Never Been Hurt.
5 So simple.
Notas iniciais
Como prometido, eu deixei de estudar pra biologia (que é a coisa mais saco depois que meu professor preferido saiu) e tô postando porque sou vida loka. Mentira, é porque eu tava lendo aquele cap que postei e achei aquela coisa tao bosta e tao horrivel e esse não tá muito diferente, então, se vocês tiverem que estudar, leiam isso depois. Aliás, esse capítulo é bem importante para o noivado, mas ele é bem chato.
ENFIMMMM, leiam.
"And drink every drop of rain
And I see places that I have been
In ways that I’ve never seen
My side of the grass is green"
Fechou o notebook e suspirou ao ouvir Love Is Easy, cantarolando e pela primeira vez desde que virara secretária de Percy, achou que aquelas músicas serviam para alguma coisa.
Suspirou e pegou a bolsa vermelha, colocando na curva do cotovelo e vendo seu chefe levantar-se na mesma hora.
– Onde vai almoçar? — ele perguntou, segurando o paletó no antebraço, abriu a porta com uma das mãos e esperou ela passar
– Hm... Acho que em um desses restaurantes. Por quê?
– Quer companhia?
Annabeth ergueu os olhos ao apertar o botão do elevador batendo os saltos cor de creme no carpete vinho, talvez irritada, ou talvez louca para ficar o mais longe possível dele. Tudo bem que aqueles olhares eram demais para ela, aqueles toques em seus braços, os sorrisos que agora estavam mais largos, às vezes, pareciam significar mais do que ela queria.
No entanto, forçava para esquecer tudo aquilo.
– Hm, bem, creio que...
– Não? Qual é, Annie. — eles entraram juntos no elevador — Por favor. E eu tô precisando de alguns favores.
– Favores? — Annabeth ergueu a sobrancelha e virou-se para o espelho, prendendo o cabelo em um rabo de cavalo
– Sim, favores.
– Olha, eu fui contratada para ser sua secretária, não sua... Alguma pessoa que faz favores. — disse com certo desprezo em sua voz
Percy revirou os olhos e afrouxou a gravata vermelha, colocando o paletó sobre os ombros, vendo as portas de ferro se abrir e ter que seguir Annabeth com passos rápidos.
– Por favor. — levantou os lábios e pareceu realmente precisar de sua ajuda — Eu faço qualquer coisa que você quiser.
Annabeth o ignorou completamente, segurando seu blazer grande contra o corpo, pensando que nesse horário se estivesse com sua filha, iria pegá-la na escola.
– Não, Percy. Não tô afim de ser vista com meu chefe que, aliás, é noivo.
– Ah. — ele bufou, incomodado — Você está preocupada com isso? Rachel não se importaria.
– Eu me importo.
Segurou seu braço no meio da rua, fazendo-a virar-se.
Prendeu um arfar que, com certeza, escaparia de seus lábios ao ver aquele rosto de porcelana virar-se com olhos cinzentos surpresos, os fios dourados estavam jogados contra sua bochecha e a franja estava quase descendo sobre seus olhos, o vento impedia que isso acontecesse, entretanto. Annabeth mordeu o lábio, resistindo à vontade de tocar em sua bochecha onde crescia uma barba rala.
– Por favor. — franziu os lábios e apertou ainda mais a mão em seu braço — Por favor.
– O que eu tenho que fazer?
Sorriu e soltou seu braço, segurando seus ombros e a fazendo caminhar até um restaurante próximo.
A loira enfiou mais um pedaço de pizza na boca, vendo Percy beber seu copo de Coca calmamente à sua frente, como se não se importasse que daqui a três minutos, o segundo turno começaria e eles teriam que estar de volta ao trabalho. Contudo, ele pedira mais uma rodada de pizza, mais um copo de suco e mais um copo enorme de refrigerante.
– Você ainda não me disse o que quer que eu faça. E temos que voltar ao trabalho... — Annabeth olhou seu relógio folheado à ouro e sorriu — Agora.
– Isso vai ser parte de seu trabalho. — deu de ombros e afastou o copo de si — Podemos ir agora?
– Aham. — depositou as bordas da pizza e levantou-se
– Você não comeu tudo.
– Odeio as bordas da pizza. — fez uma careta — Vou ao banheiro. Volto logo.
Então, se desviou de algumas mesas tumultuadas de adolescentes com plenos hormônios para ser gastos e se enfiou em um cubículo limpo.
Pelo menos isso, pensou feliz.
Olhou-se no espelho e percebeu que não havia mais olheiras embaixo de seus olhos, o que era a melhor coisa a ver-se depois de muito tempo. Passou um brilho em seus lábios — não por Percy, claro, mas pela sua autoestima, pelo menos era isso que ela insistia em dizer -, pensou em soltar os cabelos, mas estava tão confortável com os cachos caindo em seus ombros de vez em quando e a franja se desfazendo em duas partes, que não resistiu em deixá-lo do mesmo jeito.
Enfiou o brilho na bolsa vermelha e voltou ao caminho onde Percy colocava o dinheiro dentro de uma pequena carteira de couro.
– Calma aí, deixa eu p...
– Ah, não. Eu te convidei, eu pago.
– Deixa de machismo. Toma. — ela tirou uma nota de vinte dólares da carteira bege e jogou na mesa — Isso é pelo que comi e tudo mais.
Percy revirou os olhos e colocou o dinheiro amassado no bolso da calça social preta.
– Certo, vamos lá.
– Vai dizer aonde vamos agora? — Annabeth perguntou, segurando a bolsa contra o ombro — Porque, sabe, isso parece muito com um sequestro.
– Vamos a uma joalheria.
– Que legal. Vai comprar abotoaduras de ouro para seu casaco ou seu paletó?
– Odeio abotoaduras de ouro.
– Olha, que ótimo. — Annabeth socou seu ombro, sorrindo — Estamos nos descobrindo, e continuamos na mesma estaca. Não nos dando bem.
– Isso porque você não quer se dar bem comigo.
– Eu? Quanto mais nos mantermos afastados, melhor.
– Não sei o porquê disso.
Annabeth pensou em citar todos os olhares que ele mandara para ela no carro, citar o porquê dele ter ficado tão amigo de sua filha de uma hora para outra, citar que Ian vinha falando demais de Percy na sua casa e citar um monte de coincidências que acontecera durante os três primeiros dias da semana.
No entanto, se manteve calada e aproveitou para caminhar em silêncio enquanto Percy andava ao seu lado, também calado.
– Aqui, chegamos. — avisou ao abrir uma porta de vidro fumê
Annabeth agradeceu pelo lugar ser frio, o calor de Nova York já começava a cair sobre eles, mas não tanto quanto vinha fazendo em alguns dias. De qualquer maneira, sentiu a mão dele em sua cintura, empurrando para que fosse mais rápida e não demorasse babando nas pulseiras e gargantilhas de diamantes com acabamentos de ouro, ou as safiras brilhantes.
– Olá, Sr. Jackson. — uma mulher de cabelos negros amarrados fortemente para trás em um coque surgiu atrás do balcão de vidro
– Olá, Chelsea. — falou, inclinando-se sobre o vidro — Eu vim escolher um daqueles anéis que escolhi antes.
– Com uma amiga. — ela deu um sorriso mais largo e muito mais falso, o suficiente para Annabeth querer sair correndo dali e saber que ela insinuava claramente que eles eram amantes
– Aham, minha nova secretária. Mas enfim, você poderia, por favor, pegar os anéis? Estou com pressa.
– Sim, senhor. — ela lhes deu as costas e dirigiu-se a um lugar que nenhum dos dois poderiam ver, em poucos minutos ela voltou com aquele mesmo sorriso forçado — Senhores, por favor, me sigam.
A mulher abriu uma parte do balcão, segurando-o enquanto ambos passavam, entraram em uma sala pequena e clara.
– Aqui estão os anéis que o senhor separou. — abriu uma caixa média, dando visão de anéis discretos com uma decoração do mesmo jeito
– Chels, vem cá. — outra mulher apareceu na porta e saiu em poucos segundos
– Podem ir escolhendo, senhores. Acho que foi algum problema nas câmeras.
Annabeth riu e continuou parada com o sobretudo agarrado no antebraço.
– Ouviu? — Percy perguntou com um sorriso, indo a sua direção — Um aviso bem claro para não roubarmos nada.
– Percebi. — Annabeth riu e recuou quando ele segurou sua mão livre
– Não sou um bicho, não vou te morder. Só quero sair logo daqui.
– Então, — a loira deu um passo para o lado e começou a andar em direção a uma das cadeiras em frente à mesa no centro com os anéis — você me trouxe aqui para escolher o anel de noivado de sua noiva que supostamente não gosta de mim.
– Errado. — ele disse, puxando a cadeira dela para que se sentasse e jogando os dois sobretudos na única cadeira do outro lado da mesa — Ela nunca disse isso.
– Hm, certo, até porque quando ela foi lá segunda e nem falou comigo é tipo... Normal.
Percy rolou os olhos, ignorando o que ela dissera e pegando o anel fino dourado com um pequeno diamante incrustado.
– Pensei que ia ter um estilo Bella com uma pedra do tamanho da minha vida. — comentou segurando o anel que ele lhe entregara
– ‘Tô morrendo de rir. — resmungou irônico
– Não gostei. — decidiu colocando o anel onde estava antes
– E esse? — ele pegou mais um prateado com uma esmeralda grande
– Extravagante demais. Provavelmente, ela seria roubada no próprio trabalho.
– Você é difícil, Annie. — rolou os olhos
– E por que me chamou? Também não estou muito a fim de ver os anéis, tá?
– Só quero que me diga dentre esses, qual é o seu preferido. É tão horrível assim?
Annabeth riu e aproximou-se da mesa com cuidado.
– Percy, você deveria trazê-la ou sei lá trazer algo que parece com ela para testar nos dedos. Sei lá, só não acho que sou a pessoa certa.
– Me dá sua mão. — ele pediu, a loira franziu as sobrancelhas, confusa e fechou os punhos — Me dá sua mão, merda.
Annabeth hesitou antes que ele puxasse sua mão com força segurando seus dedos entre os seus.
– E esse é o meu predileto. — pegou um anel no canto prateado com uma safira incrustada e bem lapidada no meio
– É lindo, Percy. — a loira piscou, vendo os dedos calejados a colocar o anel pequeno e bem elaborado em seu dedo anelar esquerdo.
O moreno segurou os dedos esguios entre os seus, percebendo o quanto havia combinado com sua pele pouco bronzeada e com as unhas compridas pintadas de uma cor neutra. Seus olhos se ergueram, percebendo o quanto ela estava surpresa com aquela preciosidade em seus dedos e com a proximidade que Percy estava colocando entre eles.
– E-eu acho que esse também é meu preferido. — murmurou, nervosa, encostando as costas na cadeira com força
Os dedos dele foram de maneira calma até os fios bagunçados, em um gesto rápido, colocou-os atrás da orelha com carinho e piscou, tão surpreso quanto ela, percebendo que seus olhos estavam se tornando mais azuis que cinzas, seu polegar passeou embaixo deles.
– Combina perfeitamente com você.
Annabeth fechou os olhos ao sentir o hálito quente ser chocado contra seu rosto. Tinha um cheiro de menta muito bom e talvez fosse a bala que estivesse mastigando no caminho, isso não importava agora. Sentiu a proximidade dele e preparou-se para se arrepender de um ato pro resto de sua vida, a mão dele estava em sua coxa, apoiando-se enquanto levantava-se da cadeira.
– Já escolheu, senhor?
Maldita Chelsea, Percy pensou.
Com certeza, se tivesse uma filha nunca chamaria de Chelsea. Fechou os olhos com força e quase caiu quando Annabeth empurrou seu braço e levantou-se, tirando o anel do dedo com a bolsa presa com força em seu ombro. Que merda ela estava fazendo?
E que merda eu estava fazendo?
– Aqui. — Annabeth abriu o punho fechado dele e colocou o anel delicado em sua palma — Eu te espero lá fora.
Ele assentiu e virou o rosto, passando os dedos pelos cabelos já bagunçados pelo vento. Primeiro, se sentiu em envergonhado quando Chelsea veio com um olhar acusador até ele, mas revirou os olhos e decidiu que ela nem conhecia sua futura esposa, então dane-se.
– Vou levar esse. E esse dourado aqui. — apontou para um no canto com um diamante pequeno incrustado.
– Boas escolhas, Sr. Jackson. Vejo que sua amiga ajudou muito em sua escolha,
– Claro. — deu um sorriso grande — Mais do que eu esperava, na verdade. A senhora poderia, por favor, adiantar isso aí? Ou vai demorar muito?
– Só alguns minutos, senhor. Pode ir passando o cartão lá na frente. — deu mais um daqueles sorrisos enojados
Percy seguiu, enfiando os dedos nos cabelos frequentemente, procurando uma desculpa palpável para dizer à Annabeth. O que falaria? Olha, eu ia te beijar porque eu estava afim e você é muito gata. Claro, a verdade, mas não duvidava nada que ela pudesse se despedir e voltar para a loja de Lizzie e Silena.
Pegou a pequena bolsa que a mulher do caixa te dera com mais um sorriso e voltou-se para a saída com os dois sobretudos em seu braço. Annabeth estava de costas, falando no telefone e os cabelos esvoaçando contra o vento. O moreno ainda não entendia como o clima poderia mudar rapidamente no outono, pouco antes suava — não muito, mas suava — e agora, parecia que ia começar uma chuva.
– Vamos? — esticou o braço apontando para seu sobretudo com o queixo
– Tudo bem. — pegou-o — Depois te ligo, meu amor. — desligou o telefone
Percy percebeu que suas bochechas estavam mais coradas que o normal e ela fez menção de olhar para outro lugar quando viu que ele a encarava.
– Vou pegar um café no Starbucks. — disse vestindo seu casaco — Quer um?
Annabeth assentiu, acompanhando-o enquanto atravessava a rua, ele pagou por dois cafés com leite e baunilha. Em seguida, fizeram outra caminhada até achar seu carro.
Ao chegarem a Jackson's, tudo continuava a mesma coisa ao redor deles, a recepcionista falava em seu microfone pequeno com seu batom vermelho extravagante, os fios tingidos e os dedos magros demais. Os secretários dos outros sócios ainda estavam no térreo, preparando cafés nas cafeterias chiques de espera aos clientes ou almoçando apenas batatas industrializadas, de qualquer maneira, os dois subiram em silêncio.
– Sabe... Na hora que eu coloquei o anel, eu, bem, não queria fazer aquilo...
– Entendo. — disse, fria
– É que eu ainda não sei qual dar e o noivado está se aproximando... Aliás, me lembre de te dar o convite lá em cima.
– Certo.
– Você não... Está com raiva de mim, está? — ele perguntou
– Por que estaria? — seu sorriso era forçado — Só estou... Cansada.
– É. — ele concordou — Mas o... Nosso noivado será em Montauk, eu ficaria feliz se você fosse.
– Espero ir. — concordou e saiu do elevador se deparando com uma surpresa não muito agradável
Percy segurou na sua lombar com a mão estendida para que não se batesse totalmente com ela, tirou seu corpo de onde estava e se deparou com um cara loiro estático, os olhos cor de gelo fixos no casal que acabara de chegar.
– Aconteceu alguma coisa com a Sophia? — foi a primeira coisa que ela perguntou ao ver o estranho naquele lugar
– Não... Bem, de certa forma, sim.
– Hm, eu acho que não fomos apresentados formalmente. — Percy ergueu a mão — Perseu Jackson.
– Luke Castellan.
– Podem entrar, eu vou ter que ir à sala...
– Estamos bem aqui. Obrigada pela preocupação. — Annabeth disse, cortante
– Ahn, certo. Fiquem à vontade.
Embora a contra gosto, Percy entrou relutante na sua sala enquanto Luke falava baixinho e Annabeth ria ao seu lado, puxando seu braço e fazendo-o sentar nas cadeiras de espera confortáveis.
Notas finais
Eu mereço um tiro, é, eu entendo. Mas se quiserem deixar reviews me ameaçando, sim, eu também entendo.
Vou tentar responder os reviews do capítulo anterior, porémm não garanto nada.
Love, xx, my.
AI GENTE ISSO TÁ UMA BOSTA, TO MUITO MAL QUERO CHORAR
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