Never It's Late.

6 A mudança é a lei da vida.


Notas iniciais
E lá vamos nós para o sexto capítulo! o / Amandoooo cada vez mais escrever essa fanfic maravilhosa, sério ela me dá alegria para escrever e os comentários divásticos que eu recebo a cada capítulo só ajuda, vocês são PERFEITOS! Passamos dos 130 comentários, dá para acreditar nisso? Ainda estou meio estupefata, são 132 comentários exatos, isso me dá tanta alegria que vocês nem imaginam, um enorme OBRIGADA para todos, vocês são especiais de mais. ♥ Vamos ao jantar tãooo aguardado por todas. Enjoy ;) ~~19/02/17~~

A mudança é a lei da vida.

Pov Bella.

— ... Eu sou assim a partir de agora, Bella, por você.

Acho que parei de respirar no mesmo momento em que eu ouvi essa frase saindo de seus lábios perfeitos. Olhava entre admirada e estupefata para Edward, tentando dirigir todas as suas palavras, mas era um pouquinho difícil de raciocinar com seu rosto tão próximo do meu, seu hálito fresco batendo em mim e seus olhos avaliando-me a todo o momento.

Como eu podia pensar em odiá-lo?

Acho que nunca senti ódio por ele, eu sentia ódio por que eu sentia coisas completamente confusas, era ódio de não saber o que eu estava sentindo, por isso pensava que era sobre Edward, mas definitivamente não era. Eu ficava irritada demais com o seu jeito, a forma como ele conversou comigo em sua empresa, mas eu nunca o odiei, eu só... Deus, o que eu sentia de verdade por esse homem? Eu não entendia, isso nunca aconteceu comigo e agora tudo é jogado sobre mim como uma bomba, mas o que eu faço se nem querer fugir disso eu quero, parece que torna-se vital eu estar ao lado do todo poderoso Cullen, algo que eu nunca poderei explicar, mas que me enche de um sentimento completamente desconhecido.

Minha mão entrelaçada na sua queimava com o toque, fazia todo o meu corpo estremecer e formigar, como um choque em todos os lugares, mas era bom, completamente bom. Eu podia ser burra por não saber nada sobre essas coisas, mas de uma coisa eu estava completamente convicta: Edward era o responsável por isso tudo. Ninguém mais me faria sentir todas essas coisas, posso até não ter com o que comparar, mas eu sabia disso de alguma forma, isso eu sentia e sabia identificar. De algum jeito, Edward era o único.

Funguei fechando meus olhos por alguns segundos, tentando concentrar-me um pouco. Eu estava fora de órbita com tudo o que eu ouvi, meu coração batia forte como reação de tudo, eu sentia-me bem pela confiança dele em mim e eu estava adorando que Edward teve essa coragem. Ele parecia fechado demais e eu nem podia descrever o quão maravilhada eu estava por ele ter se aberto comigo. Comigo.

— Eu não sou nada, Edward. – Sussurrei, encontrando minha voz. Abri meus olhos e olhei para ele, sentindo a eletricidade entre nós, a queimação entre nossas mãos e nossos rostos tão perto, isso fazia-me tão bem. Edward franziu o seu cenho e seu olhar transmitia curiosidade no momento. – Como você pode querer ser melhor por mim? – Questionei completamente confusa. – Você deveria ter outra pessoa em mente. Eu nunca seria uma inspiração, muito menos para alguém como você. – Olhei para baixo, soltando uma risada sem humor.

Eu jamais me encaixei em alguma coisa, muitas pessoas faziam questão de me lembrar disso. O Ensino Médio foi a pior fase da minha vida, todos esculachando-me e me dizendo que eu não cresceria na vida, nem com a ajuda de uma pessoa, falavam que eu deveria me acostumar com uma vida miserável, pois seria assim para sempre. Por que seria diferente agora?

— Não fale assim. – Senti sua mão livre ir até meu queixo, levantando meu rosto. Pisquei meus olhos com a intensidade de um mero toque, suspirando alto ao conectar-me ao seu olhar novamente. – Você é a pessoa mais incrível que eu conheci. – Sorriu de lado e quase desfaleci com o sorriso completamente maravilhoso. – Desde que eu a vi naquela loja eu não penso em outra coisa, eu não sei identificar isso, Bella, eu nunca senti essas coisas e estou definitivamente perdido nisso tudo. Mas você não pode falar de você dessa maneira, porra, eu vejo a mulher incrível que é só em olhar para você, não preciso de uma confirmação para isso. Você é maravilhosa, em todos os sentidos e foi isso que mexeu comigo eu acho, o seu jeito de ser, sua beleza, tudo misturado. – Soltou um longo suspiro, aproximando-se mais, seus lábios tão próximos que foi impossível não olhar para a boca avermelhada e convidativa. Meu Deus, eu poderia acreditar que tudo isso era mesmo real? – Você está em meus pensamentos a todo instante. – Seu dedo acariciou meu queixo, meus olhos já derrubando lágrimas. – Desde que eu acordo até a hora de eu ir deitar-me, é você que vem em minha mente, Bella, toda hora. É fodido demais, eu sei disso, mas algo nos interliga, mesmo eu não sabendo o que seja. Você e esses sentimentos me invadindo são uma confusão enorme para mim.

— Eu sei como é. – As palavras saíram antes da minha permissão. Engoli em seco e olhei de olhos arregalados para Edward, vendo abrir um sorriso ainda maior.

— Você pensa em mim? – Seus dedos entrelaçados aos meus se apertaram mais, como se ele estivesse feliz com isso. Continuei calada e o barulho a nossa volta nos envolvia, meus olhos para baixo novamente, merda, onde eu coloquei meu filtro, isso realmente não deveria ter sido mencionado. – Me conte, Bella. – Suspirei longamente, arrepiando-me conforme seus dedos saíam de meu queixo e deslizavam por todo o meu rosto, traçando meus lábios por último, tanto superior, quanto inferior. – Eu mexo com você? – Sua voz estava mais rouca, tanto que pareciam acariciar minha pele como seus dedos. – Me diz. – Pediu em um sussurro e meus olhos fecharam-se para aproveitar dos choques que me era proporcionado com os dedos correndo agora em meu pescoço. – Bella. – Ele pareceu cantar meu nome.

— Sim. – Falei em abandono, apertando meus olhos fechados e tomando a maior coragem que eu já tive em toda a minha vida. – Você está em minha mente todas as 24 horas, mexendo com minha cabeça e comigo inteira, fazendo-me ficar perdida em meio à todas as sensações que uma lembrança sua me causa. – Respirei fundo. – Eu não sei o que é e por que acontece, mas é forte, forte demais e eu não consigo lutar contra. – Abri meus olhos, fungando em meio às lágrimas, aquelas palavras dele foram as melhores coisas que eu já ouvi, as mais intensas e com isso eu não sabia lidar, por isso eu derramava lágrimas silenciosamente. Um choro silencioso. – Me sinto perdida, Edward, me ajude com isso. – Supliquei e ele levou sua mão para meu rosto, secando as lágrimas. – Eu não sei se quero sentir isso por você. – Confessei.

— Eu sou fodido, Bella. – Riu de maneira sombria, olhando para nossas mãos que continuavam unidas. – Você seria louca se quisesse sentir qualquer coisa por mim. Eu nem deveria me aproximar mais, deveria deixa-la em paz, tendo uma vida boa e normal. – Estiquei uma mão para tocar seu rosto, mas parei com ela no ar, temendo sua reação. Seus olhos ergueram-se e assustei-me com o brilho que estava ali. Eram lágrimas? Edward respirou fundo e olhou para minha mão esticada, tirando a sua de meu rosto e pegando a minha, levando-a até seu rosto. Suspirei ao sentir sua barba rala contra minha palma e o vi franzir o cenho, me olhando assustado. – Me desculpe. – Sussurrou e arqueei uma sobrancelha.

— Pelo quê?

— Por não ter controle. – Notando minha confusão, ele deu um sorriso e tocou minha mão que estava em seu rosto. – Eu tenho que me afastar, minhas bagagens são enormes e eu nunca deveria querer colocar você nisso. – Abri a boca para retruca-lo, porém seu olhar firme me fez ficar quieta. – Só que eu não posso deixa-la, Bella, eu não tenho forças o suficiente para isso, não posso deixar você ir. Não posso perder a única pessoa que me deu razões para querer mudar, para querer tornar-me melhor. Eu... – Engoliu em seco e massageei seu rosto, sentindo-me tão maravilhosamente bem com aquilo. –... não posso me afastar. Não me peça isso.

— Eu não poderia. – Olhei-o firme. – Estava sendo sincera por não querer sentir algo assim por você. – Puxei o ar, tomando coragem. – Mas não é por sua bagagem, Edward, é pela minha, eu sou tão fora do seu mundo. – Uma lágrima caiu do meu rosto. – Eu não posso me magoar, não mais e não quero sentir tudo isso que está me fazendo queimar por dentro, de uma forma boa, para depois tudo desmoronar ao meu redor. Eu simplesmente não posso. – Mordi o lábio. – Mas o pior de tudo isso é que eu não consigo dizer para você ir embora. – Sorri e movi minha mão para seu cabelo, sentindo os fios macios. – Eu não deveria querer isso, mas eu quero. Eu quero que você fique, jamais poderia mandar você se afastar. Não se afaste de mim. – Supliquei.

— Você não sabe o que está dizendo, Bella, eu não sou feito para ser bom com alguém. Eu não me perdoaria se fizesse algo para te magoar. – Falou de uma forma tão sofrida que doeu-me por dentro.

— Você foi feito para todas as coisas boas, Edward. – Ele negou com a cabeça. – Sim, você foi. E eu tenho certeza disso.

— Como você pode querer ficar ao meu lado?

— Eu não sei. – Larguei os fios cobres e coloquei minha mão sobre seu braço esticado na mesa, esfregando o local. – Eu só não tenho forças para tirar você da minha cabeça. – Lhe sorri e acho que meu dia foi ganho quando ele retribuiu-me, o perfeito sorriso sexy repuxado em seus lábios.

— Então não tire, pois eu não posso fazer isso tanto quanto você. – O silêncio reinou entre nós, porém o restaurante era preenchido por risadas de todos os lados, mas Edward e eu parecíamos estar em uma bola, nos tocávamos e sorriamos um para o outro, no completo silencio que existia, só que era bom demais aquilo. Eu juro, o sentimento dentro de mim era indescritível, mas muito satisfatório.

— Desejam pedir algo? – Desviamos nossos olhares e ambos olhamos para o jovem garçom que estava parado em frente a nossa mesa, sorrindo bondosamente e com uma caderneta em mãos.

— Claro. – Edward pigarreou. – Nos dê alguns minutos?

— Como quiser, Senhor, sem pressa.

— Escolha, Bella. – Edward apontou para o único cardápio que estava sobre nossa mesa, talvez ele estivesse ali desde a hora que chegamos, porém Edward tirou-me a atenção de qualquer coisa que não fosse ele.

— Eu sou péssima com isso. – Admiti meio envergonhada, afinal por mais que este restaurante fosse simples e eu o conhecesse, jamais tinha ido a um, não saberia como escolher. – Por favor, faça isso. – Indiquei o cardápio e ele respirou fundo.

— Está tudo bem. – Ele afastou nossas mãos e senti imediatamente a falta de seu toque. Pelo amor de Deus, o que ele conseguia fazer comigo?

Deixei minhas mãos sobre meu colo e Edward pegou o cardápio da mesa, abrindo o menu e correndo seus olhos por ele. Ele pensou por alguns minutos, virando algumas páginas e o garçom a todo momento esperava pacientemente por sua escolha.

— Bebe algo, Senhorita? – O jovem dirigiu-se a mim com um sorriso.

— Um copo de água, está ótimo. – Ele assentiu satisfeito e anotou algo em sua caderneta.

— Nos traga dois pratos de Alcachofras à moda Romana. – A voz de Edward atraiu minha atenção novamente. – E uma garrafa de vinho.

— Alguma escolha específica?

— Qualquer um está ótimo. – Ele fechou o cardápio e o homem o recolheu.

— Trago os pedidos em poucos minutos. – E dizendo isso ele retirou-se, dando um aceno com a cabeça.

— Alcachofras? – Questionei e Edward sorriu.

— Você vai gostar, não se preocupe. – Dei de ombros. – Por que pediu água? Você não bebe? – Perguntou completamente interessado e curioso.

— Não tenho idade para beber legalmente. – Estreitei os olhos em sua direção. – Mas já que você sabia o meu nome, além do apelido, e o meu endereço, imagino que saiba a minha idade. – Arqueei uma sobrancelha e ele deu um sorrisinho, fazendo-me revirar meus olhos. – É claro que sabe.

— Não quer saber como?

— Prefiro não saber. – Ele me olhou surpreso e dessa vez eu ri. – O que foi?

— Você realmente me surpreende.

— Acho que isso é algo bom. – Pisquei de maneira extrovertida, e isso era difícil de acontecer, ainda mais quando eu estava ao lado de Edward. Porém suas palavras libertaram-me algo, mais uma coisa que não saberia explicar, mas no meu ponto de vista era ótimo. – Não preciso saber disso, Edward. – Falei. – Com certeza você tem seus meios para essas coisas e isso não seria surpresa, olhe bem para você.

— E se eu tivesse feito uma pesquisa profunda sobre você, sem seu consentimento, nem isso lhe chatearia? – Perguntou intrigado. – Mesmo que eu descobrisse qualquer coisa de sua vida?

— Nem assim. – Respondi sinceramente. – Eu não ficaria brava com isso, Edward, por favor. E nem tem tanta coisa da minha vida para ser descoberto, então... – Deixei no ar a frase, não me importando com isso.

— Você não pode ter somente dezenove anos. – Falou estupefato e soltei uma risadinha.

— Pois eu tenho. – Ele sorriu para minha empolgação e balançou a cabeça.

— Qualquer um ficaria indignado com uma pessoa pesquisando tudo sobre ela.

— Eu não fico, estou sendo sincera. – Dei de ombros, olhando-o. – E já que você sabe cada detalhe sobre minha vida, quero saber algo de você.

— O que quer saber?

— Começamos por sua idade, me diga qual é. – Olhei para ele de maneira curiosa, desejando saber mais sobre sua vida, nem que seja os mínimos detalhes. Edward me intrigava, me deixava uma pessoa diferente e mesmo que ele dissesse que era eu quem estava o mudando, talvez fosse algo recíproco, e ele estivesse mudando-me também.

— Teria problemas com um homem bem mais velho que você? – Tirou-me de meus pensamentos e fitei-o curiosamente.

— O quão velho? – Apoiei minhas mãos na mesa e ele soltou uma risada.

— Muito velho. – Piscou e torci o nariz.

— Você já passou dos trinta e cinco? Porque realmente não dá para perceber, olha sua fisionomia, pelo amor de Deus, como alguém gostoso assim poderia ter mais que vinte anos? – Ao terminar de falar e ao vê-lo olhar-me de forma maliciosa, abri minha boca em choque quando me dei conta do que escapou. Oh, Deus, me mate agora, eu definitivamente não disse aquilo. – Então, vai me dizer a idade? – Desconversei, dando-lhe um sorriso tímido.

— Você me acha gostoso? – Inclinou-se sobre a mesa, avaliando-me bem, e só com aquele olhar sobre mim, consegui sentir-me em chamas. Meu corpo fervendo e arrepiando-se, mesmo que ele não estivesse me tocando agora. – Acha? – Seu olhar quente parou quando encontrou-se com o meu, algo brilhando no verde profundo. – Pode dizer-me, Bella, porque seria completamente justo, já que eu acho você gostosa pra caralho. – Soltou um longo suspiro e eu engoli em seco, remexendo-me em meu lugar. – Fodidamente gostosa.

— Edward... – O repreendi, puxando meu ar com força, já podia sentir minha respiração ficando desregulada. Ele olhando-me daquela maneira e falando com aquela voz rouca não fazia bem para a minha sanidade, eu estava fora do meu controle. Toda a minha pele estava arrepiada com aquela voz sedutora.

— Seu copo com água. – Dei um pulo de susto com a voz que sobressaiu-se, tirando-nos mais uma vez de uma bolha. O garçom me dirigiu um sorriso de desculpas e deixou o copo na minha frente, colocando mais duas taças na mesa, uma para mim e outra para o Edward. Ele abriu o vinho e antes que nos servisse, Edward pegou a garrafa de sua mão.

— Eu sirvo, pode deixar.

— Tudo bem. Os pratos já estão praticamente prontos, logo eu os trago. – Assenti para ele e logo o homem retirou-se.

Peguei o copo de água que estava em minha frente e bebi todo o líquido em um gole só, tentando tirar aquele calor que estava em mim no momento. Olhei para Edward enquanto sorvia o líquido e seu olhar ligado em minha boca não ajudou-me muito, tudo pareceu piorar.

Desviei nossos olhos e engoli o resto da água, deixando o copo vazio sobre a mesa. Sob os cílios pude vê-lo pegar sua taça e enchê-la com o liquido vermelho, para em seguida pegar a minha e fazer a mesma coisa, só que deixando o vinho até a metade da taça.

— Com sede? – Deus, aquela voz rouca mexendo com minhas estruturas.

— Um pouco. – Engoli em seco, cruzando minhas pernas e balançando meu pé nervosamente. – Hmmm, eu não posso beber. – Indiquei a taça que ele deixou em minha frente.

— Nosso pequeno segredo. – Piscou e depositou a garrafa de vinho no centro da mesa.

Edward pegou sua taça e bebeu o conteúdo dela, seus olhos ligados aos meus, mas não consegui me segurar e meu olhar caiu para sua boca. Eu não era assim, por Deus, o que estava acontecendo comigo? E droga, desde quando um pomo de adão era sexy? Porque o de Edward era, e meus olhos estavam hipnotizados enquanto ele se mexia, conforme Edward bebia do vinho.

Jesus.

— Talvez um pouco não faça mal. – Falei e peguei a taça, olhando curiosamente para o liquido vermelho. – Ou faça. – Ponderei e ouvi sua risada.

— Só experimente. – Colocou sua taça, que já estava na metade, em sua frente. Ainda olhando desconfiada para o vinho, levei até minha boca e tomei um gole pequeno. E Deus, era a coisa mais deliciosa que eu já tinha experimentado.

— Hmmm, é ótimo! – Falei animada, tomando mais um pouco. Edward inclinou sua mão e tirou a taça de mim, fazendo arquear-me uma sobrancelha. – Ei! Pensei que fosse meu.

— Devagar, não preciso de você bêbada. – Riu e antes que eu o retrucasse, o garçom estava de volta e deixou um prato na frente de cada um, por fim colocando uma nota na mesa e nos desejando um bom jantar, retirando-se em seguida. – Agora experimente o alcachofre.

— Você é sempre mandão assim? – Bufei indignada, pegando meus talheres e levando um até a comida, pegando uma porção bem pequena, aquilo parecia estranho.

— Eu sou um pouco. – Respondeu-me e olhei-o debochada. Um pouco, está bem.

Resolvi o ignorar e levei a comida até a boca, mastigando lentamente enquanto degustava o sabor daquilo. Parecia estranho, talvez porque eu jamais tinha experimentando, mas era ótimo, diferente, mas muito bom. Soltei um gemido extasiado e peguei mais uma porção, mastigando em seguida.

— Isso é demais! – Comentei alegre, assim que engoli o que tinha na boca. Olhei para o homem em minha frente e ele olhava-me atentamente. – Por que está olhando-me assim?

— Merda, você é tão linda. – Fiquei meio boquiaberta pela declaração e ele sorriu para mim, tomando mais um gole de seu vinho.

Tudo bem.

Nós não conversamos mais enquanto comíamos e eu verdadeiramente estava amando aquela comida. Era estranho, porque nunca tinha experimentado algo parecido, porém era muito bem preparada e temperada, estava deliciosa.

Edward trocava alguns olhares comigo e eu abaixava meu olhar envergonhada, ele olhava-me de um jeito tão intenso que fazia-me sentir coisa estranhas, tudo na verdade era estranho e diferente ao lado dele, mas não podia negar que era bom demais.

— Você pode devolver minha taça? – Perguntei após levar a última porção de comida até minha boca. Peguei o guardanapo ao lado do prato e limpei meus lábios, olhando ansiosamente para Edward, que também terminava de comer.

— É claro. – Ele derramou um pouco do meu vinho na própria taça e devolveu-me a minha praticamente vazia.

— Ei! – Exclamei indignada e ele riu.

— É sua primeira vez bebendo, por favor, não precisa ficar bêbada em nosso encontro. – Rolou os olhos e tomou o resto da sua bebida em um gole, enquanto eu lhe dirigia um olhar cético. – O que foi? – Colocou a taça vazia na mesa e olhava-me curioso.

— Você... – Puxei o ar. – ...espera... – Balancei a cabeça. – ...está dizendo-me que isso é um encontro? – Arqueei uma sobrancelha. – Eu disse algo sobre isso mais cedo. – Falei petulante e ele riu.

— Talvez as coisas tenham mudado, Bella. – Ele cruzou os braços e os apoiou na mesa, olhando-me incisivamente. – Você não concorda? – Deus, aquele olhar queimava-me por inteira.

— Sim. – Soltei a palavra, suspirando mais uma vez na noite. Pisquei meus olhos, saindo de meu estado hipnótico, eu não conseguia me controlar quando ele olhava-me daquele jeito matador. – Você... – Pigarreei. – Sabe, ainda não me disse sua idade. – Desviei para outro assunto, fazendo-o sorrir. Ele pegou a garrafa e despejou o resto do vinho em sua taça, colocando só mais um pouco para mim.

— É vinte e nove. – Comentou, tomando sua bebida. Bufei e revirei meus olhos, bebendo um gole também. – O que foi? – Arqueou uma sobrancelha.

— Sério que esse é o seu “muito mais velho”? – Ri debochada.

— São dez anos, Bella. Dez. — Enfatizou e eu sorri, movendo minha cabeça e sorvendo o resto do meu vinho.

— Eu sei fazer contas, Edward. – Ri, colocando minha taça vazia sobre a mesa. – Só que pela maneira que falou, parecia ser uns quinze anos ou mais. – Balancei a cabeça. – Dez anos não são nada, por favor.

— Você bebeu muito vinho? – Perguntou em choque. – É uma década!

— E qual o problema? – Virei minha cabeça um pouco para o lado. – Você acha isso ruim? – Questionei-o, tentando entender.

— Claro que não, para mim idade é apenas um número. – Tomou o resto do seu vinho, respirando fundo em seguida. – Achei que para você seria um problema, é tão jovem.

— Você tem só vinte e nove, Edward, não é um velho. – Ri. – E eu acho a mesma coisa que você. Idade não é um problema, são números. – Ele esticou uma mão para mim e sorri entregando-lhe a minha, vendo-o entrelaçar nossos dedos, mais uma vez.

— Onde você estava esse tempo todo? – Levou minha mão até seus lábios e depositou um beijo terno ali, fazendo-me estremecer com seus lábios.

— Talvez estivesse aguardando por você. – Disse em um sussurro. Edward olhou-me mais uma vez e respirou fundo.

— Você quer alguma sobremesa?

— Não, estou satisfeita. – Ele assentiu e tirou sua carteira do bolso interno do paletó, olhando a nota com a conta sobre a mesa e retirando alguns dólares da carteira, até estar certo com o preço de tudo. Depois ergueu um dedo, chamando o garçom. Não demorou muito e o mesmo de antes apareceu.

— Aqui está a conta. – Edward lhe entregou o dinheiro, junto com a nota.

— Nada a mais para vocês?

— Não. – Ele assentiu e se despediu, indo para o caixa.

No mesmo momento em que Edward levantou-se, eu fiz a mesma coisa. Peguei meu sobretudo e o vesti, deixando os botões abertos. Empurrei a cadeira para baixo da mesa e Edward veio para o meu lado, segurando minha mão e eu suspirei outra vez, sem nem ao menos tentar segurar, aquilo estava sendo tão perfeito que mal podia acreditar.

Caminhamos de mãos dadas para fora do restaurante e eu abaixei minha cabeça durante o caminho, porque da mesma maneira de como entramos, todos ficaram em silêncio e nos encararam enquanto passávamos por ali.

Assim que saímos do estabelecimento, Edward nos levou até seu carro e eu pensei que ele abriria a porta para mim, mas pegando-me totalmente desprevenida, ele empurrou-me contra a lataria, fazendo-me ofegar quando seu corpo colou-se ao meu.

— Edward... – Ofeguei seu nome, levantando minha cabeça para poder encará-lo. Seus olhos estavam presos em meu rosto e depois passei a respirar de maneira ofegante, quando as orbes verdes desceram e conectaram-se em meus peitos, onde mexiam-se sem parar por conta da minha respiração acelerada.

— Eu não posso te perder. – Murmurou com a voz rouca que me estremecia da cabeça aos pés. Seu olhar ergueu-se mais uma vez até os meus olhos. – Venha comigo até meu apartamento.

— Como é? – Olhei-o em choque. – O que está querendo fazer? – Levantei uma sobrancelha intrigada e mais uma vez naquela noite, uma risada escapou de sua boca. E com certeza eu não pude deixar de notar como ele ficava lindo rindo, tão descontraído.

— Eu não quero nada demais, Bella. – Riu mais uma vez. – Deus, você só pensa em sexo? – Arregalei meus olhos e bufei.

— Eu não disse nada disso. – Me defendi.

— Mas tenho certeza que pensou. – Piscou e revirei os olhos. Seu rosto ficou perto de mim e prendi minha respiração, ele estava tão, tão perto. – Eu juro que não é nada demais. – Sua mão foi até minha cintura e me repreendi por estremecer ao seu toque. – Por favor, venha comigo.

— Edward... – O repreendi.

— Confie em mim, tudo o que eu te disse essa noite é verdade, Bella. – Suspirou e trouxe sua mão até meu rosto, tocando delicadamente minha bochecha. – Eu prometo à você, só quero ser alguém melhor para tê-la ao meu lado. Me dê um voto de confiança, por favor. – Olhou-me suplicante. – Nada vai acontecer.

— Você me promete? – Engoli em seco e ele sorriu, talvez percebendo que sua batalha já estava ganha, minha voz com certeza transmitia isso.

— Prometo. Só vamos lá conversar, eu quero estender a noite mais um pouco, não estou pronto para dizer-lhe tchau agora. – Como ele conseguia deixar-me mole desse jeito?

— Tudo bem. – Mordi meu lábio e soltei a respiração lentamente pelo nariz, quando vi seu olhar cair em minha boca. – Só uma hora.

— Uma hora está perfeito. – O vi engolir e seco e afastar-se lentamente de mim, meu corpo começando a sentir frio quando o seu saiu de perto. Estava tão bom. – Entre. – Ele desativou o alarme e abriu a porta do passageiro. O agradeci com um sorriso e entrei no carro, já puxando o cinto em minha volta.

Edward bateu a minha porta e em poucos segundos ele entrava no carro também. Sua colônia invadiu-me e eu a respirei, tentando ter um pouco mais daquele perfume maravilhoso para mim. Ele colocou o seu cinto e pôs a chave na ignição, ligando o carro e começando a dirigir para longe dali.

Um silêncio confortável instalou-se no carro e deitei minha cabeça no vidro, concentrando-me na paisagem da cidade grande de Manhattan. A todo instante todas as coisas que Edward me disse essa noite voltava em minha cabeça, eram palavras tão fortes e tão boas para mim, mas eu ainda sentia medo de tudo o que viria. A vida era traiçoeira demais e ela nunca foi boa para mim, sempre me senti deslocada em todos os lugares, sendo tropeçada literalmente pela vida e não dando-me bem em nada, por que agora poderia ser diferente? Como eu conseguiria acreditar em algo bom, quando eu só via o lado ruim da vida, depois de tudo o que passei desde criança?

— Você pode tudo.

— Mostre do que você é capaz, sim?

A voz de Rosalie voltou em minha mente e fechei os olhos apertados, era como se ela estivesse em minha frente agora, dizendo-me as mesmas palavras de hoje mais cedo. Será que ela tinha razão? Será que eu seria capaz de fazer algo grande para mim?

Fiquei mais um tempo de olhos fechados, debatendo-me internamente sobre tudo o que estava acontecendo comigo e em minha volta. Mas eu tinha um fio de esperança, pois dessa vez poderia dar certo, não é? Minha vida poderia mudar, eu tinha todas as chances, como qualquer pessoa que luta pelo o que quer.

— Chegamos. – A voz aveluda de Edward despertou-me e abri meus olhos, piscando-os e olhando confusa em volta, vendo que estávamos em uma garagem. Eu nem consegui perguntar algo, pois Edward já saía do carro e antes que eu registrasse qualquer coisa, ele estava do meu lado, abrindo a porta para mim. – Venha. – Esticou a mão sorrindo e abaixei o olhar envergonhada, sorrindo também, não conseguia conter. Tirei meu cinto e aceitei a mão dele, saindo carro com sua ajuda.

— Oh, meu Deus! – Arregalei meus olhos, olhando para os lados, vendo uma fileira de carros importados. – Todos por aqui são ricos? – Olhei descrente para Edward e ele riu, fechando o carro e ativando o alarme. – São carros maravilhosos.

— Obrigado. – Veio para meu lado, pegando em minha mão. – São meus.

— Todos eles? – Contei a fileira de veículos e arqueei uma sobrancelha. – São sete carros! E importados! – Comentei o fato importante. Afinal carros já eram caros, imagina os importados?

— Bem observadora, Bella. – Riu. – Mas sim, todos os sete são meus.

— E você dirige qual?

— Todos. – Rolou os olhos. – Eu gosto de carros, faço coleção de diversidades.

— Eu estou vendo. – Falei ainda abobalhada e ele sorriu, puxando-me com ele. Caminhamos até um elevador e Edward apertou o botão do painel, fazendo as portas abrirem, afinal, a caixa de metal estava no térreo. – Hmm, em que andar vamos? – Perguntei amedrontada, indo para o fundo do elevador.

— Cobertura, trigésimo. – Respondeu calmamente, apertando o botão número trinta e digitando uma senha em seguida. Arfei quando as portas fecharam-se e ele olhou-me confuso. – Medo de elevadores?

— Altura. – Fechei meus olhos, sentindo a caixa de metal subir. – Deus, para que tanta altura? Seu escritório fico no trigésimo sexto e apartamento no trigésimo. Para que isso? – Soltei tudo rapidamente com a voz baixa, sim, eu morria de medo de altura, me julguem.

— Eu gosto de estar na altura. – Sua voz falou próxima de mim, próxima demais. Abri meus olhos e Edward estava parado em minha frente, olhando-me daquela maneira quente. Engoli em seco e ele ficou mais próximo, seus músculos ondulando-se ao meu corpo. – E talvez... – Respirou contra mim e respirei pela boca, sentindo tudo a minha volta quente. – ...levar alguém até as alturas.

Suas mãos foram para a parede e ele encurralou-me entre seus braços, sua cabeça abaixando até ficar em minha altura. Abri minha boca para tentar puxar mais ar, estava sentindo-me sufocada entre seus braços, sua aproximação ficando maior e seus olhos caídos em meus peitos, não estavam me ajudando em nada no momento.

— Edward... – Chamei seu nome, como se pedisse alguma coisa, mas eu não sabia o que era.

— Me diz. – Implorou-me, seu rosto chegando mais perto, a respiração batendo contra mim, me arrepiando por inteira. – Diga-me o que quer, me peça. – Sussurrou, seus olhos subindo lentamente até estarem conectados aos meus.

— Eu... – Alternei meu olhar para sua boca, demorando-me ali. –... eu não sei. – Admiti, eu queria algo, só que... merda, aquela boca me distraía de qualquer coisa.

Fiquei na ponta dos pés e Edward inclinou-se mais, só que antes de qualquer movimento ou fala, um barulho alto do elevador nos chamou a atenção e eu pulei de susto com isso. Respirando forte por conta de todo o momento, esfreguei meu rosto com uma mão, sentindo-me suada com o calor que sentia. Deveria estar temperatura abaixo de zero na cidade, mas tudo o que eu sentia era um imenso calor.

Deus, como chegamos no trigésimo andar tão rápido?

Edward pigarreou e pegou na minha mão, nos tirando da caixa de metal. Assim que saímos, as portas fecharam-se e eu me vi dentro de... gente, pelo amor de Deus, isso aqui era uma mansão?

Olhei em volta, vendo uma sala de estar completamente organizada, com móveis requintados em todos os lugares, sofás negros de couro, uma lareira enorme, possivelmente à gás, e uma TV de plasma embutida na parede. Tinha também uma mesinha de centro com tampa de vidro, onde um vaso de plantas enfeitava e várias revistas estavam sobre ela.

— Uau! – Exasperei, meu olhar indo até as escadas de cor prata, subindo pelos degraus e tentando ver algo lá em cima, sem ir até lá. – É tudo tão organizado e bonito.

— Obrigado. – Edward sorriu e tirou seu paletó, colocando-o sobre o encosto do sofá.

— Você tem uma empregada? – Perguntei curiosa e ele soltou uma risada, caminhando até estar atrás de mim e como fez no restaurante, suas mãos estavam sobre meu ombro, puxando o sobretudo de mim.

— Não, eu cuido de tudo. – Estiquei meus braços e ele retirou-me do casaco. – Não vai precisar disso, logo o aquecedor vai esquentar o apartamento todo.

— Obrigada. – Cruzei meus braços e ele assentiu, colocando meu sobretudo no mesmo lugar onde tinha deixado seu paletó. – Consegue dar conta disso tudo? O apartamento tem o que, dois andares?

— Três. – Arqueei uma sobrancelha e ele sorriu, rolando os olhos. – Eu gosto de espaço.

— E cuida sozinho? – Certo, eu estava bem estupefata. Eu mal conseguia cuidar de meu apartamento que era do tamanho da sala dele, e o mesmo cuidava de três andares de puro luxo?

— Eu sou um homem prendado, Bella, sua surpresa até me ofende um pouco. – Ri e ele puxou a manga de sua camiseta escura até os cotovelos, prendendo-a ali.

— Não posso fazer nada, é surpreendente demais. – Esfreguei meus braços.

— Ainda com frio? – Assenti e ele veio para perto de mim, suas mãos esfregando-se em meus braços desnudos. Como se fosse natural, meus pelos arrepiaram-se e engoli em seco sentindo meu corpo estremecer com o toque quente e eletrizante dele. Edward olhou-me curioso e sorridente demais para meu gosto. – Eu faço isso com você?

— É o frio. – O contradisse e ele rolou os bonitos olhos, suas mãos indo para cima e para baixo em meus braços, os arrepios sendo constantes em minha pele.

— Não é o frio. – Meus dentes prenderam meu lábio inferior e Edward riu. – Olhe em meus braços, você me causa as mesmas sensações. – Fiz o que ele pediu e senti meu coração bater mais forte ao ver os pelos arrepiados, tanto que eu mesma aproximei-me dele, colando nossos corpos e vendo-o estremecer diante de mim. Olhei para cima e seus olhos estavam a todo instante em mim.

— O que está acontecendo com nós? – Minha mão subiu e toquei seu ombro, seus olhos agora seguiram meu movimento. Apertei a região e ele voltou a me olhar, a intensidade brilhando ali. – O que há conosco?

— Eu não sei. – Sussurrou, a rouquidão em sua voz sexy acabando comigo aos poucos. – Eu juro que queria entender.

— Isso não é certo. – Exasperei. – Você. – O olhei engolindo em seco. – Eu. – Soltei um suspiro longo. – Isso não parece certo.

— Talvez não seja certo. – Franzi o cenho. – Mas nós podemos fazer acontecer.

— Como?

— Tentando. – Respondeu-me.

— Somos tão opostos. – Falei temendo de medo. Era tudo completamente diferente, por Deus, eu não posso sonhar tanto. – Somos como fogo e gelo. Nunca daria certo. – Seu dedo tocou meus lábios, calando-me.

— Acredite, Bella, nada é impossível.

— Nós somos.

— Só se você acreditar que somos. – Contradisse-me. – Nada é impossível. — Repetiu, enfatizando. – Vem, dance comigo. – Abraçando-me de lado, pela cintura, ele me puxou para a sala de estar, indo até um aparelho de som que estava ao lado da lareira.

— Péssima ideia. – O adverti, vendo-o ligar o som e uma música calma soar pelo ambiente. – Edward, não. – Neguei e ele riu, puxando-me contra ele, nossos corpos juntos mais uma vez.

— Me abrace pelo pescoço. – Balancei a cabeça e bufando, ele pegou meus braços e colocou-os em volta de seu pescoço. – Pare de ser teimosa.

— Eu definitivamente não sei dançar. – Resmunguei, sentindo-o mover nossos corpos, balançando-os pelo enorme espaço que tínhamos.

— Você já tentou? – Neguei com a cabeça e ele sorriu. – Então não pode afirmar nada. Só me segue.

— Eu sou péssima com isso. – Olhei para baixo, tentando não pisar em seus pés.

— Olhe para mim. – Fiz o que ele pediu, seus braços enrolando-se com firmeza em minha cintura, prendendo-me junto à ele. – Está indo muito bem.

— Você dança muito bem. – O corrigi. – Já dançou muito?

— Minha irmã não é uma pessoa que aceita não como resposta. – Riu. – Eu fiz aulas com ela.

— É a mulher da loja? – Questionei, querendo saber mais dele.

— Sim, é a Alice. Aposto que conheceu a imperatividade dela. – Comentou rindo e não pude deixar de fazer o mesmo.

— Bastante para poucos minutos. Ela é incrível. – Suspirei e seu olhar tornou-se confuso. – O quê?

— Você não a conhece. – Disse como se fosse óbvio, ainda nos movendo.

— Eu sei identificar uma pessoa, Edward. Sua irmã é ótima, eu adorei passar pequenos minutos com ela, já foi demais. – Ri animada, a morena baixinha era muito legal, pelo pouco que me lembro dela. – Vocês são tão diferentes. – Comentei e ele assentiu.

— Em muitas coisas.

— Mas são irmãos inseparáveis. – Completei sua frase, fazendo-o arquear uma sobrancelha. – Notei isso pela ligação que tinham. – Respondi sua pergunta muda.

— Realmente bem observadora. – Repetiu o comentário do estacionamento e eu ri.

— Com algumas coisas eu sou. – Olhei em seus olhos e algo passou em minha cabeça como um flash, fazendo-me arregalar meus olhos. – Oh, Deus! Você tem um filho! – Parei de dançar na hora, fazendo-o olhar-me em tremenda confusão.

— Vai dizer-me que isso é um grande problema para você? Odeia crianças? – Perguntou amargurado e pisquei deveras confusa, tendo lampejos do pequeno menino tagarela que encontrei aquele dia.

— Você é um pai. – Disse em choque, olhando-o da mesma forma. – Ah, não, vai me dizer que é casado também? – Bati um pé no chão, ficando impaciente. – Era só o que me faltava! – Virei-me de costas para ele e fui pegar meu casaco, merda, merda, eu definitivamente deveria ter me lembrado disso mais cedo. Olha só no que eu me meti. – Passar bem, Senhor Cullen. – Grunhi irritada, pegando meu sobretudo. Antes que eu o vestisse, Edward o pegou e bufando colocou no mesmo lugar de antes.

— Por Deus, dá para parar com a teimosia e deixar-me responder as perguntas? – Passou a mão pelo cabelo. – Pare de tirar conclusões precipitadas!

— Você tem um filho! – Bati em sua mão que segurava meu braço, isso fez com que ele me soltasse. – Queria que eu pensasse o quê?

— Ter um filho não é um código para ter uma esposa também. – Esfregou o rosto.

— E onde está a mãe dele? – Cruzei meus braços e o vi respirar fundo.

— Os pais dele estão mortos. – Parei com minha pose de durona e Edward suspirou. – Eu não sou pai verdadeiro de Andrew.

— Como? – Abri minha boca, me arrependendo imediatamente do meu chilique. – Ah, merda, me desculpe, eu...

— Está tudo bem. – Bufou, virando-se de costas para mim. Quis me bater na hora, porém respirei fundo e segurei seu braço, fazendo com que ele virasse de volta para mim.

— Me desculpe, mesmo, eu não queria ofender ou qualquer coisa. – Dei um tapa na testa. – Eu não poderia imaginar isso.

— Que eu poderia fazer alguma coisa boa? – Riu de escárnio. – Eu não sou bom, se é isso que está pensando. Adotar não me faz alguém do bem.

— Pare de ser babaca, Edward! – Dei um tapa no peito dele. – Você é o melhor entre tantos no mundo, não se rebaixe tanto, droga! Você adotou um menino, para o bem dele, não querendo nada em troca por fazer isso, pense direito. – Rolei os olhos. – Eu vi o jeito que você cuidava dele, é como se fosse o seu filho.

— Ele é o meu filho. – Falou convicto e sorri, olhando em seu rosto. – Eu o amo.

— Percebi. – Segurei sua mão. – Você daria o mundo para ele e eu percebi isso só vendo-os juntos por alguns minutos. Ele é a sua vida, Edward, eu notei isso. – Dei um sorriso. – Ele é lindo. – Comentei, lembrando-me do bonito garotinho loiro da loja.

— Obrigado. – Engoliu em seco, e por fim sorriu para mim mais uma vez. – Você é tão maravilhosa. – Sua mão ergueu-se, tocando meu rosto de forma delicada. – Eu me pergunto mais uma vez: Por onde você andou?

— Em tantos lugares. – Dei um longo suspiro. – Mas talvez eu estivesse procurando por você. – Pisquei para ele, ganhando um lindo sorriso como recompensa. – Continue a dançar comigo. – O chamei e Edward aproximou-se, nossos corpos chocando-se e meus braços indo para seu pescoço, conforme suas mãos desciam e paravam em minha cintura, abraçando-me. – Qual o nome dessa música? – Questionei e tomando coragem, nos aproximei mais, deitando minha cabeça em seu peito, podendo ouvir seu coração bater forte.

— River Flows In You. – Respondeu contra meu ouvido. – É uma melodia que eu compus.

— Você toca piano? – Afastei-me o suficiente para olhar em seu rosto. Ele sorriu assentindo e ofeguei. – Oh, Deus, você é perfeito.

— Estou longe da perfeição, Bella. – Seus dedos afastaram meu cabelo do rosto. – Agora você... com certeza é a perfeição em vida. – Sorri timidamente e neguei com a cabeça.

— Estou tão longe quanto você.

— Eu duvido. – Eu não conseguia raciocinar direito com aqueles olhos conectados aos meus. – Seu potencial é tão grande, ser vendedora é baixo demais para você. Eu não quero desvalorizar seu emprego, mas olhando você, Bella, sua carreira deveria ser maior que essa. – Sorri com sua admiração e rapidamente a memória sobre a Universidade veio em minha mente e eu sorri, querendo mais do que nunca compartilhar com ele aquela noticia, ainda enchia-me de felicidades ao lembrar dela.

— Você pode estar certo. – Falei e seu cenho franziu em confusão. – Hoje mais cedo, algumas horas antes de você ir buscar-me, eu recebi uma carta. – Engoli em seco, ainda não acreditando direito que eu seria uma universitária. – Há um ano me inscrevi na Columbia University, eles estavam dando bolsas de até 100%. Eu mandei a carta e tudo o mais, esperando veemente que eu conseguisse alguma coisa. – Sorri brilhantemente, olhando em seus olhos e já podia vê-lo sorrir também. Aquele sorriso... – Eu fui aceita! – Gritei extasiada com minha alegria e o diferente era que eu sentia-me verdadeiramente alegre contando isso para Edward. Parecia não fazer nenhum sentido, mas para mim... Aquilo estava sendo tão surreal e perfeito. – Eu entrei na universidade. – Repeti para ver se entrava em minha cabeça, não conseguia acreditar.

— Caralho, Bella, eu não disse que seu potencial é enorme? – Ele sorriu para mim, os sorrisos maravilhosos que foram dirigidos para mim a noite inteira. – Você consegue tudo o que quer, eu tenho certeza disso. – Sua mão moveu-se para meu rosto, acariciando o local. – Parabéns. – Olhei-o emocionada e por mais repetitivo que fosse, o suspiro escapou de meus lábios novamente. – Eu tenho certeza que você merece isso e muito mais.

— Obrigada. – Abracei-o apertado, ainda movendo-me junto à ele, nossos corpos balançando-se calmamente com o ritmo da melodia que soava pela sala de estar.

Pov Edward.

Bella voltou a encostar sua cabeça em meu peito e esfreguei suas costas, nos movimentando conforme tocava a música que eu tinha composto no piano, há alguns meses.

Eu não entendia o que essa mulher era capaz de fazer comigo. A todo momento dessa noite, eu me sentia incapaz de parar de olhar para ela, seus olhos me hipnotizando a todo instante, ela completa me chamava a atenção desde o momento em que a vi na escada de seu apartamento. Sempre a achei deslumbrante, desde a primeira vez que eu a vi, porra, mas hoje quando fui busca-la... nenhuma mulher seria páreo a ela diante da beleza em que ela se encontrava. Bella era perfeita em sua forma, mas arrumada daquele jeito ela conseguia ser ainda melhor, eu não conseguia parar de olhá-la e muito menos tirar minhas mãos dela.

Nunca fui tão espontâneo e alegre como consegui ser essa noite, acho que era o efeito daquela mulher incrível que estava em meus braços agora. Ela tinha o poder de me mudar e eu falei sério com ela no início do jantar, eu seria um homem melhor, eu queria mudar por ela. Queria tê-la para mim, nem que fosse para brigarmos ou somente dançarmos ao som de uma música calma, como fazíamos agora, eu só precisava dela perto de mim, a todo instante.

— Bella. – A chamei, seu corpo arrepiando-me de um jeito completamente diferente, excitando-me como nunca antes. Ela atendeu ao meu chamado e ergueu sua cabeça, olhando-me com um sorriso nos deliciosos lábios avermelhados e carnudos. Movi minha mão em seu rosto e suspirei, traçando o lábio quente. – Eu prometi a você que nada demais aconteceria. – Sussurrei e ela assentiu, fazendo-me perceber quando engoliu em seco. – Mas eu preciso de uma permissão. – Parei de nos mover, e caminhei devagar com ela até a parede mais próxima da sala, imprensando-a ali, colando em seguida nossos corpos e ouvindo o arfar sair de seus lábios. – Por favor, me permita algo. – Implorei, olhando em seus olhos.

— Me diga, Edward. – Sua voz verbalizou pelo apartamento, totalmente sedutora, mas eu sabia que Bella não tinha consciência de como era sexy, ainda mais naquele vestido que parecia ser feito para seu corpo, na cor azul, minha preferida, chamando-me atenção a todo momento. Seus pés ergueram-se para tentar ficar na minha altura e nos aproximei mais, espremendo-a na parede e sentindo seus seios contra meu peito. – Me peça algo. – Pediu em um sussurro. – Fale o que estava a noite toda querendo. – Sorriu, mordendo seus lábios, meus olhos automaticamente indo naquela direção. – Merda. – Sua respiração bateu contra mim e eu grunhi quando seus olhos escuros de desejo encontram-se aos meus. – Esquece de tudo. Me beije, Edward.

— Você está em minha mente todas as 24 horas, mexendo com minha cabeça e comigo inteira, fazendo-me ficar perdida em meio à todas as sensações que uma lembrança sua me causa.

Eu realmente não conseguiria negar aquilo à ela, ainda mais com a lembrança daquelas palavras que ela me dirigiu no restaurante. As palavras que eu nunca me esqueceria, aquilo que me fez ter forças para continuar lutando ao seu lado. Sua frase foi como um código para mim continuar, era o seu sinal verdade. Então ao som de River Flows In You, inclinei-me para baixo e tomei seus lábios sôfrego, beijando-a desesperadamente, sentindo todo o meu corpo estremecer ao ter sua boca contra a minha. Ela me beijava com força, suas mãos subindo para meu cabelo e puxando os fios, fazendo com que eu descesse mais a cabeça e nossos lábios ficassem mais firmes um contra o outro.

Finalmente.

“Continua...”

Notas finais
N/A (Cintia Cullen): Genteeee, ainda vivos depois de um capítulo arrebatado de emoções Beward??? Confesso que foi o melhor capítulo para escrever até agora, eu amo demais enaltecer esse casal maravilhoso, colocá-los como centro de tudo então... Eu amei muito o sexto capítulo, foi ótimo escrevê-lo, e eu torço muito para que tenham gostado e que ele também tenha mexido com suas emoções ;) Eu nem sei mais como agradecer à vocês, a cada capítulo eu fico mais emocionada com a quantidade de comentários e pelos comentários em si, são sempre palavras maravilhosas demais, vocês são maravilhosos, e muito! Agradeço a cada um, e a cada um que lê a estória, porém não tem tempo de comentar, vocês também fazem toda a diferença, saibam disso ♥ Agora eu vou, deixem suas opiniões, como sempre reforço, elas são demais e ajudam muito para saber como continuar a fanfic. Vou tentar voltar na próxima semana, por mais que esteja difícil conseguir escrever, estou esforçando-me muito, mas caso eu não apareça, não fiquem chateados, não demoro muito. ♥ Até a próxima, beijos.