Never Been Hurt.
4 Oh, what a shame!
Notas iniciais
"Oh, what a shame that you came
Here with someone
So while you're here in my arms
Let's make the most of the night..."
Uma semana havia passado desde que aceitara o trabalho na empresa Jackson.
Percy e Annabeth não ficaram tão íntimos, entretanto estavam se dando bem... Eles riam juntos na sala, e resmungavam sobre os donos das agências que queriam os navios em menos de dois meses, na maioria das vezes, a loira se contorcia de rir das besteiras que Percy falava enquanto estava muito irritada.
Esse dia não fora um dos que ela estava de bom humor, trazendo café e tudo mais.
Como de costume, Annabeth deixara o café dele preparado em cima da mesa de vidro, ligara o computador e guardara todos os desenhos que ele vinha trabalhando de noite. Apenas deixou um que estava inacabado e que ela hesitou em espiar embora todo seu corpo implorasse para que desse uma olhadinha.
Colocou seu novo celular dentro de uma entrada da caixa de som e deixou as músicas no aleatório, então Die Young começou a tocar, riu sozinha e rancorosa, achando uma grande ironia.
Saiu da sala e pegou sua caneca cinza, sentando-se na mesa de fora da sala, reescrevendo alguns e-mails que seriam mandados para algumas empresas, esperando que seu chefe, finalmente, chegasse.
Ela também descobriu uma dessas suas manias. Ele adorava dormir, quando sua namorada — que ela não fazia questão de descobrir quem era — ficava mais tempo em sua casa ou apenas tinha mais vontade de aproveitar a cama.
Quem a dera também pudesse fazer isso.
Viu o elevador se abrir e Nico sair dele, com seu usual terno preto com gravata cinza, acenou com um sorriso e Annabeth forçou um sorriso terrível o que fez Nico hesitar em entrar em sua sala, mas ao olhar para trás e perceber que seu primo vinha, teve certeza que ele cuidaria de qualquer coisa que tivesse acontecido.
Percy mexeu os cabelos com um sorriso satisfeito no rosto, colocou os dedos no peito, percebendo que não colocara a gravata, mas aquilo não o irritara. Abriu um sorriso morno para Annabeth que franziu os lábios, como se aquilo fosse um sorriso. O moreno avaliou seu rosto cuidadosamente, o nariz estava vermelho demais, os cabelos louros presos em um rabo de cavalo apertado e as olheiras... Foram inutilmente escondidas por maquiagem, entretanto pareciam tão fundas quanto deveriam estar.
– Tudo bem? Não vai entrar? — apontou à porta em sua frente com a cabeça
– Não, não. Tenho que enviar algumas coisas por aqui mesmo...
– Os computadores são interligados, você sabe disso, né?
Annabeth assentiu e fungou.
– Prefiro ficar aqui mesmo. É melhor você entrar antes que seu café esfrie e você me obrigue a fazer outro.
Percy olhou para seu relógio de pulso e desejou estar com a gravata para que pudesse folgá-la em um ato desesperado, fazendo com que aquele aperto em seu pescoço diminuísse nem que fosse psicologicamente, apertou seus dedos em volta do pescoço e evitou ofegar.
– Tudo bem... Guardou os desenhos de ontem?
– Aham, estão no armário.
– Certo.
Entrou na sala e bateu a porta com força. A alegria que sua namorada lhe dera pela manhã parecia ter desaparecido ao ver o rosto de sua secretária como se ela tivesse passado a noite chorando.
Provavelmente o cafajeste de seu ex-marido, pensou ressentido.
Queria que ela se abrisse mais com ele, queria saber quem fora o idiota que a dispensara e a deixara em uma situação como aquela. Com uma filha muito bonita morando em uma cobertura em algum lugar de Nova York. Deixou uma nota mental de avaliar sua ficha depois.
Annabeth terminou de fazer algumas anotações, jogando-as dentro da gaveta. Apoiou os cotovelos e agradeceu que às dez horas da manhã, todas as salas estivessem vazias. Nico havia saído, Beckendorf teve uma reunião fora da empresa, Silena foi resolver alguma coisa na Lola com Lizzie.
Ninguém veria sua fraqueza.
Escondeu o rosto entre suas mãos pequenas e deixou as lágrimas correrem pelas suas bochechas douradas, sem deixar escapas os soluços.
Percy jogou a caneta no lixo e inclinou-se para pegar um lápis longe demais. Onde estava seu apontador de lápis? Rolou os olhos e viu uma anotação no seu computador escrita por Annabeth.
"Reunião às onze"
Soltou um grunhido irritado, sem saber exatamente porque estava tão irritado consigo mesmo. Deixou a borracha no lixo assim como o lápis e abriu a porta, colocando a cabeça para fora.
Ninguém estava no corredor, virou a cabeça para a mesa de Annabeth e viu seus ombros tremerem.
– Annie... Aconteceu algo?
Ela não levantou os olhos, apenas deixou de soltar pequenos ruídos e suas costas se mexiam mais lentamente, imitando sua respiração. Percy fechou a porta atrás de si e colocou uma das mãos em suas costas cobertas por um blazer, agachando-se à sua frente.
– Não. — sua voz estava baixa e falha
– Pode contar comigo. — ele acariciou suas costas quando a viu olhar para o teto, tentando fazer as lágrimas pararem e os soluços desaparecerem
– Não, não posso. Desculpe, isso é algo meu.
– Foi seu ex?
Ela riu e franziu a testa, enxugando as lágrimas de suas bochechas, fazendo-as ficarem totalmente vermelhas. Percy a encarou enquanto ela se virava e cruzava as pernas.
– Foi... — Annabeth o olhou novamente, se perguntando se deveria contar ou não — Minha mãe.
– O que aconteceu com ela? — perguntou com uma voz baixa e doce, como se estivesse falando com uma criancinha
Annabeth deu um sorriso e negou com a cabeça, fechando os olhos.
– Hoje faz dois anos que ela morreu. Eu sei que é idiotice, mas... Sempre é a mesma coisa... Sempre. A Sophia tinha quatro anos e nós íamos visitá-la no hospital, ela insistiu em vestir o melhor vestido e então, fomos ao hospital, antes que nós entrássemos... — as lágrimas voltaram a correr livremente pelas suas bochechas enquanto ela fungava e tentava fazer elas pararem, olhando para o céu repetida vezes — O médico veio até nós e disse que tinha que me contar algo... A Sophia começou a chorar, era uma bebê e o... Luke a pegou e a levou pra longe, mas foi horrível. Ela estava quase morrendo e ela disse pra eu procurar a felicidade, disse que amava muito à mim e à Sophia, que nós éramos a vida dela e que nos deixava aqui.
– Shhh. — Percy se apoiou nos joelhos abraçando seus ombros e sentindo-a tremer em seus braços — Vai ficar tudo bem. Ela deve estar muito orgulhosa de você.
Annabeth apertou os dedos no blazer escuro, soluçando e ainda tentando fazer com que as lágrimas parassem.
– Ela não está. Eu arruinei minha vida... Eu arruinei tudo. Eu me vendo por... Qualquer coisa.
– Não. Você não se vende, Annie. É por sua filha. É totalmente cabível, eu também faria isso se eu tivesse um filho.
Seus dedos se apertaram ainda mais no blazer enquanto as mãos grandes acariciavam as costas, tentando fazer com que ela se sentisse melhor.
– Vai ficar tudo bem, prometo.
Annabeth sabia que ele realmente não queria dizer aquilo e se arrependeu por ter se aberto com ele. Só estava frágil. E precisava que alguém lhe dissesse que algum dia, aquilo ia passar. Afinal, era apenas mais um chefe querendo uma secretária muito boa e eficiente, que ela não se despedisse e que fosse fraca o suficiente para fazer seus gostos quando seu casamento tivesse esfriado. Afastou-se dos braços acolhedores e soltou o cabelo, enxugando as lágrimas do rosto com certa grosseria.
Percy se surpreendeu quando não sentiu o corpo trêmulo em seus braços, apoiou as mãos nas coxas e levantou-se, enfiando os dedos nos cabelos.
– É sexta, então... Só quero que arrume a sala de reuniões e pode tirar o dia de folga.
– Não precisa fazer isso. — disse, abaixando seu blazer. — Vou arrumar a sala de reun...
– É uma ordem, Srta. Chase. — usou seu tom de voz duro e arrogante, franzindo os lábios ao olhá-la
– Sr. Jackson, eu não preciso de sua compaixão ou de qualquer sentimento de inferioridade que o senhor est...
– Deixe de ser orgulhosa uma vez em sua vida, Chase. — resmungou e abriu a porta de sua sala — Faça o que eu mandei. Não quero te ver aqui quando eu sair para a reunião.
E fechou a porta.
Annabeth não sabia qual era pior, seu próprio orgulho fervendo em suas veias ou a vontade insana de arrumar aquela maldita sala e correr para sua casa, encolher-se nos edredons e comer porcaria pelo resto do dia.
– Cuidado, querida, está quente. — Annabeth disse, subindo a panela em seus dedos e colocando-a de volta no fogão — Pronto, toma um pouquinho disso. — pegou uma colher, e a deu cheia de chocolate para Sophia
– Mamãe, isso é ótimo! — falou, sentando-se em um dos bancos que sua mãe abaixara — Pode me dar mais?
– Ainda está muito quente, Soph.
– Mais um pouquinho, por favor! — fez beicinho e levantou, implorando para que ela colocasse mais chocolate em sua colher — E você pode fazer mais um pouco para levar para a casa do papai? Ele vai adorar!
– Claro que faço, anjo. Agora, que tal você pegar aquela toalha de piquenique e irmos correndo para o Central Park?
– Onde está a...?
– Acho que está no meu quarto, Soph. — Thalia gritou, aparecendo na porta da cozinha — Vai lá, garota, se não achar volta aqui.
A garotinha de cachos loiros desceu do banco com uma pose tão elegante quanto a de seu pai e subiu as escadas com suas sapatilhas verdes.
– E então, como está indo o trabalho? — a morena perguntou, segurando algumas frutas que Annabeth havia separado e colocando-as na cesta de palha — Você chegou cedo ontem.
– Ele me liberou. — respondeu, simples
– Certo. Não me diga que você...
– Sim, eu chorei. Sim, meu orgulho foi pros céus. E sim, ele me pegou chorando. Mais problemas? Essa semana é a do Luke, então sim, eu estou muito irritada.
– Relaxa. Sabe que o Luke paparica aquele serzinho branquelo mais do que qualquer outra pessoa nesse mundo.
– Eu sei que o Luke a ama, isso não quer dizer de que eu goste de vê-la sorrindo com ele.
Thalia revirou os olhos e apoiou as mãos na bancada do lado oposto ao fogão, onde Annabeth já o desligava e despejava o chocolate cremoso em um pote transparente, tampando-o rapidamente.
– Já colocou os morangos? As maçãs? Os sanduíches e...
– As geleias, já está tudo aqui. Não se preocupe.
– Certo. Sophia! — chamou — Vamos nos atrasar! Traga sua mala, seu pai vai lhe pegar lá no Central Park!
A pequena garota gritou alguma coisa e voltou a procurar a toalha quadriculada vermelha no quarto de sua tia.
– Vai conosco? — perguntou, enxugando as mãos em uma toalha de bolinhas azuis
– Não agora. Vou pegar o Ian na casa do Nico e vou correndo pra lá. Levou comida extra?
– Hm, acho que sim. — deu de ombros e levou o pote de chocolate até a cesta — Então, a durona Thalia Grace virou babá?
A morena riu e bufou, tentando controlar a indignação e a raiva.
– Ele era tão bonitinho que é quase impossível dizer não à uma criatura tão maravilhosa.
– Quantos anos ele tem?
– Um pouco mais velho que a Sophia. Acho que sete anos.
– E de quem ele é filho? — perguntou, vendo Sophia chegar à cozinha
– Nico o adotou uns meses atrás. Não sei bem essa história, mas o Nico ama demais aquele garoto. Quero dizer, se eu o visse em algum lugar até eu o adotaria. Ele é adorável.
– Quem é adorável? — Sophia perguntou, erguendo as mãos para lhe entregar a toalha
– Obrigada, querida.
– O Ian. Vou pegá-lo agora. — Thalia disse, Sophia sorriu e apertou suas mãozinhas pequenas em torno da mochila
– Ele é legal!
Annabeth riu e jogou os cachos loiros para frente.
– Certo, vamos, garotinha, antes que o Central Park esteja tão cheio que uma magrela como você nem consiga entrar.
– Mãe!
Pegou a cesta artesanal e se despediu de Thalia. Ocupou o primeiro táxi em direção ao Central Park, afastando-se das pessoas que corriam pelas trilhas até achar o rio que cortava a grama esverdeada, sentando-se nela e abrindo a toalha vermelha.
Sophia sentou-se ao seu lado, deixando a cesta no meio da toalha e deitando-se de olhos fechados contra a grama quente e confortável que não parecia arranhar suas costas.
– Mamãe? — ela abriu um dos olhos quando Annabeth desembrulhava um sanduíche natural e lhe olhava com os olhos acolhedores — Como está o trabalho?
A loira sorriu e deu de ombros, mordendo parte de seu sanduíche.
– Está tudo bem.
– Esse cara... Seu chefe... Ele é legal?
Annabeth sorriu e inclinou-se, acariciando os cabelos cacheados que brilhavam ao sol, com as pontas dos dedos.
– Sim, querida, ele é. Não do tipo "Oh, Meu Deus, ele vai me liberar toda sexta!", mas do tipo "Eca, ele é suportável."
A garotinha deu um sorrisinho e se apoiou com os cotovelos, encarando sua mãe com curiosidade.
– Você trocaria ele pelo papai?
O sanduíche esperava sua quinta mordida quando aquela pergunta a pegou desprevenida evitou encolher os ombros como acontecia sempre que Sophia fazia qualquer pergunta que se dirigia ao seu ex-marido. Annabeth se sentou confortavelmente na grama e sorriu, depositando o sanduíche em seu colo.
– Por que está fazendo essa pergunta?
Sophia deu de ombros.
– Bem, a tia Thalia disse que ele é primo dela. E que ele é bem galana... Galanta... Galantid...
– Galanteador. — Annabeth soltou um risinho de compreensão ao ver que sua dislexia atacara mais uma vez
– Isso. Ele era... — espremeu os olhos e suspirou, desistindo — Isso. Só achei que... Você sabe, que...
– Querida, seu pai... Você sabe que foi algo que já passou. Não importa o que aconteceu, não voltaremos em nossas decisões.
– Por que, mãe? Você sabe que ele está tentando mudar! Ele realmente está. Ele parou de trabalhar muito e... — Sophia falava rapidamente, sentada de pernas cruzadas e mexendo as mãos no ar — Ele sempre sai comigo e diz o quanto sente sua falta! Aquela casa sem você é tão... — Sophia fungou e piscou os grandes olhos nublados
Annabeth riu e beijou sua testa.
– Sem drama, mocinha. O que você acha de comprar um soverte para nós?
Apontou para um homem velho que trazia um carrinho e um sorriso adorável no rosto desgastado, cheio de rugas, fazendo brincadeiras com as crianças que se aproximavam.
– Morango?
Assentiu e viu a pequena loira correr pela grama, desviando de algumas árvores.
Annabeth suspirou, aliviada. Evitando pensar no motivo que fez seu casamento acabar, os flashes vinham em sua cabeça com força como se tivesse acabado de assistir um filme. Sophia chorando, ela mesma chorando e Luke... Chorando.
Balançou a cabeça e fechou os olhos com força, fazendo com que as imagens que lhe atormentavam há algum tempo finalmente acabassem.
– Mamãe! — a voz de Sophia estava perto, mas não o suficiente para que visse os olhos atormentados de sua mãe
Seu rosto virou-se e a primeira coisa que viu foi os cabelos dourados brilhando fazendo contraste com cachos ruivos e longos que quase batiam na cintura.
Annabeth não se importou muito e forçou um sorriso, mantendo os olhos na sua pequena que corria segurando dois potinhos junto ao seu peito. Ofegou e apoiou as mãos no joelho quando chegou perto de sua mãe, jogando-o no chão.
– Aqui está, mamãe. Morango com cobertura de...
– Morango? Qual seu problema, Annabeth? — Rachel sorriu atrás de sua filha
A loira ergueu os olhos, surpresa, e sorriu.
– Bem, sou fora dos padrões. — deu de ombros
– Mamãe, o Ian está vindo ali com a tia Thalia, posso brincar com ele?
– Onde está ela?
– Aqui estou eu! — a figura morena apareceu atrás de Sophia segurando seus ombros e balançando-a com força — Pode ir correndo, criatura branquela.
Sophia sorriu desculpando-se com a mãe e saiu correndo atrás de Rachel.
– Senta aqui, Rach. — a loira bateu no lugar vago ao seu lado, vendo sua melhor amiga, sentar-se em frente à cesta e tirar o pote de chocolate que colocara ali
– Não se preocupe, Annie. Estou esperando meu noivo, ele vem logo ali. — apontou por cima do ombro
– Vocês chegaram juntas ou pura coincidência? — Annabeth perguntou rindo e dando mais uma mordida em seu sanduíche, deliciando-se com o peito de peru
Thalia bufou e despejou mais uma colher de chocolate em sua boca, revirando os olhos elétricos.
– O noivo dela, infelizmente, é meu primo.
– Sério? — Annabeth riu — Quantos primos você tem, Thals? Nico que é muito fofo, o...
– Aqui está. Baunilha na casquinha. É melhor comer logo antes que derreta.
As sobrancelhas louras se franziram ao ouvir a voz rouca à sua frente, virou os olhos para Thalia e ela deu de ombros porque sabia que o dono daquela voz era o primo que sua melhor amiga falara, sabia que aquela voz era a de seu chefe.
Mas não sabia que aquela voz era do noivo de Rachel.
Thalia enfiou mais uma colherada de chocolate na boca e forçou um sorriso ainda com a colher na boca, encarando seu primo.
– E eu não tenho muitos primos, Annabeth. — encerrou
Os olhos nublados se levantaram, encarando os cachos vermelhos berrantes e assentiu, evitando olhar para o homem que a encara boquiaberto.
– Esse é meu noivo, Annie...
– Vocês se conhecem? — ele apontou com o picolé azul, intercalando o olhar e deixando pousar por muito tempo contra os olhos cinzentos
– Aham, eu sou professora da Sophia, a filha dela.
– Isso.
Annabeth assentiu, dando mais uma mordida em seu sanduíche e rezando para que eles fossem embora.
– Aquela garotinha adorável ali? — Percy apontou com o queixo e sorriu — Ela é muito linda. — lhe direcionou um olhar firme e desviou rapidamente — Bem, o Ian gosta bastante dela.
Rachel seguiu seu olhar e pôs um sorriso doce em seus lábios.
– O Ian não foi muito aceito na classe de imediato. Estavam tirando sarro com o sotaque britânico dele. — suspirou, insatisfeita — Mas a Sophia é amável demais para rir da piadinhas dos meninos. Eles são ótimos amigos. Annabeth criou muito bem a filha dela.
– Obrigada, Rach. Na verdade, são princípios básicos de qualquer ser humano: respeitar cada um, não é? — deu de ombros — Eu acho que todos pais deveriam ensinar isso aos seus filhos.
Finalmente, acabou o sanduíche e amassou o papel transparente, jogando-o em uma parte separada da cesta.
– Se quiserem sentar... — Thalia disse, fechando o pote de chocolate, fuçando a cesta sem olhá-la
– Podemos ficar aqui, não é? — Percy perguntou, intercalando o olhar entre o palito de seu picolé recém acabado e Annabeth que lançava olhares acusatórios para sua prima
– Não, temos que ver se tá tudo certo pra festa. É daqui há uma semana.
– Ah, sim, a festa. — o homem fingiu um entusiasmo e fez uma careta
Thalia gargalhou.
– Tão animado, né, priminho. Pronto pra ser preso e nunca mais ir pros cabarés que frequentava?
Rachel riu e revirou os olhos, riu mais um pouco e viu seu noivo corado, olhando ameaçadoramente para Thalia, tentou rir mais uma vez até perceber que era verdade.
Dessa vez, Annabeth riu. Não sabia o que fora aquilo, entretanto fora muito satisfatório ver a cara de Rachel ao descobrir aquilo.
– É sério?
– Óbvio! — Thalia respondeu, apertando a barriga com uma das mãos — Céus, você não sabia que ele saía quase todas as sextas com o Nico quando ele ‘tava aqui? Cara, era muito... Como se diz? Louco? Não sei, de qualquer maneira, acho que eles voltavam tão... — fechou a boca e riu ao ver que as crianças se aproximavam — Satisfeitos que nem Megan Fox os acendia, de novo.
Annabeth riu tão alto que socou a grama ao seu lado o que fez Sophia surpreender-se. Fazia algum tempo que ela não ria tanto, nem mesmo com Thalia. Mas não se importou, lembrava-se da sua risada doce e ela continuava a mesma coisa.
– É sério, Annie... — Thalia puxou o ar e demorou alguns minutos para conseguir voltar ao normal — Sério, agora eu ‘tô bem. Enfim...
– Eu vou te matar, Grace. — Percy vociferou — Sabe o que é isso? Falta de um p...
– Perseu! — Rachel bateu em seu braço ao ver Sophia sentando-se no colo de sua mãe
– Faz um coque, por favor, mãe. — ela piscou os olhos, surpresos enquanto Annabeth acariciava seus cabelos com as pontas dos dedos antes de enrolá-los
– Ei, Soph, esse é meu tio! — Ian disse puxando a mão de Percy para que ele se sentasse ao seu lado na toalha — Percy, essa é a menina que eu te falei.
– Prazer te conhecer, Sophia. — o moreno deu um sorriso grande, bagunçando os cabelos castanhos de Ian
– Prazer. — ela deu um sorriso tímido e abraçou a mãe pelo pescoço — Você conhece minha mãe?
– Ele é meu chefe, querida. — Annabeth afastou alguns cachos loiros que estavam grudados em sua bochecha e sorriu — Você está com fome, não é, garota? — subiu as pontas dos dedos ameaçando fazer cócegas em sua barriga
Sophia se contorceu e riu.
– Está com fome, Ian? — Annabeth sorriu e ele assentiu — Hm, vamos ver... Aqui tem sanduíche natural, chocolate, mas eu aconselho não comer porque nunca se sabe o que a Thalia coloca na boca.
As crianças riram e engatinharam até a cesta onde Annabeth citava o que tinha.
– Temos suco de groselha! É muito bom. E temos... Cookies! Então, temos sanduíche natural, barrinhas de cereal, suco de groselha, cookies, biscoitos recheados... E salgados. O que vocês querem?
– E podemos comprar refrigerante. — Percy apontou para uma barraquinha atrás dele — Quero dizer, pra que tantas coisas saudáveis? É sábado!
– Porque nós precisamos ficar saudáveis para brincar, Jackson. — Annabeth lhe lançou um olhar repreensor
– Por favor, mamãe. — Sophia fez um beicinho — Você pode mandar isso para a casa do papai quando eu for. Só uma Coca.
Annabeth revirou os olhos vendo Ian levantando com um sorriso grande no rosto.
– Mas vocês vão ter que comer um sanduíche natural, ok? Os dois, mocinhos.
Thalia revirou os olhos.
– Eles são crianças, deixa os...
– Cala a boca. — Annabeth resmungou e revirou os olhos, apontando Percy com o queixo — Pode ir, Soph. Só uma Coca.
Sophia assentiu e correu segurando a outra mão de Percy, falando sobre alguma coisa que os três riram. Annabeth observou os dois garotos rindo e pulando ao redor de Percy enquanto ele pulava e fingia que poderia cair a qualquer momento.
– Ele seria um ótimo pai. — Rachel disse, bobamente
– Claro, provavelmente o garoto diria que queria se jogar no lago e ele não ia ligar.
– Ele é liberal demais. — Annabeth concordou, inclinando-se para pegar o pote de chocolate — Você precisa impor regras e dizer quem é a autoridade.
– Você não parece ter esse tipo de relação com a Sophia. — acusou Rachel
– Nós temos, sim. Mas nossa relação é mais aberta. — deu de ombros, enfiando outra colher de chocolate — Nós passamos por coisas que filhas da idade dela nunca passariam. Tenho certeza disso.
Rachel a observou, querendo saber o que ela tinha que deixava seu noivo curioso e até mesmo, admirado. Óbvio que ela era linda, mas por que ele ficou enrolando no assunto e dizendo que tivera que liberar sua secretária, dizendo que ela tivera problemas e que ela parecia uma garota do que uma mulher... Porque sinceramente, Annabeth parecia muito mulher em sua opinião. Ela tinha cara de ser mais nova, claro... Entretanto, ela tinha algo mais. Estreitou os olhos, vendo-a falar sobre como o Central Park tinha virado seu lugar preferido e de Sophia, decidiu que Annabeth era um quebra-cabeça, que teria que montar, inclusive bem longe de seu noivo.
– Aqui estamos totalmente cheio de gorduras! — Percy chegou com Ian pendurado em suas costas e Sophia em seus braços
– Temos pirulitos! — Ian balançou o pirulito verde que carregava e Sophia riu mostrando o seu, rosa
Annabeth revirou os olhos e sorriu.
– Mas vocês me prometeram que iam comer o sanduíche natural.
Percy revirou os olhos e bufou, sentando-se no chão com os dois em seu colo.
– Qual é... Tipo, depois de beber Coca com pizza é a mesma coisa de ir à montanha russa e ser obrigado a ir no carrossel.
– Isso. — Sophia apontou para seu rosto, satisfeita — Isso mesmo, mãe. — mostrou
– Posso te chamar de tia Annie? — Ian piscou os olhos cor de mel e Annabeth sorriu, assentindo
– Você é uma gracinha. — engatinhou e apertou sua bochecha, puxando-o para seu colo — Como você conseguiu resistir? — perguntou para Thalia que engolia o resto do pote de chocolate como se fosse água
– Eu não resisti. — sorriu ao menino que ria no colo de Annabeth
– Certo. — Rachel suspirou com um sorriso, acariciando os cachos já soltos de Sophia enquanto ela lambia o pirulito — Temos que ir.
– Não. — Sophia se agarrou ao pescoço de Percy, choramingando
– Ele é tão legal! Deixa ele ficar mais um pouco, tia Rach, por favor!
Percy riu e continuou acariciando seus cachinhos loiros.
– Soph, ele tem que ir. — Annabeth disse — Ele tem assuntos a tratar, não pode ficar o dia todo aqui. — ralhou
– Mas, mamãe...
– Sophia. — terminou, encarando-a
– Nem um pouquinho? — fez beicinho
Percy riu e virou o queixo de boneca para si.
– Qual é, gracinha, eu não vou sair daqui mesmo. — a abraçou pelas costas — Olha, até o Ian tá com ciúmes.
– Não ‘tô nada. — cruzou os braços, mordendo seu pirulito — Eu tenho a tia Annie! Toma. — abraçou Annabeth pelo pescoço que riu
– Aham, garotão. — fez cócegas em sua barriga, o que o fez deitar na toalha
– Para, por favor. — riu mais uma vez e Annabeth parou, vendo-o ofegar e em seguida, fechar os olhos, saboreando o sabor de seu pirulito
– Acho que vou dormir. — Thalia bocejou e engatinhou ao lado de Ian, abraçando-o pela cintura — Me acorde quando o Luke chegar e vocês forem embora.
Annabeth assentiu, rindo, só de imaginar o que Thalia faria ao ver que Luke estava quinze segundos de distância deles.
Sabia que ele havia visto a cena de Sophia e Percy há alguns minutos atrás, e estava ansiosa para saber o que ele faria. Nem mesmo se importando com a expressão cansada e teimosa que Rachel exibia.
– Boa tarde. — Luke disse com seu sorriso simpático, apoiando-se nos pés ao lado de Annabeth e pegando a mochila que Sophia havia trago — Oi, Annie.
– Oi. — ela forçou um sorriso
– Não me diga que é o maldito Luke que está aqui.
– Isso aí, Thalia. — Luke riu, cutucando sua barriga com a ponta do pé — Eu sei que é muito amor.
– Qual é, cara, você nos persegue ou...?
Ele totalmente a ignorou.
– Soph, vamos? — chamou, sem nem ao menos dirigir-se a Percy que o olhava curioso
– Sim, pai. — tentou desamassar a blusa com as mãos, o que não funcionou muito, olhando para o moreno que sorria doce — Ah, papai, esse é o Percy, o novo chefe da mamãe! Ele é muito legal. — disse, segurando a mão do seu pai e sorrindo enquanto dizia — Ele me deu refrigerante, pizza e ah, nos levou para passear.
– Você e quem? — perguntou, direcionando um olhar sugestivo para Annabeth que deu de ombros
– Eu e o Ian. Olha, ele é meu novo colega de classe.
Ian dormia. Provavelmente, todos perceberam porque ele havia colocado os dois braços sobre os olhos e sua respiração era calma e compassada.
– Mas, ele está dormindo então... — ela deu de ombros e sorriu de novo — Ah, nós vamos ao clube, não é? Você prometeu que ia!
– Claro que eu vou, baixinha. — Luke sorriu e a puxou para seus braços, Sophia sorriu e colocou os braços em seu pescoço, tagarelando como fora seu dia
– Só um momento, papai, deixa eu me despedir da mamãe. — o loiro assentiu e a deixou sair de seus braços, correndo em direção de sua mãe
– Pensei que ia esquecer-se de mim. — sorriu, colocando seus cabelos para trás da orelha
– Claro que não, mãe. — revirou os olhos e deu um sorriso — Então...
– Ah, certo. Se comporte, arrume sempre o quarto, ajude Mary quando ela precisar, e não dê trabalho ao seu pai porque ele também é muito ocupado durante a semana.
– Você sabe que ela não dá trabalho, Annie.
– Não quando tá com você. — Thalia bufou e balançou Ian — Que é? Só ‘tô falando a verdade, cagão.
– Thalia, se mantenha calada, por favor. — Luke pediu
– Quem é você, agora? Meu pai?
– Chega, né? — Annabeth disse com seu tom de autoridade e beijou Sophia no rosto — Me ligue todas as noites.
– Mãe! Papai só mora há dois quarteirões.
– E você sabe que pode visitá-la sempre que quiser, não é?
– Sei, é, sei. — beijou novamente sua testa e levantou-se — Vamos, vou levá-los até o carro. Quer comprar mais um soverte, querida?
Sophia assentiu e saiu com o dinheiro até o senhor que continuava parado com seu carrinho de soverte. Pediu, encarecidamente, que Thalia arrumasse o pequeno piquenique e se despediu de Rachel e Percy que continuaram ali vendo aquele momento peculiar, de qualquer maneira, tentou evitar transparecer quaisquer emoções e sentimentos — ou precisamente vergonha e constrangimento — quando Percy a olhava firmemente.
– O que aconteceu? — Luke perguntou, carregando a mochila rosa de Sophia em suas costas
– Ela está tendo uma alergia... Sabe, a poeira e essas coisas, se você pedir pra Mary só arrumar a casa quando ela estiver na escola, seria ótimo.
– Ah, claro. Sem problemas.
– E o remédio. Eu pedi pra ela colocar na bolsa, mas se ela não colocou, me liga que eu te digo qual é e daí você passa lá em casa, ou você compra pra deixar lá sempre que ela for.
– Certo. Mas alguma coisa, mãe coruja?
Annabeth riu e negou.
– Hm, nada. Só era isso mesmo.
Luke parou de andar quando chegaram perto do senhor que entregava um potinho cor de chocolate para Sophia que sorria ao pegar a colher azul.
– Quem era aquele cara ali? — apontou por cima do ombro de Annabeth que forçou-se a não olhar
– Meu chefe. Ele é noivo da professora de Sophia, eles estavam aqui e por pura coincidência, ele é primo de Thalia... — não sabia porque estava explicando aquilo para Luke, ora, eram divorciados, não precisavam disso, sentia, entretanto, que estava dando aquela explicação para si mesma, para sua mente e para todo seu corpo parar de se arrepiar quando Percy continuava olhando-a
– Legal. — ele disse — Certo, certo. Hm, você não tá afim de... Jantar lá em casa qualquer dias desses?
– Tô muito ocupada com o trabalho novo, Luke. Talvez outro dia pudéssemos jantar. No aniversário da Sophia, quem sabe.
– Certo. — ele coçou a nuca e sorriu ao ver Sophia ao seu lado — Vamos, garotinha?
– Uhum. — mostrou o potinho de chocolate com um sorriso largo
– Tchau, Annie.
– Tchau, mamãe.
Annabeth acenou e esperou que eles desaparecessem de sua vista, virou as costas e abaixou a cabeça, evitando com que os raios solares da tarde batessem contra seu rosto, finalmente, chegou à árvore onde estavam e percebeu que Percy e Rachel ainda estavam lá
– Resolvemos te esperar, já que Thalia vai para sua casa com Ian..
Para te dar uma carona, sabe. — ele se explicou, com as mãos enfiadas no bolso, mas dava para perceber que ele queria tirá-las de lá e ficar mexendo no ar
– Não precisa, nós íamos pegar um táxi... — Annabeth começou, carregando a cesta sendo interrompida por Thalia
– Precisa, sim. Não pagamos táxi. Ah, por favor, Annabeth, cala a boca e entra no carro de boa, ok?
Annabeth até pensou em sair e pegar um táxi, mas ainda estava emocionalmente abalada pela sua pequena ter ido com seu pai e ainda por cima, seu ex-marido tentando uma reaproximação. Tudo bem que o tratava como se fosse um amigo que mantinha certa distância, mas era o certo. Não podia brigar com ele, mais do que brigara desde que Sophia nascera. Pôs um basta nas brigas, um basta nas coisas que lhe fazia mal e decidiu que trataria Luke do mesmo modo que tratava o vizinho, com respostas vagas, sorrisos pequenos e forçados, e coisas do tipo.
– Então, está tudo bem? — Percy perguntou olhando pelo retrovisor
A loira ergueu os olhos que estavam vidrados no céu que antes estava com poucas nuvens e azul, lindamente caloroso e adorável até que depois de dez minutos no trânsito, tudo começou a mudar e as nuvens ficaram mais densas, passando a impressão de que a qualquer momento poderia chover.
– Sim, está. — Thalia respondeu, acariciando os cabelos bagunçados de Ian que estavam deitados em seu peito
– E quando você, finalmente, vai começar a trabalhar? Você tem vinte e cinco anos, Thalia.
– Quando eu encontrar um cara rico para me casar ou meu pai parar de me dar mesada ou um dos dois. Não se preocupe, eu consigo me virar. — deu de ombros
Rachel riu e virou-se.
– Sério que você pensa assim?
– Você nunca pensou assim? — Thalia riu, encarando-a — Tipo, sem ofensas, sério mesmo...
– Não vou me sentir ofendida. — Rachel sorriu, levantando as mãos
– Ah, você vai. — Percy interferiu — Então, fique calada, Thalia.
– Não, pode dizer. Acha que eu ‘tô casando com o Percy por causa do dinheiro?
– Não, claro que não. Seus pais são tão ricos quanto Percy, mas fala sério... Só imagina ter um cara muito gato pra exibir, que ainda tem dinheiro, ou seja, você pode se ver livre de seus pais e ainda por cima, ter o que você quiser na hora que quiser... Aliás, se não tiver mais afim de lecionar, tudo bem porque seu marido é rico, então... Sim, eu tenho todo direito de pensar que você tá casando com meu primo por causa do dinheiro.
– Vocês tendo essa conversa em um carro? — Percy bufou — Fala sério.
– Você sabe que eu não estou. E eu não tenho que me explicar para você, Thalia. Percy sabe muito bem meus princípios.
– Eu disse que você ia se sentir ofendida. — a morena cantarolou — Agora, calem a boca se não o Ian vai acordar.
E foi assim que começou a troca de olhares.
Percy olhava pelo retrovisor e sem perceber, Annabeth também estava olhando, vendo que os olhos dele pareciam bem mais... Sedutores? Ela negou aquela palavra e fechou os olhos com força, fazendo um coque frouxo nos cabelos, negando-se a olhar para ele de novo.
Finalmente, chegaram ao hall de entrada do luxuoso prédio que elas moravam.
– Entregues. — Percy sorriu ao ver Ian sair cambaleando
– Tchau, tio.
– Até logo, priminho. — Thalia sorriu, acenando
– Tchau. — Annabeth disse vaga, evitando novamente olhar qualquer um dos dois nos olhos
Tudo que queria fazer agora era beber um suco de laranja, deitar em sua cama e esquecer de qualquer coisa que estava em sua cabeça.
Percy pensava em fazer o mesmo. Felizmente, tiveram que adiar a arrumação da casa de praia em Montauk para outro dia já que o decorador havia outros compromissos e não poderia visitar a casa deles. Deixou o carro na garagem, fazendo questão de passar pelo jardim com Rachel ao seu lado.
– Não podemos atrasar mais as decorações. — Rachel resmungou quando Percy abriu a porta e esperou que ela passasse — Talvez ele nem possa ir ao próximo sábado para Montauk e como vai ser o noivado?
– O que importa não é o casamento? — Percy disse jogando a chave no pequeno bar da sala
– É! Mas o noivado passa a impressão de tudo, meu amor. — a ruiva disse beijando seu queixo — Vamos subir... — continuou, manhosa — Daí eu faço uma massagem em você.
Percy sorriu com o pensamento de uma boa massagem nas costas, no entanto quem as dava não era Rachel.
Tossiu e negou com a cabeça.
– Tô meio tonto e com dor de cabeça. Vou pegar um remédio na cozinha e vou tentar dormir, pode ser? — o moreno segurou suas bochechas com uma das mãos, dando um selinho em seus lábios rosados
Rachel fez um beicinho e abraçou sua cintura.
– Tudo bem. Vou tomar um banho, então.
Ele sorriu e assentiu, andando em direção à cozinha e tomando um belo copo de água, seus pensamentos eram totalmente voltados a não-Rachel e aquilo estava assombrando-o.
Desde que vira Annabeth chorando com os lábios tremendo e os olhos avermelhados, sua mente não parava em pensar como poderia fazer com que ela parasse de chorar. Não que ela estivesse chorando a todo momento, mas mesmo assim.
Subiu as escadas no meio da sala e foi até o último quarto do corredor, subindo o único degrau que dava em direção à cama e tirou o tênis jogando-os ao lado e deitando, forçando-se a dormir.
Sonhou que nadava em um mar revolto muito verde, um verde intenso e que aos poucos, as ondas se tornavam calmas e te levavam à uma areia fofinha e agradável. Quando seus olhos se direcionavam ao céu.
Totalmente nublado. O sonho mudou e desta vez, sonhava em se perder em um tom cinzento totalmente sexy.
Notas finais
Vinte reviews agora? O que acham??
Enfim, eu to adorando o reviews de vocês são lindos e fofos e tudo de bom!
Só queria avisar que talvez eu vá demorar um pouco porque tenho três semanas seguidas de prova, maaaaaas nada impede que eu invada o computador de madrugada e poste aqui pq vida loka na veia
Outra coisa, eu to entrando no meu ask na hora da aula sçlaksçlak ai que linda sou.
Não, sério, vou responder o review de vcs agora e OBRIGADA MACADAMIA DE NOVO, SUA LINDA!!
Obrigada pra todo mundo e geeeente, deixem reviews, ok? Façam a parte de vocês que o resto é comigo.
Love, xx, My.
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