Never It's Late.

28 Conseguimos superar nossos obstáculos.


Notas iniciais
Mais um capítuloooo! Ah, sempre fico tão feliz em postar nessa estória, eu amo demais escrevê-la, vocês e seus incentivos fazem tudo tornar-se ainda melhor. Obrigada por todo o carinho ♥ Aaaahhhh, chegamos aos 1001 comentários! Por Deus, não consigo descrever o quão feliz estou por ter alcançado todos esses números! Vocês são incríveis demais e nem sei como agradecer, obrigada, obrigada e muito obrigada! De verdade, saibam que eu agradeço do fundo de meu coração e que eu estou feliz demais com essa conquista :D Espero que gostem do capítulo leve e cheio de sentimentos, nossa família está finalmente em paz. Enjoy ;) ~~30/07/17~~

Conseguimos superar nossos obstáculos.

Pov Bella.

Puxei a cadeira da mesa de jantar e sentei-me devagar, ajeitando-me sobre o assento. Cerrei meus olhos brevemente e fiz uma contagem até dez mentalmente, enquanto puxava o meu ar com cuidado para dentro de mim. Podia sentir dois pares de olhos queimando em mim, porém eu ainda estava tentando concentrar-me e não pirar antes de qualquer coisa, então continuava a respirar calmamente.

— Mamãe, quanto drama. – A voz risonha de Andrew preencheu a mesa de jantar e eu arqueei uma sobrancelha antes de abrir meus olhos e virar-me na direção do pequeno garoto elétrico. Ele ria e bebia seu suco, olhando para mim. – Vai ser super normal. – Deu de ombros e dessa vez Edward soltou uma risada e colocou sua mão sobre a minha, apertando meus dedos trêmulos.

— Amor. – Chamou-me e eu suspirei, olhando-o. Seus olhos verdes brilharam em minha direção e engoli em seco, sentindo toda aquela eletricidade envolver-nos, como era de costume. Jamais poderia acostumar-me com todas as sensações que Edward despertava em mim, era completamente inexplicável o que eu sentia por esse homem. – Vai ficar tudo bem. – Sorriu seu sorriso sexy, fazendo-me morder meus lábios. Deus, aquilo acabava comigo. – Você já foi para a escola antes, imagina como Andrew ficará semana que vem, quando for a vez dele. – Uma pequena careta surgiu em seu rosto e eu ri baixinho, olhando-o atentamente. – Ei, estou tentando te acalmar e você ri de mim? – Arqueou uma sobrancelha e eu revirei meus olhos, fazendo-o grunhir. – Bella. – Repreendeu-me e eu pigarreei, remexendo-me em minha cadeira. Quando ele falava meu nome daquela forma... Céus, fazia-me esquentar completamente.

— Bem... você conseguiu me distrair. – Seus olhos estudaram os meus e eu sorri maliciosamente, inclinando-me em sua direção. – Pensamentos nada inocentes estão em minha mente agora. – Dei-lhe um selinho e mordisquei seus lábios, ouvindo-o suspirar. – Você acaba com meu juízo, Edward. – Choraminguei e senti sua mão deslizar sorrateiramente até minha coxa direita, enquanto ele conferia para ver se Andrew prestava atenção em nós dois. Segui seu olhar e quando vimos que o garoto estava entretido nos bonecos em sua mão, voltamos a nos olhar. Assim que meus olhos encontraram-se com os de meu namorado, meus dentes maltrataram totalmente meus lábios, porque seus longos dedos espremeram a carne de minha coxa, enquanto seus lábios iam até meu pescoço, mordiscando a minha pele.

— Você está atormentando-me. – Grunhiu e chupou meu pescoço. Engoli meu gemido quando Edward aproximou-se. – Droga, Bella, exatamente agora que você precisa sair, fica fazendo isso? – Gemeu de desgosto, apoiando sua testa contra meu ombro. – Você é uma namorada muito má. – Ri e apoiei-me em seus ombros, afastando-o suficientemente para que eu pudesse encontrar seus olhos novamente.

— Você já é um namorado incrível. – Pisquei em sua direção, sorrindo mais. – Tirou todo o nervosismo de mim. – Edward semicerrou seus olhos e grunhiu quando encontrou meu deboche, apertando com força minha coxa. – Edward! – Soquei seu ombro, sentindo minha pele formigar por causa de sua brutalidade. E merda, ele fazendo isso conseguia excitar-me ainda mais.

— Eu sei que você gosta, querida. – Piscou divertido, massageando o local que tinha apertado. – Isso é para você não me excitar na hora que não pode. – Beijou-me rapidamente, afastando-se em seguida, ajeitando-se no seu lugar. – Que horas você entra? – Voltou com sua atenção para sua comida. Edward continuava a comer como se nada tivesse acontecido por aqui, como se ele não tivesse excitado a namorada. Bufei e arqueei uma sobrancelha, observando-o bebericar seu suco. Ao ouvir minha exclamação, Edward virou-se e sorriu debochado. – O quê?

— Você me paga. – Bufei novamente, arrancando uma risada dele. – Querido, coma seu jantar, mais tarde você brinca. – Massageei as costas de Andrew, chamando-o a atenção. – Logo a mamãe terá que sair, então temos que terminar de comer. – Inclinei-me e beijei sua bochecha.

— Tudo bem, mãe. – Ele colocou seus bonecos de lado, voltando a comer como antes. – Vai demorar muito para voltar? – Seus olhinhos curiosos me encararam e eu dei de ombros.

— Vou ficar fora por algumas horas, querido, mas se você ficar olhando todo minuto para o relógio, vai parecer uma eternidade. – Ele riu, assentindo. – Semana que vem será você, hein? – Baguncei seu cabelo e ignorei o bufo de Edward, concentrando-me em meu pequeno.

— Sim! – Gritou extasiado. – Estou tão ansioso, mamãe, quero muito ir para a escola. – Remexeu-se em seu lugar, rindo com entusiasmo. Acho que ainda estava para surgir uma criança tão animada quanto Andrew, a bateria do menino parecia não ter fim. – Tia Alice falou que eu irei ter um monte de colegas da minha idade, já nem posso esperar mais. – Suspirou auditivamente e eu soltei uma risada, beijando sua testa.

— Tem uma semana inteirinha ainda, querido, pode preparar-se para esperar. – Pisquei em sua direção. Ele amuou um pouquinho e eu sorri para ele, revirando meus olhos rapidamente. Deus, eu amava demais Andrew, acolhê-lo como um filho parecia ter sido uma das melhores escolhas de minha vida. – Ei, abre o sorrisão novamente, no sábado teremos o casamento de sua tia. – Chamei sua atenção. – Alice irá ficar chateada se você ficar triste em um dos dias mais felizes para ela.

— Eu não ficarei triste, olha só. – Abriu um grande sorriso novamente e escutei a risada de Edward ao meu lado. Olhei brevemente para meu namorado e ele piscou para mim. – Papai, eu entrarei com as alianças para tia Alice, isso não é o máximo?

— Claro que é, campeão. – Sorriu para o filho, inclinando-se sobre a mesa. – E quem sabe, você não entra com as alianças para a mamãe e eu, hein? – Disse como se fosse um segredo, mas tinha certeza que era para eu ouvir também, pois seus olhos voltaram-se para os meus e eu mal podia compreender toda a tonalidade de sentimentos que poderiam ser identificadas nas orbes verdes. Engasguei com minha própria saliva e olhei assustada para Edward, ganhando somente um sorriso de sua parte, enquanto o mesmo piscava para mim. Meu coração já estava mais acelerado do que o normal, fazendo-me arrepiar com toda a intensidade dele.

— Claro que sim! – O grito de Andrew fez-me saltar na cadeira, tentando sair da inércia em que eu encontrava-me. – Vai ser ainda mais incrível, papai! – Andrew ganhou minha atenção e engoli em seco ao ver o enorme sorriso no rosto do garoto. Meus pensamentos pareceram tomar rumos completamente diferentes e de repente eu percebi o quanto minha vida tinha mudado nos últimos tempos, tudo completamente modificado.

O choque agora estava em mim, tudo vindo em minha direção de uma vez. Eu não tinha parado para pensar em tudo o que eu passei pelos últimos meses, nem observei o quanto meu relacionamento com Edward tinha evoluído, ou o quanto eu estava inserindo-me em um convívio muito mais forte do que eu pensava. O que Edward e eu tínhamos parecia estar superando o termo namoro e conforme eu ia pensando nisso, após ele ter falado aquelas palavras, a confusão e o medo do desconhecido começava a assolar-me no momento. Era... Deus... eu nunca pensei que algo assim poderia acontecer comigo, jamais tive grandes esperanças de mudar toda a minha vida após ter passado pelas mais diversas coisas, e agora tudo isso acontece.

Eu nunca tive uma família completa, agora tenho Edward, Andrew como as pessoas que eu mais amava em minha vida, sem contar Esme, Carlisle, Alice, Jasper, Rose, Emmett... todas essas pessoas modificaram todo o meu rumo. Eu pensava que possuía algum problema, porque jamais fui escolhida na adoção ou sequer uma família pensou em voltar seus olhos sobre mim. Uma criança sempre pensaria no pior e eu era exatamente assim, achando que eu tinha alguma coisa errada, uma pessoa escolhida para não ser amada. Cresci pensando isso, porém Amber mudou alguns conceitos meus antes de morrer, explicou-me que a vida sempre reservava grandes coisas para alguém que é merecedor, e ela dizia que eu era uma pessoa dessa categoria, sempre iria merecer as melhores coisas possíveis. Não acreditava muito nisso, porém conforme a vida ia passando, eu começava a conhecer as pessoas mais importantes que eu poderia ter ao meu lado. Primeiro Amber, daí Rose, em seguida Edward... e agora eu tenho uma família constituída, com todas as pessoas amando-me e sendo felizes tendo-me ao lado delas, isso poderia causar-me coisas inexplicáveis, sentimentos totalmente diferentes.

Era uma mudança radical em um curto espaço de tempo, eu não tinha parado para pensar minuciosamente em tudo isso, e então Edward fala-me coisas que deixam-me em um choque definitivo. Era difícil de assimilar, por mais que eu amasse tudo o que tinha acontecido de bom comigo, ainda era complicado.

— Eu... eu terminarei de me arrumar. – Falei ainda embasbacada com tudo o que estava passando por mim no momento. Respirei profundamente e engoli em seco, saindo de meu choque inicial, balançando a cabeça para deixar alguns pensamentos de lado. Deixei meu prato intacto na mesa e afastei minha cadeira, levantando-me com cuidado de meu lugar, minhas pernas nem pareciam estar obedecendo-me no momento. Senti o olhar de Edward seguir meus passos, porém Andrew continuava a tagarelar sobre festas e aproveitando isso, saí rapidamente da sala de jantar, indo para as escadas e pulando rapidamente os degraus, correndo até o quarto que eu dividia com Edward nas últimas semanas.

Encostei a porta e dirigi-me até a nossa cama, jogando-me sobre o colchão e afundando meu rosto em meu travesseiro. As lágrimas começaram a sair de forma involuntária, silenciosamente meu choro manifestou-se. Ao contrário das vezes que choramos por acontecimentos horrendos há semanas, dessa vez eu chorava por uma felicidade incompreensível que atingia-me. Eu poderia estar completamente confusa por pensar em tudo o que ocorreu nesse tempo que eu conheci o homem da minha vida, porém jamais poderia ficar tristes pelas mudanças que sucederam-se em minha vida. Tudo o que Edward fez por mim foi dar-me uma vida diferente, melhor, cheia de amor que eu não conhecia antes dele. Em tempo algum eu poderia achar essa alternância algo diferente de maravilhoso, eu amo e sempre amaria as coisas que aconteceram comigo. Ter todas as memórias de uma vida feliz e realizada era algo fora do normal, não tinha pensado que tantas coisas boas poderia acontecer, e agora olhando em volta, eu estava mais do que feliz, tinha uma família que jamais pensei que construiria, tenho um filho perfeito e o melhor de tudo, Edward está e eu tenho certeza que sempre estará do meu lado, ajudando-me a realizar o que eu desejasse, amando-me a cada dia.

Fechei meus olhos apertados, meu coração palpitando fortemente, dando-me a consciência que qualquer caminho que eu seguisse em meus pensamentos, o final sempre seria algo positivo, não tinha como dar em outra coisa, a minha vida era melhor do que sequer imaginei algum dia. Um pequeno sorriso foi surgindo em meus lábios, misturando-se com as lágrimas salgadas que ainda escapavam de meus olhos. Apertei o travesseiro contra meu rosto e suspirei profundamente, saindo de todo o choque que encontrava-me durante alguns minutos. Baques poderiam ser considerados ruins, porém esse que eu tive foi bom e completamente necessário, serviu para que eu colocasse minha cabeça em ordem, meus pensamentos estavam todos misturados e agora eu conseguia ver a realidade perfeita em que eu vivia ao lado das pessoas que eu amava.

Saltei em reflexo quando senti uma mão em minhas costas e um movimento ao meu lado, fazendo o colchão afundar-se. Minha pele estremeceu quando senti o carinho tão conhecido por mim, lábios encontraram-se contra os fios de meu cabelo e suspirei baixinho com o toque.

— Amor, por favor, não fique mal com o que eu disse. – A voz rouca de Edward soou e eu o senti aproximar-se, seu corpo ficando colado ao meu. – Simplesmente escapou da minha boca. – Suspirou. — Acho que venho convivendo demais com Alice e ouvido coisas sobre casamentos, até interferiu em meus pensamentos. – Virei minha cabeça sobre o travesseiro, deitando o lado esquerdo do meu rosto sobre a almofada, deixando em um ângulo que eu conseguia olhar para Edward. Ele sorriu fracamente e seus dedos vieram para meu rosto, limpando as poucas lágrimas que ainda encontravam-se ali. – O que foi, Bella? – Franziu o cenho, seus olhos interligados com os meus. Os sentimentos estavam ali expostos, como sempre estiveram, desde que eu comecei a poder compreendê-los. – Você não consegue se ver em um futuro comigo ao seu lado? – As sobrancelhas dele juntaram-se ainda mais e o observei engolir em seco, os olhos estudando-me. – O que está afligindo você?

— Nada está me afligindo. – Pigarreei ao ouvir minha voz soar rouca. Peguei sua mão de meu rosto e apertei seus dedos contra os meus, entrelaçando-os em seguida. – Só pegou-me desprevenida, Edward. – Suspirei e abaixei meus olhos, olhando para nossas mãos unidas. – Me desculpe se passei uma imagem errada, não queria magoar você. – Sua mão vazia veio até meu queixo e ele ergueu meu rosto, deixando nossos olhos encontraram-se mais uma vez. – Só fiquei assustada quando dei-me conta de tudo o que aconteceu conosco em poucos meses, de como somos intensos um com o outro. Foi tudo tão de repente e você falando aquilo só mostrou-me como o tempo voou desde que nos conhecemos, parece que tantos anos se passaram desde que ficamos juntos, Edward, mas nem completou os três meses ainda. – Sorri um pouco, sentindo meus olhos marejarem-se outra vez. – Passamos por tantas coisas, querido, tudo o que convivemos fortaleceu nossos sentimentos e isso ainda é assustador demais, jamais pensei que sentiria alguma coisa assim na vida e então você aparece, mostrando-me um mundo completamente novo. – Um sorriso torto brincou em seus lábios e eu suspirei com aquilo. – Eu te amo, Edward, e com certeza eu irei casar com você algum dia, nem é preciso pensar sobre isso. – Sussurrei e no segundo seguinte, seus lábios encontraram-se com os meus, beijando-me intensamente, passando-me todos seus sentimentos daquele momento.

Abracei-o pelo pescoço, puxando-o contra mim. Virei na cama, ficando de costas para o colchão e senti Edward esgueirar-se para cima de meu corpo, beijando-me com mais força, suas mãos caminhando por minha pele. Entrelacei minhas pernas em sua cintura e apertei-me contra ele, movendo minha boca contra a sua com agilidade, sugando seu gosto para mim, aproveitando-me de toda a intensidade que tinha entre nós.

— Eu te amo, pra caralho. – Afastou seus lábios dos meus, falando ofegante contra a minha boca. Abri meus olhos e sorri para ele, tirando uma mão de seu pescoço e levando-a até sua boca, limpando seus lábios, tirando os vestígios de batom. – Você nem imagina o quão importante é para mim, Bella, eu vivia na completa escuridão antes de tê-la em minha vida. – Edward encostou sua testa na minha, respirando profundamente. – Eu tinha Andrew, Alice e Jasper e amava demais os três, sempre foram a minha família e as pessoas mais importantes em minha vida, porém algo faltava e eu sabia disso, sentia no fundo do coração que ainda tinha alguma coisa para deixar-me completo. – Nossos olhos encontraram-se e eu engoli em seco com a forte explosão de sentimentos entre nós. – E era você. – Sua mão massageou minha bochecha, um sorriso maravilhoso surgindo em seus lábios. – Quando você apareceu, Bella, mudou tudo o que eu era. Desde que eu te vi pela primeira vez, sabia que tinha alguma coisa diferente no jeito que você olhou-me e eu tinha certeza que tê-la em minha mente durante todo aquele mês iria significar alguma coisa, não era alguma coisa por acaso. – Deu-me um selinho e eu suspirei, abraçando-o com força e afundando meu rosto em seu pescoço, sentindo o cheiro maravilhoso de seu perfume. – Eu mudei, amor, quis ser completamente diferente para poder ser merecedor de uma mulher como você. E eu não poderia estar enganado quando percebi que seria você que traria a cor para meu mundo, que você era a razão para minha vida ficar completa. – Afastei-me um pouco e funguei ao ter meus olhos interligados aos seus, absorvendo o amor dele, sentindo-me completa por ser merecedora de ter um homem como ele ao meu lado. Edward jamais perceberia a pessoa perfeita que era, de como era alguém maravilhoso para dar e receber o amor. – Você me fez ser um homem apaixonado, Bella, foi você que trouxe meus pais de volta para mim, deu-me a chance de conhecer as pessoas maravilhosas que eles são e também poder ter meu irmão comigo, reunindo toda a minha família. Foi você e sempre será você, Bella.

Incapaz de falar mais alguma coisa, eu abracei-o e colei nossos lábios outra vez, beijando-o e transmitindo todos os meus sentimentos para ele. Edward era o homem que eu amaria para o resto de meus dias, isso não tinha dúvidas, foi ele quem mostrou-me o quanto amar poderia ser bom. Ele deu-me razões para seguir em frente. Sempre foi ele.

[...]

— Cuidado com os universitários tarados. – Revirei meus olhos, remexendo em minha bolsa e conferindo que eu estava com todos os livros adequados. – Bella. – Edward advertiu-me e eu ergui meus olhos, encontrando os dele sobre mim. – Eu estou falando sério, não tenho mais idade para isso. – Ri e larguei minha bolsa sobre meu colo. Segurei seu rosto contra minha mão e inclinei-me contra os bancos, dando-lhe um selinho demorado.

— Para de falar como se fosse um velho, Edward, por Deus! São somente dez anos. – Bufei ao afastar-me. Ele arqueou uma sobrancelha e outra vez rolei meus olhos, ganhando um grunhido em troca. Deus, jamais saberia porque ele ficava dessa maneira quando eu revirava os olhos, porém era delicioso demais deixa-lo daquela maneira, ele me fazia pagar, como se eu fosse uma garota malcriada. Sim, eu já era uma perfeita pervertida. – Tudo bem, uma década, mas sabe que eu não ligo para isso. – Pigarreei, voltando a concentrar-me em nossa conversa. – Agora pare de ser um idiota e sorria. – Pisquei em sua direção, fazendo-o rir. Edward aproximou-se de mim e estremeci quando senti seus lábios em minha orelha, mordiscando o lóbulo.

— Você vai ver o idiota mais tarde. – Sussurrou contra meu ouvido e eu suspirei, tentando sair do transe. Não era possível ele ter todo esse poder sobre mim, céus, e isso parecia aumentar a cada dia. Afastei-me dele e olhei para o banco de trás, porém diferente do que eu pensava, Andrew não prestava atenção em nós, estava completamente concentrado na janela do carro, vendo a movimentação de estudantes pelo Campus da Universidade. Edward roubou-me um selinho, soltando o cinto que estava em minha volta. – Agora vá ou chegará tarde. – Assenti e coloquei a bolsa sobre meu ombro direito, olhando para meu namorado quando eu o senti segurar minha mão. – Mas falei sério sobre os universitários, eu já convivi com alguns e sei o quão terríveis podem ser. – Fez uma careta e soltei uma risada, segurando seu rosto entre minhas mãos. – Bella, pare de rir! – Grunhiu.

— Então pare de dizer besteiras, por favor. – Dei um beijo estralado em seus lábios. – Eu já tenho um homem incrível como você, por que vou querer outro? – Arqueei uma sobrancelha.

— Você estudará com pessoas bem mais jovens do que eu. – Resmungou como uma criança e eu sorri para ele, abraçando-o contra mim.

— Eu não preciso de ninguém mais jovem, Edward, eu amo você e somente você. – Beijei seu pescoço, massageando os fios cobres de sua nuca. – E eu ainda não te contei? Prefiro homens mais velhos e experientes. – Sussurrei contra seu ouvido e o ouvi gemer baixinho, conforme apertava-me contra seu corpo, ondulando-se ao meu. – Eu tenho que ir. – Beijei sua pele outra vez.

— Tudo bem. – Soltou sua respiração fortemente. – Na hora de sair, eu estarei aqui. – Sorri afastando-me e ele deu-me outro beijo. – Pela manhã perderei Andrew e a noite você. – Resmungou. – Nada justo.

— Você será bem recompensado depois. – Sorri maliciosamente e Edward estalou um tapa na lateral de minha bunda, onde sua mão estava repousada antes. Estremeci com o contato e dessa vez ele abriu um sorriso malicioso em minha direção. – Edward.

— Só estou retribuindo a provocação. – Tirei suas mãos de mim e respirei fundo para acalmar-me, fazendo-o rir.

Virei-me para trás, ignorando meu namorado, e percebendo a movimentação Andrew tirou sua concentração do movimento de pessoas e olhou para mim, sorrindo brilhantemente. Segurei seu queixo e inclinei-me para dar-lhe um beijo demorado na testa, fazendo com que seu sorriso aumentasse.

— Eu passarei no seu quarto quando chegar em casa. – Disse-lhe e Andrew assentiu, abraçando-me pelo pescoço.

— Sentirei sua falta, mãe. – Sorriu para mim. – Então tenha uma boa aula e volte inteirinha para casa, hein? Papai e eu não podemos sobreviver sem você. – Meu coração apertou com aquele jeito inocente e doce de Andrew falar, jamais poderia acostumar-me com isso. Abracei-o contra mim, suspirando auditivamente. – Amo você, mamãe. – Sussurrou contra meu peito e afastei-me, dando outro beijo em seu rosto.

— Também te amo, querido, até mais tarde. – Ele assentiu para mim e eu virei-me para Edward, recebendo um sorriso. Deus, e que delícia de sorriso. – Nos encontramos daqui a algumas horas. – Beijei seus lábios.

— Tome cuidado, amor. – Dessa vez ele disse-me de forma preocupada, sem envolver universitários que poderiam dar em cima de mim, segundo suas conclusões. Sorri para ele e puxei a trava da porta, abrindo-a.

Saí do veículo e bati a porta, vendo o vidro traseiro abaixar. Sorri e acenei para Andrew, vendo-o mandar-me um beijo pelo ar. Com um último aceno de meu filho, o carro acelerou e o observei ser manobrado para longe do estacionamento da universidade.

Tudo bem, primeiro dia de aula novamente.

Respirei profundamente e virei-me para os prédios da grande universidade Columbia, meus olhos percorrendo o local cheio de pessoas. Algumas caminhavam apressadamente e outras conversavam com colegas enquanto iam em direção aos prédios do local. No primeiro dia que visitei o local, muitos foram cordiais e muito educados, espero que no horário da noite também tenham estudantes assim, eu precisava dar-me bem nessa etapa, meu Ensino Médio tinha sido um completo pesadelo, agora eu só queria formar-me na profissão de meus sonhos e não ter nenhuma pessoa preconceituosa comigo, já sofri bastante com isso há alguns anos.

— Olá, você deve ser nova por aqui. – Sobressaltei-me com a voz repentina e uma garota sorridente colocou-se ao meu lado. – Oh, desculpe-me se eu te assustei. – Olhei-a atentamente e franzi o cenho ao encarar uma garota alta com olhos acinzentados e bonitos cabelos loiros. Ela sorria bastante e abraçava alguns livros contra seu peito, olhando-me de forma educada. – Sou Kate Herman. – Equilibrou-se com os livros em um braço e o outro esticou para mim, sorrindo. – Faço o curso de Psicologia.

— Oh, eu também começarei esse. – Disse surpresa e apertei sua mão estendida, sorrindo de volta em sua direção. – E eu sou Isabella, mas chame-me de Bella, está ótimo assim. – Ela voltou a segurar os livros contra si e sorriu ainda mais.

— Que maravilha ter encontrado você, querida, era capaz de perder-se neste enorme Campus. – Riu baixinho. – Começarei o curso de Psicologia este ano, mas já estudei na Columbia antes. – Franzi o cenho confusa e ela riu divertida, segurando um braço meu contra o seu, caminhando comigo na direção dos prédios. – É que eu sou uma mulher confusa demais, anos anteriores comecei dois cursos diferentes, porém não gostei de nenhum deles. No final do ano passado eu pensei em Psicologia e então me inscrevi, espero mesmo que goste deste ramo, porque de acordo com as coisas que eu li, é simplesmente incrível e também...

Assenti enquanto a ouvia falar e ri conforme ela perdia o fôlego, porém Kate parecia recuperar-se rapidamente e começava a tagarelar novamente sobre sua vida. Continuei a seguindo para dentro dos prédios e caminhamos pelos corredores com ela sempre conversando comigo, porém era legal ouvi-la dizer tudo de forma espontânea, então eu apenas escutava-a e ganhava sorrisos animados em minha direção.

Tudo bem, acho que a Universidade poderia ser muito melhor do que o Ensino Médio, pelo menos já começava de uma forma deveras superior.

[...]

— Estou indo tomar um banho. – Avisei, bocejando ao entrar no quarto. A noite tinha sido puxada, mesmo sendo o primeiro dia de aula, as matérias tinham sido puxadas, voltadas para explicações e mais explicações. Mesmo parecendo difícil demais, eu já começava a amar ainda mais o curso de Psicologia, entender o comportamento humano era a coisa mais fascinante que tinha para conhecer. – Andrew voltou a pegar no sono enquanto eu contava uma estória, acho que hoje ele não acorda mais. – Inclinei-me na cama, beijando a bochecha de Edward, sorrindo ao vê-lo tão concentrado em alguns relatórios. – Está me ouvindo?

— Completamente. – Virou sua cabeça e capturou minha boca contra a sua, fazendo-me suspirar com o rápido beijo. – Estou terminando algumas coisas para a reunião de amanhã, daqui a pouco minha atenção estará completamente voltada para você. – Piscou maliciosamente e pigarreei quando a voz rouca fez misérias com meu corpo. Seus lábios repuxaram-se para o canto de sua boca e o sorriso enorme de Edward transformou-se naquela coisa sexy de lado, fazendo-me suspirar. – Só mais alguns minutinhos, amor. – Dirigiu-me outra piscadela e voltou a escrever algumas coisas sobre seus papéis.

— Eu vou tomar meu banho. – Repeti, tentando sair daquela nuvem de desejo. Edward assentiu e eu respirei fundo, saindo de cima da cama e caminhando até o closet, vendo que boa parte de minhas roupas estavam por ali. Eu ia até em casa alguns dias, porém sempre acabava voltando para o apartamento de Edward para dormir, era completamente difícil dormir longe dele, talvez até impossível agora, vendo que eu estava mais mal-acostumada do que antes.

Puxei uma camisola leve que Alice deu-me na nossa última saída ao shopping, ontem no caso, porque a mulher nos arrastava para lá praticamente todos os dias. A única que ia feliz da vida era Rosalie, mas aquela também era amante de compras, então não havia dúvidas que ela adoraria. Esme e eu tentávamos fugir, mas com Alice e Rosalie persuadindo-nos, era impossível negar. Sorri lembrando-me daquelas mulheres loucas, nem chegávamos a ficar um dia sem ver-nos, ou Edward ia comigo e Andrew até elas, ou toda a família reunia-se aqui, trazendo Jasper, Emmett e Carlisle também, éramos uma grande família e mesmo que Edward e eu insistíssemos, os cabeças duras não queriam ficar mais no apartamento, alegando invasão de privacidade. Emmett dizia coisas inapropriadas, mas esse já era o normal dele, então era melhor ignorar.

Peguei minhas roupas e fui em direção do banheiro, encostando a porta e apoiando a calcinha e a camisola no local adequado. Retirei a calça jeans e minha camiseta, jogando as peças no cesto de roupas sujas e em seguida minhas peças intimidas foram para o mesmo caminho. Soltei meu cabelo do rabo de cavalo e deixei o prendedor sobre a pia de mármore, caminhando na direção do boxe posteriormente. Liguei a ducha e deixei a temperatura morna, indo para baixo da água e suspirando ao sentir o jato quentes caindo sobre mim, como se levasse embora o estresse. Molhei meu cabelo, passando meus dedos sobre os fios, tirando os nós conforme massageava o couro cabeludo.

Puxei o sabonete do apoiador e passei-o por meu corpo, ensaboando-me de forma descontraída. Enquanto a água retirava os vestígios de espuma de meu corpo, peguei um dos shampoos de Edward, e derramei o líquido em minha mão, passando nos fios de meu cabelo, guardando o frasco em seguida. Espalhei a espuma pelos fios e lavei com cuidado fora do jato da água. Novamente coloquei minha cabeça embaixo da ducha e fechei os olhos, retirando toda espuma dos fios, lavando-os. Estava passando mais água em meu cabelo, quando ouvi a porta do boxe ser aberta e de repente, um corpo quente colocou-se em minhas costas, fazendo-me estremecer com o contato.

Virei meu rosto para trás e o ergui, encontrando o olhar malicioso de Edward sobre mim. Ele sorriu em minha direção e eu arqueei uma sobrancelha ao sentir suas mãos começarem a massagear meu corpo, apertando os locais com força.

— Pensei que me esperaria na cama. – Sussurrei rouca e seu sorriso aumentou, enquanto a cabeça tombava em meu pescoço e fazia-me gemer quando os lábios deliciosos chuparam a minha pele com força. – Edward... – Seu corpo quente colou-se mais ao meu e eu levei uma mão até os azulejos, apoiando-me ali.

— Não deu para resistir, amor, só em imaginar você toda molhadinha. – Gemeu e apertou minha cintura, puxando-me contra ele. Grunhi quando sua ereção chocou-se contra minha bunda, queimando em mim. – Você deixou-me excitado só em passar na cama, querida, agora vendo-a dessa forma... porra. – Mordiscou minha pele, mexendo-se atrás de mim e empurrando-me até que eu estivesse com os seios contra a parede fria. – Tão gostosa. – Desceu as mãos até minha bunda, apertando minhas nádegas. Gemi apoiando minha testa na parede e resfoleguei com o tapa que sucedeu-se, pegando-me desprevenida. – Adoro a forma como você está ficando pervertida, Bella. – Seus lábios passaram por minha nuca, mordiscando o local. Fechei meus olhos para aproveitar mais de seus carinhos e gemi alto quando outro tapa atingiu-me, sendo agora na nádega direita. – E amo ainda mais como sua bundinha fica vermelha com meus tapas. – Acariciou o local ardido, suspirando. – Tira-me o juízo.

— Edward... – Choraminguei seu nome e senti sua mão esquerda sair de minha bunda, deslizando para frente de meu corpo, mergulhando em minha intimidade. Grunhi quando três dedos imediatamente foram para dentro de mim, fazendo-me empinar contra ele de forma involuntária, gemendo ao senti-lo estocar os dedos em mim. – Merda...

— Exatamente assim, querida. – Mordiscou o lóbulo de minha orelha. – Estou fazendo-a pagar por todas as provocações do dia. – Estalou outro tapa em mim e afundou seus dedos, o gemido saindo estrangulado de minha garganta. – Por mais que seu castigo seja bom. – Seus lábios beijaram minha orelha. – Como se sente, amor?

— Perfeita... – Puxei o ar com dificuldade, apertando meus olhos fechados ao senti-lo dobrar os dedos em minha intimidade. – Você sabe castigar alguém, Edward. – Esfreguei-me contra ele, ouvindo-o gemer. – Talvez eu queira seus castigos todos os dias. – Rebolei contra seu membro e ele mordeu com força meu ombro, afundando os dedos com mais força ainda, tirando gemidos altos de mim. – Puta merda... – Senti a mão de Edward sair da minha bunda e em seguida a água cessou, porém rapidamente sua mão estava em mim novamente, acertando-me um tapa ardido.

— Minha namorada é uma pervertida de primeira. – Murmurou contra minha pele, onde havia mordido. – Como pode gostar tanto de tapas assim?

— Você mostrou-me caminhos alternativos, querido. – Virei minha cabeça e abri meus olhos, tendo o vislumbre de seu rosto contorcido em prazer, enquanto ele ainda estocava em mim, tirando-me ainda mais o juízo. – Seus tapas são incríveis. – Gemi ao senti-lo alcançar um ponto maravilhoso dentro de mim. – Deus... – Resfoleguei, segurando-me com força contra a parede, minhas pernas estavam bambas.

Suspirei de prazer e tombei minha cabeça para trás, dando passagem para ele beijar minha pele exposta. Apoiei uma mão na parede com mais firmeza, sentindo Edward mordiscar meu pescoço e gemi baixinho quando seus dedos foram torcidos dentro de mim e levei uma mão para trás agarrando o braço de meu namorado, apertando a região. Seus dedos eram bombeados em mim freneticamente e estavam me levando a loucura, eu podia sentir a ereção de Edward cutucando minha bunda e deixando-me mais excitada.

— Edward... – Soltei seu nome sôfrega, sentindo-me fervendo. Edward gemeu e seu corpo veio contra mim, seu pau esfregando-se contra minha bunda. – Merda, como você consegue me deixar perto do orgasmo tão rápido? – Grunhi ao sentir meu corpo queimar cada vez mais, as ondas de prazer me ricocheteavam com força, levando-me a beira do precipício.

— Você já está? – Balancei minha cabeça rapidamente, perdendo-me no som de sua voz rouca. Uma de suas mãos saiu da minha cintura e já podia sentir meu corpo tremer de expectativa, o orgasmo formando-se com tanto prazer, seus dedos entravam em mim rapidamente e com força.

Joguei minha cabeça para trás e tomando isso como acesso, Edward desceu sua boca sobre a minha e grunhi contra seus lábios. Tirei uma mão da parede e levei ela até sua cabeça, agarrando os fios cobres e beijando-o com volúpia, deixando-o engolir os grunhidos de prazer que saíam da minha boca.

— Você gosta, amor? – Respirei com dificuldade e sua boca foi até meu ombro, beijando-o e mordendo depois, fazendo-me soluçar com o prazer de seus dedos mexendo-se dentro de mim, simulando seu membro entrando e saindo. Eu ainda enlouqueceria de desejo com esse homem.

— Merda. – Resfoleguei e apertei seu cabelo contra meus dedos de novo, podia sentir minhas pernas bambas. – Edward... – Choraminguei e mordi com força meu lábio inferior, tentando refrear meus gemidos.

— Isso, amor. – Subiu seus beijos até minha orelha e minha cabeça tombou para trás, sentindo-o morder o lóbulo. – É bom? – Sussurrou e mexi minha cabeça freneticamente. – E assim? – Aumentou a força que usava e um gemido mais alto escapou. – Mais gostoso?

— Céus... – Lamuriei e encostei minha cabeça na parede. – Edward... – Grunhi seu nome praticamente sem forças e seu quadril retraiu-se, só para depois ele voltar e seu pau esfregar-se contra minha bunda. Um grito de prazer saiu de minha garganta e inclinei-me mais, sentindo Edward repetir seu movimento e mover seus dedos mais rapidamente. – Eu estou quente.

— Porra, você nem imagina o quão quente está. – Gemeu contra meu ouvido e mordeu minha orelha, enfiando seus dedos mais fundo.

— Estou... – Respirei fundo. – Estou queimando por você, Edward. – Com essa resposta ele se movimentou atrás de mim e gemi outra vez com seu membro esfregando-se contra mim, deslizando para cima e para baixo entre minhas nádegas.

— Eu quero tanto foder você assim, Isabella. – Grunhi com o som de meu nome saindo de sua boca, por Deus, parecia tão sexy o jeito que as sílabas saíam com sua voz. Contorci-me contra ele, e senti-o sorrir contra minha pele suada, mordiscando meu pescoço novamente.

— Então vem. – Implorei e remexi-me contra seus dedos, sentindo uma gostosa fricção entre nós. Podia sentir uma agonia formando-se em meu ventre, denunciando a proximidade do orgasmo. – Estou quase. – Disse rendida, apertando minha testa contra a gélida parede de mármore. – Quase. – Repeti praticamente delirando com o prazer.

— Empina essa bundinha para mim, amor. – Pediu beijando meu pescoço e fiz o que ele pediu. Sua mão apertou minha cintura e grunhi de ódio quando ele retirou seus dedos de dentro de mim, levando essa mão também até minha cintura, puxando-me mais para trás.

— Eu estava quase lá! – Bufei e seu peitoral musculoso colidiu-se mais contra minhas costas, conforme ele colava mais seu corpo ao meu. – Edward... – Resmunguei, porém ele não deu-me ouvidos, fez-me apoiar as mãos certinho na parede e puxou meu quadril contra o seu, empinando-me para ele.

— Fica exatamente nessa posição, querida. Eu volto em segundos. – Mordeu minha nuca e eu assenti apressadamente, sentindo-o afastar-se. Virei meu rosto ao vê-lo sair do boxe e abrir a gaveta do armário que tinha no banheiro e sorrir maliciosamente quando viu-me olhando para ele. O assisti rasgar o pacote do preservativo e enrolar a camisinha em seu membro enorme, massageando-o enquanto caminhava novamente para perto de mim. – Vire-se. – Ordenou e eu fiz o que ele pediu, gemendo quando o corpo fervente ficou colado ao meu.

O senti esfregar seu membro duro em minha e logo em seguida, de uma vez só, ele empurrou-se para meu interior forte. Gritei com a invasão repentina e meu corpo foi para frente com o impacto, só que Edward segurou-me e voltou a colar-me nele, mexendo-se atrás de mim e bombeando seu pau para dentro e fora do meu corpo, fazendo-me gemer com sua brutalidade e força. Porra, era tão, tão, bom.

— Você gosta quando fico selvagem, não é? – Empurrou-se com força e segurei o gemido estrangulado, fechando meus olhos. Merda, não tinha como construir uma frase, minha mente parecia nublar-se com tudo o que eu sentia. – Gosta?

— Porra, sim, muito. – Soltei em um só folego e o ouvi gemer, mordendo meu ombro em seguida.

Edward soltou um palavrão e calou seus gemidos contra minha pele, manteando seus lábios pressionados em minha nuca. Rebolei contra seu membro e ele apertou os dedos contra minha bunda, movimentando-se ainda mais forte em minha intimidade.

— Caralho, que visão que estou tendo, amor. – Gemi jogando minha cabeça para trás e ele lambeu meu pescoço molhado. Seu membro afundou-se com mais precisão em meu centro e ele calou meu grunhido, tomando meus lábios nos seus, sem movimentá-los, apenas deixando-os pressionados enquanto batia fundo dentro de mim.

Edward retirou-se de dentro de mim e virou-me para si, pressionando minhas costas contra o mármore e beijando-me de forma deliciosa, voltando a colar seu corpo no meu. Moldei nossos lábios e circulei seu pescoço com meus braços, puxando-o para mim e tendo melhor alcance de sua boca. Edward colocou sua mão em minha coxa direita e mordi seu lábio quando senti-o apertar com força minha carne e puxar minha perna para cima, enrolando-a em seu quadril.

Separei nossas bocas e olhei em seus olhos que estavam tomados pela luxuria. Respirei com dificuldade e ele espalmou suas mãos em minha bunda, impulsionando-me para cima. Circulei minhas duas pernas em sua volta e as entrelacei a cima de sua cintura, puxando seu corpo para o meu e sorrindo maliciosa para ele.

— Vem, querido, você não queria foder-me? – Arqueei uma sobrancelha e ele gemeu apertando minha bunda, colidindo sua boca na minha, maltratando meus lábios com seus deliciosos beijos.

Segurando minhas nádegas com suas duas mãos, Edward puxou-me para ele e soltei seus lábios, mordendo fortemente seu ombro, conforme eu sentia-o entrar vigorosamente em mim novamente. Apertei minhas pernas ao seu redor e ele beijou meu rosto, mordendo minha boca e lambendo meu queixo, descendo até seus lábios estarem em meus seios.

Gemi com seus movimentos rápidos e levei minhas mãos para sua nuca, apertando os fios de cabelo que tinha ali e puxando seu rosto contra meus seios, deliciando-me com seus lábios chupando-os. Peguei impulso e comecei a mover-me em seu colo, subindo e descendo em sua ereção, segurando-me nele e ouvindo-o gemer com meus movimentos contra si. Suas mãos apertaram-me de encontro a ele, afundando seus dedos em minha bunda.

Ele imprensou-me mais contra o mármore, afundando seu pau em mim e chupando meus montes, fazendo-me grunhir com o prazer que me era proporcionado. Joguei minha cabeça para trás e fechei meus olhos, indo contra seu corpo e rebolando em seu pau, arrancando gemidos dele que tinha seus lábios pressionados em minha pele. Apertei os fios cobres e Edward subiu uma mão até minha nuca, segurando-a e puxando meu rosto para si, cobrindo minha boca com a sua, movendo nossos lábios com pressa e fervor.

Beijei-o com luxuria, sentindo meu corpo queimar contra o seu, os arrepios tão conhecidos se espalhavam e acho que Edward notou o tremor de meu corpo, pois grunhiu em meio ao nosso beijo e aumentou sua velocidade, empurrando em meu sexo com brutalidade, estocando e movimentando nossos corpos um contra o outro. Agarrei-me a ele e dei-lhe um selinho, descendo meus lábios para seu pescoço e beijando sua pele suada, lambendo-a.

— Se solta, amor. – Suspirou contra meu ouvido, batendo fundo dentro de meu corpo. – Eu sei que quer se liberar.

— Sim... – Ofeguei pressionando meus seios contra seu peito. – Estou... eu... eu... – Agarrei seus ombros, afundando minhas unhas. – Edward... – Falei debilmente, chupando sua pele.

— Eu sei. – Bombeou com força, tornando suas estocadas frenéticas. Mordeu meu ombro e gemi alto, sentindo-me formigar ainda mais e meu ventre se contrair, conforme eu gozava em seu membro que entrava com rapidez em meu centro. – Ah, Bella...

— Edward... – Suspirei apertando-o. Relaxei contra ele e ele voltou a me beijar, apertando minha nuca com sua mão e a que continua em minha bunda me suspendeu um pouco mais alto, ajustando o ângulo para que pudesse chegar ao seu prazer.

— Porra... – Rugiu e pude senti-lo esvaziar-se em mim, seu sêmen preenchendo a camisinha. Beijou meu pescoço, movimentando-se até suas forças esgotarem e sua cabeça tombar em meu ombro.

Edward deitou sua cabeça em meu ombro e ambos respirávamos ofegantes e cansados. Puxei o ar pela boca e fechei meus olhos por alguns segundos, enquanto tinha minha respiração normalizada. Assim que estávamos um pouco mais calmos, soltei minha mão da de Edward e ele saiu de dentro de mim, ajudando-me a ficar apoiada sobre meus pés. Agarrei-me aos seus ombros e o senti abraçar-me com força, buscando minha boca contra a sua.

Eu sentia que isso ainda não tinha acabado.

Alguns dias depois...

— Estou ficando desidratada. – Esme resmungou e eu sorri para ela ao esticar mais um lenço em sua direção. – Oh, obrigada, querida. – Ela suspirou, secando as lágrimas de seus olhos. – Nem consigo imaginar quando for a hora de Edward, eu vou molhar seu vestido de noiva enquanto se arruma. – Riu em minha direção e eu pigarreei, indo até Esme e abraçando-a. – Você vai se casar com ele, não é?

— Algum dia, Esme, algum dia. – Apertei-a contra mim. Casamento ainda era algo que me assustava, mas eu poderia aprender a lidar com isso se fosse alguma coisa que Edward desejasse. – Se acalme, daqui a pouco você fará com que Alice começasse a desmanchar-se em lágrimas. – Afastei-me de seu abraço, fazendo-a fungar.

Olhamos na direção da noiva e Alice estava com seus olhos fechados, eu podia nota-la respirar fundo a cada vez que a cabelereira mexia em seu cabelo, ajustando-o no penteado que ela mesmo tinha escolhido. Rosalie tinha dito que falaria com Edward, afinal ele levaria a irmã até o altar, mas pela demora da loira, eu apostaria que aquela pervertida estava agarrando-se com Emmett em algum lugar.

— Rose está demorando. – Esme olhou em seu relógio, franzindo o cenho. – Ela não está achando seu namorado, pelo visto. – Divagou. – Edward chegou com você, não é? – Olhou-me confusa e eu sorri, arqueando uma sobrancelha em sua direção. Esme continuou confusa por alguns segundos, mas rapidamente ela arregalou os olhos e soltou uma risadinha, abaixando a mão que tinha o relógio em seu pulso. – Já entendi a dica. Deus, Emmett e Rosalie são uma perdição. – Ri com seu olhar descrente e antes que eu comentasse algo, a voz de Alice soou de repente:

— Isso é porque você não conhece Bella e Edward, mãe. – O sorriso de Esme aumentou por um instante, acho que pela forma carinhosa que Alice vinha chamando-a por essa semana. O amor entre elas era incrível, adorava ver o quanto o vínculo das duas aumentou nesses dias, Edward ficava ainda mais feliz por vê-las recuperando-se completamente. – São muito piores que Emmett e Rosalie, pode apostar. – Esme olhou-me com uma sobrancelha arqueada e eu pigarreei, olhando mortalmente para minha cunhada que sorria para mim agora. – Não é verdade, Bella?

— Mamãe! – Braços agarraram minhas pernas e eu olhei imediatamente para baixo, sorrindo ao ver Andrew olhar-me com um sorriso estonteante. – Papai disse que eu a encontraria por aqui. – Ergueu seus braços e eu sorri, agachando-me e pegando-o com cuidado no colo. Andrew estava crescendo rapidamente e então eu aproveitava que eu conseguisse pegá-lo no colo, porque daqui a pouco isso seria uma tarefa difícil para mim, visto que o menino crescia muito, por Deus, eu sentiria falta dele pequeno assim. – Mãe? – Saí de meus devaneios e concentrei-me em Andrew. Ele brincava com uma mecha de meu cabelo, enquanto olhava-me divertido. – Eu queria fazer uma pergunta, mas o pai disse que eu poderia fazê-la somente para você. – Deu de ombros e eu arqueei uma sobrancelha. – Vocês não vão casar logo? – Disparou e eu arregalei meus olhos, ouvindo as risadas de Esme e Alice.

— Ainda é cedo para isso, querido. – Baguncei seu cabelo, olhando em seus olhos enquanto respondia. – Casamento é para sempre, então é algo sério demais.

— Mas você e o papai também são para sempre. – Respondeu de imediato, fazendo-me ficar surpresa. Ele deu de ombros e continuou a olhar-me, sorrindo. – Eu iria adorar vê-lo desesperado no altar, assim como tio Jasper está. – Soltou uma risadinha. – E também iria adorar ver a mamãe vestida de noiva, assim como a tia Alice. – A citada sorriu para nós e fungou, recebendo um lenço de Esme. Olhei novamente para meu filho, sentindo meu coração bater mais forte com suas palavras. – Papai disse-me que ainda é cedo para vocês, mas quando eu insisti, falou-me que somente você poderia responder-me, então eu vim te procurar. – Sorriu inocentemente. – Pense bem, mãe, vocês já moram juntos. – Abri a boca, porém Andrew beijou minha bochecha, interrompendo o que eu falaria. – Nem vem, suas coisas não estão todas lá em casa, mas você sempre dorme lá. – Empinou o queixo, como se fizesse a maior lógica. – Vocês se amam muitão, já notei a forma que se olham e o quanto o papai beija você. – Desviei meu olhar constrangida e ainda ouvi Alice rir. Eu acabaria com ela lentamente mais tarde. – Nada é cedo para quem se ama, mãe, precisa pensar nisso. – Voltei a olhá-lo e beijei demoradamente sua testa, sorrindo para ele.

— Eu pensarei, pode deixar. – Pisquei para ele, e ouvi com gosto sua risada soar. Esse menino acabaria comigo ainda. – Agora vai lá chamar seu pai, Alice está praticamente pronta.

— Ok. – O coloquei no chão e o observei correr animado para fora do quarto. Virei-me para Esme e Alice e ambas sorriam para mim, seus olhos até brilhavam.

— O que foi? – Cruzei os braços.

— Você está pensando em seu casamento. – Cantarolou minha sogra, sorrindo ainda mais. – Sei que é assustador, querida, mas é como Andrew disse, vocês se amam e será para sempre. – Aproximou-se de mim, segurando minhas mãos contra as suas. – Não precisa ficar com medo, terá Edward ao seu lado. – Piscou e eu sorri.

— Obrigada, Esme. – Ela beijou meu rosto demoradamente.

— Eu já estou acolhendo a todos como meus filhos, então pode acostumar-se com carinhos redobrados. – Abraçou-me apertado e eu funguei, fechando meus olhos enquanto recebia seu abraço materno.

— Aproveitando isso, Carlisle e você poderiam ir para mais perto de nós, hein? – Sorri quando ela afastou-se do nosso abraço, olhando-me com uma sobrancelha arqueada. – Já que Edward e eu estamos praticamente morando juntos, vocês por perto seria completamente incrível, até porque Alice e Rosalie também moram por aqui. – Abri meu sorriso mais inocente possível. – Sem contar que Emmett também praticamente mudou-se para a casa da Loira, então seria mais um ponto positivo para vocês vierem. – Olhei para minha cunhada e ela ergueu-se, agradecendo sua cabelereira. Alice aproximou-se, segurando o vestido de noiva, sorrindo para Esme.

— Bella tem completa razão, mãe. – Piscou discretamente para mim. — Eu vou sair por lua de mel, mas será somente duas semanas, logo Jasper, eu e mais um serzinho estaremos por aqui, alegrando a vida de vocês. – Sorriu enormemente e eu arregalei meus olhos com o último citado de sua frase. Olhei para o sorriso de Alice e em seguida para sua barriga, vendo-a levar sua mão direita até lá. – Sim! – Confirmou as minhas suspeitas e pelo visto, as de Esme também, já que ela foi a primeira a gritar e jogar-se nos braços da mais nova filha.

Sentimento completamente feliz pela morena, corri até elas e as abracei também, praticamente chorando pela mais nova recente. Éramos uma família unida demais e ao saber que mais um integrante teria todo esse amor para ele, era completamente maravilhoso de se pensar.

— O que foi que eu perdi? – Paramos de chorar abraçadas e vimos Rosalie entrar meia descabelada no quarto. Olhei-a séria e minha amiga sorriu inocentemente. – Perdi Edward de vista, você o viu, amiga? – Ri com sua cara de pau, revirando meus olhos.

— Oh, meu Deus, mais um netinho! – Esme pulava de alegria, abraçando ainda mais Alice e eu, que estava no meio da roda. Rosalie arregalou seus olhos e olhou para Alice, fazendo-a assentir. Com a confirmação, a Loira gritou entusiasmada e correu até nós, abraçando-nos com força, formando nosso abraço quádruplo.

— Eu fico tão feliz, Alice. – Beijei seu rosto, já que ela estava ao meu lado. Ela fungou e escondeu seu rosto contra meu braço, respirando fundo. – Você será uma ótima mãe.

— Obrigada, Bella, é tão bom tê-la nesse momento. – Olhou com seus olhos marejados, fazendo-me fungar agora, ouvindo-as rirem por isso. Deus, ter toda essa família era perfeito, eu não poderia pensar em algo melhor do que isso. – Fico feliz por você fazer parte de tudo isso, ainda mais ao lado de Edward. – Sorriu brilhantemente.

— Ter uma nova criança será maravilhoso! – Rose disse extasiada, sorrindo enormemente para nós. – Pense em quanto amor ela terá, olhe nossa família como é incrível! – Sorrimos e de repente, dois arfares chamou nossa atenção.

— Você está grávida? – Duas vozes masculinas soaram e olhamos em direção da porta. Eu iria dizer sim para Alice, porque ela já se debulhava em lágrimas novamente, porém me calei ao ver que Edward e Emmett olhavam em minha direção. Os olhos arregalados deles desceram até minha barriga, como se pudessem encontrar algo naquela direção.

— Alice está. – Respondi de uma vez, antes que eles continuassem com os pensamentos errados. – De quanto tempo? – Virei-me em sua direção e ela sorriu chorosa.

— Dois meses e meio. – Disse emocionada e mais uma vez ela foi apertada em abraços, só que um por vez foi parabeniza-la. Enquanto eu a abraçava mais uma vez, apertando-a contra mim, senti uma presença muito conhecida. Afastei-me de minha cunhada e olhei para trás, sorrindo ao encontrar Edward com seus olhos encantadoramente marejados.

Beijei a bochecha de Alice e dei espaço para Edward abraça-la, vendo-o apertar com força sua irmã, chorando junto com ela, enquanto sussurrava algumas palavras. Cruzei meus braços emocionada e continuei assistindo a cena, meu coração palpitando fortemente ao ver o amor de irmãos daquela forma, o vínculo de Edward e Alice era mais do que incrível.

— Fico muito feliz por você, Alice. – A voz embargada de Edward soou e eu engoli em seco olhando-os. Senti um braço pesado sobre meus ombros e sorri para Emmett, vendo-o devolver o sorriso e abraçar-me contra ele.

— Está na hora pessoal. – Esme avisou, fungando alto e tirando-nos daquela bolha espetacular. – Já estamos atrasados e não sei se Carlisle conseguirá segurar Jasper por muito tempo. – Brincou, arrancando risadas de nós.

— Podem ir, eu só vou secar meu rosto. – Alice avisou e eu dei mais um abraço nela. Beijei rapidamente os lábios de Edward e gritei quando ele puxou-me com força para perto de seu corpo, apertando-me em um abraço.

— Andrew já conversou com você? – Olhou-me risonho e eu sorri, secando seu rosto, enquanto assentia. – E então? – Arqueou uma sobrancelha e eu dei-lhe um selinho demorado.

— Nós pensaremos nisso juntos e com calma. – Respondi-lhe, fazendo-o sorrir. – Nós já estamos juntos, Edward, e esse é o importante. – Abracei-o pelo pescoço, suspirando ao ver o brilho de curiosidade em seus olhos. Amava-o demais, nem era possível explicar as dimensões de meu amor por esse homem. – Mas se você quiser oficializar, nós pensaremos muito bem nisso. – Pisquei, sorrindo ao vê-lo abrir um sorriso ainda maior e beijar-me com força, tirando-me o fôlego. Se fosse para ver Edward feliz eu faria qualquer coisa, mas meu coração batendo rapidamente e com força contra minha caixa torácica, dizia-me que isso não faria bem apenas para ele.

— Ei, nada de uma rapidinha, casal sensação. – Grunhi ao ouvir aquela voz. – Estamos atrasados já, mais tarde vocês se comem. – A risada estourou alta e eu olhei com uma sobrancelha arqueada para Edward, vendo-o dar de ombros e beijar-me rapidamente.

— Eu deixarei para você aguentá-lo agora.

Despedi-me de Edward e Alice, indo até o lado de Emmett, vendo-o sorrir brilhantemente para mim e abraçar-me pela cintura, saindo do quarto comigo e Rosalie em seus braços. Esme ainda estava recuperando-se do choro, então esperaria mais alguns minutinhos.

Nós caminhos para o primeiro andar da casa e em seguida fomos para o jardim de Alice, vendo a perfeita decoração de casamento que havia ali. O chão estava revestido com um lindo tapete branco enfeitado e cadeiras forradas da mesma cor enfileiravam-se pelo local, sendo preenchidas com convidados que eram conhecidos da noiva e do noivo. Tive um vislumbre de Jasper andando para todos os lados na frente do arco dourado, Carlisle conversava com o padre e pelo visto tinha desistido de acalmar o noivo, visto que o loiro não parava um segundo sequer.

Emmett, Rosalie e eu fomos até as primeiras fileiras, sentando em nossos locais reservados. Olhei em volta, suspirando com a maravilhosa decoração que tinha em todas as partes, as flores enfeitavam tudo com uma delicadeza contrastante. Alice realmente saía-se bem com organização de festas, tudo estava perfeito.

— Mãe! – Sorri para meu pequeno, puxando-o para meu colo, ajeitando-o. – Olhe, as alianças. – Apontou para a almofada branca que carregava, aonde possuía uma delicada caixinha. – Tio Jasper pediu para que eu cuidasse direitinho. – Divagou e eu ajeitei sua gravata borboleta, passando meus dedos por seu cabelo rebelde.

— Você está tão lindo, querido. – Beijei sua bochecha. – O papai sabe mesmo te arrumar, hein? – Brinquei e ele riu animado.

— Papai é perfeito, mãe. – Piscou em minha direção. Ouvi alguns barulhos e sorri ao ver Esme caminhar pelo tapete branco, indo até seu marido, já que ambos seriam as testemunhas do casamento. Carlisle deu um beijo em Esme e abraçou-a pela cintura, posicionando-se com a esposa no local certo, virando-se para a entrada.

Engoli em seco ao ver como Esme e Carlisle comportavam-se um com o outro, essa era exatamente a forma que eu queria ficar com Edward, passar anos ao lado do homem que eu amo, sempre tendo-o comigo e amando cada momento que tivéssemos juntos. Eu queria ver aquele brilho que Carlisle tinha nos olhos em Edward, queria ser a responsável por fazê-lo sorrir e ter uma vida maravilhosa. Seria no casamento de Esme e Carlisle que eu me espelharia, porque eu queria fazer dar certo com Edward, queria ter todos esses momentos com ele.

A marcha nupcial começou a tocar, tirando-me de meus devaneios. Sorri abertamente quando dei-me conta de como seria ainda mais feliz ao lado de Edward, se eu aceitasse tudo o que ele estava oferecendo-me. Notando meu sorriso, Andrew olhou-me e beijou a minha bochecha com carinho, ficando de pé ao meu lado.

Era exatamente isso o que eu queria: Uma vida longa e perfeita ao lado de Edward e Andrew. O que mais eu poderia desejar?

Ajeitamo-nos todos de pé e com calma vimos Alice caminhar de braços dados com Edward. Ambos tinham sorrisos maravilhosos no rosto e podia ver que a mais nova tentou apressar seus passos, porém o irmão deu-lhe um beijo na bochecha, cochichando algo no ouvido dela que a fez sorrir mais ainda. Sorri vendo-os e segurei-me nos ombros de Andrew, mantendo meu garoto próximo de mim.

Edward chegou até o pequeno altar com Alice e apertou a mão de Jasper, entregando a de Alice para ele em seguida. O vi beijar a bochecha da irmã e dizer algo baixo para seu cunhado, fazendo-o sorrir e assentir, enquanto dava um selinho na noiva. Enquanto os noivos se ajeitavam em seus lugares, observei meu namorado maravilhoso caminhar até a fileira em que estávamos e ficar ao meu lado, abraçando-me pela cintura e dando-me um rápido beijo.

— Estamos aqui reunidos para celebrar a união de Alice Cullen e Jasper Whitlock... – Apoiei-me contra Edward ao ver seu sorriso orgulhoso. Sim, Alice tinha mudado seu sobrenome também, Edward sempre conseguiria o que fosse para ver as pessoas que amava felizes, eu não tinha dúvidas.

— Edward. – Chamei-o baixinho, ouvindo ao longe o padre continuar com suas falas. Meu namorado virou-se para mim e sorriu em minha direção, fazendo-me suspirar apaixonada. – Eu te amo. – Sussurrei e inclinei-me, beijando-o rapidamente. – Te amo demais, acredite, é completamente inexplicável todo o meu sentimento por você. – Edward encostou sua testa na minha e eu funguei ao ter seus olhos ligados aos meus.

— Eu também te amo demais, amor. – Sorriu torto e colocou uma mão em minha bochecha, massageando minha pele. – Eu sei como se sente, nosso amor vai além de tudo o que acreditamos. – Assenti em acordo, escondendo meu rosto contra seu peito. – E é dessa maneira que tem que ser, porque se vivêssemos para sempre, nunca que alguma coisa poderia nos separar. – Olhei em seus olhos e sorri ao ver o amor estampado nas orbes verdes.

Definitivamente minha realidade era mais perfeita do que os contos de fadas que eu lia quando criança, nada se compararia com a vida maravilhosa que eu tinha.

“Continua...”

Notas finais
N/A (Cintia Cullen): E então finalmente chegamos no capítulo 28 o / Muitos perguntam-me se a fanfic está acabando e infelizmente, aviso que sim. A estória está em sua reta final, mas ainda poderemos aproveitá-la em alguns capítulos, então relaxem e curtam comigo, porque eu definitivamente não quero me despedir dessa estória fantástica que amo demais ♥ Tenho que agradecer todo o carinho de meus adoráveis leitores, vocês são incríveis demais! Alcançamos os 1001 comentários e eu mal posso expressar minha alegria diante disso, por Deus, passamos dos 1000! Gente, sério, agradeço muito por tudo isso, vocês fazem qualquer coisa valer à pena, eu nem sei como agradecer todo o carinho que recebo, mas sempre tenham em mente que amo cada favorito, comentário e recomendação! Adoro ainda mais ter todos vocês ao meu lado na estória! Obrigada, realmente, obrigada, vocês são perfeitos ♥ Agora tenho que ir, mas tenham uma semana maravilhosa e tranquila!