Notas iniciais
Oi, pessoas!! Como vocês estão? Ok, i'm doing fine! Leiam, aproveitem, pq eu amo esse capítulo. Eu não respondi os reviews dos dois últimos capitulos, me desculpem! Eu vou tentar responder todos agora pq eu tava sem tempo e tudo mais Não se sintam ignorados, ok?

"Let's make this fleeting moment last forever

So, tell me what you're waiting for?

I'm gonna keep it frozen here forever,

There's no regretting anymore."


– Posso te dar uma carona.


Annabeth enfiava o pen drive e o seu Iphone novo na bolsa de camurça que ganhara de Lizzie no seu aniversário passado, estava meio desgastada, mas ainda era linda e combinava com a maioria de seus sapatos e roupas. Juntava os desenhos de Percy em uma pasta enquanto ele lhe irritava perguntando o que seu ex-marido — destacando sempre que eles não tinham nenhuma ligação além de Sophia -, ajudando-a vez ou outra a guardar os papéis em lugares altos que ela não alcançava mesmo de salto.

– Ah, o convite. — ele disse quando ela estava agachada pegando uma borracha no chão

– Por que você foi se lembrar? — perguntou, irritada enquanto ele tirava um envelope azul claro com uns efeitos verdes claros muito legais.

– Toma. Eu te espero lá, mas enquanto isso, eu te dou uma carona! Vamos ao mesmo lugar. — insistiu

– Eu vou pegar um táxi. E a Thalia...

– Está na casa do Nico com o Ian e a Sô. Deixa de ser chata e vamos.

– Eu ainda vou passar na Lola, e...

– Olha, eu tinha que falar com as minhas amigas.

Annabeth revirou os olhos e continuou andando até o elevador enquanto ele trancava a porta e a acompanhava com passos rápidos. Ambos batiam os pés no piso de mármore do elevador, esperando pacientemente o elevador descer.

– E então, o que seu ex-marido veio fazer no seu local de trabalho?

– Você não vai parar, vai?

Percy sorriu e abraçou seu ombro, como amigos fazem, beijou sua testa castamente enquanto ela batia no seu peito, risonha.

– Ele só ficou apavorado porque a Sophia pediu um vestido novo para uma festa de sua amiga na sexta.

– E ele vai? Quero dizer, eu achei que vocês tivessem se separado por causa do...

– Sim, ele vai. Mesmo o que aconteceu com a gente, ele sempre idolatrou a Soph. De qualquer maneira, ele não sabe como comprar um vestido, então pediu que eu fosse com ela.

– Certo... Eu e o Ian podemos ir com você. Thalia precisa de um tempo para resolver algumas coisas com o Nico, então... — deu de ombros

Percy entrou no carro, seguido por ela, ambos em silêncio.

– Você sabe dirigir?

Annabeth riu.

– Não, nem quero. Tenho traumas, por favor, respeite-os.

– Ei, eu posso te ensinar! — ele disse, batendo em seu ombro, ligeiramente enquanto pegava um atalho

– Talvez. Por enquanto, não.

Continuaram calados durante o trajeto. O prédio de Nico era bem perto da casa de Percy. Na frente, tinha a portaria e ao lado um jardim bem cuidado, com flores coloridas e rasteiras crescendo, mesmo na noite, eram encantadoras.

Thalia e Nico estavam sentados em um banco que parecia ser feito de pedra, ele estava com o rosto enterrado entre as mãos enquanto a morena falava sem parar, sempre apontando e reclamando de alguma coisa.

O porteiro apenas acenou para Percy quando ele entrou, seguido de sua acompanhante. As crianças brincavam no parquinho perto, e nem se preocuparam em vir correndo, apenas continuaram se balançando em seus respectivos balanços azuis com vermelho.

– Você não entende! E você só fica do lado dele... Dá pra entender meu lado... Uma vez na sua vida, droga?

– Não dá, sabe por que, Thalia? Porque, se uma vez na sua vida, você fosse responsável, eu até poderia tentar entender seu lado. Por enquanto, seu pai está...

Percy pigarreou com uma Annabeth corada ao seu lado, as mãos enfiadas nos bolsos do sobretudo bege, brincando repetidamente com a barra de sua blusa sem mangas branca transparente.

– Vou ficar com o Ian por essa noite, ok? Vocês estão meio... Ocupados demais para cuidar deles.

– Vai se ferrar, Percy.

– Eu estou tentando ser legal...

– Cara, você quer que eu mande alguém te fuder? Eu mando, agora, faz o favor de ir se fuder longe da gente, tá? – a voz de Nico foi um aviso claro para que eles se afastassem

Annabeth franziu os lábios e deu um passo para o lado, como se já estivesse se despedindo, Percy fez o mesmo, seguindo-a para onde as crianças estavam.

– Mãe. — Sophia disse, ainda sentada, sem ânimo

– Tia Annie. — Ian pulou do balanço e enfiou as mãos no bolso

– Oi, crianças. — bagunçou os cabelos negros do garoto e ajoelhou-se em frente à sua filha — Aconteceu alguma coisa?

– Você não deveria estar em casa?

A loira riu e acariciou as bochechas rosadas com alegria.

– Sim, deveria, mas eu vou comprar seu vestido para a festa de sexta.

– Dois vestidos. — Percy disse, com Ian ao seu lado — Para a sua festa e para a minha festa.

– Você vai dar uma festa, tio Percy?

Annabeth revirou os olhos e segurou a mão de Sophia, guiando-a para a saída do prédio, dando uma olhada rápida para sua amiga, que agora, estava calada, ouvindo Nico falar/gritar com ela.

– Sim, a festa do meu noivado, lembra? Você tem que estar linda! — falou — E você, garotão, vai ser o par dela, ok?

Ian fez uma careta e balançou a cabeça.

– Mas só pode ser par se as pessoas estiverem namorando, tio!

Sophia abraçou a cintura da mãe, e corou forte. Annabeth apenas acariciou seus fios, com um sorriso pequeno.

– Não precisa não. — Percy rebateu como uma criança — Por exemplo, eu e a Annie podemos fazer um par, mas não temos nada.

– Nada mesmo? — Ian disse com um sorrisinho

– Claro que não, seu bobo! — Sophia empurrou seu ombro com raiva — Minha mãe já foi casada. — seu argumento parecia ser óbvio

Percy concordou veemente com a cabeça, e pediu para que todos entrassem no carro para que chegassem rápido à surpresa.

O homem colocou uma música aleatória em qualquer rádio, podia ouvir as crianças conversando baixinho atrás, e seu olhar rapidamente encontrou o de Annabeth, que o encarava com um claro pedido de desculpas no rosto. Ele só deu de ombros e sorriu, socando seu ombro, de leve.

– Ai, meu Deus! — Lizzie gritou da porta da Lola — Temos crianças lindas aqui! Eu vou tomar conta de vocês.

– Tia Liz! — Ian correu aos braços finos abertos, a morena o abraçou com força, depositando-o no chão

– Oi, tia. — Sophia beijou o rosto dela enquanto ela a apertava com força

– À que eu devo a presença desses anjinhos?

– Vestidos, Liz. — beijou a amiga no rosto com um sorriso — Essa garotinha aqui tem festas para ir.

– E esse garotinho aqui? — olhou para Percy

– Ternos. Mas arranjamos depois. — deu de ombros

Ian concordou com ele.

– Mesmo assim, Ian do meu coração, tia Liz vai te ensinar como ser um cavalheiro de primeira. Aí, todas as garotas quando você crescer vão estar caidinhas por você. — piscou, segurando a mão dos dois enquanto adentrava a loja iluminada com um movimento menor do que de tarde.

– Onde está Silena? — ele perguntou para uma vendedora que passava

– Não sei, senhor.

Percy assentiu, compreendendo e acompanhou Annabeth que passava para a parte rocker da loja, que mais parecia uma loja de departamentos cheia de roupas para todos os lados.

– Não vai comprar seu vestido?

– Para quê?

– Meu noivado, Annie. Você não pode faltar.

– Não seja tão dramático, Percy.

Seu corpo pequeno se movimentava em meio às araras de roupas rasgadas, blusas de bandas, variando entre diversas cores. Ela pegou uma camiseta enorme, que provavelmente poderia ficar na metade das coxas dela. Era de Nirvana.

– O que acha? — ela perguntou, segurando contra seu corpo

– Tanto faz.

Annabeth riu, e segurou a blusa em seu antebraço enquanto o moreno lhe acompanhava.

– O Ian deve estar falando isso com a Sophia, também.

– Quer dizer, que você não vai?

– Por que iria? Será que você não entendeu que a sua noiva não gosta de mim? Imagina, se ela me visse lá! — pegou uma calça totalmente preta que parecia justa, juntando a camiseta — Ela enlouqueceria. Não quero estragar mais um casamento.

– Você não vai estragar. — segurou seu pulso levemente, forçando para que ela ficasse à sua frente — Prometo.

A loira riu e deu de ombros, desvencilhando-se dele, passando da ala rocker para a ala casual.

– Não precisa me prometer nada, Percy. Eu sei o certo a fazer, e com certeza, não é esse. E com mais certeza ainda, não é manipulando minha filha.

O moreno riu e puxou seu ombro, forçando mais uma vez, que os olhos nublados lhe encarassem.

– Sabe... Se o que você quer dizer, é que vai estragar meu futuro casamento como estragou o seu ou algo do tipo, você está totalmente errada.

– Você nem sabe porque meu casamento acabou. — seus olhos cinzentos estavam atordoados, encaravam com fervência as esmeraldas brilhantes à sua frente

– Com certeza, não foi sua culpa. E você tem que admitir isso.

– Quando um relacionamento acaba, Percy, a culpa não é apenas de uma pessoa.

– Sério? — ele riu, ainda segurando seu braço livre — Então, quer dizer que se eu trair a Rach, e nosso relacionamento acabar, a culpa vai ser de nós dois? Por quê?

– Ela não te segurou do jeito certo. — deu de ombros, tentando se afastar, no entanto ele ainda segurava seu braço

– É, talvez. Mas creio que não. A culpa seria totalmente minha. — puxou seu corpo contra o dele rapidamente e encostou seus lábios contra seu ouvido — Se acontecer alguma coisa, fique sabendo que a culpa é totalmente minha por ser um fracote e inútil.

A mão dela tocou seu peito, tentando afastá-lo, mas foi difícil demais. Seus corpos estavam muito unidos.

– Espero que não seja esse fracote que tanto diz. — inclinou-se sobre o ombro dele, virando a cabeça para que seus lábios ficassem tão próximos quanto o dele estava

– Isso é algum tipo de provocação?

– Não sei. — tocou os lábios levemente em seu lóbulo e sorriu — Me diga você.

Percy virou o rosto, encarando os lábios entreabertos dela com um sorrisinho maliciosa, pronta para sair daquela posição constrangedora e continuar a procurar mais roupas que talvez nunca usaria.

Entretanto, não foi tão fácil assim.

Antes que pudesse pensar em algo, sentiu os lábios ferozes contra os seus. Quentes, rápidos e habilidosos, de alguma forma, lenta, como se estivesse saboreando uma coisa que demorou muito para conseguir. O moreno segurou sua cintura com força contra a sua, afundando-se mais ainda no beijo, um desejo incerto de fundir seus corpos. Levou à mão livre para a sua nuca, forçando para que ela ficasse onde estava, e ela pareceu gostar já que com a única mão livre, ela puxou seus ralos cabelos na nuca.

A mão dele apertou sua cintura com força, amassando a roupa que ela usava, fundindo seus dedos à pele intocada. Como em um abraço faminto, eles continuaram o beijo por mais alguns minutos, a respiração falhada e descompassada, embora nenhum dos dois estivesse pronto para se afastar, nem enfrentar a verdade realidade que viviam. Percy apertou ainda mais a mão em sua nuca e voltou a mexer sua boca contra a dela, esperando uma resposta rápida, o que teve.

Annabeth puxou seus cabelos, e por fim, deu-se conta no que estava fazendo.

Alimentando a atração escondida. A atração temporária.

Percy se afastou, lentamente. Seus lábios à centímetros de distância, suas respirações diferentes, descompassadas, mas se chocavam a todo momento.

– Sabe que isso foi um erro.

– É a minha culpa ser um fracote. — ele disse com um sorrisinho

A loira suspirou e se afastou dele com um pulo, voltando a andar entre as araras, pegando um blazer, uma blusa de renda branca, uma blusa marfim e um blazer rosa claro.

– Vai ficar sem falar comigo agora? Ou vai fazer compras compulsivas? — ele dizia atrás dela

– Você sabe que tem um monte de vendedoras que lhe conhece, que conhece sua noiva e isso... — bufou

– Foi uma fraqueza. Eu já não disse que sou um fracote?

Annabeth riu, sem querer, e virou-se bruscamente.

– Pare de agir como um garoto de dezessete anos, procurando encrenca!

– Eu sei, eu sei. — suspirou e mexeu em seus cabelos no ombro — Eu só acho legal te ver estressadinha. E vamos logo antes que a Lola feche.

A loira não reclamou, dessa vez o seguiu por duas alas diferentes, até chegar a ala de festa, com vestidos enormes, shorts de couro, blazers brilhantes, sapatos tão altos que não sabia como alguém além de Lizzie e Silena poderiam ficar em cima deles sem cair.

Pegou um desses blazers, um short cintura alta bem bonito que achou e colocou em seu antebraço.

– E que tal, esse? — Percy disse parado ao lado de um vestido azul

Era longo, soltinho, sem brilho, apenas um tecido que parecia transparente, com mangas curtas e um decote prolongado, até conseguiu se imaginar usando-o com uma rasteira, os cabelos presos em uma trança bem feita e uma flor ao canto da orelha, até que ficaria bonita, mas riu e balançou a cabeça.

– Pode agir como se aquele beijo nem tivesse acontecido? — ele perguntou, derrotado, cruzando os braços — Quero dizer, foi um erro, eu sei, blábláblá, eu tenho noiva, e tudo mais, porém... Ainda somos algo do tipo, amigos, não é?

– Nem somos amigos, Percy. Agora, por favor, vamos logo, não quero chegar tarde em casa.

– Mas é o único! Por favor, pega. Se não o fizer, eu mesmo faço.

– Que legal, sabe de uma coisa? — ela chegou perto dele com um sorriso cínico e pegou o vestido, vendo-o sorrir abertamente ao ver que tinha conseguido o que queria — Eu vou comprar esse vestido e dar de presente à sua noiva, provavelmente, ela nem vai usar e vai deixar intocado em algum canto de seu enorme closet, e eu aposto que ela ficaria linda com esse vestido para o noivado, mas...

– Você é um saco. — ele pegou o vestido em sua mão e jogou no lugar de antes — Você não estava com tanta pressa? Já pode ir, então.

Annabeth deu um sorriso largo, falso, e continuou andando à sua frente, encontrando com Liz, sua filha e Ian correndo em meio a araras, sendo que a primeira trazia cinco vestidos em um braço. Ian se escondeu atrás de uma arara que depois de três corridas entre eles, a mesma caiu. Annabeth levou a mão à boca, preocupada, quase correndo, mas o menino saiu em meio as roupas correndo enquanto Lizzie morria de ir, quase tombando em seus saltos verdes enormes.

– Eu amo esses meninos! — ela segurou Sophia pela mão, gritando por Ian — Vocês deveriam trazê-los mais vezes. Eu sei servir de babá. — seu sorriso era autoconfiante, querendo fazer com que aquilo entrasse em sua própria cabeça

– Já vamos, mãe? Estávamos brincando com tia Liz, e depois, íamos tomar soverte...

– Soverte? Sophia? A essa hora? Por favor, Liz, você ia deixá-los com pneumonia.

– Ei, eles tem que ter uma vida cheia de desafios enquanto são crianças. Sua mãe é uma chata, Soph. — resmungou

– Vamos, querida, tenho que te deixar na casa de seu pai, ainda.

– Ah, é mesmo. — a pequena loira reclamou com um franzir de lábios — Então, certo, nos vemos depois, tia?

– Claro, garotinha. Agora, onde está esse pestinha do Ian? Ian! Ian Di Ângelo, é melhor você... Meu Deus! — ela gritou a última parte ao ver o menino ao lado do manequim um pouco à sua frente, rodando em cima da plataforma circular que girava, o garoto fazia o sinal do rock e ria a todo momento

Percy riu atrás dela, encaminhou-se até o garoto e o pegou pelas axilas.

– Você é o cara, Ian.

– É, é, eu sei, eu sou demais.

– Vamos pagar isso, vem, Soph. — Annabeth chamou com um sorrisinho

– Pagar? Ai, ainda tem essas coisinhas. Pode deixar por conta da casa.

– De novo? Vou ter que fazer o maior enxame aqui de novo para que você pare com isso.

Lizzie revirou os olhos e deu de ombros.

– Enfim, vou deixar vocês irem. Tenho que ver umas coisas com Si, e depois nos vemos. Não esqueçam que têm amigas!

Com uma despedida descontraída, beijinhos e acenos, Lizzie desapareceu pelas escadas, voltando a sua expressão séria.

Eles foram até o final da loja, onde o caixa estava, Percy foi à frente, pegando as roupas que Annabeth havia pego e tirando o cartão da carteira.

– Ah, você também. Que saco, eu ganho muito bem e posso pagar minhas coisas. — resmungou, empurrando Percy pelo ombro

– Tia Annie, tia Liz disse que quando um homem paga alguma coisa para uma mulher é porque é cavalheiro. — Ian disse, fingindo que entendia daquilo tudo

– É mesmo, mamãe. Ela disse que isso é a regra básica.

– Está vendo, Annie? Então...

– Isso é baboseira, crianças. — tirou o cartão antes de Percy, embora, ele segurasse seu pulso e desse seu cartão com um sorriso para atendente

– Você me devolve com cafés do Starbucks, depois.

– Milênios te pagando cafés, então.

Percy piscou enquanto Ian ria e Soph pulava ao redor de outra arara perto dali.

Annabeth pegou as bolsas, separadas nas suas e as de Sophia, andando calmamente até a saída, observando as crianças que pulavam à sua frente.

– Posso te oferecer minha carona de novo?

– Percebeu que sua noiva pode estar te esperando em casa? Você passou o dia todo fora, garanhão. Não quer que seu casamento termine.

– Um casamento que nem existe, não é? Percebeu que você só fala da minha noiva? Dá pra ficar, sei lá, meia hora sem tocar no nome dela?

– Provavelmente, depois disso... Depois da sua fraqueza, não.

– Vou aceitar isso como um sim para minha carona.

A loira revirou os olhos, vendo-se sentar novamente no carro de antes com as crianças mais felizes dessa vez, praticamente quicando no banco de trás.

– Vamos à casa do Luke, são duas quadras de distância e...

– Você me dá as instruções quando estivermos perto.

E assim aconteceu. Quando estavam perto o suficiente para ele cruzar uma esquina e ir para a casa dela, Annabeth começou a falar sem parar onde a casa dele ficava enquanto Sophia tagarelava atrás sobre como Mary ia fazer sopa de legumes, e odiava aquilo, mas perguntou se podiam passar no drive-thru do McDonald's antes de chegar na tortura. Percy riu e respondeu que seria uma boa já que não tinha jantar na sua casa.

– Percy, você é o melhor cara do mundo! Mamãe, deveríamos sair mais vezes com o tio Percy.

– Não, querida. Por favor, sente-se direito e coloque o cinto.

Ouviu o resmungar dela, e quando chegaram à fila relativamente rápida e pequena do junk food, todos, exceto Annabeth, estavam gritando de felicidade porque seus lanches estavam em mãos, quentinhos e prontos para serem devorados.

Agora, parados em frente à casa de seu ex-marido, com um cheeseburguer em suas mãos e um copo de coca grande no porta-copo, duas batatinhas fritas da grande perto do para-brisa acompanhadas por quatro McFlurry tão grandes que a loira nem tinha ideia se conseguiria engolir o seu, e ainda por cima, para acompanhar foi obrigada a pedir um chicken McBites... Dois! Dois enormes chickens com acompanhamento de ketchup e outro de molho caipira, podia ouvir sua filha rindo enquanto devorava McNífico Bacon — onde a pequena fora obrigada a encher de salada, assim como Ian -, e o menino com a boca suja de ketchup tentava imitar algum apresentador, balançando seu Cheddar McMelt.

Percy estava olhando para trás com um sorriso no rosto, seu BigMac em mãos, e bebendo a Coca com avidez.

– Eu os adoro. — disse baixinho — Sabe, se não fosse pelos olhos totalmente azuis de Sophia, eu podia dizer que ela era sua cópia idêntica.

Annabeth assentiu, a boca cheia pela última mordida de seu hambúrguer, e embora não pudesse acreditar, pegava seu McFlurry.

– Se não fosse pelos olhos lindos do Ian... Deixa para lá, ele é lindo demais para se parecer com você. — ela riu, dando uma colherada em seu soverte

– Sua idiota. — ele deu língua pra ele, e limpou suas mãos oleosas na blusa branca

– Ah! Seu louco, tadinha de sua noiva por lavar isso.

– Como se ela fosse lavar minhas roupas, né? — revirou os olhos e pegou seu McFlurry

– Mamãe, eu já acabei com meu lanche, posso pegar um Chicken para mim e o Ian?

– Por favor, tia! — ambos fizeram beicinhos ultra fofos

– Argh, vocês são tão fofos que é impossível não negar. — pegou a pequena bandeja e lhes entregou

– Eba, molho caipira! — Ian gritou, feliz

– Você é caipira, então?

– Não, Soph. — ele disse, como se tivesse explicando aquilo pela milésima vez — Eu sou inglês.

A garotinha riu, sabendo que ele falaria aquilo com um sotaque tão puxado, pegou molho de caipira com o dedo e colocou seu nariz. Riram juntos e tentaram começar uma briga de molho e chicken voando pelo carro.

– Meu Deus, eles...

Percy a segurou pelo ombro, antes que ela se inclinasse sobre o banco e pegasse o chicken de volta.

– Eles são crianças, Annie, merecem um pouco de diversão além da diversão limitada que oferecemos. É o que a criança faz.

A loira intercalou o olhar entre os verdes que lhe passavam segurança e confiança e as crianças, comendo e guerreando com chicken e molho, revirou os olhos e suspirou, afundando-se no banco e em seu McFlurry.

– É seu carro mesmo. — deu de ombros

– Isso, é o meu carro. – o moreno concordou e pegou seu McFlurry, encheu uma colher favorável, observando Annabeth com um sorriso maroto então, percebeu que o carro tinha caído em um silêncio constrangedor, as crianças lhe encaravam com expectativa

Sophia assentiu com a cabeça, e Ian colocou a mão na boca negando um risinho alto.

– Aliá...

Antes que a loira continuasse a frase, a colherada de soverte gelado atingiu seu nariz. Seus olhos se fecharam instantaneamente, a raiva e confusão subindo pelo seu corpo enquanto ouvia risadas altas, passou a palma da mão sobre a o quase líquido, sentindo seu rosto esquentar.

– Perseu, você está muito encrencado.

O moreno riu e deu de ombros, lhe desafiando.

– Tsc, tsc, isso não é bom, sabia, tio Percy.

– Não tenho medo de mulheres, Sophzinha.

– Não tem? E que tal... — Annabeth encheu sua colher e jogou na testa dele, o líquido escorreu entre seus olhos e começou a pingar em sua calça da ponta do nariz.

A loira riu alto, vendo sua filha e o garoto rirem junto com ela.

– Não acredito que você fez isso, Chase.

– Sim, eu fiz isso, Jackson.

Todos do carro riram. Percy desabotoou a camisa e limpou seu rosto, manchando-a de qualquer jeito, deixou a camisa entre suas pernas e continuou comendo seu soverte sobre o olhar envergonhado de Annabeth, as bochechas vermelhas e um sorriso ainda divertido no rosto.

– Queremos nosso McFlurry agora! — Ian disse, colocando-se entre os bancos dianteiros.

– Já terminaram seus chickens? — Percy assustou-se, inclinando-se para tentar ver o banco de trás.

– Acabamos, tio Percy. — Sophia balançou a caixinha em frente ao seu rosto — Podemos pegar nossos sovertes agora?

– Ai meu Deus, seus gulosos. — Annabeth equilibrou seu pote entre os joelhos e levantou os dois sovertes sobre a cabeça — Tome, suas crianças gulosas.

Em questão de segundos, eles desapareceram entre risinhos no banco de trás, novamente.

Um silêncio entre os adultos se instalou.

Um cara sem camisa de pernas abertas, cabelo bagunçado e mais vermelho do que um cara branquelo poderia ficar, uma mulher devorando seu soverte e de cabelos bagunçados, decote até grande demais. Crianças rindo e brincando para saber quem terminava seu soverte primeiro.

Foi isso que o ex-marido encontrou quando se inclinava, batendo no vidro do acompanhante do motorista.

Todos pularam de susto, Percy abaixou o vidro imediatamente, e sem querer, ficou com vergonha por estar seminu.

– Hm... Boa noite? — Luke cumprimentou, prolongando um olhar medonho sobre o moreno — Pensei que fosse um carro qualquer, mas... Não queria estragar a festa, volto depois quando Sophia quiser entrar.

– Ahn... Não, eu preciso falar com você sobre a festa. — Annabeth avisou, deixou seu pote no porta-copos e pegou a bolsa rosa com cuidado, saindo do carro — Sophia, pode ir se despedindo de Ian e do tio Percy.

– Certo, mãe. — sua voz era cansada e entediada

– Aqui está. — ela disse, saindo de perto do carro alguns passos — Tem alguns vestidos para escolher e ver qual ela mais gosta. Espero que se divirtam. — deu um sorriso grande

– Até porque, você está se divertindo.

– Luke. — resmungou

– Certo, certo, sem intromissão em nossas vidas pessoais, entendi. — revirou os olhos e pegou em seu ombro — Eu só queria que você estivesse bem.

– Eu estou bem. — afirmou com confiança — Não se preocupe, tudo que tem a temer é com nossa filha. E o que mais faço é protegê-la. Só... Tenha uma boa noite e curta a festa. Peça desculpas a Mary por mim, Percy enjoou para que jantássemos junk food e... Bem, aqui estamos nós jantando. — disse, constrangida, porque de novo, estava contando algo que ele não precisava saber

– É, certo. — Luke deu de ombros – Ele agora tem o poder de enjoar, uh?

– Oi, papai. — Sophia disse, balançando o McFlurry — Quer um pouco?

Annabeth soltou o ar que prendia, mexendo os pés, sentindo-se salva pela sua própria filha.

– Não, querida. É melhor entrar, não acha? Um banho morno, podemos assistir um filme...

– Tenham uma boa noite. — Annabeth o cortou, beijando a filha na testa e dando dois beijinhos castos em seu ex-marido

Ian estava encostado na janela, gritando um tchau bem animado. Dois minutos depois, estava encostado de olhos fechados e dormindo sobre o banco enquanto Percy dirigia sem camisa para a casa dela.

O carro parou e Annabeth suspirou, aliviada.

– Desculpa a bagunça no carro e tudo mais. — disse agitando as mãos — Foi bom ter um jantar diferente, obrigada por insistir.

– Sempre que quiser, senhorita. Vou receber meus dois beijinhos também?

A loira riu, inclinando-se para imitar o que fizera antes.

Por mais clichê que fosse, o moreno segurou sua bochecha com a mão livre e aprofundou o beijo que esperara desde Lola. Annabeth hesitou com os músculos parados de surpreso embora o homem a sua frente, se mexesse, tentando estimulá-la. Mesmo contra sua mente, seu corpo começou a agir com as carícias em sua bochecha, com os estímulos da língua quente ansiando por um beijo quente. Sentiu as mãos dele descendo pelas laterais de seu corpo, apertarem sua cintura com força, como se precisasse daquilo.

Assim que ambos estavam sem fôlego para controlar o beijo, a loira voltou a sentar-se no banco e continuar respirando o mais rápido que pudesse para recuperar o beijo.

Abriu a porta do carro, mas antes que descesse, Percy estendeu sua camisa suja e o pote de chickens.

– Pode lavar minha camisa, se quiser, porque sei que você quer ficar de recordação, e toma os chickens pra comer de noite.

– Se eu tocar nessa sua camisa suada, e fedorenta, juro que jogo ela no esgoto, e obrigada, vou aceitar os chickens.

Terminou com um sorriso inseguro, segurando o pote nos braços enquanto dava as costas para o carro e seguia para portaria.

Percy sorriu, calmo, equilibrado. Olhou de relance para trás, observando seu sobrinho adotivo ressonando calmamente, Annabeth estava fechando a porta quando lhe mandou um sorriso, e ele retribuiu, arrastando o carro quando ela girou sobre os calcanhares.

Notas finais
ENTÃO, QUEM ASSISTIU MDM??? SÓ EU TO CHORANDO E DELIRANDO NO TWITTER?? Aliás, me sigam @livestromwick, me perguntem no whatsmylena e etc etc, me peçam pra fazer vídeoooo! E me mandem perguntas, e qualquer tipo de coisa. Podem me perguntar sobre cts, nbh, sobre tudo! Sério, sou psicóloga.
Enfim, como eu disse, eu to tendo prova e daí eu tenho que entrar sorrateiramente no computador, eu sai da prova umas sete horas e fui assistir mdm e eu to chorando até agora pq gente QUE PERFEITO!! QUE TUDO!! A ALEX TÁ LINDA PERFEITA MARAVILHOSA ANJO, O TYSON ♥33 O LOGAN O BRANDON TUDO TÁ PERFEITO CARA, O JAKE SAÇLSKÇAKS MDS O JAKE É MTO GOSTOSO!!
Certo, enfim. Por faaaaavor, mandem perguntas, gritem comigo no ask, me diga se gostaram do capítulo, se querem mais etc. Espero reviews, pq tem muitos leitores novos, então APAREÇAM!! E DELIREM COMIGO SOBRE MDM E TUDO MAIS E ETC E NO ASK
Ok, sou normal.
Love, xx, My.