Never Been Hurt.
12 I\'ll follow you.
Notas iniciais
Boa leitura!
"No, I'm never givin' up 'til my heart stop beatin'
Never lettin' go 'til my lungs stop breathing
I will follow you and we'll both go missin'
No I, and we don't even know where were going
But I'm sitting with you and I'm glowing"
Em meio a uma confusão de suor, pernas, braços, cabelos loiros e poucos fios negros, arranhões, cansaço, dores.
Era tudo que Percy sentia ao acordar. Seus ombros ardiam, seus braços tinham uma ligeira dor e Annabeth resmungava alguma coisa ainda em cima do seu peito, tentando impedir que o sol que invadia a janela chegasse aos seus olhos. Afagou o topo de sua cabeça loira, os flashes da noite anterior voando pela sua cabeça, fazendo um sorriso grande aparecer.
- Bom dia, leoa.
Annabeth ergueu a sobrancelha, confusa, apoiando-se nos cotovelos em seu peito, resmungando coisas inteligíveis, inclinou a cabeça para o lado e franziu os lábios.
- Cedo demais para brincadeiras, Jackson.
Percy riu e acariciou todo seu rosto.
- Obrigado por ontem, e p...
- Não me faça me arrepender com seu jeito gay, ai. – tentou sentar-se, mas acabou deitando-se novamente
- O que foi? – perguntou, preocupado, obrigando seu corpo a ajuda-la
- Minhas pernas estão... Ai, meu Deus, eu acho que você me deixou paraplégica.
O moreno não aguentou, começou a rir loucamente, contorcendo o corpo e deixando todo o ar escapar de seus pulmões, sentindo tapas fortes em seu peito.
- Deixa de drama, Annie. – pediu, controlando as risadas loucas
- Não, é sério. Estão doendo demais. Só porque eu te chamei de gay, Percy. – brincou, ainda deitada sobre ele
- Só pra ver o que acontece quando me provoca. – sussurrou e beijou-a calmamente
- Posso te fazer uma pergunta? – disse, com os olhos fechados, aninhando-se ao calor de seu corpo
- Claro.
Ela hesitou, por fim, acabou bufando e erguendo o rosto para encarar o par de neblinas esverdeadas.
- Sua noiva fica dolorida assim?
Percy balançou a cabeça, desembaraçando pequenos nós dos fios loiros com os dedos.
- É uma pergunta inapropriada para o momento, sabia?
- Sabia.
- Eu gosto de você, leoa. – puxou-a para o nivelamento de seus rostos e depositou um selinho em seus lábios secos
- Por que raios você está me chamando de leoa, seu retardado?
Ele riu pelo nariz, sendo interrompido rapidamente pelo som de Skyfall. Annabeth rolou os olhos, abaixando-se para dar espaço para seu companheiro pegar o telefone importuno, cantarolando a música.
- Esse não é meu toque. – Percy ergueu o Iphone branco em frente aos seus olhos e arregalou os mesmos, assustados – É a Sophia.
Annabeth imitou seu movimento. Forçando seu corpo dolorido a sentar-se, o que não funcionou muito, apenas inclinou-se o suficiente para pegar o celular das mãos dele e atender de maneira rápida.
- Mãe? – a voz fina e sonolenta de sua filha soou – Onde você está, mamãe?
- Oi, querida... – disse, percebendo o quanto sua voz estava chorosa e repleta de culpa
Contra sua mente, encarou Percy, procurando por ajuda, ele meneou os lábios, avisando silenciosamente uma desculpa bem feita.
- Eu tive que viajar, meu amor. Uma viagem a trabalho. – sussurrou
- Por que você não me ligou, mãe? Você não se esqueceu de mim, não é?
A culpa lhe acertou mais uma vez e de uma maneira bem pior. Porque, sim, havia esquecido de sua filha, e por um motivo bobo: aprendera a acelerar o carro. Qual tipo de pessoa que fazia sexo com seu instrutor surpreso só porque aprendera a acelerar o carro?
- Não, querida. Hm, a mamãe estava sem sinal no celular. Com quem você está?
- A tia Thalia ficou comigo e com o Ian... Mamãe, ela e o tio Nico brigaram muito feio.
- Sophia! Você não pode ficar ouvindo a conversa dos outros.
- Eu sei, eu sei, mamãe. Mas eles estavam brigando na nossa frente e o Ian está bem triste. Até a tia Liz e a tia Silena tiveram que separá-los.
- Não se intrometa nisso, meu bem. Já estamos chegando e então, irei conversar com a Thalia, certo?
- Tá, mãe. E ei, a tia Thalia disse pra você tomar pílulas.
- Quê? Sophia, esqueça isso. Vá pra escola, vou almoçar com você hoje, ok?
- Promete?
- Prometo, linda.
Sabia que sua menina estava sorrindo assim que desligou a chamada e focou-se no homem a sua frente que lhe encarava admirado. Os olhos, ainda nublados, escondiam alguma coisa. Algo que ela queria descobrir, porém ainda estava com medo. Deixou o aparelho de lado no banco do motorista e desabou no corpo dele.
- Eu realmente estou sem forças. Você pode pegar a minha bolsa, hm, ali atrás?
- Não lembro quando ela voou pro banco de trás. – Percy agarrou a bolsa de camurça e a colocou em cima do seu peito
Annabeth foi certeira no banco externo da bolsa, deu graças aos céus por ter colocado aquele maldito remédio e sentou-se com certa dificuldade.
- Você está muito mal mesmo? Não é brincadeira?
- Você acha que eu estava brincando? – a loira vociferou – Eu realmente estou dolorida.
- Ei, desculpa. Eu não sabia... Me desculpa, por favor.
- Tudo bem, Percy. Eu... Só preciso de uma boa noite de sono e massagens.
- Eu posso fazer isso. – murmurou com um sorriso malicioso
- Você só vai piorar a situação. Vamos sair daqui logo. Eu preciso ver a Sophia, ela ficou preocupada.
- Você fez umas caras engraçadas quando estava no telefone. Aconteceu alguma coisa?
Annabeth avaliou a expressão preocupada e hilária de Percy, tentando descobrir se tudo aquilo era verdadeiro mesmo ou se era uma daquelas partes que os homens fingiam preocupação depois do sexo.
- Thalia e Nico brigaram. Não sei porquê, mas parece ter sido feio.
- Me desculpa por nos deixar presos aqui... Eu sou um idiota. Dever...
- Ei, está tudo bem. Creio eu que não estava em seus planos que eu voasse em cima de você.
- É, não estavam mesmo.
- Então. – deu de ombros – Só... Vamos logo.
- Ei. – Percy segurou seu queixo, dando um sorriso amplo – Você é a melhor.
Annabeth ignorou o elogio e sentou-se, sentindo as reclamações de seu corpo.
- Preciso de respostas. – começou, deixando a calcinha de lado e vestindo os jeans
- Você vai ficar sem calcinha?
- Ela estava no meio disso. Que nojo.
- Ok. As respostas.
- Por que você me chamou de leoa?
Percy riu pelo nariz e beijou seus lábios, um beijo rápido e que envolvia ambos.
- Você parece uma leoa. Olha, que cabelo horrível. Ridículo, Annabeth. – balançou a cabeça, fingindo indignação
- Quê? Eu estava achando que era um apelido fofo.
- Ah, claro que não. Sou muito chato, lembra, leoa?
Ela riu e puxou sua bochecha para mais um beijo. Negando-se a sair daquele carro e ter que esquecer tudo aquilo. Adorava sentir a mão dele em sua nuca, a outra em sua cintura, sentir a língua quente dele tentando aquecê-la. E agora, com as pontas dos dedos em sua bochecha, decidiu que adorava aqueles pelos ralos que arranhava sua mão.
- Amei a segunda pergunta. – o moreno sussurrou contra seu rosto, ainda de olhos fechados
- Não é uma pergunta, bobo.
- Bobo. – ele repetiu a palavra, saboreando-a, sorrindo ainda mais, roubando um selinho e voltando a concentrar-se em seus jeans – Vamos, pode mandar.
- Hm, eu sou muito curiosa. Mas, o que é Esahc?
Percy riu nasalmente, daquele jeito meio sexy e meio engraçado. Colocou a camisa social sobre os ombros e jogou a camiseta de seda no rosto de Annabeth que ainda esperava a resposta.
- E então? – arqueou as sobrancelhas, mexendo o pescoço
- E então que: descubra sozinha. O problema é seu. – o moreno riu e tentou beijá-la, contudo ela saiu de seu destino, vestindo a camiseta rapidamente
- Vou descobrir sozinha, uh? Certo. Dois conselhos: deixa a barba crescer. E dois: ligue pra sua noiva que já deve ter colocado a polícia atrás de você.
Em meia hora, estavam em uma cafeteria na estrada. Há dez quilômetros de Nova York, que no máximo levaria apenas menos de meia hora pra chegarem ao local desejado. Com a bolsa agarrada ao ombro, Annabeth entrou primeiro na cafeteria, deixando Percy sozinho com seu celular.
- Posso ajuda-la em algo, senhorita? – uma menina de, aparentemente, dezessete anos com um coque folgado, usando óculos redondos veio até ela, com um sorriso matinal e carinhoso
- Café... Dois cafés fortes, com creme, por favor.
- Cubos de açúcar, senhorita?
Annabeth coçou a nuca, percebendo seu companheiro sorrir no lado de fora.
- Não. Qual é o café da manhã?
- Temos brownies, panquecas, mistos, cereais...
- Um brownie e... – encarou o cardápio sem muitas variações, procurando por algo que Percy, talvez, gostaria
- Panqueca com cobertura de chocolate, tem? – perguntou ele com um sorriso no rosto, fazendo a adolescente corar e assentir rapidamente – Isso que queremos, obrigada.
- Por favor, não demore com os cafés.
- Sim, senhorita. Senhor. – e com passos rápidos, retirou-se
Annabeth retirou o retângulo prateado cheio de pílulas da bolsa, batendo-o impaciente enquanto avaliava a garota na máquina de café.
- Ah, agora você anda com um desses? – Percy perguntou, com a voz maliciosa
- É... Eu venho saído com Thalia, então... É bom estar preparada. – deu um sorriso grande e observou o sorriso dele murchar rapidamente
- Está melhor? As pernas...
- A mesma coisa.
- Quando chegar, pode tirar uma folga.
- Eu preciso fazer algumas coisas ainda.
- Ah, sem problemas, eu não vou para a empresa hoje, então, você também não precisa ir.
A menina deixou o café de ambos em cima da mesa, avisando que os pedidos já estavam sendo feitos e não demoraria muito para chegar.
Estavam sentados em uma das mesas perto da janela grande com o layout da cafeteria. Tudo era muito velho, a madeira, as cadeiras, o teto, tinha um jeito que ia desabar, no entanto, o cheiro que aquilo emanava era extremamente delicioso.
Annabeth enfiou a pílula e bebericou o café, engolindo tudo com rapidez.
O casal ficou em silêncio até chegar o pedido de ambos.
- Eu amo panquecas. – Percy comemorou com um sorriso ao ver o molho de chocolate caindo pelos lados
- Sem infância. – Annabeth reclamou
O moreno atacou sua comida, sujando ao redor dos lábios, oferecendo um pedaço da mesma para ela a todo o momento.
- Seu nojento. – riu quando ele esticou o garfo até sua boca – Isso é nojento, pare!
- É só minha saliva. O que tem demais nela?
- Pensando por esse lado, vou me lembrar de que ela é bem nojenta.
- Ela não é nojenta, leoa.
- Vai ficar me chamando assim pra sempre?
- Provavelmente. – deu de ombros, indiferente, voltando a concentrar-se em suas panquecas – Ei. – chamou – Posso te fazer uma pergunta?
Annabeth ergueu uma sobrancelha e assentiu, terminando seu brownie do jeito mais educado possível e deixando o resto de sua fome para o café com creme.
- Como foi se apaixonar para você?
A loira franziu o cenho, ocupando a boca com o liquido quente que começava a revigorar suas forças e a fazer com que o frio que se instalara em seu corpo, começasse a cessar.
- Hein?
Annabeth tossiu, tentando ganhar tempo para pensar.
- Hm, sei lá. Foi... Arrebatador. Conhecemo-nos em uma festa de colegial. Depois, nos encontramos na faculdade e... Aconteceu várias coisas, do tipo: me formei, começamos a morar juntos porque ele já estava conseguindo arranjar vários talentos. Casamo-nos, tivemos Sophia, nos separamos e puf, estamos aqui.
- Não quero dizer assim. – Percy resmungou, afastando o prato com restos de molho – Quero dizer, o que você sentiu quando vocês se conheceram. Não quando transaram, tá?
- Não senti nada demais. Deveria?
- Bem, sim.
- Como as pessoas ainda conseguem pensar que você é hétero? – bufou e agarrou a bolsa em seu colo – Vamos embora, Percy.
E começou a andar em direção ao carro, ainda deu tempo de vê-lo jogando um dinheiro em cima da mesa e correndo em sua direção.
- Ei. – segurou o braço dela com força e sorriu – Não posso te perguntar?
- Pode, mas isso é gay. Eu que deveria estar te perguntando o que você sente quando está comigo e blábláblá.
- Você quer saber o que sinto quando estou com você, uh?
- O quê? Não! Eu estou bem, e isso que importa. Eu e Sophia, ela não está aqui, aliás. Então, vamos. – vociferou e apontou para o carro, entrando rapidamente no banco do passageiro
Pensou em como se sentira quando ocupou o lugar que Percy acabara de sentar. Tentou esquecer aquela adrenalina louca rapidamente e riu para si mesma.
- Olha, se quer saber, eu me sinto muito bem com você.
- Legal, querido.
- E sinto que estou levando um fora.
- O que, de fato, está.
- O que, de fato, eu não deveria estar levando. – suspirou e ligou o carro, olhando-a de esguelha – E... Posso fazer mais uma pergunta?
- É uma pergunta gay?
O moreno levantou os ombros, pensando rapidamente no que diria e sorriu, assentindo.
- Provavelmente.
- A última pergunta do dia, Jackson.
- Certo. – ele puxou o ar, colocando o carro para andar e então estar na Interestadual – Você se apaixonou pelo Luke? Quero dizer, como é se apaixonar?
Annabeth arqueou as sobrancelhas, encarando o perfil semissério de seu chefe. Estava em dúvida se aquilo era uma brincadeira irritante, ou algo que ele realmente estava curioso. Encarou a estrada a sua frente pensando em sua filha inquieta na escola.
- Eu... Não sei. – confessou e começou a brincar com a barra de sua blusa – Não sei, simplesmente não sei. Às vezes, acho que foi uma conveniência, e muitas vezes, sinto que foi uma das coisas mais arrebatadoras que pude sentir. Não sei lhe dizer. – deu de ombros – Sei que a melhor coisa que ambos poderíamos dar para o mundo e para nós mesmos, foi Sophia. E lá está ela, preocupada com uma mãe louca que nem ao menos pensou nela ontem.
- Não se sinta culpada. Desculpe-me por te trazido aqui e tudo mais.
- Ok. – encarou o velocímetro e revirou os olhos – Percy, até um carro cheio de freiras nos ultrapassaria.
Ele revirou os olhos e acelerou.
Notas finais
Enfim, eu fiz esse capítulo nas pressas, não sei se ficou muito bom. E ah, eu to lendo Êxtase, o último livro de Fallen, que me disseram que não é muito bom, mas eu ganhei então vou ler.
Certo, era isso que eu queria falar com você e outra, alguém está com tempo livre para me dar conselhos amorosos? Tô precisando.
Isso aí, espero que tenham gostado do capítulo, me desculpem pelas notas finais enormes, mas eu precisava conversar com as pessoas que mais me apoiam e que eu gosto tanto.
Obrigada!
P.S: Eu tô com uma história semi-acabada chamada Nightingale, ela vai ser minha long-fic depois de Never Been Hurt, ela é meu xodó e eu nem queria postar ela e nem sei porque to avisando, mas... bem, vai ser essa aí pra quem queria saber meu próximo trabalho.
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