Never Been Hurt.

14 So tight with love, love.


Notas iniciais
AI AQUELA RECOMENDAÇÃO, EU TO LARGADA NO CHÃO!
Eu não sei se passei muito tempo sem postar, mas de novo, esse era meu último capítulo reserva, as forever. MAS ARYA SALVATORE ESSE CAPÍTULO COM ENIGMAS NICALIA É TOTALMENTE SEU ENTÃO ME ABRAÇA PORQUE EU TO APAIXONADA PELA SUA RECOMENDAÇÃO, TO RELENDO ELA DESDE SEMPRE PQ ♥
Gente, o mais engraçado é que na maioria das recomendações, vocês falam: a Mylena taltal e eu CARA ME ABRACEM AMO VOCÊS, SÉRIO, AMO FORTE.
Enfim, Arya pra você ♥
Faltam seis capítulos pro THE END!
E leiam escutando Up in the Air de 30 Seconds To Mars pq ♥
Boa leitura!

"Fucked up our life

All of the laws I've broken

Loves that I've sacrificed

Is this the end?"

Tinha tomado uma decisão.

Tudo – se é que havia algo concreto – iria acabar. Estava fazendo papel de boba, de uma adolescente idiota que nunca havia tido um namoro. Teve vários, teve um casamento que não saiu bem e se sentia muito mais culpada ao saber que seu chefe traia sua noiva, professora de sua filha.

Esse pequeno resumo já a fazia querê-la vomitar.

No táxi, brincava com a barra da saia social, pensando se voltaria para casa. Ele não debateria em seu salário, era bonzinho demais para tal coisa. Mas, também, ele era capaz de ir para a casa dela – o que era uma péssima ideia.

Dedilhou o banco de couro, soltando todo o ar assim que parou em frente ao prédio enorme. Precisava entrar, precisava enfrentar tudo aquilo como uma adulta. Como uma mulher formada, com uma ex-família e com uma filha a cuidar.

Deixou o dinheiro com o taxista, pulando do carro, carregando algumas pastas e sua bolsa. A blusa de botões branca estava por dentro da saia social preta com os scarpins neutro. A cada passo que dava, sentia todos seus músculos enrijecerem, sentia que poderia desmaiar – talvez, fosse o melhor caminho. Cruzou os braços ao cumprimentar a recepcionista que odiava e entrou no elevador.

Ninguém. Agradeceu mais uma vez, respirando e expirando rapidamente, tentando controlar seu coração de querer fugir de seu corpo... Quem era Percy Jackson? Seu chefe, apenas. Não podia querer nada por ele. Primeiro, ele tinha uma noiva, esposa ou sei lá o quê.

As portas do elevador se abriram, adentrou o pequeno hall e continuou andando até a mesa pouco conhecida. Assim que depositou todas as pastas organizadamente, esperando entrar para colocar a primeira música da playlist que preparara, a porta se abriu.

E começara a se amaldiçoar ainda mais.

Rachel saia com um sorriso enorme no rosto, os cabelos ruivos presos em uma trança bem feita de lado, usando um vestido longo com um decote meio vulgar até. Fez uma careta ao ver Percy arrumando a gravata atrás dela com um sorriso forçado, apostava que era um sorriso forçado.

Sentiu suas bochechas corarem perigosamente quando viu a ruiva direcionar um sorriso animado.

– Annie! – tocou seu ombro com carinho – Acabei me atrasando para o colégio. Espero que Ian e Sophia já estejam lá.

Annabeth sorriu, abraçando o próprio corpo.

– Eles estão. – concordou – Tudo bem, Rach?

– Ótimo! O casamento já está marcado, vou mandar o convite pelo Percy, aparece, hein!

– Vou fazer o máximo. – fingiu uma animação com um sorriso

Rachel deu um beijo comportado que Annabeth estranhou e sumiu pelas costas dela.

– Eu preciso que marque uma reunião com Nico ainda hoje... Não precisa ser na sala de reuniões oficial. E, por favor, marque alguma reunião com o arquiteto, diga a ele que preciso de tudo e qualquer coisa que ele tenha luxuosa e confortável para o Esahc.

Só de ouvir aquele nome, todo seu corpo se arrepiou. Respirou fundo, apertando os dedos em seus antebraços e encarou Percy com raiva, ele apenas arqueou as sobrancelhas, como se não desse bola e deu as costas, entrando na sala.

Annabeth suspirou, sentindo segura por estar sozinha.

– E ah, estou sem músicas, pode colocar alguma aqui?

Nem tanto assim.

Pegou seu Iphone com o cabo USB e adentrou a sala. Odiou aquela fragrância francesa, odiou aquele cheiro de sexo impregnado no ar, e como qualquer homem, foi aquilo que ele queria mostrar. Ele quis mostrar que poderia trocá-la tão fácil como ela te trocou. Que ela só foi um joguinho besta, como qualquer outra funcionária seria.

Ainda com raiva, enfiou o cabo USB naquele rádio miniatura e poucos segundos depois, ouviu uma música acústica de 30 Seconds To Mars tocou. Adorava aquela música.

– Annie...

– Chase para você, Sr. Jackson.

– É uma ilusão sua achar que eu vou te chamar de Srta. Chase só por causa... Daquilo.

– Daquilo? – ela assentiu, e posicionou as mãos cruzadas na frente da cintura

– É, daquela brincadeira interna.

– Tá, Jackson. Vou falar com Nico, licença.

– Annabeth... – ele suspirou, apressando o passo para tocar seu braço

Ela se afastou em pulo, puxando o braço contra seu corpo, protegendo-se.

– Não toca em mim. Como... – respirou fundo, procurando não chorar – Como você pode acabar de transar com sua noiva e tocar em mim? Sabe o que você é, Jackson, um grande imbecil. Um grande... Um homem idiota, como qualquer outro.

– Você não sabe do que está falando.

Annabeth fez uma careta irônica e franziu o cenho.

– Não sei? Vai me dizer que não transou com ela há poucos minutos atrás. Você não me surpreende, tá? Eu não deveria estar surpresa. E nem sei por que estou falando com você! – virou as costas e começou a andar

– Eu gosto de você, sabia?

– Se gostar resolvesse tudo, o mundo seria bem melhor.

– Annie...

Ele não pode falar, a porta havia sido fechada com força.

E a mulher atrás dela apertava os dedos em seu couro cabeludo, apressando o passo para longe daquela sala. Longe daquele cheiro que a fazia espirrar.

Longe daquela ilusão que se permitiu entrar.

***

– E ai? – Nico jogou-se na poltrona da sala de reuniões, brincando com uma caneca que continha chocolate quente

Annabeth deixava vários papéis em cima da mesa de vidro, inclinando-se para ligar o reprodutor, deixando uma música ambiente. Deixou cubos de açúcar, adoçantes e vários tipos de café em cima da mesa.

– Com licença. – deu um sorriso falso e retirou-se da sala

Nico percebeu o jeito pesado que ela arrastou os pés, saindo da sala em silêncio e fechando a porta com um baque surdo. O moreno arqueou as sobrancelhas, encarando o primo.

– O que aconteceu com ela?

– Sei lá. – Percy respondeu, separando desenhos do Esahc em frente para seu primo.

– Percy, você é um grande babaca. O que você fez com ela?

O homem de olhos musgos franziu o cenho, sem encarar o primo. Estava constrangido, não só por seu primo já ter percebido um monte de coisas e presenciado muitas dela. Estava envergonhado porque havia feito uma burrada logo de manhã com sua noiva, quer dizer, não uma burrada, ele podia, certo? Eles eram noivos... Mas, achava tão errado enquanto tocava a pele dela, não era a pele da ruiva que queria sentir. Com certeza, não.

– Não fiz nada, Nico. Aqui, olhe, está pronto. Preciso dessas peças, quero todos envolvidos nisso o mais rápido possível. Na verdade, quero isso pronto em menos de dois meses.

Nico franziu o cenho e pegou alguns rascunhos com cálculos, cores e materiais obrigatórios.

– Não podemos fazer isso em dois meses...

– Problema seu. Eu sou o dono disso aqui e eu quero em dois meses.

O moreno bufou, deixando os rascunhos de lado e ajeitando alguns desenhos em uma linha horizontal em cima da mesa de vidro.

– Annabeth é uma mulher legal, sabe...

– Ontem, você queria mata-la.

– Se ela parar de se intrometer na minha vida, eu até casaria com ela, sabe? Mas, tá na cara que a mulher tá caidinha por você, Percy. Mais uma, uh?

Percy revirou os olhos e puxou um dos desenhos para si.

– Esse hall tem que ter uma mistura de azul pastel com cinza, será que consegue fazer isso? Queria alguns vitrais como detalhes aqui embaixo. E lustres. Bem elegantes.

– Cinza... Percy, você faz as coisas tão inconscientemente. – Nico bufou – Você precisa fazer alguma coisa a respeito dela. Não pode deixa-la simplesmente ir.

– Ela tem uma filha e um ex-marido para cuidar.

– Puta que pariu, cara, você já viu alguém cuidar de ex-marido? Porra, toma no cu.

Percy arqueou as sobrancelhas, sem responder, ainda avaliando o próprio desenho.

– Vou fingir que não ouvi isso.

– Pois, ouça. Essa loira super gostosa vai te deixar e você vai ficar com uma ruiva... Seca.

– Mas, você a achava gostosa.

– É, quando ela não era arrombada e etc. Sem descartar o fato que eu não conhecia os pais dela, aliás, eles são um saco.

Percy concordou, com um sorrisinho de lado.

– O que você acha que eu tenho que fazer, então?

– Manda flores para Annabeth...

– Podemos ir para o Central Park, mas eu teria que levar o Ian porque...

– Deixa meu filho fora dessa. – Nico resmungou – Ele já está atolado de coisas.

– Thalia?

O moreno balançou a cabeça, pegando todos os blocos cheio de rascunhos que Percy separara, colocando em cima de suas pastas.

– É. O Ian, bem, ele está achando que ela é a mãe dele.

– Que, de certa forma, é.

– Ela não é, Perseu. Thalia é só... Uma tia distante que cuida dele.

– Tia distante? Que mundo você vive, Nicolas? Eu sou seu primo mais velho e sou seu melhor amigo, venhamos e convenhamos, Thalia ama aquele moleque.

– Eu também amo aquele moleque! – disse, baixinho

– Por que vocês não se casam logo? Seria bom para ambos.

– Eu nunca vou me casar com a Thalia.

Percy revirou os olhos.

– Ainda revivendo o passado?

Nico levantou-se. Pegou todos os desenhos, colocando-os em uma pasta nova e bebendo todo o chocolate quente de uma vez. Quando a conversa voltava-se para ele, tudo parecia piorar. Quando o passado voltava, sentia que precisava parar. O sorriso daquela garota, o que eles passaram juntos, tudo parecia um filme.

Precisava de uma dose de uísque. Sentia a garganta queimar por passar tanto tempo longe do álcool. Respirou fundo, afrouxando a gravata e encarando o primo.

Tinha sorte dele ainda não saber que tudo tinha voltado. Que Ian era tudo que tinha para que ainda estivesse conectado com essa vida... Com essas pessoas.

– Não existe passado, priminho. Espero que tome uma atitude certa em relação a Annabeth, ela é realmente uma mulher muito legal e ah, não envolva meu filho nisso.

– Você é possessivo. É por isso que Thalia ainda não te perdoou, sabia?

Nico levantou o dedo médio, virando as costas, carregando todas suas coisas e saindo da sala.

Andou com passos rápidos, piscando o olho para Annabeth quando passou direto para sua sala. Largou as pastas de qualquer jeito e correu os olhos pela sala, no canto, naquela mesmo criado-mudo velho de mogno, uma bandeja de prata com um uísque caro e um copo quadrado estava depositado. Fechou os olhos e lá estavam aqueles olhos azuis tentando trazê-lo de volta.

Não podia ser trazido de volta.

Bebeu uma dose de uísque rapidamente, sentindo a bebida rasgar toda sua garganta. Precisava demais. Não muito, porém mais.

Pegou o telefone do bolso dianteiro e teclou o número tão conhecido.

A voz rude atendeu.

Era tudo que queria ouvir agora.

– Nico, diz logo o que você quer. Não estou com tempo para ouvir seus charminhos.

– Hm, o Ian está por aí?

– Nico, você é idiota ou se faz? Seu burro!

– O que foi? O que eu fiz?

– Nascer! Isso que você fez. E entenda, ainda é de manhã, a esse horário, Ian deve estar comendo. Agora desliga esse telefone e vai trabalhar!

Com isso, encerrou a chamada.

Nico ainda tinha dúvidas sobre sua vida... Tinha que continuar vivendo, não por ele, ninguém sentiria sua falta além de sua família, mas precisava estar ali para Ian.

Só por Ian.

***

Annabeth suspirou ao ver que além de secretária, tinha que manter o autocontrole para não matar seu chefe.

Percy havia acabado a reunião de última hora com Nico e agora, estava citando várias coisas que ela deveria fazer. Entre elas, ir na “loja” de casamentos pegar os convites de casamento.

– Percy, eu não...

– Annabeth, você é minha secretária. – disse com aquele tom rígido que ele começara a usar e depois, sorriu – É sério, você iria salvar minha vida. – ele levantou-se da cadeira

A loira percebeu todo seu ombro largo vir em sua direção e deu um passo para trás. Assentiu, puxando os papéis contra o peito e virando as costas. Não podia ficar nem mais um segundo ali.

Antes que abrisse a porta, ouviu seu chefe chamando-a novamente.

– Shakespeare falava muito bem sobre o amor, sabia?

– Você deveria citar alguma coisa dele no seu casamento. – ela piscou o olho, irônica – Sua noiva deve saber algo de literatura.

– É. – ele deu de ombros – Próxima semana, no sábado, você está livre? Às dez?

– Não sei, eu...

– É trabalho extra. Preciso que você vá a um lugar para mim e só confio em você para fazer isso.

Annabeth suspirou, poderia ganhar muito por esse trabalho que nem seria nada.

– Eu sei que a semana é de Luke, então, você não tem desculpas.

A loira mordeu o lábio inferior e meneou a cabeça, concordando. Percy sorriu e voltou atrás da mesa, espalhando – mais uma vez no dia – os desenhos do Esahc sobre a mesa, como se quisesse testar a paciência e autocontrole da loira.

– Fico feliz que tenha superado tão rapidamente.

– Somos adultos, e não estamos no colégio. Com licença, Sr. Jackson, pode me dizer o endereço da loja.

– Deve estar na minha agenda em sua mesa.

Ela não fez mais nenhum movimento de concordância, saindo da sala, rapidamente sem virar o rosto para ele mais uma vez. Todo seu autocontrole de esquecer aquela vez no carro... Aquela vez. Pegou a agenda de couro preto, passando as folhas com habilidade. Em uma página com casamento em letras maiúsculas, uma letra delicada e definitivamente, não era a de Percy estava curvada sobre o papel branco. Annabeth franziu o cenho e colocou a agenda junto ao peito pegando a bolsa, reforçou o coque loiro no topo da cabeça, saindo correndo pelo hall.

Alugou o motorista da empresa, dizendo sair por motivos profissionais do Sr. Jackson. Em poucos minutos, depois do típico congestionamento de Nova York, ela e o motorista velho chegaram a uma loja enorme com dois andares que tinham enormes vestidos de casamento, vestidos de madrinha expostos nas vitrines.

Suspirou.

– Pode voltar, eu pego um táxi.

– Sim, senhorita.

E com um puxar no chapéu ridiculamente formal, o motorista sumiu pelas ruas.

Annabeth continuou ali, parada, analisando aqueles vestidos espetaculares que pareciam lhe chamar, lhe implorar para que o vestissem. Suspirou, frustrada, entrando na loja e sendo barrada por uma garota magrinha de cabelos negros repuxados.

– A senhorita está procurando um vestido de noiva... Madrinha...? Ah, desculpa, eu sou Melanie.

– Hm, eu sou Annabeth. Na verdade, eu vim recolher alguns pedidos do Sr. Jackson e da Srta. Dare.

– A Srta. Dare acabou de chegar, ela está provando o vestido.

– O vestido? – Annabeth mordeu o lábio inferior com força – Ela...

– Sim! Ela está espetacular, você deve ser uma das madrinhas, ela sempre vem aqui sozinha... Vem, vou te levar até ela.

A loira estava tão surpresa por estar... Naquele lugar, naquele momento que mal pode puxar seu pulso da mão fraca daquela garota ou gritar com ela por ser tão idiota. Apenas, deixou ser puxada.

Uma grande parte de si realmente queria ver como seria aquele vestido que Rachel entraria.

Melanie a puxou até uma sala nos fundos da loja que não deixava de ser luxuosa com candelabros espalhados pelos criados-mudos, o piso de um carpete macio e nas paredes, pombas com sombreamento cinza trazia uma fita vermelha com pontas douradas. Na sala seguinte, em uma base redonda muito maior que o nível no chão, Rachel se olhava no espelho, segurando os fios ruivos e lisos nas mãos em um coque mal feito, com os dedos. Seu vestido era de renda, desde os pulsos até o final das costas com pérolas na linha da coluna, a saia era três vezes maior que qualquer vestido na vitrine. Pelo espelho, Annabeth conseguia ver o decote reservado que se abria em meia lua, o tecido revestido da mesma renda deixava pouca parte de seus seios expostos, desenhando a linha do seu corpo, a sua cintura bem definida e a barriga lisa.

Mais uma vez, os olhos nublados recaíram sobre a saia enorme, não sabia como ela conseguiria andar com aquilo.

A ruiva soltou os cabelos, deixando aquele ruivo forte contrastar com o tecido branco e delicado do vestido de noiva.

– É lindo, não é?

Annabeth tentou sorrir, mas sentiu que sairia com alguma inveja visível, então apenas assentiu, cruzando os braços com a agenda nas mãos.

– É. Você vai chegar esplendida.

– Obrigada. – Rachel voltou a encarar-se no espelho, levantando os cabelos e colocando-os em vários ângulos diferentes – Tem alguma sugestão para meu cabelo, Annabeth? Não faço mínima ideia do que farei com ele.

– Hm, não sei. Sou péssima com conselhos de mulheres. Deveria pedir isso para Silena ou Lizzie.

– Vocês aceitam um champanhe ou café? – outra mulher que estava em algum lugar daquela sala enorme disse

A loira se assustou, mas continuou firme e séria.

– Um café. Aceita, Annabeth?

Ela assentiu, vendo Melanie e a mulher desaparecer.

Rachel suspirou, desceu da plataforma e veio até a loira, ficando de costas para ela.

– Você pode tirar os botões, por favor?

Jogou a agenda dentro da bolsa e começou a tirar as pérolas de alguns nós de tecido.

– Sabe, Annabeth... Eu vou ser direta. – seus ombros continuavam na mesma forma de antes, com uma postura de nobre – Eu sei e vejo como meu marido te olha.

Os dedos da loira começaram a tremer enquanto lutavam para tirar a pérola daquele pequeno nó.

– Desculpe, Rachel, eu...

– Não se faça de inocente. – a ruiva sorriu – Eu conheço meu noivo, sei quanto ele é safado. Mas, eu sei que você é... Ética demais para fazer qualquer coisa. Eu confio em você, mas não acredito nele. Embora possa colocar minha vida na mão daquele canalha. – ela deu uma risadinha – Só queria te avisar que se ele... Se ele fizesse algo com você... Por favor, você poderia me dizer?

Annabeth encarou seus olhos verdes claros pelo espelho, terminando de tirar as pequenas bolinhas brilhantes e ajudando-a a descer pelos ombros sem rasgar, enxugou as mãos suadas na saia social, assentindo rapidamente.

– Claro, você seria a primeira. E... Confie nele. Ele é um bom cara e... – apontou o polegar por cima do ombro – Eu preciso pegar os convites, ele disse que... Que eu deveria pegar, então...

– É, ele disse que pegaria. – Rachel sorriu – Obrigada.

– Sem problemas.

Com passos rápidos, virou as costas para a ruiva e quase começou a correr para fora daquele lugar, encontrou a mulher e Melanie segurando bandejas prateadas.

– A senhorita...

– Eu tive uma emergência, você poderia me dar, por favor, os convites que da Srta. Dare?

Melanie assentiu, deixando a bandeja em algum lugar e tentando acompanhar os passos rápidos da loira. A recepção era bem organizada, como era de se esperar, e em alguns minutos, a funcionária trazia uma caixa enorme.

A loira não se preocupou muito como chegaria a empresa com aquilo, só estava pensando que quanto mais rápido se afastasse daquele lugar, daquela mulher... Mais estaria segura.

Precisava estar segura.

Notas finais
Essa música é pra vida do Nico. Só pra deixar claro pq Nico e Thalia vai começar a fica top a partir de agora ai meu cores alskalçskas
Tá, eu ainda to delirando com a recomendação, mas irei me recompor. Aliás, o que vocês acham de me mandarem presentes?
GENTE, eu abri uma loja de blusas muito ♥ se chama @leastore e tá aberta no instagram então vão lá e comprem coisas, por favoooor, tem uma da cali perfeita.
Enfim, eu to muito apaixonante hoje e vou escrever até eu não aguentar mais pensar em uma palavra.
Mais recomendações, mais capítulos extras. E reviews fofos, é, eu amo reviews grandes e fofos.
Love, xx.