Never Been Hurt.
10 Everybody talks, baby.
Notas iniciais
PRIMEIRO DE TUDO, capítulo duplamente curvado e dedicado e regado de prazeres e de UNHAS UNHAS UNHAS pra luli linda gata perfeita que tá exalando felicidade pra mim. Você mora no meu coração forever, ok? Já podemos ir casar.
E BEM, ela disse que eu sou uma autora fofa, então eu vou ali morrer.
Não, mentira, depois da recomendação e da declaração linda que ela fez pra mim - cof, cof, licença - eu me senti na obrigação de parar de estudar biologia (até porque, estudar não leva a nadar) - não sigam meu exemplo - e vim postar, totalmente escondida de minha irmã. E ei, eu mudei de capa e me digam algum lugar que façam capas. E se vocês gostaram da nova capa, me digam, comentem, sei lá, me amem.
E vou fazer de tudo para parar de estudar um pouco esse final de semana e tentar postar aqui de novo, então, ok, leiam, depois comento mais.
Bem, boa leitura!
"Hey baby, won't you look my way?
I can be your new addiction
Hey baby what you gotta say?
All you're giving me is fiction
I'm a sorry sucker and this happens all the time
I found out that everybody talks..."
Era assim, deitada em uma espreguiçadeira com óculos de sol observando duas crianças brincarem na areia com baldinhos e pás, bebendo um Martini preparado pelo pai de seu chefe e com um biquíni roxo que pensava nas malditas coisas que tinha acontecido com si mesma.
– Está tudo horrível. – ouviu a voz de sua melhor amiga ao seu lado, virou o rosto, avaliando seu biquíni comportado de cintura alta, óculos de sol redondos e uma carranca no rosto
– Desculpa pelo café da manhã, eu sei que foi culpa minha.
– É claro que foi culpa sua, mas tudo bem. Nico vai me enjoar com isso pelo resto de minha vida.
– Desculpe.
Thalia deu de ombros, mexendo seu copo triangular com curiosidade.
– Pode me contar agora, se quiser.
– Por que você está com essa burca?! – Nico gritou empatando o sol que penetrava no corpo das duas mulheres – Olha aqui, se quiser passar por um romance escondido, aprenda a usar coisas provocantes e não burcas em forma de biquíni.
A morena sorriu, levantando o dedo médio e sentando-se.
– Se você não sair daqui agora, eu vou contar seu pinto com uma faca de serra.
Nico fez uma careta, dando de ombros, como se não se importasse e virando as costas.
– Ok, pode falar agora. – deitou-se, parecendo calma
– Foi... – olhou por trás do ombro e fechou os olhos, tentando parecer relaxada tanto quanto sua amiga – Algo rápido. Só queríamos aquilo e fim. É o que você deveria fazer com Nico.
– Não mude de assunto. – reclamou – Eu não vou te dar uma dica clichê como todo mundo, só... Eu sei que você é inteligente, então. – deu de ombros, levantando os óculos – Vamos para o mar? Se Liz pode ir com toda aquela frescura, também temos o direito.
Annabeth se encolheu, sentindo um arrepio de medo percorrer por todo seu corpo. Balançou a cabeça.
– É melhor não... Não agora.
Thalia estreitou os olhos e deu de ombros, livrando-se do coque nos cabelos e dos óculos de sol.
– Volto em alguns minutos. – e começou a andar em direção a espuma branca nas areias
A loira suspirou, meio que aliviada por tentar ter contado o que acontecera para Thalia. Estava ciente de que ela sabia com quem era, e tinha uma leve impressão de que ela sabia como fora.
Suspirou, cansada. Tudo que precisava era sair dali.
– Oi. – Percy sussurrou atrás dela, rapidamente puxando a espreguiçadeira para mais perto e deitando-se despreocupado – O Martini do meu pai é um dos melhores que já provei.
Annabeth não tinha percebido que seu Martini de abacaxi já havia acabado, agora deixado de lado em uma pequena mesinha ao seu lado.
– É, muito bom. – concordou
– Desculpa pelo drama hoje de manhã. – deu um sorriso envergonhado – É minha família, não sei o que fazer respeito.
– Normal.
– E... Sobre ontem...
– Eu entendo. – Annabeth deu um sorriso, percebeu que no fundo, não se importava sobre o que ele tinha ou deixava de ter com sua noiva, e não se importava por ser a outra – Foi só uma vez e vai acabar.
Percy assentiu, não parecia ter posto total confiança naquele pequeno gesto.
– Sobre o vinho... – murmurou, ainda sem encarar a loira, o olhar perdido no horizonte que irradiava calor e claridade – Era muito bom.
– É, você comentou que era um dos melhores.
– E ah, desculpa por ter te deixado lá soz...
– Eu sei. – riu fraco – Eu entendo, não se preocupe.
Sentiu que iria fazer a maior burrada da vida dela ao se levantar, mas precisava sair dali. Não aguentaria mais um segundo em uma conversa estranha sobre um sexo escondido que ambos estavam envergonhados e assustados demais para falar.
Tirou o óculos de sol, visualizando o corpo de seu chefe mais bronzeado que o normal sobre o sol incandescente. Podia ver seus olhos estreitos sem proteção, observava-o inclinar-se com um sorriso travesso, pegando seu óculos de sol e então, lhe dar as costas e seguir para enfrentar seu medo de usar biquíni. Ao mesmo tempo em que caminhava, rezava para que nenhuma das pequenas peças se perdessem nas ondas.
– Ah, ela veio! – Silena gritou, abanando as mãos um pouco longe da margem
– Mamãe! – Sophia caminhou, puxando sua mão – Posso entrar com você? Tia Thalia não nos deixou entrar.
Ian fez uma cara muito fofa, um beicinho e os olhos esbugalhados. Era impossível negar.
– O Nico não ia cuidar de vocês? – perguntou, segurando a mão de ambos enquanto andava para o mar
– É, ele deve ter fugido com a guria. – Ian comentou, confuso
Annabeth riu. Logo depois, as crianças abandonavam suas mãos e corriam para as ondas, pulando, mergulhando, como se fosse a melhor coisa do mundo. Virou-se e fez um gesto claro para que Percy olhasse as crianças, com o polegar para cima, concordou, indo em direção a suas amigas.
Não foi nenhum tipo de luau como Rachel estava esperando.
Só podia ser visto Poseidon entregando Martinis em uma bandeja de prata com um sorriso, Sally com petiscos e ao anoitecer, os pais da noiva chegaram. Por algum motivo, Nico tinha que ir embora, e por um motivo bem maior, Annabeth e todo mundo que veio de carona com ele, como: Thalia, Sophia, Ian e ela teriam que ir junto.
– Mas, a gente ia jantar em um restaurante japonês caseiro! – a pequena loira reclamava enquanto puxava sua mala
– É, querida, existem n restaurantes japoneses caseiros em Nova York.
– Não é igual ao daqui, Annie! – Percy resmungou, trazendo a mala maior e uma mochila pequena demais para ser dele – Eu posso leva-los amanhã. O Ian vai ficar comigo.
– Bom. Vamos, Sophs, não queremos atrasar o tio Nico.
– Por que eu não posso ficar com o tio Percy? Ele vai voltar amanhã... E o Ian vai ficar aqui. E a tia Rach vai cuidar da gente, a tia Sally...
– Sophia, não. – disse, rígida – Vamos para o carro. Lembre que segunda é a semana do seu pai. Lembra-se do acordo, certo?
– Annabeth, você tem que deixar sua filha se divertir! Não se preocupe, ela vai ser bem alimentada e meus pais vão adorar tê-la aqui. Vai ser os netos que eles sempre quiseram. E aliás, por que você precisa ir para Nova York hoje? Não temos tanto trabalho assim.
– Você não tem tanto trabalho assim. Porque você é o chefe da empresa. E sim, eu tenho várias reuniões para organizar, contratos para refazer e e-mails para responder.
– Eu te ajudo. – garantiu com um sorriso – Vamos, tudo está conspirando para que você fique.
– Meu carro quebrou. – Nico apareceu ao lado deles, suado e vermelho
– Está vendo? – abriu mais um sorriso – Tudo.
– Devolve a peça, Percy. – Annabeth resmungou
– Não, realmente quebrou. O motor deu alguma coisa lá. Eu já liguei pro namorado da Silena, ele vai chegar por volta da meia noite. Eu vou tomar um banho para irmos para essa droga de restaurante.
Percy sorriu, dando de ombros, observando Sophia comemorar e adentrar a casa, festejando.
Restaurantes japoneses tem algo em comum: vermelho. Eles sempre têm paredes de verniz vermelhas ou carpetes em que almofadas fofinhas pretas ou douradas estão pousadas ao redor de uma mesa baixa de madeira escura.
A diferença desse restaurante era que este se permanecia em uma casa.
Annabeth nunca soube que em Montauk haveria restaurante, o máximo que vira na curta viagem entre sono e conversas bobas fora bares, supermercados lotados e hotéis luxuosos. Entretanto, esta casa ficava mais adentro. Depois de algumas quadras longe da casa dos Jackson’s, o carro parou em um estacionamento vazio.
Estava no carro de Poseidon onde Sally, Sophia, Ian e Thalia estavam. As conversas eram leves, conversavam sobre o clima, telenovelas e trabalho. Poseidon se lembrava de como Percy tinha o desejo de começar a Jackson’s Buildings, explicando que ele era apaixonado por navios desde criança, diferente do pai que sempre trabalhava viajando para conhecer novas espécies de animais marinhos para seu trabalho de biólogo.
– Ele é muito talentoso. – Sally dizia assim que pararam em frente ao restaurante – Até hoje. Quando ele começa um projeto, ele o esconde para que ninguém veja. Quando alguém o vê, ele perde a inspiração e para. Você nem pode imaginar quantos projetos estão enfiados no armário dele sem um fim.
– Navios. – Thalia bufou, arrumando os cabelos de Ian – São todos os mesmos. Só tem uma função: não afundar.
– Não é só isso, Thals. Tem toda uma técnica atrás, a elegância, a graça de não afundar. – Sally murmurava, absorta
– Existe graça para não afundar? – Poseidon perguntou com um sorriso
A mulher revirou os olhos, abrindo a porta de passageiro enquanto seu marido ria.
– Só tem a gente aqui. – a loira observou, ajeitando a trança de sua filha enquanto a mesma se mantinha por perto
– É um restaurante particular. – Thalia explicou ao beijar Ian no rosto com um sorriso grande – Os donos são conhecidos da nossa família e sempre que chegamos aqui, o restaurante é reservado para nós.
Annabeth nunca soube que a família de sua melhor amiga era tão poderosa assim. Sabia que seus pais eram ricos pela mesada que recebia todo mês e pelo alto estilo de vida que permanecia ao longo dos anos sem procurar um trabalho se quer além-os de babás e cursos do mesmo que começara a insistir em fazer um ano atrás.
As pessoas do primeiro carro entravam, o casal anfitrião conversava com um casal japonês que parecia entender bem da língua americana.
– Esse é Ainko Misuko, Annabeth. – Poseidon apresentou para o japonês que inclinou-se com as mãos juntas
Confusa, repetiu o movimento meio tensa.
– Olá, criança. – o homem abanou com um sorriso para Sophia que prontamente fez o mesmo movimento – Ah, em nossa terra, costumávamos chamar as crianças com uma alma pura de Yoko.
– Como os Beatles? – Annabeth perguntou, curiosa
– Sim, sim! Velhos Beatles. Pobre John. – a mulher disse com um olhar vago, mas logo retornou com um sorriso – Bom, prazer, sou Jun Misuko, Annabeth.
– Ahn, prazer.
– Thalia, quanto tempo, criança.
– Não me chama de Yoko, por favor, Jun. – pediu com os olhos fechados como se estivesse rezando
Jun lhe deu um abraço de lado, bagunçando os cabelos de Ian que a encarava procurando por algo.
– Ah, Senhor Zeus me avisou de seu filho. – o sotaque puxado fazia a língua parecer engraçada em sua voz embora ela não errasse nenhum ponto na gramática
– Filho? – balançou a cabeça com um sorriso maior que o normal, acariciando os ombros de Ian que também sorria, parecendo gostar
– É, e não é? Bom menino, a Thalia é uma ótima mamãe.
A morena revirou os olhos.
– Podemos comer logo? Estou faminta.
– A Thalia é sempre impaciente, Annabeth. – Jun fazia soar o nome dela como “anábeti”, o que fazia a loira repreender um riso sempre que ouvia seu próprio nome – Mas nós nos acostumamos com essa rebeldia dela desde que ela era uma Yoko que brilhava por esse restaurante.
– Droga, ela falou. – sua amiga resmungou atrás dela
– Aqui, Poseidon, a mesa que o senhor adora. Quer que liguemos a televisão no jogo de ontem?
– Ainko, você é o cara.
Todos se acomodaram nas almofadas fofinhas, como sempre, a mesa baixa em um tom escuro contrastava com o carpete vermelho, Poseidon na ponta da mesa com Sally ao seu lado, a mulher implorou para que as crianças ficassem por perto dela, então Sophia sentou-se a sua frente e Ian ao seu lado, os três conversando sobre desenhos animados que ou Sally estava fingindo ou ela realmente gostava de desenhos animados e crianças. Thalia sentou-se ao lado de Annabeth, resmungando sobre odiar aquelas almofadas duras que a loira teve que discordar, iniciando uma pequena briga.
O casal se despediu com um aceno, apenas com os pedidos de dois sake ozeki que Jun explicou ser o tipo de sake californiano com um sabor seco, cinco sake gekkeikan silver, outro tipo de sake californiano com sabor suave e rico no sabor escolhido, no caso, limão. E o que Ainko disse ser pedido da casa para os noivos seria um sake premium de sabor seco com pequenos flocos dourados representando a prosperidade que eles teriam, se chamava hakushika yamadanishiki.
Em poucos minutos, Nico, os pais de Rachel e a filha estavam se acomodando nas almofadas deixando um espaço vago entre Nico e Rachel para Percy que havia sumido.
Os sake chegaram a poucos minutos, Poseidon não deu seu pedido, apenas pediu para que esperassem que todos estivessem no pico da felicidade.
A loira não entendeu muito que aquilo queria dizer, mas com certeza era algo ridículo já que só seria tempo gasto.
– Onde é o banheiro? – inclinou-se para Thalia, interrompendo a conversa séria demais entre ela e Nico.
– Neste corredor. – apontou, voltando a discutir o que parecia ser em códigos.
Com um assento, Annabeth entendeu que era a hora de sair daquele estágio de não felicidade.
Andou até o corredor, amaldiçoando a escolha das sapatilhas, observando as molduras dos espelhos decorados que parecia mais uma pintura. Observou seu reflexo, ajeitou algumas madeixas fora do lugar e sorriu, sabendo que estava razoavelmente bem.
–...e eu só quero vê-la feliz. Droga, isso nunca vai funcionar.
A loira ergueu as sobrancelhas, reconhecendo a voz e esgueirando-se sobre a parede do banheiro masculino onde Percy se encarava no espelho de olhos fechados, respirando fundo. Os cabelos pretos cheios de gel e arrumados devidamente pela primeira vez desde que o conhecera, partido de lado até, como se tivesse indo para uma festa muito importante. Usava blusa social e jeans arrumados.
Assim que abriu os olhos, soltou um sorriso torto para sua secretária.
– Arrumado demais?
Annabeth deu de ombros, encostando-se na parede, inclinando a cabeça.
– Estranho. Mas não feio. Prefiro seu cabelo todo ridículo mesmo.
Percy fez uma careta, e apoiou as mãos no mármore escuro.
– É bem difícil conviver com os pais de Rachel. Eu espero que assim que nós nos casemos, ela se esqueça dessas visitas inesperadas que eles costumam fazer.
– Não querendo ser uma pessoa chata, mas... Os pais dela são ricos, ela quase vive do dinheiro deles, então não espere por isso.
– É, eu também sei disso. – olhou-a pelo espelho e abriu um sorriso pequeno – Quer me ajudar com isso? – apontou para seu cabelo com desgosto
Ela riu, adentrando o banheiro masculino e observando as estranhas pias.
– É aí que vocês fazem xixi?
– É, nós mijamos aqui mesmo. – o moreno riu vendo Annabeth posicionar-se a sua frente – Tem algum problema se eu fechar a porta? Não seria legal ver um dos meus sogros com uma mulher no banheiro.
– Sem problemas.
Annabeth molhou as mãos e começou a passar pelos cabelos de Percy, estava encarando o chão enquanto ela o bagunçava. Depois de quase meia hora com suas mãos oleosas, passando água pelo cabelo dele, inclinou-se sobre a pia para pegar a toalha e começar a enxugá-lo.
– Obrigada. – Percy disse, afastando-se e fazendo o trabalho – Sabe, você é muito prestativa. Posso lhe perguntar uma coisa?
Ele apoiou o quadril na pia de mármore observando Annabeth de costas para a mesma, evitando o espelho.
– Sim.
– Por que você e o Luke terminaram?
– Porque não estava dando certo. – disse simples, dando de ombros.
– Seja mais direta.
A loira pensou. Encarou os cabelos quase enxutos que estavam caídos sobre sua testa, a boca entreaberta e a respiração calma que nunca parecia se alterar, a não ser por certos momentos. A toalha em sua mão estava em uma posição sexy, os botões abertos pareciam terminar uma obra de arte.
– Trabalho demais, promessas falsas demais. Não parece, mas o Luke é bem ciumento, ele odiava quando eu começava a procurar um trabalho. Mas sabe o que mais acaba com um casamento, Percy? – Annabeth sorriu, sabia que seria um sorriso triste, expressando o máximo de nostalgia que poderia aguentar em um banheiro masculino – Desejo. Quando eu percebi que não estava mais sendo desejada... E junto com tudo isso. – balançou as mãos, seguido de um riso nervoso e encarou um Percy sério – Bem, deu nisso. Se for um conselho para seu casamento durar, nunca pare de deseja-la. Esse é o ponto.
O moreno sorriu. Largou a toalha onde ela estava desde o começo, pousou as mãos grandes na cintura, levantando-a para que pudesse estar sentada na mesa de mármore. Percy beijou seu pescoço, o nariz acariciando as partes expostas mais acima. Foi impossível não suspirar com a carícia. As mãos deles passaram por suas coxas livres, subindo mais ainda a saia de paetês claros. O moreno beijou seu queixo, terminando em seus lábios. Segurou sua nuca com força, em uma obrigação clara de que precisava daquele beijo.
– Você é bem desejável. – murmurou ao afastar-se rapidamente e voltar para o beijo
As mãos de Percy eram rápidas. Ela tinha provas disso. Sentiu seus cabelos sendo enrolados na mão dele, uma das mãos descendo pelo decote para seus seios e sua boca para o pescoço, para sua orelha, murmurando algumas coisas.
– Você gosta de adrenalina, ou? – Annabeth perguntou com a cabeça para trás e os olhos fechados
– Gosto. – ele murmurou, dedilhando sobre sua calcinha, mordendo seu lábio inferior sem parar de olhar em seus olhos – Se for com você, vale a pena.
A loira riu, arranhando seus ombros sobre a camisa, ouvindo um gemido desaprovador da parte dele.
– Sem evidencias, por favor. – fez um beicinho antes que Annabeth o atacasse sem ouvir muito bem sobre a fala dele
Percy afastou a calcinha dela com a ponta dos dedos, acariciando sua intimidade com destreza e lentidão. A loira arfou ao sentir que aos poucos, ele começara a penetrá-la, ainda beijando o vale entre os seus seios, com os olhos abertos, avaliando cada expressão. Ainda com os dedos em movimentação, a mão dele atrás da nuca puxou-a para um beijo.
E a porta se abriu.
– Argh, sexo no b... Ou, peraí...
Nico coçava os olhos, talvez achando que aquilo fosse uma brincadeira ou fosse uma ilusão.
– Ei, isso está acontecendo mesmo?
Percy estava virado, olhando-o por cima do ombro com o máximo de desinteresse que poderia ter. O movimento de suas mãos tinha parado, e tinha absoluta certeza de que se sentia frustrado e irritado com aquela interrupção não esperada.
– O primo certinho... Ei, não! – dessa vez, ele pareceu realmente surpreso – Annie... Não, isso é uma ilusão, cara.
– Sai daqui. – Percy disse, cortante e seco
– M... Mas... Jesus.... Holy Shit. – piscou os olhos com força e os coçou novamente, procurando entender o que acontecera – Cara, eu quero muito mijar.
– É sério, Nicolas, sai daqui.
O homem pareceu entender rapidamente, murmurou alguma coisa, ainda surpreso e fechou a porta do banheiro.
– Isso foi assustador. – comentou Annabeth, subindo o decote da blusa e afastando Percy pelo peito
– Ei... – chamou, a frustração explicita em sua voz... E em outros lugares
– Acho melhor não. Adrenalina demais tem consequências.
O moreno xingou sob o risinho dela. A loira saiu, observando Nico parecendo um guarda na frente da porta.
– Está livre.
– Eu sei. Cara! Você! Cara! – era só o que conseguiu emitir por um bom tempo – Precisamos conversar sobre isso depois. – foi a primeira frase completa que ele disse –E eu realmente preciso mijar. E cara, isso é tão clichê.
Annabeth assentiu, sem refletir pela última parte que ele disse, verificou no espelho do corredor o batom quase borrado, agradeceu por não ter escolhido o vermelho e voltou para a mesa.
– Você demorou. – Thalia comentou, inclinando-se para o lado, Ainko explicava alguma coisa enquanto Jun colocava os pratos a sua frente, assim como cardápios que ela tirava de um bolso canguru na frente de seu avental preto – Odeio essa parte.
– O que ele tá dizendo?
– Explicações sobre o prato. Não estou em uma aula de história, só quero comer.
A loira viu que cada um recebia um prato com seis pequenos cones, Ainko explicava que era um gunkan flambado, no caso um sushi de salmão com cream cheese e shimeji, flambado com licor de laranja. Em um pires, que Jun colocou logo em seguida, via-se dois cones rosados com algum tempero verde estranho por cima, a mulher o chamou de vukamaki de atum. Eles trouxeram mais sake e pela primeira vez no jantar, Percy apareceu. O cabelo bagunçado e seco, as mangas das blusas puxadas até o cotovelo e mais um botão fora aberto.
Annabeth sorriu quando todos tiveram que erguer o copo parabenizando o casal enquanto eles trocavam sorrisos e entrelaçavam os braços ao beber o sake com pontinhos dourados.
– O que aconteceu lá? – Thalia perguntou por trás de um sorriso forçado
– Nada. – respondeu do mesmo modo
– Aham, e Nico é macho.
A loira deu de ombros ainda sorrindo, até que todos foram liberados para comer sua entrada.
De fato, era gostoso. Percebeu que sua filha comia com entusiasmo, abocanhado como se fosse o último e Sally brincava com as crianças, deixando os palitinhos de lado e comendo com os dedos como eles. Poseidon imitou o movimento e no final, todos da família e convidados Jackson imitavam as crianças. Menos os noivos e os pais da noiva.
– Fica muito melhor sem os palitinhos. – Nico avisou de boca cheia apontando para os cones rosados do Sr. Dare – É sério, cara. – tentou convencê-lo
– Que bom, rapaz.
– Aliás, o senhor vai comer isso? – foi uma pergunta retórica nesse caso já que Nico nem ao menos esperou o pai de Rachel responder para pegar os dois cones rosados e enfiá-los na boca de uma vez só
Poseidon e Percy riram enquanto Sally resmungava algo sobre modos.
Por fim, todos pediram um yaksoba simples e uma sobremesa chamada de sembei, que seria um sanduiche de biscoito japonês recheado com soverte de morango – ou qualquer um da escolha dos clientes – com molho quente de chocolate embaixo do pequeno frasco.
Não demorou muito para que ambas famílias decidissem ir.
Sophia e Ian apagaram assim que colocaram o pé na mansão dos Jackson’s, a noiva de Percy quis voltar com os pais para o hotel “modesto” no interior de Montauk. Poseidon, Nico e Percy saíram, ficando apenas as mulheres na sala.
– Amo esse lugar. – Lizzie resmungou, jogando-se no sofá e analisando a sala bem decorada – Eu não quero nunca mais voltar para o trabalho.
– É, e vai deixar tudo para mim, queridinha? Tenho cara de burro de carga?
Thalia revirou os olhos e nem sentou-se, esfregando uma mão na outra, bocejando.
– Eu já vou dormir. Acordar cedo e tal... Ahn... Boa noite.
– Vou com você. – Annabeth acenou para as amigas, inclinando-se sobre a mãe do seu chefe – O jantar foi ótimo. Obrigada.
– Sabia que você iria gostar.
Annabeth apenas continuou a sair, retirando-se.
Uma pequena folga tinha acabado, era o que pensava antes de dormir.
Não queria imaginar o que seria quando seu trabalho – o trabalho de verdade – finalmente começasse.
Notas finais
E falem comigo no ask, seus chatos.
E ah, eu adorei esse capítulo, Percy tá super shippavel, o Nico também, a Annabeth ainda tá normal - por enquanto.
E eeei, pra quem ama/gosta/odeia Thalico, VAI ROLAR ALTOS BABADOS COM ELES AI MDSSS AÇLSKAÇLKSALK
Ok, certo, beeeeijo.
OBRIGADA PELOS REVIEWS, vou tentar responder todos! E qualidade, não quantidade.
Love, xx, My.
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