Never Been Hurt.

11 Now, relax.


Notas iniciais
OI, PESSOAS LINDAS!
Eu sei postando em menos de uma semana, isso é novo, uh? MAS A RECOMENDAÇÃO DA MINHA AMIGA LINDA MARAVILHOSA, DUDA ♥ Tô apaixonada porque UNHAS UNHAS UNHAS UNHAS
É sério, se fizerem uma recomendação pra mim com UNHAS UNHAS E UNHAS, podem apostar que eu vou fazer de tudo para postar porque ♥
E aliás, os argumentos da Duda foram super hiper ultra mega válidos porque tipo assim, só ela pra me conhecer super fofamente bem.
E como disse, hentai, né.
Duda, sua linda maravilhosa, capítulo totalmente seu, apaixonantemente seu! Aproveite!
Boa leitura, meus amores!

"And I tried to fight it, to fight it

But you're so magnetic, magnetic

Got one life, just live it, just live it

Now relax, sing it on your back"


Era quarta-feira.

Tocava uma música qualquer de One Republic e tentava arrumar a bagunça da mesa de seu chefe. Eram muitas folhas grossas, lápis quebrados e borrachas de variadas cores espalhadas. Lembrou-se do que a mãe dele disse sobre quando alguém pega seu desenho, ele simplesmente para de escrever.

Em cima da mesa de vidro havia quatro folhas enormes. Uma parecia retratar o interior do navio, era um corredor amplo com portas duplas e grandes, o teto parecia ser alto e bem lustroso pelos riscos e os sombreados. Na segunda, mostrava a parte exterior, ia ser enorme, pelo visto, tinha alguns números no alto da folha que ela não se deu conta de reparar, apenas apreciando a imensidão que aquilo teria... Custaria bilhões. Ao canto, ele anotava as cores: azul escuro na parte de baixo, variando até chegar ao cinza. A cabine do piloto assemelhava-se com uma concha inclinada, como se estivesse prestes a cair, então mais alguns ângulos estranhos eram adicionados ao desenho.

Annabeth encarava tudo aquilo surpresa e deslumbrada. Nunca pensou que seu chefe bobão pudesse fazer algo tão complexo quanto aquilo.

– Mexendo em algo?

A loira levantou os olhos para a porta, em choque, observando-o fechar a porta com aquele ar de elegância de sempre e caminhar com um sorriso, sem deixar os papéis cair de seus dedos, continuou vendo Percy puxar seu queixo com carinho e lhe dar um beijo.

O tipo de beijo que a fazia querer continuar ali, mexendo em seu cabelo e jogá-lo na poltrona.

– Como está, minha secretaria preferida? – ele perguntou, o rosto tão próximo que seus narizes ainda se tocavam

Ela afastou-se, receosa, batendo os papeis na mesa e prendendo-os em seu peito.

– Você só tem a mim como secretária.

– É... – Percy ergueu as sobrancelhas e tentou olhar para os desenhos que ela escondeu rapidamente – Hm, aconteceu alguma coisa? Quero dizer, eu não pude vir os outros dias e eu acho que você teve que dar conta de muita coisa, então...

– Deu tudo certo, o Nico me ajudou.

– É, ele me disse... Mas, entre nós dois...? O que acont...

– Podemos esquecer aquilo? Você está oficialmente noivo e...

– Eu posso não estar. – deu um sorriso de canto, tentando aproximar-se

– Percy, não. Por favor, me diz que você não fez isso.

Ele bufou e jogou a pasta de couro em sua cadeira presidencial, com uma expressão frustrada.

– Tá, eu não sou tão corajoso para deixar a Rachel solteira em menos de dois dias de noivado, mas... Eu adorei aquilo que aconteceu entre a gente e você tem que admitir que foi muito bom também.

Annabeth suspirou e deixou as folhas em cima da mesa, tentando assimilar tudo aquilo que aconteceu no final de semana.

– Eu não preciso admitir nada. E aliás, eu não fui contratada a ser um passatempo legalzinho para quando seu noivado esfriar. Eu nunca vou ser um passatempo, entendeu, Sr. Jackson? Agora, com licença, eu vou ter que providenciar algumas reuniões e trazer algumas tabelas.

– Ei... – segurou seu braço, forçando-a a ficar no mesmo lugar – Eu não disse que você era um passatempo, eu nunca disse isso.

– Percy, voltamos para a realidade. Você é noivo. Noivo! Eu tenho uma filha e você tem uma empresa de grande porte para cuidar, uma esposa que te ama, eu acho... – deu de ombros e meneou a mão, indiferente – Podemos ser... Amigos, mas esqueça qualquer coisa que aconteceu em Montauk.

– Não dá. – suspirou e passou os dedos sobre os traços fortes que pintara sobre o papel áspero – Foi uma das melhores noites da minha vida. Mesmo sentindo meus ombros arderem de vez em quando, ainda. – deu uma risadinha sem graça

– Estou de saída. Qualquer coisa...

– Eu preciso de você. – chamou, acariciando a ponta de sua trança loura, com aquele olhar pidão e fofo – Por favor. Você não é um passatempo.

– Quanta...

– Você analisou, não foi? – deu um sorriso e apontou para os quatro desenhos

– É, eu pensei que não fosse nada demais e...

– Não é. Vai se chamar Esahc.

Annabeth franziu a testa, confusa, e estreitou os olhos para o iate. Era enorme e provavelmente caberia mais de duzentas pessoas ali dentro, seria um bom lugar para festas de alto porte em Newport ou lugares onde só viviam ricos. Embora, ainda analisasse a parte exterior, encarando, pela primeira vez, as letras curvilíneas que descreviam um E perfeito e delineado começando uma palavra estranha.

– O que isso significa? – perguntou, curiosa

Percy deu de ombros e juntou os papéis novamente, colocando-os embaixo de uma pasta negra.

– Não sei. Só gostei do nome. E então, o que você acha de... Nós?

– Não existe um nós.

– Existe. Porque, sabe, quando tivemos aquela noite, bem, existiu um nós, sim.

– É, sua noiva vai adorar saber que existe um nós, que você me deu um anel de ouro branco e safira. – inconscientemente, levantou seu dedo onde usava o anel – E um vestido extremamente caro.

– Por que você não esquece a Rachel e se preocupa com a sua felicidade? Com sua vida?

– Minha vida é minha filha. E ela está feliz em saber que você é apenas o tio Percy e não o padrasto escondido Percy.

O moreno suspirou, jogando a mala no chão e desabando na poltrona.

– Desisto de você, Annabeth. Simplesmente desisto.

– Finalmente, você tomou uma decisão sensata. – sussurrou, em meio a um desespero e alivio.

– Não ia resolver algumas reuniões? Quero as tabelas antes do meio dia.

E com essas ordens, virou-se para o computador, ligando-o e guardando os papéis que ela pegara em uma pasta de couro preta.

Annabeth percebia o modo frio e distante que Percy estava, depois de alguns minutos intocados dentro do escritório, ele desligou todas as luzes e deixou apenas o sol clarear a sala enorme, deixando-o mais opaco e sinistro. Ele desenhava ferozmente, como se fosse a única coisa que precisasse para viver.

Com certeza, aquilo a assustou.

Uma hora se passou, correndo por todo prédio, juntando tabelas e boletos, coisas que deveriam ser pagas. Ditando ordens, erguendo a voz e expulsando alguns funcionários. Tinha a palavra de Nico para fazer o que quisesse, ou seja, se sentia uma deusa.

A manhã acabava, o hall de entrada não estava tão cheio e a recepcionista, com cabelos oxigenados puxados com força para trás, exibia suas unhas em frente à tela.

A loira fez um coque alto que começava a se desfazer, carregando papéis, pastas, tabelas e cartolinas que recolhera em todos os setores do prédio. Ao chegar ao último andar, sentia sua nuca pegajosa assim como a área abaixo de suas axilas. Seus pés doíam, no entanto mantinha a postura e o andar elegante, sentia suas pernas virarem gelatinas e tinha quase certeza que se sentasse não levantaria por um bom tempo.

Bateu na porta presidencial, porém não houve nenhum ruído que lhe permitisse esperar uma resposta. Abriu a porta devagar, avaliando a sala vazia e escura.

Bufou.

Ligou as luzes com dificuldade, depositou a muralha de papéis em cima da mesa dele, jogou os biscoitos que sobraram no lixo, assim como os três copos de cafés enormes do Starbucks e surpresa, encarou um único papel enorme preso em seu quadro de avisos escondidos.

O desenho do Esahc.

Intimida por aquele nome estranho – que mais parecia uma abreviação louca do árabe – avançou até o desenho e tentou entender o porquê de estar preso ali.

Estava terminado. Os acabamentos que faltavam estavam simplesmente prontos. Ao lado da proa onde um nome sombreado indicava que iria ser cinza, o nome do barco com letras, em inúmeras tentativas de serem bonitas, foram desenhadas. O casco variava de cor, de acordo com as palavras puxadas por setas tortas, indicando o azul marinho, azul pastel e cinza. Conseguia ver o deque, com mais setas, demonstrando que o piso seria rústico, de uma madeira de cor escura, conseguia visualizar a cabine perto da ponte de comando, era pequena e não chamava muita atenção. Não reparou muito nos detalhes técnicos, nos ângulos anotados na borda das páginas, qual material que deveria ser usado no casco e nem percebeu que as outras três folhas que demonstravam a parte interna não estava ali.

– Uau. – ouviu uma voz admirada atrás de si

Rapidamente, pulou. Encarando um Nico abismado e surpreso ao ver aquela obra de arte exposta na sala do presidente ou seu primo.

– Esahc. Que tipo de nome é esse? – resmungou e tocou a página áspera dando um sorriso – Sabe, ele se superou. Ele vem trabalhando nisso há meses. Ninguém nunca viu nada e agora que está terminado, bem, é lindo. É rústico e as peças são bem caras...

– Ele não está aqui. – o cortou, virando as costas – Eu não entendo dessas coisas, nem dessa matemática complicada no canto. – mentiu, cruzando os braços – O que vamos fazer? Preciso da assinatura dele e aquele irresponsável tem uma reunião em uma hora e meia.

– Ah, não se preocupe tanto com ele, Annie. Olha o que ele fez. Um perfeito navio turístico, um provável iate que será vendido por bilhões, até trilhões para alguma agência ou um famoso qualquer. Isso vai deixar a Jackson’s como uma das maiores empresas no ramo de engenharia da América. Sabe quanto isso significa para nós?

Annabeth revirou os olhos, batendo o pé no carpete.

– E o que veio fazer aqui?

– Por que está tão grossa? Se foi pelo que vi em Montauk...

– Não sei o que aconteceu em Montauk. – tossiu e deu a volta pela mesa, abaixando o olhar – E esqueça aquilo, por favor. Seu primo está noivo, consegue imaginar o tamanho da besteira que fizemos?

– Sim, consigo. E, olha, se for pra escolher entre você e Rachel...

– O que ele não vai.

–...eu escolheria uma loira gostosa sem pensar duas vezes. – Nico piscou e sorriu – Bem, como meu priminho indeciso e burro não está aqui, vou voltar para a minha sala sem graça e providenciar todos esses materiais caros. Será que ele não tem ideia de quanto custa um desses ferros?

E saiu, resmungando, fazendo contas nos dedos.

A loira suspirou. As imagens do banheiro, do cabelo macio contra seus dedos e do beijo dele, tudo aquilo voltando para seu corpo, como se realmente estivesse ali. Como se não existisse noiva, nem filhos para impedir que saísse com ele.

A imagem de Sophia sorrindo invadiu sua cabeça, sacou o telefone do bolso traseiro e ligou para a babá provisória.

– Não acredito que não pode passar menos de um dia sem mim.

– É, eu também não. – concordou e sentou-se na cadeira de Percy, rodando e encarando uma Nova York movimentada e barulhenta – Como está minha Sophia?

– Hm, acabou de almoçar com Ian. Eles estão fazendo o dever de casa. Vai chegar muito tarde hoje? Eu vou sair e o Ian vai para casa do Nico.

– Ian vai dormir com Nico? – perguntou, assustada – Ele vai matar o garoto.

– É... – a voz de Thalia soava triste e distante, em poucos segundos, pode ouvir a voz animada de volta – Bem, não me importo. O filho é dele mesmo, embora esse menino seja meu, enfim... Eu tenho que me divertir um pouco, uh? Nem que seja com as malucas da Liz e Si. Que tal um ou dois martinis no Beach’s? Barcadis...

Annabeth riu e virou-se novamente para a porta que estava aberta, surpresa ao encarar um Percy risonho ao vê-la naquele modo largado e relaxado na cadeira presidencial dele.

– Talvez, quem sabe. Vou tentar chegar cedo e se a Sophia ir, talvez poderemos ir.

– É, vai ser legal, sabe. Se tudo der certo, passamos em um bar de strippers masculinos, estilo Magic Mike. Preciso de um Matt Boomer versão heterossexual.

– Certo, podemos conseguir isso. – avaliou o caminhar calmo e devagar de Percy até a mesa, sentando-se elegante na poltrona de espera – Vou nessa. Nos vemos à noite, Thals.

– Tá, beijo, Annie.

Finalizou a ligação e ajeitou-se, cruzando as pernas ao observar o olhar atencioso de Percy.

– Hm, Nico viu seu desenho.

Sentiu-se uma boba idiota por ter dito aquilo do nada. Avaliando toda a situação, percebeu que estava sentada na cadeira presidencial, em frente ao presidente – seu chefe -, tentando parecer elegante e dizendo sobre uma coisa que sua mãe afirmara que ele odiava: viram seu desenho. Talvez, ele nem tenha terminado, como ela pensava.

– Tudo bem. – deu de ombros e inclinou-se, tocando os braços cobertos apenas pela blusa social de botões

– Tudo bem? Ele viu que se chama Esahc.

Percy assentiu, ainda com um sorriso torto.

Annabeth pigarreou e fez com que sua expressão parecesse séria e assustadora, o que funcionou, embora aquilo não tenha parecido abalar Percy.

– Por onde você estava? Sabe que eu tive que dispensar aquele Matt e aquela Tracy? Eles estavam se pegando e...

– Certo. – assentiu – Pode mandar em tudo aqui enquanto eu estiver fora. – Percy pegou uma das tabelas e fez uma careta, jogando todos os papéis que ela organizara por importância no chão – Sabe, você fica bem sexy sentada na minha cadeira, na minha mesa.

– Você está sendo irônico. – soube que a voz estava falha quando disse aquilo, não conseguiu controlar os batimentos cardíacos estarem mais rápidos quando o viu com aquele olhar misterioso e conflitante

– Não, não estou. Deveria trabalhar sempre que quiser aí. – sorriu e levantou-se, estendo-lhe a mão – Vamos, eu preciso de você agora. E não é aqui.

– Percy, você tem uma reunião.

– Ah, cuidamos disso depois. Vamos logo. – resmungou, puxando-a assim que teve contatos com seus dedos

Annabeth só teve tempo de pegar sua bolsa e seu sobretudo preto pesado, o clima estava frio e sabia que uma chuva forte cairia por esses dias. Não queria dar mole e chegar toda molhada com um dos piores resfriados em casa.

De qualquer maneira, se viu no estacionamento, reclamando dos saltos enquanto Percy dava passos rápidos a sua frente.

– Por que você é tão devagar?

– Porque eu estou usando saltos de quase dez centímetros! – gritou quando de repente o viu parar – E para onde vamos? – ofegou vendo-o encarando com uma sobrancelha arqueada

– Vem, deixa eu te ajudar.

Com rapidez e experiência, Percy segurou atrás de seus joelhos e em suas costas, observando uma Annabeth surpresa agarrar-se ao seu pescoço.

– Eu deveria brigar com você por fazer isso. Até porque todos os seguranças estão vendo... – suspirou e fechou os olhos – Mas isso está ótimo, posso ficar assim pra sempre.

– Você pode ficar assim pra sempre. – Percy sussurrou ao canto de seu ouvido, beijando sua têmpora carinhosamente, sem ao menos se dar conta do segurança que olhava confuso para seu chefe

A loira não respondeu. Os dedos subindo e descendo com certo limite já lhe faziam querer dormir. Não percebeu que estava tão cansada até, finalmente, sentar-se sem se preocupar na próxima coisa que deveria fazer. Encostou a cabeça na poltrona, respirando profundamente o perfume masculino e o cheiro peculiar de maresia que parecia prossegui-lo.

– Onde vamos?

– Uma reunião.

Ela bufou e começou a revirar a bolsa, tirando um estojo de maquiagem e outro, de cabelos.

– Por que não me disse antes? Eu precisava trazer algumas pastas e se for uma agência, preciso pegar umas tabelas... Droga, Mark tinha feito uma perfeita sobre nossos lucros, eles iam babar...

– Esqueça a Jackson’s por um segundo, certo? Nem eu que sou o dono de tudo isso, estou assim.

– Bah, porque você só precisa mandar, desenhar e os bilhões entraram no seu bolso.

Percy revirou os olhos, engatando o carro no congestionamento familiar que Nova York lhe proporcionava todos os dias.

Paciente e calmo, continuou ouvindo as reclamações de Annabeth sobre parecer uma secretária irresponsável. Preferiu assim, pelo menos, ela não estava tentando salvar seu casamento de alguma maneira.

Passou-se poucos minutos até que ele estivesse na Interestadual, correndo por uma estrada de asfalto quase vazia, aliás quem viajaria em uma plena quarta feira?

– É fora de Nova York? – Annabeth perguntou, do nada, assustada por onde estava

Apenas um vento frio penetrava em seus poros e lhe fazia encolher em meio aquele deserto preenchido por uma grama coberta por uma fina e quase inexistente nevada.

Percy continuou em silêncio com um sorriso de lado e cantarolando uma música qualquer.

– Que gay. – resmungou – Na boa, você me irrita demais! Eu nem sei onde estamos indo e...

– Chegamos. – Percy estacionou o carro, descendo do asfalto e parando o carro no meio da grama, dez metros de distância, basicamente.

Annabeth o observou descer do carro, o paletó no banco de trás totalmente amassado, havia puxado a manga de sua camisa e agora, mostrava seu antebraço malhado. A camisa, antes engomada, estava cheia de amasso. Suspirou, derrotada, e desceu do carro, deixando o sobretudo e sua bolsa no carro.

Percy estava encostado na porta do motorista, ainda relaxado, com aquela posição extremamente sexy, o rosto corado e os braços cruzados. A sua frente, o sol começava a descer, não o suficiente para que tudo estivesse pintado de laranja.

– O que estamos fazendo aqui? – a voz dela era baixa e assustada, procurando algo para olhar

O horizonte a sua frente era perfeito, o homem ao seu lado estava sendo simplesmente o cara mais sexy que já conheceu e atrás de si, poucos carros passavam e começava a ter medo daquilo.

– Vou te ensinar a dirigir. – comentou com a voz animada – Sabe, você precisa de um carro. Já percebeu que depende da Silena, Liz e de um táxi? Só precisa saber dirigir e arranjar um carro é o de menos. Esta é a primeira aula. – anunciou

Annabeth riu, dando um passo para atrás, escolhendo as palavras certas ao negar aquilo.

– Hm, Percy... Isso foi muito, muito fofo da sua parte. Quer dizer, você é um fofo incomparável. Mas... Eu não quero dirigir, eu não gosto de dirigir...

– Algum trauma com dirigir? – perguntou, curioso, porém em questão de segundos, percebeu que era apenas medo mesmo – Nah, vamos, entre, Annabeth. – segurou seu braço, puxando-a para o lado do motorista

Colocou-a lá com certa dificuldade, e correu até o passageiro, surpreso ao ver que ela encarava o volante em um misto de deslumbramento e confusão.

Percy pôs a chave na ignição e fez um movimento com a cabeça para que ela o ligasse. A loira respirou fundo e hesitante, girou a chave, vendo o motor roncar e quase pulou para fora.

– Ei, calma. Vamos, coloque o cinto, primeiro. Não aperte em nada. – instruiu, vendo-a fazer tudo que pedia, hesitante – Agora, faça com que o retrovisor esteja confortável para você, de modo que possa ver qualquer coisa atrás de você e aos lados, isso, ótimo. – deu um sorriso ao ver que ela parecia um pouco mais confiante – Ali é o acelerador e ali é o freio, pode passar as marchas aqui, mas por enquanto, vamos trabalhar em equipe, ok?

– Eu não deveria passar por uma parte teórica, primeiro?

Percy bufou.

– Nah, isso é para maricas. – resmungou e lhe mandou um sorriso – Certo, vamos trabalhar como equipe, tudo bem para você?

– Como assim? – reclamou, os cinzas de seus olhos assombrados e confusos, como sempre, mostrando aquela ingenuidade que Percy adorava ver quando estava indefesa

– Assim. – segurou as mãos dela, colocando-as no volante – Não coloca o pé em nada. – continuou a ajeitá-la no banco de modo que ficasse alta e ainda conseguisse tocar os pés em ambos controles, por fim, pousou a própria a mão na marcha e pediu para que ela o observasse – Você vai começar dirigindo e eu cuido da marcha, só me escuta e faça tudo que eu pedir. Depois que souber o que tudo isso – envolveu todos os controles perto do volante com o indicador -, te ensino a usar a marcha.

– Esse carro é velho. – afirmou, encarando sua mão – Você não usa esse carro. Você usa o carro que tem marcha automática. – observou

– É, mas você precisa saber usar qualquer carro, certo?

Annabeth assentiu, ainda confusa.

– Você mudou de carro só pra me ensinar?

– Claro que não. Não seja tão autoconfiante, Chase. Eu tenho vários carros, só peguei esse hoje para fazer caridades. – deu de ombros, com um sorriso

– Idiota. – reclamou com um sorriso grande – Vamos lá, acho que consigo fazer isso

– Acelerador devagar.

Annabeth o fez, tocando o pé com medo e de leve, o carro se moveu bastante devagar, quase não saindo do lugar. O moreno encarou seu ar medroso e o pé que ameaçava sair do lugar.

– Mantenha o volante seguro, não o mexa para nenhum dos lados e agora, vá com tudo no acelerador.

– Percy...

– Quando eu dizer, pare. Solte as mãos do volante e pare tudo no mesmo momento, ok?

A loira assentiu, estalando os dedos, hesitante e segurando o volante com força.

– Onde você...?

– Meu pai. – ouviu o moreno falar ao seu lado, concentrado em alguma coisa ao seu lado, virou-se com um sorriso torto – Ele me ensinou a dirigir desse mesmo jeito, com um pouco mais de pressão porque Nico já sabia dirigir e ele é mais novo que eu. – riu com a lembrança – Foi em uma praia deserta... Sabe, dunas.

– Então, você quer dizer que não tem nenhuma experiência em ensinar pessoas a andarem de carros?

– Não. – concordou veemente

– E você está tentando me ensinar.

– Uhum.

– E eu posso morrer, caso eu faça alguma coisa de errado e você não perceba?

Percy riu.

– É, as chances apontam para isso. Porém, querida, eu sou o único que sei dirigir aqui, então você deveria seguir minhas instruções. E isso quer dizer: agora.

Em um impulso, sentiu todo o corpo ser jogado para trás com o empurro que deu sobre o pé no acelerador, abriu os olhos para ver que o carro se andava tão rápido pela grama na direção contrária que chegaram. Queria gritar, mas sentia uma adrenalina nova e boa percorrer sobre seu sangue.

– Pare. – a voz de Percy não foi gritante como seu antigo instrutor que morria de medo, um velho barbudo que jogava a prancheta pela janela quando se irritava: um dos maiores motivos por ter desistido de aprender a andar de carro.

Annabeth soltou o volante e puxou os pés do acelerador, bruscamente.

Encarou um Percy corado com um sorriso enorme.

– Você foi ótima, Annie!

– Ai, meu Deus! Eu só acelerei! – gritou, contente, pulando na poltrona

– É, mas... Sei lá, você foi ótima! – elogiou novamente

Annabeth tirou o cinto e abraçou Percy pelo pescoço, tentando controlar os saltos de animação que queria fazer.

– Isso já é um começo, só precisamos treinar o frei...

Não pode terminar a frase já que um beijo lento impediu que as palavras saíssem. Annabeth segurava suas bochechas com força, meio que obrigando-o a continuar o beijo o que ele fez rapidamente, segurando a cintura dela que estava acima do nível, assim como o rosto da loira. O beijo era lento, forte, suas línguas se debatiam com exatidão, as mãos, ora paradas, ora mexendo-se em movimentos lentos. Imitando o beijo.

– O que você disse sobre eu ter noiva? – ele perguntou no momento em que ela empurrou os saltos com o pé, para sentar-se em cima de seu colo

– Esqueça isso por meia hora. – beijou seu pescoço, descendo as mãos para desabotoar a camisa

– Só isso?

– Você não vai aguentar por muito tempo. – Annabeth provocou com um sorriso desafiador, deixando o trabalho dos dedos em automático e encarando a imensidão verde rebelde que se erguia a sua frente

– Veremos, Chase.

– Estou esperando, Jackson.

Ele não esperou muito para que ela prolongasse aquela provocação, segurou sua nuca com força, começando os beijos pelo lóbulo da orelha e descendo chupões pelo pescoço, até começar a levantar rapidamente a blusa de seda que caia pelos seus ombros. Beijou toda aquela extensão dos mesmos, sentindo as mãos hábeis dela em seu cabelo e em sua nuca, soltando poucos gemidos e mordendo os lábios em uma visão tentadora. Desceu os lábios pelo colo, apreciando o sutiã preto de renda bem elaborada, apertando-os em suas mãos. Lembrava-se dos seus seios pálidos e rosados aos seus beijos, implorando por eles. Passeou as mãos pelas costas dela, sem nenhum defeito, soltando o sutiã com facilidade e deixando-o cair entre eles.

Apreciou o modo que ela apoiou as mãos em seus ombros largos, esperando por seu toque em seus seios. Percy não demorou muito para atender o pedido, dando beijos e mordidas até vê-los vermelhos e sensíveis, acariciando sua barriga, vendo-a arquear as costas em um movimento de entrega. Conseguiu beijar até um ponto acima de seu umbigo, abrindo o zíper e descendo os jeans justos com dificuldade.

– Estamos em uma Interestadual. – ela sussurrou, arranhando os ombros dele

Lembrou-se que sua noiva estava começando a revistar seu corpo discretamente depois de Montauk, porém aquela sensação de ser arranhado por aquela mulher em um estado muito acima de excitação, lhe fez ignorar aquele pensamento.

– Eles vão aprender como se faz um bom sexo.

– Só bom?

Percy mordeu seu seio esquerdo, apertando o direito com força, o gemido dela foi quase gritante. O moreno deu um sorriso vitorioso, descendo as mãos para o quadril enquanto deixava sua boca brincar com seu colo e o vale entre os seios.

Assim que a viu quase nua, com muita dificuldade por causa do pouco espaço entre ambos – o que os deixou frustrados – conseguiu vê-la, mexendo as mãos pelo corpo e descendo as pequenas mãos para sua própria calça, arranhando seu peito com um morder de lábios. Em um lapso de consciência, o moreno jogou a poltrona para trás, em um daqueles níveis que possuía.

Annabeth conseguiu tirar a calça, ainda com dificuldade e abaixar os jeans dele junto com a cueca verde. Percy fechou os olhos, dando um gemido baixo ao sentir o ar frio entrar pela janela e a mão quente dela tocar seu membro.

Ele não percebeu quando a loira levantou as janelas porque a chuva pesada já caia sobre eles.

O céu estava fechado e provavelmente fazia uns quinze graus lá fora.

Nenhum dos dois se importava.

A loira tocou os lábios em seu membro, Percy levou as próprias mãos ao seu cabelo negro, mordendo o lábio ao vê-la, inclinar-se sobre ele e tentar coloca-lo por inteiro na boca. Ela fazia movimentos lentos e variava rapidamente. Parando e lambendo toda a extensão dele, subindo as unhas pela barriga dele e pelas coxas.

O moreno levou as mãos até seus fios loiros suados, tentando controlar os movimentos e acabar com aquela mini tortura.

Annabeth balançou a cabeça com um sorriso provocativo, afastando os lábios de seu membro.

– Sem as mãos, Jackson.

Percy arregalou os olhos. Aquilo era novo.

Mesmo assim, sorriu ao vê-la tirar suas mãos de sua nuca como uma leoa, lambendo os lábios e voltando ao seu trabalho.

Lamber, coloca-lo na boca com movimentos rápidos e então, beijar a ponta como se estivesse realizando um desejo qualquer.

– Annie... – vociferou, fechando os olhos com as brincadeiras dela

Rapidamente, o moreno jogou-a contra a poltrona, invertendo as posições e deixando a poltrona deitada, lambendo sua barriga e ficando por cima da loira que descia os pés gelados sobre sua coxa e sua bunda.

Em mais um movimento rápido, penetrou-a com força, ficando por alguns segundos parados.

– Implore. – murmurou, a voz rouca e arranhada em seu ouvido, beijando sua bochecha e apertando seus seios

– Gay. – ofegou, arranhando sua nuca com um meio sorriso

Percy se movimentou com força, um vaivém confuso de braços e pernas misturados, olhares raivosos e assustadores, em um misto de prazer. Ela gemia alto, apertando as mãos em seus ombros, evitando usar as unhas enquanto ele a penetrava com a maior força que já se lembrara de ter usado. Inesperadamente, parou, saindo totalmente dela. Annabeth gemia em desaprovação, mexendo-se e rebolando confusa à espera.

O moreno mordeu seu pescoço, vendo várias manchas vermelhas, dando mais uma mordida demorada em sua bochecha.

Do mesmo modo, penetrou-a novamente, apreciando o grito alto que ela lhe deu, continuou lhe passando ameaças baixas, ainda rouco, em meio aos movimentos, beijando-a com voracidade.

Ainda com dificuldade, pelo espaço pequeno, conseguiu deitar-se. Vendo uma Annabeth ligeiramente confusa em cima dele. Entendeu rapidamente o recado, apoiando as mãos em seu peito e jogando a cabeça para trás enquanto rebolava devagar e o moreno apertava seus seios sensíveis com a maior força que conseguia. A loira arqueou as costas, cavalgando devagar e provocativamente até ver que ambos estavam se torturando demais.

Com as mãos grossas e calejadas em sua cintura, ambos estavam em uma movimentação cheia de sincronia, com força, suados.

A chuva cada vez mais forte.

Percy chegou ao ápice, ainda assim, vendo a loira rebolar, insaciável com as mãos nos cabelos e os olhos fechados. Segurou a cintura com mais força, sentando-se rapidamente, as forças quase esgotadas, beijando os seios e puxando-a para um beijo enquanto continuava a estocar com a máxima força que lhe restara em meio a gemidos roucos e beijos desconexos, a loira arranhou seus ombros, desabando por cima dele.

– Falta vinte minutos para uma hora. – ele verificou no relógio de pulso, por cima do ombro dela

O moreno apoiou as mãos em sua lombar, descendo e subindo as mãos em um carinho delicado.

– Não. – ela gemeu, sem erguer os olhos, abraçando o pescoço dele e aninhando-se em seu peito

Percy sorriu e beijou o topo de sua cabeça, acariciando as laterais de seu corpo e brincando com a parte exposta de seus seios.

– Cansada, Chase?

– Odeio ter que admitir, mas sim.

Ele riu e colocou seus cabelos loiros e suados para trás da orelha.

– Durma, então.

Notas finais
GEEEEEEEENTE!
Eu acabei de perceber que esse era meu último capítulo reserva, puta que pariu, fudeuuuu
Vou ter que dar um jeito de escrever essa semana. Lembrando que nbh está programada para ser uma shortfic e ela vai ser nem que eu tenha que sofrer por isso, mas ela vai ser.
Enfim, espero que tenham gostado porque agora eu vou estudar, tipo umas sete horas e eu passei o dia todo no computador, parabéns pra mim.
Ei, se quiserem mandar recomendações, recadinhos fofos ♥
Obrigaaaaaaada!
E aliás, desculpem-me por não responder todos os reviews, mas é que eu não podia, PORÉM eu olhei todos e sorri com todos porque você são espetacularmente fofos!
Reviews? Infelizmente, eu coloquei uma meta minha, então, é bom que todos deixem um "oi, eu existo".
Love, xx, My.
PS: Alguém quer me dar presentinhos? Peçam o endereço da minha casa e me deem presentes çsalksçaksça