Never It's Late.
7 Você está tornando-me outra pessoa.
Notas iniciais
Você está tornando-me outra pessoa.
Pov Bella.
Agarrei-me à Edward fortemente, como se minha vida dependesse disso no momento. Seus lábios ferviam contra os meus e minha cabeça girava em meio a todo o desejo e sentimentos que eu estava sentindo. Os braços fortes estavam em volta da minha cintura, seu corpo pressionando-me com força contra a parede e a boca devorando a minha, me beijando como se não houvesse o amanhã.
Suspirei em meio ao beijo e agarrei seu cabelo, puxando-o para mim, tentando ter mais alcance dele. Eu sentia-me inebriada, sem fôlego, aquele beijo estava roubando-me o ar e nem sei se isso era um problema, porque tudo estava tão perfeito que eu não ligava para as outras coisas.
Como muitas coisas que estava acontecendo comigo quando estava com Edward, eu não poderia comparar aquele beijo. Obviamente eu nunca havia beijado em minha vida, tudo bem que eu já me encontrava com dezenove anos, porém tudo a minha volta foi complicado demais para que eu pudesse pensar em coisas do tipo. Ainda mais quando no Ensino Médio, onde eu poderia tentar me relacionar, foi a pior fase da minha vida, todos rebaixando-me por ser órfã e pobre, denegrindo minha imagem a cada dia.
Mas assim como tudo o que eu descobria com aquele homem, eu sabia que era dessa maneira só por ser com ele. Eu jamais saberia explicar essa ligação que tínhamos, o modo como éramos interligados, porém era algo nosso, somente acontecendo porque era ele e eu.
Senti uma das mãos de Edward sair de minha cintura e passar por minhas costas, arrepiando-me e levando eletricidade por todo o meu corpo, conforme subia com seus dedos lentamente. A mão infiltrou-se em meu cabelo e ele agarrou minha nuca, puxando meu rosto com força para o seu, aumentando a pressão do beijo e fazendo-me soltar um som completamente desconhecido, para em seguida, eu sentir sua língua invadindo minha boca. No início eu retesei em meio a tudo, era algo desconhecido para mim, porém Edward suspirou em meio aos meus lábios e beijou-me lentamente, como se estivesse me instruindo no que ele queria. Devagar eu fui repetindo seus movimentos, coordenando nossas bocas e aos poucos eu infiltrei minha língua entre seus lábios, testando meu novo conhecimento.
Desci uma mão até seu ombro e apertei a região, fazendo com que Edward mordesse meu lábio inferior e depois começasse o ritmo feroz e devorador que era no início. Meu corpo foi pressionado ainda mais contra a parede e aquele som estranho saiu de minha boca de novo, assim que pude sentir mais de seus músculos ondulando-se em mim. Enrolei ambos os braços em seu pescoço, apertando-me contra ele e ouvindo um grunhido sair de seus lábios, conforme meus seios eram comprimidos contra seu peito forte e quente.
Deus, eu estava ficando enlouquecida com tudo isso.
Um calor fervente tomava conta de meu corpo inteiro, alastrava-se por cada lugar que jamais poderia imaginar. Podia sentir meus seios pesados, minha pele completamente arrepiada e minha parte intima parecia arder, mas era uma ardência boa que eu não conseguiria explicar.
Resolvi experimentar algo novo e desta vez eu quem mordi devagar o lábio inferior dele, chupando o superior em seguida, provando mais de seu gosto. Repeti meu gesto e senti a respiração de Edward bater forte contra meu rosto, suas mãos apertando-me e agora, deslizando por todo o meu corpo, parando ambas em minha bunda. Resfoleguei quando senti um apertão em minhas nádegas, suas mãos puxando-me e roçando meu corpo no seu, fazendo com que eu sentisse algo cutucar-me e por mais inexperiência que eu tivesse, poderia muito bem saber do que se tratava.
Eu estava em outro mundo, parecia estar tão embriagada que nem raciocinava direito. Então eu abracei mais Edward e ergui-me na ponta dos pés, capturando sua boca de volta, desta vez eu tomando a iniciativa e comandando o beijo, pressionando fortemente meus lábios nos dele. Ele pareceu gostar, então curvou-se contra mim e logo estávamos nos agarrando novamente, nossos corpos pressionados e o meu contra a parede, sentindo a frieza dela nas costas e o corpo fervente de Edward em minha frente, mexendo-se contra mim a cada movida de lábios que dávamos.
Meus dedos enroscaram-se em seu cabelo, apertando os fios e tentando ter o máximo que eu conseguia dele. Parecia uma pessoa no deserto que encontrará pela primeira vez água, tomando tudo o que eu podia, querendo e desejando cada vez mais.
Nossos lábios moldavam-se com perfeição um contra o outro e Edward usava tanta força que eu deveria classificar como algo doloroso, mas eu não sentia nenhum tipo de dor, tudo que estava em mim era um desejo, um desejo enorme e inexplicável. O gosto dele era divino, viciante e me fazia querer cada vez mais.
— Bella... – Ele afastou-se com brusquidão, largando minha boca. Assim que ele se afastou, foi quando eu me toquei de tudo e consegui notar o quanto eu precisava de ar no momento.
Encostei-me a parede, apoiando-me nela e engolindo em seco, permanecendo com meus olhos fechados a todo instante. Puxei o ar pela boca, expirando pelo nariz depois, repetindo algumas vezes o gesto e tentando organizar minha mente que parecia totalmente embaralhada. As mãos de Edward continuavam em minha bunda e pareciam queimar ali, espalhando essa queimação por todo o lugar, e como sempre, choques faziam meu corpo estremecer.
— Edward... – Chamei-o em um sussurro, respirando com dificuldade e tentando ter todo meu pulmão calibrado, ele parecia gritar por ar. Inspirei o ar com força e logo eu senti os lábios de Edward tocarem os meus em um beijo rápido e calmo, para depois deslizarem por meu rosto inteiro, indo até meu queixo e mordendo fracamente o local. Suspirei com o ato e sua boca desceu para meu pescoço, espalhando beijos e intercalando chupões em minha área sensível, tirando-me ainda mais o ar. – Edward... – Seu nome escapou de meus lábios e minha cabeça automaticamente tombou para o lado, dando-lhe o acesso que precisasse. Mordi meu lábio inferior, tentando controlar-me ao sentir os lábios ternos acabar com o resto de sanidade que eu poderia possuir.
— Eu sei. – Soltou contra minha pele, sua voz batendo em meu pescoço e mandando vibrações por todos os lugares. Ele deitou sua cabeça em meu ombro e engoli em seco, procurando todas as minhas estribeiras que pareceram sumir. Edward subiu suas mãos e como no princípio, elas estavam sobre minha cintura, rodeando meu corpo. – Eu entendo tudo o que está sentindo, Bella, seu corpo correspondendo ao meu de maneira magnifica, você estremecendo contra mim... – Sua boca subiu, mordendo o lóbulo da minha orelha, fazendo um imenso suspiro sair de meus lábios. – Tudo está me matando lentamente, o desejando me consumindo a todo instante, desde a primeira vez que coloquei meus olhos em você... – Ele beijou minha orelha e pareceu sorrir quando estremeci e agarrei-me aos seus ombros, como se me segurasse para não cair. – Mas eu tenho que ter meu controle sobre você, nunca poderia força-la a nada. – Abri meus olhos quando o senti afastar-se e levantei o olhar, encontrando os verdes intensos brilhando em minha direção. – Você me intriga demais, você me faz querer ficar sempre ao seu lado, por qualquer maldito motivo. – Soltei um pequeno sorriso e sua mão direita subiu, seus dedos traçando meus lábios úmidos e quentes pelo recente beijo que trocamos. – E eu quero manter isso.
— Eu quero manter isso. – Repeti suas palavras, minha voz saindo sem força, rouca. – Mas eu não quero me quebrar por dentro, Edward. – Confessei meu temor, respirando com dificuldade, tendo sua atenção, seus olhos a todo momento nos meus. – Não posso me sentir um objeto mais uma vez, como muitas vezes me senti nas mãos das pessoas do Colégio. Eu não posso suportar, não agora e não com você. – Busquei seus olhos apavorada. – Não acabe comigo. – Sussurrei, temendo qualquer coisa que viesse daqui para frente, a vida era traiçoeira demais e em qualquer instante tudo poderia mudar e um castelo desabar. – Por favor. – Supliquei.
— Eu te prometo. – Encostou sua testa na minha e balancei minha cabeça, levando uma mão até seu rosto e acariciando o queixo com uma barba rala.
— Sem promessas. – Ergui a cabeça, suspirando. – Elas nunca são cumpridas, Edward, e acabam com tudo.
— Eu sou um homem de palavras, Bella. – Ele segurou meu rosto com suas duas mãos, forçando-me a olhá-lo. – E eu estou jurando a você que eu jamais poderia fazer algo para te magoar, para desmerecer a pessoa que você é. Eu nunca acabaria com você, porra, você parece estar tornando-se tão vital que mexe com todo o meu mundo, virando-o de cabeça para baixo. – Abri a boca puxando o ar e Edward encostou seu nariz em minha bochecha, soltando um suspiro contra meu rosto. – Estou te prometendo, nada vai me fazer mudar de ideia e nada vai me fazer querer deixa-la ir. – Fechei meus olhos por um instante, absorvendo cada coisa que ele disse-me, agarrando-me naquelas palavras e querendo acreditar nelas, porém parecia tudo tão difícil. – Confie em mim. – Seu rosto ficou de frente para o meu, os lábios tão próximos outra vez. – Fique comigo. – O verde encarando-me fixamente, fazendo-me querer acreditar naquele brilho e sinceridade que me transmitiam. – Eu te imploro, Bella, fique ao meu lado. Me torne um homem melhor.
— Você já é.
— Talvez seja sua pessoa mudando-me aos poucos, desde aquele dia na loja. – Retrucou-me e eu não consegui me segurar, seu corpo queimava contra o meu, a boca estava tão perto e eu só precisei inclinar-me um pouco e nossos lábios estavam juntos outra vez.
Edward tomou uma longa respiração contra minha boca e segurou minha nuca, movendo-me em seu ritmo, conforme sua boca ia apossando-se da minha, os lábios devorando-me outra vez, tomando toda a minha sanidade. Acariciei seu rosto e depois levei minha mão para seu cabelo macio, segurando os fios e imitando seus movimentos, tomando-o para mim outra vez, deliciando-me com seu gosto.
— Ah, meu Deus, Edward! – Uma voz de soprano, porém agoniada e alta, soou, fazendo-me entrar em contato com a realidade e empurrar Edward com força, tirando-o de perto de mim em instantes.
Coloquei uma mão em meu peito e respirei fundo, puxando o ar novamente para mim e reabrindo meus olhos, dirigindo meu olhar para o homem que olhava-me com uma sobrancelha arqueada no momento. Engoli em seco e olhei para o lugar de onde tinha vindo a voz, encontrando uma mulher de olhos arregalados, olhando de forma nervosa e brava para Edward.
Seus olhos claros o avaliavam, porém com minha reação, o olhar castanho dirigiu-se para mim e desta vez sua boca abriu-se em choque. Ela intercalava seu olhar entre Edward e eu, arfando de forma estranha. Eu pude vê-la levar uma mão até a ponte de seu nariz apertando-o, conforme fechava os olhos e puxava o ar por sua boca e soltava pelo nariz.
— Você só pode estar brincando comigo. – Ela balançou a cabeça. Seus olhos se abriram e ela os rolou, caminhando lentamente até ficar próxima de nós, o salto ecoando por todo o apartamento, superando o som da música que ainda tocava. – Seu idiota! O que está fazendo com ela?
— Da para se acalmar? – A mulher, que com certeza era sua irmã, bufou alto e andou até ficar bem perto de Edward, acertando-lhe um tapa no peito. – Merda, Alice! O que está fazendo?
— Defendendo Bella de você, pelo amor de Deus! – Grunhiu, batendo o pé no chão. – Como você pode querer seduzi-la? Ok, já faz muito tempo, bastante mesmo, mas caramba, não ela! – Franzi o cenho, olhando-a confusa. – Ela não é como as mulheres que você levava para a cama, não serve só para uma noite de sexo!
— Já chega, Alice! – Edward gritou, bufando alto e agarrando alguns fios de seu cabelo. A morena calou-se com seu grito e eu respirei fundo, dando alguns passos para frente e parando ao lado do ruivo, ficando de frente para sua irmã.
— Edward não fez nada. – Falei pela primeira vez, atraindo a atenção de ambos para mim. Os dois pares de olhos encararam-me surpresos, esperando com que eu continuasse. – Eu aceitei jantar com ele. – Suspirei. – E... bem... – Olhei para Edward envergonhada, pedindo veemente com meus olhos que ele ajudasse-me. Ele pareceu entender e respirou fundo, voltando a olhar para sua irmã que encarava-me estupefata.
— Eu a convidei para vir aqui, nada foi planejado e tudo sobre o consentimento dela, tudo bem? – Encarou firmemente a morena e ela respirou fundo, assentindo. – E o que eu já disse sobre se meter em minha vida? – Rolou os olhos. – Eu amo você, Alice, mas eu não permito que entre em minha casa deste jeito e dando chiliques como uma garotinha, entendeu?
— Me desculpe. – Ela se aproximou mais e o abraçou apertado, deixando-me um pouco surpresa com o carinho deles. Com certeza imaginava que eram irmãos inseparáveis, mas eles tinham um carinho tão grande que eu jamais pude ver em outros parentes. – Eu só fiquei um pouco preocupada quando vi tudo. Nós conversamos hoje mais cedo sobre isso e muitas coisas vieram à minha mente, ainda mais depois de ver com quem você estava.
— Tudo bem. – Edward beijou seu cabelo e depois sorriu para mim, afastando-a de si. – Acho que já conhece Bella.
— Ah, claro. – Alice riu animada, saindo dos braços do irmão e saltitando até mim. – É um prazer vê-la de novo, Bella, sinceramente. – Ela puxou-me para seus braços e eu pigarreei, abraçando-a meio desajeitada por sua imperatividade. – Me desculpe pela cena, eu só... – Suspirou. – ...preciso proteger meu irmão e uma mulher doce como você, eu sei que ele mudou, mas eu ainda temo um pouco. – Separou-se de mim, dando um sorriso gentil.
— Sem problemas. – Retribuí seu sorriso. Mordi meu lábio e olhei para Edward, ele ainda sorria nos olhando. – Hmmm, então eu acho que já deu minha hora. – Seu sorriso sumiu e ele encarou-me com o cenho franzido.
— Claro que não, fique mais um pouco. – Checou as horas em seu relógio de pulso, para depois arregalar os olhos. – Merda, Alice...
— Sim, eu sei. – Ela riu um pouquinho. – Por isso eu vim até aqui, percebi que passou da meia noite e nada de você aparecer para buscar o pequeno Andrew. Ele veio o caminho inteiro perguntando sobre você.
— E onde ele está? – Por que eu tinha impressão que seu olhar e sua voz demonstravam pânico?
— Ei, não precisa desse pânico todo. – Ela deu uma risadinha. – Deixei-o no carro, precisava ver se você estava no apartamento primeiro. Qualquer coisa nós voltávamos para minha casa. – Deu de ombros e percebi Edward resfolegar e arregalar seus bonitos olhos.
— Pelo amor de Deus, vá ver se ele está lá, Alice, e o traga imediatamente para cá. – Sua voz engrossou um pouco e não era nada comparado com o homem gentil que estava comigo há alguns minutos. – Você enlouqueceu, merda? Nunca o deixe sozinho, porra! O que foi que eu lhe disse? – Bateu em sua própria testa, andando de um lado para o outro do apartamento. – Vai busca-lo! – Gritou batendo o pé e fechei os olhos pelo grito que interrompeu todo o apartamento. – Agora, Alice!
— Eu já vou! – A baixinha retrucou e abri meus olhos, encarando-a. A vi respirar fundo e bufar em seguida. – Não precisa ser tão grosso assim, ok? Eu não sou nenhuma idiota, sei cuidar do meu sobrinho. – Se eu fosse Alice, provavelmente estaria chorando por ter meu irmão gritando dessa maneira comigo, porém ela nem parecia abalada, só estava revirando os olhos para Edward. – Volto em alguns minutos. – Acenou e dirigiu-se calmamente até o elevador.
— Edward? – Engoli em seco, temendo como ele agiria, parecia tão nervoso conforme andava com passos pesados e esfregava o rosto. Ele respirou fundo algumas vezes e depois de alguns instantes tortuosos em silêncio, o vi suspirar e caminhar até onde eu estava, chocando seu corpo no meu e me abraçando com força, pegando-me completamente desprevenida.
— Me desculpe pela explosão. – Sussurrou contra meu pescoço, soltando um longo suspiro. – Eu temo perder Andrew. – Confessou e aquilo amoleceu mais meu coração. Edward confiando em mim era a coisa mais maravilhosa que tinha, eu não sei dizer exatamente o que eu sinto, mas quando eu vejo que ele confia em mim para dizer essas coisas sobre ele, tira-me totalmente as estribeiras. – Eu tenho tanta merda carregada comigo, Bella, você não imagina o quanto. – Esfreguei suas costas e senti um beijo em meu pescoço. – Mas eu jamais posso permitir que meu filho pague por qualquer coisa minha, ele não merece isso, é só uma criança. – Seus braços apertaram-me. – Por que ele?
— Está confundindo-me assim. – Franzi o cenho, respondendo-o. Suas palavras começavam a ficar sem sentido. – O que está acontecendo?
— Eu não posso contar agora. – Ele se afastou, olhando de forma apavorada para mim. O olhei deveras confusa e o mesmo tocou meu rosto com a ponta dos dedos. – É com Andrew. – Engoliu em seco. – Eu tenho que protege-lo.
— Você sempre o protegeu, não é? – Ele assentiu. – Então, Edward, você cuidou dele por todos os anos que estão juntos e vai continuar cuidando, nada mudará.
— Eu temo que mude.
— Me conte. – Pedi e Edward balançou a cabeça.
— Não agora, por favor, eu ainda não posso. – Franziu as sobrancelhas, formando um vinco em sua testa. Como na loja, meus dedos coçaram para tocar aquele ponto e desta vez eu estiquei minha mão e tirei o vinco formado ali, sorrindo para ele.
— Está tudo bem. – Deslizei minha mão por seu rosto. – Converse comigo quando puder, tudo bem? – Ele assentiu e inclinou-se em minha direção, juntando nossos lábios.
Um suspiro involuntário escapou de mim e aproximei-me dele, beijando-o de volta, retribuindo seu toque. Minha mão continuou em seu rosto e as dele apertaram minha cintura, juntando-nos ainda mais, e antes que qualquer um pudesse deter ou controlar, nosso beijo ganhou força e nós estávamos de novo devorando a boca um do outro.
Céus, parecíamos como fogo e gasolina, um contato entre ambos e tudo já era.
Não dava para controlar, eu jamais fui assim e sequei imaginei que eu poderia sentir tanto desejo como eu estava sentindo por Edward neste momento, era diferente, inexplicável, mas... por Deus, era bom demais.
— Papai? – Afastamo-nos com brusquidão e olhei de olhos arregalados para o pequeno garotinho que estava na frente do elevador, ao lado de Alice. Olhei para a mulher e ela sorria, segurando em uma mão do menino que olhava completamente confuso em nossa direção.
— Ei, campeão. – Edward sorriu animado, andando rapidamente até ele. Agachou-se em frente ao garoto e esticou os braços, agarrando-o em um abraço apertado.
Oh, Deus, por que isso parecia tão lindo e deixava-me emocionada? Era uma visão maravilhosa, o homem durão que eu pensei ter conhecido estava de olhos fechados e apertava o corpo pequeno em seus braços, fazendo o menino rir empolgado e abraça-lo de volta. Para Edward parecia estar sendo um alivio ter o filho nos braços, eu suspeitava que era algo sobre aquilo que ele não podia me contar, mas se ele estava sentindo-se bem, era melhor esquecer o assunto.
— Também senti sua falta, pai, o senhor não faz ideia. – A voz infantil soou e ele gargalhou quando Edward começou a distribuir beijos por seu rosto. – Papai! – Ele repreendeu Edward e o mesmo riu, dando mais um beijo em seu rosto.
— Desculpe não ter ido busca-lo, campeão, o papai perdão a noção da hora. – Olhei para o chão sentindo-me constrangida com isso e por reflexo vi Edward pegar o filho no colo. – Mas o que você faz acordado a essa hora?
— Estava ansioso para te ver. – Olhei a cena e o menino loiro deu de ombros, abraçando o pai pelo pescoço. – Não consegui dormir e a tia Alice achou melhor trazer-me para casa.
— A tia Alice nada, você que ficou perseguindo-me até que eu aceitasse vir até aqui. – A morena retrucou, rolando os olhos. Ri com sua postura, ela parecia uma criança contradizendo um irmão, tinha a mão na cintura e olhava séria para o garoto. – Diz para seu pai a verdade, seu pequeno arteiro. – Bagunçou os fios loiros e ele riu.
— Tudo bem. Sabe, pai... – Ele mexeu na gravata de Edward. – Eu meio que queria vir para casa. Tio Jasper dormiu e eu sabia que a tia Alice iria querer me fazer de boneco, trocando minhas roupas para experimentar novos modelos. – Alice abriu a boca indignada para o menino e Edward ria da cara da irmã, eu não me aguentei com o sorrisinho que Andrew tinha na boca e acabei gargalhando, atraindo a atenção dos três para mim.
— Ah, me desculpe. – Tampei a boca envergonhada por toda a atenção. Alice riu comigo e Edward suspirou, andando com Andrew em seu colo até onde eu estava.
— Ei, é a mulher bonita da loja de vestidos. – O menino gritou apontando para mim. Ele riu e virou-se para o seu pai. – Papai, eu conheço ela, me lembro! Ela pegou eu no colo e tudo.
— Eu sei, filho. – Beliscou a bochecha dele, fazendo-o sorrir. – Mas se diz me pegou no colo, e não pegou eu.
— Não tem diferença, pai. – Revirou os olhos. Deus, como uma criança poderia ser tão fofa daquela maneira?
— Claro que tem. De uma forma está certa e a outra errada.
— Então o papai pode estar errado.
— Não estou. – Ajeitou-o no colo, aproximando-se mais de mim. – Quero que conheça Bella.
— Mas eu já conheço. – Sorriu para mim, acenando com sua mão. – Oi, moça bonita.
— Olá. – Sorri para ele. – Hmm, você se chama Andrew, não é?
— Sim! – Pulou no colo do pai. – Andrew Thomas Cullen. – Falou de forma orgulhosa. – Eu tenho o mesmo sobrenome bonito do meu pai, não é legal?
— Sim, demais. – Ri com sua agitação. – É um prazer conhecer você formalmente. – Beijei-o na bochecha e um sorriso largo apareceu em seu rosto.
— Papai, ela me deu um beijo! – Ele era sempre elétrico assim? Andrew sorriu, mexendo-se mais ainda no colo de Edward, segurando em seu rosto. – Ela beija muito bem, você viu?
— Sim, campeão, eu vi e sei que ela beija bem. – Edward piscou para mim e pigarreei com o duplo sentido dele, fazendo-o sorrir. – Agora me diga, para que tanta agitação nessa hora?
— Não sei, pai. A tia Alice me deu umas duas ou três xícaras de café, disse que era para baixar minha energia. – Riu, fazendo o número com os dedos. Edward olhou sério para irmã e ela sorriu de forma inocente.
— Eu não fiz nada. – Edward bufou e ela revirou seus olhos. – Tudo bem, tudo bem. Em primeiro lugar, eu realmente pensei que era chá e dizem que chá acalma as crianças elétricas.
— Mas você não sabe diferenciar chá de café, Alice?
— Não brigue comigo, Edward, fala sério! Brigue com Jasper, foi ele quem fez chá e café, oras. Ele disse que colocou em uma garrafa o chá e em outra o café, eu só me enganei nas cores e acabei colocando café nas xícaras de Andrew. – Sorriu um pouco, fazendo o irmão bufar. – Ei, café nem faz mal!
— Ele tem seis anos, quero ver fazê-lo dormir agora.
— Eu posso brincar a noite toda, papai. – Sorriu para Edward, contorcendo-se em seu colo até ele o colocar no chão. Andrew correu até mim e agarrou minhas pernas, sorrindo lindamente. – Ainda mais se ela ficar aqui comigo. Você pode ficar? Hein, hein, hein?
— Me desculpe. – Lhe sorri, adorando seu jeito animado. – Eu tenho que ir para minha casa. – Ele fez uma carinha de desolado e esticou os braços para mim. Olhei para Edward e ele ainda olhava meio chocado para seu filho, mas podia ver um sorriso pequeno em seus lábios. Voltei com minha atenção para o garoto que olhava-me ansioso e dei de ombros, pegando-o com cuidado no colo e ajeitando-o entre meus braços. – Eu prometo voltar a ver você. – As palavras escaparam antes que eu sequer processasse elas.
— Mesmo? – O sorriso estonteante voltou em seus lábios e eu não pude deixar de retribuí-lo.
— Volto sim. – Estiquei-me e dei mais um beijo em sua bochecha. – Mas eu realmente preciso ir para casa agora, está ficando tarde.
— Com razão. – Assentiu. – Você se chama Bella, não é? – Confirmei e ele tocou minha bochecha. – Combina com você.
— Oh, mas você é um pequeno galanteador, hein? – Ele riu animado. Acho que as xícaras de café realmente lhe deram mais energia do que o normal.
— Tudo bem, Andrew, chega por agora. – Edward veio até nós e o garoto jogou-se no colo dele, fazendo-o sorrir. – Você está bem animado, campeão.
— Demais, não é, papai? – Mexeu na gravata do pai, brincando com ela. – Posso conversar com o senhor a noite todinha.
— Claro, claro. – Ele virou-se para Alice e ela olhava para suas unhas, fingindo estar distraída. – Então, Alice, já que foi você quem deu todas as xícaras de café para ele, vai ficar encarregada de dar-lhe um banho e cuidar dele até eu voltar.
— Eu? – Arregalou os olhos e com uma arqueada da sobrancelha do irmão ela abanou a mão direita, suspirando. – Claro que fico, sem problemas, maninho. – Abriu um sorriso, fazendo-me sorrir com ela. Eu já achava Alice demais e eu mal a conhecia.
— Onde você vai, papai? Eu posso ir junto? O senhor vai demorar muito? – As perguntas dispararam da boca de Andrew em uma velocidade assustadora. Ele olhava curioso para Edward, fazendo-o suspirar.
— Talvez eu demore um pouquinho, mas pode me esperar acordado se quiser, tudo bem? – O menino abaixou a cabeça, assentindo. – Não fique assim, Andrew, só vou deixar Bella em casa. E está tarde, não é hora de você ficar andando por aí, mesmo comigo. Eu me preocupo com você, entende isso, campeão? – A cabeça de Andrew levantou-se e admirei-me com o brilho que estava em seu olhar e ele tinha voltado a sorrir, olhando de forma admirada para o seu pai.
Uma conexão maravilhosa existia entre aqueles dois, era palpável e fácil de se perceber. Só a forma que eles se olhavam me mostraria que são pai e filho, mesmo eles não sendo de sangue, tenho certeza que nenhum dos dois liga para isso, são rótulos. O que importa é o que eles sentem. Eu achava tão linda a história de Edward e Andrew, o jeito que o ruivo defendia o pequeno com unhas e dentes, mesmo ele não sendo seu filho de sangue. Ele o protegia até do mundo real, não o expondo, defendendo-o de todas as formas possíveis.
Era tão surreal.
Ele parecia um homem cheio de armaduras, fechado para Deus e o mundo, mas mesmo assim sabia ser carinhoso com o pequeno ser que ele chamava de filho. Seria confuso conviver com ele, porque tem horas que ele consegue abrir-se, mas passa um segundo, e é como sua armadura surgisse do nada. Eu sei que conseguiria fazer isso, eu podia fazer tudo, não é?
Abracei-me e fechei meus olhos por uns instantes, pensando em tudo um pouco, respirando profundamente. Deus, o que aquele homem tem que me deixa desta maneira? É possível sentir essa euforia e arrepios por quem você mal conhece? Ele conseguia conquistar-me de uma maneira completamente confusa, eu não entendia nada do que se passava comigo quando eu o tinha ao meu lado, mas algo me dizia que isso tudo não era de todo o mal, e agora talvez seja a hora de eu seguir meus instintos e não ter medo de tudo o que possa vir para frente.
— Eu irei esperar então. – A voz de Andrew despertou-me de meus pensamentos e esfreguei meus braços, olhando na direção e sorrindo um pouco ao vê-lo dar um beijo demorado na bochecha do pai. – Cuide-se, ok, papai?
— Claro, Andrew. – Edward sorriu para ele e o loiro abraçou-o rapidamente pelo pescoço. – Tome um banho com sua tia e descanse um pouco.
— Tudo bem. – Seus olhos dispararam para mim e ele piscou sorrindo. – Quero me despedir da Bella também, ela é adorável! – Ri com seu jeito e isso o fez sorrir ainda mais. Edward beijou sua bochecha sorrindo e desceu ele do seu colo, colocando-o com cuidado no chão. O pequeno correu até mim e já agachei-me a sua espera, recebendo um abraço terno dele, seus pequenos braços enrolando-se em meu pescoço com força. – Adorei conhecer você. – Sussurrou baixinho, imagino eu que era para ser um segredo. – Posso contar algo? – Ele olhou-me com seus olhos brilhantes e eu assenti, olhando-o atenta. O menino olhou para trás, confirmando que nem seu pai e nem Alice prestavam atenção em nós. – Você deixa meu papai mais feliz. – Falou bem baixinho, pegando-me de surpresa.
— Oh, eu deixo? – Olhei-o confusa e ele assentiu rapidamente.
— Ele parece diferente agora, sorrindo e olhando para você de uma maneira tão bonita. – Abriu um sorriso, tocando meu rosto. – E ele beijou você. – Contou-me como se fosse um segredo. Arregalei meus olhos e Andrew riu baixinho. – Eu vi.
— Ah, eu... eu... – O que eu diria para um garoto de seis anos sobre isso? Olhava entre assustada e surpresa para Andrew. Notando meu jeito nervoso, o garoto deu de ombros e abraçou-me outra vez.
— Até mais, Bella, cuide do meu papai, sim? – Ri de sua maneira brusca para tocar de assuntos e esfreguei suas costas, apertando-o um pouco. Abraços de crianças era algo diferente, eu jamais havia experimentado, mas abraçar Andrew dava-me uma sensação de paz, plenitude.
— Eu cuidarei. – Afastei-me um pouco e quando olhei para cima, Edward nos olhava de forma abismada, sorrindo de forma diferente, um sorriso alegre, leve. Alice abraçava-o pela cintura e ao pegar meu olhar, ela deu um sorrisinho e piscou um olho para mim. – Até mais, Andrew. – Beijei sua bochecha, levantando-me e alisando meu vestido. – Podemos ir? – Chamei a atenção de Edward e ele pareceu acordar de um sonho, piscando rapidamente e pigarreando, enquanto assentia.
— Claro. – Ele foi até o sofá e pegou meu sobretudo e seu terno. – Volto logo, Alice, cuide de Andrew, por favor.
— Pode deixar, Edward, eu já faço isso todos os dias. – Revirou os olhos, beijando a bochecha o irmão. – Logo você estará paranoico com isso tudo.
— Só estou cuidando dele. – Edward veio dar um beijo no filho. – Se comporte, campeão, eu te amo.
— Também amo você, papai. – Deu mais um abraço apertado nele, fazendo-me engolir em seco com todo aquele carinho, segurando um suspiro que queria sair. Ambos se afastaram e Edward esticou sua mão, sorrindo para mim. Lhe retribuí o sorriso e segurei em sua mão, sentindo-o entrelaçar nossos dedos. – Não esquece de vir me visitar, Bella. – Olhei para Andrew e ele acenava para mim.
— Eu venho sim. – Ele assentiu contente e quando passei por Alice, ela me deu um abraço rápido.
— Foi ótimo vê-la, Bella. – Beijou-me na bochecha e lhe dirigi um sorriso. – Obrigada, querida. – Franzi o cenho e ela piscou para mim. Antes que eu lhe perguntasse algo, Edward já nos levava até o elevador.
Entramos na caixa metálica e ele apertou o botão do estacionamento, vindo para trás de mim quando as portas fecharam-se. O notei vestindo seu terno e estiquei meus braços quando ele ajeitou meu sobretudo, ajudando-o a colocar o casaco em mim. Suspirei ao sentir o tecido quente em minha volta, passando somente o cinto sobre minha cintura, deixando-o entre aberto e fechado.
Virei-me para Edward e estaquei quando um olhar brilhante e devastador encarava-me com intensidade, tentando transmitir alguma coisa, eu só não sabia o que era. O vi engolir em seco e aproximar-se mais, tocando meu rosto com ambas as mãos, passando os polegares em minhas bochechas, olhando a todo momento em meus olhos. Eu queria poder dizer algo, porém seu olha calava-me por completa, deixava-me sem ar, era algo intenso, acabando comigo aos poucos.
— Você é tão perfeita. – Sussurrou para mim, erguendo meu rosto, seus olhos corroendo-me a todo momento. Deus, eu estava adorando a forma que ele olhava-me, era tão bom, me deixava confortável e livre de qualquer coisa ruim, ele fazia-me bem. – Você encantou Andrew, Bella, por Deus, o garoto lhe adorou. – Soltou um suspiro audível. – Andrew normalmente se afasta das poucas pessoas que conhece, ele nunca se sente confortável com outros que não sejam Alice, Jasper ou eu. – Ele aproximou seu rosto, encostando nossas testas. – Você está encantando todo mundo, está me tirando do meu mundo. – Encarei-o, esperando ele continuar. – Eu não entendo nada disso, está tudo fodidamente confuso. – Ele acariciou meu rosto. – A única coisa que eu sei é que você é especial. Eu não posso lhe perder agora, Bella. – Seus olhos fecharam-se e lhe dei um selinho, demorando-me um pouco.
— Você não vai. – Abracei-o, ficando na ponta dos pés e deitando minha cabeça em seu ombro. – Eu odeio promessas, você não faz ideia, nenhuma delas é boa. – Confessei-lhe, fechando meus olhos e apertando meus braços ao seu redor. – Mas apesar de tudo, eu sinto que eu tenho que prometer a você que não irei embora, pois talvez assim você se sinta melhor. – Beijei-lhe no pescoço e sorri um pouco ao vê-lo se arrepiar. – Eu estarei com você... – Tomei uma longa respirada de ar, mesmo odiando essa palavra, eu falaria isso para ele e faria de tudo para cumprir com isso. -... estou prometendo-lhe.
— Obrigado. – Ele se inclinou para trás e sorriu para mim, antes de beijar-me. Eu nunca me acostumaria com aqueles lábios fervendo contra os meus, o gosto adocicado misturando-se em minha boca.
Antes de aprofundarmos o beijo, as portas se abriram e Edward afastou-se de mim, dando-me um sorriso matador, Deus, como esse homem era bonito. Segurando em minha mão ele levou-me até o carro, tirando a chave do seu bolso e desativando o alarme. Como mais cedo, ele abriu a porta para mim e entrei no veículo, colocando o cinto enquanto ele fechava a porta e dirigia-se para seu lado do carro.
Em poucos minutos estávamos na estrada, rumo ao meu apartamento. O silêncio era aconchegando e acolhedor, Edward tinha ativado o câmbio automático do carro e agora dirigia com uma mão, tendo a outra entrelaçada com a minha e apoiada sobre o meu colo.
Eu olhava na direção de nossas mãos e mordia meus lábios apreensiva, com minha cabeça deitada na janela do carro. Tudo estava sendo jogado sobre mim com um turbilhão de sentimentos misturados, eu estava assustada, confusa, com medo e acima de tudo adorando as coisas que atingiam-me quando estava do lado de Edward, mas eu não podia ignorar o pavor que eu sentia de acordar amanhã e tudo estar do avesso e dando errado. As coisas acontecerem assim eram estranhas, nada foi tão espontâneo em minha vida e era óbvio que eu estava temendo tudo isso, era natural, não dava para confiar em tudo em nossa volta. Mas Edward parecia estar querendo quebrar qualquer barreira que eu tinha comigo, os muros que eu usava para me proteger pareciam estar tremendo, prontos para desmoronar.
Apertei sua mão que estava na minha e um pequeno sorriso apareceu em meus lábios quando ele repetiu o aperto. Eu estava morrendo de medo pelo desconhecido, ainda mais do desconhecido com Edward, mas uma vez poderia dar certo, não é? As coisas sempre davam uma reviravolta e eu estava torcendo para que essa reviravolta estivesse acontecendo na minha vida e viesse com consequências boas, para todos.
Uma meia hora passou-se quando eu senti o carro perder sua velocidade e finalmente parar no meio fio. Olhei para fora, através da janela, e vi meu prédio todo aceso, apesar de provavelmente estar passando da uma e meia da manhã agora.
Espreguicei-me um pouco em meu lugar e Edward virou-se para mim, levando nossas mãos até seus lábios e depositando um beijo ali, enquanto dirigia uma piscadela. Sorri para ele e o mesmo tirou seu cinto, abrindo a porta e retirando-se do carro. Soltei o cinto e tirei-o de minha volta, no mesmo momento que a porta do passageiro era aberta para mim. Ri com sua sincronização e pegando meu celular saí do carro, e como todas as vezes na noite, estava segurando sua mão.
— Você está me saindo um cavalheiro. – Ele fechou a porta e riu, puxando-me com ele até a entrada do meu prédio.
— Estou fazendo isso para você. – Paramos em frente a porta transparente. Edward ficou em minha frente e passou uma mão por meu rosto, tocando todos os lugares com a ponta de seu dedo. – Eu adorei a noite.
— Eu também. – Falei em meio a um sussurro, seu dedo deslizava agora em meu pescoço e causava-me arrepios intensos. Olhei-o e vi um sorriso sacana surgir em seu rosto, conforme o dedo descia lentamente e parava no topo do meu decote, traçando meus seios que moviam-se com minha respiração. – Obrigada por tudo. – Aproximei-me e ele sorriu mais, desviando o olhar de meus seios, porém não tirando seu indicador de lá.
— Eu que agradeço à você. – Beijou meu rosto. – Jamais me abri daquele jeito para ninguém. – Confessou, voltando a me olhar. – E eu nunca fui tão sincero em minha vida, espero veemente que tenha acreditado em cada palavra que eu lhe disse, foram todas reais e especialmente dirigidas para você. – Suspirei fracamente, sorrindo-lhe. – Obrigado por ter me escutado e apesar de saber de uma grande parcela, não ter desistido de nada.
— E nem desistirei. – Lhe disse. – E eu que lhe agradeço, Edward, você confiou em mim para contar tudo aquilo, a experiência de ter sua confiança já valeu cada minuto desta noite. – Ele olhava-me intensamente. – Ainda mais depois do momento de seu apartamento. – Mordi meu lábio e ele riu roucamente. – Também quero agradecer por ter me deixado ter um curto tempo com Andrew, já foi uma experiência incrível, ele já encantou-me demasiadamente.
— Totalmente justo, afinal você encantou demais o pequeno loiro. – Sorriu, como se, se lembrasse dos momentos anteriores. – Você o deu uma chance, isso já é maravilhoso para mim, Andrew é tudo em minha vida, minha forma de seguir em frente. – Emocionei-me um pouco mais por Edward naquele momento, vendo-o falar de seu filho daquela maneira. – Obrigado por tudo.
— É recíproco. – Abracei-o pelo pescoço e pigarreei, afinal seu dedo ainda queimava no topo de meus seios e fazia-me queimar também, era bom, mas inapropriado para onde estávamos. Edward sorriu percebendo isso e tirou sua mão de lá, levando as duas até minha cintura, aproximando-me dele.
— Eu preciso beijar você. – Avisou, seus olhos alcançando os meus. Apenas assenti e seus lábios tomaram os meus, fazendo-me resfolegar com a intensidade que me atingia em cheio.
Apertei meus braços em volta de seu pescoço e Edward inclinou-se para baixo, tendo melhor alcance de minha boca. Movimentei meus lábios firmemente contra os seus, testando tudo o que ele tinha me ensinado e proporcionado momentos antes, aproveitando-me de seus lábios quentes e gosto delicioso que atingia-me.
Edward abraçou-me apertado e aumentou a força do beijo e o ritmo, movendo nossas bocas com agilidade, sugando-me o resto do ar. Apertei-me contra ele e beijei-o mais uma vez, afastando nossos lábios e dando-lhe um selinho rápido.
Abri meus olhos e sorri para ele, encarando as orbes intensas em minha direção. Edward sorriu também e deu-me mais um beijo breve, soltando-me em seguida, tirando o calor de seu corpo de perto do meu.
— Nós nos veremos em breve. – Beijou meu rosto. – Durma bem. – Olhou-me nos olhos e riu. – Preciso pedir para que sonhe comigo? – Brincou e ri um pouco constrangida, balançando a cabeça.
— Você já está incluído. – Pisquei e dei um beijo em seu queixo. – Agora vá, Andrew está lhe esperando.
Ele sorriu para mim e engoli em seco, olhando os penetrantes olhos verdes que não deixavam-me um minuto, sempre encarando-me com aquela intensidade absurdamente enlouquecedora. Ele aproximou-se e deixou um beijo terno e rápido em minha boca. Ao sentir seus lábios tocarem-me mais uma vez, não pude segurar meu arrepio.
— Até mais, Bella. – Acenei com a cabeça e ele se distanciou, caminhando com as mãos no bolso da calça social, indo até a porta de seu carro. Balancei minha mão e recebendo um último sorriso dele, virei-me e entrei no prédio, sendo acolhida por um lugar mais quente do que o tempo lá de fora.
Abracei-me e subi as escadas em passos lentos, ainda segurando meu celular em minha mão. Mordi minha bochecha internamente, tentando segurar o sorriso que queria rasgar minha boca. Eu sentia-me tão leve que parecia uma pluma, prestes a flutuar a qualquer momento. Acho que era a felicidade que estava me abraçando de forma tão acolhedora.
Cheguei até a porta do meu apartamento e girei a maçaneta, abrindo a porta e entrando em casa. Fechei-me dentro de casa e encostei-me na madeira da porta, fechando meus olhos e encostando minha cabeça ali, relembrando cada momento de hoje, desde Edward na loja, até nossos momentos desta noite, suspirando em meio a todas lembranças que faziam-me estremecer dos pés à cabeça.
— Nada de ambientes muito requintados. – Abaixei um dedo. — Por Deus... – Exasperei. – Isso não é um encontro. – Praticamente soletrei a frase, como se eu quisesse ajudar uma criança a ler, abaixando o segundo dedo. Ele aceitou e depois de pensar em uma coisa, olhei-o séria. – E eu juro, se você tentar qualquer coisa comigo, está morto.
— São três condições. – Um sorrisinho ameaçava sair em seus lábios e suspirei alto.
— Ok, três condições então. – Empurrei devagar seu braço de perto de mim. – Agora vá.
— Eu te buscarei oito horas. – Relembrou e arqueei uma sobrancelha.
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— Eu já estava indo busca-la no apartamento, pensei que tinha desistido. – Sua voz despertou-me e pigarreei, levantando meu olhar e encarando seus belos olhos.
— Eu firmei um compromisso, não desistiria. – Dei de ombros, mentindo descaradamente. Eu ainda sentia uma vontade de correr para meu apartamento e trancar-me lá dentro.
— Muito bem. – Ele respirou fundo. – Você está muito bonita. – Espera, ele sorriu para mim? Olhei-o atentamente e a merda do meu coração deu um solavanco quando eu vi o sorriso moldado em sua boca bonita, dirigido para mim. E aquele não era um sorriso debochado como mais cedo, era só... o mais bonito sorriso que eu já tinha visto.
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— Eu tiro minha máscara de ferro nesse momento, mostrando a você que eu sou desse jeito, eu quero ser assim, o homem legal e divertido que fui desde o instante que entramos no carro. Eu sou assim a partir de agora, Bella, por você.
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— Você tem só vinte e nove, Edward, não é um velho. – Ri. – E eu acho a mesma coisa que você. Idade não é um problema, são números. – Ele esticou uma mão para mim e sorri entregando-lhe a minha, vendo-o entrelaçar nossos dedos, mais uma vez.
— Onde você estava esse tempo todo? – Levou minha mão até seus lábios e depositou um beijo terno ali, fazendo-me estremecer com seus lábios.
— Talvez estivesse aguardando por você. – Disse em um sussurro. Edward olhou-me mais uma vez e respirou fundo.
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Suspirei e sorri em meio aos meus devaneios, agarrando-me a cada lembrança e a cada palavra desta noite, desejando e torcendo muito para que tudo desse certo. Minha confiança estava nisso agora, eu estava inteiramente nisso, esperando para algo bom.
— Sonhando acordada, Bela Adormecida? – Gritei de assusto e abri rapidamente meus olhos, colocando minha mão no peito e a outra em minha boca, olhando de com meus olhos arregalados para a loira sentada confortavelmente em meu sofá e com uma xícara fumegante em suas mãos. – Credo, Bella, pareço ter cara de fantasma?
— Deus. – Resfoleguei, colocando minha mão no peito. – Desde quando está aí, Rosalie?
— Desde hoje cedo. – Deu de ombros, levando a xícara até seus lábios, sorvendo um pouco do líquido. Depois ela sorriu para mim abertamente, indicando o lado vazio do sofá. – Pode vir se sentar, pelo seu jeito e por seus suspiros, você tem muita coisa a me contar. – Moveu as sobrancelhas sorridente e eu ri, tirando minhas sapatilhas e indo sentar-me ao lado da minha melhor amiga.
— Você nem imagina o quanto. – Pisquei para ela, cruzando minhas pernas e sentando-me na forma de buda, respirando profundamente.
Só para mim que tudo ainda parecia surreal?
Pov Edward.
— Mas eu não quero dormir. – Resmungou Andrew e rolei os olhos, enquanto subia as escadas com ele em meu colo, levando um sonolento menino para seu quarto. Alice já tinha dado banho nele e ido embora, sorrindo faceira e dizendo-me que iria na empresa segunda de manhã para saber de tudo. Apenas beijei seu rosto e mandei-a para casa, Jasper me mataria por trancar Alice até tarde comigo e Andrew.
Andrew estava quase caindo de sono, após vermos um desenho na TV. Depois do banho, as xícaras de café que ele tomou pararam de fazer efeito e agora ele quase dormia em meus braços, porém não queria dormir de jeito nenhum, dizendo-me que queria conversar comigo a noite toda.
— Você está caindo de sono, campeão. – Beijei seu rosto, indo para seu quarto. – Amanhã nós ficaremos o dia todo juntos, não se preocupe. – Ele sorriu bocejando e sorri para ele. Andrew esfregou seus olhos que estavam vermelhos pelo sono.
— E se eu acordar e você não estiver mais aqui, papai? – Olhou-me triste e suspirei, entrando no quarto de personagens. – E se o senhor ir para a empresa e não me acordar? – Parecia atormentado e as vezes sentia-me mal por trabalhar e não poder ficar com ele, mas já diminuí demais minha carga horária na Editora, não podia trabalhar menos do que isso.
— Eu vou deitar com você, assim se sentirá melhor? – Ele sorriu e assentiu freneticamente, fazendo-me rir.
Dirigi-me com ele até sua a cama e como já estava tudo arrumado, deitei-o ali. Desliguei a luz do quarto, aumentei o aquecedor e fechei a porta, indo deitar-me ao lado do pequeno garoto, eu já tinha tomado banho e trocado de roupa, então não haveria problemas. Apenas deixei o abajur ligado e aqueci-me embaixo das cobertas de Andrew, sentindo-o abraçar-me apertado e deitar sua cabeça em meu peito.
A cama dele sendo de solteiro dificultava um pouco, mas até que era grande e dava nós dois ali. Peguei o outro edredom que estava nos pés da cabeça e puxei sobre nós, o tempo mais uma vez começava a esfriar demais durante a noite, e como Andrew sentia muito frio, mais um cobertor seria ótimo. Ajeitei-me com ele no colchão e ele voltou a me abraçar, soltando um longo bocejo.
— Papai? – Chamou-me e beijei seu cabelo, acariciando suas costas.
— Diga, Andrew.
— Eu adorei a Bella. – Sorri para ele no escuro e o abracei ainda mais, sentindo-me ainda melhor com isso. Meu dia foi perfeito, tive uma visita indesejável que ainda me atormentava, porém passar a noite ao lado de Bella e agora estar com Andrew, fazia tudo ser esquecido e o dia valer à pena.
— Eu sei que sim, filho. – Mexi nos fios bagunçados. – Eu também a adorei. – Sussurrei como um segredo e pude vê-lo sorrir, conforme fechava os olhos.
— Ela voltará, não é?
— Sempre. – O abracei e com um último suspiro o senti pegar no sono, seus braços em minha volta e seu pequeno corpo colado ao meu.
Continuei mexendo em seu cabelo e soltei um bocejo, aconchegando-me mais ao seu lado. Suspirei deixando meus olhos fechados e senti a respiração de Andrew acalmar-se cada vez mais.
Eu tinha muitas coisas com as quais me preocupar, mas tendo meu filho comigo e Bella ao meu lado sempre anularia qualquer coisa ruim. Ainda podia sentir seu gosto em minha boca e meus lábios formigavam com todos os sentimentos que tivemos ao trocar alguns beijos.
— Eu não sei o que é e por que acontece, mas é forte, forte demais e eu não consigo lutar contra.
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— Mas o pior de tudo isso é que eu não consigo dizer para você ir embora. – Sorriu e suas mãos moveram-se para meu cabelo, fazendo-me sorrir um pouco com seu toque. – Eu não deveria querer isso, mas eu quero. Eu quero que você fique, jamais poderia mandar você se afastar. Não se afaste de mim.
**
— Você foi feito para todas as coisas boas, Edward. – Balancei a cabeça negando, como ela poderia pensar algo assim de mim? Uma pessoa fria, com uma vida sofrida e completamente amargurada? – Sim, você foi. E eu tenho certeza disso.
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Eu não sei de onde Bella tinha saído, realmente não sei como ela consegue mexer comigo daquela forma inexplicável ou como ela me faz querer mudar, ser alguém melhor para ela, mas de uma coisa eu tenho certeza: Eu não a deixarei escapar, nada e nem ninguém irá tirá-la de mim, ou não me chamo Edward Cullen.
“Continua...”
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