Notas iniciais
EA A A A AI GALERA LINDA B

"Like the legend of phoenix,

Our ends were beginnings,

What keeps the planet spinning,

The force from the beginning."


Sua cabeça ainda latejava devido ao horário que fora dormir. Duas horas da manhã não era pra qualquer um, ao chegar a casa às uma da manhã, Sophia estava acordada no sofá assistindo algum desenho que passava, os olhos tão idênticos ao do seu ex-marido, bem parecidos com o de sua falecida avó lhe torturavam o coração.


Lembrava-se dela bocejando, reclamando que todo dia iria esperá-la, claro que Annabeth se importava quando ela continuava acordada, embora soubesse que tinha aula, mas ver sua pequena filha naquele estado, não lhe fazia sentir a melhor mãe.

– Thalia. — sussurrou, aliviada ao abrir a porta — Ela está dormindo, não precisa levá-la pra escola hoje, tudo bem?

– Por que a pirralha não vai?

A loira revirou os olhos.

– Ela ficou acordada até tarde, tá?

A morena cruzou os braços, irritada, o suor descia de sua testa, pingando na bochecha até chegar ao pescoço, o que era muito nojento. Sua roupa de caminhada fedia e nem queria pensar como deveria estar o seu tênis.

– Legal, Silena está te esperando.

– Certo. Faça-a comer alguma coisa saudável.

Thalia assentiu e empurrou sua amiga para fora do apartamento.

Entrou no elevador e assentiu para si mesma no espelho grande, velho e borrado do elevador. O cheiro de limpeza inundava o cubículo e ela ainda não conseguia entender porquê eles não limpavam o espelho, revirou os olhos irritada consigo mesma por não conseguir prestar atenção em si mesma, uma das vantagens de morar no vigésimo andar seria pensar tanta coisa e ainda sobrar tempo para coisas fúteis, segurou a lapela do blazer preto e abaixou a blusa de seda por baixo do mesmo, olhou os jeans e fez uma careta indignada ao ver o quanto parecia uma coitada.

Sabia que aquela empresa era uma das maiores de Nova York, também sabia que o namorado de uma de suas melhores amigas era namorada de um dos sócios.

Jacksons's Buildings uma empresa de construções navais espalhadas por todo o mundo. Com a matriz em Nova York, como era de se esperar.

Levou as mãos para os jeans e os enxugou, raivosa, pensando se teria tempo de subir e trocar por uma saia, mordeu o lábio inferior, bateu o scarpin, ainda irritada e passou mais corretivo nas olheiras quando as portas se abriram.

A loira andou pelo piso que ecoava seus saltos e entrou no carro brilhoso prata, bufando ao ouvir a voz de Nick de Backstreet Boys.

– Demorou. — comentou — Ainda bem que sou sua amiga. — deu aquele sorriso Beauregard e começou a andar com o carro pelo trânsito lento de Nova York.

Mais uma vez, Annabeth arrastou as mãos suadas pelos jeans, percebendo que sua amiga fazia uma careta.

– Eu podia te arranjar esse emprego em um piscar de olhos.

A loira segurou os fios soltos pelos ombros e os puxou, tentando fazer cachos.

– Eu sei disso, mas eu não posso viver o resto da minha vida embaixo de você ou da Thalia.

– Você sabe que não é isso. — bufou — Só queremos te ver bem.

– Eu só preciso ver a Sophia bem, e o Luke tá fazendo um bom trabalho nisso.

A morena fez uma careta e entrou na Quinta Avenida, feliz por estar perto de seu emprego.

– Vou ver se consigo colocar vocês em uma das primeiras e nem faz suas caras e bocas.

O carro esportivo entrou em um estacionamento cheio de carros caros que Annabeth nem se dava ao trabalho de ver se era Ferrari ou Mercedes, contentou-se em contar as colunas que surgiam entre os carros e sustentavam o teto.

As duas se encaminharam até o elevador subterrâneo, a loira se encolhia a cada segundo até chegar ao último andar.

– Aqui está e se lembre: ele parece ser um bicho de sete cabeças, mas ele não é. Aliás, se for, é de família, olha a cabeça dura de Thalia.

Annabeth deixou um sorrisinho fraco escapar e sentou-se em uma das cadeira acolchoadas e vagas na sala de espera que parecia com uma de um psicólogo ou qualquer médico do tipo.

Silena acenou para algumas mulheres que andavam por ali, despreocupadas, até mesmo rindo do nervosismo das novatas. Viu sua amiga desaparecer pela porta duplas de madeira, assim como as paredes em um clássico estilo rústico.

Bateu o scarpin mais uma vez no carpete que parecia muito fofo, direcionou os olhos para o teto, revisando o discurso que vinha pensando há uma semana, mordeu o lábio e bagunçou o cabelo com os dedos esguios, pouco se importando como seus fios ficariam.


– Não, Silena.



– Percy, ela tem uma filha! Que tipo de homem sem coração você é?


– Quantas mães têm aí fora? — argumentou, emburrado, fechando o e-mail de conclusões que chegara do Havaí.

– Eu te odeio. — bateu o pé, irritada, e voltou a colocar a bolsa no ombro

– Certo. Por favor, pode chamar Daisy?

– Não vou dar uma de secretaria de graça, qual é?

– Deixa de birra, garota. — o homem rolou os olhos

– Eu não fui contratada pra ser sua secretária. — deu de ombros

– Eu coloco a garota em penúltimo.

– Perc... — choramingou

– Sabe que sou justo. Olha, liga pra Thalia e diz que o Nico tá chegando de Londres.

– Vou pedir pra Daisy.

– Muito obrigada, linda. — o homem piscou, assinando algum papel que imprimira

– Eu sempre te peço as coisas e você nunca faz, e quando você me pede...

– Silena, — o homem a cortou antes que terminasse a frase cheia de mimos — veio muitas mulheres bem mais cedo que essa menina, então...

– Annabeth Chase. Esse é o nome dela.

– Certo. — Percy deixou o nome guardado em algum lugar na sua mente, associando com uma velha de cabelos pintados e repuxados para trás com força.

Provavelmente, é o que ela seria e sua namorada iria aprovar isso. Sorriu com o pensamento, olhando o telefone ao lado do teclado, percebendo que ela não mandara nenhuma mensagem. Soltou um muxoxo baixinho, ouvindo Silena bater o pé irritada e fechar a porta.

Sua melhor amiga já estava acostumada aos seus shows ignorados.

Foram doze candidatas. Variavam em mulheres que não sabiam de nada, mulheres que faziam o drama e de quanto precisava do dinheiro, à velhas aposentadas que queriam ocupar seu tempo. Percy gostou de uma delas, seu nome era Marylin e ela parecia ser legal com seus cabelos brancos lisos presos em um rabo de cavalo que descia até os ombros, um sorriso doce e palavras educadas, o tipo de secretária que ele estava procurando.

A ficha de Annabeth Chase saiu entre as outras.

O moreno estava debruçado sobre a mesa de vidro, avaliando a foto dentro de uma pasta marrom com o nome Annabeth Chase estampado com letras negras. Ela estava séria, olhando para a foto como se estivesse tão cansada daquele jogo de não sorrir, seus olhos eram espetaculares, um misto de azul e cinza, enquanto o fundo branco realçava os cachos louros que desapareciam pelos ombros.

Percy ergueu os olhos ao ouvir o barulho da porta, com o cotovelo ainda apoiado ao lado da ficha e a mão segurando o queixo, provavelmente, o mesmo estaria no chão com o tamanho da beleza que ela exalava, mais bonita que a foto.

Mordeu o lábio inferior e retirou tais sentimentos horríveis de sua cabeça, lembrando-se dos fios revoltos ruivos, das sardinhas acima do nariz e do corpo esbelto coberto por apenas um lençol de seda deitado em sua cama quando saíra pra trabalhar.

Suspirou, com um sorrisinho e foi com esse mesmo que recebera Annabeth.

– Bom dia. — apontou com a mão apoiada no queixo para a poltrona em sua frente

– Bom dia, senhor. — ele assentiu com as palavras usadas

Decidiu não babar mais na primeira foto, e avançou vendo algumas informações, assentindo em um sentido de aprovação.

– Você se formou em...?

– Em administração e economia. Comecei a faculdade de arquitetura, mas tive que parar.

– Certo... Você fez as duas faculdades ao mesmo tempo?

Ergueu os olhos, agora avaliando a mesma. As mãos no colo, quietas e os lábios franzidos, abrindo-se para começar a falar enquanto os cachos louros estavam totalmente bagunçados, mas de um jeito sexy. Ele achou que aquilo fora de propósito.

– Aham.

– Certo. — assentiu mais uma vez, passando os dedos pelas informações — Você tem quantos anos?

– Vinte e oito.

Percy controlou as palavras que iam sair de sua boca "E eu tenho vinte e nove, olha que legal." Mordeu a língua antes que aquelas palavras idiotas fugissem. Esticou-se presunçoso sobre a poltrona presidencial, esticando os braços e folgando a gravata.

– Você trabalhava aonde antes de ficar desempregada?

– Em outra empresa como gerente.

– Gerente. Bom. — olhou alguns espaços em branco e se inclinou pegando seu bloco de notas, já tinha doze papéis em sua gaveta, pegara sua caneta preta e começara a anotar — Você está trabalhando?

– Sim.

O moreno ergueu os olhos dos papéis, esperando que ela continuasse com as respostas, mas ela apenas cruzou os braços e jogou os cabelos para trás.

Pigarreou.

– Onde?

– Garçonete em um bar.

Percy assentiu. De gerente à garçonete. As coisas estavam realmente difíceis.

– Grande pulo, hein. — resmungou e apontou outro espaço vazio — Você está namorando?

Perguntou, levantando os olhos mais uma vez e sentindo suas bochechas corarem quando ela franziu as sobrancelhas e fez uma expressão raivosa.

– Pra que você quer saber, senhor?

– Ah, é que... — pigarreou e apontou para o espaço vazio, esperando que ela visse — É que está em branco, você não preencheu.
– Isso é um assunto pessoal.

– Mas, você tem que dizer seu estado civil.

Annabeth estreitou os olhos e assentiu.

– Divorciada.

Percy assentiu e vagueou entre as outras folhas, procurando mais alguma coisa pra perguntar, voltou para a primeira folha e avaliou.

– Filhos?

– Sim. Uma menina de seis anos.

– Que legal. — assentiu – Ganhei um sobrinho de seis anos, também.

– Uhum. — disse, sem se aprofundar mais

– Você tem algum gosto musical?

A loira arqueou a sobrancelha, confusa.

– Bem, é que sempre que eu chego sempre tem Beatles tocando, era uma mania da minha ex-secretária que agora passou pra mim. Dependendo da música, eu costumo chegar de bom ou mal humor.

Annabeth deixou a palavra "fresco" invadir sua cabeça como os letreiros enormes que tinham no bar em que trabalhava. Evitou encarar os olhos e continuar focada para seu futuro patrão ou não.

– Certo. Mas, isso depende de mim? Quer dizer, eu acho que você deveria fazer uma lista e deixar as músicas que você queira que eu...

– Me surpreenda. — disse e abaixou os olhos

– Não. — respondeu, o homem ergueu os olhos verdes e arqueou uma sobrancelha — Não, quero dizer, não, eu não tenho bom gosto.

– Qual a última música que ouviu? — perguntou, debruçando-se sobre a mesa e observando seus olhos hipnotizantes

– Hey Jude. — disse antes de pensar na resposta

– Está ótimo. — mordeu o lábio e avaliou seu rosto comportado e sério — Tudo bem, Srta. Chase. Você poderia sorrir de vez em quando também. — apontou com a caneta para seus lábios, fazendo a última anotação — Está liberada. Daisy manterá contato.

– Sim, senhor.

– Sem o senhor. — deu um sorriso simpático, mas ela já tinha virado as costas e batido a porta

Observou a pequena lista que fizera, sorrindo com o trabalho e adicionando um último lembrete "Tímida ou arrogante".

Annabeth Chase
Gostosa
Muito gata
Atrevida
Vaga demais
Teimosa
Inteligente
Eu pegava, mas não
Divorciada, mas sexy ainda
Tem filha, perigo
Fique longe
Segundo lugar depois de Marilyn

Encarou o bloco de notas com folhas amareladas, verificando se precisaria adicionar mais algumas coisas na lista. Riu pelo nariz, um sentimento de culpa invadiu seu corpo logo depois... Estava na cara que o máximo que chegaria perto daquela mulher seria em seus sonhos.

Não era o tipo de secretária que esperava.

Notas finais
TO EMOCIONADA, MUITO!
Ok, eu estou de volta, em aulas, ferrada, mas eu estou de volta porque essa não seria eu, sabe... em aulas, proibidamente proibida de fazer coisas.
Fuckkk.
ENTÃO, OI PESSOAS QUE ESTÃO DE VOLTA OU NÃO, OI!
Deixem reviews, etc etc etc
Love, xx.