eu tremia e engolia em seco, tentando deter meu choro, porém eu não conseguia refrear-me, todas as minhas dores vieram com força total, juntamente com as terríveis lembranças que eu tinha, podia me ver no lugar de Alice e Esme, sofrendo da mesma maneira que elas estavam. Minhas lágrimas queimavam meus olhos a cada segundo, a angústia era absolutamente perturbadora.

— Oh, meu Deus! – O sussurro fraco de Alice chamou-nos atenção. Olhei para o rosto maltratado de minha irmã e vi Jasper correr até sua noiva, puxando uma faca que trazia em seu rosto, começando a desamarrá-la, cortando as cortas que a prendiam contra a parede. Corri até Alice no momento que ela ajoelhou-se sem forças, vendo-a chorar desesperada enquanto jogava-se nos braços de seu noivo. Ajoelhei-me ao lado deles e Alice separou-se de Jasper soluçando, vindo para perto de mim e apertando-me contra si. Ela apertava suas mãos fracas em minhas costas, como se estivesse tentando acreditar que isso era real, que estávamos realmente salvando-as. – Vocês vieram, vocês vieram! – Repetiu debilmente, com sua voz embargada. Apertei meus olhos fechados, deixando as teimosas lágrimas escaparem. – Eu sabia que vocês viriam, estava com tanto medo, Edward, tanto medo. Eles me machucaram tanto, tudo me dói. – Afastei-a de mim, segurando seu rosto totalmente molhado em minhas mãos, olhando em seus olhos. – Mas emocionalmente estou destruída. – Sussurrou. – Eles acabaram com a minha mente, Edward, maltrataram-me por inteira. – Lágrimas jorravam-se em seu rosto.

— Você estará segura a partir de agora. – Beijei sua face com cuidado, franzindo meu cenho com dor ao vê-la daquela maneira. – Cuide dela, Jasper. – Ele assentiu e ficou de pé, pegando-a em seu colo. Levantei-me e olhei para o outro lado, correndo até lá quando vi Esme desamarrada, completamente devastada enquanto chorava abraçando meu pai e Emmett, soluçando contra ambos.

Caí ao lado deles e apertei a mulher que deu-me a vida, puxando-a para meus braços, chorando com força ao sentir o calor de seu corpo contra o meu. Chorei desesperado por pensar que nunca mais veria minha mãe, a mulher que amo tanto, aquela que era carinhosa demais desde o primeiro minuto que viu-me. Encostei minha cabeça contra seu pescoço e sentia-a abraçar-me com tanta ternura, como se fosse ela quem estivesse amparando-me em um momento crucial.

— Meu menino. – Falou fraca, afastando-se o suficiente para olhar-me nos olhos. – Não chore, querido, eu vou ficar bem. – Tocou meu rosto e eu neguei com a cabeça, tocando devagar em seus machucados, minha mão tremendo com a força dos sentimentos.

— Mãe. – Solucei, olhando cada maldito sangue em seu rosto. – Tudo isso é minha culpa. – Encostei minha testa na sua. – Perdoe-me, você jamais deveria passar por algo assim, mãe, é tão boa e carinhosa com todos. Eu sinto tanto, me desculpe. – Apertei meus olhos. – Me desculpe. – Repeti e ela beijou meu rosto, fazendo-me abrir os olhos, vendo o sorriso que eu amava em seu rosto, por mais que sentisse dor ela estava ali sorridente, do jeito que eu lembrava.

— Nunca foi sua culpa. – Beijou-me outra vez. – Nem pense nisso, querido, você não pode pagar por algo que eles cometeram, eles são os deturpados!

— Está na hora de irmos. – A voz chorosa de meu pai chamou-me atenção. Olhei para ele e arregalei meus olhos, lembrando-me do ambiente em que estávamos e com quem estávamos lidando. Assenti apressadamente e beijei a testa da minha mãe, ficando de pé assim que afastei-me dela.

— Jasper e você saem com elas, com muita cautela. – Meu pai ajudou a minha mãe ficar de pé, segurando-a no colo com toda a delicadeza possível.

— Como assim saímos? – Esme olhou-me em choque. Engoli em seco com todos os roxos em sua face, as marcas evidentes de espancamento. Eles me pagariam por cada maldito machucado. – Edward? – Ela chamou-me e eu respirei fundo.

— Emmett e eu iremos acertar algumas contas. – Seus olhos arregalaram-se e ela tentou sair do colo do meu pai. – Não, mãe, você está machucada e precisa sair daqui exatamente agora! Não podemos arriscar mais, já demoramos muito. – Suspirei alto.

— Vocês virão conosco! – Grunhiu. – Edward, eu não posso perder meus meninos! – Soluçou auditivamente. – Vamos para casa e ligamos para a polícia, não nos meteremos mais com esses abutres! Por favor, querido.

— Eu estou com Edward, mãe, está na hora de eles experimentarem o próprio veneno. – Emmett tomou a frente. – Tome conta dela, pai.

— Vamos para casa, por favor, por favor. – Beijei a testa da minha mãe, sentindo-me mal por ver o medo brilhando com intensidade em suas orbes verdes. – Edward....

— Vão logo e por favor, muito silêncio. – Carlisle assentiu e acenei para minha mãe, vendo-os sair daquele ambiente imundo, junto com Jasper que carregava minha irmã. Alice já parecia mais calma, ressonando no colo do noivo. Era melhor assim. – Vamos nos ajeitar, Emmett, eles viram a qualquer momento. – Meu irmão assentiu e tirou uma faca de seu bolso, entregando-me. Sorri ao olhar a lâmina e suspirei, vendo-o pegar outro canivete da jaqueta. – Quantas facas você possui? – Arqueei uma sobrancelha e ele riu baixinho.

— O suficiente para acabar com aqueles malditos. – Piscou e eu assenti, tirando a jaqueta que eu vestia, ajoelhando-me e puxando vários saquinhos de dentro de seus bolsos internos, colocando-os no chão. – O que são? – Emmett ajoelhou-se ao meu lado, olhando curiosamente para os sacos pequenos que eu trazia. Abri um sorriso mais maligno, olhando diretamente nos olhos do meu irmão.

— São parte da minha vingança. – Fiquei de pé, caminhando até uma cadeira perto da porta, puxando várias cordas que estavam em cima dela. – Anthony divertia-se ao me ver sendo obrigado a ingerir drogas. – Ri com mágoa, mexendo nas cordas em minha mão. – Sua esposa ria ao seu lado, sempre olhando-me satisfeita quando eu aceitava usar suas malditas drogas, afinal, eu era a cobaia deles. – Balancei a cabeça, puxando o ar com força. – Eu trouxe alguns comprimidinhos que os farão sentir náuseas e aumentarão a temperatura do corpo, assim como a pressão arterial. – Emmett olhava-me atentamente, quando virei-me em sua direção. – Trouxe Ice, Ecstasy e LSD. O LSD os farão ter as memórias de minha infância, afinal seu efeito colateral é possuir alguns flashbacks. – Pisquei, rindo macabramente. – Quero que eles lembrem exatamente o que fizeram comigo, porque repetirei cada maldito gesto. – Caminhei até estar perto de meu irmão novamente, pegando os saquinhos em minha mão, entregando um de Ice para ele. – Pronto? – Olhei temeroso para Emmett. Odiava ter meu irmão envolvendo-se nisso comigo, era algo que eu tinha que correr o risco, não queria que Emmett também estivesse nisso, porém o olhar determinado que ele lançou-me, fez-me perceber que ele não desistiria de nada.

— Mais do que pronto, irmãozinho. – Apertou meu ombro, suspirando. – Eu sei que você não é assim, eu também não sou, porém eles merecem cada coisa. A morte ou simplesmente a cadeia seria algo banal demais para tudo o que fizeram com meu irmão. – Assenti, respirando fundo. – Faremos eles pagarem por cada dor, Edward, causada em você, em Alice e em nossa mãe. A violência nunca é o caminho, porém dessa vez é a única estrada que poderemos percorrer.

— Obrigado por estar comigo. – Ele sorriu um pouco. – Eu não queria que você estivesse por aqui, Emmett, não quero nenhum familiar machucado mais, já doeu-me demais ver minha irmã e minha mãe naquele estado, não quero que você fique da mesma forma.

— Não se preocupe, daremos conta deles. – Ouvimos alguns passos e vozes aproximando-se. Olhamos um para o outro e eu entrei uma corda para Emmett, caminhando com ele até a porta, ficando um de cada lado. Eles entrariam rapidamente aqui, seu segurança ainda deveria estar desmaiado na frente da porta, e então meus queridos progenitores deveriam ao menos ter uma ideia do que aconteceria a seguir. – Estamos juntos, Edward. – Emmett sussurrou e eu assenti, olhando para a porta e vendo a maçaneta mover-se.

A porta abriu em um rompante e nós agimos assim que ambos entraram desesperados no cômodo. Eu peguei Elizabeth, já que a loira estava do meu lado, e a levei até a parede mais próxima, imprensando-a no tijolo gelado, sorrindo ao ouvir um arfar de incredulidade saindo de seus lábios.

— Surpresa em me ver, mamãe? – Ela debateu-se contra mim e eu ri com um tom de melancolia, puxando seus braços para trás de seu corpo, prendendo suas mãos unidas com a corda que eu segurava. – Espero que tenha sentido saudades. – Virei-a em minha direção e seus olhos arregalaram-se quando encontraram-se com os meus. Eu não sei o que ela encontrou em meu olhar, mas sorri da forma mais diabólica possível, porque o medo agora era evidente em suas orbes.

Segurando-a, levei-a até onde havia ganchos próximos ao chão, fazendo-a sentar-se ali. Prendi a corda no gancho e depois amarrei seus pés, prendendo as cordas com força contra seus tornozelos, ouvindo um gemido de dor escapar de sua boca. Emmett trouxe Anthony até ao lado dela, fazendo o mesmo procedimento com ele. O homem olhou-me raivoso e semicerrou seus olhos em minha direção, fazendo-me sorrir para ele.

— Olá, papai, espero que esteja apreciando as acomodações. – Pisquei, afastando-me deles e indo para o lado de meu irmão. Cruzei meus braços e fingi apreciar a vista, vendo-os amarrados e tão indefesos, da mesma forma que eu fui por tantos anos, da forma que Esme e Alice estavam quando as encontramos. – Olha que maravilha, a família unida novamente. – Soltei uma risada, ganhando a atenção deles. Fingi um suspiro triste, olhando no fundo dos olhos de cada um. – Espero que a saudade tenha sido grande, faz tempo que não nos encontramos, hein? – Olhei para Emmett, vendo o olhar sério que ele dava para o casal ali sentado, a raiva brilhando em seus olhos escuros. – Ah, perdoem-me, esqueci de apresenta-los. – Bati no braço de meu irmão, sorrindo para Elizabeth e Anthony. – Esse aqui é Emmett, meu irmão. Sabem, não é? É aquele que vocês afastaram-me por quase trinta anos. – Dei de ombros, enfiando minhas mãos nos bolsos de minha calça jeans. – E aquela mulher que vocês torturaram por tantos dias era a minha mãe. – Respirei profundamente, aproximando-me deles, vendo Elizabeth encolher-se em seu canto. Arqueei uma sobrancelha e sorri para ela, agachando-me ao seu lado. – O que foi, querida? Com medo? – Segurei seu queixo com força, apertando meus dedos contra sua pele. – Espero que esteja morrendo de medo, sua vadia, você machucou minha mãe e minha irmã! – Rosnei contra seu rosto, vendo-a fechar seus olhos com a dor que sentia em seu queixo. – O que pensaram, ãh? Que eu deixaria barato os malditos anos que vivi com vocês? Que eu deixaria vocês escaparem ilesos após maltratarem toda a minha família? – Ri perto de seu rosto, fazendo meu hálito ir contra sua pele. – Eu sentirei pena caso tenham pensado nisso, isso deixaria bem claro que não conhecem-me o suficiente, porque pensem bem, eu sou Edward Cullen e sou um homem de palavras. Há alguns anos prometi que acabaria com vocês e olhe onde estamos neste momento. – Soltei bruscamente o rosto de Elizabeth, ouvindo choramingar com a brutalidade. Soltei uma risada, olhando agora para Anthony, vendo-o ainda tentando ser superior. – E vocês sequestrarem Esme e Alice fez com que a minha raiva aumentasse, por isso eu juntei o útil ao agradável, vingar-me por ambas as coisas ao mesmo tempo. E olhe que maravilha! Trouxe meu irmão comigo, o cara que serviu ao exército. – Pisquei para o homem, e antes que eu tentasse segurar-me, meu punho fechou-se e foi direito para o rosto de Anthony, acertando-lhe um soco rápido e forte. – Isso foi por ser um miserável e ter me afastado de minha família, quando eu ainda era um recém-nascido. – Puxei um saquinho de drogas e peguei um LSD. Segurei o queixo de Anthony, ignorando o sangue que escorria de seu nariz, e o fiz abrir sua boca, colocando a cartela sob sua língua. Foi fácil, ele ainda estava recuperando-se do soco. – Espero que tenha boas memórias, Anthony. – Sussurrei em seu ouvido, soltando uma risada. – Você viverá as maravilhosas experiências que eu vivi quando mais novo, sob sua pele. Será incrível! – Afastei-me, dando tapinhas em seu rosto. Virei-me para Elizabeth e ela automaticamente virou seu rosto. Revirei meus olhos e olhei para Emmett. Meu irmão ajoelhou-se ao meu lado e com sua ajuda, fiz aquela mulher venenosa colocar o LSD sobre sua língua, mantendo sua boca fechada, enquanto segurava seu queixo. – Espero que divirtam-se com os flashbacks. – Levantei-me, vendo-os seguir-me com seu olhar.

A adrenalina estava presente por todo o meu corpo e toda a dor que eu senti ao ver a minha família sofrendo nesses últimos dias, agora era substituída pela raiva eminente que eu sentia por aqueles canalhas que estavam em minha frente. Todo o ódio borbulhava dentro de mim e eu não medo esforços para puxar o canivete de meu bolso e enfiá-lo contra a perna de Anthony, ouvindo seu grito de dor preencher todo o local enfadonho. Fiz exatamente o que eu imagino que ele tinha feito com minha mãe, aquele corte em sua coxa estava terrível.

— Seu maldito! – Elizabeth grunhiu, esperneando-se. Dei um olhar para meu irmão e ele puxou seu próprio canivete, sorrindo para aquela mulher perturbada, conforme cortava-a em seu braço. Ela rosnou e fechou seus olhos, apertando seus lábios em uma linha fina, manteando seus gritos em sua boca.

— Isso é por ter cortado meu irmão, sua vagabunda! – Emmett grunhiu com ódio, apertando a faca contra sua pele. – Você nunca mais perturbará a vida dele, eu garantirei isso. – Rugiu contra seu ouvido, bufando enquanto a mulher olhava-o raivosa, mesmo com as lágrimas brilhando em seus olhos. – Irão se arrepender por um dia ter tirado Edward de nós. – Sorriu macabramente. – Isso é apenas o começo, querida.

Anthony gargalhou, movendo sua cabeça contra a parede. Olhei-o curiosamente, vendo seus olhos virem em minha direção, a psicopatia brilhando nas orbes. Era impossível que alguém normal gargalhasse quando tinha uma faca cortando sua perna, enfiada em sua pele.

— Pode fazer o que quiser conosco, Edward, mas nós nunca sairemos de sua mente. – Ele fechou seus olhos, grunhindo quando eu mexi a faca. – Sempre iremos perturbá-lo, estaremos vivos em sua memória. A cada maldito dia da sua vida, lembrará da incrível infância que teve ao nosso lado. – Outro soco foi acertado em seu rosto. A raiva preencheu-me de um jeito incontrolável. Tirei a faca de sua perna esquerda e dessa vez coloquei na direita, grunhindo quando o ouvi rir e choramingar ao mesmo tempo. – Espanque-me o quanto for possível, querido, mas nada adiantará. – Tossiu, gemendo baixinho de dor. – Estamos controlando sua mente!

— Cale a porra da boca! – Dessa vez Emmett grunhiu, acertando-lhe outro soco, fazendo-o tossir e cuspir sangue. – Vocês não poderão mais fazer mal algum para minha família! – Sua faca foi de encontro ao braço de Anthony e um soco certeiro foi em seu rosto, mais uma vez. – Espero que aproveite bem sua estadia na tortura, porque na prisão será muito pior! – Outro soco foi acertado.

Como eu tinha dito, a morte seria fácil e rápida para eles. A secessão de tortura era para lembra-los o que fizeram com uma criança, para fazê-los pagarem por todo o mal que fizeram com Esme e Alice nesses dias que passaram. Em seguida, a cadeia de segurança máxima os esperavam e com algum dinheiro, consegui que alguns policiais virassem meus amigos e começassem a nutrir um ódio mortal por Anthony e por Elizabeth. A partir de hoje, eles sofreriam por ter acabado com a minha juventude, ficariam dessa maneira até o dia de suas mortes, pagando o preço por se meterem com a família de um homem.

Afastei-me de Anthony e sorri para Elizabeth, vendo o pavor brilhar em seu olhar, pela primeira vez na vida ela estava sentindo medo do que eu faria e isso era satisfatório pra caralho. Peguei um comprimido de Ice e agachei-me em sua frente, abrindo sua boca e colocando a droga em sua boca, esperando até vê-la engolir o comprimido e fechar seus olhos. Eu sabia a sensação, na primeira vez era apavorante, parecia que a droga começava a agir no momento que passava por sua garganta, enviando efeitos colaterais por todas as partes. Isso a deixaria mais agitada, com tremores e paranoia, junto com o LSD, iria fazê-la ter alucinações e flashbacks, exatamente o que eu queria. Queria vê-los lembrar de cada maldita dor que fizeram-me passar, junto com a dor em suas peles, exatamente como fizeram comigo, tendo-me em suas mentes, perturbando-os. Era a mesma coisa que eu sofri e eu não orgulhava-me de fazer isso, mas sentia-me satisfeito por consegui causar isso neles, pela primeira vez eu poderia ver o pavor em seus olhos.

— Tão quietinha, Elizabeth, você costumava falar muito mais quando atingia-me. – Ri e peguei a minha faca com sangue, passando por sua bochecha, fazendo-a virar o rosto e fechar os olhos com força. – Sempre rindo e olhando-me de forma demoníaca, gostando de me causar sofrimento. – Respirei fundo, deixando todas as memórias guardadas, não queria mais pensar nisso, a partir de hoje isso ficaria livre de mim, não pensaria mais neles e nem nas coisas que fizeram-me. Estava na hora de eu ser um homem livre de tudo isso. – Ah. – Estralei minha língua, soltando uma risada em seguida. – Eu entendo seu medo, já estive no mesmo lugar, lembra-se, não é? – Desci a faca até sua perna, fazendo-a tremer. – E sobre Alice e Esme, você achou divertido machucá-las, tão má, querida. – Rolei meus olhos, ganhando a atenção de seus olhos quando passei a lâmina em sua perna. – Eu odiei ver o medo delas, odiei todos os machucados encontrados em seus corpos. – Grunhi, riscando sua pele com a faca, vendo a fina linha vermelha aparecer. – Mas o que eu odeio mais, é saber que emocionalmente elas estão muito mais abaladas! – Segurei seu queixo novamente, obrigando ela a olhar-me. – Elas ficaram desestabilizadas por conta dos maus-tratos, vadia, e você pagará por isso! – A faca perfurou-a lentamente, fazendo seus olhos arregalarem-se conforme a lâmina entrava. – Nunca mais farão mal a alguém, Elizabeth, vocês sempre se lembrarão do dia que sentiram a dor que eu posso causar, e então, estarão presos pelo resto da medíocre vida de vocês. – Ri com maldade, meus olhos ligados nos dela. – Irão se arrepender por todas as coisas que causaram em minha vida, na vida de Alice e na de Esme. – Bufei. – Sem contar nas dores que fizeram todos sentirem, assim que levaram minha mãe e minha irmã.

— Eu faria de novo! – Rosnou, olhando-me com o nariz em pé, as lágrimas caindo em seu rosto. Arqueei uma sobrancelha e ela riu. – Faria tudo o que fiz na minha vida, foi ótimo vê-lo sofrer, Edward, sempre suplicando para nós pararmos, porém nós riamos e continuávamos, para seu desespero. – Gargalhou. – Tão malditamente medroso. – Balançou a cabeça com dificuldade, eu ainda apertava seu queixo entre meus dedos. – E sua irmãzinha? Aquela puta seria serventia de alguns homens esta noite, pena que você apareceu, seu maldito, sempre nas horas importunas! – Fechei meus olhos, tentando achar alguma lucidez dentro de mim, mas eu não tinha mais racionalidade, a raiva já havia tomado conta de mim. – Sem conta a vadia da sua mãe, ah, como eu me diverti com ela naquele hospital, bancando a amiga. E nos reencontramos, foi tão adorável ver o medo nos olhos idênticos aos seus, parecia que eu estava vendo-o sofrer novamente... – Não aguentei, a força irônica que ela falava, todos os xingamentos com Alice e Esme, tudo isso contribuiu para minha raiva aumentar e sem que eu esperasse, ou até mesmo Elizabeth, um tapa foi certeiro em seu rosto. Bater em mulheres nunca foi algo que eu quisesse fazer, era uma covardia, eu admitia, mas não consegui me controlar, o ódio já não deixava meu raciocínio funcionar.

— Lave a boca para falar da minha irmã e da minha mãe! – Gritei, e sua risada continuou. Como eu a odiava, não era uma mulher, era um dos piores monstros que poderia existir.

Odiava o que eu estava fazendo, sim tinha princípios e estava quebrando-os no momento, porém eu ainda amava toda a minha família e não deixaria impune tudo o que fizeram, toda a angústia que causaram-nos nos últimos dias. A vingança não é plena, mas estava na hora de acabar de uma vez por todas com Elizabeth e com Anthony, eles jamais machucariam outra pessoa, eu não permitiria que isso voltasse a acontecer. Nunca mais perturbariam alguém.

— Chamarei alguns homens de Jenks, Edward, está quase na hora. – Emmett chamou-me a atenção e eu assenti para meu irmão, vendo-o puxar um celular do bolso. Encarei Anthony e sorri para ele, vendo a raiva brilhar em seus olhos.

— Espero que esteja se divertindo, Anthony. – Pisquei. – Teremos mais disso, só vamos aguardar o meu irmão, sabe, ele também quer divertir-se. – Um relance de medo passou por suas orbes e eu senti-me pleno com isso, tantas vezes fui eu quem temia tudo, agora era a vez deles.

Era a primeira e última vez que eu fazia algo assim, mas o mundo seria melhor sem dois covardes como eles. Era por isso que eu estava fazendo tudo isso, vingando-me por tantos momentos tristes e ruins de minha vida, deixando-os pagar pelas dores que causaram, era somente por isso que encontrava-me aqui neste exato momento. Era a vez de eles sentirem tudo na pele, verem como era passar por tudo isso.

A minha família estaria salva e segura a partir de hoje, nada mudaria isso.

Alguns dias depois.

— Sentindo-se bem, querido? – Bella deitou-se ao meu lado na cama e eu assenti, sorrindo ao ver os grandes olhos de Andrew encarar-me, enquanto o mesmo desviava os olhos da TV.

— Estamos ótimos, mamãe, só recuperando o tempo perdido. – Andrew respondeu por mim e eu sorri para meu filho, inclinando-me e dando um beijo demorado em sua testa. – Papai está sendo extremamente ótimo, eu adoro isso. – Sorriu abertamente para mim e eu voltei a mexer em seus cabelos, soltando um baixo suspiro ao ver o brilho alegre novamente em seus olhos. Sentia falta disso, foram dias tão conturbados.

— E nem me chamaram para o filme? – Ela fingiu incredulidade, olhando-me com uma sobrancelha arqueada.

— Amor, você acabou de voltar das compras com Alice e minha mãe. – Belisquei seu queixo, fazendo-a sorrir. – Falando nisso, minha irmã está voltando ao seu normal, hein? – Minha namorada gargalhou e apoiou seu rosto contra meu ombro, beijando-o por cima da camiseta.

— Nem parece que algo terrível aconteceu, Edward, Alice parece ainda mais alegre do que sempre foi. – Sorriu divertida, brincando com os botões de minha camiseta. Dei uma olhada em Andrew, que estava com a cabeça deitada sobre meu outro braço, porém o garoto já estava entretido novamente em seu filme de super-heróis. – Esme parece ainda mais jovial do que era, abraçando-me alegre, assim como fazia com Alice. – Suspirou. – Amo demais elas, nunca senti-me tão bem antes. – Beijei rapidamente seu rosto. – A desnaturada da Rosalie furou conosco, tinha um super encontro quente com Emmett. – Revirou seus olhos. Abri um sorriso ao ouvi-la narrando seu dia, tão natural e formidável, jamais pensei que me sentiria dessa forma apenas por tê-la em meus braços, contando o que tinha feito durante algumas horas, porém eu estava mais feliz do que poderia imaginar. Ter Bella comigo era o que eu precisava, não importava se fosse para sempre ficar ouvindo-a falar de seu dia, já era perfeito só por ela estar sorrindo e encarando-me daquele jeito que eu tanto amava. Era definitivamente a mulher da minha vida. – ... está ouvindo-me? – Pisquei meus olhos e olhei em seus olhos, vendo-a encarar-me confusa. – Você praticamente dormiu de olhos abertos, Edward, o que houve? – Passei meu braço por baixo de seu corpo e puxei-a contra mim, beijando delicadamente seus lábios. – Hmmm... explosão repentina de romantismo? – Brincou, passando seu indicador por meus lábios, os olhos achocolatados ligados nos meus.

— Só estou feliz por ter você do meu lado. – Falei sinceramente, encostando minha testa na sua. – Eu não sei o que eu seria sem você, amor. – Suspirei, nossos olhos sempre interligados. – Você mudou completamente a minha vida. – Sussurrei contra seus lábios. Pude ver os olhos castanhos encherem-se de lágrimas e eu apertei-a contra mim, beijando a lágrima que acabara de deslizar em seu rosto de porcelana. – Você é uma mulher perfeita, é a mulher da minha vida. É a pessoa que eu quero passar o resto da minha vida. – Dei-lhe um selinho demorado. – Eu te amo tanto... – Beijei-a. – ...tanto... – Outro beijo. – ...tanto. – Ela riu e abraçou-me apertado, deitado seu rosto em meu peito, suspirando alto. – Finalmente tudo acabou, nossa vida está plena novamente. – Suspirei outra vez. – E você está ao meu lado, o melhor presente que poderia querer.

— Você não pode ficar falando-me essas coisas de repente. – Fungou e eu acariciei suas costas, sentindo algumas lágrimas pingarem contra minha camisa. – Edward, o que houve para dizer-me tantas coisas bonitas? – Moveu seu rosto até encarar-me. Sorri torto e dei de ombros.

— Eu só percebi que a vida pode ser traiçoeira, Bella, depois de tudo o que passamos, percebi que cada momento é mais precioso. – Engoli em seco, respirando fundo. – E enquanto você falava do seu dia, eu vi que queria passar isso todos os dias, ficando contente somente por ver você sorridente, narrando tudo o que fez. Com isso, eu percebi o quanto te amo e o quanto você é importante em minha vida, acho que já deveria saber isso, amor. – Ela fechou seus olhos, as lágrimas caindo livremente. – Ei, não chora.

— Você fez isso! – Apontou risonha e aproximou-se até seu rosto estar contra meu pescoço. – Fala essas coisas maravilhosas e depois não quer que eu chore, vai sonhando. – Beijou minha pele. – Obrigado por ser esse homem maravilhoso, Edward, também te amo demais. – Suspirei ao sentir meu coração palpitar com mais força e rapidez, fechando meus olhos para poder aproveitar toda a sensação maravilhosa que era ter minha mulher falando isso para mim. Nunca pensei que seria tão dependente de meras palavras, porém ouvir Bella dizer o quanto amava-me tornava tudo melhor, eu podia ver o amor em seus olhos, mas ouvi-la falar era completamente incrível. – É o homem da minha vida. – Sussurrou, abraçando-me com força. – Sempre será uma das pessoas que mais amo. – Afastei-me e arqueei uma sobrancelha, fazendo-a rir. – Nem vem, querido, eu também tenho que amar minha família e meu pequeno adorador de heróis. – Moveu os olhos na direção de Andrew. O garoto ainda estava prestando atenção no filme, movendo sua boca conforme os personagens falavam. Era um vício, só pode. – Mas sabe que é a pessoa mais importante. – Voltei a olhar para minha namorada. – Você tirou-me da escuridão. – Beijou meus lábios. – Deu-me um mundo melhor, uma família para chamar de minha. – Suspirou sorrindo. Sabia que os pais de Bella ainda era um mistério, mas agora ela não era tão afetada com isso, podia ver em seus olhos que a cada dia superava mais o que tinha acontecido em sua vida. Devia isso a Andrew, nosso filho sabia dizer coisas propícias para o momento, dizendo para Bella que o importante era a família atual dela, porque nós a amávamos mais que nossas vidas. – Eu te amo. – Sussurrou contra meus lábios e eu sorri para ela, beijando sua boca deliciosa rapidamente. Andrew ainda estava ali e eu poderia aproveitar-me da minha namorada mais tarde.

— Assim como eu amo você, amor. – Ela abraçou-me com força, voltando a deitar sua cabeça em meu pescoço. Acariciei suas costas e continuei movendo minha mão contra os fios loiro do cabelo de Andrew, sorrindo por ter meus amores em meus braços, suspirando baixinho ao ver que tudo, finalmente, começava a se encaixar.

Os dias seguintes após o episódio de reviravolta foram normais, Esme e Alice recuperaram-se rapidamente, afinal foram imediatamente para um hospital particular e puderam lidar com seus machucados. Após isso meu apartamento virou um ambiente familiar, porque eu convoquei todos para passar esses dias por aqui, meus pais, Alice, Jasper, Emmett, Rose e Bella. Todos estavam por aqui e eu agradecia por gostar de apartamentos espaçosos, porque agora eu conseguia acomodar toda a minha família por aqui. Era ótimo ter todos reunidos, assim a recuperação de minha mãe e de minha irmã foi ainda mais rápido, elas tiveram todo o apoio que precisavam, sempre rodeadas de pessoas que a amavam. Agora até saíam para compras novamente, o ruim é que arrastavam minha mulher com elas, mas era perfeito ver todos se divertimento outra vez, após tantos sustos e sofrimentos.

Algumas coisas ainda precisam ser resolvidas, mas a vida parecia estar mais leve agora, tudo estava entrando nos eixos e a felicidade reinava no lugar de tantas dores que passamos. Essa era a nossa vida agora, cheia de alegria e amor, a família reunida era o que precisávamos para estarmos completos.

“Continua...”

Notas finais
N/A (Cintia Cullen): Sempre é satisfatório demais postar nessa fanfic. Além de eu amar escrevê-la, eu também tenho os melhores leitores do mundo por aqui! Sério, pessoal, vocês são perfeitos demais, sempre comentando com tanto carinho e afeição, adoro ler cada palavra que recebo, sempre sorrio e me emociono com cada coisa que dizem. Obrigada, sério, obrigada mesmo por todo o amor que possuem pela estória, importa demais para mim. ♥ Espero, mais uma vez, que tenham gostado do capítulo. Adoro descrever totalmente as coisas e ter sempre como recompensa vocês sentindo as emoções dos personagens, esse é meu objetivo e adoro que ele esteja sendo cumprido, obrigada por sempre dizerem-me o que sentem no capítulo, é ótimo demais! Agora vou-me indo, férias infelizmente chegaram ao fim e não fiz a metade das coisas que queria. A gripe acabou com tudo. Mas vamos seguir firmes e fortes, agora que estou bem novamente. ♥ Uma ótima semana para todos.