Never It's Late.

23 A família está reunida.


Notas iniciais
Olá, olá, meus amores! Em mais um domingo, vamos com novo capítulo de NIL ♥ Confesso que demorei para escrever esse, minhas ideias estavam difíceis de sair, porém felizmente consegui terminar. Espero muito que gostem desse :3 Enjoy :) ~~18/06/17~~

A família está reunida.

Pov Bella.

— Então, eu tenho avós? – A pergunta animada de Andrew soou e eu sorri para o pequeno, continuando a ajeitar as coisas para o jantar que daríamos em comemoração ao grande reencontro. O garoto estava no colo de Edward e seu pai ria para sua animação, remexendo em seu cabelo loiro. – Oh, que coisa extraordinária! – Bateu palmas, rindo e olhando para Esme e Carlisle, soltando um longo suspiro. – Uau! Vocês são pais do meu papai? – Foi a ruiva quem assentiu e isso só deixou meu filho ainda mais sorridente. – Bem, papai tem de quem puxar a beleza! – Piscou em direção a mãe de Edward e um sorriso maior iluminou o rosto dela, arrancando risadas de Emmett que estava sentado ao lado do irmão.

— Oh, Deus, eu vou levar esse garotinho para minha casa! – Esme disse completamente animada e esticou seus braços para Andrew. Logo o loiro pulou em seu colo e abraçou-a pelo pescoço. Carlisle, que estava sentado ao lado de ambos, olhou-o deslumbrado e sorriu para Andrew, tocando os fios de seu cabelo.

— Você é a vovó mais linda do mundo inteirinho! – Todos olhavam encantados para o pequeno, mas Esme tinha seus olhos brilhando ao reparar em cada movimento que ele fazia, sempre sorrindo em sua direção.

— Cara, você definitivamente foi um pai exemplar! Olhe como esse garoto é incrível com os gracejos para cima da mulherada, quero só ver quando ele crescer! – Emmett intrometeu-se na conversa, porém tanto Esme, quanto Carlisle, ignoravam as falas do filho mais velho, suas concentrações estavam exclusivas para Andrew. O moreno deu tapas nas costas de Edward e bufei alto, fazendo todos os pares de olhos virem em minha direção. Meu namorado arqueou uma sobrancelha para mim, porém foi Emmett que teve a brilhante ideia de abrir a porcaria de sua boca. – Ah, o belo ciúme de mãe! – Gargalhou alto e eu revirei meus olhos, continuando a ajeitar os pratos para levar até a mesa em seguida. – Sem querer ser chato, Belinha, mas seu filho vai ser paquerador pra caral... – Peguei uma peça de Lego que havia ficado sobre o balcão e taquei em direção, ganhando um olhar frio quando o brinquedo acertou sua cabeça. – Ei, isso não foi legal! – Dei de ombros enquanto ele massageava o local.

— Pare de dizer besteiras! – Grunhi e vi meu namorado sorrir para mim. – E você tire ideias da cabeça, Edward! – Mandei, eu não podia ler mentes, mas já queria deixar bem claro que meu garotinho ainda aproveitaria muito sua infância, só depois pensaria em garotas.

— O que foi que eu fiz? – Olhou-me indignado e revirei meus olhos, virando de costas para ambos. – Valeu, Emmett, acabou de tornar-se o meu irmão e já fez minha namorada zangar-se comigo. – Escutei um estralo e em seguida, Emmett bufando.

— Qual é graça de ficar me batendo? – Fui até a geladeira, ignorando a discussão de ambos. – E quem você pensa que é, Edward? Eu sou o irmão mais velho por aqui! – Rolei meus olhos outra vez e peguei uma garrafinha de água, bebendo o líquido em seguida.

— Feliz? – Um quadril bateu no meu e tirei minha atenção da minha garrafa. Meus olhos desviaram-se para a figura ao meu lado e sorri ao olhar a Loira encarar-me com felicidade em seus incríveis olhos azuis. – Hmm... nem precisa me responder, eu já vejo em seu olhar. – Piscou para minha e empoleirou-se no balcão. – Você é incrível, Bella, jamais iria reparar nessa semelhança. – Vi seus olhos moverem-se entre Esme e Edward. Suspirei e voltei a guardar a água na geladeira, fechando-a em seguida. – Só que agora, após saber de tudo isso, eu realmente consigo enxergar perfeitamente o quão parecido são. – Suspirou auditivamente e eu sorri, apoiando-me no balcão ao seu lado. – Puta merda, Carlisle e Edward possuem a mesma mania! – Ri vendo-os bagunçar os cabelos, ao mesmo tempo. O loiro encarava Esme dialogando com Andrew, já o ruivo revirava seus olhos para o irmão que ainda dizia besteiras.

— Sentimentos estranhos demais começaram a atingir-me, desde que conheci Emmett. – Soltei um longo suspiro, olhando para minhas próprias mãos. – Eu pensei que poderia estar enlouquecendo, então tentei esquecer disso. – Olhei para minha amiga e ela sorria olhando-me. – Porém, eu fui na sua casa e junto com isso conheci Esme e Carlisle. Por Deus, desde que coloquei meus olhos sobre eles pela primeira vez, pensei que fosse ter uma síncope. – Confessei, respirando fundo. – Os sentimentos estavam ainda mais arrebatadores e eu confusa por completo, não conseguia decifrar nada sobre o que eu estava sentindo. Eu tinha medo incrustado em mim, tudo isso estava despertando-me coisas tão intensas que parecia ser assustador. – Sorri olhando para a família que acabara de se reencontrar. A felicidade que eu sentia em vê-los todos juntos não tinha preço, parece que minha missão havia cumprindo-se, porque a cada vez que eu dirigia meu olhar para meu namorado, suspirava ao ver o quanto seus olhos bonitos brilhavam e em como o perfeito sorriso não deixava seus lábios um segundo sequer. – Eu não me importo de ter ficado tão apavorada, porque no fim estamos todos aqui, felizes demais. – Finalizei minha narração e Rosalie abraçou-me de lado, beijando meu rosto.

— Você é uma mulher maravilhosa, Bella. – Olhei-a e sorri ao ver o maravilhoso sorriso estampado em seus lábios, tão bonito e sincero. – Olhe onde chegou para ver Edward feliz. – Segurou em minhas mãos, suspirando alto. – Sempre soube que você era incrível e bondosa, mas jamais adivinharia que pudesse ir tão longe por estar apaixonada. – Meus olhos arregalaram-se ao ouvir essa palavra e pigarreei pronta para mudar de assunto, mas Rose rolou seus olhos e sorriu de forma debochada para mim. – Por favor, Bella, eu vejo em seus olhos o quanto está apaixonada por Edward, arrisco-me a dizer que o ame verdadeiramente. – Fechei meus olhos, suspirando alto. Eu tinha tanto medo de entregar-me a algo mais, Edward e eu éramos incríveis juntos, mas nosso tempo juntos era quase dois meses, algo tão curto para meus sentimentos serem tão intensos na proporcionalidade que eram. – Bella. – Fixei meus olhos novamente em minha irmã e ela suspirou longamente. – Não sei do que tem medo, vocês são o casal mais forte que já conheci. Nunca tive o prazer de ver duas pessoas olharem-se da forma que eu vejo você olhando-o, ou até mesmo as vezes que eu vi como Edward olhava para você, os olhos dele brilhando de uma forma que arrepiava-me com a intensidade. – Engoli em seco e sabia que Rosalie notava todo o meu pavor, eu deveria estar encarando-a em pânico. – Sabe que pode conversar sempre comigo, não é? – Confirmei com um leve aceno. – Ótimo. Eu já posso ter certeza de seus sentimentos, mas se ainda precisa de um tempo para digerir tudo isso, está perfeitamente compreendida. Só não demore muito, querida, Edward merece saber tudo o que você sente por ele. – Virei-me para olhá-lo e outro suspiro escapou de mim quando peguei seus olhos vindo em minha direção no mesmo momento que eu olhei para ele.

As orbes verdes encaravam-me intensamente e ele piscou em minha direção, arrancando um sorriso de mim e isso o fez espelhar-me, seus lábios subindo para o lado esquerdo e o maravilhoso sorriso torto transformava-se em seu rosto em seguida. Engoli em seco encarando-o e meus batimentos tornaram-se mais acelerados conforme seus olhos não desgrudavam dos meus, toda a intensidade e promessa escondidos no verde esmeralda, isso deixava-me arrepiada em uma proporção indescritível. Esse homem abalava todo o meu mundo e eu sabia que meus sentimentos por ele eram mais fortes do que eu podia compreender, sim, havia um medo em mim por estar sentindo todas essas coisas novas, mas ao olhar para Edward sabia que não tinha homem melhor para eu ter escolhido dividir minha vida.

— Vamos logo, Bela Adormecida, está na hora de servir o jantar! – Pulei assustada quando a voz grossa interrompeu o silêncio e a troca de olhares que eu tinha com Edward. Virei-me na direção de Emmett e ele sorriu enormemente para mim, erguendo suas mãos em sinal de rendição. – Não olhe-me brava, mas está parecendo que você está no mundo da Lua, e eu estou morrendo de fome. – Piscou e Rosalie riu ao meu lado.

— Isso não é novidade alguma, Ursão. – A Loira sorriu para ele e eu tive o prazer de ver as orelhas de seu namorado avermelharem-se. Ri de seu constrangimento e seus olhos reviraram-se.

— Ursão? – Viramos em direção a Andrew, vendo seu olhar brilhar de curiosidade. – O que seria o Ursão? – Franziu seu cenho confuso e Esme riu segurando-o, deixando um beijo em sua testa.

— Não é nada demais, querido, não se atenha a isto. – A sua avó piscou para ele e o pequeno assentiu brevemente.

— Tudo bem, vovó. – Juro que pude ver os olhos verdes de Esme brilharem ainda mais e sorri encarando-os. – Ah! Papai? – Edward se atentou a Andrew, e o loiro sorriu para ele. – Temos que avisar aos meus avós que semana que vem já é meu aniversário! – Levantou suas mãos para o alto em sinal de divertimento e meus olhos arregalaram-se assim que suas palavras fizeram sentido para mim.

— Aniversário? – Pai e filho olharam para mim e eu suspirei longamente. – Por Deus, por que não avisaram-me sobre isso? – Arqueei uma sobrancelha para Edward e ele respirou fundo ao levantar-se de seu lugar e caminhar até mim.

— Tínhamos tanta coisa na cabeça que isso ficou um pouco para trás, Bella. – Segurou em minha cintura com ambas as mãos e eu bufei indignada tentando sair de seu aperto, porém seus braços impediram-me de ir para longe. – Ei, não fique brava com isso. – Segurou em meu queixo, obrigando-me a encará-lo. – Bella... – Falou meu nome como uma súplica e grunhi baixinho, dando um tapa em seu ombro.

— Eu não sabia que seria o aniversário do meu próprio filho! – Disse o óbvio, era isso o que estava chateando-me. – Agora me sinto terrível por isso. – Apoiei minha testa em seu peito.

— Não precisa ficar assim. – Massageou minhas costas. – Andrew queria te convidar há algum tempo para a festa, só que tantas coisas aconteceram ao longo do caminho que nem ele e nem eu fomos lembrando disso. – Suspirou. – Me desculpe. Sei que está em cima da hora, mas tenho certeza que eventualmente Andrew lembraria de contar isso para você. – Voltei a olhar para seu rosto e ele sorriu para mim, sua mão deslizando-se por minha bochecha.

— Claro que sim, mãe! – Olhei para o pequeno e dessa vez ele estava empoleirado no colo de Carlisle. – Eu até queria puxar o assunto agora, porque eu sabia que tinha me esquecido de falar com você. – Respirou fundo. – E aproveitando que toda a família está aqui, eu queria convidar todo mundo, pois minha tia Alice sempre faz festas incríveis! – Riu animado e foi impossível não sorrir em sua direção. – Vocês virão, não é? – Olhou entre Rosalie, Emmett, Esme, Carlisle e eu, retornando seu olhar para os outros quatro novamente, os olhos claros brilhando com a ansiedade.

— Nós não faltaríamos por nada, Andrew. – Carlisle piscou para ele, fazendo-o abrir um sorriso gigante na direção de todos. O pequeno olhou-me curiosamente e eu ri piscando em sua direção.

— Claro que estarei aqui, pequeno, nem precisa duvidar sobre isso.

— Isso é incrivelmente incrível! – Edward riu ao meu lado ao ver o jeito de falar de seu filho e senti-o abraçar-me pela cintura.

— Ursão e eu também estaremos por aqui, é só dizer quando e o horário. – Rosalie respondeu, enfatizando o apelido de Emmett para provoca-lo. Esme deu uma risadinha e seu filho mais velho olhou sério para Rose. – O que foi, querido? – Brincou ao apoiar-se no balcão.

— Você me paga. – Bufou indignado e eu ri olhando-os.

— Tudo bem, vou ajeitar a mesa para jantarmos. – Dei um beijo na bochecha de Edward e tentei afastar-me dele, porém seus braços prenderam-me contra seu corpo. – Edward? – Olhei-o confusa e engoli em seco quando um sorriso malicioso moldou-se em seus lábios. Seu rosto aproximou-se do meu e senti um beijo rápido em minha boca, para depois ele desviar-se e ir com seus lábios até meu ouvido, beijando o lóbulo.

— Lembra-se do que me disse, antes de sair de casa? – Balancei a cabeça segurando-me em seus ombros, suspirando ao ouvir sua voz rouca e sexy pra caramba. – A noite você seria somente minha. – Mordeu a pontinha de minha orelha e soprou seu hálito fresco contra meu pescoço, fazendo-me estremecer contra ele. – Isso ainda está de acordo, Bella. – O senti se afastar um pouco e outra vez engoli em seco quando encarei seus olhos brilhantes, cheios de malícia. – Mais tarde. – Piscou e soltou-me, caminhando novamente para a mesa de jantar. Segui seus movimentos com meus olhos e mais uma vez o sorriso malicioso fez-se presente quando Edward notou que eu o encarava como uma tonta, mas era impossível desviar o olhar, aquele homem era fodidamente gostoso.

— Hmmm... já prevejo noite quentíssima. – Rosalie empurrou-me de brincadeira e pigarreei saindo de meu estado catatônico. – Ah, Bella, seu homem é quente demais. – Rose sussurrou para mim e eu rolei meus olhos, fazendo-a rir. – Não precisa ter ciúmes, eu já tenho meu homem quente, mas vamos concordar, Edward é uma coisa enlouquecedora. – Sorriu divertida.

— Tudo bem, Rosalie, agora me ajude com a mesa do jantar. – Ela riu de minha cara e resolvi a ignorar, indo buscar as coisas para servir a comida.

Enquanto eu organizava pratos, talheres e copos, Rose ia levando até a mesa de jantar as travessas com comida. Quando estava tudo ajeitado, eu servi um prato para Andrew e o coloquei na cadeira alta, ganhando um sorriso satisfatório em troca, fazendo-me beijar sua bochecha macia. Fui até meu lugar, que era ao lado de Edward, e assim como todo mundo, fui servindo meu prato.

— Você está tentadora, querida. – Edward beijou meu pescoço e afastei-o com meu ombro, ouvindo sua risada. – Fugindo de mim? – Virei-me em sua direção e o vi arquear uma sobrancelha.

— Só estou sendo normal, afinal, estamos com muitas pessoas ao redor. – Cutuquei seu braço e ele riu outra vez. Senti sua mão vir até minhas pernas e estremeci quando seus dedos apertaram minha coxa. – Edward... – O repreendi, porém em minha voz seu nome saiu em forma de gemido, e isso só o fez sorri ainda mais confiante. – Por que está tão apressado hoje? – Encostei minha cabeça em seu ombro e o ouvi respirar fundo.

— Hmm... eu só quero ter a minha mulher em meus braços. – Intensificou o aperto em minha coxa e repreendi o gemido. – E você gostosa desse jeito não ajuda em nada na minha situação. – Olhei-o indignada.

— Você é quem está tocando-me direito.

— E faço isso com o maior prazer. – Sorriu maliciosamente e grunhi quando sua boca mordiscou meu pescoço. – Talvez você não tenha noção do quão deliciosa é, entretanto eu tenho, Bella, e porra, você me deixa louco. – Chupou minha pele e resfoleguei.

— Ah, Bela Adormecida, de princesa inocente você não tem nada. – Afastei-me rapidamente de Edward ao ouvir a voz de seu irmão. Olhei para a frente e o grandão era o único a prestar atenção em nós, seus pais e Rosalie estavam entretidos com o que Andrew dizia. Emmett riu olhando-nos. – Bella, como você é safadinha!

— Emmett! – Grunhi e ele revirou seus olhos.

— O que foi? Você era a pessoa que estava de agarramento com o meu irmão. – Deu de ombros e pegou seu copo com suco, bebericando o líquido.

— Cale-se, Emmett, assim você vai deixa-la constrangida. – Edward beijou meu rosto e o senti afastar sua mão de minha perna. – Você precisa sempre ser um empata-foda? – Sussurrou a pergunta para o irmão e o moreno sorriu maliciosamente.

— Acho que esse é o dever de um irmão. – Piscou divertido e bufei. Ao ouvir-me, Emmett tirou sua atenção de Edward, olhando-me. – Quem diria que Bella é pervertida desse jeito?

— Você não conhece minha namorada, Emmett, ela é incrível. – Edward sorriu daquele jeito malicioso, parece que Emmett captou a mensagem do ruivo, pois soltou uma risada estrondosa, chamando a atenção de seus pais. Soltei um bufo e soquei o ombro de Edward, ganhando um olhar indignado. – Bella! – Grunhiu.

— Qual é o assunto? – Rosalie intrometeu-se e assim que os olhos azuis caíram sobre mim, ela riu. – Ah, deixa para lá. – Ainda bem que ela sabia decifrar-me.

— Edward. – A voz carinhosa de Esme sobressaiu-se sobre a risada de Emmett. Ela sorriu para o ruivo e esticou uma mão na mesa, segurando a que Edward não utilizava para segurar o talher. – Conte-nos como conseguiu reerguer-se tanto... – Deu um suspiro triste. – ...sabe, depois de tudo o que passou com aqueles miseráveis. – Um brilho raivoso passou por seus olhos de maneira rápida, tão ligeiro que até parecia ser minha imaginação.

— Foi um pouco complicado, Es... mãe. – Corrigiu-se rapidamente e sorri ao ver o jeito bonito que Esme encarou Edward, ela parecia estar tão leve e feliz por ver seu menino crescido, depois de quase trinta anos ela reencontrava o filho que sabia que completaria a felicidade de sua casa. – Eu saí daquela casa novo demais, só que eu não aguentava mais passar por nada daquilo, então fui em busca de algo que eu pudesse fazer para melhorar de vida. – Mordi meu lábio e olhei para Andrew, vendo-o encarar seu pai atento. Sorri para o pequeno e acariciei seu cabelo, fazendo seus olhos virem em minha direção e o bonito sorriso inocente surgir em seus lábios. – Eu comecei a trabalhar em locais precários, mas já era de grande ajuda, afinal me sustentavam. Alice ainda mantinha contato comigo e com sua ajuda eu consegui entrar na faculdade, minha irmã sempre ajudou-me em tudo, tenho muito o que agradecer à ela, pois em meus piores momentos ela sempre esteve ao meu lado. – Soltou um longo suspiro e engoli em seco. Era ainda difícil saber que Alice e Edward não eram irmãos, pareciam ter uma ligação forte demais entre eles. Só que eu tinha certeza de uma coisa: Mesmo não tendo laços sanguíneos, meu namorado jamais pensaria em Alice de outra forma, eu sabia o quanto ele amava a morena e ela sempre seria sua irmã, nada e nem ninguém poderia contestar isso. – Como Alice trabalhava em uma grande empresa, ela ajudava-me com a faculdade, então meus salários iam sendo guardados para o futuro, claro, a parte que sobrava depois das contas. – Foquei-me em sua narração, olhando-o atenta. – Os anos passaram-se e quando eu me formei, peguei aquele dinheiro que eu tinha e abri uma pequena Editora, seria uma maneira de eu começar a seguir meus sonhos.

— Foi assim que conseguiu chegar até onde está hoje? – Carlisle questionou interessado e vi meu namorado sorrir.

— Sim. Demorou um pouco, mas eu fui ganhando credibilidade no mercado, as minhas revistas e os livros que eu conseguia publicar eram de grande valia, as pessoas não confiavam em uma Editora recém-inaugurada, mas aqueles que acreditavam em mim acabou ajudando-me, e muito. Aos poucos eu fui erguendo minha empresa, passou-se alguns anos até eu conseguir chegar na Publisher E. Cullen que conhecem hoje em dia, mas o esforço realmente valeu à pena. – Ele deu de ombros e Esme apertou sua mão que estava junto com a de Edward, sorrindo em direção ao ruivo.

— Ficamos muito orgulhosos de você, Edward. – Ele assentiu para Esme e ela suspirou. – Você teve todos os motivos para desistir de lutar por seus sonhos, querido, a vida foi sofrida e eu como sua mãe posso sentir o quanto doeu viver sua infância e adolescência naquela casa, ainda mais sofrendo todos os abusos. – Engoliu em seco olhando-os, meu coração apertando-os ao ver outra vez os olhos de Esme inundarem com lágrimas não derramadas. – Eu queria tanto poder te ajudar, filho, queria ter tirado você de lá o mais rápido possível. – Resfolegou por ar e vi Carlisle acariciar seus ombros. – Eu sempre desejei que você fosse feliz, porém passou por tantas infelicidades.

— Foi difícil, mãe, eu admito isso. – A voz rouca de Edward soou. – Tudo doeu em uma proporcionalidade indescritível, mas o importante é que estamos aqui hoje, e isso faz valer à pena qualquer coisa que eu tenha sofrido no passado. – Seus olhos circularam entre seus pais, Rose, Emmett, Andrew e por fim, pararam em mim. – Você não imagina o quão feliz eu estou agora, isso cobre qualquer dor que eu sofri. – Sorriu em minha direção e eu olhei em seus olhos, suspirando baixinho com aquela intensidade. – Eu ganhei muita coisa em troca, não poderia querer algo a mais do que eu tenho hoje em dia. – Beijou rapidamente meus lábios. – Sem contar, que além da namorada perfeita que eu tenho, ainda possuo o filho mais esperto desse mundo. – Piscou para Andrew e o menino riu alegremente em sua cadeirinha. – Eu passei muito tempo amargurado, acho que isso deve ser deixado no passado, assim como todas as dores. – Voltou com sua atenção para os pais. – Sempre fui rude com todos em minha volta, Alice e Andrew eram minhas exceções com a grosseria, porém eu fui descobrindo que culpar o mundo por causa dos infelizes que me maltrataram por tanto tempo era algo injusto, alguém me ensinou isso. – Cutucou-me com sua mão vazia e soltei uma risada, empurrando-o de brincadeira. – Acho que a culpa nunca foi de ninguém, eu só queria tentar tirar a dor que perseguia-me sempre, por isso descontava em todos em minha volta. – Suspirou. – Não digo que mudei, ainda não consigo ser completamente amável com qualquer pessoa, só que após eu perceber o quão injusto eu era com algumas pessoas, minhas atitudes começaram a melhor gradativamente.

— E é isso o que importa, filho. – Carlisle sorriu. – Ver seus erros é a melhor coisa a se fazer, é isso que confirma que suas atitudes começaram a mudar, mesmo que as mudanças sejam pequenas. Apesar de qualquer coisa que tenha feito, Edward, nada muda o homem incrível que é, eu posso ver isso em seus olhos e confie em mim, sou seu pai. – Ri ao vê-lo piscar em direção ao filho. – Todo mundo tem seus momentos de erros, mas o importante é perceber isso e querer consertar.

— Eu só queria dizer que meu irmão é fodão. – Emmett interrompeu todos, agitando seus braços.

— O que é fodão? – Gemi internamente ao ouvir a voz infantil de Andrew. Sério, Edward poderia ter acabado de reencontrar seu irmão, mas eu iria mata-lo.

— Viu o que fez, seu cabeção. – Rosalie acertou um tapa em sua nuca. – Não fale palavrão em frente ao pequeno! – Bufou para o namorado e o moreno revirou seus olhos.

— Foi sem querer, Ursinha, eu não sou muito acostumado a controlar a minha boca. – Riu matreiro e de longe pude ver Rosalie abaixar seu rosto, ficando meio avermelhada. – Ah, então quer dizer que você também se constrange com apelidos carinhosos? – Soltou outra risada. – Isso é tão fo...

— Fabuloso. – Esme o interrompeu, olhando feio para o filho. – Comporte-se, Emmett.

— Mamãe, pode responder-me? – Me virei para Andrew e ele ainda aguardava ansioso a resposta da sua pergunta. – Nunca tinha escutado a palavra que tio Emmett disse.

— E nem deveria, campeão. – Edward disse. – É algo que não deve ser repetido, tudo bem? – O pequeno arqueou uma sobrancelha e seu pai suspirou alto. – É uma palavra feia, Andrew, você não pode falar isso.

Antes que qualquer outra pessoa tivesse a oportunidade de convencer Andrew o barulho de elevador chamou a nossa atenção. Viramos para a entrada do apartamento e quando as portas da caixa de metal abriram-se, meus olhos arregalaram-se quando Alice saiu com, suponho, ser seu noivo abraçado em sua cintura. Virei lentamente para Edward ao meu lado e o ruivo fechou seus olhos apertados, respirando fundo.

— Você precisa conversar com ela, querido. – Segurei seu rosto entre minhas mãos e seus olhos abriram-se, encarando-me de forma profunda. Tentei sorrir um pouco em sua direção e acariciei seu maxilar, suspirando. – E acho que essa é a hora. – Dei-lhe um selinho, sentindo Edward abraçar-me apertado em seguida, seus braços apertando-me com força contra si.

Pov Edward.

— Está tudo bem, Edward? – Afastei-me de Bella ao ouvir a voz carinhosa de Alice. Deus, eu estava tão assustado por dentro, eu amava tanto aquela anã e doía-me por dentro ao saber que não éramos compatíveis geneticamente. Alice seria sempre a minha irmã mais nova e eu a amaria com todo o meu coração, só que ainda era um baque para mim ao saber a verdade, não tê-la como irmã era a pior coisa que tinha me acontecido desde que descobri não ser filho de Elizabeth e Anthony. A única coisa que eu odiava é não ter Alice ligada a mim por laços sanguíneos. – Maninho? – Olhei-a e seus olhos demonstravam toda a confusão que ela parecia sentir no momento, ainda mais com meu apartamento lotado de pessoas, coisa que não aconteceria nunca.

— Vá, Edward, Alice precisa saber da verdade. – Bella sussurrou em meu ouvido, beijando minha testa. – Estaremos todos aqui quando acabar. – Assenti para ela, engolindo em seco e levantando-me devagar, respirando fundo para tomar coragem. Alice era tão frágil com notícias desse tipo, temia sua reação, mas ainda assim iria sempre repetir para ela que eu jamais sairia de seu lado, eu seria seu irmão eternamente.

Caminhei até onde Alice estava parada ao lado de Jasper, ambos completamente confusos com o que estava acontecendo. Assenti para meu cunhado e em seguida virei-me para minha irmã, seus olhos claros já começavam a ficar cheios de lágrimas, enquanto suas sobrancelhas franziram-se em minha direção.

— Algo ruim aconteceu? – Perguntou em um sussurro e eu suspirei.

— Eu vou conversar com você, Alice, mas precisamos ir até meu quarto. – Ela assentiu rapidamente e veio em minha direção, abraçando-me com força. – Alice?

— Eu estou ficando com medo, Edward, você nunca demonstra esse olhar assustado. – Sussurrou contra meu peito e eu a abracei fortemente contra mim, beijando seu cabelo escuro.

— Vou deixar vocês conversarem sozinhos. – Olhei para Jasper e ele sorriu para mim, apertando meu ombro. – Acho que eu ficarei em boa companhia aqui embaixo. – O agradeci e abracei minha irmã por sua cintura, caminhando com ela e direção das escadas, meu coração palpitando forte a todo instante, temendo o que se sucederia após toda a conversa.

Subimos silenciosamente todos os lances, indo até o último andar, caminhando em direção ao meu quarto. Abri a porta do cômodo e a deixei entrar por primeiro, seguindo-a em seguida, e no processo disso fechei a porta. Antes que eu sequer pudesse abrir a boca para falar alguma coisa, Alice já estava abraçando-me fortemente novamente, seu corpo pequeno sacudindo com os soluços que ela deixava escapar. Abracei-a novamente e apoiei meu queixo sobre sua cabeça, meus braços apertando-a contra mim e meus olhos fechando-se como reflexo.

— Eu estou apavorada. – Disse-me entre seu choro. – Você sabe que eu sempre tive essa porcaria de dom assustador, Edward, sempre consegui captar alguma coisa e eu senti isso hoje. – Confessou, seu rosto apertando-se contra meu peito. – Eu comecei a sentir uma dor estranha pela tarde, um medo espalhava-se por mim e Jasper já começava a ficar confuso com tudo o que estava acontecendo, e uma única coisa que vinha em minha mente era você, Edward. – Fungou e eu alisei suas costas, suspirando. – Eu sabia, no fundo do meu coração, que alguma coisa estava acontecendo com você. E era tão confuso, por Deus, parecia em um momento que era algo bom, mas as dores que eu sentia dentro de mim provava-me ao contrário, isso voltava-me a loucura todo instante. – Disparou e eu apertei-a mais, assim que senti seu corpo tremer e eu sabia que era de medo. Essa ligação que tínhamos era completamente inexplicável, eu sempre achei que era algo de irmãos, ainda mais que sempre fomos inseparáveis, mas após descobrir a verdade e também saber que Alice, infelizmente, não era a minha irmã, esse vínculo que tínhamos deixava-me embaralhado em meus próprios pensamentos. – Eu sei que algo aconteceu, Edward. – Sua voz chamou-me novamente para a realidade, fazendo-me engolir em seco ao ver o quão desesperada ela parecia. – Me conte, por favor, tire-me dessa miséria. – Afastou-se suficientemente para poder olhar em meu rosto. Acariciei sua face, tirando as lágrimas que teimavam em cair. – Fale comigo, por favor. – Suplicou-me.

— Eu vou falar, Alice. – A rouquidão em minha voz demonstrava o quão abalado eu estava, em todo instante queria parecer forte para que minha irmã não piorasse, suas estruturas já pareciam estar completamente em ruínas. – Mas mantenha a mente aberta, por favor. – Segurei seu rosto, fazendo-a olhar em meus olhos. – Tudo o que eu te peço é para confiar em mim e tentar entender tudo. – Ela assentiu lentamente e eu respirei fundo, caminhando com ela até minha cama e sentando-me no colchão, puxando Alice para ficar de frente para mim. A todo momento os olhos dela brilhavam com as lágrimas que eu sabia que a mesma tentava segurar, mas eu também podia notar o pavor nas orbes, tanto que deixava-me com o peito apertado por vê-la nessa situação. – Tudo começou depois daquele ataque que eu tive em sua casa, quando Anthony apareceu e começou a ensinuar coisas que tiraram-me de órbita. – Falei entredentes ao lembrar do dia, ainda mais lembrando tudo o que aquele canalha fez comigo e com toda a minha família. Mas eu ainda os faria pagar por tudo, eles mal podiam esperar. – Lembra-se? – Alice concordou com a cabeça e eu peguei em suas mãos trêmulas, segurando-as entre as minhas. – Após receber suas ameaças, eu pedi para Jenks ficar na cola dele e de Elizabeth, eu temia o que ambos podiam fazer com Bella, com Andrew e até com você. – Sua boca abriu-se e balancei a cabeça, interrompendo o que ela falaria, porque eu tinha certeza quais seriam as palavras que sairiam de sua boca. – Não diga que eles são seus pais e seriam incapazes de fazer algo com você, Alice, porque aqueles miseráveis são capazes de qualquer coisa para conseguir aquilo que desejam. – Rosnei raivoso, meu ódio por aqueles dois aumentava em proporções gigantescas. – Eu sei que eles tentaram dar-lhe o amor fraternal. – Debochei. – Eles nunca fizeram nada contra você, Alice, mas eu tenho certeza que fariam algo se isso pudesse atingir-me, porque a única coisa que importa para eles é o dinheiro, a ambição deles não possui fim e eles não se negariam a machucar a própria filha para conseguir o que desejavam. – Soltei uma mão sua e toquei o rosto delicado, no mesmo instante que uma lágrima escorregou. – Alice, eu sei o quanto isso te machuca, tenho certeza que dói em você ver o quanto eu os odeio, mas eu não posso ter outro sentimento por eles, o ódio ainda é pouco para tudo o que eles fizeram-me.

— Eles são meus pais e eu os amo. – Dessa vez foi ela quem segurou meu rosto entre suas mãos. – Mas eu jamais iria preferi-los a você, Edward. – Fungou. – Eu sei todo o mal que te fizeram, as porcarias que eles te obrigaram a usar, os machucados que você tem por causa deles. – Fechei meus olhos, ouvindo-a ter sua voz cada vez mais fraca. – Até psicologicamente você foi atingido por eles, Edward, nunca poderei perdoá-los pelo o que fizeram com o meu irmão. Uma parte minha sempre vai odiá-los por terem sido tão cruéis com uma das pessoas que mais amo nesta vida, só que a outra parte de mim ama-os, porque foram as pessoas que me deram a vida e nunca me machucaram. – Voltei a olhar em seus olhos e vi outras lágrimas formando-se nas bordas. – E eu não te culpo por odiá-los dessa maneira. Eu falhei em tentar te ajudar antigamente, Edward, mas eu sempre fui o mais longe que eu podia para tirar você deles, só que eu era fraca demais naquela época, mas tudo o que eu queria era te ver feliz e longe de toda a tormenta que eles faziam com você. – Respirou fundo. – Mas se perguntarem-me quem eu prefiro, é claro que vai ser você. Edward, você está em primeiro lugar em minha vida, foi quem ajudou-me na infância e adolescência, apesar de sofrer tudo em sua vida, você ainda dava um jeito de ser o herói para mim. – Chorou e meio as lágrimas. – Elizabeth e Anthony tentaram ser meus pais, porém eram tão reclusos e sempre estavam fora de casa, quem criava-me era você, por isso te amo mais do que à eles. – Massageou meu rosto. – Pode parecer terrível, mas é assim que eu me sinto. – Assenti e respirei profundamente, meus olhos grudados nos dela a todo momento.

— Eu te amo demais, Allie. – Sussurrei. – Me dói tanto lembrar o que eu descobri há pouco tempo. – Inspirei meu ar, expirei-o e repeti o movimento. – Só que mantenha em sua mente que eu sempre serei seu irmão mais velho, ainda sou o cara que implicou quando vi o quanto estava apaixonada por Jasper. – Ela riu chorosa, lembrando-se da minha implicância com seu noivo. – Continuarei sendo o mesmo Edward. – Acariciei suas bochechas com meus dedões. – Após eu pedir para meu detetive procurar tudo sobre seus pais e também sempre ficar na cola deles, eu imaginava que nada a mais poderia ser descoberto, porque eu sabia todos os podres da vida que eles levavam. Eu deixei tudo nas mãos de Jenks, a busca, em minha opinião, não resultaria em nada, mas não custava nada deixar que Jenks buscasse por algo. – Suspirei. – Talvez, eu ainda tivesse alguma esperança de poder acabar com eles, vingando-me sobre as coisas do passado, por isso deixei que meu detetive buscasse pelas coisas. – Alice acenou com a cabeça e eu puxei o ar com força, olhando para sua mão que estava em seu colo. Tirei uma de minhas mãos de seu rosto e apertei seus dedos com os meus, tentando buscar forças em seu toque. Parecia que eu sangrava por dentro ao lembrar-me do que eu tinha que contar para ela, mesmo que para mim não mudasse m nada, era algo doloroso saber que tudo o que eu vivi foi uma mentira. Toda a minha vida foi mascarada. A única coisa que tive foi Allie, ela mudou toda a minha adolescência, eu acho que foi só por causa dela que eu consegui ir contra os canalhas de seus pais, deve ter sido por sua causa que eu resolvi seguir em frente e ir em busca de tudo o que eu sonhava. – Tempo passou-se e eu não tive notícia alguma, então comecei a imaginar que nada a mais poderia ser buscado contra Elizabeth e Anthony. – Saí de meus pensamentos, concentrando-me na narração dos fatos. Cerrei meus olhos brevemente, puxando uma grande lufada de ar. – E então eu estava indo para a casa de Rosalie, amiga de Bella. Eu iria buscar Andrew e minha namorada após um longo dia na empresa, fiz tantas coisas e estava esgotado, só queria estar perto do meu filho e dela. – Olhei para Alice e pude ver um pequeno sorriso em seus lábios. – No caminho eu recebi uma chamada de Jenks. Até estranhei, pois tinha falado com ele no mesmo dia e sobre o assunto que conversávamos não havia mais nada a ser discutido, então curiosamente eu atendi o telefone. – Engoli minha saliva lentamente, tentando controlar-me ao máximo. Uma enxurrada de emoções já vinha para cima de mim, mas eu sabia que teria que ser forte por minha irmã, doeria mais nela no momento, a dor máxima eu já havia sentido e ela ainda estava dentro de mim, só que em dimensões menores.

— Seu silêncio está assustando-me, Edward. – A sua voz baixinha soou e eu pigarrei olhando-a. – Por favor, o que quer que seja, conte-me. Eu vejo a aflição em seus olhos e ainda sinto toda a dor que passei no dia, aqui dentro. – Tocou seu peito com a mão vazia. – E aquela dor parece estar aumentando à medida que eu vejo dor e medo em você, Edward, isso piora meu estado. – Sussurrou como um segredo, seus lábios tremendo. – Eu sempre estarei com você. – Tentou sorrir, mas o medo que eu via em seu olhar não permitia isso. – Ainda serei a irmã caçula birrenta, aquela que odiava vê-lo indo embora depois de passar para ver-me no parque. – Sorri vendo seus olhos brilharem com as intensas lágrimas. – Vou continuar sendo aquela que ama vê-lo feliz e adora ainda mais ver o quanto está bem ao lado de Bella, fazendo-a ter a felicidade que precisava, sendo recíproca para você. Serei a Allie que manda em você, porém só quer ajuda-lo a tirar todo o peso da dor do passado, serei eternamente aquela que estará ao seu lado para o que der e vier. – Não aguentei mais e puxei-a para meus braços, apertando o corpo minúsculo contra o meu, fechando meus olhos e escondendo meu rosto entre os fios de seu cabelo. Respirei profundamente várias vezes, mantendo minha força e negando-me a chorar. Ouvi um baixo soluço sair de seus lábios e ela apertou seu rosto contra meu ombro. – Me fale, Edward, por favor. – Pediu contra minha camiseta, apertando seus dedos em minhas costas. – Eu só quero saber a verdade.

— Jenks ligou-me naquela noite e pediu-me calma, mandou que eu parasse de fazer qualquer coisa, porque a notícia que ele tinha era forte. – Continuei o relato. – Estacionei o carro e esperei até que ele disse-me o que era de tão importante. – Apertei meus olhos e respirei contra os fios negros do cabelo de minha irmã, puxando forças para dizer-lhe a parte angustiante. Senti suas mãos massagearem minhas costas, como se pedisse para que eu acalmasse-me e contasse logo as coisas. A agonia enchia-se em mim mais uma vez e parecia que eu estava voltando para o dia em que fiquei paralisado ao saber da notícia, preso em meu carro, meus pensamentos voando a todo instante e a dor intensificando-se dentro de mim por saber de tudo, ainda mais que todas aquelas torturas dos filhos da puta era, porque eu não era um filho legítimo, então achavam que poderiam fazer o que quisesse comigo, da maneira que os convinham, do jeito que os divertissem. – Jenks contou-me que viu seus pais discutindo em um café e lá ele soube que... – Puxei o ar. – ... eu não sou filho biológico de Elizabeth e Anthony. – O corpo de Alice retesou contra o meu e eu aumentei a força de meu abraço. Senti ela deitar sua cabeça em meu pescoço e em seguida a torrente de soluço e choro saiu dela, as lágrimas caindo em minha pele. – Ei, Allie... – Sussurrei em seu ouvido, massageando suas costas. – Shiuuu, não precisa ficar assim. – Funguei, segurando meu próprio choro ao vê-la naquele estado. Ela sempre foi tão forte, era assustador ver minha irmã fragilizada dessa maneira.

— Você... você... – Repetiu-se e balançou a cabeça, seus braços pequenos apertando-me contra ela. O choro dela parecia sofrido e minhas lágrimas não ficaram seguras em meus olhos, porque senti duas escorregarem lentamente pelo meu rosto. Acariciei seu cabelo e continuei tentando acalmá-la, deixando meu pranto sair silenciosamente. – Você não é meu irmão. – Lamentou-se, soluçando dolorosamente em seguida. Neguei com a cabeça, aproximando meu rosto de seu ombro, apoiando-me ali.

— Eu sempre serei seu irmão, Allie, sempre. – Repeti, tentando fazê-la entender eu descobrir essa verdade não mudaria em nada. – Vou amar você como minha irmã caçula por toda a minha vida, nunca isso mudará, nada pode tirar isso de nós. – Esfreguei meu rosto em seu casaco. – Pode acontecer várias coisas, Alice, mas o laço que construímos entre nós é grande o suficiente para vencer qualquer barreira. Essa ligação é mais forte que qualquer vínculo sanguíneo que poderíamos ter. Nada muda, nada. — Reforcei.

— Eu te amo tanto, Edward, tanto. – Inteirou, fungando alto. – Eu jamais deixaria de amá-lo por causa disso, mas ainda dói saber que fomos enganados a vida inteira. – Assenti, compreendia isso da maneira mais real possível. – Eu estou com tanta raiva daqueles delinquentes, deixe-me vê-los pessoalmente, vou fazê-los pagarem caro por cada maldita dor que causaram em você. As mentiras que nos falaram. A porra da angustia que deixaram em você por toda a sua vida. – Rosnou furiosa. – Eles vão me pagar! – Grunhiu e eu neguei com a cabeça, afastando-a de mim para poder olhar em seu rosto.

— Você não vai se meter com eles, Alice. – Seus olhos arregalaram-se. – Eu cuidarei para que eles sofram o dobro e te peço perdão por isso, mas eu não serei misericordioso com eles. Aqueles miseráveis acabaram com a minha vida e fizeram a vida da minha família um inferno total por quase trinta anos, então sou eu quem farei a justiça. – Segurei em seu rosto. – Você tem que me prometer que vai deixar isso guardado, Alice, eles não fazem ideia sobre o que descobrimos e isso precisa continuar assim. E eu não a quero em perigo, então não vai fazer nada contra eles.

— Mas eles te maltratam tanto, Edward. – Suspirou alto. – Você possui as malditas cicatrizes até hoje, por causa deles! – Rugiu e eu respirei fundo. – Eu não vou deixar isso barato. Eles são meus pais, mas nunca vou perdoá-los por nos enganar por tantos anos, e ainda mais por fazê-lo sofrer por diversão macabra que tinham. Isso não vai ficar assim!

— Eu compreendo tudo isso, Allie, mas você vai prometer-me que não fará nada. – Ela moveu a cabeça, negando. – Por favor, Alice, eu não a quero em perigo. Eu já avisei que eles são capazes de qualquer coisa para atingir-me e eu jamais me perdoaria se alguma coisa acontecesse com você por minha causa.

— Por que eles te odeiam tanto? – Suplicou por uma resposta, porém olhei para baixo e dei de ombros, soltando meu ar lentamente. – Que direito eles possuíam para fazer tudo isso com você, maninho? – A olhei e sorri fracamente, secando seu rosto.

— Eu, sinceramente, não sei. – Senti seus dedos tocarem meu rosto, tirando os vestígios de minhas próprias lágrimas. – Mas eles pagarão por isso. – Olhei em seus olhos. – Perdoe-me.

— Não existe o que perdoar, Edward, eles merecem qualquer coisa que queria fazer com a vida deles. – Bufou. – Eles não tiveram pena de você quanto o maltratavam dia e noite, então eu também não terei agora. – Suspirou longamente. – Posso ser uma pessoa terrível por desejar mal aos meus pais, só que isso é por culpa exclusiva deles. – Olhou-me atentamente e sorriu tristemente. – Então, você não é meu irmão verdadeiro. – Balancei a cabeça, tirando sua franja de seus olhos.

— Não de sangue, mas eu sempre amarei você como minha irmã mais nova, isso não mudou e nunca vai mudar. – Ela assentiu.

— Eu sentirei falta.

— Allie...

— É que... parece que é diferente. –Deu de ombros. – Eu sempre vou te considerar meu irmão mais velho, o cabeça dura e ogro. – Revirei meus olhos, arrancando uma risada dela. – Mas algo é diferente, você tem que admitir isso. – Segurou-se em meus ombros. – Só que eu não digo que mudará as coisas entre nós, isso nunca, ainda preciso puxar muito seu pé. – Piscou divertida, mesmo com seus olhos brilhando, novamente com lágrimas. – Eu te amo, Edward, e odeio não fazer mais parte da sua família. – Rolei meus olhos e segurei em seu queixo.

— Você é parte da minha família, pare de ser cabeça dura. – Bufei. – Sabe aquelas pessoas que estão lá embaixo? – Alice confirmou e eu respirei fundo, um sentimento bom preenchendo-se em meu peito. Lembrar-me de Esme, Carlisle e até Emmett me dava uma alegria indescritível. Fiquei perdido quando vi que não possuía informações sobre minhas origens ou sobre a minha família biológica, no entanto, todos meus parentes estavam no andar de baixo e eu nem sabia explicar o amor que eu já sentia por eles. – Bella conheceu Emmett, porque ele é namorado de Rose, amiga dela. – Minha irmã acenou. – E então, logo em seguida, no dia que eu fui busca-la na casa de sua amiga, ela também tinha conhecido os pais de Emmett, disse-me que sentimentos estranhos apossavam-se dela e a cada vez que olhava para a mãe dele, lembrava-se de alguma coisa sobre mim. – Sorri um pouco ao lembrar-me da mulher de minha vida. Ela entrou em meu caminho para mudar todas as coisas e eu não poderia ficar mais feliz com tudo o que ela fez para mim, por mim.— Bella é esperta e foi ligando todos os pontos. Ela veio para meu apartamento quando viu que eu não chegava nunca lá, e como ela disse-me, foi assim que ela começou a comparar as feições de Carlisle comigo e a aparência de Esme com a minha. – Engoli em seco. – Eles são meus pais verdadeiros. – Soltei por fim e vi os olhos de Alice arregalaram-se devagar, sua boca abrindo em choque. – Eles vieram falar comigo mais cedo, e todos nós despejamos tudo o que passamos um para o outro. Eu fui roubado assim que Esme me teve, Anthony e Elizabeth fizeram isso e deram-me como morto para ela. Meus pais ficaram quase trinta anos pensando que seu filho mais novo estava morto. – Pisquei meus olhos e Alice arfou, abraçando-me apertado, fazendo-me deitar minha cabeça em seu pescoço novamente.

— Eu sinto tanto, maninho, tanto, tanto. – Repetiu, movendo sua cabeça incrédula. – Eu não acredito que aqueles filhos da puta fizeram isso na sua vida! Na vida de seus pais! – Fungou. – Oh, Deus, todos sofreram por culpa deles, todos vocês. – Apertou-me com força. – Estou odiando-os demais no momento, Edward, como eu posso ser filha de pessoas sem coração? Como? – Soluçou e eu retirei-a de meus braços, beijando sua testa.

— Você é boa demais, Alice, nem deveria ser considerada filha daqueles monstros. – Toquei seu rosto, sorrindo por outra vez ter que secar as lágrimas. – Lembre-se que você tem a mim, a Jasper e a família dele. Nós te amamos demais e nunca, nunca iremos abandoná-la. – Ela assentiu freneticamente e eu dei mais um beijo em seu rosto, suspirando profundamente. – Meus pais irão amá-la também, eles são as pessoas mais bondosas que eu já vi em minha vida. – Sorri, lembrando-me deles. – Acho que amo-os mais do que poderia descrever. – Confessei e vi minha irmã sorrir brilhantemente.

— Estava na hora de você achar sua felicidade, Edward. Você, mais do que qualquer pessoa, merece ser feliz em dimensões inexplicáveis. – Beijou minha bochecha. – Vamos descer, eu definitivamente preciso conhecer essas pessoas maravilhosas. – Piscou animada e eu levantei-me, segurando em sua mão e a puxando para ficar de pé. – Sempre irmãos? – Perguntou, apertando minha mão na sua.

— Eternamente. – Seu sorriso aumentou e eu a puxei comigo, abrindo a porta do quarto. Nem tivemos tempo de sair, porque uma criatura apareceu em nossa frente, pulando sem parar, um sorriso enorme no rosto. – Bem, deveria saber que ele não se aguentaria até voltarmos.

— Tia Alice! – Andrew gritou energético e Alice riu. Ela foi até seu sobrinho e agachou-se, pegando-o no colo. – Eu senti tanto sua falta, tia. – Suspirou. – Papai disse-me que iríamos vê-la em breve, mas eu odeio passar tanto tempo longe da minha tia maravilhosa. – Beijou o rosto de Alice, abraçando-a pelo pescoço. Ela encarou-o encantada, soltando um suspiro. – Ah! Tenho novidades.

— Sério? – Perguntou, arqueando uma sobrancelha.

— Claro, preciso mostrar meus avós, eles são pais do meu papai. – Piscou na direção dela. – Pai me explicou por cima, mas disse que eu entenderei tudo melhor quando eu crescer. – Deu de ombros e eu mexi em meu cabelo, respirando fundo. Sei que Andrew deveria ter nós em sua cabeça, mas eu expliquei da melhor maneira que podia, não precisa mencionar o quanto Anthony e Elizabeth eram pessoas más, isso ele poderia compreender mais tarde. – Eu sei que vocês não são irmãos de sangue, você é filha de pais diferente do meu pai, porém papai explicou-me que isso não importa nenhum pouco, porque você ainda é a irmã dele e sempre a amará. – Alice olhou-me e eu abri um sorriso em sua direção, fazendo-a retribuir. – Agora vamos! Meus avós são perfeitamente perfeitos, você precisa conhece-los. – Remexeu-se para ficar no chão e assim que Alice o largou, Andrew pegou em sua mão e começou a puxá-la para fora do quarto.

Ri da animação do meu filho e encostei a porta do meu quarto, caminhando atrás deles. Andrew foi tagarelando durante todo o percurso até a sala de jantar, e quanto chegamos até lá, pude perceber que Jasper estava por dentro de tudo, afinal ele conversava com Bella, atento a tudo o que ela dizia. Assim que entramos na sala, os olhares vieram em nossa direção e Andrew correu até meus pais, Alice seguindo-o e rindo com sua imperatividade.

— Vovó, vovô, essa é a irmã do meu papai. Tia Alice. – Apontou para a morena atrás dele, fazendo Esme e Carlisle ficarem de pé e sorrirem para ela. – Tia Alice, esses são os pais de meu papai, Esme e Carlisle. – Seu dedo apontou para cada um, um sorriso estonteante em seu rosto.

Senti uma presença ao meu lado e virei-me, vendo Jasper olhar-me com um sorriso, seus braços cruzados. Entendendo seu olhar, eu assenti, desviando minha atenção da cena de Alice conhecendo meus pais.

— Foi uma grande surpresa. – Admiti. – Eu jamais pensaria uma coisa dessas. Confesso que sempre desejei que eu não fosse filho daqueles malucos, mas nunca pensei que isso poderia tornar-se verdade. – Suspirei auditivamente.

— O importante é que todos estão felizes, Edward. – Jasper sorriu. – Eu vejo no olhar da minha noiva, a alegria dela. – Deu uma olhada em Alice, virando-se para mim em seguida. – E o vínculo que possuem não vai se quebrar por causa dessa descoberta, tenho certeza que é capaz de tornar-se ainda mais forte. – Assenti.

— Eu confio nisso também. – Apertei seu ombro. – Eu tenho muita coisa para te agradecer, Jasper. – Ele negou com a cabeça. – Claro que eu tenho. – Bufei. – Todos esses anos você ajudou-me a me curar, de alguma forma, eu era mais atormentando psicologicamente do que sou hoje em dia, e isso eu devo à você e suas ajudas de psicólogo. Abrir-me com alguém diferente mudou tudo, obrigado.

— Você não precisa agradecer-me por isso, Edward, foi o meu prazer. – Seu olhar mais uma vez foi até Alice. – E é claro, você ainda deu-me a chance de conhecer a mulher de minha vida. – Revirei meus olhos.

— Ainda não me esqueci que você desvirtuou minha irmã. – Bufei pavoroso. Odiava lembrar que eu peguei Alice conversando com uma amiga, falando como foi bom perder a virgindade com o loiro. – Foi terrível. – Estremeci, fazendo-o gargalhar. – Não tem graça alguma!

— Claro que tem, irmão. – Emmett apareceu do meu outro lado, jogando seu braço em volta do meu ombro. – Você tem ciúmes de sua irmãzinha, isso é... – Olhou em volta, como se estivesse procurando por alguém. – ...foda pra caralho. – Disse por fim, sorrindo abertamente.

— Infelizmente, esse é meu irmão Emmett. – Apresentei para Jasper, fazendo ambos rirem.

— Já conheci-o, o cara é uma piada. – Jasper disse rindo, ganhando um tapa brincalhão de Emmett. – E por que ele olha em volta, cada vez que fala algum palavrão? – Franziu o cenho confuso.

— Rosalie está disciplinando ele. – Ri ao ganhar um olhar feio do moreno. – Ele tem mania de ser boca suja e perto de Andrew não dá para falar nada disso, e Rose sabe, então bate nele a cada vez que ele solta alguma coisa inapropriada.

— Bem injusto, só para deixar claro. – Bufou e bebericou algo que trazia no copo que estava em sua mão. – Minha Ursinha ama quando eu sou boca suja. – Moveu as sobrancelhas sugestivamente e quando Rosalie pareceu ouvir o que ele disse, virou-se para nós com uma sobrancelha arqueada. – Edward é quem está falando besteiras! – Apontou o dedo para mim, afastando seu braço de meu ombro. Revirei meus olhos, arrancando uma risada de Jasper.

— Tem certeza que ele é o irmão mais velho? – Olhou-me divertido.

— Tenho minhas dúvidas. – Pisquei para ele, fazendo Emmett bufar.

— Que engraçado, estou morrendo de rir. – Ironizou e eu balancei minha cabeça. Algo agarrou-se em minha perna e eu abaixei a cabeça, rindo ao ver Andrew sorrir alegremente para mim. – Esse garoto é muito puxa saco seu. – Ignorei Emmett e peguei meu filho no colo.

— Isso é porque eu sou um pai exemplar. – Beijei a testa do loiro em meu colo. – Não é, campeão? – Movi uma mão pelos fios rebeldes e ele assentiu alegremente.

— Com certeza! – Agitou-se. – Papai me ama muitão e eu a ele. – Beijou meu rosto, sorrindo brilhantemente. Suspirei olhando para meu filho, Deus, eu amava tanto esse garoto, não sabia nem explicar como era tê-lo como meu filho. Pegar Andrew para mim foi uma das melhores escolhas que eu fiz em toda a minha vida, ele trazia-me uma alegria incomparável.

— Ei, eu senti sua falta, pequeno. – Jasper pronunciou-se. Andrew olhou-o e sorriu para ele, jogando-se em seu colo. – Já estava acostumado a ter Andrew todos os dias lá em casa. – Beijou o garoto, fazendo-o sorrir mais com a atenção.

— Eu já volto. – Avisei para eles e baguncei o cabelo de Andrew, afastando-me e indo até a cozinha, onde vi Bella entrar sozinha. Caminhei até o cômodo e sorri malicioso ao vê-la tomar água em frente da geladeira. Fui silenciosamente até perto dela e abracei-a com força, puxando seu corpo contra o meu, ouvindo um grito abafado. – Olá, querida. – Beijei seu pescoço.

— Credo, Edward! – Bateu em minhas mãos que estavam em sua volta. – Você quase matou-me de susto. – Ri e ela bufou, fechando a garrafinha e guardando-a na geladeira. Virei-a entre meus braços e empurrei seu corpo contra a geladeira, ouvindo ofegar. Sorri olhando em seus olhos e levei uma mão até seu rosto, contornando seus traços com a ponta do meu indicador. – O que foi? – Mordeu o lábio inferior, fazendo-me levar minha mão até sua boca, afastando a carne de seu lábio de seus dentes.

— Eu só queria dizer o quanto fico feliz por ter você comigo. – Sussurrei perto de seu rosto, encostando minha testa na sua. – Você não faz ideia do quão bom é ter você para mim. – Chupei seu lábio superior contra os meus, ouvindo-a arfar contra minha boca. – Você é a mulher mais perfeita que existe, Bella, olhe tudo o que fez por mim. – Suspirei. – Mudou minha vida por completo, trouxe a alegria que faltava-me. – Seus olhos acompanhavam os meus a todo instante. – Eu era feliz demais ao ter Alice, Andrew e você, porém você fez o impossível: tirou toda a dor que eu sentia, o peso de cima de meus ombros. – Abracei-a contra mim. – Você torna-se meu mundo, Bella, não sei mais viver sem você. – Confessei baixinho, fechando meus olhos. – Obrigado.

— Você não precisa me agradecer. – Abraçou-me pelo pescoço, seus braços enrolando-se em minha volta. – Eu só achava ser meu dever ver a felicidade em você. – Voltei a olhá-la. – Depois de tudo o que eu descobri sobre seu passado, Edward, eu vi o quanto você mereceria ser feliz. – Riu baixinho, olhando para baixo por algum tempo. – Eu te odiava no início, mas passei a compreender seu jeito mandão, o qual eu conheci. – Ergueu o olhar novamente, fazendo-me sorrir em sua direção. – E eu adoro você por tudo o que é, jamais irei querer algum agradecimento, Edward, eu fiz tudo isso porque eu só quero vê-lo sorrir. Eu te adoro, demais. – Engoliu em seco, fechando seus olhos. – Você também torna-se meu mundo. – Calei-a ao grudar meus lábios nos seus, beijando-a com urgência, paixão, empurrando-a mais contra a geladeira.

Essa mulher tornava-se mais vital em minha vida a cada minuto, jamais poderia ficar sem ela. Tudo o que eu tenho hoje, minha família constituída, a felicidade integrando-se ainda mais em mim, sempre deverei à ela. Bella mudou minha vida, mudou-me completamente, mas porra, adoro tudo isso o que ela fez por mim.

— Ei, pegação com a casa cheia não vale! – Grunhi contra os lábios da minha namorada, assim que ouvi a voz estrondosa do meu irmão soar. Afastei-me um pouco e virei minha cabeça, vendo-o nos olhar com um sorriso malicioso, enquanto se apoiava no balcão que dividia a cozinha e a sala de jantar. – Quando todos formos embora, você vai poder ir fundo, maninho. – Piscou maliciosamente e eu revirei meus olhos.

— Ganhei um irmão e um empata-foda, tudo junto em um pacote. – Reclamei para Bella e ela riu, puxando-me para si.

— Ignore-o. – Beijou-me novamente, fazendo-me gemer baixinho contra seus lábios deliciosos.

Ela beijando-me assim fazia com que eu esquecesse de qualquer coisa.

“Continua...”

Notas finais
N/A (Cintia Cullen): Primeiramente, parem tudo! Eu tenho que agradecer imensamente todooooo o carinho que vocês dão-me, por Deus, recebo tantos comentários incríveis que me dá vontade de chorar de emoção, sem contar as recomendações maravilhosas que recebi. A fanfic tem 14 recomendação, CATORZE! Eu fico estupefata com tanto carinho, e só tenho a agradecer cada uma de vocês, obrigada, amores, muito obrigada mesmo! ♥ E o capítulo 23? Espero mesmo que tenham gostado do conteúdo, eu adorei como ficou terminado, pensei que seria difícil demais escrever este capítulo, mas adorei o resultado. Torço muito para que também tenham gostado. :3 Vou indo-me, obrigada por tudo, amores. Uma ótima semana para todo mundo. o /