Notas iniciais
Oláaaaaa, gracinhas! Estou postando esse capítulo um pouco [muito] atrasada, talvez. Quero pedir desculpas por isso! As duas últimas semanas foram loucas, me desculpem mesmo. Mas esse capítulo é importante, é daqui em diante que as coisas começam a melhorar! Espero que aproveitem a leitura.

— ... trinta e dois... trinta e três... trinta e quatro... trinta e cinco, trinta e seis. Frango agridoce. – Watney disse, anotando. Enquanto... mastigava o frango em questão. Eram trinta e sete antes de começar a contar.

Watney respirou fundo. Levantou-se da banqueta sobre a qual estava sentado e guardou os frangos agridoces no armário. Aquilo finalizava outra fase. O próximo armário era o último.

Ao abrir a porta do próximo e último armário deparou-se com algo que não esperava. Havia uma caixa grande e branca lá. A letra da Comandante Lewis escrita na tampa ordenava: NÃO ABRIR ATÉ AÇÃO DE GRAÇAS. Watney arqueou uma sobrancelha. A Comandante Lewis que o perdoasse mas ele era o rei de Marte.

Quando a Capitã Carter não estava, é claro.

Hum. O que era...

Watney tirou batatas de dentro da caixa. Lembrava-se que a equipe de psicologia tinha mandado uma refeição especial como carga pressurizada ao invés de mandá-las com o resto dos suprimentos do Hab porque queria que a tripulação fizesse a refeição junta. Não apenas comendo, mas preparando também. Batatas eram fonte de calorias que podiam ser usadas no trabalho. E o melhor de tudo: batatas podiam ser plantadas.

Jess!— chamou. – Jessie!

Cagando!— Carter gritou em resposta. Watney franziu o rosto, enojado. Informação demais.

— Hã... tá. Quando terminar, eu achei uma coisa interessante!

Termino em um minuto!

Carter saiu do banheiro depois de algum tempo em que Watney ficou sentado batendo o pé no chão, tentando conter a ansiedade. Assim que ouviu os passos da Capitã, ele levantou seus olhos e abriu um sorriso.

— Já te ocorreu que podemos plantar aqui? No Hab?

Carter inclinou a cabeça.

— Plantar?

— É! – Watney estava claramente muito animado com a ideia. – Escuta. Sabia que temos batatas aqui?

— Claro que sim. Sou a capitã. Mandaram pro Dia de Ação de Graças, Lewis e eu escondemos logo que terminamos de montar o Hab.

— Ok, capitã, mas me entende! Se trouxermos terra pra dentro e polvilharmos o solo terrestre que foi mandado para experiências por cima, podemos montar uma estufa aqui!

— Teríamos mais calorias com as batatas. – Carter completou, seguindo a linha de raciocínio. Um pequeno sorriso surgia no canto de seus lábios.

— É! Poderíamos trabalhar melhor e plantar suprimentos até a chegada da Ares 4!

— E ninguém teria que cometer suicídio por overdose de morfina! – O sorriso nos lábios de Carter era enorme.

— Excelente observação! – Só não era maior que o sorriso de Watney.

Os dois começaram a gritar e pular em celebração. Finalmente algo parecia cooperar em seu favor. Juntos riram e dançaram de forma estúpida, mas sentiam-se confortáveis em fazer isso na presença um do outro. Não tinham vergonha um do outro. Watney abraçou Carter que, aproveitando a oportunidade para quebrar o jejum, deixou vários beijos pelo rosto dele finalizando com um nos lábios. Imediatamente afastou seu rosto e fingiu congelar como se tivesse percebido ter feito uma besteira automaticamente.

— Foi mal. – disse em menos de um segundo. O pedido de desculpas fora falso; não se sentia nem um pouco culpada. – Foi um antigo hábito estranho de celebração.

— O que você ainda não aprendeu, capitã, é que nós, marcianos, temos outro hábito de celebração.

A capitã franziu o cenho.

— E qual seria?

Diário de bordo: Sol 21

por Carter e Watney

Ok, vamos fazer as contas.

A missão em superfície deveria ter durado 31 sóis. Por precaução, mandaram comida pra 68 sóis, mas isso era pra sete pessoas. Então só pra nós dois isso deve durar... ?

Por volta de... 240 sóis.

Ótimo, 240 sóis, imagino que dê pra esticar até uns 350 se racionarmos. Então, só temos que cultivar três anos de comida aqui. Num planeta onde nada cresce.

Por sorte, o Mark finalmente vai ter a oportunidade de usar a formação dele para algo além de método anticoncepcional eficaz: ele é botânico.

Cala a boca, sai daqui!

*empurra*

Por sorte, eu sou botânico. Marte vai aprender a temer um botânico poderoso.

Você é um idiota, baforou na câmera toda. Olha o que você fez com a imagem, Mark. Está ridícula.

...

— Me fala da botânica, Homem-Erva. Uh, se você fosse um super herói, seria o Homem-Erva. Sabe qual seria seu super poder? Não existe, porque botânica é idiota.

Watney suspirou. Já estava acostumado com aquele tipo de piada, principalmente vindo de Carter.

— Em primeiro lugar, Homem-Erva é um nome ridículo. Você é péssima nisso. Em segundo lugar, você deve estar se esquecendo de que eu também sou engenheiro e isso certamente deveria entrar no meu nome de super herói.

— Dr. Erva, então? – Carter sugeriu, inclinando a cabeça, pensativa.

— O quê? Não! Para com isso, já sabe que é péssima.

— Nenhum dos seus pontos vai ser sobre a botânica em questão?

— Bem, eu ia falar sobre isso logo de cara, mas aí você começou a questionar o poder botânico.

— Minha nossa senhora. – ela murmurou. – Não exagera.

— Quer saber? Você vive insultando a minha ciência! É a minha área. Eu não fico zoando com astrofísicos o tempo todo.

— É porque nós somos cientistas de verdade.

— Tenho uma notícia pra você, Carter. – Watney disse com um volume baixo e malicioso, que Carter não podia admitir mas achou incrivelmente sexy. Ele caminhou até a cadeira giratória onde ela estava sentada e sussurrou em seu ouvido: – Esse botânico vai salvar sua vida. Agradeça ao meu diploma. E enquanto a botânica salvar a sua vida, você está proibida de insultá-la com suas palavras hostis e incorretas. Só você acha suas piadas engraçadas.

— Só você acha botânica legal.

Está proibida de insultar a honra botânica enquanto ela salvar sua vida.

— Tudo bem! – Carter levantou as mãos em rendição. – Eu vou me segurar. Conte-me então como a honra botânica vai salvar a minha vida, meu amado.

— Quando eu estava na faculdade, metade do pessoal que estudava botânica era formada por hippies que queriam voltar a algum sistema natural mundial e, de alguma forma, alimentar sete bilhões de pessoas simplesmente coletando alimentos. Eles passavam a maior parte do tempo aprimorando maneiras de cultivar maconha. Eu não gostava deles. Meu interesse sempre foi a ciência, e não essa besteira de Nova Ordem Mundial.

Carter inalou o ar lentamente com uma careta contorcida.

Aaaaaaaaargh. – gemeu. – Tantas piadas... tantas ofensas...

— Hã-hã – Watney negou. –, não pode ofender algo que está salvando sua vida.

— Você não coopera nem um pouco. – ela disse com um sorriso divertidamente malicioso no rosto.

Como eu estava dizendo, quando eles faziam montanhas de compostagem e tentavam conservar cada grama de matéria viva, eu ria. Achava extremamente idiota aquelas tentativas patéticas de simular um complexo ecossistema global no quintal de casa.

— É porque são extremamente idiotas é patéticas.

— Que bom que acha isso, porque é exatamente o que vamos fazer aqui.

Carter ergueu as sobrancelhas.

— Puxa, hoje realmente não é o meu dia de sorte.

— O que torna hoje o meu dia de sorte.

— Sabe, é desnecessariamente egoísta você se entreter tanto com a minha infelicidade. Tem 0% de altruísmo nessa atitude.

— Todos têm fetiches. – ele disse, sorrindo, vitorioso.

Carter apoiou a têmpora no indicador da mão direita que tinha seu cotovelo repousando na mesa do computador.

— Continua falando, Watney.

— Pra começar, precisamos economizar cada pedacinho de matéria orgânica que encontrarmos. Toda vez que terminamos uma refeição, os restos vão pro balde de compostagem.

— Sinto que uma conversa sobre cocô está vindo aí. – ela disse, desanimada.

— Vamos ter que pegar todas as fezes desidratadas e trazer de volta pra dentro.

Cocô ensacado. – corrigiu. – Não precisa dizer fezes desidratadas, te faz parecer lesado. Fala cocô ensacado, é o que é.

— Tá... Quando tivermos pegado todo o cocô ensacado, ele vai estar seco, ou seja, não tem mais bactérias, mas ainda tem proteínas complexas e pode servir como um precioso adubo. O acréscimo de água e bactérias ativas vai saturar o cocô, repondo qualquer população eliminada pelo Banheiro do Juízo Final.

Carter riu abertamente do nome. Watney sorriu ao vê-la rindo.

— Banheiro do Juízo Final... – repetiu, risonha. – Desculpa, prometo que eu vou parar de interromper. Eu acho. Continua.

— Vamos misturar água com o cocô em um pote grande, podemos até cagar no próprio pote. Quanto mais fedorento, melhor! São as bactérias trabalhando.

— Parece incrivelmente nojento. – Carter disse com um sorriso amarelo no rosto. – Minha nossa, recebi um fluxo de piadas. Prossiga, Delícia.

— Depois de trazer um pouco de solo marciano aqui pra dentro, vamos misturar o cocô e espelhá-lo. Em seguida, podemos polvilhar solo terrestre por cima.

— Por causa das bactérias cruciais pro crescimento das plantas no solo. – Carter acrescentou, interessada.

Exato. Em uma semana, o solo marciano estará pronto para que as plantas germinem. Mas ainda não vamos plantar. Vamos trazer mais solo sem vida lá de fora e espalhar um pouco de solo vivo por cima. Ele vai “infectar” o solo de novo e teremos o dobro da quantidade que tínhamos no início. E assim por diante. Durante todo esse tempo, claro, acrescentando adubo novo à experiência.

Uau, nossos traseiros farão tanto pela nossa sobrevivência quanto nossos cérebros.

Bunda. – ele corrigiu. – Não precisa dizer traseiro, te faz parecer lesada. Fala bunda, é o que é.

— Você tá cheio desses touchés, hoje, né?

— Não é a única espertinha por aqui, capitã.

Carter franziu o cenho.

— Pode repetir o que disse? – pediu.

Watney pareceu confuso.

— Eu... disse que você não é a única espertinha por aqui.

— Não, não, depois disso.

Ele suspirou ao entender.

Capitã. – disse, sarcástico.

Ah, sim. Era isso mesmo. É, acho que eu sou espertinha o suficiente, Delícia. Muito obrigada.

Diário de bordo: Sol 23

por Carter

Oi! E aí?

Mark me falou desse lance de gravar um diário de bordo, fator que eu achei interessantíssimo. Sempre fui a favor de diários, acho ótimo registrar pensamentos porque, algum dia, vai ser a única forma que você vai achar de dizer pra alguém que odiava essa pessoa por mais que ela gostasse de você: quando ela fuçar nas suas coisas tão profundamente que vai achar o seu diário. Adoro diários.

Como capitã, eu tenho que fazer relatórios e registros diários falando de toda a tripulação, coisa e tal, blá-blá-blá, burocracia. Tá aí, vantagem número dois de ter ficado em Marte: todo o trabalho burocrático ficou pra Comandante Lewis! Voltando, o meu ponto era que um diário de bordo facilitaria muito e deixaria mais preciso. Eu faria diários de bordo no futuro se cogitasse a possibilidade de voltar a ser capitã em alguma outra missão, mas nem sei se vou sobreviver à minha primeira missão como capitã, e se sobreviver, não volto pro espaço nunca mais. Mas diários são bons.

Você que está assistindo isso provavelmente é um futuro arqueólogo de Marte deve se perguntar: no meu funeral, tocaram Live and let die como eu pedi no meu testamento? Porque, na boa... quando eu fiz o meu testamento, eu sabia que morreria por se alguma eventualidade da vida. Doença, acidente... ser deixada pra morrer em um planeta deserto com suprimentos limitados... Sempre achei muito improvável que eu fosse morrer por assassinato. Então, a minha ideia era a seguinte: além de ser uma música incrível, também seria uma mensagem pra minha família: que vivessem e me deixassem morrer. Queria que seguissem em frente. Não ficassem encucados com isso. Afinal, eu morri por uma eventualidade, certo? Acontece, quem poderia prever?

Se eu tiver morrido por assassinato, essas regras não se aplicam. Quero que cacem e prendam o desgraçado. Ah! E, já pra ajudar na investigação, se eu realmente for assassinada, a minha aposta do culpado é na Nina Brolin. Ela é a única pessoa que tem um mínimo de causa, pelo menos por enquanto. Ela era minha amiga e estava namorando o Mark quando a gente se conheceu e... bem, eu acabei casando com ele, então, você deve imaginar que ela não tem exatamente uma simpatia por mim. Quando a gente casou, ela me mandou um e-mail cheio de ódio e palavras de hostilidade. Ter casado com o ex da minha antiga melhor amiga faz de mim uma talarica safada? Talvez. Mas eu não tive nada a ver com o término deles.

Hã... é! A Capitã da missão da NASA Ares 3 pra Marte é casada com um dos astronautas. Não só casada, como atualmente separada. A informação era confidencial, porque eles não queriam parecer antiprofissionais, mas eu sou astrofísica e meteorologista, e estou em plenas condições físicas, portanto, precisavam de mim. E o Mark é... bem, engenheiro mecânico e botânico, portanto, você deve imaginar que não existem muitos desses. Por alguma razão, consideram a botânica necessária e ele também teve que vir. A engenharia mecânica realmente é útil. A botânica, não.

Falando no Mark, eu quero aproveitar que ele está lá fora e falar de uma coisa. Eu me sinto uma idiota por estar falando com uma câmera mas por favor, futuro arqueólogo de Marte, leve em consideração que eu não tenho mais ninguém aqui, não posso falar sobre o Mark com o Mark. Então, fica aí a minha idiotice pra câmera. Desculpa, desculpa, eu sempre me enrolo, aqui vai o que eu ia falar: há dois dias, quando ele me contou da possibilidade de a gente fazer a estufa, nós dois comemoramos loucamente, a gente até pulou e se abraçou e esses lances, mas aí eu beijei ele e fingi que foi pela força de hábito. Mas não foi. Foi totalmente proposital. Cara, eu queria beijá-lo e vi uma oportunidade! Me julgue. Faz tempo que eu não beijo. Quer dizer... Faz menos tempo do que parece. Estamos separados há mais ou menos dois anos, um pouco mais que isso, então seu primeiro pensamento seria que eu estou esse tempo todo em abstinência, mas não, porque eu tenho surtos. Beijei o Mark na Hermes quando estávamos vindo pra cá. É, foi... foi em um surto, o que eu posso dizer? E foi na frente de toda a tripulação, menos da comandante. Não posso fazer essas coisas na frente dela porque a autoridade dela foi declarada superior à minha em questões que envolvessem a minha relação pessoal com o Mark. Voltando, foi bem público. Sabe que eu não tenho ideia de como ele reage a esses surtos? Ele não reage! Ele não faz nada. Não reclama, não me agarra, não me afasta... Não faz nada!

Nós somos tão estranhos... É tudo muito estranho. Porque eu ainda sou brutalmente apaixonada por ele, é claro que sou. Mas foi tudo muito súbito... Quer dizer, não tão súbito assim. Você já deve ter presumido que eu sou viciada em trabalho, sou uma workaholic; eu tenho 24 anos e já sou capitã de uma missão pra Marte. Pra isso, você deve presumir que, sim, eu tive que trabalhar bastante e, sim, isso consumiu muito do meu tempo. Então pra uma garota de 22 anos que passou a vida inteira estudando e ralando pra cacete, aplicar todo aquele estudo era ótimo. Eu trabalhava e todas essas coisas e, cara, é desnecessário falar que eu sou brilhante. Eu tinha um futuro excelente. O problema foi que eu me dedicava demais a esse futuro. Naquele presente, eu tinha um marido apaixonado ao qual eu não me dedicava nem um pouco porque era 100% focada no trabalho. Aí eu meio que abandonei o Mark... Ele se sentia muito sozinho porque eu era a melhor amiga dele e o larguei pra trabalhar e ficava irritado com a minha mania de ser controladora e meu complexo de Deus. Começamos a discutir, ele passava mais noites em bares bebendo do que em casa, o que também era uma forma de protesto já que ele sabe que eu não bebo e queria que ele parasse também apesar de nunca ter dado ultimatos ou broncas, não, só incentivos...

*silêncio*

O que eu estava falando? Ah! Hum... tá. Desculpa, é que se eu falo devagar demais eu perco a linha de raciocínio então, se em algum diário eu começar a falar rápido demais além do considerado humanamente possível é que eu estou raciocinando. São essas e outras, senhoras e senhores, que fazem de mim a Calculadora Humana. Voltando... é a terceira vez nesse diário que eu uso essa palavra... Um dia, Mark me disse que não aguentava mais ficar preso comigo e que não me queria mais. Pra não incomodá-lo mais eu juntei minhas coisas e saí da casa onde a gente morava e passei umas semanas morando de novo com meu irmão, Preston... Logo depois saiu a escalação pra Ares 3 e voltamos pro convívio um do outro, ficamos coexistindo de forma silenciosa, sem interação. Johanssen e eu nos demos bem logo de cara e fui morar no apartamento dela. Acho que o resto da história você já sabe.

Mark está lá fora pegando terra pra fazermos a horta. E ele acabou de entrar na eclusa de ar, então, assim que terminar de pressurizar, vai entrar aqui, então, tenho que parar de falar dele.

Eu queria muito comer bolo. Faz um tempão que não como bolo, desde que saímos da Terra, e saber que não vou comer bolo pelo resto da minha vida, senão por no mínimo quatro anos me deixa ainda mais desesperada pra comer bolo de novo. A mãe do Mark, Catherine, faz um bolo de milho brilhante. Cara, deviam dar um prêmio Nobel pra ela porque, na boa, nenhuma cura pro câncer, nenhuma tecnologia incrível, nenhuma invenção científica fantástica pode ser mais maravilhosa que o bolo de Catherine Watney.

Gosto de milho. E amo bolo. Então bolo de milho é o paraíso pra mim.

A vantagem número um de ter ficado em Marte é que minha cunhada, Patty, não está aqui.

Notas finais
Chegaaaaaaamos ao final de mais um capítulo. E aí? Estão gostando? Comentem bastante pra eu saber o que vocês querem que mude na história! Faço isso por vocês. Como vcs puderam ver, Mark e Jessica estão se entendendo melhor e, daqui pra frente, as coisas começam a esquentar. #Cartney is coming! Comentem muito pra fazerem uma autora feliz! Mamain ama vcs, gracinhas ♥