Never Been Hurt.
9 What you're gon' think?
Notas iniciais
Leiam as notas finais.
Boa leitura!
"Won't you give me all of you?
I want your body like right now
You know I live a magnum lifestyle
Baby turn the lights down"
Um quarto dos fundos.
Um quarto de empregada.
Um quarto qualquer.
Era o que Annabeth repetia em sua cabeça, olhando-se no espelho médio grudado na parede perto da cama de solteiro. Cama de solteiro. Era uma cama de solteiro bastante grande, mas continuava sendo uma cama de solteiro. Mesmo tentando fazer uma cara de brava enquanto fazia um coque no cabelo, ria.
Era a besteira mais engraçada e gostosa que já fizera em sua vida.
Ainda com o corpo suado, agradecida pelo vestido ser longo e bastante solto, sentindo suas pernas doerem levemente assim como as marcas espalhadas em seu corpo que pareciam pinicar, encarando-se mais uma vez, sua maquiagem ainda estava no lugar, por sorte. Sentiu o metal gélido em seu dedo anelar enquanto passeava o polegar por ali.
Gelado, suado... Ao mesmo tempo em que sentia um vazio ao encontrar o metal, sentia que estava feita por algumas horas.
É hora de sair, gritou em sua mente.
Tinha que sair dali. Encarar a realidade, e tudo que fizeram naquele quarto... Continuaria naquele quarto. Pensou isso várias vezes, antes de perceber que não se dava conta onde estava sua bolsa.
Apavorou-se. Respirou fundo, rodou o quarto, arrumou a cama e tentou usar a cabeça, tentando saber em que horas larg... A cozinha.
Seus passos foram apressados, trancando a porta do quarto, passando pelo corredor estreito que nem tinha reparado até chegar a bancada da cozinha. Inclinou-se sobre o balcão, aliviada ao sentir o veludo da bolsa, apressar mais uma vez os passos e então, sentir a brisa perfumada atacar seu rosto. Fechou a porta atrás de si, sentindo-se uma ladra quando olhou para os dois lados e tentou aparecer na festa de modo discreto.
Ninguém pareceu notá-la, além, claro, de uma Silena saltitante em seu vestido de tule rosa claro. Os cabelos caindo em cascata sobre os ombros enquanto pulava ao redor da piscina, com um sorriso enorme no rosto.
– Festa das meninas. Agora. A festa já está acabando, onde você estava?
Onde eu estava? Ah, transando com meu chefe, aliás seu melhor amigo. Acredita? Lembrando que ele está noivando! Isso é tão excitante, concorda? Annabeth parecia uma maníaca falando isso na própria mente, pensando rapidamente em milhares de desculpas.
– Banheiro. Eu não estava achando e quase passei mal com esses docinhos. Rachel deveria saber qual escolher. — fez uma careta, acariciando a barriga, as vermelhidões pinicando novamente
– Argh. Acredita que eu venho sentindo isso também? — Silena colocou a língua para fora, fazendo um movimento indiferente com a mão rapidamente — De qualquer maneira, vamos subir! Só falta você!
A loira assentiu, acompanhando a ruiva que se livrava de pessoas e garçons com acenos de cabeças rápidos e elegantes, não percebeu que no canto esquerdo da casa — o canto que parecia ser apenas um vão vazio — era mais uma entrada, com mais um vaso grande branco com uma pequena árvore nascendo recebendo o corredor estreito, Silena caminhava com elegância de sempre, abrindo uma porta com o quadril enquanto esperava Annabeth passar. Subiram a escada, e mesmo que a loira quisesse avaliar a casa, não podia ver mais nada além de uma escuridão que demorava a que seus olhos se acostumassem. Com pulos rápidos, Silena desaparecia de sua vista, fazendo com que Annabeth corresse sobre as sapatilhas para alcançá-la, por fim, pararam em uma das portas enquanto ela abria mais uma vez com um sorriso.
A noite foi rápida. Pelo menos para a loira e sua amiga, Thalia, cansadas do filme que passava, e do chocolate que era servido, decidiram ir dormir. Thalia disse que estava cansada demais por ser babá, Annabeth, por estar em pé. Não demorou muito para que Liz e Silena dormissem também.
Annabeth acompanhada de Thalia foram até o quarto de Sophia que estava sentada vendo filme de terror agarrada com Nico e Ian que pulava pelo quarto fingindo que era um zumbi. A morena teve que gritar com Nico por passar um filme daqueles para as crianças enquanto Annabeth agarrava Sophia e a jogava na cama, afirmando que era hora de dormir e amanhã ela poderia brincar muito mais. Claro que ouvia bastante reclamação enquanto procurava um pijama confortável para ela e jogava na cama, deixando ordens claras que ela deveria dormir, se não, não chegaria nem perto da praia.
Foi uma fala básica, em poucos minutos, a própria garota expulsava Nico e Ian do quarto, obrigando-os a dormir.
Ian esperneou um pouco, implorando para que o pai o deixasse dormir mais tarde, entretanto Thalia gritou, fazendo com que Ian resmungasse e corresse para seu quarto.
Aconteceu a mesma coisa com Nico.
Depois de bastante gritaria, ambas foram para seu quarto onde puderam descansar.
***
A loira sentiu algo queimar sua mão.
O sol.
A janela que era uma porta enorme que dava para uma área com vista para a praia estava aberta, as cortinas brancas balançando ao redor e Thalia estava sentada na poltrona marfim, com os pés no parapeito da grade e uma caneca onde um vapor fraco flutuava por cima.
– O que é isso? — Annabeth perguntou, a voz grogue e rouca, os olhos ardendo pelo contato rápido com a luz
Sabia que a pergunta era em vão, mas só queria falar e testar sua voz, como sempre.
A morena a encarou com os olhos azuis elétricos, parecia fraca.
– Chá preto. Quer um pouco? — ofereceu, erguendo a caneca azul para ela
A loira negou com a cabeça, sentando-se na cama, tirando o cobertor marfim de cima. Encarou suas roupas: uma blusa branca três vezes seu tamanho que caia sobre seu ombro, assim como os fios de cabelos revoltados, a calça azul e então, os pés descalços. Thalia atravessou a porta aberta, deixando a caneca vazia sobre a bancada de madeira.
– Você tem camisinha? — disse, direta
Annabeth riu, negando.
– Por que eu teria uma camisinha?
– Sei lá. Para usar, duh.
– Aliás, para que você quer uma camisinha?
– Preciso dar um susto no Nico.
– Vão assumir seu caso?
Thalia encarou sua melhor amiga, séria e medonha.
– Ok, foi uma brincadeira.
A morena fingiu não ouvir enquanto a loira continuava sentada na cama de pernas cruzadas, divertindo-se com Thalia procurando camisinhas nas gavetas da bancada e depois, nas três gavetas de madeira do criado mudo cor de tabaco. Ria a cada vez que ela grunhia, depois de zoar muito com a cara dela, citando cada posição que eles poderiam fazer na praia, pensou na noite anterior.
O quanto foi engraçado e... Eles também não usarão camisinha.
– O que foi? — Thalia perguntou, acenando uma camisinha roxa em frente aos olhos dela — Eu achei, não precisa ficar tão assustada.
– Eu preciso de uma pílula do dia seguinte. Tipo, agora.
– Por quê? O que você fez ontem que eu não estou sabendo?
– Thalia, sem brincadeiras, por favor.
– Olha, quem está falando, não é? Quem estava me zoando sobre transar com Nico? Quem?
– Thalia! É desesperante, eu preciso de uma pílula, por favor. — implorou, dando-se conta de que nunca carregava nem camisinha nem pílula do dia seguinte
– Sério? O que você fez ontem?
Annabeth levantou-se da cama em um pulo, desesperada, segurando as mãos da morena entre as suas, respirando com dificuldade diante do perigo que estava exposta.
– Por favor. — pediu
– Ok... Eu... Talvez, a Liz tenha ou a Silena.
– O que eu vou dizer para elas? Se eu nem falei sobre isso com você!
– Diga que... Nico está pedindo. — disse rapidamente
– Elas vão achar que é para você, não posso fazer isso com você.
– Ah, não se preocupe, ele estava com outra garota ontem, então... — deu de ombros
Annabeth sorriu, assentindo.
– Se elas não tiverem? — sua voz era apavorada enquanto caminhava pelo quarto
– Me encontre no final do corredor.
A loira não entendeu, mas desapareceu pela porta enquanto via sua amiga bater na porta de Silena e batia no primeiro quarto do corredor, o de Lizzie.
Demorou alguns minutos até que a morena com um rabo de cavalo e um vestido longo abrisse a porta, com olheiras leves e um sorriso no rosto.
– Ao que devo a presença de sua honra?
– Honra de sua presença. — Annabeth corrigiu
– Que seja. — balançou a mão no ar e sorriu novamente — O que veio fazer aqui?
Avaliando ambos os lados, vendo Thalia inclinada com um sorriso malicioso, deu um passo e disse, insegura.
– Você tem pílula do dia seguinte aí?
Lizzie riu.
– Para você? S...
– Não! É para a guria do Nico. Ele pegou uma garota ontem e não usaram preservativo. Diz logo que preciso falar com ele. O tadinho está apavorado.
– Ah. — a morena disse, afastando a gargalhada e negando com a cabeça. — Eu ando com camisinhas, mas... — deu de ombros
– Certo, obrigada.
– Te encontro no café da manhã? Poseidon odeia quando todo mundo toma café da manhã separado. É melhor arranjar logo isso antes que ele passe de quarto em quarto.
Annabeth assentiu, sem dar muita importância, seguindo Thalia para o fim do corredor onde ela estava encostada com uma expressão preocupada.
– Então?
– Silena não tem.
– E agora?
– Última opção, e mais humilhante. Acredite, você está me devendo uma pro resto de sua vida.
A loira assentiu, sem se dar conta quando Thalia bateu na porta em que quarto estavam. Depois de alguns minutos, Percy abriu a porta. Sem camisa e com uma toalha ao redor do quadril, sorriu para a prima, direcionando o olhar para Annabeth, corando instantaneamente.
– Bom dia, senhoritas. O que fazem por aqui tão cedo?
– Sua noiva oficialmente interesseira está por aí?
– Thalia. — Percy repreendeu, ainda encarando a loira de vez em quando — Está, mas...
– Só saia do quarto e vá se trocar em outro lugar. — a morena agarrou o ombro dele, jogando-o para fora do quarto, deixando-o tão aturdido e confuso que nem teve tempo de pensar, a mesma puxou Annabeth para dentro, vendo sua amiga sorrindo doce antes de fechar a porta
Ambas viraram-se, dando de cara com uma Rachel tão confusa quanto o cara que estava lá fora. Ela ainda estava de pijama, um baby-doll curto e vermelho que combinava com seus cabelos. Assim como Annabeth, Thalia sentiu ânsia de vômito de vê-la daquele jeito. Não conseguia enxergar como Nico e seu primo falavam de como ela era gata e gostosa no começo do namoro dele.
Ignorou o que vinha em sua mente, andou o espaço que separava elas e sentou-se na cama, jogando-se.
– Rach, você precisa me ajudar. — sua voz era doce enquanto falava — Me dê sua cartela de pílulas do dia seguinte, tipo, agora.
– Hm, a noite foi muito boa, ontem, huh? — disse com um sorriso enquanto pegava a bolsa de couro marrom, tirando uma caixinha azul — Talvez não funcione com você, porque depende de organismos. Mas não vale nada tentar, huh? Foi você que entrou na cozinha e deixou aqueles vinhos no chão? Percy ficou bastante irritado ao ver o seu vinho preferido no chão.
Thalia encarou a loira, intrigada. Negando com a cabeça, confusa.
– Não. Não sou o tipo sexo selvagem na cozinha, como deve ser você e o Percy quando vem para cá. — Thalia pegou a caixinha azul entre as mãos, vociferando um obrigada e andando firme até a porta
Percy continuava lá, parado, encarando a porta.
– Que merda...
– Cala a boca, idiota. — Thalia bateu em seu rosto enquanto andava de volta para seu quarto
Annabeth não entendeu nada, apenas evitou encarar seu chefe e andou atrás de Thalia. Assim que entraram no quarto, sentiu-se aliviada, sentando-se na sua cama ao pegar a caixinha das mãos da morena, pegou o copo de água deixado intocado ao lado de sua cama, jogando o comprimido na boca e bebendo em goles largos.
– Mais calma? — Thalia argumentou, apertando a caneca entre os dedos
– Sim. Vou acordar a Sophia agora.
– Eu já entendi. Não precisa me explicar. Não por enquanto.
Annabeth só assentiu, amarrando o cabelo em um coque. Deixando Thalia sozinha enquanto batia no quarto de sua filha.
Sophia estava arrumando a cama, vestida no mesmo pijama de antes: um vestido verde com gatinhos espalhados por todo tecido.
– Tio Percy já veio aqui chamar para tomar café.
– Já?
– Uhum. — concordou, terminando a cama e virando-se para ela — Podemos ir comer? Estou com fome, mãe!
– Hm, sim, acho que já podemos ir. — disse, encarando a porta onde Thalia estava esperando com um Ian sonolento
Descendo as escadas, virando alguns corredores e então, chegando a enorme — o que era de costume naquela casa — sala de jantar.
Tinha uma mesa realmente enorme, deveria ter uns dez assentos onde o da ponta deveria ser Poseidon com um robe azul vestindo uma bermuda florida e uma camiseta branca, ao lado direito estava Sally, de robe azul claro com um baby-doll enorme até os pés. Rachel já estava lá, com seu baby-doll curto vermelho e um robe cor de marfim enorme, ao lado de Percy que estava do lado esquerdo do pai, sem camisa e com uma bermuda que a loira não conseguiu identificar. Annabeth e Sophia foram sentar-se ao lado de Nico que estava com um robe preto e sem camisa, sentado ao lado de Sally, Nico tentou sorrir, mexendo nos cabelos de Sophia e mandando língua para Annabeth antes de cutucar sua barriga.
Ian sentou-se ao lado de Rachel enquanto Annabeth e Thalia ficavam de frente uma para outra, segundos depois Lizzie e Silena desciam juntas, soltando risinhos e um bom dia alto, beijando Poseidon, Percy e Nico enquanto passavam, sentando-se uma de frente para outra.
– Bom dia! — Poseidon disse, acenando para uma das empregadas — Ainda bem que todo mundo veio!
– É. — Percy assentiu, corado — Pai, dá para você adiantar isso? A gente só quer comer, sabe.
Poseidon revirou os olhos verdes que a loira percebeu que eram idênticos ao de Percy.
– Enfim! Fiquei sabendo da guria, hein, Nico? — Lizzie provocou, debruçando-se sobre a mesa
– Então, foi você que fez a bagunça na cozinha? — Sally perguntou com um sorriso
– Calma, eu ainda estou dormindo! – o moreno balançou a cabeça
– Que guria, papai? — Ian argumentou, pulando em cima da cadeira
– Nenhuma, querido. — Thalia disse, acariciando os cabelos de Ian — Por favor, Liz, crianças.
– De qualquer maneira...
– Liz. — Annabeth repreendeu, sorrindo para Sophia
– Só mais uma perguntinha. — implorou — Conseguiram o remédio para a menina?
– Elizabeth! — Thalia a encarou
Nico arqueou as sobrancelhas, confuso, encarando a morena pedindo respostas.
– Afinal, quem foi, Nico? — Poseidon perguntou quando o café da manhã começou a ser servido pelas empregadas que deixavam coisas na mesa, desapareciam e voltavam
– Tio! Temos duas crianças aqui, dá pra vocês falarem disso, depois? — Thalia pediu, encarando-o com raiva
– Qual é, sobrinha linda... Eles nem estão entendendo.
– Eu não estou entendendo mesmo! — Sophia disse, emburrada
– Não é para entender, querida. – Annabeth beijou sua testa, acariciando seu cabelo loiro
– Então, quem é? — Rachel perguntou
– Se eu soubesse, eu até falaria...
– Fui eu. Satisfeitos? Que saco! Nem vida sexual alguém pode ter.
– O que é vida sexual? — Ian e Sophia falaram juntos e riram ao mesmo tempo
– Thalia. Menos. — Annabeth pediu, rude
– Ahn? Eu estava tão bêbado assim? — Nico perguntou, enfiando o rosto nas mãos
Thalia o encarou, raivosa enquanto o moreno revirava os olhos.
– Não, idiota. – vociferou e respirou fundo, pegando de um jeito delicado até demais os pães quentes que uma das empregadas tinham deixado – Agora, por favor, só tenham um bom café da manhã.
– Você vai me explicar isso. – Nico resmungou, bagunçando os cabelos, pedindo por um brownie
– A culpa não é minha se você é tão idiota que não consegue lembrar de uma noite de sexo!
– Eu não fiz sexo com você! – o moreno meio que gritou
– Sexo? – Sophia puxou a manga de sua mãe, pedindo por explicações
Antes que pudesse dizer sermões para ambos os adultos que insistiam em brigar, Percy se pronunciou primeiro.
– Chega de agirem como crianças. Parem. – sua voz era firme, um tom de voz baixo, mas preciso – Chega, entenderam?
Thalia deu uma última olhada para Nico, resmungando coisas que ninguém conseguiu entender, voltando à atenção para as torradas e os pães doces. Enquanto o moreno desviava o olhar, tentando chamar a atenção de seu filho.
Annabeth agradeceu por aquele surto de posição de alfa na mesa já que todos pareceram se calar e o que Poseidon programara café da manhã da felicidade em família pós-noivado, se tornou um silêncio tenso e absoluto.
Sentia que era total culpa dela.
– Que tal nos divertimos em um luau? – Rachel disse, talvez tentando quebrar o clima – Marshmallows, churrasco... Praia! Água salgada, tem coisa melhor que isso?
– Tem. – Thalia respondeu, sem levantar o olhar
– Sem contar da umidade que estraga o cabelo. – Liz completou – Podemos ficar na sala de cinema, seria uma boa.
– Lizzie, você precisa de ar fresco. – Silena repreendeu
– É, um luau é uma boa ideia, nora. – o pai de Percy pareceu refletir, balançando seu garfo com os cantos da boca melado de calda de chocolate das panquecas
– Podemos fazer castelos! – Sophia comemorou, afastando o prato de si, preparada para sair da mesa
– Podemos destruir castelos! – Ian pareceu corrigir enquanto fazia o mesmo
– Por que você sempre quer destruir tudo? Castelos tem princesas lindas.
– E castelos precisam ser detonados por soldados maneiros.
– Ian! – Sophia reclamava desapontada sendo seguida pelo mesmo
– Sua menina é um doce, Annabeth. – Sally elogiou, voltando a sua pose de elegância e graça ao retirar o guardanapo em cima do colo
– Obrigada, Sra. Jackson. – deu um sorriso, preparando-se para sair também
– É mesmo, você deveria ter trazido seu marido, Annabeth. Momentos em família são muito especiais, sabia?
O clima ficou trilhões de vezes mais pesados depois da fala de Poseidon, ele continua despreocupado, sujando-se com o chocolate enquanto atacava as panquecas. Annabeth respirou fundo, novamente não teve a oportunidade de falar.
– Eles são separados, pai.
Thalia pigarreou, desconfortável, afastando a cadeira do ponto inicial.
Poseidon pareceu se dar conta da burrada que tinha feito, recebido com um sorriso doce da loira.
– Sem problemas. Eu e Luke tentamos deixar isso bem enterrado em Sophia. Para nós, família é algo tão sagrado quanto deve ser pra você, Sr. Jackson. – com mais um sorriso, pensou em palavras para encerrar – E por isso, concordamos que uma criança tão inteligente e pura quanto Sophia não poderia crescer em um ambiente de desentendimentos.
– Verdade. – ele sorriu, um sorriso grande como se tivesse orgulhoso – Se todo mundo pensasse dessa maneira, sabe... Família. – encarou Sally com um sorriso – Lembra daquela festa que o Zeus deu?
Thalia bufou, abanando as mãos, um meio de implorar para que Poseidon parasse com o breve discurso que estava por vir.
– O que é isso? – dessa vez, Rachel falou, empurrando o ombro de Percy para o lado
Lizzie e Silena já tinham saído, ao tempo que Nico pegava seu prato sujo, parando de retirar-se para prestar atenção na conversa assim como Annabeth e Thalia estavam fazendo agora.
Poseidon e Sally pareciam não dar muita atenção, absorvidos em um mundo particular.
Nico assoviou, dando um sorriso e recebendo um olhar gritante de ajuda de seu primo.
– E-eu... Não sei. – suspirou, passando as mãos pelos ombros vermelhos, arranhados
– Parecem unhas. – comentou, acariciando a pele com a ponta do dedo – Unhas. Unhas, Perseu?
Thalia soltou uma risadinha enquanto Annabeth corava rapidamente, tentando procurar uma saída para fugir dali, entretanto Nico estava parado, rindo, impedindo a passagem dela para qualquer lugar já que se passasse ao lado dele, poderia derrubar alguns porta retratos. Começou dando a volta pela mesa, dando uma de despreocupada embora pudesse ouvir toda a conversa com atenção.
– Hm, e você, Rachel, estava tão chapada ontem que nem lembra que fez uma noite de amor selvagem na cozinha com seu futuro marido?
– Isso não ocorreu porq...
Nico deu uma gargalhada, fazendo com que Poseidon e Sally parassem de conversar qualquer coisa que estivessem conversando, observando o moreno curvar-se, apertando a barriga, como se estivesse em um stand-up.
Annabeth não conseguia entender nem compreender tanta graça em uma frase meia dita.
– Cara! Cara! – Thalia prolongou a última vogal dando um risinho, vendo sua melhor amiga andando em passos rápidos para a cozinha tentando ignorar aquela conversa de casal – Eu não sabia que a vida de vocês era tão chata assim.
– É mais parada que a nossa. – Nico riu e a morena o encarou, raivosa
– A minha não é parada.
– Aham.
– E, ainda bem que você admitiu que a sua é tão parada assim.
– Calem a boca. – Percy gritou, vermelho – Saiam daqui e parem de agir como crianças, uma vez na vida de vocês, ok? E essa droga aqui atrás foi minha unha, ok, Rach? Satisfeita? Ninguém pode ficar feliz por menos de meia hora. – resmungou, jogando o guardanapo na mesa e saindo com passos pesados para o andar de cima
Annabeth encarou os últimos passos deixados por ele na beira da porta, fugindo logo em seguida.
Despejou os pratos na pia, lavando as mãos e começando a lavar os copos, rezando para todos os céus que pudesse sair o mais rápido dali. Precisava de sua casa de volta, e não de mais problemas de casais idiotas.
Uma empregada simpática tocou seu ombro, alertando que era paga para lavar os pratos e afins, depois de uma briga longa sobre quem lavar os pratos, a loira venceu, continuando seu trabalho de esfregar, ensaboar, lavar e secar. Tudo bem que também fora alertada sobre a lava-louças ao lado do fogão, mas precisava relaxar e com toda certeza, praia não era seu tipo preferido.
Principalmente, não depois de hoje.
Notas finais
Nico, vamos casar.
PERCABETH AWN, não foi tanto, mas UNHAS UNHAS UNHAS. Prestem atenção nisso!
Depois desse capítulo, hentai vai rolar solto. Acho que depois desse capítulo só tem hentai na boa, pq olha.
Maaaaaas, vocês já sabem, não importa a quantidade, o que importa é qualidade, então REVIEWS, ONDE VOCÊS ESTÃO? Tudo bem que se as oitenta pessoas que acompanham comentassem também seria ótimo e o capítulo chegaria ainda hoje depois da meia noite.
Perguntas no ask, me sigam no twitter, peçam vídeos, estou perfeitamente desocupada essa madrugada!
Love, xx, My.
PS: PROMETO RESPONDER TODOS OS REVIEWS.
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